Country
Portugal

Félix

Nome completo
Félix Assunção Antunes
Número
5
Data de nascimento
1922-02-14
Data de morte
1998-08-02
Periodo no Benfica

1944 - 1953

Ainda hoje, alguns especialista e praticantes mais antigos do culto da águia convergem no julgamento, segundo o qual Félix terá sido o melhor defesa-central de sempre do Benfica. Mesmo que à colação venham os nomes de Germano ou Humberto Coelho, de Mozer ou Ricardo Gomes. Chegou ao clube, em 1945, já a sangrenta Guerra Civil de Espanha e a sórdida II Guerra Mundial haviam terminado. De resto, é por essa altura, na avalizada opinião do historiador e também benfiquista Veríssimo Serrão, que a censura, um dos braços do hermético regime, obrigou a imprensa da época a escrever “os encarnados” em substituição de “os vermelhos”. Afinal, qualquer que fosse a versão, a cor predilecta de Félix Antunes, natural do Barreiro, operário na CUF, futuro ídolo do futebol.

Com o emblema da empresa ao peito, embora na sucursal dos Unidos Futebol Clube, despontou nos escalão júnior, nos Campeonatos Regionais de Lisboa. Aos 18 anos, já era titular da equipa principal, actuando no posto de médio-esquerdo. Revelava habilidade, intuição. Talvez por esse motivo, muitas vezes jogou também como médio-centro ou interior-esquerdo, isto é, mais próximo da zona privilegiada do golo.

No Benfica, apesar de alguma indefinição na fase madrugadora do seu percurso, o húngaro e não poucas vezes vidente, Janos Biri, estabilizá-lo-ia no eixo da retaguarda. Assim se notabilizou. Operava de forma imperial, preciso na colocação e (ab)usando de dois pés que maravilhas faziam. Cognominado de Pantufas seria. E se no jogo aéreo era insuperável, encontrada está a radiografia do defesa ideal. Actuou no Benfica, ao longo de dez temporadas. Era o tempo da hegemonia do Sporting, com os Cinco Violinos a marcarem pontos na agenda competitiva. Mesmo assim, ainda venceu um Campeonato Nacional e quatro Taças de Portugal.

Na época de 49/50, Félix deu inestimável contributo para a conquista da Taça Latina, primeiro grande feito internacional do palmarés benfiquista. A mestria que revelava propiciou mesmo que se chegasse a falar do Sport Lisboa e Félix. O seu nome começou a circular pela Europa, numa altura em que o futebol não tinha, nem pouco mais ou menos, a projecção mediática dos nossos tempos, com a televisão em fase embrionária e em Portugal nem vê-la ainda.

As quatro finais consecutivas da Taça de Portugal (48/49, 50/51, 51/52 e 52/53, já que em 49/50 não se disputou) constituíram um marco até hoje inigualável no reportório vermelho, até porque se saldaram em outras tantas vitórias. Apenas Bastos, Joaquim Fernandes, Moreira, Arsénio, Rogério e Félix fizeram o pleno.

Chegou à Selecção Nacional em Março de 1949, recebendo o testemunho do belenense Feliciano. Com as quinas, haveria de disputar um total de 15 jogos, numa altura em que o futebol português tardava a sua afirmação, sobretudo perante as congéneres que já haviam adoptado o mais completo profissionalismo. Despediu-se em Viena, frente ao combinado nacional austríaco, numa trágica derrota (9-1). Foi acusado de mau comportamento no estágio de preparação para o despique. A Federação multou-o e o Benfica também, multiplicando a parada, que num conto de réis se fixou.

