Avançado, 1942-01-25 - 2014-01-05)
Portugal
Stats: 15 épocas, 2 jogos (180 minutos), 2 golos
Títulos: Campeonato Nacional (11), Taça de Portugal (5), Taça dos Campeões Europeus (1), AF Lisboa Taça de Honra 1ª Divisão (1)

102 - Tópico: Eusébio, o Pantera Negra  (Lida 682239 vezes)

MANOCAS37

  • Eusébio
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  • 05 de Janeiro de 2021, 21:56
Ver as imagens do Cardozo no dia do funeral, demonstra bem no caminho que o Benfica esta a seguir.

Quando via-mos um Paraguaio a sofrer por uma lenda do Benfica, um jogador estrangeiro que sabia o que significava o Benfica.

Hoje em dia nem jogadores estrangeiros, nem portugueses sabem o que é Benfica.

E quem podia passar essa mistica ou está morto ou está afastado do Sport Lisboa e Benfica.

diabo maiato

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  • Maia
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  • Droopy,de Tex Avery mestre animação (W,Bros, MGM)
  • 05 de Janeiro de 2021, 23:33
7 anos depois Pantera e estás sempre no nosso coração!! Melhor jogador português de sempre!!!!


Kurt Cobain 10

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  • 15 de Janeiro de 2021, 13:46
https://twitter.com/RangersFC/status/1350069111607468035?s=20

🇵🇹 #RangersFC legend Willie Henderson remembers when he first met
@SLBenfica
 legend Eusebio in 1964

Schuldiner

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  • The bamboozle has captured us. It’s simply too painful to acknowledge, even to ourselves, that we’ve been taken. Once you give a charlatan power over you, you almost never get it back.
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  • 25 de Janeiro de 2021, 06:57
Há 79 anos atrás nascia o melhor jogador português de todos os tempos.

Mikaeil

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  • Sou do Benfica, e isso me envaidece!!!!
  • 25 de Janeiro de 2021, 07:33
Para o 4.º anel



Saudade

EPluribusUnum

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  • 25 de Janeiro de 2021, 10:03
Feliz aniversário King..

Andris

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  • 25 de Janeiro de 2021, 10:22
Eterna saudade.

RedVC

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  • Todos por um!
  • 25 de Janeiro de 2021, 14:56



Rei eterno. Rei do Futebol. Rei do Benfiquismo, fina flor da grandeza do Glorioso.

Obrigado por elevares sempre o Sport Lisboa e Benfica.

Tanto e tanto e mais tanto que te devemos.

Eterna saudade.

Descansa em Paz.
« Última modificação: 25 de Janeiro de 2021, 15:00 por RedVC »

Mikeslb1904

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  • Rapaz Sem Nome
  • 25 de Janeiro de 2021, 15:10
Parabéns Eusébio!

Para mim, ainda estás vivo!


Tiago Fella

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  • 25 de Janeiro de 2021, 15:37

slbenfever

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  • 25 de Janeiro de 2021, 18:04
O maior nome da nossa história! Eterno rei Eusébio!

Alexandre1976

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  • O Benfica é tudo.
  • 25 de Janeiro de 2021, 18:46
ETERNO

StarWars

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  • 28 de Janeiro de 2021, 18:02

"
Por que Eusébio atirou defesa do Belenenses para o hospital (e esse não foi o pior chuto da sua vida)
O Belenenses que vai defrontar o Benfica para a Taça de Portugal já não é o Belenenses que pôs Eusébio em duas incríveis histórias que aqui se vão contar através de dois pontapés, um a mostrar-lhe o coração abalado, outro a mostrar-lhe a cabeça perdida (e, entre um e outro, também se pode ver o que Portugal era então, de meninas em concurso de minissaia a meninas que se apanhassem a fumar pelas paragens dos autocarros…
 
