Treinador, 66 anos
Portugal
Stats: 14 épocas, 51 jogos ( minutos), golos
Títulos: Campeonato Nacional (3), Taça de Portugal (1), Supertaça (1), Taça da Liga (5)

36181 - Tópico: Jorge Jesus, Treinador do Benfica  (Lida 30264994 vezes)

Nationalteam

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  • 08 de Abril de 2021, 15:58
Vai ser um dia de festa para mim,quando SAIR !

Mr.Costa

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  • 08 de Abril de 2021, 16:02
O que resta desta época é conquistar um lugar na CL e uma taça de Portugal, e consequentemente uma supertaça no inicio(?) da proxima. Por isso haja tino.



Tino só na Supertaça, se voltar.
O resto desta época será sem o Tino

BENFIKA

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  • 08 de Abril de 2021, 16:26
Para mim o Benfica precisava, tal como no inicio desta época de ar puro, ar novo. Pensar num presidente novo é utópico nesta altura, mas um treinador novo não o seria.

Encarar a próxima época com um treinador novo, da "nova escola", sem qualquer passado com o Benfica e acima de tudo com muita vontade de ganhar!!
Era uma lufada de ar fresco para toda a gente, andamos há muito a viver com ligações ao passado e traumas antigos, é preciso cortar isso.

Mariachi

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  • 08 de Abril de 2021, 16:34
O que resta desta época é conquistar um lugar na CL e uma taça de Portugal, e consequentemente uma supertaça no inicio(?) da proxima. Por isso haja tino.



Tino só na Supertaça, se voltar.
O resto desta época será sem o Tino

Bem que podia haver, realmente.

tulio_slb

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  • 08 de Abril de 2021, 16:38
Ponham olhinhos nas conferências de imprensa dos treinadores do Vizela e Estoril e aprendam um bocado de futebol, que tal como venho dizendo, não se pode só olhar para os resultados de forma isolada.

Uau, agora convenceste me.
Se antes tinha dúvidas, agora ficaram dissipadas.

Parecendo que não, da jeito saberes alguma coisa do tema em si para o comentares e para o tempo que cá andas já devias saber um poucachinho mais.

E sim, por essa ordem de ideias, Rui Vitória não devia ter sido despedido. Afinal, não devemos só olhar para os resultados de forma isolada.
Como se a equipa com Rui Vitória tivesse algum processo de jogo... Põe uma coisa na cabeça, o que segurou o Rui Vitória por 3 épocas e meia foram precisamente os resultados, porque em termos de processo de jogo foi destruindo um trabalho de 6 anos, que estava cada vez mais consolidado.
Admiro como em 2021 ainda exista alguem que continue com a "falácia" de que os processos estavam lá e o RV só os aproveitou........., mesmo que mais de metade da equipa não fosse a mesma sequer !
Aliás acho que Braga e Belenenses ainda estão a utilizar aquilo que o Jorge lá deixou!
O que é que os processos têm que ver com jogadores? Que adeptos de café que aqui temos, é impossível falar do que quer que seja.
Tem bastante até x'D

Os processos de jogo são pensados pelos treinadores e executados pelo os jogadores. No desenvolvimento da época os mesmo processos idealizados pelo o treinador sofrem ligeiras nuances com as características de determinados jogadores. O processo de jogo de uma equipa é intrínseco à equipa técnica e seus jogadores. O trabalho feito reaproveita-se sempre quando os jogadores são os mesmos, agora saindo o treinador e um conjunto grande de jogadores é obvio que o processo se dissipa.
Houveram jogadores-chave que fizeram permanecer esse processo de jogo, à medida que o plantel começou a sofrer alterações substanciais, o processo começou a dissipar-se até deixar de haver processo. Como consequência, a qualidade de jogo da época foi caindo com o tempo.

