8459 - Tópico: As Finanças do Benfica  (Lida 3850871 vezes)

MALU15

  • Eusébio
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  • Rumo ao 38º !
  • 07 de Agosto de 2019, 22:15
Mas não se esqueçam de valorizar tb o sucesso financeiro que tem vindo a ser alcançado de forma consistente sem o qual o desenvolvimento do CFC não tinha atingido a dimensão que já tem, e olhem que houve momentos em que a coisa esteve preta. Estou-me a lembrar daquele mês de Janeiro de há 3/4 anos em que vendemos o Rodrigo e o A Gomes e outros bombons por valores baixos mas a pronto,  cujos cachs entrados foram vitais para evitar uma ruptura grave na tesouraria, no período em que os bancos nos fecharam as portas, e aí não tenham receio em reconhecer o grande mestre aí foi o DSO que certamente recomendou (para não dizer impôs) a sua terapia, e a mim que sou benfiquista e não pró ou contra quer que seja, pouco me importa se há sapos a mais na estrutura, desde que  sejam bons profissionais, sem serem perfeitos e como tal sujeitos a críticas como todos nós.

Uma pena que, na altura, quem por aqui chamava atenção para uma estratégia da SAD quase suicida fosse tão maltratado.

A estratégia podia nao ser perfeita, mas após a recuperacao de mais de 100M de capitais próprios e de 5 campeonatos desde então, má é que não era.
citric, por definição, se tens de mudar de estratégia para ter bons resultados, é sinal que a estratégia não estava a resultar.


A estratégia em poucas palavras foi :

1- Criar a base para a fábrica que o MALU15 referiu;

2- Enquanto é oleada, investe-se fortemente em pernas para criar uma equipa competitiva para quebrar a hegemonia portista e dar cartas na Europa;

3- Optimizar recursos, atraves das contratações, amortizações e renovações de atletas a tempo útil de modo a que no final sejam vendidos por um preço que permita compensar o forte investimento feito.


Até 31.12.19 os capitais próprios já estarão mais que recuperados e o passivo controlado, basta até ver que o que temos a receber  de clientes a curto prazo é mais do que o que temos que pagar a fornecedores.


Agora é reter talento... JF e RS quem nem uma época completa fizeram não podem acontecer todas as épocas.
mas o ponto 2 e 3 não aconteceram.

Tiveste de mudar de estratégia para ter os resultados financeiros que tens hoje.

A questão é essa. O risco aconteceu e não compensou, porque tiveste de durante umas três épocas de andar a vender titulares.

Tiveste de vender o que vendeste nas últimas temporadas para compensar o que correu mal na estratégia, como o Malu apontou.
Acho que estás a fazer uma leitura errada das minhas palavras.
O ponto fulcral a ter em consideração é o da reestruturação levada a cabo em Dez2009 que passou pela integração da B Estádio na BSAD que originou um passivo remunerado da ordem dos 218Me, tendo o desenvolvimento da SAD em termos de equipa de futebol sido feito feito recorrendo ao financiamento via capitais alheios, pois o capital inicial já tinha sido comido até 2008, com o consequente aumento  dos custos financeiros líquidos que atingiram em média os 18Me /ano até 2017.

Convém ter presente que no período de 2009 a 2018 a BSAD investiu na aquisição de atletas o montante de 502,4Me o que deu uma média anual de 50,2Me, e isto aliado ainda à criação do B Stars Fund que vigorou de 2009 a 2014, como instrumento alternativo de investimento.

E por contraposição a BSAD no período de 2009 a 2013 gerou resultados negativos de 83,6Me e situação só se inverteu quando a partir de 2014 e até ao presente a BSAD começou a gerar resultados positivos que até 2018 totalizaram 106,8Me tendo a SAD atingido em 2014 o valor máximo de Passivo remunerado de 317,5Me.

E é aqui que se dá a inversão da tendência pois a SAD recorrendo à estratégia da BTV e depois do contrato da NOS conseguiu criar as condições para gerar lucros de forma continuada que permitiram gerar meios libertos que permitiram reduzir o passivo financeiro para níveis mais conformes como os de hoje.


bingo, 2014.

É aí, com a venda daquela malta toda ao Valência etc, que se dá a inversão.

