22362 - Tópico: (actualizado) Memorial Benfica, Glórias  (Lida 166578 vezes)

Slb23

  • Moderador
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  • Até Sempre REI!!
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  • 19 de Abril de 2013, 16:02
Se pagarem bem podem contar comigo ^-^

Agora a sério, no que puder ajudar estou disponivel.

EB_94_SLB

  • Eusébio
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  • Funchal
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  • 07 de Julho de 2013, 15:23
Estive a ler este tópico todo nestes últimos dias.

Um dos melhores tópicos do fórum. Simplesmente fabuloso!  :bow2:

JDiogo20

  • Capitão
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  • Margem Sul
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  • 26 de Janeiro de 2014, 20:28
O livro mais actualizado é o de capa vermelha correcto?

Sá das Violas30

  • Eusébio
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  • Graciosa - Açores
  • 26 de Junho de 2017, 22:30
Alfredo Valadas Mendes. Minas de São Domingos. 16 de Fevereiro de 1912-1994. Avançado.
Épocas no Benfica: 10 (34/44). Jogos: 263. Golos: 162. Títulos: 1 (Campeonato Portugal), 6 (Campeonato Nacional), 1 (Campeonato de Lisboa) e 3 (Taça de Portugal).
Outros clubes: Luso de Beja, Sporting e SL Beja. Internacionalizações: 6



 
Equipa 1942/1943

Esforço, devoção e glória. Não, não há plágio, não há equívoco, não há gralha. É mesmo o lema do Sporting Clube de Portugal. Um normativo que Alfredo Valadas desejava ardentemente interpretar. A obsessão prolongou-se até ao início da idade adulta. “Eu era um leão ferrenho”, chegou a confessar.

Nasceu em Fevereiro de 1912, ano em que se afundou o Titanic. Alentejano de Beja, das Minas de São Domingos, parecia ter herdado o espírito mineiro, consubstanciado na têmpera, na coragem, no ardor. Iniciou-se pelo Luso de Beja, actual Desportivo, com apenas 15 anos. Três temporadas depois, atributos confirmados, ingressou no Sporting, consumando o sonho. Sonho não, pesadelo. “Desde o início, os dirigentes prometeram-me um emprego e não cumpriram; aborreci-me e voltei à terra, onde estive um ano sem jogar para ficar livre”. Era assim nesses tempos.

Passada a dolorosa abstinência, Valadas foi convidado a ingressar no Benfica. Aires da Fonseca responsabilizou-se pela abordagem. Corria o ano de 1934. “Embora sem me conseguirem o tal emprego, fizeram uma proposta que me agradou; jogava com a carta na mão, até me arranjarem colocação como funcionário público”. Compromisso honrado, à Benfica, em 1937 estava nos quadros do Governo Civil de Lisboa.



A nova afeição durou dez temporadas. Profícua foi também. Valadas conquistou 11 títulos, espalhados por seis Campeonatos Nacionais, um de Portugal, outro de Lisboa e três Taças. Actuou em 263 partidas e obteve 162 golos. Ainda hoje faz parte da lista dos dez melhores marcadores do historial encarnado. À Selecção Nacional emprestou, por seis ocasiões, os seus préstimos, com dois golos apontados.

Valadas era extremo-esquerdo. Alto e corpulento, mesmo assim dotado de grande velocidade e forte disparo. Não abjurava a posição, fintando com sapiência. Chamavam-lhe repentista, conceito que nasceu do seu talento. A 7 de Fevereiro de 1943, um jogo houve que aparece sublinhado a vermelho no livro de honra das proezas benfiquistas. Triunfo por 12-2 (!) sobre o FC Porto, no Campo Grande, a contar para o Nacional. Olímpica jornada essa, com Martins, Gaspar Pinto e César Ferreira; Jordão, Albino e Francisco Ferreira, Manuel da Costa, Barros, Julinho, Teixeira e Valadas.

Em 43/44, despedir-se-ia, com mais um triunfo na Taça de Portugal. Já não actuou no embate decisivo, no Campo das Salésias, na vitória do Benfica perante o Estoril (8-0), com cinco golos de Rogério. Rogério de Carvalho, o Pipi das delicias berrantes, era o substituto na posição. Trocava-se ouro por… ouro. Ganhou o clube. Como ganhou Valadas o livre-trânsito na praça dos mais intrépidos. Com esforço, dedicação e glória. Só que no Benfica.
Posso usar numa coisinha minha?

Trezeguet

  • Eusébio
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  • Dedicado aos verdadeiros amantes do Futebol
  • 07 de Fevereiro de 2018, 08:36