Houve sem duvida o aproveitamento de algum do trabalho já feito até porque naquela altura grande parte do 11 base já tinha alguns anos de casa, defensivamente a equipa manteve parte das dinamicas criadas mas no meio campo e no ataque houve mudanças claras. A passagem do Pizzi para a direita que até ai era o 8 e entrada do Renato para essa posição, o Fejsa acabou por ganhar o lugar ao Samaris também, nos avançados saiu o Lima e entrou o Mitroglou que era um ponta de lança mais declarado ao contrario do Brasileiro que derivava muito mais com o Jonas. Os extremos ficaram a jogar muito mais por dentro, inclusive o Gaitan teve a sua melhor época em termos de golos e assistências inclusive o Pizzi que se tornou um jogador mais fulcral ofensivamente.

No primeiro ano houve mudanças, praticamente a totalidade delas ofensiva curiosamente marcamos mais golos, na segunda época do Rui Vitória as mudanças sentiram-se ainda mais.
O processo de jogo que eu falo passa maioritariamente pela parte defensiva. O processo de jogo ofensivo torna-se sempre mais volátil com a inclusão de jogadores com características diferentes. Até mesmo com JJ, nas 6 épocas, houve transformações nas dinâmicas ofensivas pela inclusão de jogadores com características diferentes. Por exemplo, o Benfica jogava de uma forma com Cardozo e Saviola e de outra com Rodrigo e Lima. Mas os comportamentos defensivos estavam sempre lá, a equipa movia-se no campo como um todo. Com Rui Vitória era diferente, o processo de jogo defensivo estava super dependente de individualidades, a equipa com o tempo começou a perder comportamentos coletivos e sentia-se demasiada necessidade de incluir um ou outro jogador na equipa titular para toldar essa falta de capacidade coletiva. Víamos uma necessidade extrema em ter que jogar o Fejsa para equilibrar a equipa, porque individualmente era forte nesse capítulo, víamos uma necessidade de ter um médio como Renato que tivesse capacidade para conduzir bola e ao mesmo tempo capacidade para  recuperar rápido a posição defensiva. Ou seja, se se tirasse uma ou outra individualidade da equipa-base, a equipa ressentia-se sempre muito porque coletivamente não estava preparada.

Concordo que o Jesus consegue ter as equipas a defender melhor como coletivo, não que seja um especialista nisso muito pelo o contrário, a especialidade do Jesus até esta época foi sempre o trabalho ofensivo ai sim sentia-se realmente o seu trabalho e com frutos, acontecia o mesmo no processo defensivo embora sem tantos frutos quanto o ofensivo.

Agora não podes dizer que o Rui Vitória aproveitou os processos defensivos do Jesus quando a equipa baixou o seu nível defensivo significativamente sofrendo muito mais golos, o que o Rui Vitória trouxe nas suas primeiras duas épocas até foi uma equipa muito melhor ofensivamente que a ultima época do Jesus.

Matique21

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  • 08 de Abril de 2021, 17:08
Ponham olhinhos nas conferências de imprensa dos treinadores do Vizela e Estoril e aprendam um bocado de futebol, que tal como venho dizendo, não se pode só olhar para os resultados de forma isolada.

Uau, agora convenceste me.
Se antes tinha dúvidas, agora ficaram dissipadas.

Parecendo que não, da jeito saberes alguma coisa do tema em si para o comentares e para o tempo que cá andas já devias saber um poucachinho mais.

