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Portugal

O que é uma Corona? Uma descarga luminosa. O que era o Corona? Uma descarga luminosa. Uma? Duas, três, muitas descargas luminosas. De vermelho-vivo. No seu posto, no seu flanco. Com a sua arte, a sua magia. Para fazer assistências, fazer golos. Dar alegrias, dar títulos.

Era mais um produto do vivificante Barreiro. Chegou ao Benfica na época 46/47, a quarta consecutiva e último da húngaro Janos Biri. Só fez cinco jogos e dois golos, que não era fácil garantir sucesso no reino da águia. No reino dos também avançados Julinho, Arsénio, Espírito Santo, Baptista, Mário Rui e Rogério. No ano seguinte, com o regresso de Lipo Herezka ao comando, passou a ser mais utilizado. Uma derrota, em casa, frente ao Elvas, inviabilizou a toma do Nacional. Venceu o Sporting, com os mesmos pontos, mas à melhor de um golo. Por isso, rotulada a prova foi de campeonato do pirolito.

Progressivamente, Corona ia garantindo a titularidade. Só que explodia de ganância por um titulo, que teimava em escapar. A música era ditada pelos Violinos do Sporting. Assim foi também em 48/49, época em que o Benfica infligiu 13-1 ao Académico de Viseu, com dois golos da sua lavra, registo apenas superado 40 anos depois, num Benfica-Riachence, para a Taça de Portugal, com Toni no banco e o nigeriano Ricky a marcar seis tentos. Valeu, então, a Taça, ganha à custa do Atlético (2-1), com Corona na abertura do activo.



Sob a direcção de Ted Smith, finalmente, a consagração na magistral temporada de 49/50. Vitória no Campeonato, vitória na Taça Latina. Um golo apontou ao Bordéus, antes da finalíssima, que não prescindiu da sua presença. Mais três Taças de Portugal haveria de ganhar, frente à Académica, ao Sporting (com um golo) e ao FC Porto. Nesta última, participou no inicio do trajecto, mas não no embate decisivo. É que a descarga, essa, já não era tão luminosa.

Fez 129 partidas oficiais, tendo apontado 60 golos. Uma marca simpática, no mínimo, para um extremo. Era à direita que Corona elegia terreno propicio às suas habilidades. Escorreitas, sempre. Tratava a bola com intimidade, com subtileza, com gabarito. Era um ablutor do ataque. Na imensidão dos seus truques. Corona jamais deslustrou ao lado de Félix, de Francisco Ferreira, de Espírito Santo, de Arsénio, de Julinho, de Águas, de Rogério. Corona acrescentou. Com nível superior. Pela elementar razão de que significava continuidade ou, melhor ainda, fundada a expectativa na mudança das agulhas de um jogo. Motivo de sobra para ser incluído no género dos criativos. Daqueles que não são proscritos pela verdade centenária.



Épocas no Benfica: 7 (46/53)

Jogos: 129
Golos: 60

Títulos: 1CN, 4 TP, 1 Taça Latina

Texto: Memorial Benfica, 100 Glórias
Copiado de Ednilson

Estatísticas

Primeiro jogo

CUF 3 x 7 SL Benfica

Domingo, Setembro 15, 1946 - 00:00

Campo do Lumiar (Stadium de Lisboa) ,

SL Benfica: Pinto Machado, Jacinto, Félix, Rogério Pipi, Eduardo Cerqueira, Francisco Ferreira, Francisco Moreira, Corona, Julinho, Melão, Mário Reis
Treinador: János Biri
Golos: Rogério Pipi (13), Rogério Pipi (49), Rogério Pipi (76), Francisco Ferreira (59), Corona (51), Corona (56), Julinho (47)

Último jogo

Vitória FC 3 x 2 SL Benfica

Domingo, Maio 3, 1953 - 00:00

SL Benfica: José Bastos, Ângelo Martins, Artur Santos, Joaquim Fernandes, Félix, Gonzaga, Corona, Rogério Pipi, Fernando Caiado, Vieira, José Águas
Treinador: Ribeiro dos Reis
Golos: Corona (18), Rogério Pipi (67 (g)