Deixas de investir para tirar rendimento desportivo e vender, porque já não há mais maneira de investir.
Estás a ver mal o problema. A SAD em 2014 atingiu o seu máximo (317,5Me) de Passivo remunerado, e ainda investiu 40,6Me em 2014, e 49,6Me em 2015, mas em consequência da crise em 2014, tinha de captar recursos via venda sob pena de passar por um período de asfixia financeira que em caso de ruptura poderia ser dramático, e isto mantendo a via dos EO`s ainda com taxas superiores às de hoje.

lonstrup

  • Eusébio
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  • "As tuas lágrimas valem mais que o campeonato!" Shoky 02/03/2020
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  • 07 de Agosto de 2019, 22:20
Mas não se esqueçam de valorizar tb o sucesso financeiro que tem vindo a ser alcançado de forma consistente sem o qual o desenvolvimento do CFC não tinha atingido a dimensão que já tem, e olhem que houve momentos em que a coisa esteve preta. Estou-me a lembrar daquele mês de Janeiro de há 3/4 anos em que vendemos o Rodrigo e o A Gomes e outros bombons por valores baixos mas a pronto,  cujos cachs entrados foram vitais para evitar uma ruptura grave na tesouraria, no período em que os bancos nos fecharam as portas, e aí não tenham receio em reconhecer o grande mestre aí foi o DSO que certamente recomendou (para não dizer impôs) a sua terapia, e a mim que sou benfiquista e não pró ou contra quer que seja, pouco me importa se há sapos a mais na estrutura, desde que  sejam bons profissionais, sem serem perfeitos e como tal sujeitos a críticas como todos nós.

Uma pena que, na altura, quem por aqui chamava atenção para uma estratégia da SAD quase suicida fosse tão maltratado.

A estratégia podia nao ser perfeita, mas após a recuperacao de mais de 100M de capitais próprios e de 5 campeonatos desde então, má é que não era.
citric, por definição, se tens de mudar de estratégia para ter bons resultados, é sinal que a estratégia não estava a resultar.


A estratégia em poucas palavras foi :

1- Criar a base para a fábrica que o MALU15 referiu;

2- Enquanto é oleada, investe-se fortemente em pernas para criar uma equipa competitiva para quebrar a hegemonia portista e dar cartas na Europa;

3- Optimizar recursos, atraves das contratações, amortizações e renovações de atletas a tempo útil de modo a que no final sejam vendidos por um preço que permita compensar o forte investimento feito.


Até 31.12.19 os capitais próprios já estarão mais que recuperados e o passivo controlado, basta até ver que o que temos a receber  de clientes a curto prazo é mais do que o que temos que pagar a fornecedores.


Agora é reter talento... JF e RS quem nem uma época completa fizeram não podem acontecer todas as épocas.
mas o ponto 2 e 3 não aconteceram.

Tiveste de mudar de estratégia para ter os resultados financeiros que tens hoje.

A questão é essa. O risco aconteceu e não compensou, porque tiveste de durante umas três épocas de andar a vender titulares.

Tiveste de vender o que vendeste nas últimas temporadas para compensar o que correu mal na estratégia, como o Malu apontou.
Acho que estás a fazer uma leitura errada das minhas palavras.
O ponto fulcral a ter em consideração é o da reestruturação levada a cabo em Dez2009 que passou pela integração da B Estádio na BSAD que originou um passivo remunerado da ordem dos 218Me, tendo o desenvolvimento da SAD em termos de equipa de futebol sido feito feito recorrendo ao financiamento via capitais alheios, pois o capital inicial já tinha sido comido até 2008, com o consequente aumento  dos custos financeiros líquidos que atingiram em média os 18Me /ano até 2017.

Convém ter presente que no período de 2009 a 2018 a BSAD investiu na aquisição de atletas o montante de 502,4Me o que deu uma média anual de 50,2Me, e isto aliado ainda à criação do B Stars Fund que vigorou de 2009 a 2014, como instrumento alternativo de investimento.

E por contraposição a BSAD no período de 2009 a 2013 gerou resultados negativos de 83,6Me e situação só se inverteu quando a partir de 2014 e até ao presente a BSAD começou a gerar resultados positivos que até 2018 totalizaram 106,8Me tendo a SAD atingido em 2014 o valor máximo de Passivo remunerado de 317,5Me.

E é aqui que se dá a inversão da tendência pois a SAD recorrendo à estratégia da BTV e depois do contrato da NOS conseguiu criar as condições para gerar lucros de forma continuada que permitiram gerar meios libertos que permitiram reduzir o passivo financeiro para níveis mais conformes como os de hoje.


bingo, 2014.

É aí, com a venda daquela malta toda ao Valência etc, que se dá a inversão.

