(http://www.abload.de/img/arturcorreiajvabb.jpg)
Nome Completo: ARTUR Manuel Soares CORREIA
Posição: Defesa Direito
Nacionalidade: Português (Internacional A)
Data de Nascimento: 18-04-1950
Data de Falecimento: 25-07-2016
Número da Camisola: 2
Pé Preferido: Direito
Épocas ao serviço do Benfica: 6
Total de Jogos pelo Benfica: 159
Total de Golos pelo Benfica: 3
Títulos pelo Benfica:
5 Campeonatos Nacionais (1971/72, 1972/73, 1974/75, 1975/76, 1976/77)
1 Taça de Portugal (1971/72)
1971/1972
Jogos: 38
Golos: 1 (1 na Liga)
1972/1973
Jogos: 10
Golos: 0
1973/1974
Jogos: 32
Golos: 1 (1 na Liga)
1974/1975
Jogos: 32
Golos: 1 (1 na Liga)
1975/1976
Jogos: 31
Golos: 0
1976/1977
Jogos: 16
Golos: 0
Artur Manuel Soares Correia. Lisboa. 18 de Abril de 1950. Defesa.
Épocas no Benfica: 6 (71/77). Jogos: 160. Golos: 3. Títulos: 5 (Campeonato Nacional), 1 (Taças de Portugal).
Outros Clubes: Académica, Sporting e Tea Men (EUA). Internacionalizações: 35.
(http://img119.imageshack.us/img119/3449/arturcorreia3ij5.jpg)
(http://img210.imageshack.us/img210/9595/benfica19721973cu1.jpg)
Equipa 1972/1973
Tinha por código o principio sagrado mesmo, não torcer, antes quebrar. Dai que fosse alegria vê-lo em acção. O Artur, o Ruço, era fulgente. Aos confins de si próprio ia buscar sempre um fôlego mais, um fôlego derradeiro, que poderia valer o desarme providencial, a recuperação da bola, o passe decisivo, o golo. Para ele, só valia jogar nos limites, assim como quem desafia, em permanência, as leis da natureza.
Foi sempre um inconformado. Começou a ponta-de-lança e virou lateral-direito, com curtas passagens pelo meio-campo. Talvez por isso, gostava de se estender, de subir na relva, ao encontro porventura da origem. Quis sempre provar que por mais encostado que estivesse na linha, nem por isso deixava de ser um construtor, sem embargo das dominantes preocupações defensivas. Ao seu tempo, os críticos teciam loas ao "lateral moderno".
Assim foi Artur. "Provavelmente, o melhor da Europa", sentenciou Kovacs, mais que reputado técnico, vivia-se em 1972.
Ainda garoto e sem cabelo à beatle, começou a carreira no Futebol Benfica. Principiante e juvenil foi. Para o outro Benfica, o seu Benfica, logo se transferiu. Num ano de júnior, um Campeonato Nacional, com Humberto Coelho, Vítor Martins e Nené. O apelo da medicina fê-lo ingressar, depois, na Académica. Três grandes anos em Coimbra, não nos livros, mas na bola. Futebolista profissional seria, médico nunca mais. E Coimbra foi mesmo uma lição. Com Rui Rodrigues, Alhinho, Gervásio, os irmãos Campos, Manuel António, com bons treinadores, Artur continuou a progredir.
Estranho seria o Benfica não tentar o retorno. Foi o que fez. No verão de 71, triunfante, irrompeu pelo átrio principal da Luz. Sentia-se um jogador a valer, nos quadros estava de uma das melhores formações da Europa. Logo se impôs. Sem surpresa. Era, segundo Vítor Santos, "Artur, a alegria do jogo. Artur, o nervo do jogo. Artur, a classe do jogo. Artur, a serenidade do jogo. Artur, o símbolo do antimarcenarismo do jogo".
No Benfica, durante seis anos, só deixou fugir um Campeonato. Eram os tempos em que a gigantesca mancha vermelha, intensa também, reluzia em todos os parques da bola. Na conta pessoal de Artur, em 124 partidas para o Nacional, apenas dez vezes perdeu. Notável!
(http://img210.imageshack.us/img210/4977/ramoncarranza7171pz8.jpg)
Artur, à direita carregando o troféu do Torneio Ramon Carranza ganho pelo Benfica em 1971/72
A nível externo, da mesma forma, não deixou créditos por.....pés alheios. Interpretou algumas exibições memoráveis. Por um triz não jogou uma final do Campeões. Responsabilidade do Ajax, por essa altura comummente considerada a melhor esquadra europeia.
Na Selecção Nacional, pontificou no seu posto, desde Maio de 1972, mês da estreia, frente ao Chipre. Marcou presença na Minicopa do Brasil, justificando gabos da exigente e algo sobranceira imprensa brasileira. Por cá, o escritor Mário Zambujal confessava que "o que sempre mais admirei no Artur foi justamente essa personalidade do espírito de júnior. A experiência refinou as suas técnicas, aprimorou-lhe o sentido do lugar, da intercepção, do desarme, do passe. Mas no seu retrato de jogador prevalece sempre a imagem do rapaz encantado por jogar à bola".
Na última época em que serviu o Benfica, Artur carregou a cruz de uma lesão. Pleurisia era. Estava em final de contrato e nada lestos foram os responsáveis benfiquista. Esperou com impaciência. De peito aberto, esperou.....sentado. Mudou-se para o outro lado da avenida, decerto com amargura. A mesma amargura com que, incrédulos, ficaram os adeptos encarnados. Tal como Pinhão poderiam dizer nesse momento que ele "jogava-dava-e-levava, quem vai à guerra, já sabe, e era mesmo um jogador de briga, à moda antiga, ai que saudades, ai, ai!....".
Fizeram-no sócio do Benfica, tinha apenas um ano de idade, ainda não sabia quem era. "O emblema de ouro não fui receber, porque à coisas com que não concordo". E quem lhe poderá levar a mal? Foi sempre assim o Artur. Irreverente, inconformado.
Extra, Artur e o Benfiquismo:
Artur, tem histórias deliciosas como aquela de em Alvalade, ao intervalo perguntar sempre ao policia de serviço qual o resultado do Benfica, ou numa das suas raras visitas à Luz, de verde, chamar de "malandro benfiquista" ao árbitro que marcou 1 penalty sobre Chalana e este responder "não sou mais do que tu", e ele " é verdade mas eu ao menos tento disfarçar". Artur o Ruço.
Tópico: Memorial Benfica, Glórias
Autor: Ednilson
Link: http://www.serbenfiquista.com/forum/index.php?topic=22362.15
Grande Russo.....
Não sei se vem nessa entrevista, mas uma vez o gajo manda uma pera num adversário que teve uma entrada violenta sobre o Eusébio.
Havia no clube quem o quisesse castigar, mas o Presidente Borges Coutinho disse que não ia nada ser castigado porque tinha sido um murro à Benfica :slb2:
« O episódio com Paulo Emílio »
«Quando cheguei ao Sporting, o treinador era um brasileiro que apareceu por aí e saiu logo em Dezembro, o Paulo Emílio. Certo dia, fomos jogar ao norte, estava o Riopele na primeira divisão, e ele, o treinador, quis levar a mulher a conhecer o norte do país. No Riopele jogava o Piruta, que era terrível... durinho. Na manhã do jogo, o treinador não apareceu. Almoçámos e o treinador... nada. Fomos para o jogo, e o treinador... nada. O José Marques, que era o chefe do Departamento de Futebol, disse-me "ó Artur, orienta lá isso". Ao intervalo, estávamos a perder 1-0. No intervalo, fiz duas substituições e acabámos o jogo a ganhar 3-1. No final do jogo, apareceu o treinador com uma conversa do género "Não há problema, eu sabia que vocês ganhavam". Fez uma brincadeira igual na Madeira. Acabou por sair por alturas do Natal.»
:2funny: :2funny: :2funny: :2funny: LOLADA só mm nos lagartos!!
Quanto à Académica, lembra-se particularmente de um árbitro, o pai do Paulo Paraty, que detestava de tal forma a Briosa que acabava por arranjar sempre maneira de a fazer perder. E, por estranha 'coincidência', apitava sempre que a Académica ia jogar ao Minho. :police:
o Russo é mais um k foi esquecido por diversas direcções, mal tratado por algumas e tb esquecido pela federação, e mesmo assim continua a vibrar e a sofrer pelo BENFICA.
Sabem porque???Porque antes de ser jogador do clube era adepto e por isso consegue fazer a distinção...
jogou nos lagartos???é verdade, mas os tempos eram outros, tempos em k era bem mais aceitavel um jogador pensar em dinheiro, visto k não ganhavam mto...hoje é k me choca um gajo qualquer trocar um clube k lhe da milhoe spor outro k lhe oferece um bocado mais...
O Russo nunca esqueceu as suas origens e é assim k deve ser. Merece o respeito e a admiração de todos nós...até dos lagartos deveria merecer esse respeito.
Está aki no topico de "Imortais" e assenta-lhe mto bem...
Um bem haja ao Russo.
Não o vi jogar, mas falam muito bem dele. Tinha a mística benfiquista e isso já é muito.
esta parte é deliciosa:
Extra, Artur e o Benfiquismo:
Artur, tem histórias deliciosas como aquela de em Alvalade, ao intervalo perguntar sempre ao policia de serviço qual o resultado do Benfica, ou numa das suas raras visitas à Luz, de verde, chamar de "malandro benfiquista" ao árbitro que marcou 1 penalty sobre Chalana e este responder "não sou mais do que tu", e ele " é verdade mas eu ao menos tento disfarçar". Artur o Ruço.
Um jogador à Benfica, que tem histórias deliciosas...
ele daqui a pouco vai ser entrevistado pelo Goucha na Tvi :estrelas:
Para que não restem duvidas que o "Ruço" é Imortal!
o meu pai é muito amigo do Artur infelizmente a sua saúde nao é a melhor devido a uma trombose mas é uma excelente pessoa k ama o benfica e deu muito ao nosso clube
O Ruço é sócio do Benfica desde que nasceu! Sabem porque foi para o Sporting? Foi desrespeitado pela direcção do Benfica que queria renovar com ele por menos do que aquilo que ele já ganhava... resultado ele avisou que assim sendo iria para o Sporting pois tinha uma boa proposta de lá, ao que o presidente respondeu: "não vais nada que tu és Benfiquista", pois que mais poderia o nosso Artur fazer? Já com a camisola lagarta vestida uma história engraçada: O Artur estava a marcar o Chalana e deu-lhe uma cacetada, o árbitro de pronto lhe mostrou um amarelo, ora o Artur virou-se para o arbitro e gritou: "Benfiquista!", ao que o árbitro lhe respondeu: "até posso ser, mas de certeza que não sou mais que tu!"
ARTUR
(http://bp0.blogger.com/_4nTdjjwwT3U/RxfbvvVJjAI/AAAAAAAABT8/88pO_bKOKD8/s400/221.jpg)
Nome Completo: Artur Manuel Soares Correia
Alcunha: O Ruço
Nacionalidade: Portuguesa
Local de Nascimento: Rua dos Mouros / Bairro Alto - Portugal
Data de Nascimento: 18 de Abril de 1950
Posição: Defesa-Direito
Texto - Memorial Benfica, Glórias
Artur Manuel Soares Correia
Lisboa, 18 de Abril de 1950
Defesa
Épocas no Benfica: 6 (71/77)
Jogos: 160
Golos: 3
Títulos: 5 (Campeonato Nacional), 1 (Taças de Portugal)
Outros Clubes: Académica, Sporting e Tea Men (EUA). Internacionalizações: 35
(http://www.portuguesefootballmemories.com/Benfica%20League%20Winners.jpg)
Equipa 1972/1973
Tinha por código o principio sagrado mesmo, não torcer, antes quebrar. Dai que fosse alegria vê-lo em acção. O Artur, o Ruço, era fulgente. Aos confins de si próprio ia buscar sempre um fôlego mais, um fôlego derradeiro, que poderia valer o desarme providencial, a recuperação da bola, o passe decisivo, o golo. Para ele, só valia jogar nos limites, assim como quem desafia, em permanência, as leis da natureza.
Foi sempre um inconformado. Começou a ponta-de-lança e virou lateral-direito, com curtas passagens pelo meio-campo. Talvez por isso, gostava de se estender, de subir na relva, ao encontro porventura da origem. Quis sempre provar que por mais encostado que estivesse na linha, nem por isso deixava de ser um construtor, sem embargo das dominantes preocupações defensivas. Ao seu tempo, os críticos teciam loas ao "lateral moderno".
Assim foi Artur. "Provavelmente, o melhor da Europa", sentenciou Kovacs, mais que reputado técnico, vivia-se em 1972.
Ainda garoto e sem cabelo à beatle, começou a carreira no Futebol Benfica. Principiante e juvenil foi. Para o outro Benfica, o seu Benfica, logo se transferiu. Num ano de júnior, um Campeonato Nacional, com Humberto Coelho, Vítor Martins e Nené. O apelo da medicina fê-lo ingressar, depois, na Académica. Três grandes anos em Coimbra, não nos livros, mas na bola. Futebolista profissional seria, médico nunca mais. E Coimbra foi mesmo uma lição. Com Rui Rodrigues, Alhinho, Gervásio, os irmãos Campos, Manuel António, com bons treinadores, Artur continuou a progredir.
Estranho seria o Benfica não tentar o retorno. Foi o que fez. No verão de 71, triunfante, irrompeu pelo átrio principal da Luz. Sentia-se um jogador a valer, nos quadros estava de uma das melhores formações da Europa. Logo se impôs. Sem surpresa. Era, segundo Vítor Santos, "Artur, a alegria do jogo. Artur, o nervo do jogo. Artur, a classe do jogo. Artur, a serenidade do jogo. Artur, o símbolo do antimarcenarismo do jogo".
No Benfica, durante seis anos, só deixou fugir um Campeonato. Eram os tempos em que a gigantesca mancha vermelha, intensa também, reluzia em todos os parques da bola. Na conta pessoal de Artur, em 124 partidas para o Nacional, apenas dez vezes perdeu. Notável!
(http://img210.imageshack.us/img210/4977/ramoncarranza7171pz8.jpg)
Artur, à direita carregando o troféu do Torneio Ramon Carranza ganho pelo Benfica em 1971/72
A nível externo, da mesma forma, não deixou créditos por.....pés alheios. Interpretou algumas exibições memoráveis. Por um triz não jogou uma final do Campeões. Responsabilidade do Ajax, por essa altura comummente considerada a melhor esquadra europeia.
Na Selecção Nacional, pontificou no seu posto, desde Maio de 1972, mês da estreia, frente ao Chipre. Marcou presença na Minicopa do Brasil, justificando gabos da exigente e algo sobranceira imprensa brasileira. Por cá, o escritor Mário Zambujal confessava que "o que sempre mais admirei no Artur foi justamente essa personalidade do espírito de júnior. A experiência refinou as suas técnicas, aprimorou-lhe o sentido do lugar, da intercepção, do desarme, do passe. Mas no seu retrato de jogador prevalece sempre a imagem do rapaz encantado por jogar à bola".
Na última época em que serviu o Benfica, Artur carregou a cruz de uma lesão. Pleurisia era. Estava em final de contrato e nada lestos foram os responsáveis benfiquista. Esperou com impaciência. De peito aberto, esperou.....sentado. Mudou-se para o outro lado da avenida, decerto com amargura. A mesma amargura com que, incrédulos, ficaram os adeptos encarnados. Tal como Pinhão poderiam dizer nesse momento que ele "jogava-dava-e-levava, quem vai à guerra, já sabe, e era mesmo um jogador de briga, à moda antiga, ai que saudades, ai, ai!....".
Fizeram-no sócio do Benfica, tinha apenas um ano de idade, ainda não sabia quem era. "O emblema de ouro não fui receber, porque à coisas com que não concordo". E quem lhe poderá levar a mal? Foi sempre assim o Artur. Irreverente, inconformado.
Extra, Artur e o Benfiquismo:Artur, tem histórias deliciosas como aquela de em Alvalade, ao intervalo perguntar sempre ao policia de serviço qual o resultado do Benfica, ou numa das suas raras visitas à Luz, de verde, chamar de "malandro benfiquista" ao árbitro que marcou 1 penalty sobre Chalana e este responder "não sou mais do que tu", e ele " é verdade mas eu ao menos tento disfarçar". Artur o Ruço.
(http://www.portuguesefootballmemories.com/capa%202.28.04.bmp)
Uma glória e um benfiquista como poucos.
O seu benfiquismo era tão grande, que qd jogava no sporting, ao intervalo perguntava sp como estava o glorioso :pray:
Actualizado! :)
está agora a dar na Sic :)
Bonita a homenagem que a SIC lhe está a prestar... É um deleite ouvi-lo falar do Benfica
O Artur foi um jogador de grande raça e parecia que jogava a vida em cada lance em que intervinha! No entanto, não se pense que era pouco dotado técnicamente, antes pelo contrário. Apareceu na 1ª equipa do Benfica quando surgia no Mundo o denominado «futebol total», criado pela super-equipa do Ajax, também usado pelo Feyennord e claro, pela selecção Holandesa, a célebre «laranja mecânica».
No Benfica, os laterais fácilmente adoptaram a filosofia do futebol total, e passaram a subir à linha para cruzar e surgir em zona de remate, tal como faziam os Holandeses. Era inovador, porque até aí os defesas...defendiam, não atacavam. O Artur, tal como o seu parceiro da esquerda (Adolfo), eram duas «máquinas» que passavam o jogo inteiro a subir e a recuperar posição, pelos seus corredores. Tinha uns confrontos de fazer faísca com um extremo-esquerdo dos lagartos chamado Dinis, que também era fera, e mais tarde continuou a gerar dinamite com o lateral esquerdo do Sporting, um Brasileiro chamado Da Costa. Acabou por ir para o Sporting, e passou a ter duelos com o Chalana, mas esse não entrava em despique fisico com ele, mas punha o «ruço» doido atrás dele pelo campo todo.
Depois do AVC, um amigo meu que tinha terminado o curso de treinador, esteve a estagiar com ele no Atlético do Cacém, onde ele era treinador. Eu fui a alguns treinos e tive o prazer de falar com ele várias vezes, e vinhamos de boleia com ele para Lisboa no fim do treino. Era só rir com as histórias que contava, e algumas coisas que aqui vos tenho contado de outros jogadores, ouvi-as dele.
Hoje, continua salvo erro, no pelouro de Desporto da Câmara de Lisboa. Já não o vejo há uns anos.
um dos melhores entre os melhores, marcou uma grande geração, uma grande parte do nosso historial do nosso glorioso S.L.Benfica, foi talvez mesmo o nosso melhor defesa dessa grande altura, e claro foi sempre um grande benfiquista e é ainda uma grande referencia do nosso futebol. do nosso glorioso, S.L.Benfica.
