País
Portugal

Artur Correia

Nome completo
Artur Manuel Soares Correia
Naturalidade
Lisboa
Data de nascimento
1950-04-18
Data de morte
2016-07-25
Periodo no Benfica

1971 - 1977

First match

FC Porto 1 x 3 SL Benfica

Domingo, Setembro 12, 1971 - 00:00

Estádio do Futebol Clube do Porto (Antas ,

SL Benfica: José Henrique, Humberto Coelho, Artur Correia, Malta da Silva, Rui Rodrigues, Adolfo, Jaime Graça, Simões (Messias [70m]) (Messias [70m]), Nené, Artur Jorge, Eusébio
Treinador: Jimmy Hagan
Golos: Artur Jorge (86), Eusébio (49), Eusébio (52)

Último jogo

Atlético CP 0 x 2 SL Benfica

Domingo, Maio 29, 1977 - 00:00

Estádio da Tapadinha ,

SL Benfica: Bento, Eurico Gomes, Pietra, Alhinho, Artur Correia, Shéu (Romeu [85m]) (José Domingos [85m]) (Romeu [85m]) (José Domingos [85m]), Vítor Martins, José Luís, Chalana, Nené, Nelinho
Treinador: John Mortimore
Golos: Vítor Martins (42), Nené (72)

19195 - Tópico: Artur Correia, o Ruço  (Lida 23303 vezes)

Manuel Costa

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  • 10 de Agosto de 2007, 06:56


Nome Completo: ARTUR Manuel Soares CORREIA
Posição: Defesa Direito
Nacionalidade: Português (Internacional A)
Data de Nascimento: 18-04-1950
Data de Falecimento: 25-07-2016
Número da Camisola: 2
Pé Preferido: Direito


Épocas ao serviço do Benfica: 6
Total de Jogos pelo Benfica: 159
Total de Golos pelo Benfica: 3
Títulos pelo Benfica:
5 Campeonatos Nacionais (1971/72, 1972/73, 1974/75, 1975/76, 1976/77)
1 Taça de Portugal (1971/72)


1971/1972
Jogos: 38

Golos: 1 (1 na Liga)

1972/1973
Jogos: 10

Golos: 0

1973/1974
Jogos: 32
Golos: 1 (1 na Liga)

1974/1975
Jogos: 32
Golos: 1 (1 na Liga)

1975/1976
Jogos: 31
Golos: 0

1976/1977
Jogos: 16
Golos: 0
« Última modificação: 25 de Julho de 2016, 16:15 por Shoky »

Bola7

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  • Perdido no limbo do serbenf
  • 10 de Agosto de 2007, 09:38
Artur Manuel Soares Correia. Lisboa. 18 de Abril de 1950. Defesa.
Épocas no Benfica: 6 (71/77). Jogos: 160. Golos: 3. Títulos: 5 (Campeonato Nacional), 1 (Taças de Portugal).
Outros Clubes: Académica, Sporting e Tea Men (EUA). Internacionalizações: 35.




Equipa 1972/1973

Tinha por código o principio sagrado mesmo, não torcer, antes quebrar. Dai que fosse alegria vê-lo em acção. O Artur, o Ruço, era fulgente. Aos confins de si próprio ia buscar sempre um fôlego mais, um fôlego derradeiro, que poderia valer o desarme providencial, a recuperação da bola, o passe decisivo, o golo. Para ele, só valia jogar nos limites, assim como quem desafia, em permanência, as leis da natureza.

Foi sempre um inconformado. Começou a ponta-de-lança e virou lateral-direito, com curtas passagens pelo meio-campo. Talvez por isso, gostava de se estender, de subir na relva, ao encontro porventura da origem. Quis sempre provar que por mais encostado que estivesse na linha, nem por isso deixava de ser um construtor, sem embargo das dominantes preocupações defensivas. Ao seu tempo, os críticos teciam loas ao “lateral moderno”.

Assim foi Artur. “Provavelmente, o melhor da Europa”, sentenciou Kovacs, mais que reputado técnico, vivia-se em 1972.

Ainda garoto e sem cabelo à beatle, começou a carreira no Futebol Benfica. Principiante e juvenil foi. Para o outro Benfica, o seu Benfica, logo se transferiu. Num ano de júnior, um Campeonato Nacional, com Humberto Coelho, Vítor Martins e Nené. O apelo da medicina fê-lo ingressar, depois, na Académica. Três grandes anos em Coimbra, não nos livros, mas na bola. Futebolista profissional seria, médico nunca mais. E Coimbra foi mesmo uma lição. Com Rui Rodrigues, Alhinho, Gervásio, os irmãos Campos, Manuel António, com bons treinadores, Artur continuou a progredir.

