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terça-feira, fevereiro 27, 2024

Fim-de-semana perfeito

Goleámos o Portimonense por 4-0 no passado domingo e beneficiámos dos empates da lagartada em Vila do Conde frente ao Rio Ave (3-3) e do CRAC em Barcelos frente ao Gil Vicente (1-1) para ter agora dois pontos de vantagem perante o primeiro (com mais um jogo) e nove perante os representantes de Mordor. Seria difícil que o fim-de-semana nos tivesse corrido melhor.
 
Confesso, no entanto, que não concordei nada com a táctica que o Roger Schmidt apresentou de voltar a jogar sem um ponta-de-lança perante o (com todo o respeito) Portimonense na Luz. A 1ª parte foi de uma pobreza confrangedora, connosco a não meter velocidade no jogo e assim a não ter grandes chances de marcar, excepção feita a um falhanço incrível do Kökçü logo no início (a bola saiu ligeiramente no centro do David Neres, pelo que o golo seria eventualmente anulado) e a outro do Otamendi, bem desmarcado pelo turco, que o guarda-redes Nakamura defendeu. O Rafa no meio de centrais altíssimos perdia-se frequentemente e nunca revelámos arte para colocar a bola nas costas deles.
 
Para a 2ª parte, o Schmidt insistiu nos mesmos contra todas as expectativas. E desta vez correu-lhe bem, porque marcámos três golos relativamente cedo e em apenas quatro minutos! Aos 55’, o Rafa de trivela inaugurou o marcador depois de uma assistência do Bah, aos 57’ foi o Kökçü com possivelmente o melhor passe longo da época a desmarcar o Neres, que contornou o Nakamura e fez o 2-0 e aos 59’ foi o Di María a fazer o terceiro com um toque de classe depois de uma assistência do Rafa também de trivela. Estes minutos alucinantes resolveram a partida e o Schmidt aproveitou para fazer alguma gestão da equipa mais cedo do que é costume. No entanto, continuámos a procurar a baliza contrária e o Kökçü teve um bom remate de longe, defendido pelo guarda-redes. Entraram o Florentino e o Tiago Gouveia e saíram o João Neves e o Neres, e foi o nº 47 a fazer uma boa jogada pela esquerda aos 75’, com um centro atrasado para o Kökçü assistir (pareceu-me um pouco por acaso) o Rafa para o seu bis. Até final, ainda entraram os dois pontas-de-lança (Cabral e Marcos Leonardo), mas o resultado não se alterou.
 
Em termos individuais, óbvio destaque para o Rafa com dois golos e uma assistência. O Neres também esteve muito bem e não vai sair da equipa tão cedo. O Kökçü veio dizer no final que gosta de jogar mais avançado no terreno e vai ter certamente oportunidade de fazer isso nos dois próximos jogos no WC e em Mordor, porque, como esta táctica resultou agora, não estou nada a ver o Schmidt não a aplicar nas próximas duas saídas. O Trubin não teve grande trabalho, para variar um bocado em relação aos últimos jogos. O Aursnes voltou à lateral-esquerda e de lá não deve sair nas próximas partidas, dado que o Bah está a recuperar a sua forma a olhos vistos na direita. Já se sabe que é muito difícil o João Neves estar mal e o João Mário disfarça melhor no meio a sua incapacidade de imprimir velocidade ao jogo.
 
Iremos na 5ª feira à lagartada para a 1ª mão da meia-final da Taça de Portugal e no domingo a Mordor para o campeonato. Serão dois jogos importantíssimos com apenas 72h entre eles. Veremos com a equipa se portará, porque sinceramente não sei o que esperar dado que a nossa época tem sido uma verdadeira montanha-russa em termos exibicionais. Aliás, basta ver a diferença abissal entre a 1ª e a 2ª parte neste jogo frente ao Portimonense para se perceber isso.

1 comentário:

joão carlos disse...

Mas a incapacidade da equipa para criar oportunidades, pese embora o domínio absoluto que tem, não teve só a ver com a falta de ponta de lança, é verdade que este facto só aumentou o problema dado que eles nada saíram do seu meio campo e nos faltou presença na área, mas sim com a maneira como a equipa joga com trocas de passes sem objetividade com pouca ou nenhuma progressão, por vezes parece que querem entrar baliza adentro com troca de passes, e que já tem sido notado em outros jogos mesmo quando se joga com um ponta de lança.
Muito do que se jogou, melhor, no segundo tempo foi devido a termos resolvido o jogo em pouco tempo sendo que dois desses lances foram de puro contra ataque, mais uma vez onde a equipa consegue e sabe aproveitar, o que continua a ser problemático é ultrapassar equipa que defendem em bloco, sobretudo que defendam muito e com muitos.
Voltamos a fazer pouca ou nenhuma gestão física sendo que as únicas alterações foram nas posições onde quem tinha jogado nelas tinha feito apenas meio tempo quem no jogo anterior jogou o tempo todo, ou perto disso, voltou a ser titular já vimos esta mesma gestão a ser feita o ano passado e os efeitos que teve nos últimos jogos e pelos vistos continuamos a repetir por isso de certeza que não esperam resultados diferentes.