Com o alicerce emocional fragilizado, pela derrotas, pelas incidências, pelas multas e pelas criticas, Félix não reagiu bem às punições, sobretudo indignado ficou com a repreensão monetária do Benfica, da responsabilidade do presidente Joaquim Bogalho. Três semanas volvidas, foi jogar a Setúbal, a 18 de Outubro de 1953. No Campo dos Arcos, o Benfica baqueou, num contundente 5-3. Ainda hoje se diz que os golos sadinos resultaram de erros inusitados do defesa-central. Embora até se perceba o exagero, incontestável é que na cabina, terminado o encontro, Félix despiu a camisola, atirou-a de forma ostensiva para o chão e pisou-a num acesso de mau génio. O presidente do clube, estupefacto, presenciou a cena. A decisão, essa, não tardou. Para Félix era a inapelável despedida do Benfica.

Foi assim que um grande jogador, com apenas 30 anos, serviu de exemplo aos vindouros. Era assim a disciplina no Benfica. A transigência estava interdita a quem desrespeitasse o símbolo e a divisa do clube. Mesmo que fosse um gesto intempestivo. Mesmo que interpretado por um atleta insubstituível. Um atleta sagrado que não respeitou valores mais sagrados ainda. Um atleta da singular craveira de Félix.

 

Texto: Memorial Benfica, 100 Glórias

Copiado de Ednilson

Estatísticas

Primeiro jogo

SL Benfica 2 x 0 Estoril Praia

Domingo, Novembro 26, 1944 - 00:00

Campo Grande (Estância de Madeira) ,

SL Benfica: António Martins, Félix, Álvaro Gaspar Pinto, João da Silva, Guia Costa, César Ferreira, Rogério Pipi, Francisco Ferreira, Julinho, Espirito Santo, Joaquim Teixeira
Coach: János Biri
Golos: Francisco Ferreira (47), Espirito Santo (20)

Último jogo

Vitória FC 5 x 3 SL Benfica

Domingo, Outubro 18, 1953 - 00:00

SL Benfica: José Bastos, Ângelo Martins, Félix, Artur Santos, Joaquim Fernandes, Fialho, Rogério Pipi, Francisco Moreira, Fernando Caiado, José Águas, Arsénio
Coach: Ribeiro dos Reis
Golos: Rogério Pipi (75), Fernando Caiado (11), José Águas (56)

39727 - Tópico: Félix Antunes, o Pantufas  (Lida 10512 vezes)

Dixi

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  • 30 de Abril de 2010, 01:00


Nome Completo: FÉLIX de Assunção Antunes
Posição: Defesa Central
Nacionalidade: Português (Internacional A)
Data de Nascimento: 14-12-1922
Data de Falecimento: 02-08-1992
Número da Camisola: 5
Pé Preferido: Direito


Épocas ao serviço do Benfica: 8
Total de Jogos pelo Benfica: 188
Total de Golos pelo Benfica: 2
Títulos pelo Benfica:
1 Taça Latina (1949/1950)
2 Campeonatos Nacionais (1944/1945; 1949/1950)
4 Taças de Portugal (1948/1949; 1950/1951; 1951/1952; 1952/1953)


1944/1945
Jogos: 1
Golos: 0


1945/1946
Jogos: 1
Golos: 1
(1 na Liga)

1946/1947
Jogos: 34
Golos: 0

 
1947/1948
Jogos: 10
Golos: 0

 
1948/1949
Jogos: 28
Golos: 1
(1 na Liga)
 
1949/1950
Jogos: 28
Golos: 0

 
1950/1951
Jogos: 27
Golos: 0

 
1951/1952
Jogos: 32

Golos: 0

1952/1953
Jogos:
24
Golos: 0


1953/1954
Jogos: 3
Golos: 0
« Última modificação: 13 de Outubro de 2013, 16:05 por Shoky »

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  • 30 de Abril de 2010, 01:01


Félix Assunção Antunes. Barreiro. 14 de Dezembro de 1922. 2 de Agosto de 1998. Defesa.
Épocas no Benfica: 10 (44/54). Jogos: 188. Golos: 2. Títulos: 1 (Campeonato Nacional), 4 (Taça de Portugal) e 1 (Taça Latina).
Outros clubes: CUF, Torreense e Luso do Barreiro. Internacionalizações: 15.