E sim, por essa ordem de ideias, Rui Vitória não devia ter sido despedido. Afinal, não devemos só olhar para os resultados de forma isolada.
Como se a equipa com Rui Vitória tivesse algum processo de jogo... Põe uma coisa na cabeça, o que segurou o Rui Vitória por 3 épocas e meia foram precisamente os resultados, porque em termos de processo de jogo foi destruindo um trabalho de 6 anos, que estava cada vez mais consolidado.
Admiro como em 2021 ainda exista alguem que continue com a "falácia" de que os processos estavam lá e o RV só os aproveitou........., mesmo que mais de metade da equipa não fosse a mesma sequer !
Aliás acho que Braga e Belenenses ainda estão a utilizar aquilo que o Jorge lá deixou!
O que é que os processos têm que ver com jogadores? Que adeptos de café que aqui temos, é impossível falar do que quer que seja.
Tem bastante até x'D

Os processos de jogo são pensados pelos treinadores e executados pelo os jogadores. No desenvolvimento da época os mesmo processos idealizados pelo o treinador sofrem ligeiras nuances com as características de determinados jogadores. O processo de jogo de uma equipa é intrínseco à equipa técnica e seus jogadores. O trabalho feito reaproveita-se sempre quando os jogadores são os mesmos, agora saindo o treinador e um conjunto grande de jogadores é obvio que o processo se dissipa.
Houveram jogadores-chave que fizeram permanecer esse processo de jogo, à medida que o plantel começou a sofrer alterações substanciais, o processo começou a dissipar-se até deixar de haver processo. Como consequência, a qualidade de jogo da época foi caindo com o tempo.

Houve sem duvida o aproveitamento de algum do trabalho já feito até porque naquela altura grande parte do 11 base já tinha alguns anos de casa, defensivamente a equipa manteve parte das dinamicas criadas mas no meio campo e no ataque houve mudanças claras. A passagem do Pizzi para a direita que até ai era o 8 e entrada do Renato para essa posição, o Fejsa acabou por ganhar o lugar ao Samaris também, nos avançados saiu o Lima e entrou o Mitroglou que era um ponta de lança mais declarado ao contrario do Brasileiro que derivava muito mais com o Jonas. Os extremos ficaram a jogar muito mais por dentro, inclusive o Gaitan teve a sua melhor época em termos de golos e assistências inclusive o Pizzi que se tornou um jogador mais fulcral ofensivamente.

No primeiro ano houve mudanças, praticamente a totalidade delas ofensiva curiosamente marcamos mais golos, na segunda época do Rui Vitória as mudanças sentiram-se ainda mais.
O processo de jogo que eu falo passa maioritariamente pela parte defensiva. O processo de jogo ofensivo torna-se sempre mais volátil com a inclusão de jogadores com características diferentes. Até mesmo com JJ, nas 6 épocas, houve transformações nas dinâmicas ofensivas pela inclusão de jogadores com características diferentes. Por exemplo, o Benfica jogava de uma forma com Cardozo e Saviola e de outra com Rodrigo e Lima. Mas os comportamentos defensivos estavam sempre lá, a equipa movia-se no campo como um todo. Com Rui Vitória era diferente, o processo de jogo defensivo estava super dependente de individualidades, a equipa com o tempo começou a perder comportamentos coletivos e sentia-se demasiada necessidade de incluir um ou outro jogador na equipa titular para toldar essa falta de capacidade coletiva. Víamos uma necessidade extrema em ter que jogar o Fejsa para equilibrar a equipa, porque individualmente era forte nesse capítulo, víamos uma necessidade de ter um médio como Renato que tivesse capacidade para conduzir bola e ao mesmo tempo capacidade para  recuperar rápido a posição defensiva. Ou seja, se se tirasse uma ou outra individualidade da equipa-base, a equipa ressentia-se sempre muito porque coletivamente não estava preparada.

Concordo que o Jesus consegue ter as equipas a defender melhor como coletivo, não que seja um especialista nisso muito pelo o contrário, a especialidade do Jesus até esta época foi sempre o trabalho ofensivo ai sim sentia-se realmente o seu trabalho e com frutos, acontecia o mesmo no processo defensivo embora sem tantos frutos quanto o ofensivo.

