Avançado, 1952-08-09 - 2019-10-18)
Portugal
Stats: 5 épocas, 30 jogos (1603 minutos), 12 golos
Títulos: Campeonato Nacional (4), Taça de Portugal (1)

36621 - Tópico: Jordão  (Lida 18830 vezes)

VitorPaneira7

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  • 19 de Outubro de 2019, 11:56
A partir de meados da década de 70 varias decisões no mínimo inacreditáveis como a dispensa de Alves após Simões embirrar com as luvas pretas,as saídas de Eurico e Artur para as osgas,o não retorno de Jordão que foi para a pia do alvalixo,juntando o terrivel incidente que roubou boa parte da carreira de Vitor Martins e os recorrentes casos de indisciplina de Vitor Baptista,fizeram o Benfica perder uma excelente base que decerto seria varias vezes campeã impedindo a ascenção do corrupto Porto congeminado pela dupla de filhos da puta Zé do Boné e peidoso senil.Um onze com Bento,Artur,Humberto,Eurico,Pietra,Shéu,Vitor Martins,Alves,Chalana,Néné e Jordão e com opções como Alberto,Alhinho,Bastos Lopes,Carlos Manuel ou Vitor Baptista,muitos deles na fase ideal das respectivas carreiras,teria decerto feito do Glorioso não só a força dominante do nosso futebol como seria também um caso sério a nível europeu.Volto a referir que Jordão está sem qualquer favor no top 10 dos melhores avançados Portugueses de todos os tempos.
O Benfica foi campeao 6 vezes nos anos 70.
5 vezes nos anos 80 e com finais europeias.
Dificil fazer melhor.
O problema foi o que fizeram a dupla Damasio-Artur Jorge em 94.


Não.

Houve sempre problemas mesmo na década de 60.

Houve problemas sérios de renovação de contrato com Eusébio e com Simões, para citar os dois mais relevantes.

Os 70s foram uma época lixada do ponto de vista social. Muita gente andou à deriva. Borges Coutinho teve o desafio de renovar impor a disciplina no plantel e ao mesmo tempo renovar a equipa pois Eusébio, Torres, Simões, etc, estavam na fase final da carreira. Borges Coutinho esteve à altura. Contratou Hagan e isso garantiu a disciplina. contratou Victor Batista, Toni, Artur Jorge, etc. Garantiu que homens como Ângelo Martins pudessem trabalhar nas camadas jovens fazendo com que o plantel pudesse ser enriquecido com gente como Jordão, Alves, Sheu, etc. Do ponto de vista financeiro as coisas foram sendo equilibradas com as impressionantes mas muito desgastantes digressões por TODO o mundo.

Os problemas do final da década de 70 foram agravados com a perda dos viveiros das ex-colónias. Com a crise económica e social. Com a emergência de alguns dirigentes como Romão Martins e Fernando Martins, que apesar de terem feito alguma coisa positiva (mais o último) ainda assim não souberam compreender o tempo em que viviam e mais importante o que o futuro ia trazer. Perderam-se jogadores essenciais para os rivais e para o estrangeiro.

Fernando Martins entra na década de 80 como presidente e desbarata uma equipa fabulosa em troca de betão que rapidamente se tornou um elefante branco e obsoleto com a emergência das transmissões televisivas. Perdeu-se o equilíbrio nas estruturas dirigentes federativas e associativas do futebol em Portugal. emergiu o poder porco e corrupto do FCP. Fernando Martins foi comido. O SLB foi comido enquanto a dívida aumentava.

João Santos e os que o rodeavam tentaram reverter o processo com apostas fortes que deram retorno desportivo (podíamos perfeitamente ter sido campeões europeus) mas que agravaram dramaticamente a dívida. O Benfica viveu de crédito assegurado pelo prestígio de gente superior como Jorge de Brito. Infelizmente foi traído por alguma gente que o rodeava e o Benfica foi afundado por gente de dentro e por rivais. Nunca me esqueço do que o FCP nos fez. Nunca me esqueço do que o SCP nos fez. Não merecerem nunca qualquer desculpa. Nunca pagaram pelo mal que fizeram de forma indecente e sem escrúpulos. Pulhas.

Mas infelizmente os problemas internos foram ainda mais graves. Damásio trouxe a mediocridade e o cavalo de Troia. Desbaratou-se um plantel. Não foi só uma equipa mas sim um plantel campeão. A dívida tornou-se incontrolável. Criou-se pasto para a entrada e uma personagem.presidente que foi condenado em tribunal por roubo. O Benfica esteve perto do abismo. Quem viveu a década de 90 tem a autoridade de falar desse tempos medonhos. Tem o dever de não esquecer.

Hoje vivem-se tempos igualmente ameaçadores. Desafiantes. que apelam ao Benfiquismo dos que já tem alguns anos. Que desafiam os novos a verdadeiramente entender o que o o Clube. Não apenas a espumas dos dias. Do golo que é marcado ou do negócio escuro que é feito. Das trafulhices litigadas em tribunal. Das névoas do dirigismo em Portugal. É preciso entender os alicerces do Clube. De como fomos fundado e de como fomos sobrevivendo, fortalecendo o Clube com sucessos desportivos assentes na Mística e nos valores.

Mística e valores. Talento e exigência. É disso tudo que o Benfica tem de ser feito. Cuidado com os tempos que hoje vivemos. É preciso ver o mais importante. E questionar. E não perder a democracia interna que sempre foi a nossa marca mais distintiva.

Obrigado pelo excelente texto.

Alexandre1976

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  • O Benfica é tudo.
  • 19 de Outubro de 2019, 12:53
Brilhante texto RedVC.
.