Ainda hoje, alguns especialista e praticantes mais antigos do culto da águia convergem no julgamento, segundo o qual Félix terá sido o melhor defesa-central de sempre do Benfica. Mesmo que à colação venham os nomes de Germano ou Humberto Coelho, de Mozer ou Ricardo Gomes. Chegou ao clube, em 1945, já a sangrenta Guerra Civil de Espanha e a sórdida II Guerra Mundial haviam terminado. De resto, é por essa altura, na avalizada opinião do historiador e também benfiquista Veríssimo Serrão, que a censura, um dos braços do hermético regime, obrigou a imprensa da época a escrever “os encarnados” em substituição de “os vermelhos”. Afinal, qualquer que fosse a versão, a cor predilecta de Félix Antunes, natural do Barreiro, operário na CUF, futuro ídolo do futebol.

Com o emblema da empresa ao peito, embora na sucursal dos Unidos Futebol Clube, despontou nos escalão júnior, nos Campeonatos Regionais de Lisboa. Aos 18 anos, já era titular da equipa principal, actuando no posto de médio-esquerdo. Revelava habilidade, intuição. Talvez por esse motivo, muitas vezes jogou também como médio-centro ou interior-esquerdo, isto é, mais próximo da zona privilegiada do golo.

No Benfica, apesar de alguma indefinição na fase madrugadora do seu percurso, o húngaro e não poucas vezes vidente, Janos Biri, estabilizá-lo-ia no eixo da retaguarda. Assim se notabilizou. Operava de forma imperial, preciso na colocação e (ab)usando de dois pés que maravilhas faziam. Cognominado de Pantufas seria. E se no jogo aéreo era insuperável, encontrada está a radiografia do defesa ideal. Actuou no Benfica, ao longo de dez temporadas. Era o tempo da hegemonia do Sporting, com os Cinco Violinos a marcarem pontos na agenda competitiva. Mesmo assim, ainda venceu um Campeonato Nacional e quatro Taças de Portugal.

Na época de 49/50, Félix deu inestimável contributo para a conquista da Taça Latina, primeiro grande feito internacional do palmarés benfiquista. A mestria que revelava propiciou mesmo que se chegasse a falar do Sport Lisboa e Félix. O seu nome começou a circular pela Europa, numa altura em que o futebol não tinha, nem pouco mais ou menos, a projecção mediática dos nossos tempos, com a televisão em fase embrionária e em Portugal nem vê-la ainda.

As quatro finais consecutivas da Taça de Portugal (48/49, 50/51, 51/52 e 52/53, já que em 49/50 não se disputou) constituíram um marco até hoje inigualável no reportório vermelho, até porque se saldaram em outras tantas vitórias. Apenas Bastos, Joaquim Fernandes, Moreira, Arsénio, Rogério e Félix fizeram o pleno.

Chegou à Selecção Nacional em Março de 1949, recebendo o testemunho do belenense Feliciano. Com as quinas, haveria de disputar um total de 15 jogos, numa altura em que o futebol português tardava a sua afirmação, sobretudo perante as congéneres que já haviam adoptado o mais completo profissionalismo. Despediu-se em Viena, frente ao combinado nacional austríaco, numa trágica derrota (9-1). Foi acusado de mau comportamento no estágio de preparação para o despique. A Federação multou-o e o Benfica também, multiplicando a parada, que num conto de réis se fixou.

