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Portugal

Ele era o maior, no seu desassombrado exercício de auto-avaliação. Ele era Vítor Baptista. Seguramente, o mais controverso jogador do universo benfiquista e nacional.

O pai transportava peixe da lota para a praça de Setúbal. Morreu novo, era o Vítor pouco menos que imberbe. “Eu fazia recados às prostitutas, apanhava moedas que os ‘camones’ atiravam para a água e trabalhava numa mercearia”, enquanto a mãe se viu na contingência de emprego pedir numa fábrica de conservas.

Fervia de paixão por Eusébio, quando principiou a sua odisseia. Entrou num torneio de futebol de sala, 15 anos tinha, segundo melhor marcador foi, atrás de Quinito, esse mesmo, o treinador de futebol. Olheiros do Vitória ficaram desvanecidos perante uma boa fornada, que sinais dava de querer trepar nas lides. Vítor Baptista não foi escolhido, mas tanto insistiu, tanto clamou justiça, que Emídio Graça, irmão do benfiquista Jaime, acabaria por dar anuência.

Meteórico foi o ascenso. Aos 18 anos, venceu a Taça de Portugal, num jogo tremendo com a Académica. Sob a direcção técnica de Pedroto, pedaços de talento distribuiu, no Bonfim e noutros recintos. Chegou a comprometer-se com o Sporting, mais leonina era a proposta, só que o Benfica antecipou-se, cedeu Praia, Torres e Matine ao Vitória. Viu-se compelido a trajar de vermelho. Não houve sinal de lamúria. Afinal, entrava nos píncaros da fama. Até nem desbotou, apesar da concorrência de Nené, Eusébio, Artur Jorge e Jordão. Disse ao que ia, naquele estilo cavalgante, nem sempre a primar pela estética, mas sólido, sólido como uma rocha.

 

O seu traço de exotismo não passava despercebido. Era um desadaptado, indulgente sobretudo fora das quatro linhas. Recorda Shéu, quão perplexo ficou, no dia em que Vítor Baptista prendeu um exemplar da raça canina ao poste de uma baliza, poucos minutos antes de um treino.

E para a posteridade ficou o mais hilariante dos episódios que a Luz conheceu, quando após ter marcado o golo do triunfo do Benfica, em dia de derby, frente ao Sporting, se apercebeu que lhe faltava o brinco na orelha. Parado esteve o jogo quase cinco minutos. Agachado, gatinhando mais e mais, era ver Vítor Baptista a passar a relva a pente fino. Incrédulos ficaram os colegas, os adversários, a multidão que coloria as bancadas. Não mais apareceu o brinco e a vitória, essa, recusou-se a comemorar.

Sempre autista, pôs a cabeça em água a muitos dos seus treinadores. No Benfica e na Selecção, protagonizando falhas graves de indisciplina. Apesar de tanta incontinência, o povo gostava de Vítor Baptista. Apreciava o seu código de jogo, a forma como se recreava com a bola, o apetite insaciável pelo golo.



Esteve sete épocas no Benfica e ganhou cinco Campeonatos. À entrada da última, foi categórico e sustentou que “o melhor futebolista português não pode continuar a jogar se lhe pagarem como até aqui”. Assim falou, talvez ao volante daquele Jaguar, que havia adquirido por 150 contos a um milionário aterrorizado com a Aliança Povo/MFA e o avanço para o socialismo. Contrição fez e regressou ao activo. Para uma das suas conseguidas temporadas.

Ainda que houvesse interesse do Benfica na sua continuidade, muito por força da pressão popular, que os comportamentos desviantes se iam acentuando, Vítor Baptista regressou a Setúbal, no começo de uma deambulação por vários clubes, que culminou no Estrelas do Faralhão, da Distrital setubalense.

Nos últimos anos de vida, ele que morreu num 1º de Janeiro, com meio século de vida, aparecia com frequência no Estádio da Luz. Degradado, infelizmente muito degradado. Mas para Vítor Baptista, aquele que levantou estádios, à custa do perfume do seu futebol, fica a mais portuguesa das palavras, aquela que tradução não tem, a portuguesíssima saudade.