GoloDeLetra

  • Eusébio
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  • 19 de Outubro de 2019, 13:31
A partir de meados da década de 70 varias decisões no mínimo inacreditáveis como a dispensa de Alves após Simões embirrar com as luvas pretas,as saídas de Eurico e Artur para as osgas,o não retorno de Jordão que foi para a pia do alvalixo,juntando o terrivel incidente que roubou boa parte da carreira de Vitor Martins e os recorrentes casos de indisciplina de Vitor Baptista,fizeram o Benfica perder uma excelente base que decerto seria varias vezes campeã impedindo a ascenção do corrupto Porto congeminado pela dupla de filhos da puta Zé do Boné e peidoso senil.Um onze com Bento,Artur,Humberto,Eurico,Pietra,Shéu,Vitor Martins,Alves,Chalana,Néné e Jordão e com opções como Alberto,Alhinho,Bastos Lopes,Carlos Manuel ou Vitor Baptista,muitos deles na fase ideal das respectivas carreiras,teria decerto feito do Glorioso não só a força dominante do nosso futebol como seria também um caso sério a nível europeu.Volto a referir que Jordão está sem qualquer favor no top 10 dos melhores avançados Portugueses de todos os tempos.
O Benfica foi campeao 6 vezes nos anos 70.
5 vezes nos anos 80 e com finais europeias.
Dificil fazer melhor.
O problema foi o que fizeram a dupla Damasio-Artur Jorge em 94.


Não.

Houve sempre problemas mesmo na década de 60.

Houve problemas sérios de renovação de contrato com Eusébio e com Simões, para citar os dois mais relevantes.

Os 70s foram uma época lixada do ponto de vista social. Muita gente andou à deriva. Borges Coutinho teve o desafio de renovar impor a disciplina no plantel e ao mesmo tempo renovar a equipa pois Eusébio, Torres, Simões, etc, estavam na fase final da carreira. Borges Coutinho esteve à altura. Contratou Hagan e isso garantiu a disciplina. contratou Victor Batista, Toni, Artur Jorge, etc. Garantiu que homens como Ângelo Martins pudessem trabalhar nas camadas jovens fazendo com que o plantel pudesse ser enriquecido com gente como Jordão, Alves, Sheu, etc. Do ponto de vista financeiro as coisas foram sendo equilibradas com as impressionantes mas muito desgastantes digressões por TODO o mundo.

Os problemas do final da década de 70 foram agravados com a perda dos viveiros das ex-colónias. Com a crise económica e social. Com a emergência de alguns dirigentes como Romão Martins e Fernando Martins, que apesar de terem feito alguma coisa positiva (mais o último) ainda assim não souberam compreender o tempo em que viviam e mais importante o que o futuro ia trazer. Perderam-se jogadores essenciais para os rivais e para o estrangeiro.

Fernando Martins entra na década de 80 como presidente e desbarata uma equipa fabulosa em troca de betão que rapidamente se tornou um elefante branco e obsoleto com a emergência das transmissões televisivas. Perdeu-se o equilíbrio nas estruturas dirigentes federativas e associativas do futebol em Portugal. emergiu o poder porco e corrupto do FCP. Fernando Martins foi comido. O SLB foi comido enquanto a dívida aumentava.

João Santos e os que o rodeavam tentaram reverter o processo com apostas fortes que deram retorno desportivo (podíamos perfeitamente ter sido campeões europeus) mas que agravaram dramaticamente a dívida. O Benfica viveu de crédito assegurado pelo prestígio de gente superior como Jorge de Brito. Infelizmente foi traído por alguma gente que o rodeava e o Benfica foi afundado por gente de dentro e por rivais. Nunca me esqueço do que o FCP nos fez. Nunca me esqueço do que o SCP nos fez. Não merecerem nunca qualquer desculpa. Nunca pagaram pelo mal que fizeram de forma indecente e sem escrúpulos. Pulhas.

Mas infelizmente os problemas internos foram ainda mais graves. Damásio trouxe a mediocridade e o cavalo de Troia. Desbaratou-se um plantel. Não foi só uma equipa mas sim um plantel campeão. A dívida tornou-se incontrolável. Criou-se pasto para a entrada e uma personagem.presidente que foi condenado em tribunal por roubo. O Benfica esteve perto do abismo. Quem viveu a década de 90 tem a autoridade de falar desse tempos medonhos. Tem o dever de não esquecer.

Hoje vivem-se tempos igualmente ameaçadores. Desafiantes. que apelam ao Benfiquismo dos que já tem alguns anos. Que desafiam os novos a verdadeiramente entender o que o o Clube. Não apenas a espumas dos dias. Do golo que é marcado ou do negócio escuro que é feito. Das trafulhices litigadas em tribunal. Das névoas do dirigismo em Portugal. É preciso entender os alicerces do Clube. De como fomos fundado e de como fomos sobrevivendo, fortalecendo o Clube com sucessos desportivos assentes na Mística e nos valores.

Mística e valores. Talento e exigência. É disso tudo que o Benfica tem de ser feito. Cuidado com os tempos que hoje vivemos. É preciso ver o mais importante. E questionar. E não perder a democracia interna que sempre foi a nossa marca mais distintiva.
Problemas houve sempre desde a data de fundaçao. A nòs nunca nos deram nada.
Ao contrario de outros.
Mas nada que se compare com o que fizeram a dupla maravilha.

josantiago

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  • Membro da Irmandade da Pá Dourada
  • 19 de Outubro de 2019, 13:39
Descanse em paz