Citação de: José Henriques em 24 de Novembro de 2009, 10:20
O Artur foi um jogador de grande raça e parecia que jogava a vida em cada lance em que intervinha! No entanto, não se pense que era pouco dotado técnicamente, antes pelo contrário. Apareceu na 1ª equipa do Benfica quando surgia no Mundo o denominado «futebol total», criado pela super-equipa do Ajax, também usado pelo Feyennord e claro, pela selecção Holandesa, a célebre «laranja mecânica».
No Benfica, os laterais fácilmente adoptaram a filosofia do futebol total, e passaram a subir à linha para cruzar e surgir em zona de remate, tal como faziam os Holandeses. Era inovador, porque até aí os defesas...defendiam, não atacavam. O Artur, tal como o seu parceiro da esquerda (Adolfo), eram duas «máquinas» que passavam o jogo inteiro a subir e a recuperar posição, pelos seus corredores. Tinha uns confrontos de fazer faísca com um extremo-esquerdo dos lagartos chamado Dinis, que também era fera, e mais tarde continuou a gerar dinamite com o lateral esquerdo do Sporting, um Brasileiro chamado Da Costa. Acabou por ir para o Sporting, e passou a ter duelos com o Chalana, mas esse não entrava em despique fisico com ele, mas punha o «ruço» doido atrás dele pelo campo todo.
Depois do AVC, um amigo meu que tinha terminado o curso de treinador, esteve a estagiar com ele no Atlético do Cacém, onde ele era treinador. Eu fui a alguns treinos e tive o prazer de falar com ele várias vezes, e vinhamos de boleia com ele para Lisboa no fim do treino. Era só rir com as histórias que contava, e algumas coisas que aqui vos tenho contado de outros jogadores, ouvi-as dele.
Hoje, continua salvo erro, no pelouro de Desporto da Câmara de Lisboa. Já não o vejo há uns anos.
penso que foi o Happel que o considerou como sendo o melhor lateral direito da europa... O0
«penso que foi o Happel que o considerou como sendo o melhor lateral direito da europa.»
A propósito do Hapel há uma história engraçada e que tem a ver com esta geração de jogadores do Benfica dos anos 70.
O tipo era treinador do Feyenoord e saiu-lhes o Benfica, salvo erro em 1971. Começou logo armado em papagaio a dar entrevistas a vários jornais Europeus (incluindo Portugueses), onde afirmava que o Benfica era uma equipa banal, que não o assustava. De lembrar que o Feyenoord nessa época era a par com o Ajax a melhor equipa da Europa. Um bocado ao estilo do Manchester United e o Chelsea, hoje em dia. Os dois do mesmo País e dois dos melhores Europeus.
Na época só Benfica e Bayern de Munique tinham andamento para jogar de igual para igual com eles, mas o Hapel dizia que não, que o Benfica era fraquito. Vem a 1ª mão lá na Holanda e o Benfica empata 0-0, o Hapel veio logo dizer que foi um golpe de sorte nosso, que um bom jogo sai a qualquer equipa e rebéubéu, pardais ao ninho. 15 dias depois, Estádio da Luz cheio, um ambiente de grande noite Europeia. Alta assobiadela para o Hapel quando veio fazer o aquecimento com os jogadores.
Começa ao jogo. O Benfica em furia para cima deles. Nem respiravam, defendiam de qualquer maneira e lá acaba por surgir o nosso golo. Até ao intervalo nada de novo. Na 2ª parte caímos novamente em cima dos Holandeses à procura do 2º e os gajos num contra ataque marádo, empatam! O Hapel aplaude de pé a equipa dele. O golo fora apurava-os! Na Luz estava tudo apreensivo, era muito injusto depois do que tinhamos feito.
De certeza que muitos daqui já ouviram falar de «20 minutos à Benfica»! Pois é, vem daí, desse dia. O Benfica sofreu o golo a meio da 2ª parte e partiu na mesma para cima deles. Faz o 2-1, o 3-1, o 4-1 e o 5-1, resultado final. 4 golos de Néné, que era então um jovem muito promissor. O ultimo golo festejou-o em frente ao Hapel, que nem sabia onde havia de se meter. O Estádio explodia em euforia e só se ouvia Benfica, Benfica, Benfica! Chorava-se...muito.
Desde esse dia Hapel passou a dizer que o Benfica era uma grande equipa e tinha os melhores jogadores da Europa! Mudou de opinião depois de 20 MINUTOS À BENFICA.
PS: Já me caíu uma lágrima ou duas enquanto escrevia isto. porra!
Citação de: José Henriques em 24 de Novembro de 2009, 12:20
«penso que foi o Happel que o considerou como sendo o melhor lateral direito da europa.»
...
PS: Já me caíu uma lágrima ou duas enquanto escrevia isto. porra!
Eu avisei no topico do Nené, que a tua forma se escrever nos faz (porque também vi muito) "re"VER os acontecimentos ao vivo enquanto se lê as tuas homenagens, a lágrima vem mesmo ao olho, é assim o BENFICA.
VIVA O BENFICA!!!
Citação de: lcferreira em 24 de Novembro de 2009, 12:51
Citação de: José Henriques em 24 de Novembro de 2009, 12:20
«penso que foi o Happel que o considerou como sendo o melhor lateral direito da europa.»
...
PS: Já me caíu uma lágrima ou duas enquanto escrevia isto. porra!
Eu avisei no topico do Nené, que a tua forma se escrever nos faz (porque também vi muito) "re"VER os acontecimentos ao vivo enquanto se lê as tuas homenagens, a lágrima vem mesmo ao olho, é assim o BENFICA.
VIVA O BENFICA!!!
Vem mesmo,porra! :cry2:
Citação de: José Henriques em 24 de Novembro de 2009, 12:20
«penso que foi o Happel que o considerou como sendo o melhor lateral direito da europa.»
A propósito do Hapel há uma história engraçada e que tem a ver com esta geração de jogadores do Benfica dos anos 70.
O tipo era treinador do Feyenoord e saiu-lhes o Benfica, salvo erro em 1971. Começou logo armado em papagaio a dar entrevistas a vários jornais Europeus (incluindo Portugueses), onde afirmava que o Benfica era uma equipa banal, que não o assustava. De lembrar que o Feyenoord nessa época era a par com o Ajax a melhor equipa da Europa. Um bocado ao estilo do Manchester United e o Chelsea, hoje em dia. Os dois do mesmo País e dois dos melhores Europeus.
Na época só Benfica e Bayern de Munique tinham andamento para jogar de igual para igual com eles, mas o Hapel dizia que não, que o Benfica era fraquito. Vem a 1ª mão lá na Holanda e o Benfica empata 0-0, o Hapel veio logo dizer que foi um golpe de sorte nosso, que um bom jogo sai a qualquer equipa e rebéubéu, pardais ao ninho. 15 dias depois, Estádio da Luz cheio, um ambiente de grande noite Europeia. Alta assobiadela para o Hapel quando veio fazer o aquecimento com os jogadores.
Começa ao jogo. O Benfica em furia para cima deles. Nem respiravam, defendiam de qualquer maneira e lá acaba por surgir o nosso golo. Até ao intervalo nada de novo. Na 2ª parte caímos novamente em cima dos Holandeses à procura do 2º e os gajos num contra ataque marádo, empatam! O Hapel aplaude de pé a equipa dele. O golo fora apurava-os! Na Luz estava tudo apreensivo, era muito injusto depois do que tinhamos feito.
De certeza que muitos daqui já ouviram falar de «20 minutos à Benfica»! Pois é, vem daí, desse dia. O Benfica sofreu o golo a meio da 2ª parte e partiu na mesma para cima deles. Faz o 2-1, o 3-1, o 4-1 e o 5-1, resultado final. 4 golos de Néné, que era então um jovem muito promissor. O ultimo golo festejou-o em frente ao Hapel, que nem sabia onde havia de se meter. O Estádio explodia em euforia e só se ouvia Benfica, Benfica, Benfica! Chorava-se...muito.
Desde esse dia Hapel passou a dizer que o Benfica era uma grande equipa e tinha os melhores jogadores da Europa! Mudou de opinião depois de 20 MINUTOS À BENFICA.
PS: Já me caíu uma lágrima ou duas enquanto escrevia isto. porra!
lembro-me como se fosse hoje...ainda existe gente viva que se lamenta de ter saido do estádio após o empate holandês...
Citação de: José Henriques em 24 de Novembro de 2009, 12:20
«penso que foi o Happel que o considerou como sendo o melhor lateral direito da europa.»
A propósito do Hapel há uma história engraçada e que tem a ver com esta geração de jogadores do Benfica dos anos 70.
O tipo era treinador do Feyenoord e saiu-lhes o Benfica, salvo erro em 1971. Começou logo armado em papagaio a dar entrevistas a vários jornais Europeus (incluindo Portugueses), onde afirmava que o Benfica era uma equipa banal, que não o assustava. De lembrar que o Feyenoord nessa época era a par com o Ajax a melhor equipa da Europa. Um bocado ao estilo do Manchester United e o Chelsea, hoje em dia. Os dois do mesmo País e dois dos melhores Europeus.
Na época só Benfica e Bayern de Munique tinham andamento para jogar de igual para igual com eles, mas o Hapel dizia que não, que o Benfica era fraquito. Vem a 1ª mão lá na Holanda e o Benfica empata 0-0, o Hapel veio logo dizer que foi um golpe de sorte nosso, que um bom jogo sai a qualquer equipa e rebéubéu, pardais ao ninho. 15 dias depois, Estádio da Luz cheio, um ambiente de grande noite Europeia. Alta assobiadela para o Hapel quando veio fazer o aquecimento com os jogadores.
Começa ao jogo. O Benfica em furia para cima deles. Nem respiravam, defendiam de qualquer maneira e lá acaba por surgir o nosso golo. Até ao intervalo nada de novo. Na 2ª parte caímos novamente em cima dos Holandeses à procura do 2º e os gajos num contra ataque marádo, empatam! O Hapel aplaude de pé a equipa dele. O golo fora apurava-os! Na Luz estava tudo apreensivo, era muito injusto depois do que tinhamos feito.
De certeza que muitos daqui já ouviram falar de «20 minutos à Benfica»! Pois é, vem daí, desse dia. O Benfica sofreu o golo a meio da 2ª parte e partiu na mesma para cima deles. Faz o 2-1, o 3-1, o 4-1 e o 5-1, resultado final. 4 golos de Néné, que era então um jovem muito promissor. O ultimo golo festejou-o em frente ao Hapel, que nem sabia onde havia de se meter. O Estádio explodia em euforia e só se ouvia Benfica, Benfica, Benfica! Chorava-se...muito.
Desde esse dia Hapel passou a dizer que o Benfica era uma grande equipa e tinha os melhores jogadores da Europa! Mudou de opinião depois de 20 MINUTOS À BENFICA.
PS: Já me caíu uma lágrima ou duas enquanto escrevia isto. porra!
:metal:
Citação de: José Henriques em 24 de Novembro de 2009, 12:20
«penso que foi o Happel que o considerou como sendo o melhor lateral direito da europa.»
A propósito do Hapel há uma história engraçada e que tem a ver com esta geração de jogadores do Benfica dos anos 70.
O tipo era treinador do Feyenoord e saiu-lhes o Benfica, salvo erro em 1971. Começou logo armado em papagaio a dar entrevistas a vários jornais Europeus (incluindo Portugueses), onde afirmava que o Benfica era uma equipa banal, que não o assustava. De lembrar que o Feyenoord nessa época era a par com o Ajax a melhor equipa da Europa. Um bocado ao estilo do Manchester United e o Chelsea, hoje em dia. Os dois do mesmo País e dois dos melhores Europeus.
Na época só Benfica e Bayern de Munique tinham andamento para jogar de igual para igual com eles, mas o Hapel dizia que não, que o Benfica era fraquito. Vem a 1ª mão lá na Holanda e o Benfica empata 0-0, o Hapel veio logo dizer que foi um golpe de sorte nosso, que um bom jogo sai a qualquer equipa e rebéubéu, pardais ao ninho. 15 dias depois, Estádio da Luz cheio, um ambiente de grande noite Europeia. Alta assobiadela para o Hapel quando veio fazer o aquecimento com os jogadores.
Começa ao jogo. O Benfica em furia para cima deles. Nem respiravam, defendiam de qualquer maneira e lá acaba por surgir o nosso golo. Até ao intervalo nada de novo. Na 2ª parte caímos novamente em cima dos Holandeses à procura do 2º e os gajos num contra ataque marádo, empatam! O Hapel aplaude de pé a equipa dele. O golo fora apurava-os! Na Luz estava tudo apreensivo, era muito injusto depois do que tinhamos feito.
De certeza que muitos daqui já ouviram falar de «20 minutos à Benfica»! Pois é, vem daí, desse dia. O Benfica sofreu o golo a meio da 2ª parte e partiu na mesma para cima deles. Faz o 2-1, o 3-1, o 4-1 e o 5-1, resultado final. 4 golos de Néné, que era então um jovem muito promissor. O ultimo golo festejou-o em frente ao Hapel, que nem sabia onde havia de se meter. O Estádio explodia em euforia e só se ouvia Benfica, Benfica, Benfica! Chorava-se...muito.
Desde esse dia Hapel passou a dizer que o Benfica era uma grande equipa e tinha os melhores jogadores da Europa! Mudou de opinião depois de 20 MINUTOS À BENFICA.
PS: Já me caíu uma lágrima ou duas enquanto escrevia isto. porra!
:flagglorioso: :slb2:
Convidado do Programa " Em Defesa do Benfica" desta semana, sócio do Benfica desde que nasceu :victory:
Citação de: Bola7 em 24 de Novembro de 2009, 15:14
Citação de: José Henriques em 24 de Novembro de 2009, 12:20
«penso que foi o Happel que o considerou como sendo o melhor lateral direito da europa.»
A propósito do Hapel há uma história engraçada e que tem a ver com esta geração de jogadores do Benfica dos anos 70.
O tipo era treinador do Feyenoord e saiu-lhes o Benfica, salvo erro em 1971. Começou logo armado em papagaio a dar entrevistas a vários jornais Europeus (incluindo Portugueses), onde afirmava que o Benfica era uma equipa banal, que não o assustava. De lembrar que o Feyenoord nessa época era a par com o Ajax a melhor equipa da Europa. Um bocado ao estilo do Manchester United e o Chelsea, hoje em dia. Os dois do mesmo País e dois dos melhores Europeus.
Na época só Benfica e Bayern de Munique tinham andamento para jogar de igual para igual com eles, mas o Hapel dizia que não, que o Benfica era fraquito. Vem a 1ª mão lá na Holanda e o Benfica empata 0-0, o Hapel veio logo dizer que foi um golpe de sorte nosso, que um bom jogo sai a qualquer equipa e rebéubéu, pardais ao ninho. 15 dias depois, Estádio da Luz cheio, um ambiente de grande noite Europeia. Alta assobiadela para o Hapel quando veio fazer o aquecimento com os jogadores.
Começa ao jogo. O Benfica em furia para cima deles. Nem respiravam, defendiam de qualquer maneira e lá acaba por surgir o nosso golo. Até ao intervalo nada de novo. Na 2ª parte caímos novamente em cima dos Holandeses à procura do 2º e os gajos num contra ataque marádo, empatam! O Hapel aplaude de pé a equipa dele. O golo fora apurava-os! Na Luz estava tudo apreensivo, era muito injusto depois do que tinhamos feito.
De certeza que muitos daqui já ouviram falar de «20 minutos à Benfica»! Pois é, vem daí, desse dia. O Benfica sofreu o golo a meio da 2ª parte e partiu na mesma para cima deles. Faz o 2-1, o 3-1, o 4-1 e o 5-1, resultado final. 4 golos de Néné, que era então um jovem muito promissor. O ultimo golo festejou-o em frente ao Hapel, que nem sabia onde havia de se meter. O Estádio explodia em euforia e só se ouvia Benfica, Benfica, Benfica! Chorava-se...muito.
Desde esse dia Hapel passou a dizer que o Benfica era uma grande equipa e tinha os melhores jogadores da Europa! Mudou de opinião depois de 20 MINUTOS À BENFICA.
PS: Já me caíu uma lágrima ou duas enquanto escrevia isto. porra!
lembro-me como se fosse hoje...ainda existe gente viva que se lamenta de ter saido do estádio após o empate holandês...
A 15 minutos do fim ? :huh:
Assim tanta descrença ?
A descrença vinha do facto de o Feyennord ser uma grande equipa, mas não só por isso!
Hoje, é mais natural um jogo nunca estar decidido, naquele tempo era mais complicado recuperar, principalmente quando jogavam equipas de valor semelhante.
Era mais simples fazer anti-jogo (o guarda-redes podia segurar com as mãos, bolas atrasadas com o pé), e a equipa que estava a perder tinha muitas dificuldades em recuperar a bola, porque ainda não existia a escola que surgiu mais tarde, da pressão alta. Era complicado!!
Citação de: José Henriques em 24 de Novembro de 2009, 12:20
«penso que foi o Happel que o considerou como sendo o melhor lateral direito da europa.»
A propósito do Hapel há uma história engraçada e que tem a ver com esta geração de jogadores do Benfica dos anos 70.
O tipo era treinador do Feyenoord e saiu-lhes o Benfica, salvo erro em 1971. Começou logo armado em papagaio a dar entrevistas a vários jornais Europeus (incluindo Portugueses), onde afirmava que o Benfica era uma equipa banal, que não o assustava. De lembrar que o Feyenoord nessa época era a par com o Ajax a melhor equipa da Europa. Um bocado ao estilo do Manchester United e o Chelsea, hoje em dia. Os dois do mesmo País e dois dos melhores Europeus.
Na época só Benfica e Bayern de Munique tinham andamento para jogar de igual para igual com eles, mas o Hapel dizia que não, que o Benfica era fraquito. Vem a 1ª mão lá na Holanda e o Benfica empata 0-0, o Hapel veio logo dizer que foi um golpe de sorte nosso, que um bom jogo sai a qualquer equipa e rebéubéu, pardais ao ninho. 15 dias depois, Estádio da Luz cheio, um ambiente de grande noite Europeia. Alta assobiadela para o Hapel quando veio fazer o aquecimento com os jogadores.
Começa ao jogo. O Benfica em furia para cima deles. Nem respiravam, defendiam de qualquer maneira e lá acaba por surgir o nosso golo. Até ao intervalo nada de novo. Na 2ª parte caímos novamente em cima dos Holandeses à procura do 2º e os gajos num contra ataque marádo, empatam! O Hapel aplaude de pé a equipa dele. O golo fora apurava-os! Na Luz estava tudo apreensivo, era muito injusto depois do que tinhamos feito.