Com o alicerce emocional fragilizado, pela derrotas, pelas incidências, pelas multas e pelas criticas, Félix não reagiu bem às punições, sobretudo indignado ficou com a repreensão monetária do Benfica, da responsabilidade do presidente Joaquim Bogalho. Três semanas volvidas, foi jogar a Setúbal, a 18 de Outubro de 1953. No Campo dos Arcos, o Benfica baqueou, num contundente 5-3. Ainda hoje se diz que os golos sadinos resultaram de erros inusitados do defesa-central. Embora até se perceba o exagero, incontestável é que na cabina, terminado o encontro, Félix despiu a camisola, atirou-a de forma ostensiva para o chão e pisou-a num acesso de mau génio. O presidente do clube, estupefacto, presenciou a cena. A decisão, essa, não tardou. Para Félix era a inapelável despedida do Benfica.

Foi assim que um grande jogador, com apenas 30 anos, serviu de exemplo aos vindouros. Era assim a disciplina no Benfica. A transigência estava interdita a quem desrespeitasse o símbolo e a divisa do clube. Mesmo que fosse um gesto intempestivo. Mesmo que interpretado por um atleta insubstituível. Um atleta sagrado que não respeitou valores mais sagrados ainda. Um atleta da singular craveira de Félix.


Tópico: Memorial Benfica, Glórias
Autor: Ednilson
Link: http://www.serbenfiquista.com/forum/index.php?topic=22362.60
« Última modificação: 03 de Novembro de 2010, 23:33 por Shoky »

lcferreira

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  • 01 de Maio de 2010, 15:21
O Félix tinha um tópico nos imortais que desapareceu, andam a brincar com isto?????

Eagle Fly Free

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  • 01 de Maio de 2010, 16:49
Saudade ?  :crazy2:   :crazy2:   :crazy2:   :crazy2:

Red skin

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  • 01 de Maio de 2010, 19:20
Alguém coloque este senhor nos Imortais!

pcssousa

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  • 01 de Maio de 2010, 20:30
O tal que pisou a camisola do glorioso em Setúbal e foi "irradiado" pelo clube... nunca mais jogou futebol

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  • 01 de Maio de 2010, 22:15
Tive a ler um pouco da história do senhor e era um grande central... um pouco intempestivo, daí essa reacção irreflectida após um jogo pouco conseguido contra o Setúbal, numa altura em q o Futebol era um desporto de cavalheiros!

pcssousa

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  • 01 de Maio de 2010, 22:18
Tive a ler um pouco da história do senhor e era um grande central... um pouco intempestivo, daí essa reacção irreflectida após um jogo pouco conseguido contra o Setúbal, numa altura em q o Futebol era um desporto de cavalheiros!
Independentemente da qualidade, um jogador do Benfica, penso até que capitão despir a camisola e pisá-la de forma repetida é um pouquito para o agressivo... O avô da minha mulher é que se deu com ele até porque o Félix treinou o Lusitano de VRSA, delegação nº1 do nosso Benfica, e já me contou mais ou menos o que o próprio lhe disse que se tinha passado. O nosso presidente esteve muito bem.

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  • 01 de Maio de 2010, 23:13
Tive a ler um pouco da história do senhor e era um grande central... um pouco intempestivo, daí essa reacção irreflectida após um jogo pouco conseguido contra o Setúbal, numa altura em q o Futebol era um desporto de cavalheiros!
Independentemente da qualidade, um jogador do Benfica, penso até que capitão despir a camisola e pisá-la de forma repetida é um pouquito para o agressivo... O avô da minha mulher é que se deu com ele até porque o Félix treinou o Lusitano de VRSA, delegação nº1 do nosso Benfica, e já me contou mais ou menos o que o próprio lhe disse que se tinha passado. O nosso presidente esteve muito bem.

Concordo!

Eagle Fly Free

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  • 04 de Maio de 2010, 22:06
Continua aqui ?  :buck2:

Joaquim Ferreira Bogalho

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  • 05 de Maio de 2010, 13:03
Félix, grande capitão...mas, a história dele, para mim, e, até porque penso, se não estou em erro, que o presidente era aquele que pretendo homenagear com o meu nickname, ilustra aquilo que deve acontecer, sempre, no SLB...o Clube, a História, os Símbolos, estarão, sempre, à frente de qualquer individualidade e, nomeadamente, qualquer jogador. Essa matriz é que cria a mistica que nos envolve, a grandeza que assusta os adversários e o respeito de quem veste o manto sagrado...

