8459 - Tópico: As Finanças do Benfica  (Lida 2164837 vezes)

MALU15

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  • Com o 36 ficaremos mais perto do PENTA
  • 22 de Abril de 2017, 10:35
Não tarda estamos a ter de construir um estádio novo, e ainda não pagámos este.

20 anos para pagar o Estádio? Dá-me ideia que não foi esta a história que nos «venderam» no princípio.

E o «mal» de passar a divida financeira para empréstimos obrigacionistas, é que tu nunca na vida vais conseguir pagar um empréstimo obrigacionista sem contrair outro. Se no caso da divida financeira ainda poderiamos fazer um plano de médio longo prazo para ir pagando e amortizando divida, no caso de do empréstimo obrigacionista deixarás de ter hipotese de baixar a divida.
Ó Lonstrup, acho que não estás a ver o filme da forma correcta, pois os EO`s sendo também dívida financeira (pois vencem juros) não são dívida bancária, e como tal não estão sujeitos às regras das negociações que vigoram com a Banca, com os inerentes custos (I Selo, taxas, ...), que são bem piores nos dias de hoje do que os EO`s em que te limitas a pagar os juros contratados durante os 3 anos.

Eu estou certo que a BSAD ao ter decidido ir ao mercado (via EO) financiar-se, não deixou de fazer o planeamento a médio e longo prazo das suas necessidades de financiamento, a começar logo pelo facto de uma grande parte dos 60M ir servir para amortizar dívida bancária (consta do prospecto) que vence juros a taxas superiores.

Com este novo EO nos próximos 3 anos (2018,19 e 2020) vai-se vencer um EO em cada ano, e a SAD terá assim todos os anos condições para refazer o seu planeamento, face à situação financeira que viver em cada momento. Mas por agora ainda temos os 110M de dívida bancária para reduzir, bem como a linha do papel comercial como instrumento de recurso.
Eu sei que em termos de despesas é muito melhor que uma divida bancária; eu sei que os termos para negociar são melhores;

mas diz-me, honestamente, se num cenário hipotético transformarmos toda a nossa divida financeira em instrumentos como o EO, qual é a tua previsão de abaixamento da dívida a médio/longo prazo?

tens, honestamente, a perspectiva que vai chegar o dia em que chegados ao fim dos 3 anos vamos simplesmente arrotar os 40 ou 60 milhões que nos emprestaram, sem recorrer a novo EO ?
Por mais que isso te pudesse sossegar, eu não vou por aí, até porque já é bem conhecida qual é a posição da gestão (LFV e DSO) sobre o ritmo de redução da dívida financeira neste mandato.

A minha posição sobre a dívida financeira da SAD já foi transmitida por aqui em vários posts, quando falei do bom e do mau passivo. A dívida não vai desaparecer de um dia para o outro, e vamos ter que conviver com ela, e o grande problema nem está nos juros (cerca 17M) que ela custa, pois até aí a SAD tem conseguido que as suas contas  encaixem anualmente esse custo, continuando a manter resultados financeiros positivos de forma consistente.

Mas voltando ao mau passivo, que atingiu um valor da ordem dos 125M, e que foi fruto dos resultados negativos acumulados de vários anos, e cujos défices foram financiados recorrendo a dívida bancária (capitais alheios), e que tiveram como consequência ter descapitalizado a SAD em igual montante, pois os "donos" da SAD (clube com 64%, investidores conhecidos com 21% e sócios com 15%) para além da capitalização inicial, nunca foram chamados a reforçar o capital, de modo a colmatar as insuficiências de capital.

Ora este mau passivo que anda hoje na ordem dos 90M, sendo expectável que no fecho deste exercício possa vir abaixo dos 70M e tender para zero nos próximos anos, caso a SAD continue a ter resultados positivos sustentáveis.

Se isto acontecer, a SAD vai gerar excedentes financeiros que lhe vão permitir de forma paulatina reduzir a dívida financeira (e consequentes custos) sem que haja ruturas de tesouraria e sem por em risco a política de  investimento nas suas equipas de futebol, que são o "core" do seu negócio, e que sem isso não haverá  o aumento das receitas (incluindo vendas de atletas) e as tão importantes vitórias desportivas que todos desejamos.


CitriC

  • Eusébio
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  • 22 de Abril de 2017, 14:19
trocar divida por divida, vai permitir reduzir encargos no imediato.

mas o caminho que deviamos seguir não deveria ser reduzir divida?

As duas estão a ser realizadas.
 E como não se pode reduzir a dívida de um dia para o outro ou mesmo de uma época para a outra, o melhor é ir gerindo a dívida da melhor maneira possível.