De certeza que muitos daqui já ouviram falar de «20 minutos à Benfica»! Pois é, vem daí, desse dia. O Benfica sofreu o golo a meio da 2ª parte e partiu na mesma para cima deles. Faz o 2-1, o 3-1, o 4-1 e o 5-1, resultado final. 4 golos de Néné, que era então um jovem muito promissor. O ultimo golo festejou-o em frente ao Hapel, que nem sabia onde havia de se meter. O Estádio explodia em euforia e só se ouvia Benfica, Benfica, Benfica! Chorava-se...muito.
Desde esse dia Hapel passou a dizer que o Benfica era uma grande equipa e tinha os melhores jogadores da Europa! Mudou de opinião depois de 20 MINUTOS À BENFICA.
PS: Já me caíu uma lágrima ou duas enquanto escrevia isto. porra!
Também me cai sempre uma lágrima sempre que me lembro desses tempos sobretudo pela maneira extraordinaria em que "pões no papel" esses acontecimentos. :clap1:
Uma pequena rectificação: O resultado na Holanda foi 1-0 para o Feyenoord.
Fui com um amigo ver o jogo e sai de la por milagre ...
Quanto ao jogo cá dos 5-1 foi um verdadeiro festival ...
Mas ... falando um pouco do Artur, tive e tenho a honra de ser seu amigo.
Alias, digo sem falsas modestas, que o "grupo" de amigos que jantava semanalmente em minha casa, constituído pelo ruço, Toni e Humberto Coelho era maravilhoso.
Discutia-se obviamente futebol; o Toni era o mais exuberante, o Humberto o mais ponderado e o Artur o mais calado ... mas sempre com aquele sorriso trocista.
Qualquer deles (eu incluído) tinhamos (temos) o verdadeiro sangue Benfiquista nas veias.
Enfim ... tempos saudosamente inesqueciveis ... :cry2:
Citação de: rambo em 09 de Julho de 2010, 20:29
Mas ... falando um pouco do Artur, tive e tenho a honra de ser seu amigo.
Alias, digo sem falsas modestas, que o "grupo" de amigos que jantava semanalmente em minha casa, constituído pelo ruço, Toni e Humberto Coelho era maravilhoso.
Discutia-se obviamente futebol; o Toni era o mais exuberante, o Humberto o mais ponderado e o Artur o mais calado ... mas sempre com aquele sorriso trocista.
Qualquer deles (eu incluído) tinhamos o verdadeiro sangue Benfiquista nas veias.
Enfim ... tempos saudosamente inesqueciveis ... :cry2:
ui...grandes companhias Rambo O0
Tínhamos ?
:huh: :whistle2:
:victory:
Citação de: Eagle Fly Free em 09 de Julho de 2010, 20:42
Tínhamos ?
:huh: :whistle2:
:victory:
hehe ... tens razão -
TEMOS! :slb2:
tinha 9 anos ouvi o relato deste memoravel jogo
Citação de: MB_caniggia em 09 de Julho de 2010, 20:35
Citação de: rambo em 09 de Julho de 2010, 20:29
Mas ... falando um pouco do Artur, tive e tenho a honra de ser seu amigo.
Alias, digo sem falsas modestas, que o "grupo" de amigos que jantava semanalmente em minha casa, constituído pelo ruço, Toni e Humberto Coelho era maravilhoso.
Discutia-se obviamente futebol; o Toni era o mais exuberante, o Humberto o mais ponderado e o Artur o mais calado ... mas sempre com aquele sorriso trocista.
Qualquer deles (eu incluído) tinhamos o verdadeiro sangue Benfiquista nas veias.
Enfim ... tempos saudosamente inesqueciveis ... :cry2:
ui...grandes companhias Rambo O0
Sem duvida meu caro ... sem duvida.
E sabes quem por vezes ia tomar um café connosco? Nada mais nada menos que o saudoso Carlos Pinhão (pai da Leonor e meu vizinho de vivenda)
tinha 9 anos ouvi o relato deste memoravel jogo
Citação de: rambo em 09 de Julho de 2010, 20:19
Citação de: José Henriques em 24 de Novembro de 2009, 12:20
«penso que foi o Happel que o considerou como sendo o melhor lateral direito da europa.»
A propósito do Hapel há uma história engraçada e que tem a ver com esta geração de jogadores do Benfica dos anos 70.
O tipo era treinador do Feyenoord e saiu-lhes o Benfica, salvo erro em 1971. Começou logo armado em papagaio a dar entrevistas a vários jornais Europeus (incluindo Portugueses), onde afirmava que o Benfica era uma equipa banal, que não o assustava. De lembrar que o Feyenoord nessa época era a par com o Ajax a melhor equipa da Europa. Um bocado ao estilo do Manchester United e o Chelsea, hoje em dia. Os dois do mesmo País e dois dos melhores Europeus.
Na época só Benfica e Bayern de Munique tinham andamento para jogar de igual para igual com eles, mas o Hapel dizia que não, que o Benfica era fraquito. Vem a 1ª mão lá na Holanda e o Benfica empata 0-0, o Hapel veio logo dizer que foi um golpe de sorte nosso, que um bom jogo sai a qualquer equipa e rebéubéu, pardais ao ninho. 15 dias depois, Estádio da Luz cheio, um ambiente de grande noite Europeia. Alta assobiadela para o Hapel quando veio fazer o aquecimento com os jogadores.
Começa ao jogo. O Benfica em furia para cima deles. Nem respiravam, defendiam de qualquer maneira e lá acaba por surgir o nosso golo. Até ao intervalo nada de novo. Na 2ª parte caímos novamente em cima dos Holandeses à procura do 2º e os gajos num contra ataque marádo, empatam! O Hapel aplaude de pé a equipa dele. O golo fora apurava-os! Na Luz estava tudo apreensivo, era muito injusto depois do que tinhamos feito.
De certeza que muitos daqui já ouviram falar de «20 minutos à Benfica»! Pois é, vem daí, desse dia. O Benfica sofreu o golo a meio da 2ª parte e partiu na mesma para cima deles. Faz o 2-1, o 3-1, o 4-1 e o 5-1, resultado final. 4 golos de Néné, que era então um jovem muito promissor. O ultimo golo festejou-o em frente ao Hapel, que nem sabia onde havia de se meter. O Estádio explodia em euforia e só se ouvia Benfica, Benfica, Benfica! Chorava-se...muito.
Desde esse dia Hapel passou a dizer que o Benfica era uma grande equipa e tinha os melhores jogadores da Europa! Mudou de opinião depois de 20 MINUTOS À BENFICA.
PS: Já me caíu uma lágrima ou duas enquanto escrevia isto. porra!
Também me cai sempre uma lágrima sempre que me lembro desses tempos sobretudo pela maneira extraordinaria em que "pões no papel" esses acontecimentos. :clap1:
Uma pequena rectificação: O resultado na Holanda foi 1-0 para o Feyenoord.
Fui com um amigo ver o jogo e sai de la por milagre ...
Quanto ao jogo cá dos 5-1 foi um verdadeiro festival ...
Citação de: rambo em 09 de Julho de 2010, 20:19
Citação de: José Henriques em 24 de Novembro de 2009, 12:20
«penso que foi o Happel que o considerou como sendo o melhor lateral direito da europa.»
A propósito do Hapel há uma história engraçada e que tem a ver com esta geração de jogadores do Benfica dos anos 70.
O tipo era treinador do Feyenoord e saiu-lhes o Benfica, salvo erro em 1971. Começou logo armado em papagaio a dar entrevistas a vários jornais Europeus (incluindo Portugueses), onde afirmava que o Benfica era uma equipa banal, que não o assustava. De lembrar que o Feyenoord nessa época era a par com o Ajax a melhor equipa da Europa. Um bocado ao estilo do Manchester United e o Chelsea, hoje em dia. Os dois do mesmo País e dois dos melhores Europeus.
Na época só Benfica e Bayern de Munique tinham andamento para jogar de igual para igual com eles, mas o Hapel dizia que não, que o Benfica era fraquito. Vem a 1ª mão lá na Holanda e o Benfica empata 0-0, o Hapel veio logo dizer que foi um golpe de sorte nosso, que um bom jogo sai a qualquer equipa e rebéubéu, pardais ao ninho. 15 dias depois, Estádio da Luz cheio, um ambiente de grande noite Europeia. Alta assobiadela para o Hapel quando veio fazer o aquecimento com os jogadores.
Começa ao jogo. O Benfica em furia para cima deles. Nem respiravam, defendiam de qualquer maneira e lá acaba por surgir o nosso golo. Até ao intervalo nada de novo. Na 2ª parte caímos novamente em cima dos Holandeses à procura do 2º e os gajos num contra ataque marádo, empatam! O Hapel aplaude de pé a equipa dele. O golo fora apurava-os! Na Luz estava tudo apreensivo, era muito injusto depois do que tinhamos feito.
De certeza que muitos daqui já ouviram falar de «20 minutos à Benfica»! Pois é, vem daí, desse dia. O Benfica sofreu o golo a meio da 2ª parte e partiu na mesma para cima deles. Faz o 2-1, o 3-1, o 4-1 e o 5-1, resultado final. 4 golos de Néné, que era então um jovem muito promissor. O ultimo golo festejou-o em frente ao Hapel, que nem sabia onde havia de se meter. O Estádio explodia em euforia e só se ouvia Benfica, Benfica, Benfica! Chorava-se...muito.
Desde esse dia Hapel passou a dizer que o Benfica era uma grande equipa e tinha os melhores jogadores da Europa! Mudou de opinião depois de 20 MINUTOS À BENFICA.
PS: Já me caíu uma lágrima ou duas enquanto escrevia isto. porra!
Também me cai sempre uma lágrima sempre que me lembro desses tempos sobretudo pela maneira extraordinaria em que "pões no papel" esses acontecimentos. :clap1:
Uma pequena rectificação: O resultado na Holanda foi 1-0 para o Feyenoord.
Fui com um amigo ver o jogo e sai de la por milagre ...
Quanto ao jogo cá dos 5-1 foi um verdadeiro festival ...
Citação de: rambo em 09 de Julho de 2010, 20:19
Citação de: José Henriques em 24 de Novembro de 2009, 12:20
«penso que foi o Happel que o considerou como sendo o melhor lateral direito da europa.»
A propósito do Hapel há uma história engraçada e que tem a ver com esta geração de jogadores do Benfica dos anos 70.
O tipo era treinador do Feyenoord e saiu-lhes o Benfica, salvo erro em 1971. Começou logo armado em papagaio a dar entrevistas a vários jornais Europeus (incluindo Portugueses), onde afirmava que o Benfica era uma equipa banal, que não o assustava. De lembrar que o Feyenoord nessa época era a par com o Ajax a melhor equipa da Europa. Um bocado ao estilo do Manchester United e o Chelsea, hoje em dia. Os dois do mesmo País e dois dos melhores Europeus.
Na época só Benfica e Bayern de Munique tinham andamento para jogar de igual para igual com eles, mas o Hapel dizia que não, que o Benfica era fraquito. Vem a 1ª mão lá na Holanda e o Benfica empata 0-0, o Hapel veio logo dizer que foi um golpe de sorte nosso, que um bom jogo sai a qualquer equipa e rebéubéu, pardais ao ninho. 15 dias depois, Estádio da Luz cheio, um ambiente de grande noite Europeia. Alta assobiadela para o Hapel quando veio fazer o aquecimento com os jogadores.
Começa ao jogo. O Benfica em furia para cima deles. Nem respiravam, defendiam de qualquer maneira e lá acaba por surgir o nosso golo. Até ao intervalo nada de novo. Na 2ª parte caímos novamente em cima dos Holandeses à procura do 2º e os gajos num contra ataque marádo, empatam! O Hapel aplaude de pé a equipa dele. O golo fora apurava-os! Na Luz estava tudo apreensivo, era muito injusto depois do que tinhamos feito.
De certeza que muitos daqui já ouviram falar de «20 minutos à Benfica»! Pois é, vem daí, desse dia. O Benfica sofreu o golo a meio da 2ª parte e partiu na mesma para cima deles. Faz o 2-1, o 3-1, o 4-1 e o 5-1, resultado final. 4 golos de Néné, que era então um jovem muito promissor. O ultimo golo festejou-o em frente ao Hapel, que nem sabia onde havia de se meter. O Estádio explodia em euforia e só se ouvia Benfica, Benfica, Benfica! Chorava-se...muito.
Desde esse dia Hapel passou a dizer que o Benfica era uma grande equipa e tinha os melhores jogadores da Europa! Mudou de opinião depois de 20 MINUTOS À BENFICA.
PS: Já me caíu uma lágrima ou duas enquanto escrevia isto. porra!
Também me cai sempre uma lágrima sempre que me lembro desses tempos sobretudo pela maneira extraordinaria em que "pões no papel" esses acontecimentos. :clap1:
Uma pequena rectificação: O resultado na Holanda foi 1-0 para o Feyenoord.
Fui com um amigo ver o jogo e sai de la por milagre ...
Quanto ao jogo cá dos 5-1 foi um verdadeiro festival ...
tinha nove anos quando ouvi o relato desse jogo memoravel.
Ei-lo aqui com o Cruz dos Santos (A Bola)
(http://img706.imageshack.us/img706/4404/arturecruzdossantos.jpg)
Interessantíssima esta analise feita no blog do Bola ...
Artur Manuel Soares Correia. Lisboa. 18 de Abril de 1950. Defesa.Épocas no Benfica: 6 (71/77). Jogos: 160. Golos: 3. Títulos: 5 (Campeonato Nacional), 1 (Taças de Portugal).Outros Clubes: Académica, Sporting e Tea Men (EUA). Internacionalizações: 35.Tinha por código o principio sagrado mesmo, não torcer, antes quebrar. Dai que fosse alegria vê-lo em acção. O Artur, o Ruço, era fulgente. Aos confins de si próprio ia buscar sempre um fôlego mais, um fôlego derradeiro, que poderia valer o desarme providencial, a recuperação da bola, o passe decisivo, o golo. Para ele, só valia jogar nos limites, assim como quem desafia, em permanência, as leis da natureza.Foi sempre um inconformado. Começou a ponta-de-lança e virou lateral-direito, com curtas passagens pelo meio-campo. Talvez por isso, gostava de se estender, de subir na relva, ao encontro porventura da origem. Quis sempre provar que por mais encostado que estivesse na linha, nem por isso deixava de ser um construtor, sem embargo das dominantes preocupações defensivas. Ao seu tempo, os críticos teciam loas ao "lateral moderno".Assim foi Artur. "Provavelmente, o melhor da Europa", sentenciou Kovacs, mais que reputado técnico, vivia-se em 1972.Ainda garoto e sem cabelo à beatle, começou a carreira no Futebol Benfica. Principiante e juvenil foi. Para o outro Benfica, o seu Benfica, logo se transferiu. Num ano de júnior, um Campeonato Nacional, com Humberto Coelho, Vítor Martins e Nené. O apelo da medicina fê-lo ingressar, depois, na Académica. Três grandes anos em Coimbra, não nos livros, mas na bola. Futebolista profissional seria, médico nunca mais. E Coimbra foi mesmo uma lição. Com Rui Rodrigues, Alhinho, Gervásio, os irmãos Campos, Manuel António, com bons treinadores, Artur continuou a progredir.Estranho seria o Benfica não tentar o retorno. Foi o que fez. No verão de 71, triunfante, irrompeu pelo átrio principal da Luz. Sentia-se um jogador a valer, nos quadros estava de uma das melhores formações da Europa. Logo se impôs. Sem surpresa. Era, segundo Vítor Santos, "Artur, a alegria do jogo. Artur, o nervo do jogo. Artur, a classe do jogo. Artur, a serenidade do jogo. Artur, o símbolo do antimarcenarismo do jogo".No Benfica, durante seis anos, só deixou fugir um Campeonato. Eram os tempos em que a gigantesca mancha vermelha, intensa também, reluzia em todos os parques da bola. Na conta pessoal de Artur, em 124 partidas para o Nacional, apenas dez vezes perdeu. Notável!
Artur, à direita carregando o troféu do Torneio Ramon Carranza ganho pelo Benfica em 1971/72[/size]
A nível externo, da mesma forma, não deixou créditos por.....pés alheios. Interpretou algumas exibições memoráveis. Por um triz não jogou uma final do Campeões. Responsabilidade do Ajax, por essa altura comummente considerada a melhor esquadra europeia.Na Selecção Nacional, pontificou no seu posto, desde Maio de 1972, mês da estreia, frente ao Chipre. Marcou presença na Minicopa do Brasil, justificando gabos da exigente e algo sobranceira imprensa brasileira. Por cá, o escritor Mário Zambujal confessava que "o que sempre mais admirei no Artur foi justamente essa personalidade do espírito de júnior. A experiência refinou as suas técnicas, aprimorou-lhe o sentido do lugar, da intercepção, do desarme, do passe. Mas no seu retrato de jogador prevalece sempre a imagem do rapaz encantado por jogar à bola".Na última época em que serviu o Benfica, Artur carregou a cruz de uma lesão. Pleurisia era. Estava em final de contrato e nada lestos foram os responsáveis benfiquista. Esperou com impaciência. De peito aberto, esperou.....sentado. Mudou-se para o outro lado da avenida, decerto com amargura. A mesma amargura com que, incrédulos, ficaram os adeptos encarnados. Tal como Pinhão poderiam dizer nesse momento que ele "jogava-dava-e-levava, quem vai à guerra, já sabe, e era mesmo um jogador de briga, à moda antiga, ai que saudades, ai, ai!....".Fizeram-no sócio do Benfica, tinha apenas um ano de idade, ainda não sabia quem era. "O emblema de ouro não fui receber, porque à coisas com que não concordo". E quem lhe poderá levar a mal? Foi sempre assim o Artur. Irreverente, inconformado.Extra, Artur e o Benfiquismo:
[/color]Artur, tem histórias deliciosas como aquela de em Alvalade, ao intervalo perguntar sempre ao policia de serviço qual o resultado do Benfica, ou numa das suas raras visitas à Luz, de verde, chamar de "malandro benfiquista" ao árbitro que marcou 1 penalty sobre Chalana e este responder "não sou mais do que tu", e ele " é verdade mas eu ao menos tento disfarçar".O Artur sempre assumiu o benfiquismo por todos os clubes em que passou. Quando estava no Sporting, chegava ao intervalo e a pergunta era, invariavelmente, "Olha lá, pá, como é que está o Benfica?". Ninguém no Sporting o levava a mal.No meio de muitas histórias do Mundialito, algumas irreproduzíveis, o Artur lembrou um episódio em particular: o seu encontro com o Rivelino na final da Mini-Copa.Segundo o Artur, o Rivelino tinha o hábito de fazer a chamada "finta do elástico", e fazia-a muito bem. O Maracanã estava cheio e aquilo era "uma loucura". Logo na primeira jogada do desafio, o Rivelino fintou-o com essa famosa finta. Foi à linha, cruzou e o Tostão atirou à barra. O Rivelino, com ar de gozo, virou-se para o Artur e disse-lhe "Ei, cara, gostou?". O Artur não era rapaz para levar e calar. Assim, diz o Artur, «Comecei a dar-lhe a linha lateral e a deixá-lo ir, com confiança, até à linha de fundo. Quando o apanhei a jeito, num cruzamento, fiz-lhe um carrinho no pé direito (pé de apoio, pois ele era canhoto) e até fez impressão o barulho do choque. Já estava o Rivelino no chão, agarrado à perna, quando lhe perguntei: "Ei, cara, gostou?"»«De todos os adversários, o mais difícil de marcar foi o Jacinto João, aquele malandro fazia-me com cada finta... Um dia, num jogo com a Académica, disse-me "ó russo, hoje tenho duas fintas novas que não conheces, já vais ver." Eu só lhe disse "ó pá, deixa-te de coisas". Foi impressionante, veio direito a mim e disse-me "esta é uma das novas", ele passou o pé por baixo da bola, tipo colher de pedreiro, levantou a bola, cruzou e o Torres, de cabeça, marcou. Nesse dia, levámos 5, e eu fiquei tantas vezes no chão... eu só já lhe dizia "ó pá, já chega".»«Outro jogador muito difícil de parar era o Chalana. No Benfica só tinha que o defrontar nos treinos, mas quando fui para o Sporting, por ironia do destino, o primeiro jogo da época foi contra o Benfica, em Alvalade, e o Chalana era o meu opositor directo.Quando o jogo começou, voltei-me para o Chalana (de quem era, e sou, amigo) e disse-lhe "ó miúdo, não te ponhas para aí com coisas, que eu perco a cabeça e levas uma paulada", e ele diz-me "ó russo, não há problema, estamos em família". Logo na primeira jogada, passou-me a bola por entre as pernas. Era a pior coisa que me podiam fazer. Depois há um canto e... golo do Benfica, foi o Chalana de cabeça. Voltei-me para ele e disse-lhe "ó miúdo, agora já não há misericórdia", e o Chalana só me dizia "ó russo, foi sem querer, a bola bateu-me na cabeça..." E, por acaso, tinha sido. Na segunda parte, o Fraguito empatou. Ainda hoje me dou bem com o Chalana, é 'cinco estrelas'.»