Lisboa_e_Benfica

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  • Benfica Sempre!
  • 19 de Outubro de 2019, 14:01
A partir de meados da década de 70 varias decisões no mínimo inacreditáveis como a dispensa de Alves após Simões embirrar com as luvas pretas,as saídas de Eurico e Artur para as osgas,o não retorno de Jordão que foi para a pia do alvalixo,juntando o terrivel incidente que roubou boa parte da carreira de Vitor Martins e os recorrentes casos de indisciplina de Vitor Baptista,fizeram o Benfica perder uma excelente base que decerto seria varias vezes campeã impedindo a ascenção do corrupto Porto congeminado pela dupla de filhos da puta Zé do Boné e peidoso senil.Um onze com Bento,Artur,Humberto,Eurico,Pietra,Shéu,Vitor Martins,Alves,Chalana,Néné e Jordão e com opções como Alberto,Alhinho,Bastos Lopes,Carlos Manuel ou Vitor Baptista,muitos deles na fase ideal das respectivas carreiras,teria decerto feito do Glorioso não só a força dominante do nosso futebol como seria também um caso sério a nível europeu.Volto a referir que Jordão está sem qualquer favor no top 10 dos melhores avançados Portugueses de todos os tempos.
O Benfica foi campeao 6 vezes nos anos 70.
5 vezes nos anos 80 e com finais europeias.
Dificil fazer melhor.
O problema foi o que fizeram a dupla Damasio-Artur Jorge em 94.


Não.

Houve sempre problemas mesmo na década de 60.

Houve problemas sérios de renovação de contrato com Eusébio e com Simões, para citar os dois mais relevantes.

Os 70s foram uma época lixada do ponto de vista social. Muita gente andou à deriva. Borges Coutinho teve o desafio de renovar impor a disciplina no plantel e ao mesmo tempo renovar a equipa pois Eusébio, Torres, Simões, etc, estavam na fase final da carreira. Borges Coutinho esteve à altura. Contratou Hagan e isso garantiu a disciplina. contratou Victor Batista, Toni, Artur Jorge, etc. Garantiu que homens como Ângelo Martins pudessem trabalhar nas camadas jovens fazendo com que o plantel pudesse ser enriquecido com gente como Jordão, Alves, Sheu, etc. Do ponto de vista financeiro as coisas foram sendo equilibradas com as impressionantes mas muito desgastantes digressões por TODO o mundo.

Os problemas do final da década de 70 foram agravados com a perda dos viveiros das ex-colónias. Com a crise económica e social. Com a emergência de alguns dirigentes como Romão Martins e Fernando Martins, que apesar de terem feito alguma coisa positiva (mais o último) ainda assim não souberam compreender o tempo em que viviam e mais importante o que o futuro ia trazer. Perderam-se jogadores essenciais para os rivais e para o estrangeiro.

Fernando Martins entra na década de 80 como presidente e desbarata uma equipa fabulosa em troca de betão que rapidamente se tornou um elefante branco e obsoleto com a emergência das transmissões televisivas. Perdeu-se o equilíbrio nas estruturas dirigentes federativas e associativas do futebol em Portugal. emergiu o poder porco e corrupto do FCP. Fernando Martins foi comido. O SLB foi comido enquanto a dívida aumentava.

João Santos e os que o rodeavam tentaram reverter o processo com apostas fortes que deram retorno desportivo (podíamos perfeitamente ter sido campeões europeus) mas que agravaram dramaticamente a dívida. O Benfica viveu de crédito assegurado pelo prestígio de gente superior como Jorge de Brito. Infelizmente foi traído por alguma gente que o rodeava e o Benfica foi afundado por gente de dentro e por rivais. Nunca me esqueço do que o FCP nos fez. Nunca me esqueço do que o SCP nos fez. Não merecerem nunca qualquer desculpa. Nunca pagaram pelo mal que fizeram de forma indecente e sem escrúpulos. Pulhas.

Mas infelizmente os problemas internos foram ainda mais graves. Damásio trouxe a mediocridade e o cavalo de Troia. Desbaratou-se um plantel. Não foi só uma equipa mas sim um plantel campeão. A dívida tornou-se incontrolável. Criou-se pasto para a entrada e uma personagem.presidente que foi condenado em tribunal por roubo. O Benfica esteve perto do abismo. Quem viveu a década de 90 tem a autoridade de falar desse tempos medonhos. Tem o dever de não esquecer.

Hoje vivem-se tempos igualmente ameaçadores. Desafiantes. que apelam ao Benfiquismo dos que já tem alguns anos. Que desafiam os novos a verdadeiramente entender o que o o Clube. Não apenas a espumas dos dias. Do golo que é marcado ou do negócio escuro que é feito. Das trafulhices litigadas em tribunal. Das névoas do dirigismo em Portugal. É preciso entender os alicerces do Clube. De como fomos fundado e de como fomos sobrevivendo, fortalecendo o Clube com sucessos desportivos assentes na Mística e nos valores.

Mística e valores. Talento e exigência. É disso tudo que o Benfica tem de ser feito. Cuidado com os tempos que hoje vivemos. É preciso ver o mais importante. E questionar. E não perder a democracia interna que sempre foi a nossa marca mais distintiva.

grande texto. Vai escrevendo mais sobre a história do Benfica. Excelente.  :slb2:

Alexandre1976

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  • 19 de Outubro de 2019, 15:18
Chegou ao Benfica no inicio da década de 70 vindo do Sporting de Benguela para integrar uma fantástica equipa de juniores liderada por um dos mais brilhantes servidores da causa Benfiquista,o Sr.Angelo Martins.De 71 a 76 foi figura cimeira da nossa equipa embora uma grave lesão contraída no inicio da época de 74-75 o fizesse perder quase toda a temporada.Em 75-76 faz uma dupla demolidora com Néné em que só á conta dos dois o Benfica marca 59 golos(Jordão é Bola de Prata com 30 e Néné fica em segundo com 29).Em 76 sai para o Saragoça num período em que vários jogadores do topo do nosso futebol vão para Espanha(Jordão,Quinito,Bastos,Alves e mais tarde Oliveira).Regressa a Portugal em 77 para o rival Sporting depois de Romão Martins ter declinado o seu regresso á Luz.Entre 77 e 86 é uma das grandes figuras do Sporting fazendo um trio temível com Oliveira e M.Fernandes.No seu ultimo ano em Alvalade é posto á margem por Manuel José o que o leva a perder a hipótese de ser um dos escolhidos para o México 86.Vai para o V.Setubal por influencia de M.Fernandes e ainda consegue voltar á Selecção.Despede-se do futebol em 1989.Na Selecção faz a par de Chalana um Euro 84 soberbo embora também tenha estado em plano de destaque na MiniCopa de 1972.Quando andava a estudar era usual vê-lo,pois ia buscar presumo eu, alguém da sua família no Colégio onde eu estudava.Uma vez pedi-lhe um pouco a medo um autografo, apesar de jogar num rival,tinha bastante admiração pelas suas qualidades como jogador.Deu-me o autografo sendo de uma simpatia e educação extremas.Como aqui já foi referido,foi o ultimo grande ponta de lança saído das nossas escolas.
« Última modificação: 19 de Outubro de 2019, 15:20 por Alexandre1976 »

Gottschalk

  • Eusébio
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  • 19 de Outubro de 2019, 17:23
Fui surpreendido com esta notícia.

Descanse em paz.

Kampz

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  • 19 de Outubro de 2019, 18:45
A partir de meados da década de 70 varias decisões no mínimo inacreditáveis como a dispensa de Alves após Simões embirrar com as luvas pretas,as saídas de Eurico e Artur para as osgas,o não retorno de Jordão que foi para a pia do alvalixo,juntando o terrivel incidente que roubou boa parte da carreira de Vitor Martins e os recorrentes casos de indisciplina de Vitor Baptista,fizeram o Benfica perder uma excelente base que decerto seria varias vezes campeã impedindo a ascenção do corrupto Porto congeminado pela dupla de filhos da puta Zé do Boné e peidoso senil.Um onze com Bento,Artur,Humberto,Eurico,Pietra,Shéu,Vitor Martins,Alves,Chalana,Néné e Jordão e com opções como Alberto,Alhinho,Bastos Lopes,Carlos Manuel ou Vitor Baptista,muitos deles na fase ideal das respectivas carreiras,teria decerto feito do Glorioso não só a força dominante do nosso futebol como seria também um caso sério a nível europeu.Volto a referir que Jordão está sem qualquer favor no top 10 dos melhores avançados Portugueses de todos os tempos.
O Benfica foi campeao 6 vezes nos anos 70.
5 vezes nos anos 80 e com finais europeias.
Dificil fazer melhor.
O problema foi o que fizeram a dupla Damasio-Artur Jorge em 94.


Não.

Houve sempre problemas mesmo na década de 60.

Houve problemas sérios de renovação de contrato com Eusébio e com Simões, para citar os dois mais relevantes.

Os 70s foram uma época lixada do ponto de vista social. Muita gente andou à deriva. Borges Coutinho teve o desafio de renovar impor a disciplina no plantel e ao mesmo tempo renovar a equipa pois Eusébio, Torres, Simões, etc, estavam na fase final da carreira. Borges Coutinho esteve à altura. Contratou Hagan e isso garantiu a disciplina. contratou Victor Batista, Toni, Artur Jorge, etc. Garantiu que homens como Ângelo Martins pudessem trabalhar nas camadas jovens fazendo com que o plantel pudesse ser enriquecido com gente como Jordão, Alves, Sheu, etc. Do ponto de vista financeiro as coisas foram sendo equilibradas com as impressionantes mas muito desgastantes digressões por TODO o mundo.

Os problemas do final da década de 70 foram agravados com a perda dos viveiros das ex-colónias. Com a crise económica e social. Com a emergência de alguns dirigentes como Romão Martins e Fernando Martins, que apesar de terem feito alguma coisa positiva (mais o último) ainda assim não souberam compreender o tempo em que viviam e mais importante o que o futuro ia trazer. Perderam-se jogadores essenciais para os rivais e para o estrangeiro.

Fernando Martins entra na década de 80 como presidente e desbarata uma equipa fabulosa em troca de betão que rapidamente se tornou um elefante branco e obsoleto com a emergência das transmissões televisivas. Perdeu-se o equilíbrio nas estruturas dirigentes federativas e associativas do futebol em Portugal. emergiu o poder porco e corrupto do FCP. Fernando Martins foi comido. O SLB foi comido enquanto a dívida aumentava.

João Santos e os que o rodeavam tentaram reverter o processo com apostas fortes que deram retorno desportivo (podíamos perfeitamente ter sido campeões europeus) mas que agravaram dramaticamente a dívida. O Benfica viveu de crédito assegurado pelo prestígio de gente superior como Jorge de Brito. Infelizmente foi traído por alguma gente que o rodeava e o Benfica foi afundado por gente de dentro e por rivais. Nunca me esqueço do que o FCP nos fez. Nunca me esqueço do que o SCP nos fez. Não merecerem nunca qualquer desculpa. Nunca pagaram pelo mal que fizeram de forma indecente e sem escrúpulos. Pulhas.

Mas infelizmente os problemas internos foram ainda mais graves. Damásio trouxe a mediocridade e o cavalo de Troia. Desbaratou-se um plantel. Não foi só uma equipa mas sim um plantel campeão. A dívida tornou-se incontrolável. Criou-se pasto para a entrada e uma personagem.presidente que foi condenado em tribunal por roubo. O Benfica esteve perto do abismo. Quem viveu a década de 90 tem a autoridade de falar desse tempos medonhos. Tem o dever de não esquecer.