 

 

Épocas no Benfica: 7 (71/78)

Jogos: 150
Golos: 64

Títulos: 5 CN e 1 TP

Texto: Memorial Benfica, 100 Glórias
Copiado de Ednilson

Estatísticas

Primeiro jogo

Belenenses SAD 2 x 1 SL Benfica

Terça, Julho 1, 1947 - 00:00

SL Benfica: Manuel Joaquim, Félix, Jacinto, Joaquim Fernandes, Artur Teixeira, Mário Reis, Andrade, Andrade, Baptista, Melão, Vitor Baptista, Arsénio, Claro
Coach: János Biri
Golos: Arsénio (83)

Último jogo

SL Benfica 2 x 0 Vitória SC

Sábado, Fevereiro 25, 1978 - 00:00

Estádio da Luz ,

SL Benfica: Bento, António Bastos Lopes, Eurico Gomes, Pietra, Humberto Coelho, Shéu, Chalana (Pereirinha [61m]) (Pereirinha [61m]), Toni, Nené, Cavungi, Vitor Baptista
Coach: John Mortimore
Golos: Toni (44), Nené (64)

29930 - Tópico: Vitor Baptista, o Maior  (Lida 76124 vezes)

JPG

  • Eusébio
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  • 08 de Agosto de 2008, 23:19

 
Nome Completo: VITOR Manuel Ferreira BAPTISTA
Posição: Avançado Centro

Nacionalidade: Português (Internacional A)
Data de Nascimento: 18-10-1948
Data de Falecimento: 01-01-1999
Número da Camisola: 11
Pé Preferido: Direito


Épocas ao serviço do Benfica: 7
Total de Jogos pelo Benfica: 151
Total de Golos pelo Benfica: 63
Títulos pelo Benfica:
5 Campeonatos Nacionais (1971/72, 1972/73, 1974/75, 1975/76, 1976/77)
1 Taça de Portugal (1971/72)


1971/1972
Jogos: 24
Golos: 14 (9 na Liga)

1972/1973
Jogos: 16
Golos: 6 (6 na Liga)

1973/1974
Jogos: 28
Golos: 11 (9 na Liga)

1974/1975
Jogos: 32
Golos: 3 (3 na Liga)

1975/1976
Jogos: 22
Golos: 11 (9 na Liga)

1976/1977
Jogos: 8
Golos: 6 (6 na Liga)

 
1977/1978
Jogos: 21
Golos: 12 (8 na Liga)
« Última modificação: 02 de Março de 2013, 00:50 por Shoky »

giiin

  • Eusébio
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  • pra cima deles!!!
  • 09 de Agosto de 2008, 01:32
Benfica 3-2 Porto | Campeonato 1972/73

« Última modificação: 12 de Agosto de 2013, 00:57 por Shoky »

Vitor84

  • Eusébio
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  • 09 de Agosto de 2008, 15:41
Vítor Manuel Ferreira Baptista. Setúbal. 18 de Outubro de 1948-1999. Avançado.
Épocas no Benfica: 7 (71/78). Jogos: 150. Golos: 64. Títulos: 5 (Campeonato Nacional) e 1 (Taça de Portugal).
Outros clubes: Setúbal, Boavista, San Jose, Amora, Montijo, União de Tomar, Monte da Caparica e Estrelas do Faralhão. Internacionalizações: 11.



Ele era o maior, no seu desassombrado exercício de auto-avaliação. Ele era Vítor Baptista. Seguramente, o mais controverso jogador do universo benfiquista e nacional.

O pai transportava peixe da lota para a praça de Setúbal. Morreu novo, era o Vítor pouco menos que imberbe. “Eu fazia recados às prostitutas, apanhava moedas que os ‘camones’ atiravam para a água e trabalhava numa mercearia”, enquanto a mãe se viu na contingência de emprego pedir numa fábrica de conservas.

Fervia de paixão por Eusébio, quando principiou a sua odisseia. Entrou num torneio de futebol de sala, 15 anos tinha, segundo melhor marcador foi, atrás de Quinito, esse mesmo, o treinador de futebol. Olheiros do Vitória ficaram desvanecidos perante uma boa fornada, que sinais dava de querer trepar nas lides. Vítor Baptista não foi escolhido, mas tanto insistiu, tanto clamou justiça, que Emídio Graça, irmão do benfiquista Jaime, acabaria por dar anuência.

Meteórico foi o ascenso. Aos 18 anos, venceu a Taça de Portugal, num jogo tremendo com a Académica. Sob a direcção técnica de Pedroto, pedaços de talento distribuiu, no Bonfim e noutros recintos. Chegou a comprometer-se com o Sporting, mais leonina era a proposta, só que o Benfica antecipou-se, cedeu Praia, Torres e Matine ao Vitória. Viu-se compelido a trajar de vermelho. Não houve sinal de lamúria. Afinal, entrava nos píncaros da fama. Até nem desbotou, apesar da concorrência de Nené, Eusébio, Artur Jorge e Jordão. Disse ao que ia, naquele estilo cavalgante, nem sempre a primar pela estética, mas sólido, sólido como uma rocha.



O seu traço de exotismo não passava despercebido. Era um desadaptado, indulgente sobretudo fora das quatro linhas. Recorda Shéu, quão perplexo ficou, no dia em que Vítor Baptista prendeu um exemplar da raça canina ao poste de uma baliza, poucos minutos antes de um treino.

E para a posteridade ficou o mais hilariante dos episódios que a Luz conheceu, quando após ter marcado o golo do triunfo do Benfica, em dia de derby, frente ao Sporting, se apercebeu que lhe faltava o brinco na orelha. Parado esteve o jogo quase cinco minutos. Agachado, gatinhando mais e mais, era ver Vítor Baptista a passar a relva a pente fino. Incrédulos ficaram os colegas, os adversários, a multidão que coloria as bancadas. Não mais apareceu o brinco e a vitória, essa, recusou-se a comemorar.

Sempre autista, pôs a cabeça em água a muitos dos seus treinadores. No Benfica e na Selecção, protagonizando falhas graves de indisciplina. Apesar de tanta incontinência, o povo gostava de Vítor Baptista. Apreciava o seu código de jogo, a forma como se recreava com a bola, o apetite insaciável pelo golo.



Esteve sete épocas no Benfica e ganhou cinco Campeonatos. À entrada da última, foi categórico e sustentou que “o melhor futebolista português não pode continuar a jogar se lhe pagarem como até aqui”. Assim falou, talvez ao volante daquele Jaguar, que havia adquirido por 150 contos a um milionário aterrorizado com a Aliança Povo/MFA e o avanço para o socialismo. Contrição fez e regressou ao activo. Para uma das suas conseguidas temporadas.

Ainda que houvesse interesse do Benfica na sua continuidade, muito por força da pressão popular, que os comportamentos desviantes se iam acentuando, Vítor Baptista regressou a Setúbal, no começo de uma deambulação por vários clubes, que culminou no Estrelas do Faralhão, da Distrital setubalense.

Nos últimos anos de vida, ele que morreu num 1º de Janeiro, com meio século de vida, aparecia com frequência no Estádio da Luz. Degradado, infelizmente muito degradado. Mas para Vítor Baptista, aquele que levantou estádios, à custa do perfume do seu futebol, fica a mais portuguesa das palavras, aquela que tradução não tem, a portuguesíssima saudade.


Tópico: Memorial Benfica, Glórias
Autor: Ednilson
Link: http://serbenfiquista.com/forum/index.php?topic=22362.225
« Última modificação: 27 de Julho de 2013, 14:32 por Shoky »

Red skin

  • Eusébio
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  • Rei Eusébio!
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  • #estátudoapensarnomesmo #sejaondefor #37
  • 09 de Agosto de 2008, 15:44
O "Maior"... n era? N o vi jogar, mas se calhar devia tar na Saudade... só os cotas do fórum o podem dizer  ;D

VALEBEM

  • Eusébio
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  • Charneca de Caparica
  • Mensagens: 70542
  • 09 de Agosto de 2008, 16:43
 Com o Poborsky na Saudade, quase todos os que jogaram no Benfica nas década de 60, 70 e 80 devem lá estar também...
 Incluindo claro o Vitor Baptista... 51 golos em 110 jogos no campeonato pelo Benfica...

slbenfica_croft

  • Eusébio
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  • 11 de Agosto de 2008, 18:47
mais um talento sem cabeça...