Bola7 falou...
o meu velho recorda-se bem desse jogo contra o Feyenoord.
era um BENFICA k nada temia, k tinha apenas jogadores portugueses e k jogava nos olhos com toda a gente, na Luz então acredito k fosse como o meu velho me diz, quem entrasse vestido de encarnado na luz, sentia-se o melhor jogador do mundo na sua posição...do outro lado podia vir quem viesse, qualquer jogador do BENFICA na Luz sentia-se capaz de engolir o mundo numa dentada apenas. Era um BENFICA k já não era o principal dominador na europa, mas k mantinha a mesma insolência com k anos antes tinha tomado de assalto a europa do futebol...
É tal e qual como o ruço dizia, tinham uma grande equipa, um excelente treinador e partilhavam com o Ajax a mitica escolha holandesa, embora não fossem tão espectaculares e a categoria europeia com Ajax, Bayern e Borussia Monchengladbach...
Olhando às circunstancias dessa época, ver k as melhores equipas europeias eram duas holandesas e duas alemãs era natural e o reflexo das duas melhores selecções da época.
De um lado a Holanda, toda ela formatada num estilo de jogo invulgar e fabuloso, exigente fisicamente, tecnicamente e tacticamente. O bloco do Ajax composto por: Johan Cruyff, Neeskens, Krol, Haan, Surbier, mais tarde, Rep e Resembrink)
era a base da selecção, mas o Feyenoord tb tinha algum peso, ainda k fosse mais notorio no banco (Rinus Israel, Van Hanegam o grande simbolo da historia do Feyenoord e um dos poucos titulares do Feye na selecção, Jansen, Risjbergen e um Gr k não me recordo o nome).
Do lado da Alemanha acontecia exactamente o mesmo, sendo k aí era o blodo do Bayern a fazer a base da selecção e os jogadores de Borussia Monchengladbach a ocuparem a primazia no banco de suplentes...
Bayern:Sepp Maier, Breitner, Gerd Muller, Uli Hoeness, Schwarzenbeck e Beckembauer
Borussia:Netzer(acabaria afastado por Beckembauer, k tinha um poder absoluto no balneario, os lideres são assim..), Berti Vogts, Stielike, Wolfgang Overath, Heynches, Wimmer e mais tarde Bonhof. Destes apenas Overath(o unico simbolo do Borussia k o Kaiser apreciava) e Vogts eram titulares com regularidade.
em ambos os casos havia enorme rivalidade, levada ao extremo, não só nos adeptos como nos jogadores, de ambas as equipas (Ajax vs Feyenoord; Bayern vs Borussia)
é preciso ter em conta k as 4 equipas eram fantasticas e lutavam taco a taco as competições internas e eram rivais igualmente entre elas, nas competições europeias. Essa rivalidade foi levada para a selecção onde a primazia de ambos os seleccionadores (Rinus Michels e Helmut Schoon) acabou por recair nos blocos das equipas mais ganhadoras e k com mais jogadores seleccionaveis e k tinham o maior simbolo futebolistico do país (Cruyff na Holanda e Beckembauer na Alemanha)...
foi preciso mta inteligencia, bom senso e tb alguma dose de coragem de ambos os seleccionadores para construir grandes selecções, visto k o balneario estava em ambos os casos, completamente dividido...ainda k o peso em numero, fosse sempre maior quer para Bayern quer para Ajax. Tanto Netzer e Van Hanegam reagiam mal à liderança absoluta quer de Beckembauer, quer de Cruyff, respectivamente, o k era natural, tendo em conta k eles eram os lideres incontestados de Borussia e Feyenoord, rivais nos respctivos paises dos outros dois colossos...
e com isto tudo perdi-me...lol. Sorry.
É sempre um prazer ouvir o nosso ARTUR RUÇO CORREIA.
peço desculpa por me ter entusiasmado
Citação de: slbenfica_croft em 09 de Julho de 2010, 21:58
o meu velho recorda-se bem desse jogo contra o Feyenoord.
era um BENFICA k nada temia, k tinha apenas jogadores portugueses e k jogava nos olhos com toda a gente, na Luz então acredito k fosse como o meu velho me diz, quem entrasse vestido de encarnado na luz, sentia-se o melhor jogador do mundo na sua posição...do outro lado podia vir quem viesse, qualquer jogador do BENFICA na Luz sentia-se capaz de engolir o mundo numa dentada apenas. Era um BENFICA k já não era o principal dominador na europa, mas k mantinha a mesma insolência com k anos antes tinha tomado de assalto a europa do futebol...
É tal e qual como o ruço dizia, tinham uma grande equipa, um excelente treinador e partilhavam com o Ajax a mitica escolha holandesa, embora não fossem tão espectaculares e a categoria europeia com Ajax, Bayern e Borussia Monchengladbach...
Olhando às circunstancias dessa época, ver k as melhores equipas europeias eram duas holandesas e duas alemãs era natural e o reflexo das duas melhores selecções da época.
De um lado a Holanda, toda ela formatada num estilo de jogo invulgar e fabuloso, exigente fisicamente, tecnicamente e tacticamente. O bloco do Ajax composto por: Johan Cruyff, Neeskens, Krol, Haan, Surbier, mais tarde, Rep e Resembrink)
era a base da selecção, mas o Feyenoord tb tinha algum peso, ainda k fosse mais notorio no banco (Rinus Israel, Van Hanegam o grande simbolo da historia do Feyenoord e um dos poucos titulares do Feye na selecção, Jansen, Risjbergen e um Gr k não me recordo o nome).
Do lado da Alemanha acontecia exactamente o mesmo, sendo k aí era o blodo do Bayern a fazer a base da selecção e os jogadores de Borussia Monchengladbach a ocuparem a primazia no banco de suplentes...
Bayern:Sepp Maier, Breitner, Gerd Muller, Uli Hoeness, Schwarzenbeck e Beckembauer
Borussia:Netzer(acabaria afastado por Beckembauer, k tinha um poder absoluto no balneario, os lideres são assim..), Berti Vogts, Stielike, Wolfgang Overath, Heynches, Wimmer e mais tarde Bonhof. Destes apenas Overath(o unico simbolo do Borussia k o Kaiser apreciava) e Vogts eram titulares com regularidade.
em ambos os casos havia enorme rivalidade, levada ao extremo, não só nos adeptos como nos jogadores, de ambas as equipas (Ajax vs Feyenoord; Bayern vs Borussia)
é preciso ter em conta k as 4 equipas eram fantasticas e lutavam taco a taco as competições internas e eram rivais igualmente entre elas, nas competições europeias. Essa rivalidade foi levada para a selecção onde a primazia de ambos os seleccionadores (Rinus Michels e Helmut Schoon) acabou por recair nos blocos das equipas mais ganhadoras e k com mais jogadores seleccionaveis e k tinham o maior simbolo futebolistico do país (Cruyff na Holanda e Beckembauer na Alemanha)...
foi preciso mta inteligencia, bom senso e tb alguma dose de coragem de ambos os seleccionadores para construir grandes selecções, visto k o balneario estava em ambos os casos, completamente dividido...ainda k o peso em numero, fosse sempre maior quer para Bayern quer para Ajax. Tanto Netzer e Van Hanegam reagiam mal à liderança absoluta quer de Beckembauer, quer de Cruyff, respectivamente, o k era natural, tendo em conta k eles eram os lideres incontestados de Borussia e Feyenoord, rivais nos respctivos paises dos outros dois colossos...
e com isto tudo perdi-me...lol. Sorry.
É sempre um prazer ouvir o nosso ARTUR RUÇO CORREIA.
peço desculpa por me ter entusiasmado
Gostei de ler, sobretudo a parte em bold.
O teu Pai tinha razão o Benfica era temível nessa altura...
Alguns amigos, jogadores noutros clubes, confessavam-me que quando jogavam no Estádio da Luz entravam completamente borrados de medo, não só pela categoria dos nossos jogadores mas também pela imponência dos nossos adeptos, sobretudo os do celebre 3º anel.
Era o famoso "INFERNO DA LUZ" ...
Setúbal, 25 de Setembro de 1977:
A impetuosidade era a sua imagem de marca. Constantemente insatisfeito, através de gestos e atitudes, o ruço tem uma carreira ímpar no futebol português. Foi o lateral-direito da selecção durante a década 70 (Maio-72 a Novembro-79), totalizando 35 jogos, e de três clubes com grande tradição: Académica, Benfica e Sporting.
A sua história, porém, não é como outras. Campeão nacional de juniores no Benfica, com Humberto Coelho, Toni, Vítor Martins e Nené, quis tirar o curso de Medicina, o que o obrigou a uma transferência para a Académica. Lá passou três boas épocas até perceber que era impossível conciliar estudos e futebol. Optou pela bola e voltou ao Benfica, em 1971. Seis anos depois, o primeiro grande susto, vítima de uma pleurisia. Afastado dos relvados e com o Benfica em digressão, não lhe renovaram o contrato. Sensível a este episódio, João Rocha estendeu-lhe a mão e Artur passou para o outro lado da Segunda Circular.
Em 1980, no início da terceira época pelos leões (24 de Setembro), sofreu um acidente cardiovascular que lhe acabou com a carreira desportiva. No jogo de homenagem entre Benfica e Sporting, em 1981, Toni definiu-o da melhor forma: "No Sporting, era o único jogador à Benfica."
"Sou sócio do Benfica desde que nasci. Nunca pensei jogar naquela equipa [Sporting], mas o Benfica mandou-me embora. Na prática, foi assim. Durante seis anos [de 1971 a 1977] estive sempre a ganhar o mesmo: 34 contos por mês. Em 1974, o presidente Borges Coutinho prometeu-me 500 contos e uma festa de homenagem quando renovasse o contrato, em 1977. Ora em 1977 fomos campeões, com o Mortimore, e o Romão Martins [director-desportivo do Benfica] ofereceu-me uma festa de homenagem de 200 contos e 27 contos de ordenado. Onde é que já se viu passar de 34 para 27 contos? Como é possível baixar de ordenado? Ameacei com a saída e disseram-me que, como eu era benfiquista, nunca sairia. Mas estavam a empurrar-me para fora do meu clube e saí. O João Rocha apanhou-me descontente e fui parar ao outro lado da Segunda Circular."
"[O primeiro jogo pelo Sporting foi com o Benfica], em Alvalade. Primeira jornada do campeonato nacional. Na altura a equipa visitante entrava primeiro em campo, depois os árbitros e no fim a equipa da casa. Quando entrei e vi aquelas camisolas vermelhas do outro lado fiquei confuso. E triste."
"Quando o jogo começou voltei-me para [Chalana] e disse-lhe "não te ponhas para aí com coisas, que eu perco a cabeça e levas uma paulada", e ele responde-me "ó ruço, não há problema, estamos em família". Logo na primeira jogada passou-me a bola entre as pernas. Era a pior coisa que me podiam fazer. Depois [aos 8''] há um canto e... golo do Benfica, foi o Chalana de cabeça. Voltei-me para ele e disse-lhe "agora estás tramado" e o Chalana só me dizia "ó ruço, foi sem querer, a bola bateu-me na cabeça..." E por acaso tinha sido. Mas o Fraguito empatou [aos 20''] e ninguém perdeu."
"Nessa primeira época [1977-1978], ganhámos a Taça de Portugal ao FC Porto. No campeonato ficámos em terceiro. Quando cheguei ao Sporting o treinador era um brasileiro que apareceu por aí e saiu logo em Dezembro. Chamava-se Paulo Emílio. Certo dia [20 de Novembro de 1977], fomos jogar ao Norte, estava o Riopele [de Pousada de Saramagos, no concelho de Famalicão] na I Divisão, e ele, o treinador, quis levar a mulher a conhecer o Minho. Na manhã do jogo o treinador não apareceu. Almoçámos e nada do treinador. Fomos para o jogo e ele continua desaparecido em combate. O Manuel Marques, chefe do Departamento de Futebol, lá me disse para orientar a equipa. Ao intervalo estávamos a perder 2-1. Fiz uma substituição [entrada de Baltasar e saída de Cerdeira] e ganhámos 3-2. No final do jogo apareceu o treinador com uma conversa do género: "Não há problema, eu sabia que vocês ganhavam." Fez uma brincadeira igual na Madeira [4-0 ao Marítimo, na semana seguinte, a 27 de Novembro]. Acabou por sair no Natal."
"[Em 1979-1980], foi um campeonato tramado, resolvido por um autogolo do Manaca, em Guimarães. Falou-se muito desse golo porque Manaca tinha sido do Sporting, mas foi um autogolo. Meteu mal a cabeça à bola, pronto. Se não fosse ele, estava lá o Manuel Fernandes atrás dele para marcar. Nessa época, Sporting e FC Porto andaram pegados o tempo todo e aquilo eram finais todas as semanas. Dessa vez o Benfica andava longe do poder. A três jornadas do fim fomos jogar às Antas e empatámos 1-1, mas o António Garrido fez das suas. Marcou um penálti inexistente. Disse-lhe logo que tinha arranjado um emprego para toda a vida. Depois mandou repetir esse penálti duas vezes até a bola entrar. Foi um abuso."
"Sabes o que eu fazia sempre que chegava o intervalo do Sporting? Perguntava ao roupeiro: "Olha lá, pá, como é que está o Benfica?" Ninguém no Sporting me levava a mal. Nem na Académica [1969-71]. Eu sou do Benfica, e eles sabiam."
"[Jimmy Hagan] era tramado. Mas bom treinador. Naquele tempo os jogadores só ganhavam o prémio de jogo na totalidade se jogassem. Ora podíamos estar a ganhar por 6-0, com duas substituições por fazer, o pessoal no banco a pedir "Ó mister, dá para entrar?", e ele nada. No balneário nem ai nem ui. E era terrível nos treinos. Já com a idade que tinha, fazia todos os exercícios que nos mandava fazer. Fartava-se de puxar por nós, a correr à volta do relvado."
"Em Março de 1974, no último dérbi pré-revolucionário, ganhámos 5-3 em Alvalade, mas nem imaginas a arbitragem do Raul Nazaré nesse dia! Marcou-nos dois penáltis. Ao primeiro, a castigar falta inexistente minha sobre o Dé, que se atirou para dentro da área, disse-lhe logo: não faças isso, Raúl, que nós vamos lá abaixo e marcamos dois golos. Dito e feito: de 2-3 para 2-5 foi num piscar de olhos."
"[Em 1974-75, na Luz, apostei com o Yazalde um lanche. (...) Foi um jogo esquisito. O Móia, que nunca marcou um golo na vida, deu-nos avanço e foi o Yazalde quem empatou. No final, eu e o Chirola [alcunha de Yazalde] saímos juntos do estádio e levei-o a uma marisqueira em Benfica. Pelo caminho, uma série de adeptos: "Ó Artur, mas estás com esse porquê?'' E eu respondia: ''O jogo já acabou. Agora somos amigos.""
"Ou passava a bola ou o jogador, nunca os dois. Mas nunca aleijei ninguém. O maior problema eram os árbitros. Eu fazia "tackles", roubava a bola e o árbitro não só assinalava falta defensiva como ainda me mostrava o cartão amarelo. E eu dizia-lhes: "Porra, mas tu não vês a final da Taça de Inglaterra?" Era dos poucos jogos que dava na televisão, a par da final da Taça dos Campeões. Mas a Taça de Inglaterra era um espectáculo e um encanto que só visto. Os mais fracos da III Divisão ganhavam aos da I e o jogo era sempre a correr, com muitos "tackles", nunca punidos pelo árbitro. Só em Portugal é que aquilo era falta..."
Enorme homem, enorme profissional e enorme benfiquista.
"Sabes o que eu fazia sempre que chegava o intervalo do Sporting? Perguntava ao roupeiro: "Olha lá, pá, como é que está o Benfica?" Ninguém no Sporting me levava a mal. Nem na Académica [1969-71]. Eu sou do Benfica, e eles sabiam."
Mito vivo.
Citação de: Shoky em 10 de Novembro de 2011, 15:07
"Sabes o que eu fazia sempre que chegava o intervalo do Sporting? Perguntava ao roupeiro: "Olha lá, pá, como é que está o Benfica?" Ninguém no Sporting me levava a mal. Nem na Académica [1969-71]. Eu sou do Benfica, e eles sabiam."