Títulos

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38715 - Tópico: Corona  (Lida 4564 vezes)

Shoky

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  • 22 de Janeiro de 2010, 18:49



Nome Completo: Eduardo José CORONA
Posição: Extremo Direito
Nacionalidade: Português (Internacional A)
Data de Nascimento: 01-09-1925
Data de Falecimento: 22-03-2008
Número da Camisola: ?
Pé Preferido: Direito


Épocas ao serviço do Benfica: 7
Total de Jogos pelo Benfica: 125
Total de Golos pelo Benfica: 54
Títulos pelo Benfica:
1 Taça Latina (1949/1950)
1 Campeonato Nacional (1949/1950)
4 Taças de Portugal (1948/1949; 1950/1951; 1951/1952; 1952/1953)

1946/1947
Jogos: 2
Golos: 0


1947/1948
Jogos: 18
Golos: 5 (5
na Liga)

1948/1949
Jogos: 24
Golos: 23 (15
na Liga)

1949/1950
Jogos: 10

Golos: 1 (0 na Liga)

1950/1951
Jogos: 26
Golos: 8 (5
na Liga)

1951/1952
Jogos: 32
Golos: 11 (7
na Liga)

1952/1953
Jogos: 13
Golos: 6 (5
na Liga)
« Última modificação: 01 de Março de 2013, 14:19 por Shoky »

pcssousa

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  • 22 de Janeiro de 2010, 19:07
Eduardo José Corona. Barreiro. 1 de Setembro de 1925. Avançado.
Épocas no Benfica: 7 (46/53). Jogos: 129. Golos: 60. Títulos: 1 (Taça Latina), 1 (Campeonato Nacional) e 4 (Taça de Portugal).
Outros clubes: Barreirense.




Equipa 1948/1949 – Corona foi o melhor marcador com 23 golos

O que é uma Corona? Uma descarga luminosa. O que era o Corona? Uma descarga luminosa. Uma? Duas, três, muitas descargas luminosas. De vermelho-vivo. No seu posto, no seu flanco. Com a sua arte, a sua magia. Para fazer assistências, fazer golos. Dar alegrias, dar títulos.

Era mais um produto do vivificante Barreiro. Chegou ao Benfica na época 46/47, a quarta consecutiva e último da húngaro Janos Biri. Só fez cinco jogos e dois golos, que não era fácil garantir sucesso no reino da águia. No reino dos também avançados Julinho, Arsénio, Espírito Santo, Baptista, Mário Rui e Rogério. No ano seguinte, com o regresso de Lipo Herezka ao comando, passou a ser mais utilizado. Uma derrota, em casa, frente ao Elvas, inviabilizou a toma do Nacional. Venceu o Sporting, com os mesmos pontos, mas à melhor de um golo. Por isso, rotulada a prova foi de campeonato do pirolito.

Progressivamente, Corona ia garantindo a titularidade. Só que explodia de ganância por um titulo, que teimava em escapar. A música era ditada pelos Violinos do Sporting. Assim foi também em 48/49, época em que o Benfica infligiu 13-1 ao Académico de Viseu, com dois golos da sua lavra, registo apenas superado 40 anos depois, num Benfica-Riachence, para a Taça de Portugal, com Toni no banco e o nigeriano Ricky a marcar seis tentos. Valeu, então, a Taça, ganha à custa do Atlético (2-1), com Corona na abertura do activo.



Sob a direcção de Ted Smith, finalmente, a consagração na magistral temporada de 49/50. Vitória no Campeonato, vitória na Taça Latina. Um golo apontou ao Bordéus, antes da finalíssima, que não prescindiu da sua presença. Mais três Taças de Portugal haveria de ganhar, frente à Académica, ao Sporting (com um golo) e ao FC Porto. Nesta última, participou no inicio do trajecto, mas não no embate decisivo. É que a descarga, essa, já não era tão luminosa.