Durante os jogos do Mundial de 1966, Eusébio fora apresentado aos altifalantes dos estádios com um toque sibilino a insinuar-se, Eusébio e os outros: Hilário, born in Mozambique... Vicente, born in Mozambique... Coluna, the captain, born in Mozambique... Eusébio, born in Mozambique...
- Não, não gostava, porque percebia que era política, eles queriam à força ligar-nos às colónias, a tudo o que se estava a passar. Eu tinha nascido em Moçambique, é verdade, mas era português. E não gostava porque nunca gostei que se misturasse a política com o futebol, a minha política era a bola, foi sempre...
Depois, muito depois, Eduardo Galeano traçar-lhe-ia retrato para ler também nas entrelinhas:
- Eusébio nasceu destinado a engraxar sapatos, vender amendoins ou roubar carteiras. Na infância chamavam-lhe: Ninguém. Chegou aos campos de futebol a correr como só corre alguém que foge da polícia ou da miséria que lhe morde os calcanhares. Foi africano de Moçambique, o melhor jogador de toda a história de Portugal. Eusébio: pernas altas, braços caídos, olhar triste...
A cada dia que passava, com ele a esquivar-se, a escapar-se, mais Eusébio se imortalizava. Mudara de carro, a atração por Lisboa era agora o Taunus 17 M, o Taunus amarelo a que os sinaleiros abriam passagem como se fosse estrela a cruzar os céus, resplandecente. Admiradores e admiradoras, sobretudo estrangeiras, inundavam-lhe a Luz com cartas – e, por essa altura, ele revelara paixão escondida: o jazz. E que gostava de Sofia Loren e de Charlton Heston. Do Benfica-Sporting que era a rivalidade entre Simone de Oliveira e Madalena Iglésias fugia, sorrateiro, como fugia dos defesas que lhe iam no encalço, em campo...
 
 
António Simões, seu companheiro no Benfica, já lhe colara o cognome à vida: King – King por causa das chuteiras que a Puma lhe fizera. Rudolf e Adolf Dassler eram irmãos. Criaram a Adidas, mas, em 1948, desentenderam-se – e Rudolf fundou a Puma.
 
De King nos pés vivia no pavor de que lhe dessem cabo do joelho (e não só…) e por causa disso jogador de José Águas levou soco (dentro do autocarro)
Perante o furor que Eusébio causou no Campeonato do Mundo soltou-se-lhe a ideia: lançar ao mercado as primeiras chuteiras dedicadas a um jogador, as Puma King Eusébio. Para renovar o contrato com a marca, Eusébio recebeu 600 contos de luvas. Por cada ano mais de ligação à marca tinha direito a mais 72 contos (113 contos custava o Morris 850 que na publicidade por cá tinha meninas inglesas em torno dele, muito sexies em calções e bolas de futebol pelas mãos) – e ainda recebia 7 escudos por cada par de botas vendidas onde quer que fosse. (As King, as chuteiras que nasceram de Eusébio para o Eusébio, continuariam, depois, a marcar a história, foi de King nos pés que Maradona levou a Argentina a campeã do mundo, antes já Cruyff e Beckenbauer as tinham usado nos seus fascínios.)
Também foi a Puma que criou as primeiras chuteiras com nove pitons, o normal eram 10 – e criou-as para que se adaptassem melhor a Eusébio, depois da terceira de seis operações que faria ao joelho:
- Foram as botas que marcaram a minha carreira, incrível como me facilitavam o equilíbrio em campo...
Eusébio vivia no pavor de que o seu menisco, o seu joelho, se transformasse no seu calcanhar de Aquiles – e por isso fez o que ninguém imaginaria que fosse capaz de fazer: em partida contra o Leixões, Gentil atacou-lhe a perna esquerda a pés juntos – e a soltou-se-lhe o tumor de que talvez tivesse de ir outra vez para o estaleiro. Ficou a remoer a dor e a tramoia e, à saída do estádio, vendo o autocarro do Leixões preparado para a viagem de regresso, Eusébio correu para lá, viu Gentil sentado ao fundo, aproximou-se dele sem palavra, espetou-lhe um soco. O outro, comprometido, nem pestanejou – e a José Águas, que era o treinador matosinhense, só se lhe apanhou o murmúrio:
- Tem calma, Eusébio, tem calma!
 