Mito vivo.
Sei bem disso. Grande Artur.
:bow2:
Tenho o privilégio de o conhecer pessoalmente e há uma pessoa neste fórum que não me deixa mentir e presenciou isto..
Há uns tempos (meses) falei com ele precisamente sobre o Sporting e o Benfica e a resposta foi curta e breve, "Como o Benfica não há igual.."
Muito boa pessoa, o Nosso Grande Artur Correia!!!
Citação de: nokas7 em 10 de Novembro de 2011, 15:33
Tenho o privilégio de o conhecer pessoalmente e há uma pessoa neste fórum que não me deixa mentir e presenciou isto..
Há uns tempos (meses) falei com ele precisamente sobre o Sporting e o Benfica e a resposta foi curta e breve, "Como o Benfica não há igual.."
Muito boa pessoa, o Nosso Grande Artur Correia!!!
Imortalíssimo.
A (justíssima) homenagem.
(http://img.photobucket.com/albums/v209/nettwerk/benfica/recortes/810602-artur.png)
Fonte: "Diário de Lisboa" de 2 de Junho de 1981.
(http://img.photobucket.com/albums/v209/nettwerk/benfica/recortes/810603-artur.png)
Fonte: "Diário de Lisboa" de 3 de Junho de 1981.
Citação de: faneca_slb4ever em 10 de Novembro de 2011, 15:08
Citação de: Shoky em 10 de Novembro de 2011, 15:07
"Sabes o que eu fazia sempre que chegava o intervalo do Sporting? Perguntava ao roupeiro: "Olha lá, pá, como é que está o Benfica?" Ninguém no Sporting me levava a mal. Nem na Académica [1969-71]. Eu sou do Benfica, e eles sabiam."
Mito vivo.
Sei bem disso. Grande Artur.
felizmente ainda conheci este estado de futebol puro!
O fim de carreira.
(http://img.photobucket.com/albums/v209/nettwerk/benfica/recortes/800925-artur.png)
Fonte: "Diário de Lisboa" de 25 de Setembro de 1980.
(http://img.photobucket.com/albums/v209/nettwerk/benfica/recortes/800926-artur.png)
Fonte: "Diário de Lisboa" de 26 de Setembro de 1980.
(http://img.photobucket.com/albums/v209/nettwerk/benfica/recortes/800927-artur.png)
Fonte: "Diário de Lisboa" de 27 de Setembro de 1980.
faz anos hoje e está na Benfica TV... grandes histórias já contou :)
Parabéns senhor Artur Correia :amigo:
Parabéns!!!
Parabens
Parabéns Artur "Ruço" Correia!!!
está explicada a saída dos lagartos...
a culpa foi do à altura director desportivo, Romão Martins :knuppel2:
Grande Ruço, o tal que perguntava quanto estava o Benfica nos intervalos dos jogos do Sporting. :)
:bow2:
Parabéns e votos de muita saúde!!!
Antigo jogador do Benfica
Artur Correia fez 62 anos: "Ingressar no Benfica foi um sonho"
No âmbito da comemoração do seu 62.º aniversário, Artur Correia, antigo jogador do Sport Lisboa e Benfica, foi o convidado especial do programa "Em Linha" desta quarta-feira. O antigo lateral-direito, que envergou a camisola "encarnada" por seis épocas na década de 70, recordou a sua passagem pelo Clube que sempre teve no coração.
"O meu ingresso no Benfica foi um sonho desde os dois / três anos de idade, e a primeira vez que vesti a camisola do Benfica foi o concretizar desse sonho. Depois tive uma passagem por Coimbra mas, quando voltei ao Estádio da Luz, três anos depois, foi uma alegria enorme. Ainda vim encontrar os Bicampeões Europeus, os meus ídolos desde miúdo, e ainda tive o prazer de jogar com alguns", confessou, em declarações à Benfica TV.
Sobre a receita para o sucesso "encarnado" de que fez parte, Artur Correia não tem dúvidas. "Além de termos uma boa equipa, tínhamos um estigma terrível: queríamos ganhar, ganhar, ganhar! Não havia outro objectivo se não esse", recordou, com saudade.
http://aovivo.slbenfica.pt/Noticias/DetalhedeNoticia/tabid/790/ArticleId/22365/language/pt-PT/Artur-Correia-fez-62-anos-Ingressar-no-Benfica-foi-um-sonho.aspx
Parabéns grande Ruço.
Citação de: 46Rossi em 18 de Abril de 2012, 16:38
está explicada a saída dos lagartos...
a culpa foi do à altura director desportivo, Romão Martins :knuppel2:
"Dos" ou "para os"? :tonge:
De resto, não foi a única "canalhice" do Romão Martins no Benfica...
Ah!, e parabéns ao grande Ruço :)
Citação de: Saïd Old Roof em 18 de Abril de 2012, 20:16
Citação de: 46Rossi em 18 de Abril de 2012, 16:38
está explicada a saída dos lagartos...
a culpa foi do à altura director desportivo, Romão Martins :knuppel2:
"Dos" ou "para os"? :tonge:
De resto, não foi a única "canalhice" do Romão Martins no Benfica...
Ah!, e parabéns ao grande Ruço :)
exacto, para os lagartos ;D
sim o Ruço acusou o Romão Martins de destruir uma equipa de campeões e com isso o início da perda do domínio nacional...
Parabéns ! :slb2:
Parabéns
Já cheguei tarde, mas ainda assim: parabéns Campeão. Infelizmente já só o vi jogar ao vivo com a camisola das osgas.
E ainda houve aquele golão aos noruegueses no Estádio Nacional!
Hoje tive a oportunidade de o conhecer pessoalmente e pareceu-me uma pessoa "bem vivida" ;D....está bastante acabado, mas os erros que foi cometendo "pagam-se".
http://serbenfiquista.com/forum/index.php?topic=19195.60
Artur Correia internado por precaução
Por Redação
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Artur Correia, antigo jogador de Benfica e Sporting na década de 70 e ex-internacional português, foi esta quinta-feira internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, depois de se sentido mal durante a tarde.
Foi o próprio Artur Correia quem pediu que o levassem ao hospital, onde entrou cerca das 17 horas desta quinta-feira e onde irá passar a noite apenas por precaução.
Os familiares de Artur Correia já tiveram oportunidade de o visitar.
21:59 - 06-12-2012
As melhoras Campeão
Ó que crl...
As melhores Ruço!
Muita força, MÍTICO ARTUR!
As melhoras
As melhoras campeão. :bandeiraslb2:
Para Ele e para o Coluna...
Que merda de dia hoje... >:(
As melhoras Ruço, que não seja nada de grave !
:bow2:
Que corra tudo bem.
As melhoras.
força Ruço :amigo:
Força Artur!
Força Ruço!!!
Esperemos que tenha sido apenas um susto menor
As melhoras!
Vi agora a entrevista dele à BenficaTV no Zona de Decisão. Que histórias épicas.
Ele a dizer que os lagartos entravam todos borrados na Luz, e que uma vez, quando ele estava no Sporting, um dos colegas tinha medo que o 3º anel caisse. E a ameaçar o Chalana, depois dele lhe passar a bola entre as pernas e marcar um golo de cabeça um bocado depois. ;D
Que Rei :bow2:
O homem que pela selecção marcou um grande golo e 3... na própria ;D
Citação de: Manpaz1904 em 16 de Abril de 2013, 12:20
O homem que pela selecção marcou um grande golo e 3... na própria ;D
http://www.record.xl.pt/multimedia/hora_record/interior.aspx?content_id=816100
E que segundo diz o golo marcado... foi sem querer :D
Parece ser um homem de palavra e alguém que sofre mesmo pelo seu clube, o Benfica.
Parabéns Artur Correia! :drunk:
Acho que foi dito pelo próprio, enquanto estava no SCP Artur Correia perguntava ao intervalo qual o resultado do... Benfica. Só mesmo uma parvoíce negocial pode explicar que este grande Benfiquista tenha jogado com aquela camisola horrível.
Foi operado e foi-lhe amputada uma perna.
Está a recuperar bem.
Muita força, Sr. Artur Correia!
:-X
Que lhe corra tudo bem.
Momento difícil para o Russo. Que recupere o melhor possível dentro destas circunstâncias.
Força campeão!
As Melhoras (http://www.easyfreesmileys.com/smileys/free-sad-smileys-733.gif)
Muita força!
Força Campeão . Estamos contigo .
Muita força Ruço!
Más notícias. Boa sorte para ele.
Muita força para o Ruço!
Partilho o seu último apelido e o facto de ser russo (cabelo), para além do seu benfiquismo. Desde miúdo, quando li sobre ele, que lhe tenho um carinho especial, também pelo que mencionei.
Força!!!
Boa recuperação.
Rápidas melhoras campeão.
:disgust: As melhoras Campeão
Campeão!
(http://images-01.delcampe-static.net/img_large/auction/000/284/055/804_001.jpg?v=1)
Segundo o Toni, ou já lhe foi amputada também a perna direita ou corre o sério risco.
Muita força e as melhoras, Artur.
Grande Artur, muita força
Força IMORTAL.
Faz anos hoje. Parabéns! :clap1:
Citação de: RedVC em 29 de Junho de 2015, 22:35
Campeão!
(http://images-01.delcampe-static.net/img_large/auction/000/284/055/804_001.jpg?v=1)
14 de Maio de 1972 - 28ª Jornada V. Guimarães-Benfica 1-3
Não sabia que estava assim tão mal. Que tenha muita força.
Perna amputada :-X ?
Alguém sabe a doença para tal procedimento? Diabético?
Sofreu um AVC recentemente e está entre a vida e a morte.
Rápidas melhoras
http://www.record.xl.pt/futebol/futebol-nacional/detalhe/artur-correia-entre-a-vida-e-a-morte.html
Muita Força para familia e desejo que recupere mais rápido possivel.
Notícia trágica. Espero que seja possível controlar a sua situação de saúde. Muita força ao Ruço e à sua família.
Talvez o melhor defesa direito da história do SL Benfica. Um homem que merece o respeito e carinho dos Benfiquistas.
Grande força neste momento desejo umas rápidas melhoras ao Sr Artur correia.
Uma grande força para a família que mantenha as esperanças assim como nos de uma recuperação rápida.
Triste saber que está numa situação tão crítica. Desejo que melhore e que recupere qualidade de vida. Infelizmente parece que é mesmo muito grave.
Telefonei a um amigo comum e ao que parece, a família está completamente desenganada, mesmo os próprios médicos dizem que é uma questão de tempo.
Foi um homem que lutou contra enormes adversidades de saúde ao longo da sua vida e que honrou a nossa camisola de forma absolutamente inatacável.
Força, Ruço!
(http://1.bp.blogspot.com/--EqPEHQiDPg/VSP5FAJT4iI/AAAAAAAAA78/LPj49MsxDvY/s1600/artur.jpg)
Muita força, Sr. Artur Correia!!!
Infelizmente estes anos do tri-campeonato têm sido trágicos para alguns dos "nossos" imortais.
Nestes dias difíceis porque está a passar que a tenha a mesma raça que tinha quando jogava.
Que corra tudo bem...
Pelos vistos as notícias infelizmente não são animadoras.
Nunca o vi jogar (nasci em 84), mas o meu Pai sempre me falou muito bem do Ruço. Jogador à Benfica. Raça, garra e talento.
Oxalá possa recuperar, se é que ainda há alguma esperança.
Força Russo vence a batalha mais importante da tua vida.Serás sempre um fiel representante da Mistica e do amor ao Benfica.Do ue li e do que vi é na minha opinião o melhor lateral direito da nossa história gloriosa.As rapidas melhoras Imortal Russo.
Muita força para ele e para a família.
Muita força para ele neste momento difícil.
Força IMORTAL!
Descansa em paz :(
Descanse em paz
Descanso eterno :(
Descanse em paz, mais um imortal...
Descansa em paz Ruço ..... mais um imortal que nos deixa. :(
Paz à sua alma.
Mais um Imortal que vai para o 4º anel, que descanse em paz, obrigado por tudo Ruço :(
Os meus sentimentos à família. Que descanse em paz.
Mais um a puxar por nós no 4 anel.
Descansa em Paz, Campeão :(
fdx que noticia :(
Descansa em PAZ campeão
Que descanse em paz. Parte ainda muito novo.
Mais um que parte... É doloroso perder tantas referências.
Muita força para a família neste momento.
Possa, o grande Ruço :(
Estes últimos 2, 3 anos... caramba...
Até sempre Imortal!
O Sport Lisboa e Benfica está de luto pelo desaparecimento de um futebolista de exceção.
Faleceu, esta segunda-feira, aos 66 anos de idade, Artur Manuel Soares Correia, ex-jogador do Sport Lisboa e Benfica e Internacional A em 35 ocasiões pela Seleção Nacional de Portugal.
O Ruço, como era conhecido, foi um defesa direito de exceção, considerado já na década de 70 um "lateral moderno", pois fazia todo o flanco a defender e a atacar. Stefan Kovacs, treinador do Ajax, considerou-o na altura "o melhor defesa direito da Europa".
Era descrito como um inconformado, irreverente, jogador aguerrido, pleno de força e raça, e que defendia com "unhas e dentes"... e com a alma a camisola que envergava.
Estreou-se em grande pelo Glorioso: nas Antas, com uma vitória, por 3-1, no dia 12 de Setembro de 1971. Depois o lugar foi dele. Ocupou-o, conquistou-o, manteve-o com brilho e raça.
Em seis épocas no Futebol do Clube (1971/72 a 1976/77), com a camisola n.º 2 vestida, ganhou cinco Campeonatos Nacionais (1971/72, 1972/73, 1974/75, 1975/76, 1976/77), ficando ao 5.º Tricampeonato da História, e uma Taça de Portugal (1971/72).
Artur Correia, lisboeta, nascido a 18 de abril de 1950 no Bairro Alto, representou ainda a Académica de Coimbra, o Sporting CP e o Tea Men (EUA).
Partiu esta segunda-feira, aos 66 anos de idade... depois de uma vida intensa onde corajosamente, e sempre de frente, enfrentou e lutou perante várias dificuldades ao nível da sua saúde. A batalha terminou hoje.
O Sport Lisboa e Benfica associa-se a este momento de profundo pesar, endereçando condolências a familiares e amigos.
http://www.slbenfica.pt/30/news/info/cu-Gbd0HMUG9v_-z7YdIWg
Que descanse em paz...
Que o lateral que nunca parava encontre agora o seu descanso.
RIP Ruço
Custa muito... não privava com Artur Correia, conheci-o numa outra ocasião triste... a morte do seu irmão Pedro, esse sim meu bom amigo, meu dirigente, uma jóia de pessoa... estavam muitos ex-jogadores do Benfica nesse funeral... por o conhecerem mas por profundo respeito pela dor do irmão Artur.
Hoje partiu para junto do irmão... que lhe leve um abraço meu, Sr. Artur... que dentro do respeito dos vossos bigodes e dos vossos grandes olhos cor de mar saia aquele sorriso de amigo para os que ficam e gostam de vós! Saudade!
RIP.
Condolências à familia
RIP
Notícia trágica mas esperada.
Sentidas condolências à família por um homem que encarnou a raça Benfiquista.
A vida foi madrasta quer no desporto (levando-o para paragens que ele nunca pensou) quer na saúde que cedo o abandonou.
Fica a memória de um gigante Benfiquista. Um homem que devia ter feito toda a sua carreira no Clube do seu coração.
ARTUR Manuel Soares Correia, o "ruço".
Campeão de corpo inteiro!
(http://i65.tinypic.com/2qukvph.jpg)
Descansa em Paz.
Descansa em Paz.
Muita força para família e amigos próximos neste momento muito difícil.
Adeus campeão. Descansa em paz
Um forte abraço. Descansa em paz.
Descansa em Paz, Campeão!
Sr. Artur,
Descanse em paz... Campeão!!!
Que descanse em paz.
Os meus sentimentos à família.
Que descanse em paz. Enorme jogador.
Que descanse em paz.
Mais um campeão e um enorme jogador que ficará para sempre na história não só do Benfica como do futebol português que parte demasiado cedo.
Descanse em Paz.
Mais um campeão dos nossos que parte.
De certeza que estaremos muito perto de conquistar a champions lá do alto, tal a constelação de estrelas que compõe a nossa equipa.
Uma palavra de conforto para a família.
Muito obrigado pela tua dedicação Ruço!
Era uma notícia já esperada, até porque o seu corpo estava já martirizado pelos efeitos de tantos ataques vasculares.
Homem com «H» grande que amava o nosso clube com uma paixão tal que vocês nem imaginam. Tal como a Académica, de quem ele dizia ter uma paixão platónica, infelizmente não recíproca. E com uma honorabilidade acima de qualquer dúvida. Vou contar-vos o meu inesquecível encontro profissional com ele, em 2007.
Nesse ano, o Ministério da Educação recambiou-me para Águeda, para substituir uma colega que se afastara por graves problemas psíquicos. A escola vivia numa desorganização generalizada e, depois de muitos avanços e recuos, fui nomeado Diretor de Turma de um Curso Profissional de Desporto, miúdos e miúdas cheios de genica e com vontade de mostrar serviço. Apesar da oposição da Direção e com a colaboração do núcleo de Estágio de Educação Física da Univ. de Coimbra, organizamos um colóquio a um Sábado sob o tema «Futebol e Motricidade». Muitos professores conimbricenses, mas faltava-nos alguém que representasse o balneário. Poucos dias antes, no jantar de aniversário de uma colega nossa, o núcleo masculino começou a partilhar histórias de futebol, da nossa infância, já que todos éramos nascidos na década de 70. De repente, começamos a falar no Vítor Martins e no Artur Correia que tinham visto as suas carreiras interrompidas por motivos de saúde e, a certa altura, comentei que seria giro termos um dos dois no colóquio. De repente, o Serafim que era um dos mais caladitos e que era afilhado de um ex-treinador da Académica disse:«Eh pá, o meu padrinho é capaz de ter o contato do Artur».
3 dias depois, as minhas mãos lá estavam a tremer que nem varas verdes ao discar no PBX da escola o número do sr. Artur, sem saber muito bem qual o cachet que lhe iria oferecer, visto que a Direção se recusava a dar um cêntimo para a iniciativa, apesar de ser bem conhecido dos docentes que haveria um saco azul e caixa paralela que entre outras coisas, serviu para a aquisição de dois aparelhos de ar condicionado para os Gabinetes da Direção e do Gabinete do Chefe da Secretaria.
Atendeu. Do outro lado da linha, um homem extremamente afável, doce, voz solta e prolongada no tempo. Recusou honorários, viajaria de comboio, só pediu que alguém o fosse buscar à estação da Mealhada. Lá fui eu com uma colega minha, com a convição de que estávamos a dar boleia ao Presidente da República. Começamos a conversar e quando ele soube que morava em Braga, disse-me:«Sabe que eu também sou bracarense por nascimento?»
Tivemos o Auditório cheio e o sr. Artur, que teria direito só a uma preleção de 20 minutos, triplicou o tempo previsto perante o gáudio da plateia, essencialmente juvenil, falando sem tabus do seu acidente vascular que lhe findara o percurso profissional aos 30 anos de idade.
Findo o colóquio e como o sr. Artur tinha tirado bilhete de ida e volta e faltavam 5 horas, resolvemos oferecer-lhe um lanche ajantarado. Ainda pensamos em ir devorar leitão, mas um amigo nosso de Oliveira de Frades fez-nos uma surpresa e levou-nos a uma aldeia de que nunca ouvíramos falar: Arcozelo das Matas, onde numa tasquinha, devoramos a maior e mais saborosa tábua de queijos&enchidos da minha vida. O sr. Artur era um bom garfo e um amante do vinho de Lafões e já na altura bebia bem. Éramos 8 à mesa e para trás foram 12 garrafas vazias, ainda me lembro.
E o sr. Artur começou a desfiar as histórias de balneário: da Académica onde se lançou como extremo direito, da chegada ao Benfica, das "pancas" do Jimmy Hagan, as picardias na Selecção com o Pedroto, as bebedeiras épicas nos bares de Boston, etc,etc. Foi um verdadeiro banho de Mística.
Do AVC que lhe roubou a carreira, ele falou coloquialmente. Vou referir apenas as partes "publicáveis". Estava no Casino Estoril com um grupo de amigos e de "amigas", a festejar o regresso a Portugal. Ele tinha um contrato duplo, que lhe permitia fazer a temporada oficial nos EUA e jogar encontros oficiais em Portugal até ao Carnaval, regressando aos States quando faltariam sempre 4 ou 5 jornadas para findar o nosso campeonato. A temporada nos USA tinha-lhe corrido muito bem, continuava a ser o lateral direito titular da nossa Selecção. Ele tinha saído do Benfica 4 anos antes porque o novo Presidente (Ferreira Queimado), ao assumir o posto, decidiu apostar numa política de contenção orçamental, diminuindo bastante os vencimentos e prémios de jogo. Assinara pelo Sporting e pelo Boston por dinheiro e não por paixão, já que o coração ficara sempre benfiquista.
Nessa noite de setembro de 1980, depois duma jantarada em Cascais, ele e os amigos foram terminar a noite no Casino. O Artur estava um pouco cansado porque tivera o primeiro treino matinal muito puxado, já que o preparador físico Radisic dava verdadeiras tareias. Na parte final do treino com bola, o brasileiro Manoel dera um pastilho na bola e esta embateu na cara do Artur que passou o resto da tarde com dores de cabeça. Por volta da meia noite, ao dançar com uma "amiga", sentiu-se a desmaiar, a ver tudo andar à roda e a ficar com o lado esquerdo do corpo paralisado. O olho começou a fechar e deitaram-no num divã de um camarim. E eis o que choca: a assistência de emergência médica/hospitalar no início dos anos 80. Éramos um verdadeiro país de Terceiro Mundo. O sr. Artur esperou uma hora e meia pela ambulância, esta escolheu o caminho mais longo para o hospital e só chegou lá quase 3 horas depois do aparecimento dos sintomas. O hospital, para saber as condições do seguro desportivo dele, ligou ao médico do Sporting. A angiografia foi feita 8(oito!!) horas depois de chegar ao hospital e a operação para retirar o coágulo no final do dia seguinte...Sem comentários.
É verdade que lhe salvaram a vida, mas o mais engraçado é que na apólice de seguro feita pelo Sporting, esta não cobria problemas vasculares. A do Boston Teamen, sim, mas estes argumentaram que o jogador não se encontrava ao serviço deles. Saída airosa: em finais de 1981, o João Rocha concordou em promover um concerto rock no estádio de Alvalade, pediu ao Júlio Isidro para o organizar e até foi concorrido. O problema é que, das receitas que reverteriam para o Artur, metade serviu para pagarem às bandas, técnicos de som e de iluminação, apesar da Direção do Sporting ter garantido que a receita total iria para o Artur...
Descanse em paz, sr. Artur.
Desculpem a extensão do post, mas era importante que o fórum soubesse que este senhor vivia a Mística intensamente.
Imortal. Imortalíssimo!
Dep.
Que raio de notícia, estou abalado com o falecimento do Ruço, um dos vários jogadores que o meu pai falava com carinho.
Descansa em paz Artur, o Ruço.
Mais um que nunca esqueceremos.
Obrigado por tudo.
Descansa em paz.
Condolências à sua família.
Que descanse em paz.
Mais um dia triste para a família Benfiquista.
Descanse em Paz, Ruço.
Que descanse em paz.
Mais um dos nossos a partir.
Lembro-me bem que no jogo de inauguração do novo Estádio da Luz ia eu muito bem na maré de gente a subir do Colombo para o estádio e às tantas vejo dois vultos a caminhar praticamente lado a lado. Era o Artur e o Mário Wilson. Eu era um bocado para o tímido na altura e não meti conversa, mesmo hoje sem a timidez que tinha provavelmente não os abordaria, feitio. No entanto, o meu pai meteu conversa com eles, sem saber muito bem quem eram (É benfiquista mas não sabe muito da história do clube) até eu lhe dizer. Ambos foram extremamente simpáticos e cordiais, mantendo a conversa durante alguns metros. Dois senhores! Que descanse em paz!
DEP
Que descanse em paz. Condolências à família.
DEP
Que esteja em paz e harmonia ao lado de Eusébio e Coluna e outros tantos benfiquistas!
160 jogos, 5 Campeonatos e 1 Taça de Portugal em 6 temporadas no Benfica - descansa em paz, Artur Correia.
(https://pbs.twimg.com/media/CoNIJmOXYAARGxM.jpg)
(https://pbs.twimg.com/media/CoNJt8cWcAAlVBM.jpg)
Descansa em paz Artur Correia. :flagglorioso:
Paz á sua alma
Era um jogador temperamental que nunca virava a cara á luta e de um enorme profissionalismo..
DEP.
Descansa em paz.
Não conhecia este jogador nem a sua historia, admito-o sem problema.
Cada vez que parte um dos nossos, tento saber um pouco mais sobre o jogador que era e a sua historia na vida, não so pelo Benfica.
Não sei se seria uma boa ideia fazer aqui um projeto de promoção da Mistica para os mais novos como eu que desconhecem aquela parte da nossa historia, a parte que é a mais bonita e mais importante para descrever-nos como clube. Um Imortal do dia ou até entrevistas aos nossos imortais ainda vivos seria mesmo incrivel.
Académica / OAF @academicaoaf
A Briosa está de luto. Faleceu esta segunda-feira Artur Correia, jogador da Académica entre 1968 e 1971. #briosa
(https://pbs.twimg.com/media/CoNY1VMXYAA1L5S.jpg)
Que descanse em paz. Grande benfiquista, com a carreira lixada pelo azar.
Descansa em paz Ruço.
Quando estava nos lagartos, salvo erro em 1978-1979, num jogo contra o Benfica vira-se para o árbitro, depois duma falta que lhe foi assinalada, e diz: "seu lampião!", ao que o árbitro lhe responde: "eu? tu é que és!". O Ruço, com o seu humor rápido, termina: "Sim, mas eu ao menos tento disfarçar"
Hoje está a ser um dia muito difícil para outro grande benfiquista: Toni. Eram grandes amigos e o Toni sofria muito com os males do Artur.
DEP
E eu que até nem sou vieirista não ficaria em paz com a minha consciência se não agradecesse publicamente ao nosso Presidente que, nos últimos meses de vida do Artur, fez questão de ajudar financeiramente a família.
Espero que seja no decorrer deste novo mandato que se construa finalmente o Lar do Jogador para ajudar as nossas Velhas Glórias que tanto nos deram.
Mais um para o Terceiro Anel. Paz à sua alma.
Descansa em Paz.
os imortais como ele nos marcam para sempre.
dizer mais é repetitivo.
chorar como toda a gente.
talvez imperativo.
Descanse em Paz.
Grande Imortal, Grande de Mais.
Te Recordaremos Sempre.
:cry2: :cry2: :cry2: :cry2: :cry2: :cry2: :cry2: :cry2: :cry2: :cry2:
Citação de: Ned Kelly em 25 de Julho de 2016, 13:12
Quando estava nos lagartos, salvo erro em 1978-1979, num jogo contra o Benfica vira-se para o árbitro, depois duma falta que lhe foi assinalada, e diz: "seu lampião!", ao que o árbitro lhe responde: "eu? tu é que és!". O Ruço, com o seu humor rápido, termina: "Sim, mas eu ao menos tento disfarçar"
Hoje está a ser um dia muito difícil para outro grande benfiquista: Toni. Eram grandes amigos e o Toni sofria muito com os males do Artur.
Toni hoje foi ouvido pela TSF e não escondeu o desânimo que sentiu com o desaparecimento do Ruço. Nem como a dor que ainda sente pelo Benfica ter decidido abandoná-lo.
Artur, descansa em paz. Leva cumprimentos de todos os Benfiquistas ao Eusébio, Coluna, Torres, Águas e Cavém, entre outros!
Descanse em paz
Descanse em paz.
Descansa em paz Ruço.
Deixo-vos um link de uma pequena entrevista para que conheçam melhor quem nos acaba de deixar.
Um dos grandes!
http://videos.sapo.pt/Cy50S7jofgsMzKK8thhz
Citação de: Jamal em 25 de Julho de 2016, 13:28
Descansa em paz Ruço.
Deixo-vos um link de uma pequena entrevista para que conheçam melhor quem nos acaba de deixar.
Um dos grandes!
http://videos.sapo.pt/Cy50S7jofgsMzKK8thhz
Obrigado amigo,
Mas desculpa, não abrir, não sei se conseguirei conter sinceramente a emoção.
Mas, obrigado amigo.
Enorme Ruço. Um dos verdadeiros.
Condolências à familia, será sempre um de nós.
DEP
E PLURIBUS UNUM
Descansa em Paz, Ruço!
Descanse em paz! Todos nos encontraremos no 4º anel!
As últimas notícias apontavam para breve a última viagem de Artur Correia. A família benfiquista fica mais pobre, mas na memória prevalecerá sempre a admiração e gratidão por quem representou condignamente o Manto Sagrado.
RIP
Não recordo Artur Correia enquanto jogador do SLB, nem sequer de outro clube. Mas fui lendo, ao longo dos tempos, muita coisa sobre ele. Está entre os imortais o que diz bem da sua carreira de Manto Sagrado. Foi um grande profissional e um benfiquista apaixonado. Obrigado por isso.
Que descanse em Paz.
Repouse em paz.
Citação de: Jamal em 25 de Julho de 2016, 13:28
Descansa em paz Ruço.
Deixo-vos um link de uma pequena entrevista para que conheçam melhor quem nos acaba de deixar.
Um dos grandes!
http://videos.sapo.pt/Cy50S7jofgsMzKK8thhz
Obrigado pela partilha.
Este video merece ser visto. Com vários amigos presentes no estúdio ou deixando mensagens que ilustraram bem a dimensão do Ruço. Este mostrou igualmente a clarividência do seu pensamento, a nobreza dos sentimentos no relato das diversas tragédias da sua vida.
Descanse em paz
Condolências à família
Descansa em paz companheiro. Nunca serás esquecido.
Que descanse em Paz.
e lá partiu o melhor lateral da história do nosso futebol...cada vez mais forte o plantel nos céus...
Confirmou-se o pior.
Descansa em paz, Ruço. Sentimentos à família e amigos.
Descanse em paz e condolências à sua família.
Figura histórica do nosso Benfica.
Não o vi jogar, mas pelos relatos era daqueles jogadores raçudos e temperamentais. Era um jogador à Benfica.
Que descanse em paz e que a família tenha força para ultrapassar este momento.
Mais um dos nossos que nos deixa. Que descanse em paz.
Um dos Verdadeiros. Que descanse em paz.
Lembro-me de ainda, há poucos meses, andar por aqui a ler um pouco da história deste Senhor... que descanse em paz, e muito obrigado por tudo. Um de nós
Mais um IMORTAL que nos deixa. Um atleta de fibra e grande alma.
Que descanse em Paz.
Descanse em paz, condolências aos mais chegados.
Que descanse em Paz.
Tenho pena por todos os gloriosos que partem, mas de Artur tenho mais. Teve uma vida muito marcada por problemas graves de saúde.
Que tenha o descanso que bem merece.
14 páginas...ridículo. Mais um bocadinho de Benfica que parte, e ver que este tópico foi criado pelo saudoso "Manuel Costa" só me reconforta, estou certo que ele será um belo anfitrião do nosso "Ruço".
O meu sincero obrigado por esta partilha.
Muito a sério!
Citação de: Holmesreis em 25 de Julho de 2016, 12:22
Era uma notícia já esperada, até porque o seu corpo estava já martirizado pelos efeitos de tantos ataques vasculares.
Homem com «H» grande que amava o nosso clube com uma paixão tal que vocês nem imaginam. Tal como a Académica, de quem ele dizia ter uma paixão platónica, infelizmente não recíproca. E com uma honorabilidade acima de qualquer dúvida. Vou contar-vos o meu inesquecível encontro profissional com ele, em 2007.
Nesse ano, o Ministério da Educação recambiou-me para Águeda, para substituir uma colega que se afastara por graves problemas psíquicos. A escola vivia numa desorganização generalizada e, depois de muitos avanços e recuos, fui nomeado Diretor de Turma de um Curso Profissional de Desporto, miúdos e miúdas cheios de genica e com vontade de mostrar serviço. Apesar da oposição da Direção e com a colaboração do núcleo de Estágio de Educação Física da Univ. de Coimbra, organizamos um colóquio a um Sábado sob o tema «Futebol e Motricidade». Muitos professores conimbricenses, mas faltava-nos alguém que representasse o balneário. Poucos dias antes, no jantar de aniversário de uma colega nossa, o núcleo masculino começou a partilhar histórias de futebol, da nossa infância, já que todos éramos nascidos na década de 70. De repente, começamos a falar no Vítor Martins e no Artur Correia que tinham visto as suas carreiras interrompidas por motivos de saúde e, a certa altura, comentei que seria giro termos um dos dois no colóquio. De repente, o Serafim que era um dos mais caladitos e que era afilhado de um ex-treinador da Académica disse:«Eh pá, o meu padrinho é capaz de ter o contato do Artur».
3 dias depois, as minhas mãos lá estavam a tremer que nem varas verdes ao discar no PBX da escola o número do sr. Artur, sem saber muito bem qual o cachet que lhe iria oferecer, visto que a Direção se recusava a dar um cêntimo para a iniciativa, apesar de ser bem conhecido dos docentes que haveria um saco azul e caixa paralela que entre outras coisas, serviu para a aquisição de dois aparelhos de ar condicionado para os Gabinetes da Direção e do Gabinete do Chefe da Secretaria.
Atendeu. Do outro lado da linha, um homem extremamente afável, doce, voz solta e prolongada no tempo. Recusou honorários, viajaria de comboio, só pediu que alguém o fosse buscar à estação da Mealhada. Lá fui eu com uma colega minha, com a convição de que estávamos a dar boleia ao Presidente da República. Começamos a conversar e quando ele soube que morava em Braga, disse-me:«Sabe que eu também sou bracarense por nascimento?»
Tivemos o Auditório cheio e o sr. Artur, que teria direito só a uma preleção de 20 minutos, triplicou o tempo previsto perante o gáudio da plateia, essencialmente juvenil, falando sem tabus do seu acidente vascular que lhe findara o percurso profissional aos 30 anos de idade.
Findo o colóquio e como o sr. Artur tinha tirado bilhete de ida e volta e faltavam 5 horas, resolvemos oferecer-lhe um lanche ajantarado. Ainda pensamos em ir devorar leitão, mas um amigo nosso de Oliveira de Frades fez-nos uma surpresa e levou-nos a uma aldeia de que nunca ouvíramos falar: Arcozelo das Matas, onde numa tasquinha, devoramos a maior e mais saborosa tábua de queijos&enchidos da minha vida. O sr. Artur era um bom garfo e um amante do vinho de Lafões e já na altura bebia bem. Éramos 8 à mesa e para trás foram 12 garrafas vazias, ainda me lembro.
E o sr. Artur começou a desfiar as histórias de balneário: da Académica onde se lançou como extremo direito, da chegada ao Benfica, das "pancas" do Jimmy Hagan, as picardias na Selecção com o Pedroto, as bebedeiras épicas nos bares de Boston, etc,etc. Foi um verdadeiro banho de Mística.
Do AVC que lhe roubou a carreira, ele falou coloquialmente. Vou referir apenas as partes "publicáveis". Estava no Casino Estoril com um grupo de amigos e de "amigas", a festejar o regresso a Portugal. Ele tinha um contrato duplo, que lhe permitia fazer a temporada oficial nos EUA e jogar encontros oficiais em Portugal até ao Carnaval, regressando aos States quando faltariam sempre 4 ou 5 jornadas para findar o nosso campeonato. A temporada nos USA tinha-lhe corrido muito bem, continuava a ser o lateral direito titular da nossa Selecção. Ele tinha saído do Benfica 4 anos antes porque o novo Presidente (Ferreira Queimado), ao assumir o posto, decidiu apostar numa política de contenção orçamental, diminuindo bastante os vencimentos e prémios de jogo. Assinara pelo Sporting e pelo Boston por dinheiro e não por paixão, já que o coração ficara sempre benfiquista.
Nessa noite de setembro de 1980, depois duma jantarada em Cascais, ele e os amigos foram terminar a noite no Casino. O Artur estava um pouco cansado porque tivera o primeiro treino matinal muito puxado, já que o preparador físico Radisic dava verdadeiras tareias. Na parte final do treino com bola, o brasileiro Manoel dera um pastilho na bola e esta embateu na cara do Artur que passou o resto da tarde com dores de cabeça. Por volta da meia noite, ao dançar com uma "amiga", sentiu-se a desmaiar, a ver tudo andar à roda e a ficar com o lado esquerdo do corpo paralisado. O olho começou a fechar e deitaram-no num divã de um camarim. E eis o que choca: a assistência de emergência médica/hospitalar no início dos anos 80. Éramos um verdadeiro país de Terceiro Mundo. O sr. Artur esperou uma hora e meia pela ambulância, esta escolheu o caminho mais longo para o hospital e só chegou lá quase 3 horas depois do aparecimento dos sintomas. O hospital, para saber as condições do seguro desportivo dele, ligou ao médico do Sporting. A angiografia foi feita 8(oito!!) horas depois de chegar ao hospital e a operação para retirar o coágulo no final do dia seguinte...Sem comentários.