Estranho seria o Benfica não tentar o retorno. Foi o que fez. No verão de 71, triunfante, irrompeu pelo átrio principal da Luz. Sentia-se um jogador a valer, nos quadros estava de uma das melhores formações da Europa. Logo se impôs. Sem surpresa. Era, segundo Vítor Santos, “Artur, a alegria do jogo. Artur, o nervo do jogo. Artur, a classe do jogo. Artur, a serenidade do jogo. Artur, o símbolo do antimarcenarismo do jogo”.

No Benfica, durante seis anos, só deixou fugir um Campeonato. Eram os tempos em que a gigantesca mancha vermelha, intensa também, reluzia em todos os parques da bola. Na conta pessoal de Artur, em 124 partidas para o Nacional, apenas dez vezes perdeu. Notável!


Artur, à direita carregando o troféu do Torneio Ramon Carranza ganho pelo Benfica em 1971/72

A nível externo, da mesma forma, não deixou créditos por…..pés alheios. Interpretou algumas exibições memoráveis. Por um triz não jogou uma final do Campeões. Responsabilidade do Ajax, por essa altura comummente considerada a melhor esquadra europeia.

Na Selecção Nacional, pontificou no seu posto, desde Maio de 1972, mês da estreia, frente ao Chipre. Marcou presença na Minicopa do Brasil, justificando gabos da exigente e algo sobranceira imprensa brasileira. Por cá, o escritor Mário Zambujal confessava que “o que sempre mais admirei no Artur foi justamente essa personalidade do espírito de júnior. A experiência refinou as suas técnicas, aprimorou-lhe o sentido do lugar, da intercepção, do desarme, do passe. Mas no seu retrato de jogador prevalece sempre a imagem do rapaz encantado por jogar à bola”.

Na última época em que serviu o Benfica, Artur carregou a cruz de uma lesão. Pleurisia era. Estava em final de contrato e nada lestos foram os responsáveis benfiquista. Esperou com impaciência. De peito aberto, esperou…..sentado. Mudou-se para o outro lado da avenida, decerto com amargura. A mesma amargura com que, incrédulos, ficaram os adeptos encarnados. Tal como Pinhão poderiam dizer nesse momento que ele “jogava-dava-e-levava, quem vai à guerra, já sabe, e era mesmo um jogador de briga, à moda antiga, ai que saudades, ai, ai!....”.

Fizeram-no sócio do Benfica, tinha apenas um ano de idade, ainda não sabia quem era. “O emblema de ouro não fui receber, porque à coisas com que não concordo”. E quem lhe poderá levar a mal? Foi sempre assim o Artur. Irreverente, inconformado.

Extra, Artur e o Benfiquismo:

Artur, tem histórias deliciosas como aquela de em Alvalade, ao intervalo perguntar sempre ao policia de serviço qual o resultado do Benfica, ou numa das suas raras visitas à Luz, de verde, chamar de "malandro benfiquista" ao árbitro que marcou 1 penalty sobre Chalana e este responder "não sou mais do que tu", e ele " é verdade mas eu ao menos tento disfarçar". Artur o Ruço.



Tópico: Memorial Benfica, Glórias
Autor: Ednilson
Link: http://www.serbenfiquista.com/forum/index.php?topic=22362.15
« Última modificação: 06 de Novembro de 2010, 02:18 por Shoky »

Corrosivo

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  • 10 de Agosto de 2007, 09:57
Grande Russo.....

Não sei se vem nessa entrevista, mas uma vez o gajo manda uma pera num adversário que teve uma entrada violenta sobre o Eusébio.

Havia no clube quem o quisesse castigar, mas o Presidente Borges Coutinho disse que não ia nada ser castigado porque tinha sido um murro à Benfica  :slb2:

_No20_

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  • 24 de Agosto de 2007, 20:39
« O episódio com Paulo Emílio »     
          
     

«Quando cheguei ao Sporting, o treinador era um brasileiro que apareceu por aí e saiu logo em Dezembro, o Paulo Emílio. Certo dia, fomos jogar ao norte, estava o Riopele na primeira divisão, e ele, o treinador, quis levar a mulher a conhecer o norte do país. No Riopele jogava o Piruta, que era terrível… durinho. Na manhã do jogo, o treinador não apareceu. Almoçámos e o treinador… nada. Fomos para o jogo, e o treinador… nada. O José Marques, que era o chefe do Departamento de Futebol, disse-me “ó Artur, orienta lá isso”. Ao intervalo, estávamos a perder 1-0. No intervalo, fiz duas substituições e acabámos o jogo a ganhar 3-1. No final do jogo, apareceu o treinador com uma conversa do género “Não há problema, eu sabia que vocês ganhavam”. Fez uma brincadeira igual na Madeira. Acabou por sair por alturas do Natal.»

 :2funny: :2funny: :2funny: :2funny: LOLADA só mm nos lagartos!!