Deixas de investir para tirar rendimento desportivo e vender, porque já não há mais maneira de investir.
Estás a ver mal o problema. A SAD em 2014 atingiu o seu máximo (317,5Me) de Passivo remunerado, e ainda investiu 40,6Me em 2014, e 49,6Me em 2015, mas em consequência da crise em 2014, tinha de captar recursos via venda sob pena de passar por um período de asfixia financeira que em caso de ruptura poderia ser dramático, e isto mantendo a via dos EO`s ainda com taxas superiores às de hoje.
amigo, o que mudou foi o vender. O que se vendia nas épocas anteriores é o que se vendeu nessa?

A crise faz parte do plano de risco que incluía esta estratégia. A verdade é que a estratégia acabou ali.

E o que tu dizes é exemplo de como não resultou a estratégia. Já não havia condições de prosseguir. Quando não há condições para uma estratégia continuar, por definição essa estratégia falhou.

MALU15

  • Eusébio
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  • 07 de Agosto de 2019, 22:21
A estratégia era recorrer a capital alheio para investir, investir, investir. O objetivo era tirar rendimento desportivo, e depois financeiro da venda. E este rendimento financeiro iria pagar o investimento.

Esta era a estratégia. Aliás, até ao Benfica de vitória e Lage mostrar que se pode vencer com aposta na formação de
qualidade, o mantra de toda a comunicação oficial era que a única maneira dos clubes portugueses era comprar jovens talentos, e depois vender.
Não era a estratégia, não havia outra alternativa pois o BClube não tinha condições para capitalizar a SAD e outras figuras, como redução da posição do domínio os sócios nunca a admitiram. E isto porque o Benfica não levou por diante nenhum processo assente em outras figuras de captação de fundos, tipo VMOC`s.

lonstrup

  • Eusébio
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  • "As tuas lágrimas valem mais que o campeonato!" Shoky 02/03/2020
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  • 07 de Agosto de 2019, 22:22
O mais irónico disto é perceber que o recurso a matéria humana da formação e scouting é que permitiu a mudança de hegemonia, e também as vendas que permitiram a reorganização do clube.

Não foi o investimento em massa.

lonstrup

  • Eusébio
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  • "As tuas lágrimas valem mais que o campeonato!" Shoky 02/03/2020
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  • 07 de Agosto de 2019, 22:25
A estratégia era recorrer a capital alheio para investir, investir, investir. O objetivo era tirar rendimento desportivo, e depois financeiro da venda. E este rendimento financeiro iria pagar o investimento.

Esta era a estratégia. Aliás, até ao Benfica de vitória e Lage mostrar que se pode vencer com aposta na formação de
qualidade, o mantra de toda a comunicação oficial era que a única maneira dos clubes portugueses era comprar jovens talentos, e depois vender.
Não era a estratégia, não havia outra alternativa pois o BClube não tinha condições para capitalizar a SAD e outras figuras, como redução da posição do domínio os sócios nunca a admitiram. E isto porque o Benfica não levou por diante nenhum processo assente em outras figuras de captação de fundos, tipo VMOC`s.

não houve outra alternativa, é o assumir do insucesso.

Se tu assumes um caminho como o do sucesso, e depois reconheces que já não tens capacidade para continuar esse caminho, sem ter tirado os sucessos que imaginavas tirar, isso é o quê? É ser bem sucedido?

MALU15

  • Eusébio
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  • Rumo ao 38º !
  • 07 de Agosto de 2019, 22:26
Mas não se esqueçam de valorizar tb o sucesso financeiro que tem vindo a ser alcançado de forma consistente sem o qual o desenvolvimento do CFC não tinha atingido a dimensão que já tem, e olhem que houve momentos em que a coisa esteve preta. Estou-me a lembrar daquele mês de Janeiro de há 3/4 anos em que vendemos o Rodrigo e o A Gomes e outros bombons por valores baixos mas a pronto,  cujos cachs entrados foram vitais para evitar uma ruptura grave na tesouraria, no período em que os bancos nos fecharam as portas, e aí não tenham receio em reconhecer o grande mestre aí foi o DSO que certamente recomendou (para não dizer impôs) a sua terapia, e a mim que sou benfiquista e não pró ou contra quer que seja, pouco me importa se há sapos a mais na estrutura, desde que  sejam bons profissionais, sem serem perfeitos e como tal sujeitos a críticas como todos nós.

Uma pena que, na altura, quem por aqui chamava atenção para uma estratégia da SAD quase suicida fosse tão maltratado.

A estratégia podia nao ser perfeita, mas após a recuperacao de mais de 100M de capitais próprios e de 5 campeonatos desde então, má é que não era.
citric, por definição, se tens de mudar de estratégia para ter bons resultados, é sinal que a estratégia não estava a resultar.


A estratégia em poucas palavras foi :

1- Criar a base para a fábrica que o MALU15 referiu;

2- Enquanto é oleada, investe-se fortemente em pernas para criar uma equipa competitiva para quebrar a hegemonia portista e dar cartas na Europa;

3- Optimizar recursos, atraves das contratações, amortizações e renovações de atletas a tempo útil de modo a que no final sejam vendidos por um preço que permita compensar o forte investimento feito.


Até 31.12.19 os capitais próprios já estarão mais que recuperados e o passivo controlado, basta até ver que o que temos a receber  de clientes a curto prazo é mais do que o que temos que pagar a fornecedores.


Agora é reter talento... JF e RS quem nem uma época completa fizeram não podem acontecer todas as épocas.
mas o ponto 2 e 3 não aconteceram.

Tiveste de mudar de estratégia para ter os resultados financeiros que tens hoje.

A questão é essa. O risco aconteceu e não compensou, porque tiveste de durante umas três épocas de andar a vender titulares.

Tiveste de vender o que vendeste nas últimas temporadas para compensar o que correu mal na estratégia, como o Malu apontou.
Acho que estás a fazer uma leitura errada das minhas palavras.
O ponto fulcral a ter em consideração é o da reestruturação levada a cabo em Dez2009 que passou pela integração da B Estádio na BSAD que originou um passivo remunerado da ordem dos 218Me, tendo o desenvolvimento da SAD em termos de equipa de futebol sido feito feito recorrendo ao financiamento via capitais alheios, pois o capital inicial já tinha sido comido até 2008, com o consequente aumento  dos custos financeiros líquidos que atingiram em média os 18Me /ano até 2017.

Convém ter presente que no período de 2009 a 2018 a BSAD investiu na aquisição de atletas o montante de 502,4Me o que deu uma média anual de 50,2Me, e isto aliado ainda à criação do B Stars Fund que vigorou de 2009 a 2014, como instrumento alternativo de investimento.

E por contraposição a BSAD no período de 2009 a 2013 gerou resultados negativos de 83,6Me e situação só se inverteu quando a partir de 2014 e até ao presente a BSAD começou a gerar resultados positivos que até 2018 totalizaram 106,8Me tendo a SAD atingido em 2014 o valor máximo de Passivo remunerado de 317,5Me.

E é aqui que se dá a inversão da tendência pois a SAD recorrendo à estratégia da BTV e depois do contrato da NOS conseguiu criar as condições para gerar lucros de forma continuada que permitiram gerar meios libertos que permitiram reduzir o passivo financeiro para níveis mais conformes como os de hoje.


bingo, 2014.

É aí, com a venda daquela malta toda ao Valência etc, que se dá a inversão.

Deixas de investir para tirar rendimento desportivo e vender, porque já não há mais maneira de investir.
Estás a ver mal o problema. A SAD em 2014 atingiu o seu máximo (317,5Me) de Passivo remunerado, e ainda investiu 40,6Me em 2014, e 49,6Me em 2015, mas em consequência da crise em 2014, tinha de captar recursos via venda sob pena de passar por um período de asfixia financeira que em caso de ruptura poderia ser dramático, e isto mantendo a via dos EO`s ainda com taxas superiores às de hoje.
amigo, o que mudou foi o vender. O que se vendia nas épocas anteriores é o que se vendeu nessa?

A crise faz parte do plano de risco que incluía esta estratégia. A verdade é que a estratégia acabou ali.

E o que tu dizes é exemplo de como não resultou a estratégia. Já não havia condições de prosseguir. Quando não há condições para uma estratégia continuar, por definição essa estratégia falhou.
Amigo, para terminar, e porque tu vais sempre manter a tua visão e eu a minha, o segredo está em saber ir ajustando a estratégia que foi delineada face aos novos acontecimentos, e a crise de 2014 foi um deles.

devermelhosempre

  • Sénior
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  • 07 de Agosto de 2019, 22:28
A questão que se coloca é:

A)admitindo que vamos continuar a vender ativos...

B)admitindo que nos próximos 3/5 anos já não estamos a sacrficar contractos como garantias para liquidar dívida.

C) Admitindo que teremos, tambem em 3/5 anos condições para não ter obrigacionistas, especialmente da dimensão corrente.

D) admitindo que todos queremos equipas de modalidades competitivas num quadro internacional.

Seria surreal a sad dedicar uma percentagem da vendas dos ativos do seixal ao clube? Como uma receita solidária para com o clube mas também como forma de reduzir mais valias sobre transações de jogadores?

Seria surreal, neste contexto fictício, que o clube reforçasse a sua posição na SAD até aos 100%? Dá me algum nojo ter o oliveira como sócio da sad.

CitriC

  • Eusébio
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  • Antes do 39 vem o Bi
  • 07 de Agosto de 2019, 22:35
Mas não se esqueçam de valorizar tb o sucesso financeiro que tem vindo a ser alcançado de forma consistente sem o qual o desenvolvimento do CFC não tinha atingido a dimensão que já tem, e olhem que houve momentos em que a coisa esteve preta. Estou-me a lembrar daquele mês de Janeiro de há 3/4 anos em que vendemos o Rodrigo e o A Gomes e outros bombons por valores baixos mas a pronto,  cujos cachs entrados foram vitais para evitar uma ruptura grave na tesouraria, no período em que os bancos nos fecharam as portas, e aí não tenham receio em reconhecer o grande mestre aí foi o DSO que certamente recomendou (para não dizer impôs) a sua terapia, e a mim que sou benfiquista e não pró ou contra quer que seja, pouco me importa se há sapos a mais na estrutura, desde que  sejam bons profissionais, sem serem perfeitos e como tal sujeitos a críticas como todos nós.

Uma pena que, na altura, quem por aqui chamava atenção para uma estratégia da SAD quase suicida fosse tão maltratado.

A estratégia podia nao ser perfeita, mas após a recuperacao de mais de 100M de capitais próprios e de 5 campeonatos desde então, má é que não era.
citric, por definição, se tens de mudar de estratégia para ter bons resultados, é sinal que a estratégia não estava a resultar.


A estratégia em poucas palavras foi :

1- Criar a base para a fábrica que o MALU15 referiu;

2- Enquanto é oleada, investe-se fortemente em pernas para criar uma equipa competitiva para quebrar a hegemonia portista e dar cartas na Europa;

3- Optimizar recursos, atraves das contratações, amortizações e renovações de atletas a tempo útil de modo a que no final sejam vendidos por um preço que permita compensar o forte investimento feito.


Até 31.12.19 os capitais próprios já estarão mais que recuperados e o passivo controlado, basta até ver que o que temos a receber  de clientes a curto prazo é mais do que o que temos que pagar a fornecedores.


Agora é reter talento... JF e RS quem nem uma época completa fizeram não podem acontecer todas as épocas.
mas o ponto 2 e 3 não aconteceram.

Tiveste de mudar de estratégia para ter os resultados financeiros que tens hoje.

A questão é essa. O risco aconteceu e não compensou, porque tiveste de durante umas três épocas de andar a vender titulares.

Tiveste de vender o que vendeste nas últimas temporadas para compensar o que correu mal na estratégia, como o Malu apontou.

Lê o comentário do MALU15 das 22:02, porque é irrepreensível.

Além disso desde a grande "onda" de investimento sempre vendemos atletas titulares, como Di Maria, ou Javi, ou Cardozo, ou Witsel, ou Ramires, ou etc...

Com os miúdos da formação o custo seja de aquisição, massa salarial, comissões, etc é totalmente diferente. As mais-valias passaram a ser bem maiores, até porque vender com 18,19,20 anos é diferente que 28,29 ou 30. Isto permitiu subir as receitas extraordinárias, ou até por outro prima, passaste a necessitar de vender um menor número de jogadores para alcançar lucro.


O ideal seria manter a equipa de uma época para outra o mais possível inalterável. Daí o sucesso nos anos 60!

Gosto também de pensar como tivemos sucesso nos anos 60 e creio piamente que vem do início dos anos 50 com Bogalho à cabeça ! A estratégia adaptada à época:

1- Ferreira Bogalho, o homem do betão na altura, cria infraestruturas (em especial o nosso estádio, o Estádio do Sport Lisboa e Benfica) dando todas as condições para os nossos atletas jogarem, além de realizar uma excelente gestão financeira, deixando zero dívidas às direcções vindouras.

2- Permitindo-nos oferecer melhor condições salariais a treinadores como Otto Glória que profissionalizou o futebol (os jogadores deixaram de ter um emprego extra-futebol). Mais tarde fomos buscar Bela Guttmann ao Porto e oferecemos mais dinheiro que o Sporting ao Eusébio.

3- Com essas bases (estruturais, financeiras e desportivas) partimos para o mais glorioso período da nossa história com um núcleo duro de jogadores a manterem-se época após época.