É verdade que lhe salvaram a vida, mas o mais engraçado é que na apólice de seguro feita pelo Sporting, esta não cobria problemas vasculares. A do Boston Teamen, sim, mas estes argumentaram que o jogador não se encontrava ao serviço deles. Saída airosa: em finais de 1981, o João Rocha concordou em promover um concerto rock no estádio de Alvalade, pediu ao Júlio Isidro para o organizar e até foi concorrido. O problema é que, das receitas que reverteriam para o Artur, metade serviu para pagarem às bandas, técnicos de som e de iluminação, apesar da Direção do Sporting ter garantido que a receita total iria para o Artur...
Descanse em paz, sr. Artur.
Desculpem a extensão do post, mas era importante que o fórum soubesse que este senhor vivia a Mística intensamente.
Imortal. Imortalíssimo!
Que descanse em paz.
Descansa em paz, Ruço...
Mais um para o 4.º anel. Que descanse em paz.
Um dos nossos, para sempre. Que o corpo descanse em paz e a memória seja sempre respeitada. Condolências à família.
Citação de: Jamal em 25 de Julho de 2016, 13:28
Descansa em paz Ruço.
Deixo-vos um link de uma pequena entrevista para que conheçam melhor quem nos acaba de deixar.
Um dos grandes!
http://videos.sapo.pt/Cy50S7jofgsMzKK8thhz
Muito obrigado. Não conhecia este programa, estou a ouvi-lo porque não posso ver visto estar a trabalhar. Que saudades!
Descansa em paz, Ruço
Citação de: Holmesreis em 25 de Julho de 2016, 12:22
Era uma notícia já esperada, até porque o seu corpo estava já martirizado pelos efeitos de tantos ataques vasculares.
Homem com «H» grande que amava o nosso clube com uma paixão tal que vocês nem imaginam. Tal como a Académica, de quem ele dizia ter uma paixão platónica, infelizmente não recíproca. E com uma honorabilidade acima de qualquer dúvida. Vou contar-vos o meu inesquecível encontro profissional com ele, em 2007.
Nesse ano, o Ministério da Educação recambiou-me para Águeda, para substituir uma colega que se afastara por graves problemas psíquicos. A escola vivia numa desorganização generalizada e, depois de muitos avanços e recuos, fui nomeado Diretor de Turma de um Curso Profissional de Desporto, miúdos e miúdas cheios de genica e com vontade de mostrar serviço. Apesar da oposição da Direção e com a colaboração do núcleo de Estágio de Educação Física da Univ. de Coimbra, organizamos um colóquio a um Sábado sob o tema «Futebol e Motricidade». Muitos professores conimbricenses, mas faltava-nos alguém que representasse o balneário. Poucos dias antes, no jantar de aniversário de uma colega nossa, o núcleo masculino começou a partilhar histórias de futebol, da nossa infância, já que todos éramos nascidos na década de 70. De repente, começamos a falar no Vítor Martins e no Artur Correia que tinham visto as suas carreiras interrompidas por motivos de saúde e, a certa altura, comentei que seria giro termos um dos dois no colóquio. De repente, o Serafim que era um dos mais caladitos e que era afilhado de um ex-treinador da Académica disse:«Eh pá, o meu padrinho é capaz de ter o contato do Artur».
3 dias depois, as minhas mãos lá estavam a tremer que nem varas verdes ao discar no PBX da escola o número do sr. Artur, sem saber muito bem qual o cachet que lhe iria oferecer, visto que a Direção se recusava a dar um cêntimo para a iniciativa, apesar de ser bem conhecido dos docentes que haveria um saco azul e caixa paralela que entre outras coisas, serviu para a aquisição de dois aparelhos de ar condicionado para os Gabinetes da Direção e do Gabinete do Chefe da Secretaria.
Atendeu. Do outro lado da linha, um homem extremamente afável, doce, voz solta e prolongada no tempo. Recusou honorários, viajaria de comboio, só pediu que alguém o fosse buscar à estação da Mealhada. Lá fui eu com uma colega minha, com a convição de que estávamos a dar boleia ao Presidente da República. Começamos a conversar e quando ele soube que morava em Braga, disse-me:«Sabe que eu também sou bracarense por nascimento?»
Tivemos o Auditório cheio e o sr. Artur, que teria direito só a uma preleção de 20 minutos, triplicou o tempo previsto perante o gáudio da plateia, essencialmente juvenil, falando sem tabus do seu acidente vascular que lhe findara o percurso profissional aos 30 anos de idade.
Findo o colóquio e como o sr. Artur tinha tirado bilhete de ida e volta e faltavam 5 horas, resolvemos oferecer-lhe um lanche ajantarado. Ainda pensamos em ir devorar leitão, mas um amigo nosso de Oliveira de Frades fez-nos uma surpresa e levou-nos a uma aldeia de que nunca ouvíramos falar: Arcozelo das Matas, onde numa tasquinha, devoramos a maior e mais saborosa tábua de queijos&enchidos da minha vida. O sr. Artur era um bom garfo e um amante do vinho de Lafões e já na altura bebia bem. Éramos 8 à mesa e para trás foram 12 garrafas vazias, ainda me lembro.
E o sr. Artur começou a desfiar as histórias de balneário: da Académica onde se lançou como extremo direito, da chegada ao Benfica, das "pancas" do Jimmy Hagan, as picardias na Selecção com o Pedroto, as bebedeiras épicas nos bares de Boston, etc,etc. Foi um verdadeiro banho de Mística.
Do AVC que lhe roubou a carreira, ele falou coloquialmente. Vou referir apenas as partes "publicáveis". Estava no Casino Estoril com um grupo de amigos e de "amigas", a festejar o regresso a Portugal. Ele tinha um contrato duplo, que lhe permitia fazer a temporada oficial nos EUA e jogar encontros oficiais em Portugal até ao Carnaval, regressando aos States quando faltariam sempre 4 ou 5 jornadas para findar o nosso campeonato. A temporada nos USA tinha-lhe corrido muito bem, continuava a ser o lateral direito titular da nossa Selecção. Ele tinha saído do Benfica 4 anos antes porque o novo Presidente (Ferreira Queimado), ao assumir o posto, decidiu apostar numa política de contenção orçamental, diminuindo bastante os vencimentos e prémios de jogo. Assinara pelo Sporting e pelo Boston por dinheiro e não por paixão, já que o coração ficara sempre benfiquista.
Nessa noite de setembro de 1980, depois duma jantarada em Cascais, ele e os amigos foram terminar a noite no Casino. O Artur estava um pouco cansado porque tivera o primeiro treino matinal muito puxado, já que o preparador físico Radisic dava verdadeiras tareias. Na parte final do treino com bola, o brasileiro Manoel dera um pastilho na bola e esta embateu na cara do Artur que passou o resto da tarde com dores de cabeça. Por volta da meia noite, ao dançar com uma "amiga", sentiu-se a desmaiar, a ver tudo andar à roda e a ficar com o lado esquerdo do corpo paralisado. O olho começou a fechar e deitaram-no num divã de um camarim. E eis o que choca: a assistência de emergência médica/hospitalar no início dos anos 80. Éramos um verdadeiro país de Terceiro Mundo. O sr. Artur esperou uma hora e meia pela ambulância, esta escolheu o caminho mais longo para o hospital e só chegou lá quase 3 horas depois do aparecimento dos sintomas. O hospital, para saber as condições do seguro desportivo dele, ligou ao médico do Sporting. A angiografia foi feita 8(oito!!) horas depois de chegar ao hospital e a operação para retirar o coágulo no final do dia seguinte...Sem comentários.
É verdade que lhe salvaram a vida, mas o mais engraçado é que na apólice de seguro feita pelo Sporting, esta não cobria problemas vasculares. A do Boston Teamen, sim, mas estes argumentaram que o jogador não se encontrava ao serviço deles. Saída airosa: em finais de 1981, o João Rocha concordou em promover um concerto rock no estádio de Alvalade, pediu ao Júlio Isidro para o organizar e até foi concorrido. O problema é que, das receitas que reverteriam para o Artur, metade serviu para pagarem às bandas, técnicos de som e de iluminação, apesar da Direção do Sporting ter garantido que a receita total iria para o Artur...
Descanse em paz, sr. Artur.
Desculpem a extensão do post, mas era importante que o fórum soubesse que este senhor vivia a Mística intensamente.
Imortal. Imortalíssimo!
Ha utilizadores que dão uma contribuição ENORME para este forum. Es certamente um deles e um dos maiores.
Muito bom.
Que descanse em paz!
Com a minha idade, é óbvio que nunca o vi jogar e pouco sem sobre o jogador. Como homem sempre ouvi grandes coisas, mesmo apesar de ter jogado no Sporting. Aliás, se não é o único, é dos muito poucos jogadores que passaram por um rival e continuam a ser idolatrados na Luz.
Que descanse em paz, bem merece.
Obrigado por tudo o que fizeste pelo nosso grandioso clube.
Descansa em paz.
Obrigado por tudo .. Descansa em paz juntos aos nossos.
Mais um Imortal que nos deixa.Descanse em paz Sr. Artur Correia.Não há palavras para explicar a partida de um dos nossos.Só para se ter uma pequena amostra do que era como jogador um dos maiores treinadores do mundo nos anos 70 chamado Kovacs que comandava o invencivel Ajax de Cruyff considerou o nosso Ruço o melhor lateral direito da Europa.Se existe exemplo do jogador portador da nossa Mistica ele era sem sombra de duvida Artur Correia. :cry2:
A sua garra não foi suficiente para se manter connosco.
Será sempre imortal.
RIP
Descanse em paz Sr Artur!
RIP
Citação de: _1904_ em 25 de Julho de 2016, 16:35
Citação de: Holmesreis em 25 de Julho de 2016, 12:22
Era uma notícia já esperada, até porque o seu corpo estava já martirizado pelos efeitos de tantos ataques vasculares.
Homem com «H» grande que amava o nosso clube com uma paixão tal que vocês nem imaginam. Tal como a Académica, de quem ele dizia ter uma paixão platónica, infelizmente não recíproca. E com uma honorabilidade acima de qualquer dúvida. Vou contar-vos o meu inesquecível encontro profissional com ele, em 2007.
Nesse ano, o Ministério da Educação recambiou-me para Águeda, para substituir uma colega que se afastara por graves problemas psíquicos. A escola vivia numa desorganização generalizada e, depois de muitos avanços e recuos, fui nomeado Diretor de Turma de um Curso Profissional de Desporto, miúdos e miúdas cheios de genica e com vontade de mostrar serviço. Apesar da oposição da Direção e com a colaboração do núcleo de Estágio de Educação Física da Univ. de Coimbra, organizamos um colóquio a um Sábado sob o tema «Futebol e Motricidade». Muitos professores conimbricenses, mas faltava-nos alguém que representasse o balneário. Poucos dias antes, no jantar de aniversário de uma colega nossa, o núcleo masculino começou a partilhar histórias de futebol, da nossa infância, já que todos éramos nascidos na década de 70. De repente, começamos a falar no Vítor Martins e no Artur Correia que tinham visto as suas carreiras interrompidas por motivos de saúde e, a certa altura, comentei que seria giro termos um dos dois no colóquio. De repente, o Serafim que era um dos mais caladitos e que era afilhado de um ex-treinador da Académica disse:«Eh pá, o meu padrinho é capaz de ter o contato do Artur».
3 dias depois, as minhas mãos lá estavam a tremer que nem varas verdes ao discar no PBX da escola o número do sr. Artur, sem saber muito bem qual o cachet que lhe iria oferecer, visto que a Direção se recusava a dar um cêntimo para a iniciativa, apesar de ser bem conhecido dos docentes que haveria um saco azul e caixa paralela que entre outras coisas, serviu para a aquisição de dois aparelhos de ar condicionado para os Gabinetes da Direção e do Gabinete do Chefe da Secretaria.
Atendeu. Do outro lado da linha, um homem extremamente afável, doce, voz solta e prolongada no tempo. Recusou honorários, viajaria de comboio, só pediu que alguém o fosse buscar à estação da Mealhada. Lá fui eu com uma colega minha, com a convição de que estávamos a dar boleia ao Presidente da República. Começamos a conversar e quando ele soube que morava em Braga, disse-me:«Sabe que eu também sou bracarense por nascimento?»
Tivemos o Auditório cheio e o sr. Artur, que teria direito só a uma preleção de 20 minutos, triplicou o tempo previsto perante o gáudio da plateia, essencialmente juvenil, falando sem tabus do seu acidente vascular que lhe findara o percurso profissional aos 30 anos de idade.
Findo o colóquio e como o sr. Artur tinha tirado bilhete de ida e volta e faltavam 5 horas, resolvemos oferecer-lhe um lanche ajantarado. Ainda pensamos em ir devorar leitão, mas um amigo nosso de Oliveira de Frades fez-nos uma surpresa e levou-nos a uma aldeia de que nunca ouvíramos falar: Arcozelo das Matas, onde numa tasquinha, devoramos a maior e mais saborosa tábua de queijos&enchidos da minha vida. O sr. Artur era um bom garfo e um amante do vinho de Lafões e já na altura bebia bem. Éramos 8 à mesa e para trás foram 12 garrafas vazias, ainda me lembro.
E o sr. Artur começou a desfiar as histórias de balneário: da Académica onde se lançou como extremo direito, da chegada ao Benfica, das "pancas" do Jimmy Hagan, as picardias na Selecção com o Pedroto, as bebedeiras épicas nos bares de Boston, etc,etc. Foi um verdadeiro banho de Mística.
Do AVC que lhe roubou a carreira, ele falou coloquialmente. Vou referir apenas as partes "publicáveis". Estava no Casino Estoril com um grupo de amigos e de "amigas", a festejar o regresso a Portugal. Ele tinha um contrato duplo, que lhe permitia fazer a temporada oficial nos EUA e jogar encontros oficiais em Portugal até ao Carnaval, regressando aos States quando faltariam sempre 4 ou 5 jornadas para findar o nosso campeonato. A temporada nos USA tinha-lhe corrido muito bem, continuava a ser o lateral direito titular da nossa Selecção. Ele tinha saído do Benfica 4 anos antes porque o novo Presidente (Ferreira Queimado), ao assumir o posto, decidiu apostar numa política de contenção orçamental, diminuindo bastante os vencimentos e prémios de jogo. Assinara pelo Sporting e pelo Boston por dinheiro e não por paixão, já que o coração ficara sempre benfiquista.
Nessa noite de setembro de 1980, depois duma jantarada em Cascais, ele e os amigos foram terminar a noite no Casino. O Artur estava um pouco cansado porque tivera o primeiro treino matinal muito puxado, já que o preparador físico Radisic dava verdadeiras tareias. Na parte final do treino com bola, o brasileiro Manoel dera um pastilho na bola e esta embateu na cara do Artur que passou o resto da tarde com dores de cabeça. Por volta da meia noite, ao dançar com uma "amiga", sentiu-se a desmaiar, a ver tudo andar à roda e a ficar com o lado esquerdo do corpo paralisado. O olho começou a fechar e deitaram-no num divã de um camarim. E eis o que choca: a assistência de emergência médica/hospitalar no início dos anos 80. Éramos um verdadeiro país de Terceiro Mundo. O sr. Artur esperou uma hora e meia pela ambulância, esta escolheu o caminho mais longo para o hospital e só chegou lá quase 3 horas depois do aparecimento dos sintomas. O hospital, para saber as condições do seguro desportivo dele, ligou ao médico do Sporting. A angiografia foi feita 8(oito!!) horas depois de chegar ao hospital e a operação para retirar o coágulo no final do dia seguinte...Sem comentários.
É verdade que lhe salvaram a vida, mas o mais engraçado é que na apólice de seguro feita pelo Sporting, esta não cobria problemas vasculares. A do Boston Teamen, sim, mas estes argumentaram que o jogador não se encontrava ao serviço deles. Saída airosa: em finais de 1981, o João Rocha concordou em promover um concerto rock no estádio de Alvalade, pediu ao Júlio Isidro para o organizar e até foi concorrido. O problema é que, das receitas que reverteriam para o Artur, metade serviu para pagarem às bandas, técnicos de som e de iluminação, apesar da Direção do Sporting ter garantido que a receita total iria para o Artur...
Descanse em paz, sr. Artur.
Desculpem a extensão do post, mas era importante que o fórum soubesse que este senhor vivia a Mística intensamente.
Imortal. Imortalíssimo!
Ha utilizadores que dão uma contribuição ENORME para este forum. Es certamente um deles e um dos maiores.
Muito bom.
Que descanse em paz!
"De muitos, um"...
Abraço.
Ruço :slb2: um eterno, que descanse em paz e olhe por nós lá de cima
Um orgulho enorme ter conhecido e cumprimentado o nosso imortal Sr. Artur Correia!
Como futebolista já sabia que tinha sido magnífico, mas a partir desse dia passei a admirar também o grande homem que era.
Dia muito triste... que descanse em paz Sr. Artur Correia. :cry2:
Que descanse em paz. O ruço é e será sempre imortal no clube mesmo tendo jogado num dos rivais.
Descanse em paz.
Sentimentos à família e amigos.
Citação de: Holmesreis em 25 de Julho de 2016, 12:22
Era uma notícia já esperada, até porque o seu corpo estava já martirizado pelos efeitos de tantos ataques vasculares.
Homem com «H» grande que amava o nosso clube com uma paixão tal que vocês nem imaginam. Tal como a Académica, de quem ele dizia ter uma paixão platónica, infelizmente não recíproca. E com uma honorabilidade acima de qualquer dúvida. Vou contar-vos o meu inesquecível encontro profissional com ele, em 2007.
Nesse ano, o Ministério da Educação recambiou-me para Águeda, para substituir uma colega que se afastara por graves problemas psíquicos. A escola vivia numa desorganização generalizada e, depois de muitos avanços e recuos, fui nomeado Diretor de Turma de um Curso Profissional de Desporto, miúdos e miúdas cheios de genica e com vontade de mostrar serviço. Apesar da oposição da Direção e com a colaboração do núcleo de Estágio de Educação Física da Univ. de Coimbra, organizamos um colóquio a um Sábado sob o tema «Futebol e Motricidade». Muitos professores conimbricenses, mas faltava-nos alguém que representasse o balneário. Poucos dias antes, no jantar de aniversário de uma colega nossa, o núcleo masculino começou a partilhar histórias de futebol, da nossa infância, já que todos éramos nascidos na década de 70. De repente, começamos a falar no Vítor Martins e no Artur Correia que tinham visto as suas carreiras interrompidas por motivos de saúde e, a certa altura, comentei que seria giro termos um dos dois no colóquio. De repente, o Serafim que era um dos mais caladitos e que era afilhado de um ex-treinador da Académica disse:«Eh pá, o meu padrinho é capaz de ter o contato do Artur».