Na festa do Benfica campeão, o pontapé no boxeur que entrar em campo a correr e tinha um pombo chamado Simões e um galo chamado Eusébio
Furibundo, assim furibundo, vira-se uma outra tarde, meses antes - a 30 de abril de 1967. Era a 25ª jornada do Campeonato e se o Benfica de Fernando Riera batesse o Belenenses na Luz ficaria virtual campeão, logo ali. (Não, nesse ano a luta nem fora normal como de outra vezes, vice-campeão foi a Académica, o FC Porto acabou em terceiro, o Sporting em quarto...)
Aos 44 minutos, Eusébio fez 1-0, aos 73 José Augusto colocou o resultado em 2-0 e antes de Braga Barros apitar para o fim do jogo já a Luz estava a arder. E foi por causa disso que a edição seguinte da revista Flama tinha em manchete: «O pior chuto da vida de Eusébio».
O pior chuto da vida de Eusébio? Sim – porque a festa acabou numa escaramuça. Artur Marques da Glória era o sócio nº 48.767 do Benfica. Fora boxeur, tinha uma taberna no Casal Ventoso – e em casa dois pombos, um chamava-se Simões, outro era Lola, e um galo, o galo chamava-se Eusébio.
Antes ainda de sobre jogo cair o pano, Artur da Glória saltou a vedação, ele e mais alguns outros adeptos, desatou a correr de braços abertos, a gritar euforia e entusiasmo – e ao vê-lo, assim, de súbito, um vulto a insinuar-se de dentro do que julgara ser sururu, Eusébio, assustou-se. Sem, sem saber se era para o abraçar ou se era para o agredir, Eusébio defendeu-se por instinto, puxando a perna direita ao ar – e ela enfeixou-se, seca, nas costelas do senhor Glória, deixou-o inanimado no campo. De braços o tiraram, em maca o puseram na ambulância que o levou para o Hospital de Santa Maria.
No dia seguinte, Artur da Glória contou a Jorge Schnitzer, ainda não para A BOLA (onde se revelaria repórter fantástico) mas para a Flama:
- Veja, o senhor que tive medo que Eusébio me tivesse inutilizado para toda a vida. O que não percebo é como se anda por aí a dizer nos jornais que eu já pedi desculpa ao Eusébio. Como é que escreveram uma coisa dessas? O Eusébio é que me pediu desculpa – e pediu sim senhor. Aliás, ele é que tinha de o fazer. Eu só queria felicitá-lo e ele fez-me aquilo. A sua sorte foi eu ter desmaiado. Porque, senão, eu tinha-o desfeito, porque naquela altura estava cego, não sabia se o Eusébio tinha feito por mal ou não...
 
Depois da agitação do estádio com o rapazito que Eusébio levou ao colo para a bancada, a agitação das meninas de minissaia no concurso do Monumental
A última jornada desse campeonato de 1966/67, na semana seguinte, prolongou a festa (e de que maneira...): o Benfica foi a Aveiro ganhar ao Beira-Mar por 9-0, Eusébio marcou três golos – o bastante para, somando 31, voltar a ganhar a Bola de Prata para melhor marcador com mais 6 golos do que Artur Jorge, a estrela que nascera na Académica. No Mário Duarte, voltou a haver invasão antes do apito final – logo após o nono golo, o que coube a Yauca, ao minuto 89. Mas, dessa vez, em lugar de confusão, falou-se de Eusébio pelo lado da ternura: em campo entrara, arrastado pelo frenesim e a felicidade, um rapazito. Eusébio correu para ele, fez-lhe festa na cabeça, pegou-o ao colo, foi deixá-lo à bancada – com o estádio agitado em aplausos e exaltações...
Semanas antes, fora Lisboa que se agitara – mas com outro despique (igualmente como nunca antes sucedera): a eleição da Miss Minissaia no Monumental. À saída, alguém se queixou:
- Paguei 20 escudos para isso, 20 escudos que davam para ir à bola e afinal as saias não eram tão curtas assim...
A vencedora, Isabel Castelhando, foi consagrada por ícone do ié-ié: Sylvie Vartan – e de prémio levou 3000 escudos e dois bilhetes de avião para Paris.
Claro: para os moralistas (ou, como já se viu, para as moralistas...) tudo aquilo continuava a ser uma «pouca vergonha»  – como «pouca vergonha» ainda era ver-se, na Baixa, a Contraste em virote porque as vendedoras andavam de minissaia, a vender minissaias – formando-se na rua bichas, mas bichas que eram, em grande parte, de homens à espera de melhor ângulo para  espreitarem pela montra, lá para dentro.
Meses depois do frenesim em torno das minissaias das ousadas meninas do Monumental, outro frenesim se soltou, metendo Eusébio, metendo Benfica e Belenenses. A Manuel Rodrigues, o central que acabara de chegar à seleção A, deu-lhe para entrar em jogo de picardia através de frase que, de quando em quando, foi largando, em ritual de provocação a Eusébio (e não só, pois até Vicente, seu companheiro, a ouviu, mais ou menos igual…):
- Vais para a tua terra, oh preto...
Se não fosse assim, era pior (sem que se lhe tirasse o traço racista) – e cansado do insulto, sobretudo quando ainda se lhe juntou a mãe, Eusébio decidiu vingar-se, subtil (ou não): num livre, com Rodrigues na barreira, não apontou à baliza, apontou à cabeça dele. A bola saiu-lhe em fogo do pé, acertou na cabeça do defesa que caiu redondo, inanimado, na relva. Tiveram de o levar de urgência ao hospital – e, à noite, Eusébio, com Flora ao lado, foi de propósito à enfermaria, muito ressentido, muito acabrunhado, pedir desculpa pela «pastilha» (que lhe dera).  Em Eusébio-História de uma Lenda, filme de Filipe Ascensão, Manuel Rodrigues não deixa de dar o seu testemunho ao caso (tratando-o, claro, como uma daquelas coisas do futebol que se davam no calor da luta…), deixando, porém, ainda mais vincado, o coração que Eusébio tinha: ao ver Rodrigues a ser levado do campo para o hospital, «jogou transtornado o resto do jogo todo»…
 
