País
Portugal

Rui Águas

Nome completo
José Rui Lopes Águas
Número
9
Peso
74
Altura
179
Naturalidade
Lisboa
Data de nascimento
1960-04-18
Periodo no Benfica

1985 - 1994

Não é seguramente no futebol, pelo menos ao nível do alto rendimento, que o aforismo “filho de peixe sabe nadar” encontra maior espaço de afirmação. Já o mesmo nunca poderia dizer (ou talvez sentir) o malogrado José e o seu filho Rui, que, fazendo excepção à regra, transformaram a família Águas na mais emblemática do futebol luso. E com a vantagem adicional – inclua-se também o sobrinho/primo Raul, outro jogador do Benfica – de se revelar pródiga em comunicar no idioma predilecto dos fãs da causa da bola – o golo.

Rui cresceu com a imagem do pai a erguer a Taça dos Campeões. Daquelas que inspiram mais que um quadro de Picasso ou de outro dos imortais da tela. Por isso, aos 12 anos, era vê-lo nos infantis do Benfica. Foi assim durante duas épocas, seguindo-se o Cultural da Pontinha e o Sporting. Depois de uma pausa, com o voleibol a fazer em exclusivo as despesas da prática desportiva, Rui Águas, já sénior, defendeu as cores do Sesimbra, do Atlético e do Portimonense, ingressando no Benfica, aos 24 anos, corria a temporada de 84/85.



Ponta-de-lança nato, especialista no jogo aéreo, tinha mais intuição que escola. Mas tinha razão e coração. Mais ainda, tinha inteligência. O poder de salto e a execução técnica faziam o resto. E o resto eram golos, muitos golos. Um acervo deles. No total, fez 123 remates certeiros pelo Benfica, em 285 jogos, distribuídos por sete temporadas. Na época 90/91, sagrou-se mesmo o melhor marcador do Nacional. Conquistou três Campeonatos e outras tantas Taças de Portugal.

Durante dois anos (88/89 e 89/90) jogou no FC Porto, transferindo-se para o Norte, alegando que o Benfica “pagava mal”. Em 31 ocasiões, vestiu a camisola das quinas, com o apreciável contributo de dez golos (seis pelo Benfica). Ainda disputou a final dos Campeões, em 87/88, frente ao PSV, mas não conseguiu imitar o italiano Paolo Maldini, vencedor do titulo europeu tal como o pai, Cesare Maldini, duas décadas atrás.



Abandonou o Benfica com o estatuto de campeão, no último grande triunfo da história centenária. Pese embora um número significativo de semelhanças, o mérito maior de Rui Águas foi libertar-se do estigma do pai, decerto o melhor cabeceador de sempre do futebol português. Ou talvez o mérito do Rui assentasse mesmo, donairosamente, em ter sido o filho do Águas que (também) sabia marcar.

 

Épocas no Benfica: 7 (85/88 e 90/94)

Jogos: 237

Golos: 104

Títulos: 3CN, 3TP

 

Texto: Memorial Benfica, 100 Glórias
Copiado de Ednilson

Stats

Primeiro jogo

SL Benfica 9 x 0 Marítimo

Sábado, Agosto 31, 1985 - 00:00

Estádio da Luz, em Lisboa ,

SL Benfica: Bento, Pietra, Samuel, Oliveira, Álvaro Magalhães, Carlos Manuel, Nunes (Simões [72m]), Veloso, José Luís, Diamantino (Rui Águas [73m]), Manniche
Treinador: John Mortimore
Golos: Manniche (14), Carlos Manuel (19), José Luís (28), Manniche (40), Diamantino (36), José Luís (59), Oliveira (70), Carlos Manuel (78), Rui Águas (81)

Último jogo

SL Benfica 1 x 0 Uniao Madeira

Sábado, Maio 21, 1994 - 02:00

Estádio da Luz, em Lisboa ,

SL Benfica: Neno, Abel Silva, William, Hélder, Kenedy (Yuran [45m]), Abel Xavier, João Pinto, Schwarz, Rui Águas (Kulkov [81m]), Rui Costa, Aílton
Treinador: Toni
Golos: Rui Costa (68)