3 dias depois, as minhas mãos lá estavam a tremer que nem varas verdes ao discar no PBX da escola o número do sr. Artur, sem saber muito bem qual o cachet que lhe iria oferecer, visto que a Direção se recusava a dar um cêntimo para a iniciativa, apesar de ser bem conhecido dos docentes que haveria um saco azul e caixa paralela que entre outras coisas, serviu para a aquisição de dois aparelhos de ar condicionado para os Gabinetes da Direção e do Gabinete do Chefe da Secretaria.
Atendeu. Do outro lado da linha, um homem extremamente afável, doce, voz solta e prolongada no tempo. Recusou honorários, viajaria de comboio, só pediu que alguém o fosse buscar à estação da Mealhada. Lá fui eu com uma colega minha, com a convição de que estávamos a dar boleia ao Presidente da República. Começamos a conversar e quando ele soube que morava em Braga, disse-me:«Sabe que eu também sou bracarense por nascimento?»
Tivemos o Auditório cheio e o sr. Artur, que teria direito só a uma preleção de 20 minutos, triplicou o tempo previsto perante o gáudio da plateia, essencialmente juvenil, falando sem tabus do seu acidente vascular que lhe findara o percurso profissional aos 30 anos de idade.
Findo o colóquio e como o sr. Artur tinha tirado bilhete de ida e volta e faltavam 5 horas, resolvemos oferecer-lhe um lanche ajantarado. Ainda pensamos em ir devorar leitão, mas um amigo nosso de Oliveira de Frades fez-nos uma surpresa e levou-nos a uma aldeia de que nunca ouvíramos falar: Arcozelo das Matas, onde numa tasquinha, devoramos a maior e mais saborosa tábua de queijos&enchidos da minha vida. O sr. Artur era um bom garfo e um amante do vinho de Lafões e já na altura bebia bem. Éramos 8 à mesa e para trás foram 12 garrafas vazias, ainda me lembro.
E o sr. Artur começou a desfiar as histórias de balneário: da Académica onde se lançou como extremo direito, da chegada ao Benfica, das "pancas" do Jimmy Hagan, as picardias na Selecção com o Pedroto, as bebedeiras épicas nos bares de Boston, etc,etc. Foi um verdadeiro banho de Mística.
Do AVC que lhe roubou a carreira, ele falou coloquialmente. Vou referir apenas as partes "publicáveis". Estava no Casino Estoril com um grupo de amigos e de "amigas", a festejar o regresso a Portugal. Ele tinha um contrato duplo, que lhe permitia fazer a temporada oficial nos EUA e jogar encontros oficiais em Portugal até ao Carnaval, regressando aos States quando faltariam sempre 4 ou 5 jornadas para findar o nosso campeonato. A temporada nos USA tinha-lhe corrido muito bem, continuava a ser o lateral direito titular da nossa Selecção. Ele tinha saído do Benfica 4 anos antes porque o novo Presidente (Ferreira Queimado), ao assumir o posto, decidiu apostar numa política de contenção orçamental, diminuindo bastante os vencimentos e prémios de jogo. Assinara pelo Sporting e pelo Boston por dinheiro e não por paixão, já que o coração ficara sempre benfiquista.
Nessa noite de setembro de 1980, depois duma jantarada em Cascais, ele e os amigos foram terminar a noite no Casino. O Artur estava um pouco cansado porque tivera o primeiro treino matinal muito puxado, já que o preparador físico Radisic dava verdadeiras tareias. Na parte final do treino com bola, o brasileiro Manoel dera um pastilho na bola e esta embateu na cara do Artur que passou o resto da tarde com dores de cabeça. Por volta da meia noite, ao dançar com uma "amiga", sentiu-se a desmaiar, a ver tudo andar à roda e a ficar com o lado esquerdo do corpo paralisado. O olho começou a fechar e deitaram-no num divã de um camarim. E eis o que choca: a assistência de emergência médica/hospitalar no início dos anos 80. Éramos um verdadeiro país de Terceiro Mundo. O sr. Artur esperou uma hora e meia pela ambulância, esta escolheu o caminho mais longo para o hospital e só chegou lá quase 3 horas depois do aparecimento dos sintomas. O hospital, para saber as condições do seguro desportivo dele, ligou ao médico do Sporting. A angiografia foi feita 8(oito!!) horas depois de chegar ao hospital e a operação para retirar o coágulo no final do dia seguinte...Sem comentários.
É verdade que lhe salvaram a vida, mas o mais engraçado é que na apólice de seguro feita pelo Sporting, esta não cobria problemas vasculares. A do Boston Teamen, sim, mas estes argumentaram que o jogador não se encontrava ao serviço deles. Saída airosa: em finais de 1981, o João Rocha concordou em promover um concerto rock no estádio de Alvalade, pediu ao Júlio Isidro para o organizar e até foi concorrido. O problema é que, das receitas que reverteriam para o Artur, metade serviu para pagarem às bandas, técnicos de som e de iluminação, apesar da Direção do Sporting ter garantido que a receita total iria para o Artur...
Descanse em paz, sr. Artur.
Desculpem a extensão do post, mas era importante que o fórum soubesse que este senhor vivia a Mística intensamente.
Imortal. Imortalíssimo!
Bonita história, apesar de tudo! E sim, acredito que tenham comido bem em Arcozelo das Maias! :D
Que descanse em paz.
Ainda me lembro de o ver jogar.
DEP Campeão
Pelo que li, pode-se dizer, no mínimo, que teve uma vida cheia de azares.
Até sempre.
Era um dos nossos :metal:
Que descanse em paz....campeão! :bow2:
Um dos laterais que o meu pai mais gostava! :metal:
Um de nós.....sempre! :slb2:
Obrigado por tudo, campeão :)
Descansa em Paz!!
Grande Benfiquista,
as minhas profundas condolências à familia e mais proximos.
Muito obrigado pelo que fez pelo Benfica, sr. Artur Correia.
Descanse em Paz, Sr. Artur Correia.
Estaremos sempre gratos e orgulhosos de tudo o que fez pelo Benfica e por Portugal.
Que descanse em paz!
Obrigado por tudo!
Descanse em Paz.
Benfica!
Que descanse em paz, grande campeão.
Descanse em paz, e sempre com olho no Glorioso, como é evidente.
Que descanse em paz.
Ver o Manuel Fernandes lavado em lágrimas agora na RTP Informação... custou ver.
Confesso que não o conhecia, mas consta que era um verdadeiro animal (no bom sentido) na lateral direita. Que descanse em paz.
Obrigado por tudo, Campeão :)
Descansa em Paz!
A Briosa está de luto. Faleceu Artur Correia.
A Briosa está de luto. Faleceu esta segunda-feira Artur Correia, jogador da Académica entre 1968 e 1971.
"Ruço", como era conhecido, aqui a disputar uma bola com Eusébio, representou o nosso clube em 73 ocasiões, antes de se transferir para o Benfica e, depois, para o Sporting. Mário Campos, glória da Académica e antigo colega de equipa de "Ruço", fala num momento de "grande pesar para a Instituição":
(http://www.academica-oaf.pt/images/stories/noticias/0.aacoaf/faleceuarturcorreia.jpg)
"A morte do Artur é um momento de grande pesar para a Académica. Chegou a Coimbra com 17 anos, viveu num apartamento comigo e com mais dois jogadores. Tive uma intimidade muito grande com ele... Fez-se jogador em Coimbra, onde realizou duas épocas excepcionais. Era um grande amigo meu. O Artur tinha duas grandes paixões: Coimbra e a Académica, por um lado, e o Benfica, onde também jogou. É um dia muito triste para a nossa Instituição.
Recentemente a filha entrou em contacto comigo e pediu uma camisola da Académica como recordação, a que rapidamente acedemos. Foi assinada por todos os atletas deste plantel e entregue à família. Estarei naturalmente presente nas cerimónias fúnebres onde levarei as mensagens de pesar da Académica."
À família enlutada, a Direcção da AAC/OAF e a Gerência da AAC/OAF SDUQ, Lda endereçam as mais sentidas condolências.
http://www.academica-oaf.pt/noticias/aacoaf/6206-a-briosa-esta-de-luto-faleceu-artur-correia/
DEP
Que descanse em paz.
Descanse em paz.
Só resta agradecer tudo o que fez pelo nosso clube.
Obrigado.
Descanse em Paz.
(http://1.bp.blogspot.com/--EqPEHQiDPg/VSP5FAJT4iI/AAAAAAAAA78/LPj49MsxDvY/s1600/artur.jpg)
Que descanse em Paz e Muito Obrigado por tudo o que deu ao nosso clube.
obrigado por tudo que déste ao clube.
descansa em paz!
Obrigado!
Que descanse em paz.
Obrigado!
Paz à sua alma! Grande!
Descansa em paz...
Citação de: Jamal em 25 de Julho de 2016, 13:28
Descansa em paz Ruço.
Deixo-vos um link de uma pequena entrevista para que conheçam melhor quem nos acaba de deixar.
Um dos grandes!
http://videos.sapo.pt/Cy50S7jofgsMzKK8thhz
Muito obrigado pela partilha!
O Ruço parecia ser um homem genuíno, não só por esta entrevista como pelas outras vezes que ele ia aparecendo na TV, bem como pelos relatos das histórias que o pessoal tem partilhado no tópico.
Apesar de nunca o ter visto jogar, dado que nasci em 1984, incluí-o no meu melhor 11 de sempre do SLB quando visitei o Museu Cosme Damião pela 1ª vez há já quase 2 anos, pela forma como o meu Pai se referia (e refere) ao Artur e por aquilo que tenho lido, visto e ouvido ao longo dos anos. Isto apesar de ter tido uma passagem relativamente curta na equipa principal, para aquilo que era o habitual no passado e até tendo em conta que teve como sucessores primeiro o Pietra e depois o Veloso, que até são nomes mais populares junto dos benfiquistas.
Perda lamentável.
Muito bom jogador e grande benfiquista!
Descansa em paz grande benfiquista!!! Artur o "ruço"!!!!Ainda o cheguei a ver jogar ao vivo por 2 vezes, uma delas penso que terá sido o último jogo dele no Benfica (certamente um dos últimos!), foi no Leixões 1 Benfica 2 no estádio do Mar em Abril ou Maio de 1977. Já o Benfica era campeão, mas nesse ano Artur não jogou a época toda, penso que já lá estaria o Pietra.... :cry2: :cry2: :cry2: :slb2: :slb2: :slb2: :slb2: :slb2: :slb2:
Descanse em paz,que o seu sofrimento tenha parado de vez e agora esteja em paz a ver-nos do 4º anel.
DEP!
Citação de: Holmesreis em 25 de Julho de 2016, 12:22
Era uma notícia já esperada, até porque o seu corpo estava já martirizado pelos efeitos de tantos ataques vasculares.
Homem com «H» grande que amava o nosso clube com uma paixão tal que vocês nem imaginam. Tal como a Académica, de quem ele dizia ter uma paixão platónica, infelizmente não recíproca. E com uma honorabilidade acima de qualquer dúvida. Vou contar-vos o meu inesquecível encontro profissional com ele, em 2007.
Nesse ano, o Ministério da Educação recambiou-me para Águeda, para substituir uma colega que se afastara por graves problemas psíquicos. A escola vivia numa desorganização generalizada e, depois de muitos avanços e recuos, fui nomeado Diretor de Turma de um Curso Profissional de Desporto, miúdos e miúdas cheios de genica e com vontade de mostrar serviço. Apesar da oposição da Direção e com a colaboração do núcleo de Estágio de Educação Física da Univ. de Coimbra, organizamos um colóquio a um Sábado sob o tema «Futebol e Motricidade». Muitos professores conimbricenses, mas faltava-nos alguém que representasse o balneário. Poucos dias antes, no jantar de aniversário de uma colega nossa, o núcleo masculino começou a partilhar histórias de futebol, da nossa infância, já que todos éramos nascidos na década de 70. De repente, começamos a falar no Vítor Martins e no Artur Correia que tinham visto as suas carreiras interrompidas por motivos de saúde e, a certa altura, comentei que seria giro termos um dos dois no colóquio. De repente, o Serafim que era um dos mais caladitos e que era afilhado de um ex-treinador da Académica disse:«Eh pá, o meu padrinho é capaz de ter o contato do Artur».
3 dias depois, as minhas mãos lá estavam a tremer que nem varas verdes ao discar no PBX da escola o número do sr. Artur, sem saber muito bem qual o cachet que lhe iria oferecer, visto que a Direção se recusava a dar um cêntimo para a iniciativa, apesar de ser bem conhecido dos docentes que haveria um saco azul e caixa paralela que entre outras coisas, serviu para a aquisição de dois aparelhos de ar condicionado para os Gabinetes da Direção e do Gabinete do Chefe da Secretaria.
Atendeu. Do outro lado da linha, um homem extremamente afável, doce, voz solta e prolongada no tempo. Recusou honorários, viajaria de comboio, só pediu que alguém o fosse buscar à estação da Mealhada. Lá fui eu com uma colega minha, com a convição de que estávamos a dar boleia ao Presidente da República. Começamos a conversar e quando ele soube que morava em Braga, disse-me:«Sabe que eu também sou bracarense por nascimento?»
Tivemos o Auditório cheio e o sr. Artur, que teria direito só a uma preleção de 20 minutos, triplicou o tempo previsto perante o gáudio da plateia, essencialmente juvenil, falando sem tabus do seu acidente vascular que lhe findara o percurso profissional aos 30 anos de idade.
Findo o colóquio e como o sr. Artur tinha tirado bilhete de ida e volta e faltavam 5 horas, resolvemos oferecer-lhe um lanche ajantarado. Ainda pensamos em ir devorar leitão, mas um amigo nosso de Oliveira de Frades fez-nos uma surpresa e levou-nos a uma aldeia de que nunca ouvíramos falar: Arcozelo das Matas, onde numa tasquinha, devoramos a maior e mais saborosa tábua de queijos&enchidos da minha vida. O sr. Artur era um bom garfo e um amante do vinho de Lafões e já na altura bebia bem. Éramos 8 à mesa e para trás foram 12 garrafas vazias, ainda me lembro.
E o sr. Artur começou a desfiar as histórias de balneário: da Académica onde se lançou como extremo direito, da chegada ao Benfica, das "pancas" do Jimmy Hagan, as picardias na Selecção com o Pedroto, as bebedeiras épicas nos bares de Boston, etc,etc. Foi um verdadeiro banho de Mística.
Do AVC que lhe roubou a carreira, ele falou coloquialmente. Vou referir apenas as partes "publicáveis". Estava no Casino Estoril com um grupo de amigos e de "amigas", a festejar o regresso a Portugal. Ele tinha um contrato duplo, que lhe permitia fazer a temporada oficial nos EUA e jogar encontros oficiais em Portugal até ao Carnaval, regressando aos States quando faltariam sempre 4 ou 5 jornadas para findar o nosso campeonato. A temporada nos USA tinha-lhe corrido muito bem, continuava a ser o lateral direito titular da nossa Selecção. Ele tinha saído do Benfica 4 anos antes porque o novo Presidente (Ferreira Queimado), ao assumir o posto, decidiu apostar numa política de contenção orçamental, diminuindo bastante os vencimentos e prémios de jogo. Assinara pelo Sporting e pelo Boston por dinheiro e não por paixão, já que o coração ficara sempre benfiquista.
Nessa noite de setembro de 1980, depois duma jantarada em Cascais, ele e os amigos foram terminar a noite no Casino. O Artur estava um pouco cansado porque tivera o primeiro treino matinal muito puxado, já que o preparador físico Radisic dava verdadeiras tareias. Na parte final do treino com bola, o brasileiro Manoel dera um pastilho na bola e esta embateu na cara do Artur que passou o resto da tarde com dores de cabeça. Por volta da meia noite, ao dançar com uma "amiga", sentiu-se a desmaiar, a ver tudo andar à roda e a ficar com o lado esquerdo do corpo paralisado. O olho começou a fechar e deitaram-no num divã de um camarim. E eis o que choca: a assistência de emergência médica/hospitalar no início dos anos 80. Éramos um verdadeiro país de Terceiro Mundo. O sr. Artur esperou uma hora e meia pela ambulância, esta escolheu o caminho mais longo para o hospital e só chegou lá quase 3 horas depois do aparecimento dos sintomas. O hospital, para saber as condições do seguro desportivo dele, ligou ao médico do Sporting. A angiografia foi feita 8(oito!!) horas depois de chegar ao hospital e a operação para retirar o coágulo no final do dia seguinte...Sem comentários.
É verdade que lhe salvaram a vida, mas o mais engraçado é que na apólice de seguro feita pelo Sporting, esta não cobria problemas vasculares. A do Boston Teamen, sim, mas estes argumentaram que o jogador não se encontrava ao serviço deles. Saída airosa: em finais de 1981, o João Rocha concordou em promover um concerto rock no estádio de Alvalade, pediu ao Júlio Isidro para o organizar e até foi concorrido. O problema é que, das receitas que reverteriam para o Artur, metade serviu para pagarem às bandas, técnicos de som e de iluminação, apesar da Direção do Sporting ter garantido que a receita total iria para o Artur...
Descanse em paz, sr. Artur.
Desculpem a extensão do post, mas era importante que o fórum soubesse que este senhor vivia a Mística intensamente.
Imortal. Imortalíssimo!
Obrigado por mais um belo pedaço de história. A nossa grandeza revela-se na forma como tratamos os que nos ajudaram a ser grandes.
Grande Artur.
Nunca serás esquecido.
RIP.
Descanse em paz.
O meu pai conta que era um jogador cheio de raça e um excelente profissional.
Num famoso Benfica - Sporting em 1978 que o Benfica vence por 5-0 ao intervalo, o Artur Correia já era jogador do Sporting e foi o único a pegar na bola e levar a equipa do Sporting que esta de rastos para o ataque
não sei se já disse mas foi para mim o melhor lateral direito do futebol português...
Quando faço um exercício de selecção da melhor equipa de sempre do SLB o lugar de lateral direito é reservado para Artur Correia. Não o vi jogar mas o que o meu Pai me disse chega e sobra. Foi um erro histórico deixa-lo sair. Mais um dos que aconteceram nesse período parvo: Jordão, Eurico, entre outros.
Dos que vi jogar Pietra e Veloso foram os melhores. Infelizmente Semedo não ficará muito tempo pro cá. Poderia estar neste grupo restrito. Muita qualidade.
onde crl está o topico do shoky sobre os planteis?? >:(