Apitos Dourado e Final

Andrew86

OFF TOPIC: reparem só na "inocencia" destes fdp do correio da manhã...veja a foto que eles puseram sobre esta noticia.

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=216018&idselect=181&idCanal=181&p=0

Filho dOlhão

Citação de: Andrew86 em 27 de Setembro de 2006, 22:39
OFF TOPIC: reparem só na "inocencia" destes fdp do correio da manhã...veja a foto que eles puseram sobre esta noticia.

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=216018&idselect=181&idCanal=181&p=0
Podes crer... que merda de foto é esta?
O Luisão???
O Benfica?

PQP

spectrum

Citação de: Andrew86 em 27 de Setembro de 2006, 22:39
OFF TOPIC: reparem só na "inocencia" destes fdp do correio da manhã...veja a foto que eles puseram sobre esta noticia.

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=216018&idselect=181&idCanal=181&p=0


vindo no jornal que vem pode haver tudo menos inocência

se pusessem mas era umas camisolas azuis às riscas brancas

Bleach

vamos puxar este topico para cima , pq dá jeito quando perdemos..e ainda se perde em esquecimento.

VelociRapto_73

Citação de: Bleach em 28 de Setembro de 2006, 15:53
vamos puxar este topico para cima , pq dá jeito quando perdemos..e ainda se perde em esquecimento.

  Quando a mente não permite, o homem não vê! Realmente só alguêm exotérmico e com a capacidade de um carro d'àgua para não perceber o ridiculo em que algumas vezes se expõe!! :coolsmiley: :embarassed:

spectrum

para quem duvida dos vários apitos
vejam este mini mini mini mini resumo que um amigo nosso daqui fez

http://www.youtube.com/watch?v=GLDSZgRrnm4&NR

representa em parte o que consta o sistema. refiro-me às faltas gravissimas r não sancionadas
ou melhor ilustra uma parte e na prática a impunidade causada pelo sistema de apitos

red_label

#321
Boa tarde.
Eu sei q existem inumes tópicos sobre o assunto, mas a intenção deste não é a de se falar sobre o mesmo, mas sim colocar (e somente isso, peço o favor de não comentarem) tudo o q têm em vossa posse q seja relativo ao caso, daí o nome "Arquivo". Tudo o q tiverem, textos, link´s, entrevistas, comentários (como por exemplo o tópico do Goten "Apito Dourado by Diogo Quintela") coloquem-nos aqui para possível consulta sempre q necessitar-mos. Isto vem a propósito de uma conversa a q eu assiti ontem num café lá da terra, entre um amigo meu Benfiquista (do antes partir q dobrar) e 3 porcos, doentes, cegos, cúmplices da corrupção. Como constatei q muitas das justificações pecavam por inúmeros lapsos (então os porcos!!!!) decidi abrir este tópico.
Começo eu com algumas contribuições. Tentem não repetir.
Obrigado.
Viva o Sport Lisboa e Benfica.

Árbitros foram abordados para prejudicar Benfica na época 2003/2004

A investigação do processo "Apito Dourado" detectou, pelo menos, três jogos, durante a época 2003/2004, em que houve manobras de bastidores para prejudicar o Benfica. O Ministério Público (MP) de Gondomar extraiu certidão de dois e arquivou outro. Numa das partidas, entre os "encarnados" e o Nacional da Madeira (em que o Benfica perdeu por 3-2), foi interceptada, no rescaldo do desafio, uma conversa telefónica entre o empresário António Araújo e o presidente do clube madeirense, Rui Alves, sobre a actuação do árbitro Augusto Duarte. "Manda quem pode, obedece quem tem juízo", disse o empresário.

No que diz respeito a este jogo, os indícios recolhidos pelo MP passam, essencialmente, por escutas telefónicas e foram remetidos à comarca do Funchal (o DN tentou apurar se o processo seguiu para a acusação ou foi arquivado, mas tal não foi possível).

Segundo refere o MP na certidão extraída, uns dias antes do jogo Nacional-Benfica (que ocorreu a 22 de Abril de 2004), o presidente do Nacional da Madeira informou o empresário António Araújo da nomeação de Augusto Duarte. Rui Alves terá pedido a Araújo para este abordar o árbitro. "Pronto, eu toco a andar mesmo", sublinhou o empresário, que depois contactou Augusto Duarte. Um dos encontros terá ocorrido no Café Ferreira, em Braga. Ao mesmo tempo, o empresário ligado ao futebol e com negócios com o FC Porto ia dando conta das diligências a Pinto da Costa e a outros dirigentes do FC Porto. Aliás, nota o procurador Carlos Teixeira, o FC Porto "tinha interesse no resultado deste jogo, já que, nesta altura do campeonato, o Benfica ocupava o 3.º lugar e ainda não estava arredado da luta pelo título".

Há nos autos uma conversa telefónica entre António Araújo e Luís Gonçalves, da Sociedade Anónima do FC Porto (SAD), em que o primeiro refere ter estado "a tratar com o presidente aquela situação do Nacional". O MP coligiu ainda uma escuta telefónica, que diz ter decorrido em código, entre António Araújo e o dirigente da SAD portista Fernando Gomes. Nesta conversa, fala--se em ir visitar o "fiscal" para marcar a "vistoria".

Major irritado com árbitro

O outro desafio que consta do processo é o Benfica-Boavista, de 18 de Janeiro de 2004. Segundo o MP, Valentim Loureiro, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), telefonou a Júlio Mouco, elemento da comissão de arbitragem, sugerindo o nome do árbitro Elmano Santos para o jogo em questão, acrescentando que não queria que fossem nomeados árbitros assistentes da Madeira e de Lisboa. Neste contexto, João Loureiro, presidente do Boavista, contactou Carlos Pinto, funcionário da LPFP, para este dar um "toque" ao árbitro. "O homem tem que ser chamado à atenção", terá dito João Loureiro.

O Boavista acabaria por perder o jogo (3-2) e Valentim Loureiro terá telefonado a Elmano Santos, "bastante irado", segundo o MP, considerando que o árbitro acabou por prejudicar o Boavista. As suspeitas sobre a partida União de Leira-Benfica foram arquivadas em Gondomar por falta de provas.

Fonte: DN


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Valentim e João Loureiro escolhiam, por diversas vezes, os árbitros para os jogos do Boavista a contar para a época 2003/2004. As escutas telefónicas do processo "Apito Dourado" demonstram que quer o presidente da Liga de Clubes quer o líder do Boavista faziam chegar aos árbitros escolhidos a mensagem da promoção na carreira a troco de uma "boa" arbitragem. Também o Marítimo procurou obter favores dos árbitros. Numa escuta, António Henriques (ex-dirigente da Federação Portuguesa de Futebol) garantiu que no jogo entre o Marítimo e o Nacional da Madeira, este clube iria ser "bem roubadinho". E foi, como anuiu, um dia depois da partida, o árbitro Martins dos Santos.

Além dos casos relativos à II Divisão B e que envolviam o Gondomar (cujo processo aguarda a abertura da fase de instrução), a investigação detectou suspeitas de corrupção desportiva na I Liga. E foram remetidas certidões para várias comarcas do País.

Um dos jogos que constam das certidões extraídas pelo MP de Gondomar é o Boavista-Alverca. A partida acabou com a vitória dos axadrezados (2-1), que marcaram os golos nos sete minutos de compensação dados pelo árbitro Paulo Pereira. Valentim Loureiro foi quem informou o árbitro da classificação do observador do jogo - oito pontos. "Já sabe que conta aqui comigo", disse o major ao juiz, numa conversa interceptada pela Polícia Judiciária.

Já em relação ao jogo Boavista-FC Porto (que foi arquivado por falta de provas que sustentassem uma acusação de corrupção desportiva), Valentim questionou Júlio Mouco, da Comissão de Arbitragem da Liga, por que razão não tinha sido nomeado o auxiliar Devesa Neto. "Eu tinha acertado com o dr. João Loureiro que seria o Devesa", disse. Mas o presidente da comissão, Luís Guilherme, não tinha aprovado a nomeação. José Ramalho foi o escolhido e o major pede a Júlio Mouco para transmitir uma mensagem ao auxiliar: "Diga que está lá o presidente da Liga." O major não gostou da actuação de José Ramalho e queixou-se a Luís Guilherme e a Júlio Mouco. A este último lançou um ultimato: "Eu quero ver o que vai acontecer a este filho da puta, eu quero ver o que lhe vão fazer. Tem que se escrever, ok?", afirmou o major.

Neste encontro, apesar de o Boavista ter vencido a equipa de Moreira de Cónegos por 1-0, Valentim Loureiro não gostou da prestação do auxiliar Carlos do Carmo. E disse-lhe: "Você sabe que ainda neste defeso você estava não sei quê e eu, aquilo que posso, pelos amigos, faço", segundo uma escuta do processo. "Bem, da próxima você porta-se melhor, senão puxo-lhe as orelhas", conclui o major na conversa telefónica com Carlos do Carmo. O MP entendeu arquivar esta situação.

'Modus operandi'

Segundo o procurador Carlos Teixeira, o modo de actuação de Valentim e de João Loureiro passa, além das sugestões de nomes, pelo conhecimento antecipado dos nomes dos árbitros escolhidos. Tal permitia-lhes encetar os contactos com antecedência. Exemplo disto são as escutas interceptadas antes do jogo Belenenses-Boavista, arbitrado por Bruno Paixão. Numa conversa interceptada entre João Loureiro e Ezequiel Feijão, um ex-árbitro e observador da Liga, o presidente do Boavista pede que a equipa de arbitragem seja abordada, dando as instruções: "Ele [Bruno Paixão] chegou onde pediu (...), se quer umas viagenzinhas para o ano e tal... temos... temos... de atalhar caminho, pá!(...) Tu pediste... foi-te concedido".

Também antes do jogo Boavista-Beira-Mar, João Loureiro contactou o observador Pinto Correia para este dar um "toque" ao árbitro Nuno Almedeia. E a abordagem deveria ser esta: "Que nós que temos grande consideração(...), é malta que o pode fazer chegar onde ele quer... porque ele é ambicioso e tal", segundo uma conversa interceptada. Pinto Correia serenou João Loureiro: "Eu sei como é que lhe dou a volta".

No Marítimo-Nacional da Madeira, o árbitro Martins dos Santos foi escutado a confessar que prejudicou o Nacional: "Queriam lá um penalty, mas eu puni o gajo com amarelo." Ao árbitro foi prometida a subida de escalão na arbitragem do seu filho André Santos . "Consegue dar-me essa graça que eu responsabilizo-me pela outra", disse Martins dos Santos a António Henriques da FPF.


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As escutas do processo Apito Dourado revelam que Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, se envolveu directamente na escolha do árbitro do jogo das meias-finais da Taça de Portugal da época de 2003/2004 em que o Benfica ganhou ao Belenenses por 3-1. Esse jogo foi arbitrado por João Ferreira, de Setúbal, na sequência da nomeação acertada num telefonema entre Valentim Loureiro e o presidente dos encarnados. Nessa conversa, Luís Filipe Vieira começa por se queixar pelo facto de o árbitro nomeado para o jogo já não ser Paulo Paraty, conforme havia sido anunciado por Pinto de Sousa, à data presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, a um advogado com ligações ao Benfica.
A discussão foi acesa, com Valentim a esforçar-se por apaziguar os ânimos do dirigente e sugerir-lhe nomes de árbitros para substituir Paraty. Vieira, que diz não ter "preferência" por "ninguém", acaba por recusar o nome de quatro internacionais - "não me dá garantias", disse de alguns deles. A solução acabou por ser João Ferreira, o árbitro que amanhã estará no arranque do campeonato para os da Luz, quando defrontarem o Boavista no Bessa (ver texto na página seguinte).

As escutas telefónicas estão apensas ao processo principal do Apito Dourado, mas Cunha Vaz, responsável pelo gabinete de imprensa do Benfica, negou a sua existência. "O sr. Luís Filipe Vieira nunca falou com Valentim Loureiro por causa dos árbitros da Taça. Isso é mentira, até porque quem os nomeava era a Federação. O Benfica nunca escolheu qualquer árbitro", assegurou. Valentim Loureiro, por sua vez, não se disponibilizou para prestar qualquer esclarecimento.

Vieira irritado ao telefone
15 de Março de 2004. Paulo Paraty tinha arbitrado o jogo do Belenenses-Nacional para o campeonato. Por esse motivo, não podia ser indicado para o jogo da Taça, que ocorreria dois dias depois, obrigando Pinto de Sousa, que, à data, liderava o Conselho de Arbitragem, a procurar outra opção. Pinto de Sousa tentaria contactar Vieira para justificar a mudança, mas o dirigente benfiquista deixou de lhe atender o telefone, o que acabaria por levar Valentim Loureiro a envolver-se num jogo que estava fora da alçada da Liga.

"Disseram-me que era o Paulo Paraty o árbitro... Agora dizem-me à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty por causa do Belenenses", lamentava-se Vieira a Valentim, enquanto respondia às sugestões dadas por este. "Não quero Lucílio nenhum! (...) O António Costa?! F... Isso é tudo Porto! (...) O Duarte, nada, zero! (...) O Proença também não quero!".

Só o nome de João Ferreira agradou ao presidente do clube da Luz. "O João pode ser", disse, depois de conhecer os candidatos possíveis. A lista era reduzida, porque Pinto de Sousa considerava que o jogo tinha de ser apitado por um árbitro internacional e havia-o dito a Vieira e a Valentim Loureiro.

Nesta conversa com o presidente da Liga, Luís Filipe Vieira estava visivelmente irritado. E confessou a Valentim Loureiro que tinha sido informado de que o árbitro seria Paulo Paraty duas ou três semanas antes. O nome agradava-lhe e a sua substituição foi atribuída a uma manobra do FC Porto, cujo presidente, Pinto da Costa, "controlava tudo", na opinião de Luís Filipe Vieira. No entendimento do dirigente benfiquista, Pinto da Costa decidira até que quem arbitraria o Braga-Porto, também para as meias-finais da Taça, seria Bruno Paixão. "O Bruno Paixão, em Gil Vicente, eu estendi-lhe a mão para o cumprimentar, não me cumprimentou! Como é que esse gajo [Pinto de Sousa] vai nomear esse gajo para apitar?", perguntava Luís Filipe Vieira, não escondendo a indignação e deixando clara a ameaça: "Eu não sou como o Dias da Cunha. (...) Eu vou [à RTP] fazer alguns alertas para o futebol português".

Pinto de Sousa explica-se
Minutos depois, um novo telefonema de Valentim Loureiro a Pinto de Sousa é revelador. O segundo desculpa-se ao presidente da Liga por não ter indicado Paulo Paraty. Este árbitro havia sido sorteado para o jogo da Liga, também com o Belennenses, o que o levou a aceitar a indicação de Vieira e nomear João Ferreira para a Taça.

Ainda na mesma conversa, Pinto de Sousa conta a Valentim que a promessa de que Paulo Paraty seria o escolhido tinha sido feita inicialmente a João Rodrigues (um advogado com ligação ao Benfica), duas ou três semanas antes. Mas assegurou que a nomeação para o campeonato acontecera apenas porque se tinha esquecido de avisar Luís Guilherme, o responsável pela gestão da arbitragem para os jogos da Liga.

Sobre a possibilidade levantada por Luís Filipe Vieira de que o Porto teria escolhido o árbitro para a sua própria meia-final, Pinto de Sousa desmentiu-o. E explicou: "Foi um pedido do Salvador (presidente do Braga). Não indicar nem o Olegário, nem o António Costa".




Partes das escutas telefónicas onde é interveniente Luís Filipe Vieira. Os seus interlocutores são Valentim Loureiro e Pinto de Sousa

Luís Filipe Vieira (LFV) - Eu não quero entrar mais em esquemas nem falar muito...(...)
Valentim Loureiro (VL) - Eu penso que ou o Lucílio... o António Costa, esse Costa não lhe dá... não lhe dá nenhuma garantia?
LFV - A mim?! F.., o António Costa? F... Isso é tudo Porto!
VL - Exacto, pronto! (...) E o Lucílio?

LPV - Não, não me dá garantia nenhuma o Lucílio!
VL - E o Duarte?
LPV - Nada, zero! Ninguém me dá!... Ouça lá, eu, neste momento, é tudo para nos roubar! Ó pá, mas é evidente! Mas isso é demasiado evidente, carago! Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado.(...)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LPV - Não, não quero Lucílio nenhum!(...)
VL - E o Proença?
LPV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!
VL - E o João Ferreira?
LPV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! Agora, dizem-me a mim, que não tenho preferência de ninguém (...) à última hora, vêm-me dizer que já não pode ser o Paulo Paraty, por causa do Belenenses.
Pinto de Sousa - A única coisa que eu tinha dito ao João Rodrigues é o seguinte... É pá, há quinze [dias] ou três semanas, ele perguntou-me: "Quem é que você está a pensar para a Taça?"... Eu disse: "Estou a pensar no Paraty"...
VL - Bem, o gajo está f... (...) O Paraty então não consegues, não é?
PS - O Paraty não pode ser. (...) Até para os árbitros restantes, diziam assim: "É pá, que diabo, este gajo tem tantos internacionais e não tem mais nenhum livre, pá?!".(...)
VL - Eu nem dá para falar muito ao telefone, que ele começa para lá a desancar. (...) Mas qual é o gajo que o Porto não quer?! O Porto quere-os todos, pá! Qualquer um lhe serve!
PS - É... Por acaso é verdade...
VL - O Porto quer lá saber disso!
PS - Se é o Lucílio... Se fosse o Lucílio, era o Lucílio, se fosse o António Costa, era o António Costa...
VL - Ao Porto qualquer um serve!


SirRik

Boa Red, gostei de te ver a fazer Ctrl+v

Quanto ao tópico.....  Muito que se lhe diga, nem sei por onde começar......

;)

red_label

MEXENDO NO LIXO: Este é longo, desculpem lá.

No Sábado, em Alvalade, houve um golo marcado com a mão. Apesar de o árbitro o validar, apesar de Ronny, o marcador, negar tê-lo marcado com a mão, a verdade é que o golo é irregular.
É uma boa analogia para o que se passa nos bastidores do futebol português. Os tribunais consideram as escutas inválidas, a lei pode ser inconstitucional, os intervenientes podem dizer que é uma "situação normal". Mas a verdade é que as conversas tiveram lugar e que são criminosas.
Apesar disto se passar no futebol, não é nos jornais desportivos que lemos sobre estas coisas, é noutras publicações. Por isso, num inquérito para o jornal Record, quando me perguntaram "o que gostaria de ler amanhã no Record?", eu respondi "uma notícia qualquer sobre escutas e corrupção, que não seja primeiro dada nos jornais generalistas."
Passados alguns dias, o director do Record, Alexandre Pais, escreveu isto:
"José Diogo Quintela disse, nestas colunas, que gostaria de ler amanhã no Record "uma notícia qualquer sobre escutas e corrupção que não seja primeiro dada nos jornais generalistas". Trata-se de um desejo difícil de concretizar, pois quando o futebol perder de todo a credibilidade - traído por aqueles a quem dá de comer - aos generalistas não faltarão outros temas para exibir barba rija. Mas, morto o futebol, o Record perderá a razão de existir.
Que mexam no lixo que os tribunais largaram. Nós pertencemos a um circo que vive de emoções - de golos e de erros, títulos e de frustrações. E não temos vergonha disso."
Confesso-me espantado. Por duas razões: primeiro, por dar mais importância a esta resposta do que à que eu dou à pergunta "Morangos com Açúcar ou Floribella", de superior interesse. Segundo, pela assunção sincera da conivência da imprensa desportiva com as burlas do futebol português.
Há conversas (que ninguém desmentiu) em que se fala de comprar árbitros para influenciar resultados. De jogos de futebol. Que é um desporto. Coberto pelos jornais desportivos. Não totalmente, digo eu.
E Alexandre Pais vem dizer, com desfaçatez, que não vai mexer no "lixo que os tribunais largaram". Acho que não sabe que, ao não querer falar nisso, Alexandre Pais e os outros jornais desportivos estão, no mínimo, a forrar o caixote onde está esse lixo. É que os tribunais podem ter largado o lixo, mas não foram os tribunais que o fizeram. Foram aqueles que, pelos vistos, "dão de comer" aos jornais desportivos. Curiosa expressão. Julgava que quem dava de comer eram quem pagava, i.e. os leitores.
Pelos vistos, quem dá de comer são os dirigentes a quem os jornalistas prestam vassalagem. Aliás, exagero. Não são os jornalistas. Quem, conscientemente, sonega informação aos leitores, não é um jornalista. É, porventura, um divulgador da actividade desportiva. Faz agendas e dá resultados, vá lá. E a "morte do futebol", em vez de ser evitada por este silêncio, é ajudada.
Gosto especialmente quando Alexandre Pais diz ". Nós pertencemos a um circo que vive de emoções – de golos e de erros, títulos e de frustrações." Para já, porque é uma afirmação peca por defeito. É preciso acrescentar que há emoções que são falsas, porque há golos roubados, erros combinados, títulos pagos e frustrações que não têm que ver com o que se passa no campo, mas sim com o que se passa num restaurante qualquer de beira de estrada, onde a um fiscal de linha é prometida uma meretriz e um telemóvel com 3G, novinho em folha.
Depois, gosto da frase porque parece estar a insinuar que quem silencia, fá-lo porque gosta de futebol. Como se nós, os tagarelas e curiosos, não gostássemos. Não só isso, estamos a contribuir para a falada "morte do futebol". E, como tal, para o fim da razão do Record existir. Mas, tão facilmente como Alexandre Pais diz isto, eu inverto o argumento: quem não gosta de futebol e contribui para a sua morte é quem silencia, e, se é para prestar esse serviço, se calhar não faz sentido o Record existir. Quem diz Record, diz qualquer um dos outros dois diários desportivos que teimam em fingir que nada passa.
Alexandre Pais finaliza com "e não temos vergonha disso". É de louvar a admissão, mas é redundante. Já se tinha percebido que não têm vergonha. Mas não são os únicos.

Ps – para mais informação, leiam este texto da Leonor Pinhão, n'A Bola. A parte mais sumarenta é esta:
"Há 20 anos, ou talvez mais, dois jogos decisivos da derradeira jornada de uma série qualquer dos campeonatos distritais de futebol terminaram com resultados impensáveis. Qualquer coisa como 18-6, um, e 21-7, o outro.
Na altura eu era jornalista de A BOLA. Todos os domingos recebia as chamadas telefónicas dos correspondentes locais e tomava nota dos jogos e das classificações. O despropósito dos números dos golos daqueles dois jogos motivou-me a querer saber porquê e como e quem.
A curiosidade profissional foi rapidamente satisfeita. Os dois clubes supergoleadores de terras vizinhas disputavam entre si a subida de escalão e estavam igualados em pontos a uma jornada do fim. A temporada iria resolver-se pela diferença de golos. E até nesse pormenor as duas equipas rivais tinham um score idêntico.
E todos tiveram a mesma ideia. Os guarda-redes das equipas adversárias foram amaciados, os árbitros foram sensibilizados, alguns jogadores das equipas pretendentes à subida rubricaram exibições não menos estranhas e marcaram golos na própria baliza. Os dois resultados avolumaram-se até ao ponto da demência. E porquê? Porque cada equipa tinha um espião no campo do adversário. A missão do espião era correr para o telefone do café mais próximo sempre que houvesse um golo e informar os da sua cor da marcha do marcador.
Nunca dois espiões correram tanto e telefonaram tanto. E, assim, dentro das quatro linhas os jogadores iam sabendo como paravam as modas e os golos que tinham de deixar entrar, uns, e que tinham de marcar, outros.
A história tinha pinceladas neo-realistas. Cheguei a falar com algumas testemunhas dos acontecimentos e houve uma (torcia pelo clube que acabou por ficar em segundo lugar e não subir) que me garantiu ter a GNR ajudado o clube adversário ao disponibilizar ao espião os meios sofisticados de comunicação telefónica da sua carrinha destacada para manter a segurança pública do espectáculo.
Recolhida esta primeira dose de informação dirigi-me ao mítico chefe de redacção de A BOLA, Vítor Santos, e, contando o que já sabia, pedi autorização para me deslocar até às duas localidades em questão para fazer uma reportagem.
— Para fazer o quê? — perguntou o meu chefe.
— Uma reportagem. Falar com os dirigentes, com os jogadores, com os espectadores...
— Pois, pois...
— Ia eu e um fotógrafo. É uma grande história, chefe! — insisti num entusiasmo pueril.
Mas não tive sorte nenhuma.
— Sabes, rapariga, eu acho melhor não tocar nisso — disse-me o Vítor Santos.
Olhou-me nos olhos, inclinou-se para trás na sua cadeira de chefe e cruzou as mãos em cima da barriga.
— Não tocar nisso?— Nem ao de leve. Essas coisas existem, sempre hão-de existir mas torná-las públicas faz mal ao futebol e nós, jornalistas, não podemos fazer mal ao futebol." ZDQ

Pedro Neto

#324
Um colega benfiquista da blogosfera fez uma compilação excelente do caso Apito Dourado, contendo tudo aquilo que é necessário para compreender o escândalo.

Gostei imenso do referido post e aconselho toda a gente a ler e a guardar:

"E porque não irradiá-los"
http://queridosjornalistasdesportivos.blogspot.com/2006_09_01_queridosjornalistasdesportivos_archive.html#115851777069838299

Um abraço, red_label.



red_label

«Pinto de Sousa - Eu tenho...eu tenho aqui uma reunião por causa das classificações...
pinto da costa – Ai é? Como é que está isso?
PS – Estamos aqui... precisamente a ver isso... Estamos aqui eu e este (António Henriques)... a cozinhar aqui um bocadinho estas coisas!
PC – Tem que ser!...
PS – EhEhEh!» (Revista FOCUS, 12/09/2006);

LeoG

Citação de: red_label em 29 de Setembro de 2006, 15:01
«Pinto de Sousa - Eu tenho...eu tenho aqui uma reunião por causa das classificações...
pinto da costa – Ai é? Como é que está isso?
PS – Estamos aqui... precisamente a ver isso... Estamos aqui eu e este (António Henriques)... a cozinhar aqui um bocadinho estas coisas!
PC – Tem que ser!...
PS – EhEhEh!» (Revista FOCUS, 12/09/2006);


EhEhEh!

diabinho_in_love

Futebol
Nacional terá oferecido «noitadas» a árbitros
O Nacional da Madeira terá aliciado árbitros na época 2003/2004, proporcionando-lhes «noitadas», de acordo com documentos incluídos no processo «Apito Dourado» citados esta segunda-feira pelo Correio da Manhã.


 
ASF 
No referido jornal pode ler-se que o presidente do clube insular, Rui Alves, foi mesmo constituído arguido, sendo que o seu caso foi arquivado por não ter sido provada uma ligação entre os encontros com prostitutas e o eventual favorecimento por parte dos árbitros.

VERGONHA....VERGONHA....VERGONHA....VERGONHA....VERGONHA...  :tickedoff: :tickedoff: :tickedoff: :tickedoff: :tickedoff: :tickedoff: :tickedoff: :tickedoff:

VelociRapto_73

Diabinho essa é só mais uma vergonha entre muitas outras, está mais que provado que as meninas da vida têm tido muito trabalho ao serem usadas para a satisfação pessoal dos àrbitros. Cafés com leite, rebuçados e outras doçuras terão feito parte da vida pós-jogo de muitos àrbitros. Infelizmente o SLBenfica perdeu jogos (épocas anteriores, época actual derrota com o boavista) que levaram os titúlos da Luz, entregando de bandeja o ouro ao bandido do norte. Se o Apito Dourado fosse levado até ao fim o porto teria de descer de divisão (IIIª Divisão minímo) e ficar com 30 pontos negativos! :coolsmiley:

red_label

Orgias com árbitros na Madeira

Hélder Santos

Os árbitros que se deslocavam à Madeira para dirigir jogos do Nacional (2003/2004) terão participado em orgias e bacanais com prostitutas, de acordo com o que consta no processo 'Apito Dourado'.

Rui Alves, presidente do Nacional, chegou a ser constituído arguido, mas o seu caso foi arquivado, por não ter sido provado um nexo entre as noitadas com prostitutas e o eventual favorecimento por parte dos árbitros à equipa insular.

Segundo os documentos que resultam da investigação criminal que foi realizada em fase de inquérito, liderada pelo procurador Carlos Teixeira, o intermediário seria António Araújo, empresário de futebolistas que fornecia "fruta" (prostitutas) a árbitros "amigos" do FC Porto.

Nos mesmos documentos consta, ainda, que, no dia 24 de Março de 2004 – menos de um mês antes das primeiras detenções da operação 'Apito Dourado' –, o, na altura, presidente do Belenenses, Sequeira Nunes, telefonou a Pinto de Sousa, líder do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, informando-o de que os "dirigentes do Nacional andavam a encomendar serviços de prostitutas para oferecerem aos árbitros nomeados para os seus jogos", realizados na Madeira. Sequeira Nunes frisou que tinha sido o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, quem lhe forneceu tal informação.

E, a 11 de Abril de 2004, as investigações interceptaram uma conversa entre Pinto da Costa e Pinto de Sousa, em que o líder dos portistas contou ao seu interlocutor que Carlos Pereira lhe tinha dito que o Nacional andava a "presentear os árbitros nomeados para os seus jogos com bacanais", que se "realizavam nas vésperas dos jogos, com a presença de algumas raparigas, presumivelmente sendo prostitutas".

Inquirido pela Polícia Judiciária, Sequeira Nunes confirmou a conversa que teve com Pinto de Sousa, mas não precisou se o presidente do Marítimo lhe mencionou o nome de algum dirigente do Nacional em concreto. Observou, no entanto, que ficou com "a ideia de que Carlos Pereira estaria a referir-se a Rui Alves, presidente do Nacional".

Nessa época, 2003/2004, o Nacional classificou-se em quarto lugar na Super-Liga, com 56 pontos, ficando apurado para a Taça UEFA.

As investigações da Polícia Judiciária do Porto concluíram que o empresário António Araújo, que negoceia futebolistas sem licença da FIFA, contactava os árbitros para o Nacional. Um dos jogos investigados foi o Nacional-Benfica (3-2), numa altura (Fevereiro de 2004) em que o clube da Luz ocupava o terceiro lugar. Segundo o MP de Gondomar, "o FC Porto tinha interesse no resultado do Nacional-Benfica", dado que os 'encarnados' "ainda não" estavam arredados "da discussão do título de campeão." Por isso, para o procurador Carlos Teixeira, titular do processo 'Apito Dourado', António Araújo "estava duplamente mandatado pelos presidentes do Nacional e do FC Porto, o primeiro interessado na vitória do Nacional e o segundo interessado na derrota do Benfica".

O CM tentou ontem contactar Rui Alves, mas o presidente do Nacional nunca atendeu o seu habitual telemóvel.

MAIS PRESENTES EM GONDOMAR

O árbitro assistente Diamantino Costa informou a Liga Portuguesa de Futebol Profissional de que recebeu uma pulseira em ouro quando esteve no Gondomar-Varzim (0-1), jogo a contar para a 3.ª jornada da Divisão de Honra, que se disputou no dia 17 de Setembro.

Segundo apurou o CM, Diamantino Costa relatou à Liga que a pulseira lhe foi metida, sem ele dar conta, no bolso de uma camisa.

Como só encontrou a pulseira quando chegou a casa, em Évora, o árbitro fez uma participação do caso à PSP daquela cidade alentejana, onde também deixou a pulseira, assegurou ao CM fonte conhecedora do processo, que solicitou o anonimato.

Perante o relatório do árbitro assistente, a Comissão Disciplinar da Liga ordenou a "instauração de processo de inquérito, na sequência de participação efectuada pelo sr. Diamantino Costa (...), para averiguação de factos alegadamente ocorridos após o jogo n.º 02.018 Gondomar Sport Clube-Varzim Sport Clube".

Contactado pelo CM, o presidente do Gondomar, Álvaro Cerqueira, assegurou nada saber em relação à pulseira de ouro: "Só sei que a Liga nos instaurou um inquérito, cujos motivos desconheço. Não sei, também, se houve qualquer participação às autoridades."

Álvaro Cerqueira, frisou, no entanto, que se recorda muito bem da actuação da equipa de arbitragem, chefiada por Paulo Pereira, o mesmo que dirigiu ontem o Benfica-Desportivo das Aves: "Perdemos o jogo com o Varzim, por 1-0, por causa de um erro do senhor Diamantino Costa, que não assinalou um fora-de-jogo mais do que evidente no lance que ditou o golo."

O CM contactou ontem Diamantino Costa, que se escusou a prestar qualquer declaração.

SEQUEIRA NUNES CONFIRMA

Sequeira Nunes, ex- presidente do Belenenses, confirmou ontem ao CM que informou Pinto de Sousa do caso das prostitutas do Nacional: "Já não me lembro se fui eu que liguei a Pinto de Sousa ou se foi ele que me ligou. E mais não posso acrescentar."

Já Carlos Pereira, presidente do Marítimo, disse: "É uma situação que deve ser esclarecida pela Justiça, Liga e FPF. Além disso, este é um momento em que necessitamos de tranquilidade para devolver a credibilidade ao futebol."

APITO DE OURO FALSIFICADO

Parte do ouro oferecido aos árbitros acusados de corrupção desportiva no âmbito do processo 'Apito Dourado' será falso, de acordo com uma peritagem efectuada pela Contrastaria do Porto. As análises revelaram a existência de vários lotes com peças em que não aparecem as marcas de punção e outras relativas a fabricantes que não estão licenciados, situação que impedia tal ouro de ser posto no mercado.

O Ministério Público, segundo o 'JN' de ontem, terá extraído uma certidão do processo principal, por em causa estar o crime de contrafacção de selos, cunhos, marcas e chancelas, punido com pena entre um e cinco anos de prisão. Para o procurador Carlos Teixeira, o principal suspeito será o ourives, António Ribeiro, que fornecia o ouro que os dirigentes do Gondomar ofereciam aos árbitros. O CM tentou ontem contactar o comerciante, o que não foi possível até ao fecho desta edição.

ESCUTAS DO CASO NACIONAL

Pinto da Costa: "Esses já não nos vão chatear mais!" (Referindo-se à derrota do Benfica com o Nacional)

António Araújo: "Manda quem pode, obedece quem tem juízo" (Em resposta a Pinto da Costa)

António Araújo: "Estive a tratar com o presidente [Pinto da Costa] aquela situação do Nacional" (Para Luís Gonçalves, da SAD do FC Porto)

António Araújo: "Mas já tratei do do que aquilo que tinha, tinha a tratar!" [aquando do jogo Nacional-Benfica de 2003/2004] (Para Rui Alves, presidente do Nacional)

António Araújo: "Estou a fazer um serviço muito importante para o Futebol Clube do Porto" [os contactos com vários árbitros de futebol] (Para Luís Gonçalves, da SAD do FC Porto)

Árbitro Paulo Silva: "Tu lembras-te, uma vez depois de a gente acabar o putedo com o Araújo no Porto". (Para António Araújo, relatando a conversa tida com outro árbitro)


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