Eusébio

Nome completo
Eusébio da Silva Ferreira
Número
10
Naturalidade
Mafalala, Maputo (Moçambique)
Data de nascimento
1942-01-25
Data de morte
2014-01-05
Periodo no Benfica

1961 - 1975

Estatísticas

Jogos Minutos Cartões Amarelos Cartões vermelhos Golos
Total 440 38533 0 0 473
Seniores > 1960/1961 > SL Benfica 2 180 0 0 2
 
Campeonato Nacional 1 91 0 0 1
Taça de Portugal 1 91 0 0 1
Seniores > 1961/1962 > SL Benfica 31 2790 0 0 29
 
Taça Intercontinental 1 91 0 0 1
Campeonato Nacional 17 1531 0 0 12
Taça de Portugal 7 631 0 0 11
Taça dos Campeões Europeus 6 541 0 0 5
Seniores > 1962/1963 > SL Benfica 39 3510 0 0 38
 
Taça Intercontinental 2 181 0 0 1
Campeonato Nacional 24 2161 0 0 23
Taça de Portugal 6 541 0 0 8
Taça dos Campeões Europeus 7 631 0 0 6
Seniores > 1963/1964 > SL Benfica 28 2520 0 0 46
 
Campeonato Nacional 19 1711 0 0 28
Taça de Portugal 6 541 0 0 14
Taça dos Campeões Europeus 3 271 0 0 4
Seniores > 1964/1965 > SL Benfica 36 3240 0 0 48
 
Campeonato Nacional 20 1801 0 0 28
Taça de Portugal 7 631 0 0 11
Taça dos Campeões Europeus 9 811 0 0 9
Seniores > 1965/1966 > SL Benfica 30 2700 0 0 37
 
Campeonato Nacional 23 2071 0 0 25
Taça de Portugal 2 181 0 0 5
Taça dos Campeões Europeus 5 451 0 0 7
Seniores > 1966/1967 > SL Benfica 33 2970 0 0 42
 
Taça das Cidades com Feira 4 361 0 0 4
Campeonato Nacional 26 2341 0 0 31
Taça de Portugal 3 271 0 0 7
Seniores > 1967/1968 > SL Benfica 35 3150 0 0 51
 
Campeonato Nacional 24 2161 0 0 43
Taça de Portugal 2 181 0 0 2
Taça dos Campeões Europeus 9 811 0 0 6
Seniores > 1968/1969 > SL Benfica 35 3012 0 0 29
 
Campeonato Nacional 21 1793 0 0 10
Taça de Portugal 9 771 0 0 18
Taça dos Campeões Europeus 5 451 0 0 1
Seniores > 1969/1970 > SL Benfica 28 2284 0 0 25
 
Campeonato Nacional 22 1879 0 0 20
Taça de Portugal 2 136 0 0 1
Taça dos Campeões Europeus 4 272 0 0 4
Seniores > 1970/1971 > SL Benfica 32 2749 0 0 35
 
Campeonato Nacional 22 1981 0 0 19
Taça de Portugal 7 500 0 0 9
Taça das Taças 3 271 0 0 7
Seniores > 1971/1972 > SL Benfica 37 3199 0 0 27
 
Campeonato Nacional 24 2075 0 0 18
Taça de Portugal 5 406 0 0 8
Taça dos Campeões Europeus 8 721 0 0 1
Seniores > 1972/1973 > SL Benfica 33 2967 0 0 42
 
Campeonato Nacional 28 2518 0 0 40
Taça de Portugal 1 91 0 0 0
Taça dos Campeões Europeus 4 361 0 0 2
Seniores > 1973/1974 > SL Benfica 28 2190 0 0 20
 
Campeonato Nacional 21 1757 0 0 16
Taça de Portugal 3 135 0 0 3
Taça dos Campeões Europeus 4 301 0 0 1
Seniores > 1974/1975 > SL Benfica 13 1072 0 0 2
 
Campeonato Nacional 9 727 0 0 2
Taça das Taças 4 347 0 0 0

Primeiro jogo

Vitória FC 4 x 1 SL Benfica

Quinta, Junho 1, 1961 - 00:00

Campo dos Arcos ,

SL Benfica: Ramalho, Humberto Fernandes, Sidónio, Maximiano Salvador, Amândio, Manuel Pinto, Inácio, Nartanga, Alfredo Espírito Santo, Jorge, Eusébio
Coach: Bélla Guttmann
Golos: Eusébio (64)

Último jogo

SL Benfica 4 x 0 Oriental

Sábado, Março 29, 1975 - 00:00

Estádio da Luz ,

SL Benfica: Bento, Humberto Coelho, Barros, Artur Correia, Toni, Simões, Diamantino Costa, Messias, Vitor Baptista, Eusébio, Moinhos (Móia [79m]) (Móia [79m])
Coach: Milorad Pavic
Golos: Barros (80), Diamantino Costa (14), Vitor Baptista (12), Vitor Baptista (87)

Títulos

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102 - Tópico: Eusébio, o Pantera Negra  (Lida 644914 vezes)

thor

  • Júnior
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  • Lisboa
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  • Sócio 6500
  • 28 de Setembro de 2005, 16:54
 
 
Nome Completo: EUSÉBIO da Silva Ferreira
Posição: Ponta de Lança
Nacionalidade: Português (Internacional A)
Data de Nascimento: 25-01-1942
Data de Falecimento: 05-01-2014
Número da Camisola: 10
Pé Preferido: Direito



Épocas ao serviço do Benfica: 15
Total de Jogos pelo Benfica: 440
Total de Golos pelo Benfica: 473
Títulos pelo Benfica:
1 Taça dos Campeões Europeus (1961/62)
11 Campeonatos Nacionais (1960/61, 1962/63, 1963/64, 1964/65, 1966/67, 1967/68, 1968/69, 1970/71, 1971/72, 1972/73, 1974/75)
5 Taças de Portugal (1961/62, 1963/64, 1968/69, 1969/70, 1971/72)


1960/1961
Jogos: 2
Golos: 2 (1 na Liga)

1961/1962
Jogos: 31
Golos: 29 (12 na Liga)

1962/1963
Jogos: 39
Golos: 38 (23 na Liga)

1963/1964
Jogos: 28
Golos: 46 (28 na Liga)

1964/1965
Jogos: 36
Golos: 48 (28 na Liga)

1965/1966
Jogos: 30
Golos: 37 (25 na Liga)

1966/1967
Jogos: 33
Golos: 42 (31 na Liga)

1967/1968
Jogos: 35
Golos: 50 (42 na Liga)

1968/1969
Jogos: 35
Golos: 29 (10 na Liga)

1969/1970
Jogos: 28
Golos: 25 (21 na Liga)

1970/1971
Jogos: 32
Golos: 35 (19 na Liga)

1971/1972
Jogos: 37
Golos: 27 (19 na Liga)

1972/1973
Jogos: 33
Golos: 42 (40 na Liga)

1973/1974
Jogos: 28
Golos: 19 (16 na Liga)

1974/1975
Jogos: 13
Golos: 2 (2 na Liga)
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Amsterdam

  • Eusébio
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  • Koln
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  • Desde 25 de Julho de 2003 ...
  • 05 de Outubro de 2005, 20:09
Eusébio da Silva Ferreira. Lourenço Marques. Moçambique. 25 de Janeiro de 1942. Avançado.
Épocas no Benfica: 15 (60/75). Jogos: 443. Golos: 476. Títulos: 11 (Campeonato Nacional), 5 (Taça de Portugal) e 1 (Taça dos Campeões).
Outros clubes: Sporting de Lourenço Marques, Rhode Islands Oceaners e Boston Minutemen, Monterrey, Toronto Metros, Beira-Mar, Las Vegas Quicksilver, New Jersey Americans e União de Tomar. Internacionalizações: 64.



Dezassete de Dezembro, Sexta-feira, de 1960. A bordo do avião, com odor colonial, Eusébio, ele também, anoiteceu. Com a cabeça a fervilhar de ambição. Próximo, muito próximo, estava o sonho que tantas vezes lhe tinha dado fogo às ilusões. A Lisboa, então capital do império, chegava o rapaz de 18 anos. Esperavam-no Júlio Teixeira, Albino Rato e Domingos Claudino, em representação do clube da águia. O jornalista Cruz dos Santos, de “A Bola”, recolheu-lhe uma declaração quiçá imprevista, proferida em voz trémula: “Não gosto de jogar a avançado centro”. E para tranquilidade situacionista, o então trissemanário desportivo avançou que o recém-chegado viera “de Portugal para Portugal”. Mal dando conta que a noite tomara o lugar do dia, ai estava Eusébio, no Lar do Jogador, à Calçada do Tojal, com Torres, Germano, Santana e Mário João.

Para trás ficava a fragrância da quente terra africana. Ficava o bairro da Mafalda, em Lourenço Marques. As fugas à escola, as sovas da D. Elisa, os intermináveis jogos com a bola de trapos. Mais aquela história do major Rodrigues de Carvalho e de Mário Tavares de Melo, enviados benfiquistas, terem colocado 110 contos de reis em cima da mesa da família Ferreira, quantia destinada a transferir Eusébio do Sporting de Lourenço Marques para o Benfica. A mãe, nessa altura, puxou os galões e exigiu 250, com lágrimas a borbulhar-lhe as faces. Negócio fechado, “dinheiro grande”, como D. Elisa, anos mais tarde, recordaria o episódio.

Os primeiros tempos de Eusébio, em Lisboa, foram tumultuosos. Até pensou desistir e retornar a Moçambique. Viveu-se o mais prolongado Benfica-Sporting do século. Meses durou. Uma guerra burocrática, não raras vezes a tanger o insulto. Argumento vem, argumento vai, uns dias mais vermelho, outros mais verde, Eusébio desesperava. Impotente. Queria jogar. Afinal, se o destino até não o havia deixado ser menino, porque subtrair-lhe ainda o maior dos prazeres? A 13 de Maio de 1961, finalmente, a trama burocrática findou. Eusébio era jogador do Benfica. No dia da Senhora de Fátima. Algo que jamais esqueceu.



E dez dias volvidos, no relvado da Luz, procedia-se à despedida da equipa que, horas depois, partiria para Berna, a fim de esgrimir argumentos com o Barcelona, na final dos Campeões. “Subi os degraus, velozmente. Quando entrei e ouvi a multidão gritar o meu nome, fiquei tonto”. A peleja teve o Atlético por opositor. Barrosa defendeu as redes, Mário João e Ângelo eram os laterais, Neto, Artur e Saraiva compunham a intermediária, Nartanga, Jorge, Mendes, Eusébio e Peres faziam as despesas ofensivas, na melhor expressão do dispositivo táctico conhecido por WM.