Agora não podes dizer que o Rui Vitória aproveitou os processos defensivos do Jesus quando a equipa baixou o seu nível defensivo significativamente sofrendo muito mais golos, o que o Rui Vitória trouxe nas suas primeiras duas épocas até foi uma equipa muito melhor ofensivamente que a ultima época do Jesus.
Em que épocas com Rui Vitória sofreu muitos mais golos que o normal? E ofensivamente com JJ marcava-se muitos golos e criava-se mais oportunidades.

El Tacuara

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  • 08 de Abril de 2021, 17:10
RUA!

tulio_slb

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  • 08 de Abril de 2021, 17:16
Ponham olhinhos nas conferências de imprensa dos treinadores do Vizela e Estoril e aprendam um bocado de futebol, que tal como venho dizendo, não se pode só olhar para os resultados de forma isolada.

Uau, agora convenceste me.
Se antes tinha dúvidas, agora ficaram dissipadas.

Parecendo que não, da jeito saberes alguma coisa do tema em si para o comentares e para o tempo que cá andas já devias saber um poucachinho mais.

E sim, por essa ordem de ideias, Rui Vitória não devia ter sido despedido. Afinal, não devemos só olhar para os resultados de forma isolada.
Como se a equipa com Rui Vitória tivesse algum processo de jogo... Põe uma coisa na cabeça, o que segurou o Rui Vitória por 3 épocas e meia foram precisamente os resultados, porque em termos de processo de jogo foi destruindo um trabalho de 6 anos, que estava cada vez mais consolidado.
Admiro como em 2021 ainda exista alguem que continue com a "falácia" de que os processos estavam lá e o RV só os aproveitou........., mesmo que mais de metade da equipa não fosse a mesma sequer !
Aliás acho que Braga e Belenenses ainda estão a utilizar aquilo que o Jorge lá deixou!
O que é que os processos têm que ver com jogadores? Que adeptos de café que aqui temos, é impossível falar do que quer que seja.
Tem bastante até x'D

Os processos de jogo são pensados pelos treinadores e executados pelo os jogadores. No desenvolvimento da época os mesmo processos idealizados pelo o treinador sofrem ligeiras nuances com as características de determinados jogadores. O processo de jogo de uma equipa é intrínseco à equipa técnica e seus jogadores. O trabalho feito reaproveita-se sempre quando os jogadores são os mesmos, agora saindo o treinador e um conjunto grande de jogadores é obvio que o processo se dissipa.
Houveram jogadores-chave que fizeram permanecer esse processo de jogo, à medida que o plantel começou a sofrer alterações substanciais, o processo começou a dissipar-se até deixar de haver processo. Como consequência, a qualidade de jogo da época foi caindo com o tempo.

Houve sem duvida o aproveitamento de algum do trabalho já feito até porque naquela altura grande parte do 11 base já tinha alguns anos de casa, defensivamente a equipa manteve parte das dinamicas criadas mas no meio campo e no ataque houve mudanças claras. A passagem do Pizzi para a direita que até ai era o 8 e entrada do Renato para essa posição, o Fejsa acabou por ganhar o lugar ao Samaris também, nos avançados saiu o Lima e entrou o Mitroglou que era um ponta de lança mais declarado ao contrario do Brasileiro que derivava muito mais com o Jonas. Os extremos ficaram a jogar muito mais por dentro, inclusive o Gaitan teve a sua melhor época em termos de golos e assistências inclusive o Pizzi que se tornou um jogador mais fulcral ofensivamente.

