Médio, 1932-12-21 - 2005-01-12)
Portugal
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30320 - Tópico: Cavém  (Lida 24545 vezes)

pcssousa

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  • 10 de Outubro de 2009, 20:27
Foi-me oferecida uma camisola do Benfica envergada por este senhor! Vou guardá-la como uma reliquia!

Eagle Fly Free

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  • 10 de Outubro de 2009, 22:06
A sério ?
 
É mesmo uma relíquia.  O0

pcssousa

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  • 11 de Outubro de 2009, 17:49
A sério ?
 
É mesmo uma relíquia.  O0
É bem verdade! vou emoldurá-la!

Dixi

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  • 30 de Abril de 2010, 00:28




lcferreira

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  • 01 de Maio de 2010, 15:24
A sério ?
 
É mesmo uma relíquia.  O0
É bem verdade! vou emoldurá-la!

Não é uma relíquia, é uma preciosidade, o termo relíquia para este caso tem um significado estranho.

Eu tenho uma do Sr Mário Coluna.
« Última modificação: 01 de Maio de 2010, 15:26 por lcferreira »

Eagle Fly Free

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  • 01 de Maio de 2010, 16:47
Pronto, desculpa lá a estranheza da palavra.  O0
 
Do Coluna, é ?  :-X 

lcferreira

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  • 02 de Maio de 2010, 03:29
Pronto, desculpa lá a estranheza da palavra.  O0
 
Do Coluna, é ?  :-X 

Exactamente, a camisola do jogo Benfica 5 - Real Madrid 1, ofereceu-a ao meu pai e o meu pai ofereceu-ma no dia em que saí de baixo da asa dele com estas palavras: "Agora que já és um homem com responsabilidades, aqui tens o meu 2º maior tesouro do Benfica!"

O 1º tesouro é o 1º cartão de sócio que data de 1941 ;)

Bola7

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  • 04 de Maio de 2010, 10:52
Pronto, desculpa lá a estranheza da palavra.  O0
 
Do Coluna, é ?  :-X 

Exactamente, a camisola do jogo Benfica 5 - Real Madrid 1, ofereceu-a ao meu pai e o meu pai ofereceu-ma no dia em que saí de baixo da asa dele com estas palavras: "Agora que já és um homem com responsabilidades, aqui tens o meu 2º maior tesouro do Benfica!"

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pasa

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  • 05 de Maio de 2010, 18:12

Joaquim Ferreira Bogalho

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  • 05 de Maio de 2010, 19:00
Pronto, desculpa lá a estranheza da palavra.  O0
 
Do Coluna, é ?  :-X 

Exactamente, a camisola do jogo Benfica 5 - Real Madrid 1, ofereceu-a ao meu pai e o meu pai ofereceu-ma no dia em que saí de baixo da asa dele com estas palavras: "Agora que já és um homem com responsabilidades, aqui tens o meu 2º maior tesouro do Benfica!"

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Joaquim Ferreira Bogalho

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  • 05 de Maio de 2010, 19:02
Quanto ao Cavém, basta olhar para o curriculo e perceber que é um dos nomes grandes da nossa história...particularmente, daquela equipa mágica dos anos 60 (ainda que ele, também, tenha assistido ao prelúdio dessa grande equipa, pois chegou, ainda, na segunda metade dos anos 50)..

pcssousa

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  • 06 de Maio de 2010, 10:07
Pronto, desculpa lá a estranheza da palavra.  O0
 
Do Coluna, é ?  :-X 

Exactamente, a camisola do jogo Benfica 5 - Real Madrid 1, ofereceu-a ao meu pai e o meu pai ofereceu-ma no dia em que saí de baixo da asa dele com estas palavras: "Agora que já és um homem com responsabilidades, aqui tens o meu 2º maior tesouro do Benfica!"

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Até já uma faixa de bi-campeão europeu vi há venda num leilão... por acaso devia ter licitado!

alfredo

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  • 08 de Maio de 2010, 21:14
nem soube dessa história dos cigarros e de ele ter caído de tal maneira. que tristeza. há pessoas ás quais sempre sorri a vida e outros que vivem uma queda enorme.
eu acho que ele foi um dos jogadores sem quais eusébio nunca chegaria aonde ele hoje esta.
grande, grande cavém. nunca serás esquecido...

alfredo

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  • 08 de Maio de 2010, 21:15
Pronto, desculpa lá a estranheza da palavra.  O0
 
Do Coluna, é ?  :-X 

Exactamente, a camisola do jogo Benfica 5 - Real Madrid 1, ofereceu-a ao meu pai e o meu pai ofereceu-ma no dia em que saí de baixo da asa dele com estas palavras: "Agora que já és um homem com responsabilidades, aqui tens o meu 2º maior tesouro do Benfica!"