Cedo Eusébio comunicou no seu idioma predilecto. Um golo madrugador fez. Seguiram-se outros dois, os primeiros de camisola rubra, nesse jogo particular, que terminou 4-2 a favor do Benfica. Poucos dias mais tarde, frente ao Olivais e Moscavide, na primeira partida de carácter oficial, bisou. Seguiu-se o Vitória de Setúbal, em jogo da Taça, depois o Belenenses, a contar para o Campeonato. E golos, mais golos. Numa relação irremitente.

“Fez bonitos golos; os jogadores do Santos, todos eles, eu próprio, dizíamos que aquele rapaz era um grande jogador, até porque ninguém sabia quem ele era”. A declaração é assinada na primeira pessoa do singular. Por Pele, “o génio da redonda”, segundo Jorge Amado. Foi proferida no final do encontro Benfica-Santos, em Paris, a 15 de Junho de 1960. Três gentilezas Eusébio à bancada fez. Perderam os já campeões da Europa, depois de terem encaixado quatro golos sem resposta. Foi quando o ainda desconhecido Eusébio se levantou do banco de suplentes. Para um hat-trick. E só não igualou, porque Béla Guttmann, feiticeiro-que-não-foi, o impediu de marcar uma grande penalidade, por falta sobre ele próprio cometida. Haveria de falhar José Augusto. O Santos venceu 5-3, mas Eusébio revelou-se nesse dia ao mundo da bola. Lancinantemente competitivo.

Pantera Negra ficou. Epíteto feliz ou a exaltação de predicados como a velocidade, a destreza, a elegância. “Inicialmente não gostei, porque em Los Angeles havia um grupo chamado Black Panter, que matava pessoas e assaltava bancos”. Começou a gostar e hoje orgulha-se até, recordando aquele jornalista inglês, responsável pela alcunha, que ficou atónito com o seu desempenho num Inglaterra-Portugal, em Outubro de 1961, cumpria Eusébio a segunda internacionalização, depois da estreia, ante o Luxemburgo, alguns dias antes, sempre é claro com o golo da praxe.

Naquela temporada de 61/62, confirmava-se um nova profecia de Guttmann, segundo o qual “não há cu para duas cadeira”. Em tradução futebolística, o mago predizia ou Campeonato ou título europeu. Assim foi, ainda que a conquista da Taça, perante o Vitória de Setúbal (3-0), com dois golos de Eusébio, ajuda-se a mitigar o insucesso.

O Benfica caminhou magnânimo até à final de Amsterdão. Quem não recorda, após a eliminação do FK Áustria, o concerto da orquestra vermelha na Luz? Na primeira mão, o triunfo coube aos alemães, em dia de neve maldita…e sem Eusébio, lesionado. A desforra, essa, dias depois, roçou a perfeição. Seis golos, com dois de Eusébio, ao Nuremberga. “A dada altura, dei por falta de uma medalha com a santa da minha devoção, que a minha mãe me oferecera três meses antes de vir para Lisboa”, explicou, sugerindo que mais golos poderia ter apontado com a Santa das Boas Graças. O amuleto jamais apareceu, a fé como que recrudesceu.



Eliminados os britânicos do Tottenham, numa meia-final de grande dramaticidade, eis que, a 2 de Maio de 1962, o Benfica sobe ao palco da glória, em Amsterdão, já com o estatuto de campeão da Europa para defrontar o Real Madrid, de Di Stéfano, Puskas, Gento, Del Sol e Santamaria, “o primeiro grande clube moderno”, na observação sapiente de François de Montvion, director do “France Football”. Exauriu-se Eusébio. Ele e os companheiros Costa Pereira, Mário João, Ângelo, Cavem, Germano, Cruz, José Augusto, José Águas, Coluna e Simões. O despique foi grandiloquente. Até começou equilibrado, mas Puskas abriu o activo e, seis minutos depois, marcaria o 2-0. A final parecia sentenciada e nas bancadas só os espanhóis vibravam. Era imperativo que soasse o alarme vermelho e nada melhor do que um livre à entrada da área. À base do poste rematou Eusébio, mas José Águas, no sitio certo, fez a recarga vitoriosa e também melhorou a expressão do moral benfiquista. Como corolário, num lance em que Eusébio lutou nas alturas com o guarda-redes merengue, aproveitou Cavem para restabelecer a igualdade. Mas a desdita não se fez esperar e, de novo Puskas, antes do intervalo, batia Costa Pereira.

No descanso, rezam coincidentes testemunhos, Bela Guttmann só pronunciou uma frase. Ei-la: “O jogo está ganho, não se preocupem”, num registo profético. Mário Coluna cedo empatou de novo a contenda. Até que emerge Eusébio, provocando uma hemorragia colectiva de prazer nas bancadas lusas. Dois golos marcou. Após um delicioso apontamento, o miúdo da Mafalda caiu na área. O golpe foi sucio e a grande penalidade apontada. Com o requinte dos apaixonados, Eusébio colocou a bola na marca, maricón lhe chamou Santamaria, com o fito de o desconcentrar. Não entendeu o insulto e, em surdina, inquiriu Coluna. “Marca o golo e chama-lhe cabron”. As duas coisas fez. Gloriosamente.

Tempo houve ainda para novo tento apontar. Foi o da consagração. Por isso, “Eusébio es una bestia”, escreveu o jornalista espanhol Ramón Melcon, um elogio com laivo de revolta. “Eusébio, a Pantera Negra, estraçalhou o Real Madrid”, na opinião do repórter britânico Desmond Hackett, para quem “foi uma noite de futebol majestático; esta nobre equipa do Benfica exibiu um futebol perfeitamente ao nível das realezas que estavam na cidade, devido ao aniversário da rainha Juliana”.

Da beleza do futebol virginal, aristocrata da bola virava Eusébio. Por isso, como escreveu epicamente o nosso Carlos Pinhão, “na era de Eusébio, Eusébio é que era”.

Alfredo Di Stéfano havia sido apeado do cume da pirâmide europeia da coisa redonda. No Velho Continente proclamava-se um novo rei. Humilde, sempre humilde, como também só sempre são os homens bons, Eusébio guarda com uma devoção quase evangélica a camisola do astro argentino, naturalizado espanhol. “Para mim, tem tanto significado como a da Taça dos Campeões”, precisa Eusébio. “Não era Di Stéfano o meu ídolo e o jogador mais completo que vi actual em toda a minha vida?”. Era mesmo.



Como foram também mais três as hipóteses de se voltar a sagrar campeão da Europa. Logo no ano subsequente à final de Berna, com o AC Milan (1-2); em 64/65, frente ao Inter (0-1); em 67/68, ante o Manchester United (1-4, após prolongamento). Os colectivos benfiquistas falharam, ainda que sempre soçobrassem com dignidade. A dignidade à Benfica, misto de amor e de luta, de entrega e de esforço, de prazer e de classe. Assim foi também nas duas finais perdidas da Taça Intercontinental, com o Peñarol e o Santos. Só que o Benfica esteve sempre lá. No areópagos da fama. Clube mítico se fez.

Quando, na primavera de 63, Portugal venceu o campeão do Mundo, a selecção do Brasil, no Estádio Nacional, com um golo solitário de José Augusto, Eusébio cumpria ainda a sua oitava internacionalização. “Agora, é só continuar até ao Mundial de 66”, atirou premonitoriamente, na sua expressão serena de felicidade.

Estávamos na antecâmara da jornada épica em terras inglesas. À equipa das quinas cedeu, nessa altura, largo contingente o Benfica. Em representação do clube da Luz, Manuel da Luz Afonso e Otto Glória, respectivamente seleccionador e técnico, chamaram à campanha Eusébio, Germano, Coluna, Simões, José Augusto, Cruz e Torres. Com inspiração nos “Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, nasceram os Magriços. Esfomeados de sucesso, protagonizaram imaculadamente a fase de preparação, perante a Noruega, Escócia, Dinamarca, Uruguai e Roménia, sem erro de anacronismo. Eusébio até só marcou três golos, mais parecendo adiar a exortação dos requintes de goleador para as melhores e autênticas núpcias. Foi a Hungria a preambular a maior odisseia de toda a história do futebol indígena. Vitória por 3-1, com golos vermelhos de José Augusto (2) e José Torres, “que 32 anos de espera para chegar a uma fase final até justificavam uma aragem de sorte”, comentou Vítor Santos. E o mestre descobriu “uma Académica de gala… encarnada e verde”, no segundo embate, frente à Bulgária, para um triunfo luso, por incontestáveis 3-0, já com um tento assinado por Eusébio.


Até que chegou o Brasil, quatro anos antes vencedor de igual certame no Chile. Poderia Portugal ter algum complexo de pequenez? Não eram o Benfica e o Sporting habituais clientes das melhores ementas do futebol europeu? E não havia Eusébio? Um imprevisto golo do mais baixinho em campo, Simões de seu nome, com garbosa cabeçada, abriu as hostilidades. Para não ficar atrás, logo de seguida, também Eusébio, todo ele violando as leis da física, num soberbo momento antigravidade, apontou o segundo golo, nem mais nem menos que o primeiro de cabeça ao serviço da equipa de todos nós. Rildo, o brasileiro, ainda reduziu, mas guardado estava o melhor pedaço. E que pedaço! Pedaço de talento singular, aquele remate de Eusébio, quase à velocidade da Luz. Era o 3-1 final, que Pele decerto não viu, ele que do campo saíra de forma precoce, após ter disputado rijo lance com o lateral do Sporting, o do “cantinho de Morais”, da final verde de Antuérpia.

Por limite apenas o céu ou nada a declarar com excepção do génio, alternativamente, bem poderiam traduzir a mágica exibição de Eusébio naquela Portugal-Coreia do Norte. Aí estava o artista da bola, o poeta do jogo, o mítico herói do povo.



A perder por 0-3, Eusébio por porventura o primeiro dos imperturbáveis. Revoltou-se na sua melhor expressão. Produziu lances ornados de fantasia, contagiou os companheiros, marcou golos como se de regresso estivéssemos ao milagres das rosas. Quatro foram, com José Augusto a fechar a contagem (5-3). Nesse jogo como em mais nenhum outro, Eusébio submeteu a bola ao império da sua vontade. No Mundial, seguiu-se a impiedosa derrota ante a Inglaterra, país organizador (2-1, com um golo de Eusébio), após trapaça sórdida. É que o palco do jogo foi Londres, no belo Wembley, à revelia dos regulamentos. Por isso, Manuel da Luz Afonso disse que “se o jogo tiver de ser resolvido por moeda ao ar, a dita moeda terá duas caras ou duas coroas”. Necessário não foi. O Portugal de Eusébio viu-se compelido a jogar com a União Soviética, na discussão de um lugar no pódio. E venceu. Eusébio fez o nono golo na prova, sagrando-se o melhor marcador. Melhor jogador, também.

A eusebiomania que, muito justamente, no rescaldo do Mundial de 66, atingiu Portugal e o Mundo reverteu a favor do Benfica. Ao jogador e ao clube chegaram muitos cantos da sereia ao longo dos anos. “´É património do Estado”, judiciou mesmo Salazar, confrontado com a hipótese de Eusébio representar a Juventus. “Então eu mal conheço a pessoa, não é da minha família, como é que podia impedir-me de ir ganhar aquela pipa de massa?”. Era a generosidade postiça do velho regime. Para trás ficaram também o Inter de Milão, o Real Madrid, o Vasco da Gama e tantos, tantos outros clubes que disputaram os seus préstimos.

Nos 15 anos que jogou no Benfica, escreveu Baptista Bastos, “Eusébio representou-nos, àqueles que pediam passagem, aos anónimos, aos arranhados, aos sovados por todas as injustiças (…), Eusébio foi todos nós sendo apenas ele (…), Eusébio realizou todos os nossos sonhos, sonhando-os por todos nós”. Eusébio e o Benfica tornaram-se indissociáveis. Ainda hoje, o nosso futebolista do século mantém-se recordista de títulos nacionais. Onze vezes ganhou a prova máxima e em cinco ocasiões venceu a Taça de Portugal. Arrebatou sete vezes a Bola de Prata, duas vezes a Bota de Ouro e uma vez a Bola de Ouro. Vestiu as camisolas da UEFA e da FIFA. Fez o Benfica peregrinar em glória pelas mais diversas paragens.



De águia ao peito, Eusébio disputou 715 jogos, tendo apontado 727 golos. No decurso da mais rica era vermelha, fez por ano 48,5 golos em média. Também por essa razão, com o moçambicano nos seus quadros, na velha Luz, essa fantástica praça desportiva, o Benfica, para consumo doméstico, esteve nove (!) anos consecutivos sem perder, desde 17/10/65 (2-4, com o Sporting) até 30/12/74 (2-3, com o Vitória de Setúbal, partida em que não alinhou por se encontrar lesionado).

Na contabilidade pessoal de Eusébio, estão anotados 1137 golos, tendo o milésimo sido marcado, já no ocaso da carreira, pelo Toronto Metros, frente ao Minnesota. Com dificuldade, ele que tem uma memória quase fetal, consegue elencar cinco das suas melhores obras, desde “o terceiro golo contra os suíços do Chaux-de-Fonds, o também terceiro golo apontado no Mundial ao Brasil, um golo à selecção do Japão, um livre directo à baliza do sportinguista Vítor Damas, até ao pontapé de quarenta metros que fulminou as redes da Juventus”.

Ao lado de Pele (Brasil), Alfredo Di Stéfano (Argentina/Espanha), Franz Beckenbauer (Alemanha), Bobby Charlton (Inglaterra), Johan Cruijff (Holanda), Michel Platini (França), Ferenc Puskas (Hungria/Espanha), Stanley Mattews (Inglaterra) e Lev Yashin (Rússia), o nosso Eusébio foi eleito pela FIFA, organismo que superintende o futebol mundial, um dos dez melhores futebolistas de todos os tempos. “A maior distinção da sua carreira”, garantiu o jornalista Vítor Serpa, director de “A Bola”. De facto, apetece perguntar que cidadão português, qualquer que seja o ramo de actividade, terá sido escolhido entre a melhor dezena mundial de sempre no seu mester? Eusébio, claro.

Eusébio cedo da bola se enamorou. Possui o mais invejável relicário futebolístico nacional. Coloriu o país de vermelho. Ensinou ao mundo onde fica Portugal.

Eusébio ganhou e merece esse raro direito à imortalidade.


Tópico: Memorial Benfica, Glórias
Autor: Ednilson
Link: http://serbenfiquista.com/forum/index.php?topic=22362.60
« Última modificação: 20 de Abril de 2013, 01:10 por Shoky »

AGUIA FURIOSA

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  • 07 de Outubro de 2005, 01:17
EUSÉBIO, «A Pantera negra»

Havia nele a máxima tensão
Como um clássico ordenava a própria força
Sabia a contenção e era explosão

Não era só instinto era ciência
Magia e teoria já só prática
Havia nele a arte e a inteligência
Do puro e sua matemática

Buscava o golo mais que golo- só palavra
Abstracção ponto no espaço teorema
Despido do supérfluo rematava
E então não era golo – era poema

Manuel Alegre, sobre Eusébio

Parecem cada vez mais a preto e branco na nossa memória as recordações dos anos 60. No palco de Londres brilhava então, Eusébio. Vivia-se, ao tempo, uma era ímpar na concepção futebolística lusa. Na companhia de Mário Coluna, José Augusto e José Torres, entre outros, os Magriços conquistavam a imortalidade. Esta referência á fábula mundialista da pantera negra é, no entanto, apenas um esboço de um longo trajecto de uma carreira sempre tangente aos mais importantes feitos do futebol português.
No provinciano Portugal de Salazar, no entanto, a década dos Beatles limitou-se a fazer cócegas no regime e nunca pareceu capaz de lhe decisivamente abalar as estruturas. No inicio da campanha para o Chile, em 1961, Eusébio ainda era um desconhecido. Pouco tempo depois começaria a treinar na Luz. Quando Bela Guttman viu pela primeira vez os seu toques mágicos e movimentos felinos, virou-se de imediato para o lado e disse ao adjunto Caíado: “É ouro, Caíado! Encontrámos ouro, Caíado!”. Pouco depois, os titulares Torres e José Augusto já discutiam qual deles havia de sair para o miúdo jogar.

Porque é que o tempo passa tão depressa? Porque é que as emoções que ainda fervem nos nossos corações com uma intensidade crepitante, já não são mais do que meras e distantes recordações de tempos já remotos?
É humano querer domar o tempo. É genuinamente português sentir Saudade. A única língua onde essa bonita, romântica e sofrida palavra existe, porque significa muito mais do que simples nostalgia. Significa o incontrolavel desejo de fazer o tempo voltar para trás e recuar até aos revolucionários anos 60, quando o Mundial de futebol chegou a Inglaterra, a pátria do futebol.
Aquele jogo outrora inventado numa rica universidade inglesa tinha saído de casa muito novo, irreverente e de pêlo na venta. Cresceu pobre e na rua, onde os miúdos o adoptaram como brincadeira, paixão, amor e, por fim, modo de vida e sentimento patriótico. Muitas décadas depois ele regressou a casa, adulto e senhor do seu nariz, mas, apesar da tropelia do passado, só poderia ser recebido como um filho pródigo.
Chegou acompanhado de uma pantera negra, exemplo dos diamantes em bruto que descobriu durante as suas viagens por outros continentes. Os ditames colonialistas da época vestiram esse goleador felino com as destemidas quinas da selecção portuguesas, com as quais, pregadas ao peito, correu pelos relvados de todo o mundo, camisola nº13 ou nº10, gritando bem alto a força da genuína alma lusitana.
Quando Eusébio chegou, em 1960, o Benfica tinha ganho 10 campeonatos, tantos como o Sporting. Nos 15 anos em que jogou na Luz, o Benfica conquistou mais 11 e o Sporting apenas 4. O “rei” deixou obra e desiquilibrou a história do futebol português. Desde esse tempo que muitos clubes portugueses procuram descobrir um fenómeno semelhante ao “pantera negra”.
A memória retêm nomes como Jordão e Dinis “brinca na areia”. De comum, porém, só a origem. Nunca mais voltará a existir outro Eusébio, como nunca mais haverá outro Péle. A história nunca se repete. Repetida apenas a imagem dos meninos da rua a jogar, por entre poeira de areia, nas clareiras de terra queimada pelo sol, ou em espaços nostálgicos sob a sombra de uma secular palmeira vergada.

A grande explosão de Eusébio sucederia em 1962, no clima histórico de Amesterdão, quando assombrado o Velho Continente descobriu o perfume africano de Eusébio, que, com a camisola do Benfica, derrubou o aroma hispano-argentino da Saeta Rúbia, Di Stefano, monstro do Real Madrid.
Nesse ano, a Bola de Ouro, seria atribuída ao pequeno fantasista checo Masopust, mas o outrora menino tímido de Lourenço Marques, já conquistara a Europa, abraçando a Bola de Prata. Ironicamente, a consagração dourada de Eusébio surgiria no ano em que o seu Benfica perdeu na Final da Taça dos Campeões. Foi em 1965, quando um fraco remate de Jaír furou por entre as pernas de Costa Pereira e, no dilúvio do S. Siro, deu a Taça ao Inter de Facchetti e Suarez, segundo e terceiro classificado na edição da Bola de Ouro desse ano.
A grande consagração planetária surgiria, porém, no inesquecível Mundia-66. Depois de vencer a Bulgaria por 3-0, veio o jogo com o Brasil de Pelé que para seguir em frente teria de vencer Portugal por mais dois golos de diferença. Otto Glória manteve a mesma equipa e, como disse o saudoso Carlos Pinhão, Portugal encetou “a terrível vingança da bola quadrada”, derrotando os camnpeões o mundo por 3-1, com Eusébio a assinar uma obra de arte que seria o terceiro golo luso, obtido com um pontapé fulminante sem deixar cair a bola no chão. Vitor Santos escreveria então que os portugueses tinham produzido “Futebol Total”. Assim mesmo. Cinco anos antes da explosão do Ajax de Michels, no jardim lusitano já houvera quem utilizasse, antes do tempo, essa expressão para definir um tipo de jogo onde todos defendiam na hora de defender e todos atacavam na hora de atacar.
Seguiu-se o incrível e inesquecível jogo com a Coreia do Norte que vinha de eliminar a Itália e que nos primeiros 25 minutos do jogo com Portugal chega, facilmente, a 3-0. Tudo parece perdido. Com a indomável força de quem descobriu mundos e desbravou novos caminhos, o onze português, guiado pela aura africana de Eusébio, daria sensacionalmente a volta ao resultado: 5-3! O mundo do futebol descobria um novo rei, como escreveu o Daily Mail: “Imperador Eusébio. Fausto e pompa na marcação de quatro golos”

Na meia final, na catedral de Wembley, frente á Inglaterra, Portugal perdeu 2-1 num jogo em que os portugueses, como diria Simões, “suaram o suor que já não tinham para suar”. Nas lágrimas de Eusébio a abandonar o relvado estava a imagem de todo um povo que num ápice, durante um mês, devolvido á vida, se voltara a sentir capaz de conquistar o mundo. Uma foto que correu mundo e que foi capa do Daly Telegraph no dia seguinte ao jogo, preferida em vez dos saltos de alegria de Bobby Charlton. Nessa imagem estava condensada toda a incomensurável magia do futebol e, depois, afinal, uma pantera também chora. Restou o terceiro lugar, conquistado após vencer a URSS de Yashine por 2-1.
Durante quase meio século o Antigo Regime foi todos os anos hipnotizando o povo lusitano com uma peregrinação a Fátima, em Maio, umas casas de Fado e o inevitável futebol ao domingo. Eusébio conta com mágoa a sua conversa com Salazer que e plenos anos 60 não permitiria em nome dos superiores interesses da pátria que a pantera, extensão futebolística de um Império Ultramarino, saísse do Benfica e abandonasse o país para ir jogar em Itália. Eusébio era, dizia, património nacional, pelo que seria impossível a sua saída.

É impossível dissociar a era dourada do futebol português dos anos 60 da influência do jogador ultramarino em todos os gloriosos movimentos da bola lusa durante esse período, onde a colonização futebolística dos nossos tesouros africanos fez do futebol lusitano um dos melhores de todo o mundo. Durante a década a selecção nacional chegou mesmo a alinhar com dez jogadores vindos do ultramar e só da metrópole. Em 1961, com Peyroteo como seleccionador, quando Portugal foi jogar a Inglaterra um jogo de apuramento para o Mundial-62, no onze inicial apenas um jogador era nascido no continente português: Cávem, de Vila Real de Santo António. Entre os outros, um vinha das ilhas, o açoriano Mário Lino, outro era luso brasileiro, Lúcio, enquanto os restantes nove eram provenientes do ultramar: Seis moçambicanos: Costa Pereira, Hilário, Pérides, Vicente, Eusébio, Coluna, e dois angolanos. Yauca e Águas. Vivia-se o tempo da sublimação do pensamento ultramarino, um Portugal do Minho até Timor.
Tal situação resultava de uma importação maciça feita pelo clubes portugueses, a partir sobretudo de 55/56, data da Lei que lhes conhecia igualdade de direitos aos jogadores lusos. Quase todos eles vinham rotulados de craques, pois, indicados por observadores dos nossos clubes, tinham sempre como principal requisito a sua boa execução técnica, como diria Mestre Vitor Santos, típica da raça negra, que tem na pele a viveza e a sagacidade do homem do mato, que o perigo espreita por trás de cada arbusto.

Vejamos o número de jogadores das antigas colónias a serem transferidos em cada época para o futebol português, entre 1956 e 1967:
1956/57 ............................... 18 Jogadores
1957/58 ............................... 27 Jogadores
1958/59 ............................... 22 Jogadores
1959/60 ................................ 30 Jogadores
1960/61 ................................ 19 Jogadores
1961/62 ................................ 29 Jogadores
1962/63 ................................ 20 Jogadores
1963/64 ................................ 46 Jogadores
1964/65 ................................ 49 Jogadores
1965/66 ................................ 58 Jogadores
1966/67 ................................ 45 Jogadores
1967/68 ................................ 51 Jogadores

Quando Eusébio chegou, em 1960, o Benfica tinha ganho 10 campeonatos, tantos como o Sporting. Nos 15 anos em que jogou na Luz, o Benfica conquistou mais 11 e o Sporting apenas 4. O “rei” deixou obra e desiquilibrou a história do futebol português.
A 13 De Outubro de 1973, em Lisboa, contra Bulgária, empate a duas bolas, Eusébio faria o ultimo jogo com a camisola de Portugal. Era o fim do ciclo da pantera. Em 64 jogos pela selecção marcara 41 golos e foi o melhor marcador do Mundial de 1966, com 9.
Desde esse tempo que muitos clubes portugueses procuram descobrir um fenómeno semelhante ao “pantera negra”. A memória retêm nomes como Jordão e Dinis “brinca na areia”. De comum, porém, só a origem. Nunca mais voltará a existir outro Eusébio, como nunca mais haverá outro Péle. A história nunca se repete. Repetida apenas a imagem dos meninos da rua a jogar, por entre poeira de areia, nas clareiras de terra queimada pelo sol, ou em espaços nostálgicos sob a sombra de uma secular palmeira vergada.
CARREIRA:

TITULOS:
11 Campeonatos portugueses no Benfica, 60/61, 62/63, 63/64, 64/65, 66/67, 67/68, 68/69, 70/71, 71/72, 72/73 e 74/75.
1 Taça dos Campeões, 1962.
4 Taças de Portugal con el Benfica, 61/62, 63/64, 68/69 e 71/72
1 Campeonato norteamericano com o Toronto em 1976.
1 Campeonato méxicano com Monterrey, 1976.
BOLA DE OURO - Melhor jogador europeu do ano , 1965.
2 Botas de Ouro, 1968 com 42 golos e 1973 com 40 golos.
7 vezes melhor marcador do Campeonato nacional: 1963/64 com 28 goles, 1964/65 com 28, 1965/66 com 25, 1966/67 com 31, 1967/68 com 42, 1969/70 com 20 e 1972/73 com 40 golos.