Joaquim Ferreira Bogalho

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  • 05 de Maio de 2010, 13:03
Mas, concordo que o Félix deve estar nos imortais..afinal, também sabemos perdoar, a quem tanto nos deu...

lcferreira

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  • 05 de Maio de 2010, 13:17
Tive a ler um pouco da história do senhor e era um grande central... um pouco intempestivo, daí essa reacção irreflectida após um jogo pouco conseguido contra o Setúbal, numa altura em q o Futebol era um desporto de cavalheiros!
Independentemente da qualidade, um jogador do Benfica, penso até que capitão despir a camisola e pisá-la de forma repetida é um pouquito para o agressivo... O avô da minha mulher é que se deu com ele até porque o Félix treinou o Lusitano de VRSA, delegação nº1 do nosso Benfica, e já me contou mais ou menos o que o próprio lhe disse que se tinha passado. O nosso presidente esteve muito bem.

Aceito e respeito o teu ponto de vista, mas não podes omitir o porquê da atitude... foi inqualificável para mim, mas a forma como descreves parece ter sido uma situação saída do nada e não é verdade.

Se souberes o que se passou, escreve tudo, se não souberes eu escrevo.

pcssousa

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  • 05 de Maio de 2010, 14:54
Tive a ler um pouco da história do senhor e era um grande central... um pouco intempestivo, daí essa reacção irreflectida após um jogo pouco conseguido contra o Setúbal, numa altura em q o Futebol era um desporto de cavalheiros!
Independentemente da qualidade, um jogador do Benfica, penso até que capitão despir a camisola e pisá-la de forma repetida é um pouquito para o agressivo... O avô da minha mulher é que se deu com ele até porque o Félix treinou o Lusitano de VRSA, delegação nº1 do nosso Benfica, e já me contou mais ou menos o que o próprio lhe disse que se tinha passado. O nosso presidente esteve muito bem.

Aceito e respeito o teu ponto de vista, mas não podes omitir o porquê da atitude... foi inqualificável para mim, mas a forma como descreves parece ter sido uma situação saída do nada e não é verdade.

Se souberes o que se passou, escreve tudo, se não souberes eu escrevo.
Ao que sei foi acusado de falta de empenho, ou de ter "facilitado" numa derrota em Setúbal penso que por 5-3, isto após o Joaquim Bogalho, à altura presidente do Benfica, o ter multado devido à acusação de mau comportamento no estágio da selecção que culminou com a derrota contra a Austria (penso que por 9-1). Félix negou que tenha efectivamente sido responsável por esse mau comportamento ou sequer tenha facilitado contra o Setúbal, mas é indiscutível que estava com a "cabeça quente". Pelo menos foi o que me foi contado pelo avô da minha mulher que o conheceu bem, pelos motivos acima referidos por mim... Mas se connheceres outros factos acrescenta aí por favor.
Para mim quem despe e pisa o manto sagrado não pode ser visto com os mesmos olhos que outros jogadores por muito que tenha dado ao clube dentro do campo.
Como é do conhecimento geral, o Benfica não mais o deixou jogar com a sua camisola e como os clubes à época era "donos" dos passes dos futebolistas este jamais voltou a jogar.

Eagle Fly Free

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  • 05 de Maio de 2010, 18:38
Qual é a diferença para o Vítor Baptista ??
 
Eu sei qual é. Nenhum de vocês viu o Félix jogar. Se o tivessem visto jogar, nem sequer punham em causa que o Félix é um dos melhores jogadores de sempre do clube e é imortal(íssimo). 
« Última modificação: 05 de Maio de 2010, 18:40 por Eagle Fly Free »