No primeiro ano houve mudanças, praticamente a totalidade delas ofensiva curiosamente marcamos mais golos, na segunda época do Rui Vitória as mudanças sentiram-se ainda mais.
O processo de jogo que eu falo passa maioritariamente pela parte defensiva. O processo de jogo ofensivo torna-se sempre mais volátil com a inclusão de jogadores com características diferentes. Até mesmo com JJ, nas 6 épocas, houve transformações nas dinâmicas ofensivas pela inclusão de jogadores com características diferentes. Por exemplo, o Benfica jogava de uma forma com Cardozo e Saviola e de outra com Rodrigo e Lima. Mas os comportamentos defensivos estavam sempre lá, a equipa movia-se no campo como um todo. Com Rui Vitória era diferente, o processo de jogo defensivo estava super dependente de individualidades, a equipa com o tempo começou a perder comportamentos coletivos e sentia-se demasiada necessidade de incluir um ou outro jogador na equipa titular para toldar essa falta de capacidade coletiva. Víamos uma necessidade extrema em ter que jogar o Fejsa para equilibrar a equipa, porque individualmente era forte nesse capítulo, víamos uma necessidade de ter um médio como Renato que tivesse capacidade para conduzir bola e ao mesmo tempo capacidade para  recuperar rápido a posição defensiva. Ou seja, se se tirasse uma ou outra individualidade da equipa-base, a equipa ressentia-se sempre muito porque coletivamente não estava preparada.

Concordo que o Jesus consegue ter as equipas a defender melhor como coletivo, não que seja um especialista nisso muito pelo o contrário, a especialidade do Jesus até esta época foi sempre o trabalho ofensivo ai sim sentia-se realmente o seu trabalho e com frutos, acontecia o mesmo no processo defensivo embora sem tantos frutos quanto o ofensivo.

Agora não podes dizer que o Rui Vitória aproveitou os processos defensivos do Jesus quando a equipa baixou o seu nível defensivo significativamente sofrendo muito mais golos, o que o Rui Vitória trouxe nas suas primeiras duas épocas até foi uma equipa muito melhor ofensivamente que a ultima época do Jesus.
Em que épocas com Rui Vitória sofreu muitos mais golos que o normal? E ofensivamente com JJ marcava-se muitos golos e criava-se mais oportunidades.

Com o Jorge Jesus nas duas ultimas épocas o números foram 108-28 e 101-35

Com Rui Vitoria nas primeiras duas épocas, 122-42 e 118-43

As épocas do tetra curiosamente essas duas épocas com o Jesus foram épocas com números atípicos defensivamente. Olhando para esta época estamos com 85-38, não sei se vamos conseguir ultrapassar a barra dos 100 golos algo que é normalmente ultrapassado.

A época passada fizemos 109-54

Matique21

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  • 08 de Abril de 2021, 17:29
Ponham olhinhos nas conferências de imprensa dos treinadores do Vizela e Estoril e aprendam um bocado de futebol, que tal como venho dizendo, não se pode só olhar para os resultados de forma isolada.

Uau, agora convenceste me.
Se antes tinha dúvidas, agora ficaram dissipadas.

Parecendo que não, da jeito saberes alguma coisa do tema em si para o comentares e para o tempo que cá andas já devias saber um poucachinho mais.

E sim, por essa ordem de ideias, Rui Vitória não devia ter sido despedido. Afinal, não devemos só olhar para os resultados de forma isolada.
Como se a equipa com Rui Vitória tivesse algum processo de jogo... Põe uma coisa na cabeça, o que segurou o Rui Vitória por 3 épocas e meia foram precisamente os resultados, porque em termos de processo de jogo foi destruindo um trabalho de 6 anos, que estava cada vez mais consolidado.
Admiro como em 2021 ainda exista alguem que continue com a "falácia" de que os processos estavam lá e o RV só os aproveitou........., mesmo que mais de metade da equipa não fosse a mesma sequer !
Aliás acho que Braga e Belenenses ainda estão a utilizar aquilo que o Jorge lá deixou!
O que é que os processos têm que ver com jogadores? Que adeptos de café que aqui temos, é impossível falar do que quer que seja.
Tem bastante até x'D

Os processos de jogo são pensados pelos treinadores e executados pelo os jogadores. No desenvolvimento da época os mesmo processos idealizados pelo o treinador sofrem ligeiras nuances com as características de determinados jogadores. O processo de jogo de uma equipa é intrínseco à equipa técnica e seus jogadores. O trabalho feito reaproveita-se sempre quando os jogadores são os mesmos, agora saindo o treinador e um conjunto grande de jogadores é obvio que o processo se dissipa.
Houveram jogadores-chave que fizeram permanecer esse processo de jogo, à medida que o plantel começou a sofrer alterações substanciais, o processo começou a dissipar-se até deixar de haver processo. Como consequência, a qualidade de jogo da época foi caindo com o tempo.