Hoje vivem-se tempos igualmente ameaçadores. Desafiantes. que apelam ao Benfiquismo dos que já tem alguns anos. Que desafiam os novos a verdadeiramente entender o que o o Clube. Não apenas a espumas dos dias. Do golo que é marcado ou do negócio escuro que é feito. Das trafulhices litigadas em tribunal. Das névoas do dirigismo em Portugal. É preciso entender os alicerces do Clube. De como fomos fundado e de como fomos sobrevivendo, fortalecendo o Clube com sucessos desportivos assentes na Mística e nos valores.

Mística e valores. Talento e exigência. É disso tudo que o Benfica tem de ser feito. Cuidado com os tempos que hoje vivemos. É preciso ver o mais importante. E questionar. E não perder a democracia interna que sempre foi a nossa marca mais distintiva.

Fantástico post.

Nasci em 1988, a minha família não é Benfiquista nem liga nenhuma a futebol.

É através de Benfiquistas como tu que aprendo o nosso passado, não só em factos, mas, mais importante, naquilo que teria sentido como adepto à data.

Quanto à tua última frase, creio que todos os Benfiquistas informados estão cientes de que o fim da democracia no clube não é um risco, é uma evidência.

Mais posts destes, por favor.

Mikaeil

  • Eusébio
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  • Sou do Benfica, e isso me envaidece!!!!
  • 19 de Outubro de 2019, 21:17
A partir de meados da década de 70 varias decisões no mínimo inacreditáveis como a dispensa de Alves após Simões embirrar com as luvas pretas,as saídas de Eurico e Artur para as osgas,o não retorno de Jordão que foi para a pia do alvalixo,juntando o terrivel incidente que roubou boa parte da carreira de Vitor Martins e os recorrentes casos de indisciplina de Vitor Baptista,fizeram o Benfica perder uma excelente base que decerto seria varias vezes campeã impedindo a ascenção do corrupto Porto congeminado pela dupla de filhos da puta Zé do Boné e peidoso senil.Um onze com Bento,Artur,Humberto,Eurico,Pietra,Shéu,Vitor Martins,Alves,Chalana,Néné e Jordão e com opções como Alberto,Alhinho,Bastos Lopes,Carlos Manuel ou Vitor Baptista,muitos deles na fase ideal das respectivas carreiras,teria decerto feito do Glorioso não só a força dominante do nosso futebol como seria também um caso sério a nível europeu.Volto a referir que Jordão está sem qualquer favor no top 10 dos melhores avançados Portugueses de todos os tempos.
O Benfica foi campeao 6 vezes nos anos 70.
5 vezes nos anos 80 e com finais europeias.
Dificil fazer melhor.
O problema foi o que fizeram a dupla Damasio-Artur Jorge em 94.


Não.

Houve sempre problemas mesmo na década de 60.

Houve problemas sérios de renovação de contrato com Eusébio e com Simões, para citar os dois mais relevantes.

Os 70s foram uma época lixada do ponto de vista social. Muita gente andou à deriva. Borges Coutinho teve o desafio de renovar impor a disciplina no plantel e ao mesmo tempo renovar a equipa pois Eusébio, Torres, Simões, etc, estavam na fase final da carreira. Borges Coutinho esteve à altura. Contratou Hagan e isso garantiu a disciplina. contratou Victor Batista, Toni, Artur Jorge, etc. Garantiu que homens como Ângelo Martins pudessem trabalhar nas camadas jovens fazendo com que o plantel pudesse ser enriquecido com gente como Jordão, Alves, Sheu, etc. Do ponto de vista financeiro as coisas foram sendo equilibradas com as impressionantes mas muito desgastantes digressões por TODO o mundo.

Os problemas do final da década de 70 foram agravados com a perda dos viveiros das ex-colónias. Com a crise económica e social. Com a emergência de alguns dirigentes como Romão Martins e Fernando Martins, que apesar de terem feito alguma coisa positiva (mais o último) ainda assim não souberam compreender o tempo em que viviam e mais importante o que o futuro ia trazer. Perderam-se jogadores essenciais para os rivais e para o estrangeiro.

Fernando Martins entra na década de 80 como presidente e desbarata uma equipa fabulosa em troca de betão que rapidamente se tornou um elefante branco e obsoleto com a emergência das transmissões televisivas. Perdeu-se o equilíbrio nas estruturas dirigentes federativas e associativas do futebol em Portugal. emergiu o poder porco e corrupto do FCP. Fernando Martins foi comido. O SLB foi comido enquanto a dívida aumentava.

João Santos e os que o rodeavam tentaram reverter o processo com apostas fortes que deram retorno desportivo (podíamos perfeitamente ter sido campeões europeus) mas que agravaram dramaticamente a dívida. O Benfica viveu de crédito assegurado pelo prestígio de gente superior como Jorge de Brito. Infelizmente foi traído por alguma gente que o rodeava e o Benfica foi afundado por gente de dentro e por rivais. Nunca me esqueço do que o FCP nos fez. Nunca me esqueço do que o SCP nos fez. Não merecerem nunca qualquer desculpa. Nunca pagaram pelo mal que fizeram de forma indecente e sem escrúpulos. Pulhas.

Mas infelizmente os problemas internos foram ainda mais graves. Damásio trouxe a mediocridade e o cavalo de Troia. Desbaratou-se um plantel. Não foi só uma equipa mas sim um plantel campeão. A dívida tornou-se incontrolável. Criou-se pasto para a entrada e uma personagem.presidente que foi condenado em tribunal por roubo. O Benfica esteve perto do abismo. Quem viveu a década de 90 tem a autoridade de falar desse tempos medonhos. Tem o dever de não esquecer.

Hoje vivem-se tempos igualmente ameaçadores. Desafiantes. que apelam ao Benfiquismo dos que já tem alguns anos. Que desafiam os novos a verdadeiramente entender o que o o Clube. Não apenas a espumas dos dias. Do golo que é marcado ou do negócio escuro que é feito. Das trafulhices litigadas em tribunal. Das névoas do dirigismo em Portugal. É preciso entender os alicerces do Clube. De como fomos fundado e de como fomos sobrevivendo, fortalecendo o Clube com sucessos desportivos assentes na Mística e nos valores.