Com o sonho de Eusébio ser campeão da Europa afundado, Lisboa afundada (com a Censura a impedir que se soubesse tudo…)
Mais uma notícia Flama: nesse verão de 1967, as férias na Metrópole de Eusébio e Flora foram na Estalagem do Miguel, entre Bucelas e Alverca. O luxo era a piscina. Segredo era o que ele pagara – ou recebera para lá estar. (Não se sabe, lamentou o repórter...)
Se tivessem ido para um hotel no Algarve – teria pago 300 escudos por noite. (Eusébio e Flora também foram, como se tornara praxe, passar «uns dias» a Lourenço Marques, as viagens foram por conta do Benfica, era o que estava no contrato. Onde comprara andar de luxo – na zona mais chique da cidade.)
O primeiro turista do ano a entrar em Portugal fora notícia em destaque – mas a Censura proibiu os jornais de dizerem que ele era o que era: operário. (Imagina-se porquê...) Não se permitia a «pormenorização extensa de crimes passionais ou outros de fácil poder de sugestão», as questões que «envolvessem homossexualidade», os anúncios de «astrólogos, bruxas e videntes» ou que da sua redação «pudesse claramente transparecer dissolução de costumes» - e tudo o que pudesse fazer pensar em certas coisas, perplexidades como essa de um operário a fazer férias no estrangeiro.
Como também não se permitiam notícias que originassem «o alarme e a intranquilidade pública», tendo a chuva inclemente inundado zonas sem fim - «já não se sabia onde acabava o Tejo e começava Lisboa» -  e estimando-se que tenham morrido mais de 800 pessoas que viviam espojadas em bairros de barracas, ficaram os jornais proibidos de falar no número de vítimas, no dia em que Portugal também se afundou, perdendo com a Bulgária. Ficando a seleção fora do Euro 68, ficou Eusébio sem a oportunidade de transformar em realidade outro sonho que revelara: ser campeão da Europa.
 
Quando rapariga a fumar na via pública era atentado ao pudor e podia dar multa de 20 escudos, o que se dizia de Eusébio não fumar…
Era ainda o tempo em que se, vinda do fundo da sua rebeldia, aluna se atrevesse a entrar no liceu de minissaia e sem meias, tinha por certo o que a esperava: a diretora, julgando o «ato obsceno», expulsava-a das aulas. Ou se, vinda da Faculdade de Letras, fosse apanhada pelo polícia de giro a fumar na paragem do autocarro do Campo Grande, ele, muito solícito, poderia, papagueando-lhe alínea de uma portaria municipal que considerava que era «atentado ao pudor mulher fumar na via pública», passar-lhe multa de 20 escudos.
Na Flama, de novo na Flama, garantia-se que Eusébio era o que era porque «não fumava» - e o tabaco mantinha-se enovelado como uma das obsessões da Mocidade Portuguesa Feminina, que, em todas as suas publicações, aconselhava as «raparigas de boa moral» a «resistirem à tentação», a essa «modernice dispensável». Para os rapazes, não havia questão – e nos peditórios do MNF para as tropas em África dar cigarros até era gesto de «solidariedade patriótica». Os maços iam aos milhares para as matas onde se morria sem se saber porquê – e entre os cigarros ia sempre alguma coisa a lembrar Eusébio, a falar de Eusébio. Mesmo que Eusébio não quisesse, tinha de ser - tecia-o as malhas que o império tecia...)
"


https://abola.pt/nnh/2021-01-28/futebol-por-que-eusebio-atirou-defesa-do-belenenses-para-o-hospital-e-esse-nao-f/876908

DMSG

  • Capitão
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  • Sou do Benfica e isso me envaidece...
  • 02 de Fevereiro de 2021, 21:31




Pessoal, encontrei isto na net, na altura era normal o público ir para os estúdios de televisão cantar com bandeiras e tarjas?

bSY

  • Eusébio
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  • 02 de Fevereiro de 2021, 23:07
Qual o jogo em que o Rei fez esta beleza?

https://youtu.be/IgvjSkHdKKw?t=1003