Houve sem duvida o aproveitamento de algum do trabalho já feito até porque naquela altura grande parte do 11 base já tinha alguns anos de casa, defensivamente a equipa manteve parte das dinamicas criadas mas no meio campo e no ataque houve mudanças claras. A passagem do Pizzi para a direita que até ai era o 8 e entrada do Renato para essa posição, o Fejsa acabou por ganhar o lugar ao Samaris também, nos avançados saiu o Lima e entrou o Mitroglou que era um ponta de lança mais declarado ao contrario do Brasileiro que derivava muito mais com o Jonas. Os extremos ficaram a jogar muito mais por dentro, inclusive o Gaitan teve a sua melhor época em termos de golos e assistências inclusive o Pizzi que se tornou um jogador mais fulcral ofensivamente.

No primeiro ano houve mudanças, praticamente a totalidade delas ofensiva curiosamente marcamos mais golos, na segunda época do Rui Vitória as mudanças sentiram-se ainda mais.
O processo de jogo que eu falo passa maioritariamente pela parte defensiva. O processo de jogo ofensivo torna-se sempre mais volátil com a inclusão de jogadores com características diferentes. Até mesmo com JJ, nas 6 épocas, houve transformações nas dinâmicas ofensivas pela inclusão de jogadores com características diferentes. Por exemplo, o Benfica jogava de uma forma com Cardozo e Saviola e de outra com Rodrigo e Lima. Mas os comportamentos defensivos estavam sempre lá, a equipa movia-se no campo como um todo. Com Rui Vitória era diferente, o processo de jogo defensivo estava super dependente de individualidades, a equipa com o tempo começou a perder comportamentos coletivos e sentia-se demasiada necessidade de incluir um ou outro jogador na equipa titular para toldar essa falta de capacidade coletiva. Víamos uma necessidade extrema em ter que jogar o Fejsa para equilibrar a equipa, porque individualmente era forte nesse capítulo, víamos uma necessidade de ter um médio como Renato que tivesse capacidade para conduzir bola e ao mesmo tempo capacidade para  recuperar rápido a posição defensiva. Ou seja, se se tirasse uma ou outra individualidade da equipa-base, a equipa ressentia-se sempre muito porque coletivamente não estava preparada.

Concordo que o Jesus consegue ter as equipas a defender melhor como coletivo, não que seja um especialista nisso muito pelo o contrário, a especialidade do Jesus até esta época foi sempre o trabalho ofensivo ai sim sentia-se realmente o seu trabalho e com frutos, acontecia o mesmo no processo defensivo embora sem tantos frutos quanto o ofensivo.

Agora não podes dizer que o Rui Vitória aproveitou os processos defensivos do Jesus quando a equipa baixou o seu nível defensivo significativamente sofrendo muito mais golos, o que o Rui Vitória trouxe nas suas primeiras duas épocas até foi uma equipa muito melhor ofensivamente que a ultima época do Jesus.
Em que épocas com Rui Vitória sofreu muitos mais golos que o normal? E ofensivamente com JJ marcava-se muitos golos e criava-se mais oportunidades.

Com o Jorge Jesus nas duas ultimas épocas o números foram 108-28 e 101-35

Com Rui Vitoria nas primeiras duas épocas, 122-42 e 118-43

As épocas do tetra curiosamente essas duas épocas com o Jesus foram épocas com números atípicos defensivamente. Olhando para esta época estamos com 85-38, não sei se vamos conseguir ultrapassar a barra dos 100 golos algo que é normalmente ultrapassado.