Mística e valores. Talento e exigência. É disso tudo que o Benfica tem de ser feito. Cuidado com os tempos que hoje vivemos. É preciso ver o mais importante. E questionar. E não perder a democracia interna que sempre foi a nossa marca mais distintiva.

Que enorme post!

Um forte abraço, RedVC!

Thorondor

  • Eusébio
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  • Mais desporto, menos betão. Vieira Não.
  • 19 de Outubro de 2019, 21:24
A partir de meados da década de 70 varias decisões no mínimo inacreditáveis como a dispensa de Alves após Simões embirrar com as luvas pretas,as saídas de Eurico e Artur para as osgas,o não retorno de Jordão que foi para a pia do alvalixo,juntando o terrivel incidente que roubou boa parte da carreira de Vitor Martins e os recorrentes casos de indisciplina de Vitor Baptista,fizeram o Benfica perder uma excelente base que decerto seria varias vezes campeã impedindo a ascenção do corrupto Porto congeminado pela dupla de filhos da puta Zé do Boné e peidoso senil.Um onze com Bento,Artur,Humberto,Eurico,Pietra,Shéu,Vitor Martins,Alves,Chalana,Néné e Jordão e com opções como Alberto,Alhinho,Bastos Lopes,Carlos Manuel ou Vitor Baptista,muitos deles na fase ideal das respectivas carreiras,teria decerto feito do Glorioso não só a força dominante do nosso futebol como seria também um caso sério a nível europeu.Volto a referir que Jordão está sem qualquer favor no top 10 dos melhores avançados Portugueses de todos os tempos.
O Benfica foi campeao 6 vezes nos anos 70.
5 vezes nos anos 80 e com finais europeias.
Dificil fazer melhor.
O problema foi o que fizeram a dupla Damasio-Artur Jorge em 94.


Não.

Houve sempre problemas mesmo na década de 60.

Houve problemas sérios de renovação de contrato com Eusébio e com Simões, para citar os dois mais relevantes.

Os 70s foram uma época lixada do ponto de vista social. Muita gente andou à deriva. Borges Coutinho teve o desafio de renovar impor a disciplina no plantel e ao mesmo tempo renovar a equipa pois Eusébio, Torres, Simões, etc, estavam na fase final da carreira. Borges Coutinho esteve à altura. Contratou Hagan e isso garantiu a disciplina. contratou Victor Batista, Toni, Artur Jorge, etc. Garantiu que homens como Ângelo Martins pudessem trabalhar nas camadas jovens fazendo com que o plantel pudesse ser enriquecido com gente como Jordão, Alves, Sheu, etc. Do ponto de vista financeiro as coisas foram sendo equilibradas com as impressionantes mas muito desgastantes digressões por TODO o mundo.

Os problemas do final da década de 70 foram agravados com a perda dos viveiros das ex-colónias. Com a crise económica e social. Com a emergência de alguns dirigentes como Romão Martins e Fernando Martins, que apesar de terem feito alguma coisa positiva (mais o último) ainda assim não souberam compreender o tempo em que viviam e mais importante o que o futuro ia trazer. Perderam-se jogadores essenciais para os rivais e para o estrangeiro.

Fernando Martins entra na década de 80 como presidente e desbarata uma equipa fabulosa em troca de betão que rapidamente se tornou um elefante branco e obsoleto com a emergência das transmissões televisivas. Perdeu-se o equilíbrio nas estruturas dirigentes federativas e associativas do futebol em Portugal. emergiu o poder porco e corrupto do FCP. Fernando Martins foi comido. O SLB foi comido enquanto a dívida aumentava.

João Santos e os que o rodeavam tentaram reverter o processo com apostas fortes que deram retorno desportivo (podíamos perfeitamente ter sido campeões europeus) mas que agravaram dramaticamente a dívida. O Benfica viveu de crédito assegurado pelo prestígio de gente superior como Jorge de Brito. Infelizmente foi traído por alguma gente que o rodeava e o Benfica foi afundado por gente de dentro e por rivais. Nunca me esqueço do que o FCP nos fez. Nunca me esqueço do que o SCP nos fez. Não merecerem nunca qualquer desculpa. Nunca pagaram pelo mal que fizeram de forma indecente e sem escrúpulos. Pulhas.

Mas infelizmente os problemas internos foram ainda mais graves. Damásio trouxe a mediocridade e o cavalo de Troia. Desbaratou-se um plantel. Não foi só uma equipa mas sim um plantel campeão. A dívida tornou-se incontrolável. Criou-se pasto para a entrada e uma personagem.presidente que foi condenado em tribunal por roubo. O Benfica esteve perto do abismo. Quem viveu a década de 90 tem a autoridade de falar desse tempos medonhos. Tem o dever de não esquecer.

Hoje vivem-se tempos igualmente ameaçadores. Desafiantes. que apelam ao Benfiquismo dos que já tem alguns anos. Que desafiam os novos a verdadeiramente entender o que o o Clube. Não apenas a espumas dos dias. Do golo que é marcado ou do negócio escuro que é feito. Das trafulhices litigadas em tribunal. Das névoas do dirigismo em Portugal. É preciso entender os alicerces do Clube. De como fomos fundado e de como fomos sobrevivendo, fortalecendo o Clube com sucessos desportivos assentes na Mística e nos valores.

Mística e valores. Talento e exigência. É disso tudo que o Benfica tem de ser feito. Cuidado com os tempos que hoje vivemos. É preciso ver o mais importante. E questionar. E não perder a democracia interna que sempre foi a nossa marca mais distintiva.

Um dos melhores posts que já vi neste f+orum. Fernando Martins foi o inicio da decadência. Um coninhas.

