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Preparação: Benfica 1-2 Cova da Piedade

por Bernardo Martins em 2008-08-27 19:57:37

Benfica: André Barata; Ruben Nunes, Bakar e Vinicius Silva; Carlos Castro, Paul Keita, Fábio Carvalho, Luís Martins, Miguel Cid e Diogo Coelho; Sancidino Silva.

O jogo que opôs os Juvenis “A” do Benfica aos Juniores do Cova da Piedade teve início pelas 10h, numa manhã de sol e que se previa muito quente. O Benfica iniciou o jogo com 3 centrais, um meio-campo preenchido com o objectivo a tomar conta do jogo e a frente do ataque estava entregue a Dino, jovem promessa da formação do Benfica. No outro lado, o Cova da Piedade entrou em campo com um 4x4x2, com um losango no meio-campo, zona onde a equipa visitante se apresentou mais forte.

Durante a primeira parte verificou-se um certo equilíbrio entre ambas as equipas, embora o Cova da Piedade tenha sentido ligeiras dificuldades em sair a jogar e mesmo a controlar o meio-campo, muito por “culpa” de Paul Keita, que esteve imperial nos lances aéreos. O Benfica soube analisar a forte consistência do meio-campo da equipa da Piedade e procurou jogar pelas alas, tanto pela esquerda como pela direita, através de Luis Martins e Fábio Carvalho respectivamente, sempre apoiados pelos laterais que se mostraram muito ofensivos, o que veio revelar-se fatal pois o primeiro golo do Cova da Piedade surgiu num contra-ataque, lançado o avançado Alan que a partir da direita rematou cruzado para o poste mais distante.

Estava feito o 1-0 numa altura em que o jogo começava a ser conduzido pela equipa forasteira. O Benfica não baixou os braços mas alteraram um pouco a sua maneira de jogar e é aqui que entra Sancidino Silva, que começou a ser mais procurado pelos colegas depois do primeiro golo. As bolas ganhas quer pela defesa quer pelo meio-campo benfiquista, eram “enviadas” automaticamente para Dino que procurou sempre fugir á marcação apertada do central do Cova da Piedade, por vezes causando estragos devido à sua grande velocidade e posicionamento em campo.

Aproveitando novamente a subida do lateral esquerdo «encarnado», o Cova da Piedade, novamente em contra-ataque, lança a bola para Alan que faz um bis na partida, quase de forma idêntica ao primeiro. Depois do 2º golo, a equipa da Piedade baixou muito o seu rendimento, não conseguindo avançar no terreno e foi assim que nasceu o golo do Benfica, numa jogada de insistência por parte do extremo esquerdo Luís Martins, que cruzou para o centro da pequena área, onde apareceu Dino, livre de marcação, reduzindo assim a desvantagem do Benfica. Estava feita assim a primeira parte com destaque para a acção ofensiva de Luís Martins e Paul Keita, que foi o senhor do meio-campo na primeira metade.

Já na segunda parte, assistiu-se a um enorme domínio por parte dos Juvenis do Benfica, muito devido à alteração (quase) completa da equipa do Cova da Piedade, que retirou de campo a maior parte da sua equipa base para o jogo de hoje, servindo também para analisar jogadores. O Benfica, com mais soluções, entrou em campo igualmente com uma equipa diferente, renovada e bastante ofensiva. Edson esteve muito bem a sair a jogar, “pegou” nas transições, abrindo o jogo para a subida quer dos laterais quer dos extremos.

Edson era correspondido quer por Rui Silva quer por Tiago Romeira, este segundo causando algum perigo para a baliza defendida por Gonçalo Janeiro, ex-atleta Benfiquista, que negou um golo quase certo ao extremo-direito depois de um bom trabalho individual sobre o defesa-esquerdo piedense. Apesar do domínio, o Benfica pecou na finalização, onde em vários lances se verificou a falta de calma e sangue frio por parte dos jogadores de vermelho.

O golo do Benfica ia sendo evitado por Gonçalo Janeiro, que apesar de ter jogado apenas 30 minutos (saiu lesionado) mostrou-se seguro entre os postes, adianto aquilo que parecia, até então, o inevitável. Enquanto os Juvenis da «águia» desperdiçavam oportunidades, o Cova da Piedade actuava num sistema de contra-ataque causando perigo pela ala esquerda, explorando as subidas do defesa-direito da renovada equipa do Benfica e por algumas ocasiões podia ter aumentado a vantagem, o que não aconteceu.

Final do jogo no Centro de Estágio e Formação do Seixal, num jogo animado que serviu para testar ambas as equipas (primeiro jogo da época da equipa visitante), primeiro jogo do Benfica, depois do torneio na Guarda.

Destaques na equipa do Benfica

Luís Martins – Procurou sempre defender, muito activo e soube explorar o seu corredor, através de combinações com o lateral ou com arrancadas poderosas pela esquerda.

Paul Keita – Enquanto esteve em campo dominou a zona central do terreno. Embora possa melhorar alguns aspectos técnicos, foi muito graças a ele que o Benfica conseguiu certo domínio na primeira parte.

Dino - Velocidade, sentido de oportunidade, mobilidade extrema, posicionamento fora do normal. É preciso dizer mais?

Edson - O “patrão” do sector mais recuado do Benfica pautou bem os lances ofensivos da sua equipa, estando igualmente bem nos lances mais defensivos.

Rui Silva - Actuando num sector mais recuado na esquerda não se inibiu de ajudar o ataque, conseguindo excelentes combinações com os colegas do meio-campo que o lançavam em velocidade, abrindo grandes brechas na defesa do Piedade.

Tiago Romeira – Grande tecnicista, bons pormenores, conseguiu soltar-se bem das suas marcações e revelou ser uma arma potente para a ala benfiquista.

Texto: Bernardo Martins



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