A época passada fizemos 109-54
São números semelhantes, e não sei quantos jogos se realizaram em cada uma dessas épocas. A nível do campeonato, os números devem ser ainda mais parecidos.

blueviper

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  • "And now it is I.I have been blessed and cursed... for now I possess the keys to the kingdom of heaven.I will forgive those who deserve freedom.I will damn those who have damned themselves.I will learn to live after love has died.I am the sin eater.&
  • Mensagens: 24021
  • 08 de Abril de 2021, 18:06
Vai ser um dia de festa para mim,quando SAIR !

O problema depois é quem entra....

Andamos nisto há anos.

Sem_Medo

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  • NADA TEMOS A TEMER!
  • 08 de Abril de 2021, 18:17
Vai ser um dia de festa para mim,quando SAIR !

O problema depois é quem entra....

Andamos nisto há anos.

Pior que isto não há, qualquer treinador de mija na escada, com 100M€ de investimento, faria melhor!


blueviper

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  • 08 de Abril de 2021, 18:19
Não sonhem sff, JJ vai ser o nosso treinador na próxima época.

Se não for é pk esta acabou ainda bem pior do que já está  :buck2:

Nationalteam

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  • 08 de Abril de 2021, 18:19
Vai ser um dia de festa para mim,quando SAIR !

O problema depois é quem entra....

Andamos nisto há anos.
Nunca ouve ,tantos boms Trainadores livres !

Sem_Medo

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  • 08 de Abril de 2021, 18:25
Vai ser um dia de festa para mim,quando SAIR !

O problema depois é quem entra....

Andamos nisto há anos.
Nunca ouve ,tantos boms Trainadores livres !

Não precisa sequer serem treinadores livres, se pagas a 7M€ por esta merda, por esse valor (ou até menos) ias buscar bons treinadores já a treinar.


Chepo

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  • Benfica Among Us - Missão Expulsar o Impostor
  • 08 de Abril de 2021, 18:34
Acho piada é que o ônus do montante gasto em contratações é mais colocado sob o treinador do que propriamente sob quem os negociou, seja presidente ou diretor desportivo. Os 20 Kilos iniciais do Pedrinho então foram e são de rir. A empreitada no Brasil tinha de ser feita, o Bertolucci ou os seus associados tinham de comer comissão, falhada a contratação do Bruno Guimarães (esse sim um jogador que precisávamos como do pão para a boca), mas tinha de vir algum jogador por 20 Kilos, então foram comprar um jogador do amigo do Bertolucci o Wil Dantas, e Bertolucci até pôs um homem da sua confiança Júlio Turan a fazer de intermediário. Estranho é que o Benfica não tenha tido pejo em dar 20 Kilos a um clube cheio de dívidas por um jogador que valeria no máximo metade do valor pelo qual foi contratado. Brilhante. A biscatada do Darwin nem vou comentar porque assim que envolve Paulo Gonçalves toda a gente sabe que O Darwin, o pai do Darwin e empresário do Darwin não foram os únicos a comer.

Fala-se muito que o treinador teve 100 milhões, fala-se pouco é das trapalhices negociais e preços inflacionados de jogadores que esta gente pagou em pleno ano de contração económica.

P.S. Não, não estou a ilibar o treinador. É um dos grandes culpados pela falta de rendimento de muitos jogadores, especialmente do Éverton, por ser um jogador que conhece bem, não se entende o porquê de não ter extraído dali nada. Do meu ponto de vista até é o principal culpado, porque quem conhece o Éverton, sabe que ele não é jogador típico para fazer de 3º médio, compensações ou ser 2º lateral. Se eu sei, ele também deveria saber.. Agora, as patadas de dinheiro gastas em jogadores banais nas últimas temporadas, tem um denominador comum e não são os treinadores.
« Última modificação: 08 de Abril de 2021, 18:36 por Chepo »