Fez 129 partidas oficiais, tendo apontado 60 golos. Uma marca simpática, no mínimo, para um extremo. Era à direita que Corona elegia terreno propicio às suas habilidades. Escorreitas, sempre. Tratava a bola com intimidade, com subtileza, com gabarito. Era um ablutor do ataque. Na imensidão dos seus truques. Corona jamais deslustrou ao lado de Félix, de Francisco Ferreira, de Espírito Santo, de Arsénio, de Julinho, de Águas, de Rogério. Corona acrescentou. Com nível superior. Pela elementar razão de que significava continuidade ou, melhor ainda, fundada a expectativa na mudança das agulhas de um jogo. Motivo de sobra para ser incluído no género dos criativos. Daqueles que não são proscritos pela verdade centenária.



Tópico: Memorial Benfica, Glórias
Autor: Ednilson
Link: http://serbenfiquista.com/forum/index.php?topic=22362.30
« Última modificação: 17 de Fevereiro de 2011, 02:10 por Shoky »

Shoky

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  • 22 de Janeiro de 2010, 19:19
Foi o Julinho...

O Corona marcou 1 golo nessa edição...agora não sei se foi no 3-0 à Lázio...ou no 3-3 com o Bordeus!


A Finalissima foi 2-1!
Kargu (8´), Arsénio (90´) e Julinho (146´)

pcssousa

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  • Mensagens: 75369
  • 22 de Janeiro de 2010, 20:14
Marcou na final, no empate 3-3!

pcssousa

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  • Até sempre!
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  • 22 de Janeiro de 2010, 20:26
Esteve ainda presente na célebre goleada de 8-2 ao FCP na inauguração do Estádio das Antas, também conhecido como a "pocilga original".
Faleceu no dia 22-03-2008.

Diogo Brito

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  • Honrai agora os ases Que nos honraram o passado!
  • 22 de Janeiro de 2010, 20:27
Corona, melhor cerveja do Mundo  :drunk:

Joga Bonito

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  • O CAMPEÃO VOLTOU!!!
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  • Vó & Vó: Ficaram juntas para SEMPRE! :-)
  • 22 de Janeiro de 2010, 20:29
O Bola podia meter aí umas crónicas dos jogos que viu do Corona...

pcssousa

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  • 22 de Janeiro de 2010, 20:32
O Bola podia meter aí umas crónicas dos jogos que viu do Corona...
Se calhar não viu nenhum...

Eagle Fly Free

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  • 22 de Janeiro de 2010, 20:33
O Bola podia meter aí umas crónicas dos jogos que viu do Corona...
Se calhar não viu nenhum...

Não viu as gerações de 1950, penso eu. Excepto aqueles que chegaram a década de 1960, claro.

Joga Bonito

  • Eusébio
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  • O CAMPEÃO VOLTOU!!!
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  • Vó & Vó: Ficaram juntas para SEMPRE! :-)
  • 22 de Janeiro de 2010, 20:41
Claro que viu. Nesta altura já levava os netos à escola!

Eagle Fly Free

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  • 22 de Janeiro de 2010, 20:51
 ^-^

JPG

  • Eusébio
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  • 28 de Janeiro de 2010, 10:00
Ainda é vivo?

pcssousa

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  • 28 de Janeiro de 2010, 10:01
Ainda é vivo?
A resposta está nesta mesma página... 8 posts atrás.

JPG

  • Eusébio
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  • 28 de Janeiro de 2010, 10:22
Ainda é vivo?
A resposta está nesta mesma página... 8 posts atrás.

 :ashamed: pois está...


Não vi no primeiro post e perguntei. Seja como for, acho que nos casos de falecimento a informação devia constar no post inicial

Shoky

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  • 07 de Dezembro de 2011, 14:25
Ainda é vivo?
A resposta está nesta mesma página... 8 posts atrás.

 :ashamed: pois está...


Não vi no primeiro post e perguntei. Seja como for, acho que nos casos de falecimento a informação devia constar no post inicial

Tens toda a razão. Um falha minha que vou começar a corrigir agora aos poucos.
O0