_No20_

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  • 24 de Agosto de 2007, 20:42
Quanto à Académica, lembra-se particularmente de um árbitro, o pai do Paulo Paraty, que detestava de tal forma a Briosa que acabava por arranjar sempre maneira de a fazer perder. E, por estranha ‘coincidência’, apitava sempre que a Académica ia jogar ao Minho. :police:

slbenfica_croft

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  • 14 de Agosto de 2008, 17:40
o Russo é mais um k foi esquecido por diversas direcções, mal tratado por algumas e tb esquecido pela federação, e mesmo assim continua a vibrar e a sofrer pelo BENFICA.

Sabem porque???Porque antes de ser jogador do clube era adepto e por isso consegue fazer a distinção...

jogou nos lagartos???é verdade, mas os tempos eram outros, tempos em k era bem mais aceitavel um jogador pensar em dinheiro, visto k não ganhavam mto...hoje é k me choca um gajo qualquer trocar um clube k lhe da milhoe spor outro k lhe oferece um bocado mais...

O Russo nunca esqueceu as suas origens e é assim k deve ser. Merece o respeito e a admiração de todos nós...até dos lagartos deveria merecer esse respeito.

Está aki no topico de "Imortais" e assenta-lhe mto bem...

Um bem haja ao Russo.
« Última modificação: 21 de Setembro de 2011, 01:09 por slbenfica_croft »

Elvis the Pelvis

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  • 14 de Agosto de 2008, 20:19
Não o vi jogar, mas falam muito bem dele. Tinha a mística benfiquista e isso já é muito.

ednilson

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  • Luis Filipe Vieira e os 83%
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  • 14 de Agosto de 2008, 21:31
esta parte é deliciosa:

Extra, Artur e o Benfiquismo:

Artur, tem histórias deliciosas como aquela de em Alvalade, ao intervalo perguntar sempre ao policia de serviço qual o resultado do Benfica, ou numa das suas raras visitas à Luz, de verde, chamar de "malandro benfiquista" ao árbitro que marcou 1 penalty sobre Chalana e este responder "não sou mais do que tu", e ele " é verdade mas eu ao menos tento disfarçar". Artur o Ruço.

Shoky

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  • 15 de Agosto de 2008, 00:59
Um jogador à Benfica, que tem histórias deliciosas...

Odracir

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  • Um jogador que prova que a parte mental é importante.
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  • 25 de Agosto de 2008, 11:28
ele daqui a pouco vai ser entrevistado pelo Goucha na Tvi  :estrelas:

Shoky

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  • 12 de Março de 2009, 20:58
Para que não restem duvidas que o "Ruço" é Imortal!

Chelas

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  • 07 de Junho de 2009, 18:48
o meu pai é muito amigo do Artur infelizmente a sua saúde nao é a melhor devido a uma trombose mas é uma excelente pessoa k ama o benfica e deu muito ao nosso clube

pcssousa

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  • 07 de Junho de 2009, 20:50
O Ruço é sócio do Benfica desde que nasceu! Sabem porque foi para o Sporting? Foi desrespeitado pela direcção do Benfica que queria renovar com ele por menos do que aquilo que ele já ganhava... resultado ele avisou que assim sendo iria para o Sporting pois tinha uma boa proposta de lá, ao que o presidente respondeu: "não vais nada que tu és Benfiquista", pois que mais poderia o nosso Artur fazer? Já com a camisola lagarta vestida uma história engraçada: O Artur estava a marcar o Chalana e deu-lhe uma cacetada, o árbitro de pronto lhe mostrou um amarelo, ora o Artur virou-se para o arbitro e gritou: "Benfiquista!", ao que o árbitro lhe respondeu: "até posso ser, mas de certeza que não sou mais que tu!"

quinas1139

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  • 07 de Julho de 2009, 17:34
ARTUR

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Nome Completo: Artur Manuel Soares Correia
Alcunha: O Ruço
Nacionalidade: Portuguesa
Local de Nascimento: Rua dos Mouros / Bairro Alto - Portugal
Data de Nascimento: 18 de Abril de 1950
Posição: Defesa-Direito
 
Texto - Memorial Benfica, Glórias
 
Artur Manuel Soares Correia
Lisboa, 18 de Abril de 1950
Defesa
Épocas no Benfica: 6 (71/77)
Jogos: 160
Golos: 3
Títulos: 5 (Campeonato Nacional), 1 (Taças de Portugal)
Outros Clubes: Académica, Sporting e Tea Men (EUA). Internacionalizações: 35
 
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Equipa 1972/1973
Tinha por código o principio sagrado mesmo, não torcer, antes quebrar. Dai que fosse alegria vê-lo em acção. O Artur, o Ruço, era fulgente. Aos confins de si próprio ia buscar sempre um fôlego mais, um fôlego derradeiro, que poderia valer o desarme providencial, a recuperação da bola, o passe decisivo, o golo. Para ele, só valia jogar nos limites, assim como quem desafia, em permanência, as leis da natureza.