É isto mesmo que aconteceu sem tirar nem pôr agora convém é ler tudo com muita atenção para perceber quem eramos em 1960 e o que somos hoje com poucos a remar e muitos a crticar de catedera. Bom exemplo este.

Tixa_SLB

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  • 12 de Outubro de 2005, 21:14
Eusebio  :D um grande exemplo a seguir...

Super humilde, e sempre pos o Benfica à frente de tudo ;) Isto sim era amor ha camisola :D

Mouraria

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  • 13 de Outubro de 2005, 16:30
 Se Pauleta Marcar tantos o mais que Eusebio ; fez em 1966 entao sim se nao ainda esta para nascer um que seja Melhor que o REI  !!!!!!! :smitten: :D ;D :2funny:

Aguia Vermelha

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  • 13 de Outubro de 2005, 16:39
Com todo o respeito pelo Pauleta , que vez questão de dedicar os seus golos ao Nosso Torres(muita classe) mas Rei só há UM e é o Nosso Eusébio e mais nenhum.
Como disse Escolari e bem o Nosso Eusébio está entre os cinco melhores jogadores do Mundo e de todos os tempos(não só pelos golos que marcou mas por tudo o que fez para a Selecção e claro o Nosso SLB).
Parabéns ao Pauleta pelo feito histórico e que possa marcar muitos mais ao serviço da Nossa Selecção mas para chegar ao "patamar" de Eusébio e companhia é preciso muito mais(do que só golos).

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SirRik

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  • 13 de Outubro de 2005, 17:26
Com todo o respeito pelo Pauleta , que vez questão de dedicar os seus golos ao Nosso Torres(muita classe) mas Rei só há UM e é o Nosso Eusébio e mais nenhum.
Como disse Escolari e bem o Nosso Eusébio está entre os cinco melhores jogadores do Mundo e de todos os tempos(não só pelos golos que marcou mas por tudo o que fez para a Selecção e claro o Nosso SLB).
Parabéns ao Pauleta pelo feito histórico e que possa marcar muitos mais ao serviço da Nossa Selecção mas para chegar ao "patamar" de Eusébio e companhia é preciso muito mais(do que só golos).

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Gostei das palavras...

EAGLEBOY

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  • 13 de Outubro de 2005, 17:29
so keria saber o nº de jogos que o pauleta precisou para marcar os 42 e o nº q precisou o Eusébio

Tixa_SLB

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  • 13 de Outubro de 2005, 19:11
Nao tem compraçao... Rei é Rei

O Eusebio precisou de menos jogos para marcar os 42 golos

CorDeSang2

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  • 13 de Outubro de 2005, 19:46
Vocês já olharam para a lista dos golos do Pauleta na Selecção?

Os únicos golos que marcou em fases finais foram três à Polónia.  :2funny:  :2funny: Estás lá, Pauleta, o novo ídolo dos anti-benfiquistas.

angelred

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  • 13 de Outubro de 2005, 20:11
Como é que pode passar pela cabeça de alguém comparar o Pauleta ao Eusébio???

Ericksson

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  • 13 de Outubro de 2005, 20:15
Vocês já olharam para a lista dos golos do Pauleta na Selecção?

Os únicos golos que marcou em fases finais foram três à Polónia.  :2funny:  :2funny: Estás lá, Pauleta, o novo ídolo dos anti-benfiquistas.


Não sejas mauzinho...ele uma vez marcou 4 golos á grandiosa selecção so Kweit.....

de facto só um :idiot2: :uglystupid2:é que compara o pauleta com o eusébio...

deviam de ter vergonha de falar nessa história dos golos :knuppel2: :knuppel2: :knuppel2:

Aguia Vermelha

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  • 14 de Outubro de 2005, 11:50
Pessoal há que não ser mau com/para o Pauleta pois seja contra quem for sempre foram golos marcados pela Selecção de Todos Nós.
Claro que Rei só há UM e é o Eusébio disso ninguem (com o cérebro a funcionar normal) tem a minima duvida mesmo que isso doia a muitos anti-Benfiquistas.
Vamos ter respeito por todos aqueles que se empenharam e se empenham pela Nossa Selecção e claro esperemos que Eles tambem nos saibam respeitar.
Uma coisa é certa o Eusébio é Nosso e isso ninguem mais nos vai tirar.

Rei só há UM é o Nosso Eusébio e mais Nenhum

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Bola7

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  • Perdido no limbo do serbenf
  • 14 de Outubro de 2005, 11:52
Parabens ao Pauleta pelo feito.

Longa vida para o  King Eusébio.

VALEBEM

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  • Charneca de Caparica
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  • 14 de Outubro de 2005, 12:09
 Ontem vinha no jornal A Bola os adversários a quem Pauleta e Eusébio marcaram os seus golos pela selecção...
 E, enquanto na lista de Eusébio, excepto o Luxemburgo e o Irão, tudo o resto eram selecções cotadas, na lista de Pauleta os grandes destaques são 4 golos ao Koweit, outros tantos ao Azerbaijão, 3 a Andorra, à Estónia e à Letónia, e por aí fora...
 Não sei se isto quer dizer algo, ou reflecte o maior desiquilíbrio que se verifica no futebol actual, onde qualquer país tem uma selecção de futebol...