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vê o meu avatar... ;-) só é do primeiro campeonato, mas bem...

acns

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  • 31 de Maio de 2010, 10:59
"Cavém

Ainda não estava sequer matriculado na escola primária, quando Cavém descobriu, na singela casa da família, em Vila Real de Santo António, um retrato do pai, equipado à futebolista, com uma pose de tal ordem que o puto ficou fascinado.
Na génese da paixão, como tantos outros, logo se dedicou ao muda-aos-cinco-troca-aos-dez, afigurando-se jogador de futebol.
Norberto Cavém, assim se chamava o procriador, havia defendido os emblemas do Lusitano de Vila Real e do Olhanense, com nota acima do suficiente. Ao ponto de chegar a treinar-se no Benfica. Na capital só não ficou porque ao bucólico chamariz da terra irresistiu.
De vermelho vestiria, mais tarde, o filho Dominicano, enquanto o primogénito Amílcar, no Sporting da Covilhã, assinaria também trabalho meritório.
Cavém era pouco dado ao universo dos livros. Aos 14 anos, aprovado no exame da quarta classe e já a bulir nos estaleiros navais, inscreveu-se no Celeiros. Nome bizarro esse, o do pequeno clube que arraiais assentou num espaço contíguo à estação de caminhos-de-ferro, mesmo ao pé do armazém dos cereais. Está explicado.
Logo chamado pelo pai, quando começou a treinar o Lusitano, cujo quadro registava a baixa, entre outros, de um tal José Maria Pedroto, a caminho do Belenenses, por imperativos militares. Não obstante o concurso de Cavém, caiu o Lusitano à III Divisão e, para o adolescente, ainda pior, o incumprimento de uma promessa de emprego.
Partiu para a serra. Dois anos jogou, ao lado do irmão Amílcar, no Sporting da Covilhã. Foi interior, avançado-centro e extremo esquerdo. Trabalho é que não, tal como no Algarve, também na Beira o prometido não parecia ser devido. Contumaz, preparou-se para representar o Vitória de Setúbal, a troco também de um lugar na Câmara Municipal da terra do poeta Bocage. Só que o Benfica foi mais veloz, mostrou o pilim, conquistou Cavém e transformou-o profissional de futebol.
Na Luz, teve direito ao baptismo internacional, frente ao Valência. Fixou-se na equipa por mérito próprio, ainda que a lesão de Fialho abrisse uma vaga na ala esquerda do comando de ataque. De 56 a 69, o Benfica foi a sua vida. Ele até que era sportinguista, sem que saiba bem porquê, ao longo de 14 épocas incorpou o esquadrão rubro. Fez mais de 400 jogos, ultrapassou a centena de golos. Começou a extremo, médio se fez, terminou a defesa, indistintamente à esquerda ou à direita, alardeando uma polivalência só ao alcance dos efectivamente dotados. "O Barrocal, como nós lhe chamávamos, era um grande colega e um jogador espectacular, do melhor que alguma vez se viu passar pelo nosso Benfica", diz Mário João, companheiro de tantas jornadas inesquecíveis. "Que mais posso eu dizer?". Se calhar, nada.
Com aquela habilidade virtuosa, Cavém deixou marcas logo no final da década de 50. Equilibradas estavam muito as forças do futebol nacional, com o Benfica, FC Porto e Sporting a chegarem ao título ou aos títulos. A partir de 60, sempre com ele também, disparariam as águias para o mais pronunciado domínio de sempre: Teve, assim, o privilégio de actuar na era vermelha. E de a tornar possível.
Supersticioso, conta que uma vez, num sonho, lhe apareceu uma imagem, exigindo que barba usasse em troco de certo triunfo. Pela manhã, exibiu os primeiros sinais de obediência. Dias depois, ganhou o jogo. "Ainda hoje me arrependo de não ter jogado de barba na final de Wembley, com o Inter", confessa, mergulhado numa áurea de misticismo.
Na Selecção Nacional também fez figura, de 57 a 63. Foram 6 anos em que se revelou imprescindível, começando a dar corpo a uma geração que, em Inglaterra, chegaria ao fastígio. No Mundial de 66 já não esteve. Trintão, caminhava para o final da maior aventura da sua vida. A derradeira pelo Benfica aconteceu em Setembro de 68, com o Vitória de Setúbal, tinha já 36 anos.
Notabilizou-se ao marcar um golo ao FC Porto, com apenas 16 segundos de jogo, numa final da Taça. Hoje, recorde ainda. Por muitos anos, decerto, também.
Amarguras, essas, sobretudo as que teve depois de pendurar as botas. Com carta de treinador na algibeira, feliz não foi por onde passou. E do Benfica, do Benfica apresenta as queixas de quem não viu pagar amor com amor. "Penso que por aquilo que ajudei a conquistar para o clube, merecia outro tipo de tratamento. Não tenho jeito para mendigar, nunca tive, mas não deixa de ser verdade que outros que não deram tanto prestígio ao Benfica como eu dei foram auxiliados e, quanto a mim, se calhar por não viver em Lisboa, fui esquecido".
Não foi na recente festa de inauguração do novo Estádio da Luz. Veio de Alcobaça. E que bom rever Cavém!..."

Retirado de "Sport Lisboa e Benfica: 100 Gloriosos Anos - As Estrelas", Edição de 2004
Autor: João Malheiro