RedVC

  • Eusébio
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  • Todos por um!
  • 19 de Outubro de 2019, 21:25
A partir de meados da década de 70 varias decisões no mínimo inacreditáveis como a dispensa de Alves após Simões embirrar com as luvas pretas,as saídas de Eurico e Artur para as osgas,o não retorno de Jordão que foi para a pia do alvalixo,juntando o terrivel incidente que roubou boa parte da carreira de Vitor Martins e os recorrentes casos de indisciplina de Vitor Baptista,fizeram o Benfica perder uma excelente base que decerto seria varias vezes campeã impedindo a ascenção do corrupto Porto congeminado pela dupla de filhos da puta Zé do Boné e peidoso senil.Um onze com Bento,Artur,Humberto,Eurico,Pietra,Shéu,Vitor Martins,Alves,Chalana,Néné e Jordão e com opções como Alberto,Alhinho,Bastos Lopes,Carlos Manuel ou Vitor Baptista,muitos deles na fase ideal das respectivas carreiras,teria decerto feito do Glorioso não só a força dominante do nosso futebol como seria também um caso sério a nível europeu.Volto a referir que Jordão está sem qualquer favor no top 10 dos melhores avançados Portugueses de todos os tempos.
O Benfica foi campeao 6 vezes nos anos 70.
5 vezes nos anos 80 e com finais europeias.
Dificil fazer melhor.
O problema foi o que fizeram a dupla Damasio-Artur Jorge em 94.


Não.

Houve sempre problemas mesmo na década de 60.

Houve problemas sérios de renovação de contrato com Eusébio e com Simões, para citar os dois mais relevantes.

Os 70s foram uma época lixada do ponto de vista social. Muita gente andou à deriva. Borges Coutinho teve o desafio de renovar impor a disciplina no plantel e ao mesmo tempo renovar a equipa pois Eusébio, Torres, Simões, etc, estavam na fase final da carreira. Borges Coutinho esteve à altura. Contratou Hagan e isso garantiu a disciplina. contratou Victor Batista, Toni, Artur Jorge, etc. Garantiu que homens como Ângelo Martins pudessem trabalhar nas camadas jovens fazendo com que o plantel pudesse ser enriquecido com gente como Jordão, Alves, Sheu, etc. Do ponto de vista financeiro as coisas foram sendo equilibradas com as impressionantes mas muito desgastantes digressões por TODO o mundo.

Os problemas do final da década de 70 foram agravados com a perda dos viveiros das ex-colónias. Com a crise económica e social. Com a emergência de alguns dirigentes como Romão Martins e Fernando Martins, que apesar de terem feito alguma coisa positiva (mais o último) ainda assim não souberam compreender o tempo em que viviam e mais importante o que o futuro ia trazer. Perderam-se jogadores essenciais para os rivais e para o estrangeiro.

Fernando Martins entra na década de 80 como presidente e desbarata uma equipa fabulosa em troca de betão que rapidamente se tornou um elefante branco e obsoleto com a emergência das transmissões televisivas. Perdeu-se o equilíbrio nas estruturas dirigentes federativas e associativas do futebol em Portugal. emergiu o poder porco e corrupto do FCP. Fernando Martins foi comido. O SLB foi comido enquanto a dívida aumentava.

João Santos e os que o rodeavam tentaram reverter o processo com apostas fortes que deram retorno desportivo (podíamos perfeitamente ter sido campeões europeus) mas que agravaram dramaticamente a dívida. O Benfica viveu de crédito assegurado pelo prestígio de gente superior como Jorge de Brito. Infelizmente foi traído por alguma gente que o rodeava e o Benfica foi afundado por gente de dentro e por rivais. Nunca me esqueço do que o FCP nos fez. Nunca me esqueço do que o SCP nos fez. Não merecerem nunca qualquer desculpa. Nunca pagaram pelo mal que fizeram de forma indecente e sem escrúpulos. Pulhas.

Mas infelizmente os problemas internos foram ainda mais graves. Damásio trouxe a mediocridade e o cavalo de Troia. Desbaratou-se um plantel. Não foi só uma equipa mas sim um plantel campeão. A dívida tornou-se incontrolável. Criou-se pasto para a entrada e uma personagem.presidente que foi condenado em tribunal por roubo. O Benfica esteve perto do abismo. Quem viveu a década de 90 tem a autoridade de falar desse tempos medonhos. Tem o dever de não esquecer.

Hoje vivem-se tempos igualmente ameaçadores. Desafiantes. que apelam ao Benfiquismo dos que já tem alguns anos. Que desafiam os novos a verdadeiramente entender o que o o Clube. Não apenas a espumas dos dias. Do golo que é marcado ou do negócio escuro que é feito. Das trafulhices litigadas em tribunal. Das névoas do dirigismo em Portugal. É preciso entender os alicerces do Clube. De como fomos fundado e de como fomos sobrevivendo, fortalecendo o Clube com sucessos desportivos assentes na Mística e nos valores.

Mística e valores. Talento e exigência. É disso tudo que o Benfica tem de ser feito. Cuidado com os tempos que hoje vivemos. É preciso ver o mais importante. E questionar. E não perder a democracia interna que sempre foi a nossa marca mais distintiva.

Que enorme post!

Um forte abraço, RedVC!