Foi sempre um inconformado. Começou a ponta-de-lança e virou lateral-direito, com curtas passagens pelo meio-campo. Talvez por isso, gostava de se estender, de subir na relva, ao encontro porventura da origem. Quis sempre provar que por mais encostado que estivesse na linha, nem por isso deixava de ser um construtor, sem embargo das dominantes preocupações defensivas. Ao seu tempo, os críticos teciam loas ao “lateral moderno”.

Assim foi Artur. “Provavelmente, o melhor da Europa”, sentenciou Kovacs, mais que reputado técnico, vivia-se em 1972.

Ainda garoto e sem cabelo à beatle, começou a carreira no Futebol Benfica. Principiante e juvenil foi. Para o outro Benfica, o seu Benfica, logo se transferiu. Num ano de júnior, um Campeonato Nacional, com Humberto Coelho, Vítor Martins e Nené. O apelo da medicina fê-lo ingressar, depois, na Académica. Três grandes anos em Coimbra, não nos livros, mas na bola. Futebolista profissional seria, médico nunca mais. E Coimbra foi mesmo uma lição. Com Rui Rodrigues, Alhinho, Gervásio, os irmãos Campos, Manuel António, com bons treinadores, Artur continuou a progredir.

Estranho seria o Benfica não tentar o retorno. Foi o que fez. No verão de 71, triunfante, irrompeu pelo átrio principal da Luz. Sentia-se um jogador a valer, nos quadros estava de uma das melhores formações da Europa. Logo se impôs. Sem surpresa. Era, segundo Vítor Santos, “Artur, a alegria do jogo. Artur, o nervo do jogo. Artur, a classe do jogo. Artur, a serenidade do jogo. Artur, o símbolo do antimarcenarismo do jogo”.

No Benfica, durante seis anos, só deixou fugir um Campeonato. Eram os tempos em que a gigantesca mancha vermelha, intensa também, reluzia em todos os parques da bola. Na conta pessoal de Artur, em 124 partidas para o Nacional, apenas dez vezes perdeu. Notável!

 
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Artur, à direita carregando o troféu do Torneio Ramon Carranza ganho pelo Benfica em 1971/72

A nível externo, da mesma forma, não deixou créditos por…..pés alheios. Interpretou algumas exibições memoráveis. Por um triz não jogou uma final do Campeões. Responsabilidade do Ajax, por essa altura comummente considerada a melhor esquadra europeia.

Na Selecção Nacional, pontificou no seu posto, desde Maio de 1972, mês da estreia, frente ao Chipre. Marcou presença na Minicopa do Brasil, justificando gabos da exigente e algo sobranceira imprensa brasileira. Por cá, o escritor Mário Zambujal confessava que “o que sempre mais admirei no Artur foi justamente essa personalidade do espírito de júnior. A experiência refinou as suas técnicas, aprimorou-lhe o sentido do lugar, da intercepção, do desarme, do passe. Mas no seu retrato de jogador prevalece sempre a imagem do rapaz encantado por jogar à bola”.

Na última época em que serviu o Benfica, Artur carregou a cruz de uma lesão. Pleurisia era. Estava em final de contrato e nada lestos foram os responsáveis benfiquista. Esperou com impaciência. De peito aberto, esperou…..sentado. Mudou-se para o outro lado da avenida, decerto com amargura. A mesma amargura com que, incrédulos, ficaram os adeptos encarnados. Tal como Pinhão poderiam dizer nesse momento que ele “jogava-dava-e-levava, quem vai à guerra, já sabe, e era mesmo um jogador de briga, à moda antiga, ai que saudades, ai, ai!....”.

Fizeram-no sócio do Benfica, tinha apenas um ano de idade, ainda não sabia quem era. “O emblema de ouro não fui receber, porque à coisas com que não concordo”. E quem lhe poderá levar a mal? Foi sempre assim o Artur. Irreverente, inconformado.

Extra, Artur e o Benfiquismo:

Artur, tem histórias deliciosas como aquela de em Alvalade, ao intervalo perguntar sempre ao policia de serviço qual o resultado do Benfica, ou numa das suas raras visitas à Luz, de verde, chamar de "malandro benfiquista" ao árbitro que marcou 1 penalty sobre Chalana e este responder "não sou mais do que tu", e ele " é verdade mas eu ao menos tento disfarçar". Artur o Ruço.

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Golden

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  • 13 de Julho de 2009, 05:57
Uma glória e um benfiquista como poucos.

O seu benfiquismo era tão grande, que qd jogava no sporting, ao intervalo perguntava sp como estava o glorioso
:pray: