8459 - Tópico: As Finanças do Benfica  (Lida 3689534 vezes)

Guilherme20

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  • 17 de Agosto de 2019, 12:17
este ano temos como receitas de vendas o Felix e o Salvio, mais ninguém ainda, certo?

provavelmente vamos receber em dezembro o dinheiro da compra do Lisandro, e vamos ver se o Carrillo sai entretanto.
Pelo que diz a imprensa, mais 1 ME do Saponic (ou lá como se escreve), mais 1 M dos 50% do passe do Luquinha, mais a taxa de emprestimo do Krovinovic (350.000 euros)
Mais 8,5 do Carrilho

devemos ter encaixado 1 milhão pelos 50% do Ponck.
era um jogador com cartel, foi para a Turquia (costumam pagar bem), duvido que o Aves venda por menos que 2 milhões um jogador importante na estratégia da equipa.

acredito que tenhamos recebido pelo menos 1 milhão

Por vencer a ICC, o encaixe chega a cerca de 5 milhões de euros.

Por outro lado, a venda dos 50% do Filipe Soares (Estoril ao moreirense) deve ter rendido algo como 350k.


Mais cerca de 1,75 milhões de euros de direitos de formação do Cancelo
mais 200.000EUR de direitos de formação do Rony Lopes (1%).

seria interessante o Rodrigo ir para o Atlético.


portanto, até ver:
 - Saponijc 1M
 - Luquinhas 350k (50% passe do Aves)
 - International Champions Club 5 milhões (participação e vitória)
 - João Felix 120M
 - Filipe Soares 350k (50% passe)
 - Carillo 8,5M
 - Salvio 7M
 - Carlos Ponck 1M (50% passe)
 - Cancelo 1,75M (direitos de formação)
 - David Luiz 150k (direitos formação)
 - Rony Lopes 200k (direitos formação)

não sei se o WBA pagou alguma coisa pelos empréstimos de Krovinovic e Willock, mas se sim também terá sido residual.

veremos se conseguimos ainda colocar jogadores como Cervi e Zivkovic, sendo que há jogadores como Lisandro e Lema que estão emprestados e devem render ainda algum dinheiro porque os clubes argentinos querem manter ambos.

portanto, a brincar a brincar, sem contar com receitas como bilheteira (que este ano terá record de cativos), liga dos campeões (vai ser de longe melhor ano de sempre, mesmo num cenário em que não façamos nada de jeito), patrocínios (deve ser a rúbrica mais estável) e merchandising (que dependerá da própria evolução do rendimento desportivo), faturamos já, só em jogadores, cerca de 145 milhões de euros!

uma verdadeira fortuna.

no próximo relatório e contas, deveremos ter uma fortuna em caixa.

Creio que tanto o Jovic como o Jimenez são deste exercício e não do anterior. Fora isso acho que vendemos os 100% do Filipe Soares, pelo menos foi o que foi escrito na imprensa e a ICC não dá prémio monetário ao vencedor, mais uma vez baseado no que escreveu a imprensa internacional.  O0

lonstrup

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  • 17 de Agosto de 2019, 12:39
já agora, fazendo contas muito simples, ao nível de receitas:

 - vendas 145M€
 - "matchday" ou seja, vendas de lugares no estádio cerca de 25 milhões de euros
 - commercial cerca de 35 milhões
 - liga dos campeões deve cerca de 60 milhões (cenário mais conservador)
 - receitas televisivas - mínimo de 42 milhões, acho que o valor é crescente, mas não deverá ser muito superior

portanto, receitas totais no valor de...307 milhões de euros.
assumindo que não há mais vendas (estou a ser optimista), e conservador nas receitas (se o ano for bom, o valor de commercial e liga dos campeões podem aumentar 10 a 20 milhões).


eu pessoalmente prefiro fazer as contas somente às receitas ordinárias, isto é, contar só com elas,para perceber verdadeiramente como estamos e para onde caminhamos.

Ainda falta um longo caminho até aos 200 ordinários. Aqui honestamente creio que é complicado subir pelas vias normais. A internacionalização e tal pode ajudar a crescer mais um pouco, mas o grosso do aumento terá de vir mesmo pela consolidação de participações meritórias na liga dos campeões.

Quando atingirmos os 200 de receitas ordinárias, e direccionarmos 50% para os vencimentos de atletas, treinadores estrutura, 100 milhões, então seremos um dos grandes europeus.
percebo o que dizes, mas quando conseguirmos, os outros grandes europeus já estarão também eles noutro patamar.
isso numa perspectiva de crescimento eterno.

Mas só uma elite de 5 ou 6 é que poderá beber com regularidade da fonte da liga dos campeões.

Há também limites ao crescimento dos clubes que estão associados à própria natureza das ligas em que participam.

Posso estar enganado, mas tirando os clubes italianos, Bayern, PSG, clubes ingleses, Real, Barça e até o ATMadrid estão hoje em dia cada vez mais fortes que os restantes e o fosso tem vindo alargar.
mas quais clubes ingleses e italianos? Todos? Neste momento quantos clubes ingleses consegues nomear que sejam desportivamente superiores ao Benfica?

depreendi que a conversa era sobre a vertente financeira dos clubes
é como a vertente financeira pode ter impacto na vertente desportiva.

O impacto não é igual em todos os clubes, porque o contexto é diferente de clube para clube.

paulomaia1972

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  • 17 de Agosto de 2019, 12:54
já agora, fazendo contas muito simples, ao nível de receitas:

 - vendas 145M€
 - "matchday" ou seja, vendas de lugares no estádio cerca de 25 milhões de euros
 - commercial cerca de 35 milhões
 - liga dos campeões deve cerca de 60 milhões (cenário mais conservador)
 - receitas televisivas - mínimo de 42 milhões, acho que o valor é crescente, mas não deverá ser muito superior

portanto, receitas totais no valor de...307 milhões de euros.
assumindo que não há mais vendas (estou a ser optimista), e conservador nas receitas (se o ano for bom, o valor de commercial e liga dos campeões podem aumentar 10 a 20 milhões).


eu pessoalmente prefiro fazer as contas somente às receitas ordinárias, isto é, contar só com elas,para perceber verdadeiramente como estamos e para onde caminhamos.

Ainda falta um longo caminho até aos 200 ordinários. Aqui honestamente creio que é complicado subir pelas vias normais. A internacionalização e tal pode ajudar a crescer mais um pouco, mas o grosso do aumento terá de vir mesmo pela consolidação de participações meritórias na liga dos campeões.

Quando atingirmos os 200 de receitas ordinárias, e direccionarmos 50% para os vencimentos de atletas, treinadores estrutura, 100 milhões, então seremos um dos grandes europeus.
percebo o que dizes, mas quando conseguirmos, os outros grandes europeus já estarão também eles noutro patamar.
isso numa perspectiva de crescimento eterno.

Mas só uma elite de 5 ou 6 é que poderá beber com regularidade da fonte da liga dos campeões.

Há também limites ao crescimento dos clubes que estão associados à própria natureza das ligas em que participam.

Posso estar enganado, mas tirando os clubes italianos, Bayern, PSG, clubes ingleses, Real, Barça e até o ATMadrid estão hoje em dia cada vez mais fortes que os restantes e o fosso tem vindo alargar.
mas quais clubes ingleses e italianos? Todos? Neste momento quantos clubes ingleses consegues nomear que sejam desportivamente superiores ao Benfica?

depreendi que a conversa era sobre a vertente financeira dos clubes
é como a vertente financeira pode ter impacto na vertente desportiva.

O impacto não é igual em todos os clubes, porque o contexto é diferente de clube para clube.

então o Real, Barça, At. Madrid, "PSG", Manchesters, Liverpool, Bayern, têm hoje em dia condições financeiras, que têm vindo a crescer e aumentar o fosso para os restantes.


ARREB1MBA

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  • 17 de Agosto de 2019, 14:49
já agora, fazendo contas muito simples, ao nível de receitas:

 - vendas 145M€
 - "matchday" ou seja, vendas de lugares no estádio cerca de 25 milhões de euros
 - commercial cerca de 35 milhões
 - liga dos campeões deve cerca de 60 milhões (cenário mais conservador)
 - receitas televisivas - mínimo de 42 milhões, acho que o valor é crescente, mas não deverá ser muito superior

portanto, receitas totais no valor de...307 milhões de euros.
assumindo que não há mais vendas (estou a ser optimista), e conservador nas receitas (se o ano for bom, o valor de commercial e liga dos campeões podem aumentar 10 a 20 milhões).


eu pessoalmente prefiro fazer as contas somente às receitas ordinárias, isto é, contar só com elas,para perceber verdadeiramente como estamos e para onde caminhamos.

Ainda falta um longo caminho até aos 200 ordinários. Aqui honestamente creio que é complicado subir pelas vias normais. A internacionalização e tal pode ajudar a crescer mais um pouco, mas o grosso do aumento terá de vir mesmo pela consolidação de participações meritórias na liga dos campeões.

Quando atingirmos os 200 de receitas ordinárias, e direccionarmos 50% para os vencimentos de atletas, treinadores estrutura, 100 milhões, então seremos um dos grandes europeus.
percebo o que dizes, mas quando conseguirmos, os outros grandes europeus já estarão também eles noutro patamar.
isso numa perspectiva de crescimento eterno.

Mas só uma elite de 5 ou 6 é que poderá beber com regularidade da fonte da liga dos campeões.

Há também limites ao crescimento dos clubes que estão associados à própria natureza das ligas em que participam.

Posso estar enganado, mas tirando os clubes italianos, Bayern, PSG, clubes ingleses, Real, Barça e até o ATMadrid estão hoje em dia cada vez mais fortes que os restantes e o fosso tem vindo alargar.
mas quais clubes ingleses e italianos? Todos? Neste momento quantos clubes ingleses consegues nomear que sejam desportivamente superiores ao Benfica?

depreendi que a conversa era sobre a vertente financeira dos clubes
é como a vertente financeira pode ter impacto na vertente desportiva.

O impacto não é igual em todos os clubes, porque o contexto é diferente de clube para clube.

então o Real, Barça, At. Madrid, "PSG", Manchesters, Liverpool, Bayern, têm hoje em dia condições financeiras, que têm vindo a crescer e aumentar o fosso para os restantes.
Não são apenas esses.
Neste momento quase qualquer clube inglês tem maior poderio financeiro do que o clube mais forte de ligas secundárias (Benfica, Ajax, etc).

O relatório da Delloite para a época 17/18 demonstra bem isso. São 9 (nove) clubes ingleses no top20 financeiro europeu e 13 (treze) no top30.
O Benfica fecha o top30.
Zenit (25º) e Besiktas (26º) compõem o lote de 3 clubes no top30 fora das 5 ligas principais.

O fosso financeiro das receitas regulares entre nós e as 5 ligas principais tem vindo a aumentar.
A nossa salvação (por agora) é que temos acesso ao dinheiro da Champions, coisa que está fora do alcance de muitos desses clubes das 5 ligas principais que têm mais receitas do que nós.
« Última modificação: 17 de Agosto de 2019, 14:51 por ARREB1MBA »

paulomaia1972

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  • 17 de Agosto de 2019, 14:53
já agora, fazendo contas muito simples, ao nível de receitas:

 - vendas 145M€
 - "matchday" ou seja, vendas de lugares no estádio cerca de 25 milhões de euros
 - commercial cerca de 35 milhões
 - liga dos campeões deve cerca de 60 milhões (cenário mais conservador)
 - receitas televisivas - mínimo de 42 milhões, acho que o valor é crescente, mas não deverá ser muito superior

portanto, receitas totais no valor de...307 milhões de euros.
assumindo que não há mais vendas (estou a ser optimista), e conservador nas receitas (se o ano for bom, o valor de commercial e liga dos campeões podem aumentar 10 a 20 milhões).


eu pessoalmente prefiro fazer as contas somente às receitas ordinárias, isto é, contar só com elas,para perceber verdadeiramente como estamos e para onde caminhamos.

Ainda falta um longo caminho até aos 200 ordinários. Aqui honestamente creio que é complicado subir pelas vias normais. A internacionalização e tal pode ajudar a crescer mais um pouco, mas o grosso do aumento terá de vir mesmo pela consolidação de participações meritórias na liga dos campeões.

Quando atingirmos os 200 de receitas ordinárias, e direccionarmos 50% para os vencimentos de atletas, treinadores estrutura, 100 milhões, então seremos um dos grandes europeus.
percebo o que dizes, mas quando conseguirmos, os outros grandes europeus já estarão também eles noutro patamar.
isso numa perspectiva de crescimento eterno.

Mas só uma elite de 5 ou 6 é que poderá beber com regularidade da fonte da liga dos campeões.

Há também limites ao crescimento dos clubes que estão associados à própria natureza das ligas em que participam.

Posso estar enganado, mas tirando os clubes italianos, Bayern, PSG, clubes ingleses, Real, Barça e até o ATMadrid estão hoje em dia cada vez mais fortes que os restantes e o fosso tem vindo alargar.
mas quais clubes ingleses e italianos? Todos? Neste momento quantos clubes ingleses consegues nomear que sejam desportivamente superiores ao Benfica?

depreendi que a conversa era sobre a vertente financeira dos clubes
é como a vertente financeira pode ter impacto na vertente desportiva.

O impacto não é igual em todos os clubes, porque o contexto é diferente de clube para clube.

então o Real, Barça, At. Madrid, "PSG", Manchesters, Liverpool, Bayern, têm hoje em dia condições financeiras, que têm vindo a crescer e aumentar o fosso para os restantes.
Não são apenas esses.
Neste momento quase qualquer clube inglês tem maior poderio financeiro do que o clube mais forte de ligas secundárias (Benfica, Ajax, etc).

O relatório da Delloite para a época 17/18 demonstra bem isso. São 9 (nove) clubes ingleses no top20 financeiro europeu e 13 (treze) no top30.
O Benfica fecha o top30.
Zenit (25º) e Besiktas (26º) compõem o lote de 3 clubes no top30 fora das 5 ligas principais.

O fosso financeiro das receitas regulares entre nós e as 5 ligas principais tem vindo a aumentar.
A nossa salvação (por agora) é que temos acesso ao dinheiro da Champions, coisa que está fora do alcance de muitos desses clubes das 5 ligas principais que têm mais receitas do que nós.

o fosso desportivo pode ser minorado através do aproveitamento da formação. Não este que fizemos até ao ano passado. Veremos se nas próximas 3 épocas saberemos aproveitar desportivamente estes meninos e tornarmo-nos verdadeiramente competitivos na Europa.

lonstrup

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  • 17 de Agosto de 2019, 16:11
já agora, fazendo contas muito simples, ao nível de receitas:

 - vendas 145M€
 - "matchday" ou seja, vendas de lugares no estádio cerca de 25 milhões de euros
 - commercial cerca de 35 milhões
 - liga dos campeões deve cerca de 60 milhões (cenário mais conservador)
 - receitas televisivas - mínimo de 42 milhões, acho que o valor é crescente, mas não deverá ser muito superior

portanto, receitas totais no valor de...307 milhões de euros.
assumindo que não há mais vendas (estou a ser optimista), e conservador nas receitas (se o ano for bom, o valor de commercial e liga dos campeões podem aumentar 10 a 20 milhões).


eu pessoalmente prefiro fazer as contas somente às receitas ordinárias, isto é, contar só com elas,para perceber verdadeiramente como estamos e para onde caminhamos.

Ainda falta um longo caminho até aos 200 ordinários. Aqui honestamente creio que é complicado subir pelas vias normais. A internacionalização e tal pode ajudar a crescer mais um pouco, mas o grosso do aumento terá de vir mesmo pela consolidação de participações meritórias na liga dos campeões.

Quando atingirmos os 200 de receitas ordinárias, e direccionarmos 50% para os vencimentos de atletas, treinadores estrutura, 100 milhões, então seremos um dos grandes europeus.
percebo o que dizes, mas quando conseguirmos, os outros grandes europeus já estarão também eles noutro patamar.
isso numa perspectiva de crescimento eterno.

Mas só uma elite de 5 ou 6 é que poderá beber com regularidade da fonte da liga dos campeões.

Há também limites ao crescimento dos clubes que estão associados à própria natureza das ligas em que participam.

Posso estar enganado, mas tirando os clubes italianos, Bayern, PSG, clubes ingleses, Real, Barça e até o ATMadrid estão hoje em dia cada vez mais fortes que os restantes e o fosso tem vindo alargar.
mas quais clubes ingleses e italianos? Todos? Neste momento quantos clubes ingleses consegues nomear que sejam desportivamente superiores ao Benfica?

depreendi que a conversa era sobre a vertente financeira dos clubes
é como a vertente financeira pode ter impacto na vertente desportiva.

O impacto não é igual em todos os clubes, porque o contexto é diferente de clube para clube.

então o Real, Barça, At. Madrid, "PSG", Manchesters, Liverpool, Bayern, têm hoje em dia condições financeiras, que têm vindo a crescer e aumentar o fosso para os restantes.
Não são apenas esses.
Neste momento quase qualquer clube inglês tem maior poderio financeiro do que o clube mais forte de ligas secundárias (Benfica, Ajax, etc).

O relatório da Delloite para a época 17/18 demonstra bem isso. São 9 (nove) clubes ingleses no top20 financeiro europeu e 13 (treze) no top30.
O Benfica fecha o top30.
Zenit (25º) e Besiktas (26º) compõem o lote de 3 clubes no top30 fora das 5 ligas principais.

O fosso financeiro das receitas regulares entre nós e as 5 ligas principais tem vindo a aumentar.
A nossa salvação (por agora) é que temos acesso ao dinheiro da Champions, coisa que está fora do alcance de muitos desses clubes das 5 ligas principais que têm mais receitas do que nós.
e os custos são iguais em ambos campeonatos também.

Isso que referes do acesso da liga dos campeões, não o que nos safa por agora, é mesmo as limitações do próprio crescimento dos clubes.

O nosso acesso ao mercado liga dos campeões é muito mais barato do que o de um everton etc.

Atendendo ao nosso mercado, 100 milhões é diferente de 100 milhões na liga inglesa.

Aliás, quais os clubes ingleses que gastam 100 milhões em ordenados?

Tongraça

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  • 17 de Agosto de 2019, 16:46
Ganhámos algo mais por ganharmos a int champions?

ARREB1MBA

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  • 17 de Agosto de 2019, 17:03
já agora, fazendo contas muito simples, ao nível de receitas:

 - vendas 145M€
 - "matchday" ou seja, vendas de lugares no estádio cerca de 25 milhões de euros
 - commercial cerca de 35 milhões
 - liga dos campeões deve cerca de 60 milhões (cenário mais conservador)
 - receitas televisivas - mínimo de 42 milhões, acho que o valor é crescente, mas não deverá ser muito superior

portanto, receitas totais no valor de...307 milhões de euros.
assumindo que não há mais vendas (estou a ser optimista), e conservador nas receitas (se o ano for bom, o valor de commercial e liga dos campeões podem aumentar 10 a 20 milhões).


eu pessoalmente prefiro fazer as contas somente às receitas ordinárias, isto é, contar só com elas,para perceber verdadeiramente como estamos e para onde caminhamos.

Ainda falta um longo caminho até aos 200 ordinários. Aqui honestamente creio que é complicado subir pelas vias normais. A internacionalização e tal pode ajudar a crescer mais um pouco, mas o grosso do aumento terá de vir mesmo pela consolidação de participações meritórias na liga dos campeões.

Quando atingirmos os 200 de receitas ordinárias, e direccionarmos 50% para os vencimentos de atletas, treinadores estrutura, 100 milhões, então seremos um dos grandes europeus.
percebo o que dizes, mas quando conseguirmos, os outros grandes europeus já estarão também eles noutro patamar.
isso numa perspectiva de crescimento eterno.

Mas só uma elite de 5 ou 6 é que poderá beber com regularidade da fonte da liga dos campeões.

Há também limites ao crescimento dos clubes que estão associados à própria natureza das ligas em que participam.

Posso estar enganado, mas tirando os clubes italianos, Bayern, PSG, clubes ingleses, Real, Barça e até o ATMadrid estão hoje em dia cada vez mais fortes que os restantes e o fosso tem vindo alargar.
mas quais clubes ingleses e italianos? Todos? Neste momento quantos clubes ingleses consegues nomear que sejam desportivamente superiores ao Benfica?

depreendi que a conversa era sobre a vertente financeira dos clubes
é como a vertente financeira pode ter impacto na vertente desportiva.

O impacto não é igual em todos os clubes, porque o contexto é diferente de clube para clube.

então o Real, Barça, At. Madrid, "PSG", Manchesters, Liverpool, Bayern, têm hoje em dia condições financeiras, que têm vindo a crescer e aumentar o fosso para os restantes.
Não são apenas esses.
Neste momento quase qualquer clube inglês tem maior poderio financeiro do que o clube mais forte de ligas secundárias (Benfica, Ajax, etc).

O relatório da Delloite para a época 17/18 demonstra bem isso. São 9 (nove) clubes ingleses no top20 financeiro europeu e 13 (treze) no top30.
O Benfica fecha o top30.
Zenit (25º) e Besiktas (26º) compõem o lote de 3 clubes no top30 fora das 5 ligas principais.

O fosso financeiro das receitas regulares entre nós e as 5 ligas principais tem vindo a aumentar.
A nossa salvação (por agora) é que temos acesso ao dinheiro da Champions, coisa que está fora do alcance de muitos desses clubes das 5 ligas principais que têm mais receitas do que nós.
e os custos são iguais em ambos campeonatos também.

Isso que referes do acesso da liga dos campeões, não o que nos safa por agora, é mesmo as limitações do próprio crescimento dos clubes.

O nosso acesso ao mercado liga dos campeões é muito mais barato do que o de um everton etc.

Atendendo ao nosso mercado, 100 milhões é diferente de 100 milhões na liga inglesa.

Aliás, quais os clubes ingleses que gastam 100 milhões em ordenados?



Assumindo que esses valores estão correctos, TODOS os clubes da Premier League gastaram mais em salários na época 17/18 do que o Benfica (67M€) e apenas 4 clubes pagavam menos de 100M€ (~91M£) em salários à data.

devermelhosempre

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  • 22 de Agosto de 2019, 07:32
já agora, fazendo contas muito simples, ao nível de receitas:

 - vendas 145M€
 - "matchday" ou seja, vendas de lugares no estádio cerca de 25 milhões de euros
 - commercial cerca de 35 milhões
 - liga dos campeões deve cerca de 60 milhões (cenário mais conservador)
 - receitas televisivas - mínimo de 42 milhões, acho que o valor é crescente, mas não deverá ser muito superior

portanto, receitas totais no valor de...307 milhões de euros.
assumindo que não há mais vendas (estou a ser optimista), e conservador nas receitas (se o ano for bom, o valor de commercial e liga dos campeões podem aumentar 10 a 20 milhões).


eu pessoalmente prefiro fazer as contas somente às receitas ordinárias, isto é, contar só com elas,para perceber verdadeiramente como estamos e para onde caminhamos.

Ainda falta um longo caminho até aos 200 ordinários. Aqui honestamente creio que é complicado subir pelas vias normais. A internacionalização e tal pode ajudar a crescer mais um pouco, mas o grosso do aumento terá de vir mesmo pela consolidação de participações meritórias na liga dos campeões.

Quando atingirmos os 200 de receitas ordinárias, e direccionarmos 50% para os vencimentos de atletas, treinadores estrutura, 100 milhões, então seremos um dos grandes europeus.
percebo o que dizes, mas quando conseguirmos, os outros grandes europeus já estarão também eles noutro patamar.
isso numa perspectiva de crescimento eterno.

Mas só uma elite de 5 ou 6 é que poderá beber com regularidade da fonte da liga dos campeões.

Há também limites ao crescimento dos clubes que estão associados à própria natureza das ligas em que participam.

Posso estar enganado, mas tirando os clubes italianos, Bayern, PSG, clubes ingleses, Real, Barça e até o ATMadrid estão hoje em dia cada vez mais fortes que os restantes e o fosso tem vindo alargar.
mas quais clubes ingleses e italianos? Todos? Neste momento quantos clubes ingleses consegues nomear que sejam desportivamente superiores ao Benfica?

depreendi que a conversa era sobre a vertente financeira dos clubes
é como a vertente financeira pode ter impacto na vertente desportiva.

O impacto não é igual em todos os clubes, porque o contexto é diferente de clube para clube.

então o Real, Barça, At. Madrid, "PSG", Manchesters, Liverpool, Bayern, têm hoje em dia condições financeiras, que têm vindo a crescer e aumentar o fosso para os restantes.
Não são apenas esses.
Neste momento quase qualquer clube inglês tem maior poderio financeiro do que o clube mais forte de ligas secundárias (Benfica, Ajax, etc).

O relatório da Delloite para a época 17/18 demonstra bem isso. São 9 (nove) clubes ingleses no top20 financeiro europeu e 13 (treze) no top30.
O Benfica fecha o top30.
Zenit (25º) e Besiktas (26º) compõem o lote de 3 clubes no top30 fora das 5 ligas principais.

O fosso financeiro das receitas regulares entre nós e as 5 ligas principais tem vindo a aumentar.
A nossa salvação (por agora) é que temos acesso ao dinheiro da Champions, coisa que está fora do alcance de muitos desses clubes das 5 ligas principais que têm mais receitas do que nós.
e os custos são iguais em ambos campeonatos também.

Isso que referes do acesso da liga dos campeões, não o que nos safa por agora, é mesmo as limitações do próprio crescimento dos clubes.

O nosso acesso ao mercado liga dos campeões é muito mais barato do que o de um everton etc.

Atendendo ao nosso mercado, 100 milhões é diferente de 100 milhões na liga inglesa.

Aliás, quais os clubes ingleses que gastam 100 milhões em ordenados?



Assumindo que esses valores estão correctos, TODOS os clubes da Premier League gastaram mais em salários na época 17/18 do que o Benfica (67M€) e apenas 4 clubes pagavam menos de 100M€ (~91M£) em salários à data.

E esse é o desafio para os próximos anos, aumentar, de forma sustentável, até aos 120M ou algo do género. Mas bem gastos. Este é o caminho para segurar cá as joias e, eventualmente, atrair talento. Mas paulatinamente, sem aventuras e sem contar com o ovo no cú da galinha... não quero voltar ao tempo em que tinhamos que vender em Janeiro.

warding

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  • 22 de Agosto de 2019, 11:27
já agora, fazendo contas muito simples, ao nível de receitas:

 - vendas 145M€
 - "matchday" ou seja, vendas de lugares no estádio cerca de 25 milhões de euros
 - commercial cerca de 35 milhões
 - liga dos campeões deve cerca de 60 milhões (cenário mais conservador)
 - receitas televisivas - mínimo de 42 milhões, acho que o valor é crescente, mas não deverá ser muito superior

portanto, receitas totais no valor de...307 milhões de euros.
assumindo que não há mais vendas (estou a ser optimista), e conservador nas receitas (se o ano for bom, o valor de commercial e liga dos campeões podem aumentar 10 a 20 milhões).


eu pessoalmente prefiro fazer as contas somente às receitas ordinárias, isto é, contar só com elas,para perceber verdadeiramente como estamos e para onde caminhamos.

Ainda falta um longo caminho até aos 200 ordinários. Aqui honestamente creio que é complicado subir pelas vias normais. A internacionalização e tal pode ajudar a crescer mais um pouco, mas o grosso do aumento terá de vir mesmo pela consolidação de participações meritórias na liga dos campeões.

Quando atingirmos os 200 de receitas ordinárias, e direccionarmos 50% para os vencimentos de atletas, treinadores estrutura, 100 milhões, então seremos um dos grandes europeus.
percebo o que dizes, mas quando conseguirmos, os outros grandes europeus já estarão também eles noutro patamar.
isso numa perspectiva de crescimento eterno.

Mas só uma elite de 5 ou 6 é que poderá beber com regularidade da fonte da liga dos campeões.

Há também limites ao crescimento dos clubes que estão associados à própria natureza das ligas em que participam.

Posso estar enganado, mas tirando os clubes italianos, Bayern, PSG, clubes ingleses, Real, Barça e até o ATMadrid estão hoje em dia cada vez mais fortes que os restantes e o fosso tem vindo alargar.
mas quais clubes ingleses e italianos? Todos? Neste momento quantos clubes ingleses consegues nomear que sejam desportivamente superiores ao Benfica?

depreendi que a conversa era sobre a vertente financeira dos clubes
é como a vertente financeira pode ter impacto na vertente desportiva.

O impacto não é igual em todos os clubes, porque o contexto é diferente de clube para clube.

então o Real, Barça, At. Madrid, "PSG", Manchesters, Liverpool, Bayern, têm hoje em dia condições financeiras, que têm vindo a crescer e aumentar o fosso para os restantes.
Não são apenas esses.
Neste momento quase qualquer clube inglês tem maior poderio financeiro do que o clube mais forte de ligas secundárias (Benfica, Ajax, etc).

O relatório da Delloite para a época 17/18 demonstra bem isso. São 9 (nove) clubes ingleses no top20 financeiro europeu e 13 (treze) no top30.
O Benfica fecha o top30.
Zenit (25º) e Besiktas (26º) compõem o lote de 3 clubes no top30 fora das 5 ligas principais.

O fosso financeiro das receitas regulares entre nós e as 5 ligas principais tem vindo a aumentar.
A nossa salvação (por agora) é que temos acesso ao dinheiro da Champions, coisa que está fora do alcance de muitos desses clubes das 5 ligas principais que têm mais receitas do que nós.
e os custos são iguais em ambos campeonatos também.

Isso que referes do acesso da liga dos campeões, não o que nos safa por agora, é mesmo as limitações do próprio crescimento dos clubes.

O nosso acesso ao mercado liga dos campeões é muito mais barato do que o de um everton etc.

Atendendo ao nosso mercado, 100 milhões é diferente de 100 milhões na liga inglesa.

Aliás, quais os clubes ingleses que gastam 100 milhões em ordenados?



Assumindo que esses valores estão correctos, TODOS os clubes da Premier League gastaram mais em salários na época 17/18 do que o Benfica (67M€) e apenas 4 clubes pagavam menos de 100M€ (~91M£) em salários à data.

E esse é o desafio para os próximos anos, aumentar, de forma sustentável, até aos 120M ou algo do género. Mas bem gastos. Este é o caminho para segurar cá as joias e, eventualmente, atrair talento. Mas paulatinamente, sem aventuras e sem contar com o ovo no cú da galinha... não quero voltar ao tempo em que tinhamos que vender em Janeiro.
Nos últimos anos a verba de salários / receitas operacionais esteve sempre entre os 55% e os 60%. Os 60% são um bom valor de referência para uma gestão equilibrada das contas. Mais que isso começa a ser muito arriscado e faz essencialmente depender o teu orçamento de outras entradas - mais dívida ou vendas de jogadores. Por oposição, este rácio no Porto e Sporting tem andado nos 80%, dai a posição financeira desequilibrada dos nossos rivais.

Por isso, para chegar aos 120 milhões de verba salarial teríamos de elevar as nossas receitas dos 120-130 atuais para os 200 milhões. Sinceramente não estou muito bem a ver como isso poderia acontecer para nós, sem que os valores para os clubes da Premier League também se eleve. Temos um contrato de longo prazo para os direitos de TV; a bilheteira pode melhorar incrementalmente mas nunca de uma forma muito significativa; os prémios de Champions podem aumentar mas estes andam de mão dada com os mercados de direitos de TV na Europa. Podem aumentar ainda mais, mas então também se elevarão os da Premier League.

Só consigo imaginar dois cenários que nos aproximariam da Premier League: ou a Liga Portuguesa se torna muito mais competitiva e se eleva de estatuto de uma forma muito significativa (pouco provável pelo tamanho do país e distribuição dos direitos de TV cá); ou o mercado de direitos de TV desinflaciona e faz com o que o futebol volte de certa forma a onde estava há 15-20 anos atrás. O terceiro cenário é eu ter falta de imaginação.

lonstrup

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  • 22 de Agosto de 2019, 11:42
já agora, fazendo contas muito simples, ao nível de receitas:

 - vendas 145M€
 - "matchday" ou seja, vendas de lugares no estádio cerca de 25 milhões de euros
 - commercial cerca de 35 milhões
 - liga dos campeões deve cerca de 60 milhões (cenário mais conservador)
 - receitas televisivas - mínimo de 42 milhões, acho que o valor é crescente, mas não deverá ser muito superior

portanto, receitas totais no valor de...307 milhões de euros.
assumindo que não há mais vendas (estou a ser optimista), e conservador nas receitas (se o ano for bom, o valor de commercial e liga dos campeões podem aumentar 10 a 20 milhões).


eu pessoalmente prefiro fazer as contas somente às receitas ordinárias, isto é, contar só com elas,para perceber verdadeiramente como estamos e para onde caminhamos.

Ainda falta um longo caminho até aos 200 ordinários. Aqui honestamente creio que é complicado subir pelas vias normais. A internacionalização e tal pode ajudar a crescer mais um pouco, mas o grosso do aumento terá de vir mesmo pela consolidação de participações meritórias na liga dos campeões.

Quando atingirmos os 200 de receitas ordinárias, e direccionarmos 50% para os vencimentos de atletas, treinadores estrutura, 100 milhões, então seremos um dos grandes europeus.
percebo o que dizes, mas quando conseguirmos, os outros grandes europeus já estarão também eles noutro patamar.
isso numa perspectiva de crescimento eterno.

Mas só uma elite de 5 ou 6 é que poderá beber com regularidade da fonte da liga dos campeões.

Há também limites ao crescimento dos clubes que estão associados à própria natureza das ligas em que participam.

Posso estar enganado, mas tirando os clubes italianos, Bayern, PSG, clubes ingleses, Real, Barça e até o ATMadrid estão hoje em dia cada vez mais fortes que os restantes e o fosso tem vindo alargar.
mas quais clubes ingleses e italianos? Todos? Neste momento quantos clubes ingleses consegues nomear que sejam desportivamente superiores ao Benfica?

depreendi que a conversa era sobre a vertente financeira dos clubes
é como a vertente financeira pode ter impacto na vertente desportiva.

O impacto não é igual em todos os clubes, porque o contexto é diferente de clube para clube.

então o Real, Barça, At. Madrid, "PSG", Manchesters, Liverpool, Bayern, têm hoje em dia condições financeiras, que têm vindo a crescer e aumentar o fosso para os restantes.
Não são apenas esses.
Neste momento quase qualquer clube inglês tem maior poderio financeiro do que o clube mais forte de ligas secundárias (Benfica, Ajax, etc).

O relatório da Delloite para a época 17/18 demonstra bem isso. São 9 (nove) clubes ingleses no top20 financeiro europeu e 13 (treze) no top30.
O Benfica fecha o top30.
Zenit (25º) e Besiktas (26º) compõem o lote de 3 clubes no top30 fora das 5 ligas principais.

O fosso financeiro das receitas regulares entre nós e as 5 ligas principais tem vindo a aumentar.
A nossa salvação (por agora) é que temos acesso ao dinheiro da Champions, coisa que está fora do alcance de muitos desses clubes das 5 ligas principais que têm mais receitas do que nós.
e os custos são iguais em ambos campeonatos também.

Isso que referes do acesso da liga dos campeões, não o que nos safa por agora, é mesmo as limitações do próprio crescimento dos clubes.

O nosso acesso ao mercado liga dos campeões é muito mais barato do que o de um everton etc.

Atendendo ao nosso mercado, 100 milhões é diferente de 100 milhões na liga inglesa.

Aliás, quais os clubes ingleses que gastam 100 milhões em ordenados?



Assumindo que esses valores estão correctos, TODOS os clubes da Premier League gastaram mais em salários na época 17/18 do que o Benfica (67M€) e apenas 4 clubes pagavam menos de 100M€ (~91M£) em salários à data.

E esse é o desafio para os próximos anos, aumentar, de forma sustentável, até aos 120M ou algo do género. Mas bem gastos. Este é o caminho para segurar cá as joias e, eventualmente, atrair talento. Mas paulatinamente, sem aventuras e sem contar com o ovo no cú da galinha... não quero voltar ao tempo em que tinhamos que vender em Janeiro.
Nos últimos anos a verba de salários / receitas operacionais esteve sempre entre os 55% e os 60%. Os 60% são um bom valor de referência para uma gestão equilibrada das contas. Mais que isso começa a ser muito arriscado e faz essencialmente depender o teu orçamento de outras entradas - mais dívida ou vendas de jogadores. Por oposição, este rácio no Porto e Sporting tem andado nos 80%, dai a posição financeira desequilibrada dos nossos rivais.

Por isso, para chegar aos 120 milhões de verba salarial teríamos de elevar as nossas receitas dos 120-130 atuais para os 200 milhões. Sinceramente não estou muito bem a ver como isso poderia acontecer para nós, sem que os valores para os clubes da Premier League também se eleve. Temos um contrato de longo prazo para os direitos de TV; a bilheteira pode melhorar incrementalmente mas nunca de uma forma muito significativa; os prémios de Champions podem aumentar mas estes andam de mão dada com os mercados de direitos de TV na Europa. Podem aumentar ainda mais, mas então também se elevarão os da Premier League.

Só consigo imaginar dois cenários que nos aproximariam da Premier League: ou a Liga Portuguesa se torna muito mais competitiva e se eleva de estatuto de uma forma muito significativa (pouco provável pelo tamanho do país e distribuição dos direitos de TV cá); ou o mercado de direitos de TV desinflaciona e faz com o que o futebol volte de certa forma a onde estava há 15-20 anos atrás. O terceiro cenário é eu ter falta de imaginação.
o nosso patamar não é a premierleague, é a liga dos campeões.

Não nos interessa o que o southamptons ou o West ham recebe. Interessa os Chelsea e outros.

VodkaBoy

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  • LFV 2003-.... Até quando?
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  • 22 de Agosto de 2019, 12:19
já agora, fazendo contas muito simples, ao nível de receitas:

 - vendas 145M€
 - "matchday" ou seja, vendas de lugares no estádio cerca de 25 milhões de euros
 - commercial cerca de 35 milhões
 - liga dos campeões deve cerca de 60 milhões (cenário mais conservador)
 - receitas televisivas - mínimo de 42 milhões, acho que o valor é crescente, mas não deverá ser muito superior

portanto, receitas totais no valor de...307 milhões de euros.
assumindo que não há mais vendas (estou a ser optimista), e conservador nas receitas (se o ano for bom, o valor de commercial e liga dos campeões podem aumentar 10 a 20 milhões).


eu pessoalmente prefiro fazer as contas somente às receitas ordinárias, isto é, contar só com elas,para perceber verdadeiramente como estamos e para onde caminhamos.

Ainda falta um longo caminho até aos 200 ordinários. Aqui honestamente creio que é complicado subir pelas vias normais. A internacionalização e tal pode ajudar a crescer mais um pouco, mas o grosso do aumento terá de vir mesmo pela consolidação de participações meritórias na liga dos campeões.

Quando atingirmos os 200 de receitas ordinárias, e direccionarmos 50% para os vencimentos de atletas, treinadores estrutura, 100 milhões, então seremos um dos grandes europeus.
percebo o que dizes, mas quando conseguirmos, os outros grandes europeus já estarão também eles noutro patamar.
isso numa perspectiva de crescimento eterno.

Mas só uma elite de 5 ou 6 é que poderá beber com regularidade da fonte da liga dos campeões.

Há também limites ao crescimento dos clubes que estão associados à própria natureza das ligas em que participam.

Posso estar enganado, mas tirando os clubes italianos, Bayern, PSG, clubes ingleses, Real, Barça e até o ATMadrid estão hoje em dia cada vez mais fortes que os restantes e o fosso tem vindo alargar.
mas quais clubes ingleses e italianos? Todos? Neste momento quantos clubes ingleses consegues nomear que sejam desportivamente superiores ao Benfica?

depreendi que a conversa era sobre a vertente financeira dos clubes
é como a vertente financeira pode ter impacto na vertente desportiva.

O impacto não é igual em todos os clubes, porque o contexto é diferente de clube para clube.

então o Real, Barça, At. Madrid, "PSG", Manchesters, Liverpool, Bayern, têm hoje em dia condições financeiras, que têm vindo a crescer e aumentar o fosso para os restantes.
Não são apenas esses.
Neste momento quase qualquer clube inglês tem maior poderio financeiro do que o clube mais forte de ligas secundárias (Benfica, Ajax, etc).

O relatório da Delloite para a época 17/18 demonstra bem isso. São 9 (nove) clubes ingleses no top20 financeiro europeu e 13 (treze) no top30.
O Benfica fecha o top30.
Zenit (25º) e Besiktas (26º) compõem o lote de 3 clubes no top30 fora das 5 ligas principais.

O fosso financeiro das receitas regulares entre nós e as 5 ligas principais tem vindo a aumentar.
A nossa salvação (por agora) é que temos acesso ao dinheiro da Champions, coisa que está fora do alcance de muitos desses clubes das 5 ligas principais que têm mais receitas do que nós.
e os custos são iguais em ambos campeonatos também.

Isso que referes do acesso da liga dos campeões, não o que nos safa por agora, é mesmo as limitações do próprio crescimento dos clubes.

O nosso acesso ao mercado liga dos campeões é muito mais barato do que o de um everton etc.

Atendendo ao nosso mercado, 100 milhões é diferente de 100 milhões na liga inglesa.

Aliás, quais os clubes ingleses que gastam 100 milhões em ordenados?



Assumindo que esses valores estão correctos, TODOS os clubes da Premier League gastaram mais em salários na época 17/18 do que o Benfica (67M€) e apenas 4 clubes pagavam menos de 100M€ (~91M£) em salários à data.

E esse é o desafio para os próximos anos, aumentar, de forma sustentável, até aos 120M ou algo do género. Mas bem gastos. Este é o caminho para segurar cá as joias e, eventualmente, atrair talento. Mas paulatinamente, sem aventuras e sem contar com o ovo no cú da galinha... não quero voltar ao tempo em que tinhamos que vender em Janeiro.
Nos últimos anos a verba de salários / receitas operacionais esteve sempre entre os 55% e os 60%. Os 60% são um bom valor de referência para uma gestão equilibrada das contas. Mais que isso começa a ser muito arriscado e faz essencialmente depender o teu orçamento de outras entradas - mais dívida ou vendas de jogadores. Por oposição, este rácio no Porto e Sporting tem andado nos 80%, dai a posição financeira desequilibrada dos nossos rivais.

Por isso, para chegar aos 120 milhões de verba salarial teríamos de elevar as nossas receitas dos 120-130 atuais para os 200 milhões. Sinceramente não estou muito bem a ver como isso poderia acontecer para nós, sem que os valores para os clubes da Premier League também se eleve. Temos um contrato de longo prazo para os direitos de TV; a bilheteira pode melhorar incrementalmente mas nunca de uma forma muito significativa; os prémios de Champions podem aumentar mas estes andam de mão dada com os mercados de direitos de TV na Europa. Podem aumentar ainda mais, mas então também se elevarão os da Premier League.

Só consigo imaginar dois cenários que nos aproximariam da Premier League: ou a Liga Portuguesa se torna muito mais competitiva e se eleva de estatuto de uma forma muito significativa (pouco provável pelo tamanho do país e distribuição dos direitos de TV cá); ou o mercado de direitos de TV desinflaciona e faz com o que o futebol volte de certa forma a onde estava há 15-20 anos atrás. O terceiro cenário é eu ter falta de imaginação.
o nosso patamar não é a premierleague, é a liga dos campeões.

Não nos interessa o que o southamptons ou o West ham recebe. Interessa os Chelsea e outros.
A unica maneira de os apanhar (e aos outros) é fazer boas campanhas europeias consistentemente. Estar sempre em 1/4 e 1/2 finais da Champions ou finais (e ganhá-las) da Europa League.

Um pouco à imagem do que fez o Atlético de Madrid nos últimos 10 anos.

warding

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  • 22 de Agosto de 2019, 12:25
já agora, fazendo contas muito simples, ao nível de receitas:

 - vendas 145M€
 - "matchday" ou seja, vendas de lugares no estádio cerca de 25 milhões de euros
 - commercial cerca de 35 milhões
 - liga dos campeões deve cerca de 60 milhões (cenário mais conservador)
 - receitas televisivas - mínimo de 42 milhões, acho que o valor é crescente, mas não deverá ser muito superior

portanto, receitas totais no valor de...307 milhões de euros.
assumindo que não há mais vendas (estou a ser optimista), e conservador nas receitas (se o ano for bom, o valor de commercial e liga dos campeões podem aumentar 10 a 20 milhões).


eu pessoalmente prefiro fazer as contas somente às receitas ordinárias, isto é, contar só com elas,para perceber verdadeiramente como estamos e para onde caminhamos.

Ainda falta um longo caminho até aos 200 ordinários. Aqui honestamente creio que é complicado subir pelas vias normais. A internacionalização e tal pode ajudar a crescer mais um pouco, mas o grosso do aumento terá de vir mesmo pela consolidação de participações meritórias na liga dos campeões.

Quando atingirmos os 200 de receitas ordinárias, e direccionarmos 50% para os vencimentos de atletas, treinadores estrutura, 100 milhões, então seremos um dos grandes europeus.
percebo o que dizes, mas quando conseguirmos, os outros grandes europeus já estarão também eles noutro patamar.
isso numa perspectiva de crescimento eterno.

Mas só uma elite de 5 ou 6 é que poderá beber com regularidade da fonte da liga dos campeões.

Há também limites ao crescimento dos clubes que estão associados à própria natureza das ligas em que participam.

Posso estar enganado, mas tirando os clubes italianos, Bayern, PSG, clubes ingleses, Real, Barça e até o ATMadrid estão hoje em dia cada vez mais fortes que os restantes e o fosso tem vindo alargar.
mas quais clubes ingleses e italianos? Todos? Neste momento quantos clubes ingleses consegues nomear que sejam desportivamente superiores ao Benfica?

depreendi que a conversa era sobre a vertente financeira dos clubes
é como a vertente financeira pode ter impacto na vertente desportiva.

O impacto não é igual em todos os clubes, porque o contexto é diferente de clube para clube.

então o Real, Barça, At. Madrid, "PSG", Manchesters, Liverpool, Bayern, têm hoje em dia condições financeiras, que têm vindo a crescer e aumentar o fosso para os restantes.
Não são apenas esses.
Neste momento quase qualquer clube inglês tem maior poderio financeiro do que o clube mais forte de ligas secundárias (Benfica, Ajax, etc).

O relatório da Delloite para a época 17/18 demonstra bem isso. São 9 (nove) clubes ingleses no top20 financeiro europeu e 13 (treze) no top30.
O Benfica fecha o top30.
Zenit (25º) e Besiktas (26º) compõem o lote de 3 clubes no top30 fora das 5 ligas principais.

O fosso financeiro das receitas regulares entre nós e as 5 ligas principais tem vindo a aumentar.
A nossa salvação (por agora) é que temos acesso ao dinheiro da Champions, coisa que está fora do alcance de muitos desses clubes das 5 ligas principais que têm mais receitas do que nós.
e os custos são iguais em ambos campeonatos também.

Isso que referes do acesso da liga dos campeões, não o que nos safa por agora, é mesmo as limitações do próprio crescimento dos clubes.

O nosso acesso ao mercado liga dos campeões é muito mais barato do que o de um everton etc.

Atendendo ao nosso mercado, 100 milhões é diferente de 100 milhões na liga inglesa.

Aliás, quais os clubes ingleses que gastam 100 milhões em ordenados?



Assumindo que esses valores estão correctos, TODOS os clubes da Premier League gastaram mais em salários na época 17/18 do que o Benfica (67M€) e apenas 4 clubes pagavam menos de 100M€ (~91M£) em salários à data.

E esse é o desafio para os próximos anos, aumentar, de forma sustentável, até aos 120M ou algo do género. Mas bem gastos. Este é o caminho para segurar cá as joias e, eventualmente, atrair talento. Mas paulatinamente, sem aventuras e sem contar com o ovo no cú da galinha... não quero voltar ao tempo em que tinhamos que vender em Janeiro.
Nos últimos anos a verba de salários / receitas operacionais esteve sempre entre os 55% e os 60%. Os 60% são um bom valor de referência para uma gestão equilibrada das contas. Mais que isso começa a ser muito arriscado e faz essencialmente depender o teu orçamento de outras entradas - mais dívida ou vendas de jogadores. Por oposição, este rácio no Porto e Sporting tem andado nos 80%, dai a posição financeira desequilibrada dos nossos rivais.

Por isso, para chegar aos 120 milhões de verba salarial teríamos de elevar as nossas receitas dos 120-130 atuais para os 200 milhões. Sinceramente não estou muito bem a ver como isso poderia acontecer para nós, sem que os valores para os clubes da Premier League também se eleve. Temos um contrato de longo prazo para os direitos de TV; a bilheteira pode melhorar incrementalmente mas nunca de uma forma muito significativa; os prémios de Champions podem aumentar mas estes andam de mão dada com os mercados de direitos de TV na Europa. Podem aumentar ainda mais, mas então também se elevarão os da Premier League.

Só consigo imaginar dois cenários que nos aproximariam da Premier League: ou a Liga Portuguesa se torna muito mais competitiva e se eleva de estatuto de uma forma muito significativa (pouco provável pelo tamanho do país e distribuição dos direitos de TV cá); ou o mercado de direitos de TV desinflaciona e faz com o que o futebol volte de certa forma a onde estava há 15-20 anos atrás. O terceiro cenário é eu ter falta de imaginação.
o nosso patamar não é a premierleague, é a liga dos campeões.

Não nos interessa o que o southamptons ou o West ham recebe. Interessa os Chelsea e outros.
O que o Southampton e West Ham recebem é importante porque eles competem connosco em contratações de atletas. Quanto mais abaixo estamos na tabela global de despesas com salários, menos fácil é contratar e manter atletas.

iloy

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  • 22 de Agosto de 2019, 12:34
já agora, fazendo contas muito simples, ao nível de receitas:

 - vendas 145M€
 - "matchday" ou seja, vendas de lugares no estádio cerca de 25 milhões de euros
 - commercial cerca de 35 milhões
 - liga dos campeões deve cerca de 60 milhões (cenário mais conservador)
 - receitas televisivas - mínimo de 42 milhões, acho que o valor é crescente, mas não deverá ser muito superior

portanto, receitas totais no valor de...307 milhões de euros.
assumindo que não há mais vendas (estou a ser optimista), e conservador nas receitas (se o ano for bom, o valor de commercial e liga dos campeões podem aumentar 10 a 20 milhões).


eu pessoalmente prefiro fazer as contas somente às receitas ordinárias, isto é, contar só com elas,para perceber verdadeiramente como estamos e para onde caminhamos.

Ainda falta um longo caminho até aos 200 ordinários. Aqui honestamente creio que é complicado subir pelas vias normais. A internacionalização e tal pode ajudar a crescer mais um pouco, mas o grosso do aumento terá de vir mesmo pela consolidação de participações meritórias na liga dos campeões.

Quando atingirmos os 200 de receitas ordinárias, e direccionarmos 50% para os vencimentos de atletas, treinadores estrutura, 100 milhões, então seremos um dos grandes europeus.
percebo o que dizes, mas quando conseguirmos, os outros grandes europeus já estarão também eles noutro patamar.
isso numa perspectiva de crescimento eterno.

Mas só uma elite de 5 ou 6 é que poderá beber com regularidade da fonte da liga dos campeões.

Há também limites ao crescimento dos clubes que estão associados à própria natureza das ligas em que participam.

Posso estar enganado, mas tirando os clubes italianos, Bayern, PSG, clubes ingleses, Real, Barça e até o ATMadrid estão hoje em dia cada vez mais fortes que os restantes e o fosso tem vindo alargar.
mas quais clubes ingleses e italianos? Todos? Neste momento quantos clubes ingleses consegues nomear que sejam desportivamente superiores ao Benfica?

depreendi que a conversa era sobre a vertente financeira dos clubes
é como a vertente financeira pode ter impacto na vertente desportiva.

O impacto não é igual em todos os clubes, porque o contexto é diferente de clube para clube.

então o Real, Barça, At. Madrid, "PSG", Manchesters, Liverpool, Bayern, têm hoje em dia condições financeiras, que têm vindo a crescer e aumentar o fosso para os restantes.
Não são apenas esses.
Neste momento quase qualquer clube inglês tem maior poderio financeiro do que o clube mais forte de ligas secundárias (Benfica, Ajax, etc).

O relatório da Delloite para a época 17/18 demonstra bem isso. São 9 (nove) clubes ingleses no top20 financeiro europeu e 13 (treze) no top30.
O Benfica fecha o top30.
Zenit (25º) e Besiktas (26º) compõem o lote de 3 clubes no top30 fora das 5 ligas principais.

O fosso financeiro das receitas regulares entre nós e as 5 ligas principais tem vindo a aumentar.
A nossa salvação (por agora) é que temos acesso ao dinheiro da Champions, coisa que está fora do alcance de muitos desses clubes das 5 ligas principais que têm mais receitas do que nós.
e os custos são iguais em ambos campeonatos também.

Isso que referes do acesso da liga dos campeões, não o que nos safa por agora, é mesmo as limitações do próprio crescimento dos clubes.

O nosso acesso ao mercado liga dos campeões é muito mais barato do que o de um everton etc.

Atendendo ao nosso mercado, 100 milhões é diferente de 100 milhões na liga inglesa.

Aliás, quais os clubes ingleses que gastam 100 milhões em ordenados?



Assumindo que esses valores estão correctos, TODOS os clubes da Premier League gastaram mais em salários na época 17/18 do que o Benfica (67M€) e apenas 4 clubes pagavam menos de 100M€ (~91M£) em salários à data.

E esse é o desafio para os próximos anos, aumentar, de forma sustentável, até aos 120M ou algo do género. Mas bem gastos. Este é o caminho para segurar cá as joias e, eventualmente, atrair talento. Mas paulatinamente, sem aventuras e sem contar com o ovo no cú da galinha... não quero voltar ao tempo em que tinhamos que vender em Janeiro.
Nos últimos anos a verba de salários / receitas operacionais esteve sempre entre os 55% e os 60%. Os 60% são um bom valor de referência para uma gestão equilibrada das contas. Mais que isso começa a ser muito arriscado e faz essencialmente depender o teu orçamento de outras entradas - mais dívida ou vendas de jogadores. Por oposição, este rácio no Porto e Sporting tem andado nos 80%, dai a posição financeira desequilibrada dos nossos rivais.

Por isso, para chegar aos 120 milhões de verba salarial teríamos de elevar as nossas receitas dos 120-130 atuais para os 200 milhões. Sinceramente não estou muito bem a ver como isso poderia acontecer para nós, sem que os valores para os clubes da Premier League também se eleve. Temos um contrato de longo prazo para os direitos de TV; a bilheteira pode melhorar incrementalmente mas nunca de uma forma muito significativa; os prémios de Champions podem aumentar mas estes andam de mão dada com os mercados de direitos de TV na Europa. Podem aumentar ainda mais, mas então também se elevarão os da Premier League.

Só consigo imaginar dois cenários que nos aproximariam da Premier League: ou a Liga Portuguesa se torna muito mais competitiva e se eleva de estatuto de uma forma muito significativa (pouco provável pelo tamanho do país e distribuição dos direitos de TV cá); ou o mercado de direitos de TV desinflaciona e faz com o que o futebol volte de certa forma a onde estava há 15-20 anos atrás. O terceiro cenário é eu ter falta de imaginação.
o nosso patamar não é a premierleague, é a liga dos campeões.

Não nos interessa o que o southamptons ou o West ham recebe. Interessa os Chelsea e outros.
O que o Southampton e West Ham recebem é importante porque eles competem connosco em contratações de atletas. Quanto mais abaixo estamos na tabela global de despesas com salários, menos fácil é contratar e manter atletas.

Claro que è importante porque o Benfica luta contra clubes destes na projeção europeia.
Enquanto dezenas de clubes todos os anos são comprados por multinacionais e milionários a encher clubes de pequena dimensão com milhões para dar saltos competitivos o Benfica luta para ficar no seu nível.
Ao seja enquanto há cada vez mais clubes com poder financeiro, o Benfica desce cada vez mais o seu nível competitivo.

cfSLBcg

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  • 22 de Agosto de 2019, 15:32
já agora, fazendo contas muito simples, ao nível de receitas:

 - vendas 145M€
 - "matchday" ou seja, vendas de lugares no estádio cerca de 25 milhões de euros
 - commercial cerca de 35 milhões
 - liga dos campeões deve cerca de 60 milhões (cenário mais conservador)
 - receitas televisivas - mínimo de 42 milhões, acho que o valor é crescente, mas não deverá ser muito superior

portanto, receitas totais no valor de...307 milhões de euros.
assumindo que não há mais vendas (estou a ser optimista), e conservador nas receitas (se o ano for bom, o valor de commercial e liga dos campeões podem aumentar 10 a 20 milhões).


eu pessoalmente prefiro fazer as contas somente às receitas ordinárias, isto é, contar só com elas,para perceber verdadeiramente como estamos e para onde caminhamos.

Ainda falta um longo caminho até aos 200 ordinários. Aqui honestamente creio que é complicado subir pelas vias normais. A internacionalização e tal pode ajudar a crescer mais um pouco, mas o grosso do aumento terá de vir mesmo pela consolidação de participações meritórias na liga dos campeões.

Quando atingirmos os 200 de receitas ordinárias, e direccionarmos 50% para os vencimentos de atletas, treinadores estrutura, 100 milhões, então seremos um dos grandes europeus.
percebo o que dizes, mas quando conseguirmos, os outros grandes europeus já estarão também eles noutro patamar.
isso numa perspectiva de crescimento eterno.

Mas só uma elite de 5 ou 6 é que poderá beber com regularidade da fonte da liga dos campeões.

Há também limites ao crescimento dos clubes que estão associados à própria natureza das ligas em que participam.

Posso estar enganado, mas tirando os clubes italianos, Bayern, PSG, clubes ingleses, Real, Barça e até o ATMadrid estão hoje em dia cada vez mais fortes que os restantes e o fosso tem vindo alargar.
mas quais clubes ingleses e italianos? Todos? Neste momento quantos clubes ingleses consegues nomear que sejam desportivamente superiores ao Benfica?

depreendi que a conversa era sobre a vertente financeira dos clubes
é como a vertente financeira pode ter impacto na vertente desportiva.

O impacto não é igual em todos os clubes, porque o contexto é diferente de clube para clube.

então o Real, Barça, At. Madrid, "PSG", Manchesters, Liverpool, Bayern, têm hoje em dia condições financeiras, que têm vindo a crescer e aumentar o fosso para os restantes.
Não são apenas esses.
Neste momento quase qualquer clube inglês tem maior poderio financeiro do que o clube mais forte de ligas secundárias (Benfica, Ajax, etc).

O relatório da Delloite para a época 17/18 demonstra bem isso. São 9 (nove) clubes ingleses no top20 financeiro europeu e 13 (treze) no top30.
O Benfica fecha o top30.
Zenit (25º) e Besiktas (26º) compõem o lote de 3 clubes no top30 fora das 5 ligas principais.

O fosso financeiro das receitas regulares entre nós e as 5 ligas principais tem vindo a aumentar.
A nossa salvação (por agora) é que temos acesso ao dinheiro da Champions, coisa que está fora do alcance de muitos desses clubes das 5 ligas principais que têm mais receitas do que nós.
e os custos são iguais em ambos campeonatos também.

Isso que referes do acesso da liga dos campeões, não o que nos safa por agora, é mesmo as limitações do próprio crescimento dos clubes.

O nosso acesso ao mercado liga dos campeões é muito mais barato do que o de um everton etc.

Atendendo ao nosso mercado, 100 milhões é diferente de 100 milhões na liga inglesa.

Aliás, quais os clubes ingleses que gastam 100 milhões em ordenados?



Assumindo que esses valores estão correctos, TODOS os clubes da Premier League gastaram mais em salários na época 17/18 do que o Benfica (67M€) e apenas 4 clubes pagavam menos de 100M€ (~91M£) em salários à data.

E esse é o desafio para os próximos anos, aumentar, de forma sustentável, até aos 120M ou algo do género. Mas bem gastos. Este é o caminho para segurar cá as joias e, eventualmente, atrair talento. Mas paulatinamente, sem aventuras e sem contar com o ovo no cú da galinha... não quero voltar ao tempo em que tinhamos que vender em Janeiro.
Nos últimos anos a verba de salários / receitas operacionais esteve sempre entre os 55% e os 60%. Os 60% são um bom valor de referência para uma gestão equilibrada das contas. Mais que isso começa a ser muito arriscado e faz essencialmente depender o teu orçamento de outras entradas - mais dívida ou vendas de jogadores. Por oposição, este rácio no Porto e Sporting tem andado nos 80%, dai a posição financeira desequilibrada dos nossos rivais.

Por isso, para chegar aos 120 milhões de verba salarial teríamos de elevar as nossas receitas dos 120-130 atuais para os 200 milhões. Sinceramente não estou muito bem a ver como isso poderia acontecer para nós, sem que os valores para os clubes da Premier League também se eleve. Temos um contrato de longo prazo para os direitos de TV; a bilheteira pode melhorar incrementalmente mas nunca de uma forma muito significativa; os prémios de Champions podem aumentar mas estes andam de mão dada com os mercados de direitos de TV na Europa. Podem aumentar ainda mais, mas então também se elevarão os da Premier League.

Só consigo imaginar dois cenários que nos aproximariam da Premier League: ou a Liga Portuguesa se torna muito mais competitiva e se eleva de estatuto de uma forma muito significativa (pouco provável pelo tamanho do país e distribuição dos direitos de TV cá); ou o mercado de direitos de TV desinflaciona e faz com o que o futebol volte de certa forma a onde estava há 15-20 anos atrás. O terceiro cenário é eu ter falta de imaginação.
Pergunta de um ignorante...
Não podemos definir que 50% da venda de um qualquer jogador da formação seja alocado á verba salarial num prazo digamos de 5 anos? (Os números e percentagens são aleatórios).
Ou seja eu sei são receitas extraordinárias, mas são receitas de pouco investimento. Diluir ao longo do tempo permite que haja pouca variação pois após os 5 anos ou temos realmente novos tipos de receita ou teremos de baixar salários, mas isto só caso não houvesse uma grande venda durante esses 5 anos.