  :amigo:  :slb2:

ramalho1

  • Velha Glória
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  • Nenhum Benfiquista está autorizado a desistir
  • 19 de Outubro de 2019, 21:32
A partir de meados da década de 70 varias decisões no mínimo inacreditáveis como a dispensa de Alves após Simões embirrar com as luvas pretas,as saídas de Eurico e Artur para as osgas,o não retorno de Jordão que foi para a pia do alvalixo,juntando o terrivel incidente que roubou boa parte da carreira de Vitor Martins e os recorrentes casos de indisciplina de Vitor Baptista,fizeram o Benfica perder uma excelente base que decerto seria varias vezes campeã impedindo a ascenção do corrupto Porto congeminado pela dupla de filhos da puta Zé do Boné e peidoso senil.Um onze com Bento,Artur,Humberto,Eurico,Pietra,Shéu,Vitor Martins,Alves,Chalana,Néné e Jordão e com opções como Alberto,Alhinho,Bastos Lopes,Carlos Manuel ou Vitor Baptista,muitos deles na fase ideal das respectivas carreiras,teria decerto feito do Glorioso não só a força dominante do nosso futebol como seria também um caso sério a nível europeu.Volto a referir que Jordão está sem qualquer favor no top 10 dos melhores avançados Portugueses de todos os tempos.
O Benfica foi campeao 6 vezes nos anos 70.
5 vezes nos anos 80 e com finais europeias.
Dificil fazer melhor.
O problema foi o que fizeram a dupla Damasio-Artur Jorge em 94.


Não.

Houve sempre problemas mesmo na década de 60.

Houve problemas sérios de renovação de contrato com Eusébio e com Simões, para citar os dois mais relevantes.

Os 70s foram uma época lixada do ponto de vista social. Muita gente andou à deriva. Borges Coutinho teve o desafio de renovar impor a disciplina no plantel e ao mesmo tempo renovar a equipa pois Eusébio, Torres, Simões, etc, estavam na fase final da carreira. Borges Coutinho esteve à altura. Contratou Hagan e isso garantiu a disciplina. contratou Victor Batista, Toni, Artur Jorge, etc. Garantiu que homens como Ângelo Martins pudessem trabalhar nas camadas jovens fazendo com que o plantel pudesse ser enriquecido com gente como Jordão, Alves, Sheu, etc. Do ponto de vista financeiro as coisas foram sendo equilibradas com as impressionantes mas muito desgastantes digressões por TODO o mundo.

Os problemas do final da década de 70 foram agravados com a perda dos viveiros das ex-colónias. Com a crise económica e social. Com a emergência de alguns dirigentes como Romão Martins e Fernando Martins, que apesar de terem feito alguma coisa positiva (mais o último) ainda assim não souberam compreender o tempo em que viviam e mais importante o que o futuro ia trazer. Perderam-se jogadores essenciais para os rivais e para o estrangeiro.

Fernando Martins entra na década de 80 como presidente e desbarata uma equipa fabulosa em troca de betão que rapidamente se tornou um elefante branco e obsoleto com a emergência das transmissões televisivas. Perdeu-se o equilíbrio nas estruturas dirigentes federativas e associativas do futebol em Portugal. emergiu o poder porco e corrupto do FCP. Fernando Martins foi comido. O SLB foi comido enquanto a dívida aumentava.

João Santos e os que o rodeavam tentaram reverter o processo com apostas fortes que deram retorno desportivo (podíamos perfeitamente ter sido campeões europeus) mas que agravaram dramaticamente a dívida. O Benfica viveu de crédito assegurado pelo prestígio de gente superior como Jorge de Brito. Infelizmente foi traído por alguma gente que o rodeava e o Benfica foi afundado por gente de dentro e por rivais. Nunca me esqueço do que o FCP nos fez. Nunca me esqueço do que o SCP nos fez. Não merecerem nunca qualquer desculpa. Nunca pagaram pelo mal que fizeram de forma indecente e sem escrúpulos. Pulhas.

Mas infelizmente os problemas internos foram ainda mais graves. Damásio trouxe a mediocridade e o cavalo de Troia. Desbaratou-se um plantel. Não foi só uma equipa mas sim um plantel campeão. A dívida tornou-se incontrolável. Criou-se pasto para a entrada e uma personagem.presidente que foi condenado em tribunal por roubo. O Benfica esteve perto do abismo. Quem viveu a década de 90 tem a autoridade de falar desse tempos medonhos. Tem o dever de não esquecer.

Hoje vivem-se tempos igualmente ameaçadores. Desafiantes. que apelam ao Benfiquismo dos que já tem alguns anos. Que desafiam os novos a verdadeiramente entender o que o o Clube. Não apenas a espumas dos dias. Do golo que é marcado ou do negócio escuro que é feito. Das trafulhices litigadas em tribunal. Das névoas do dirigismo em Portugal. É preciso entender os alicerces do Clube. De como fomos fundado e de como fomos sobrevivendo, fortalecendo o Clube com sucessos desportivos assentes na Mística e nos valores.

Mística e valores. Talento e exigência. É disso tudo que o Benfica tem de ser feito. Cuidado com os tempos que hoje vivemos. É preciso ver o mais importante. E questionar. E não perder a democracia interna que sempre foi a nossa marca mais distintiva.

Obrigado pelo texto tão clarividente e tão bem explanado.

Francescoli

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  • Porto
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  • Avante, avante p'lo Benfica!
  • 20 de Outubro de 2019, 10:41
Posts do RedVC...

 :smitten:

Goldberg

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  • Luxemburg
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  • 20 de Outubro de 2019, 10:43
Depois de peyroteo deve ser o melhor tuga dos lags, para mim ate pelo que foi na selecao superior ao manuel fernandes.

Holmesreis

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  • Braga
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  • Um simples benfiquista lutando contra a corrupção!
  • 24 de Novembro de 2019, 13:16
Falei hoje de manhã com uma enfermeira que o acompanhou de perto nos últimos 6 meses.

Foi uma doença penosa, dolorosa e extremamente debilitante, mas a D. Zélia garante que nunca ouviu um queixume por parte dele.

Definiu-o como a autêntica anti-vedeta.

Que descanse em paz.
« Última modificação: 24 de Novembro de 2019, 13:22 por Holmesreis »