Fundado1904

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  • Sou do Benfica e Isso me envaidece
  • 29 de Agosto de 2008, 11:44
quando era puto e ia pa escola era ve-lo no Bairro da Camarinha, em Setubal, no meio dos drogados. Mesmo todo acabado tinha um ganda cabedal.
Não teve cabeça desgraçou-se. Azar

Joga Bonito

  • Eusébio
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  • O CAMPEÃO VOLTOU!!!
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  • Vó & Vó: Ficaram juntas para SEMPRE! :-)
  • 04 de Setembro de 2008, 22:35
O meu pai diz que o "Maior" foi o 2º melhor de sempre... Eu não sei, não vi!

Elvis the Pelvis

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  • This thorn in my side is from a tree i've planted, it tears me and i bleed...
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  • 05 de Setembro de 2008, 19:23
Era um jogador excepcional pelas crónicas, mas aquela cabeça nunca o acompanhou. Uma personalidade um pouco na linha do George Best. Acabou na miséria! :disgust:

nucleopn

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  • Eu Amo o Benficaaaaaa
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  • 08 de Setembro de 2008, 00:12
a historia do brinco, no SLB X SCP foi-me contada pelo meu pai...ainda hoje acho piada

MITICO

Freire

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  • Benfica aos Benfiquistas.
  • 12 de Setembro de 2008, 11:02
Gda maluco.

BEKAMBOL

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  • 12 de Setembro de 2008, 11:27
a historia do brinco, no SLB X SCP foi-me contada pelo meu pai...ainda hoje acho piada

MITICO

Era um GRANDE JOGADOR REALMENTE. eu assisti a esse episódio. embora não o saiba descrever bem na totalidade.
creio que ele fez um potente remate e creio que um golão, na zona parece-me, perto dos "bancos dos spleentes". e depois, deu por falta do BRINCO, que lhe deve ter caíddo nesse altura. e andou ele e outros jogadores, das duas equipas e creio que até o àrbitro, à procura do brinco...não sei bem calcular o tempo, mas talvez cerca de 15 minutos ou até mais (não sei bem o tempo ao certo)...

BEM FOI UM GRANDE JOGADOR, UM GRANDE GOLEADOR....

Bola7

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  • Perdido no limbo do serbenf
  • 12 de Setembro de 2008, 15:19
era alto e forte...não era maricas e não levava desaforo para casa...jogava com ambos os pés e era forte no jogo arereo...não lhe reconheço um ponto fraco...tirando os neuronios claro...hoje discutia com Ronaldo a Bota de ouro em Inglaterra...algumas estórias...um dia em Moçambique ao ser solicitado por uma fotografa disse para tirar para aqui...apntando as zonas publica...nunca mais alguem o pode ver nessa terra pois as pessoas devam-se ao respeito...no dia de jogar contra o Liverpool deu-lhe a macacua e simulou uma lesão..só não foi expulso do clube por causa do Humberto Coelho e Toni...outra vez em Moscovo recusou-se a jogar porque alguem lhe disse que os russos eram amadores e ele não jogava contra amadores...foi o principio do fim...no Boavista aparaceia de fato e gravata e chinelos...no periodo pós revolucionário ficou com um Jaguar de "facho"...na selecção armou bronca e foi expulso pelo Pedroto...quando queria jogar arrasava...

Manel dos Anzois

  • Eusébio
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  • 12 de Setembro de 2008, 17:34
era alto e forte...não era maricas e não levava desaforo para casa...jogava com ambos os pés e era forte no jogo arereo...não lhe reconheço um ponto fraco...tirando os neuronios claro...hoje discutia com Ronaldo a Bota de ouro em Inglaterra...algumas estórias...no dia de jogar contra o Liverpool deu-lhe a macacua e simulou uma lesão..só não foi expulso do clube por causa do Humberto Coelho e Toni...

Contra o Liverpool? Em que época?

« Última modificação: 12 de Setembro de 2008, 17:39 por Manel dos Anzois »

Bola7

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  • San Sebastian
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  • Perdido no limbo do serbenf
  • 12 de Setembro de 2008, 18:07
era alto e forte...não era maricas e não levava desaforo para casa...jogava com ambos os pés e era forte no jogo arereo...não lhe reconheço um ponto fraco...tirando os neuronios claro...hoje discutia com Ronaldo a Bota de ouro em Inglaterra...algumas estórias...no dia de jogar contra o Liverpool deu-lhe a macacua e simulou uma lesão..só não foi expulso do clube por causa do Humberto Coelho e Toni...

Contra o Liverpool? Em que época?


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