O espantoso é que antes as eleições eram anuais. Tivemos uns 8 Presidentes nesse período dourado!

lonstrup

  • Eusébio
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  • "As tuas lágrimas valem mais que o campeonato!" Shoky 02/03/2020
  • Mensagens: 87292
  • 07 de Agosto de 2019, 22:36
Mas não se esqueçam de valorizar tb o sucesso financeiro que tem vindo a ser alcançado de forma consistente sem o qual o desenvolvimento do CFC não tinha atingido a dimensão que já tem, e olhem que houve momentos em que a coisa esteve preta. Estou-me a lembrar daquele mês de Janeiro de há 3/4 anos em que vendemos o Rodrigo e o A Gomes e outros bombons por valores baixos mas a pronto,  cujos cachs entrados foram vitais para evitar uma ruptura grave na tesouraria, no período em que os bancos nos fecharam as portas, e aí não tenham receio em reconhecer o grande mestre aí foi o DSO que certamente recomendou (para não dizer impôs) a sua terapia, e a mim que sou benfiquista e não pró ou contra quer que seja, pouco me importa se há sapos a mais na estrutura, desde que  sejam bons profissionais, sem serem perfeitos e como tal sujeitos a críticas como todos nós.

Uma pena que, na altura, quem por aqui chamava atenção para uma estratégia da SAD quase suicida fosse tão maltratado.

A estratégia podia nao ser perfeita, mas após a recuperacao de mais de 100M de capitais próprios e de 5 campeonatos desde então, má é que não era.
citric, por definição, se tens de mudar de estratégia para ter bons resultados, é sinal que a estratégia não estava a resultar.


A estratégia em poucas palavras foi :

1- Criar a base para a fábrica que o MALU15 referiu;

2- Enquanto é oleada, investe-se fortemente em pernas para criar uma equipa competitiva para quebrar a hegemonia portista e dar cartas na Europa;

3- Optimizar recursos, atraves das contratações, amortizações e renovações de atletas a tempo útil de modo a que no final sejam vendidos por um preço que permita compensar o forte investimento feito.


Até 31.12.19 os capitais próprios já estarão mais que recuperados e o passivo controlado, basta até ver que o que temos a receber  de clientes a curto prazo é mais do que o que temos que pagar a fornecedores.


Agora é reter talento... JF e RS quem nem uma época completa fizeram não podem acontecer todas as épocas.
mas o ponto 2 e 3 não aconteceram.

Tiveste de mudar de estratégia para ter os resultados financeiros que tens hoje.

A questão é essa. O risco aconteceu e não compensou, porque tiveste de durante umas três épocas de andar a vender titulares.

Tiveste de vender o que vendeste nas últimas temporadas para compensar o que correu mal na estratégia, como o Malu apontou.
Acho que estás a fazer uma leitura errada das minhas palavras.
O ponto fulcral a ter em consideração é o da reestruturação levada a cabo em Dez2009 que passou pela integração da B Estádio na BSAD que originou um passivo remunerado da ordem dos 218Me, tendo o desenvolvimento da SAD em termos de equipa de futebol sido feito feito recorrendo ao financiamento via capitais alheios, pois o capital inicial já tinha sido comido até 2008, com o consequente aumento  dos custos financeiros líquidos que atingiram em média os 18Me /ano até 2017.

Convém ter presente que no período de 2009 a 2018 a BSAD investiu na aquisição de atletas o montante de 502,4Me o que deu uma média anual de 50,2Me, e isto aliado ainda à criação do B Stars Fund que vigorou de 2009 a 2014, como instrumento alternativo de investimento.

E por contraposição a BSAD no período de 2009 a 2013 gerou resultados negativos de 83,6Me e situação só se inverteu quando a partir de 2014 e até ao presente a BSAD começou a gerar resultados positivos que até 2018 totalizaram 106,8Me tendo a SAD atingido em 2014 o valor máximo de Passivo remunerado de 317,5Me.

E é aqui que se dá a inversão da tendência pois a SAD recorrendo à estratégia da BTV e depois do contrato da NOS conseguiu criar as condições para gerar lucros de forma continuada que permitiram gerar meios libertos que permitiram reduzir o passivo financeiro para níveis mais conformes como os de hoje.


bingo, 2014.

É aí, com a venda daquela malta toda ao Valência etc, que se dá a inversão.

Deixas de investir para tirar rendimento desportivo e vender, porque já não há mais maneira de investir.
Estás a ver mal o problema. A SAD em 2014 atingiu o seu máximo (317,5Me) de Passivo remunerado, e ainda investiu 40,6Me em 2014, e 49,6Me em 2015, mas em consequência da crise em 2014, tinha de captar recursos via venda sob pena de passar por um período de asfixia financeira que em caso de ruptura poderia ser dramático, e isto mantendo a via dos EO`s ainda com taxas superiores às de hoje.
amigo, o que mudou foi o vender. O que se vendia nas épocas anteriores é o que se vendeu nessa?

A crise faz parte do plano de risco que incluía esta estratégia. A verdade é que a estratégia acabou ali.

E o que tu dizes é exemplo de como não resultou a estratégia. Já não havia condições de prosseguir. Quando não há condições para uma estratégia continuar, por definição essa estratégia falhou.
Amigo, para terminar, e porque tu vais sempre manter a tua visão e eu a minha, o segredo está em saber ir ajustando a estratégia que foi delineada face aos novos acontecimentos, e a crise de 2014 foi um deles.
mas as crises não eram cenários a ter em conta? Fonix, quando decides assumir uma estratégia, tu fazes sabendo os riscos.

Não podes depois chorar quando os riscos se confirmam.

Não há dúvida que ainda andámos nas épocas seguintes a pagar o preço do insucesso desta estratégia.

Inclusive em 17/18,quando tivemos de vender para pagar esses tempos. Aliás, eu aqui até disse que apoiava essa posição porque tinha de ser feito,quando muita malta se insurgia pela oportunidade do penta etc.

E quando a abordagem estratégia mudou, coincidentemente de acordo com o que eu já advogava há anos, tivemos sucesso em todas as frentes.

Agora há algo muito importante a reter: as estratégias não têm sucesso sozinhas. Dependem sempre das pessoas certas tomarem decisões certas.

Mas para mim, o período 2008/14 foi estrategicamente mal delineado. Para além de beneficiar e perder devido a decisões de atores humanos.

lonstrup

  • Eusébio
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  • "As tuas lágrimas valem mais que o campeonato!" Shoky 02/03/2020
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  • 07 de Agosto de 2019, 22:45
Mas não se esqueçam de valorizar tb o sucesso financeiro que tem vindo a ser alcançado de forma consistente sem o qual o desenvolvimento do CFC não tinha atingido a dimensão que já tem, e olhem que houve momentos em que a coisa esteve preta. Estou-me a lembrar daquele mês de Janeiro de há 3/4 anos em que vendemos o Rodrigo e o A Gomes e outros bombons por valores baixos mas a pronto,  cujos cachs entrados foram vitais para evitar uma ruptura grave na tesouraria, no período em que os bancos nos fecharam as portas, e aí não tenham receio em reconhecer o grande mestre aí foi o DSO que certamente recomendou (para não dizer impôs) a sua terapia, e a mim que sou benfiquista e não pró ou contra quer que seja, pouco me importa se há sapos a mais na estrutura, desde que  sejam bons profissionais, sem serem perfeitos e como tal sujeitos a críticas como todos nós.

Uma pena que, na altura, quem por aqui chamava atenção para uma estratégia da SAD quase suicida fosse tão maltratado.

A estratégia podia nao ser perfeita, mas após a recuperacao de mais de 100M de capitais próprios e de 5 campeonatos desde então, má é que não era.
citric, por definição, se tens de mudar de estratégia para ter bons resultados, é sinal que a estratégia não estava a resultar.


A estratégia em poucas palavras foi :

1- Criar a base para a fábrica que o MALU15 referiu;

2- Enquanto é oleada, investe-se fortemente em pernas para criar uma equipa competitiva para quebrar a hegemonia portista e dar cartas na Europa;

3- Optimizar recursos, atraves das contratações, amortizações e renovações de atletas a tempo útil de modo a que no final sejam vendidos por um preço que permita compensar o forte investimento feito.


Até 31.12.19 os capitais próprios já estarão mais que recuperados e o passivo controlado, basta até ver que o que temos a receber  de clientes a curto prazo é mais do que o que temos que pagar a fornecedores.


Agora é reter talento... JF e RS quem nem uma época completa fizeram não podem acontecer todas as épocas.
mas o ponto 2 e 3 não aconteceram.

Tiveste de mudar de estratégia para ter os resultados financeiros que tens hoje.

A questão é essa. O risco aconteceu e não compensou, porque tiveste de durante umas três épocas de andar a vender titulares.

Tiveste de vender o que vendeste nas últimas temporadas para compensar o que correu mal na estratégia, como o Malu apontou.

Lê o comentário do MALU15 das 22:02, porque é irrepreensível.

Além disso desde a grande "onda" de investimento sempre vendemos atletas titulares, como Di Maria, ou Javi, ou Cardozo, ou Witsel, ou Ramires, ou etc...

Com os miúdos da formação o custo seja de aquisição, massa salarial, comissões, etc é totalmente diferente. As mais-valias passaram a ser bem maiores, até porque vender com 18,19,20 anos é diferente que 28,29 ou 30. Isto permitiu subir as receitas extraordinárias, ou até por outro prima, passaste a necessitar de vender um menor número de jogadores para alcançar lucro.


O ideal seria manter a equipa de uma época para outra o mais possível inalterável. Daí o sucesso nos anos 60!

Gosto também de pensar como tivemos sucesso nos anos 60 e creio piamente que vem do início dos anos 50 com Bogalho à cabeça ! A estratégia adaptada à época:

1- Ferreira Bogalho, o homem do betão na altura, cria infraestruturas (em especial o nosso estádio, o Estádio do Sport Lisboa e Benfica) dando todas as condições para os nossos atletas jogarem, além de realizar uma excelente gestão financeira, deixando zero dívidas às direcções vindouras.

2- Permitindo-nos oferecer melhor condições salariais a treinadores como Otto Glória que profissionalizou o futebol (os jogadores deixaram de ter um emprego extra-futebol). Mais tarde fomos buscar Bela Guttmann ao Porto e oferecemos mais dinheiro que o Sporting ao Eusébio.

3- Com essas bases (estruturais, financeiras e desportivas) partimos para o mais glorioso período da nossa história com um núcleo duro de jogadores a manterem-se época após época.


O espantoso é que antes as eleições eram anuais. Tivemos uns 8 Presidentes nesse período dourado!
citric, mas isso dos custos de formação é de fora, já se sabia em 2009.

Obviamente a história do comprar  e vender valorizado era um conto da carochinha. O nosso clube, ou qualquer em Portugal, entraria sempre numa espiral contínua de dívida, e o fim seria o que foi. Para todos os clubes.

Conheces os cinco violinos? Sabes quando foi o período de sucesso da lagartagem? Foi os finais de 40 e a década de 50.

O investimento no estádio e toda a infraestrutura desportiva deu outras perspectivas ao clube. Agora imagina que o
Ferreira bogalho tinha decidido também comprar jogadores com dinheiro que não tínhamos e aumentado a dívida? Era giro vender os jogadores?

alexalves76

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  • 07 de Agosto de 2019, 22:50
Cancelo vendido por 65M. Temos direito a 5% disto? 3M mais ou menos?

nightcrowler

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este ano temos como receitas de vendas o Felix e o Salvio, mais ninguém ainda, certo?

provavelmente vamos receber em dezembro o dinheiro da compra do Lisandro, e vamos ver se o Carrillo sai entretanto.
Pelo que diz a imprensa, mais 1 ME do Saponic (ou lá como se escreve), mais 1 M dos 50% do passe do Luquinha, mais a taxa de emprestimo do Krovinovic (350.000 euros)
Mais 8,5 do Carrilho

devemos ter encaixado 1 milhão pelos 50% do Ponck.
era um jogador com cartel, foi para a Turquia (costumam pagar bem), duvido que o Aves venda por menos que 2 milhões um jogador importante na estratégia da equipa.

acredito que tenhamos recebido pelo menos 1 milhão

Por vencer a ICC, o encaixe chega a cerca de 5 milhões de euros.

Por outro lado, a venda dos 50% do Filipe Soares (Estoril ao moreirense) deve ter rendido algo como 350k.


Mais cerca de 1,75 milhões de euros de direitos de formação do Cancelo

lonstrup

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  • 07 de Agosto de 2019, 22:53
este ano temos como receitas de vendas o Felix e o Salvio, mais ninguém ainda, certo?

provavelmente vamos receber em dezembro o dinheiro da compra do Lisandro, e vamos ver se o Carrillo sai entretanto.
Pelo que diz a imprensa, mais 1 ME do Saponic (ou lá como se escreve), mais 1 M dos 50% do passe do Luquinha, mais a taxa de emprestimo do Krovinovic (350.000 euros)
Mais 8,5 do Carrilho

devemos ter encaixado 1 milhão pelos 50% do Ponck.
era um jogador com cartel, foi para a Turquia (costumam pagar bem), duvido que o Aves venda por menos que 2 milhões um jogador importante na estratégia da equipa.

acredito que tenhamos recebido pelo menos 1 milhão

Por vencer a ICC, o encaixe chega a cerca de 5 milhões de euros.

Por outro lado, a venda dos 50% do Filipe Soares (Estoril ao moreirense) deve ter rendido algo como 350k.


Mais cerca de 1,75 milhões de euros de direitos de formação do Cancelo
lá está, a formação continua sempre a render😀

lonstrup

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  • 07 de Agosto de 2019, 22:55
Incrível como o Cancelo muda tanto de clube.

Vascolptt

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  • 07 de Agosto de 2019, 23:00
Cancelo vendido por 65M. Temos direito a 5% disto? 3M mais ou menos?
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