Dito

Defesa, (1962-01-18 - 2020-09-03),
Portugal
Equipa Principal: 2 épocas (1986-1988), 81 jogos (4020 minutos), 2 golos

Títulos: Campeonato Nacional (1), Taça de Portugal (1)

Kiko_Melo

Descanse em paz!

Grande amigo do meu pai, com quem jogou nas camadas jovens do Braga.

Uma história nunca antes partilhada: encontrei-o há cerca de 2 anos na rua com o meu pai. Depois dos abraços e do "ai e tal tudo bem", perguntei: "Arrependeu-se de deixar o Benfica?", ao que me respondeu: "Preferia ter partido as duas pernas", seguido de um "Não há comparação possível entre os dois clubes; nunca houve nem haverá".
Contou-me que aí contrário do que a comunicação social veiculou, o Benfica ofereceu-lhe um contrato ao nível do que foi auferir para o Porto. Mudou única e exclusivamente pelo Quinito que lhe ligou todos os dias durante 2 meses.

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Uma notícia muito triste. :(

Que descanse em Paz.

pcssousa

Acaba por ser o que menos interessa neste momento, mas ao contrário de quem o conheceu ou com quem com ele privou, não consigo garantir que ficou com simpatia pelo Benfica, porém, ao ouvir algumas das suas declarações é com a clara sensação que fico.
Gosto sempre quando quem envergou a nossa camisola guarda carinho pelo nosso Clube. Parafraseando um amigo que nos representou e nunca tinha sido Benfiquista antes de o fazer, "quem passa por aquela casa jamais a esquece, é preciso quase não ter coração para envergar a camisola do Clube e não o passar a amar".

Mais uma vez, que descanse em paz.

fyure

Que descanse em paz. Partiu cedo. Sentimentos aos seus.

anarcos

Que tenha eterno descanso.

Ghost.Of.Red

Citação de: Holmesreis em 03 de Setembro de 2020, 15:07
Gostaria de lançar aqui a minha sentida homenagem ao Dito e, por inerência, a um dos seus amigos do tempo do Braga, o meu sogro, sr. Alfredo.
Quando o meu sogro faleceu, o Dito deu-nos a honra de comparecer no velório e pediu-nos desculpa por não marcar presença no funeral, pois coincidia com a hora do jogo do Moreirense que era a equipa que treinava na altura.
O meu sogro era uma figura típica de Braga, presença assídua no Primeiro de Maio e, na altura da sua morte, era o sócio 208. Sabia de cor e salteado os nomes de todos os jogadores que tinham passado pelas camadas jovens e era um "arsenalista" apaixonado.

Para os miúdos daqui do fórum, o Dito era considerado no início dos anos 80, a maior esperança da defesa portuguesa. Neto de galegos, foi lançado na primeira equipa do Braga pelo mister Fernando Caiado (outro dos "nossos") com apenas 17 anos e, aos 19 anos, tornou-se internacional A quando foi substituir por lesão o Humberto Coelho num jogo que se tornou numa das maiores humilhações das Quinas, perdemos 4-1 com Israel.

Dito tornou-se um dos símbolos do Braga, acarinhadíssimo pelas sócios da velha guarda que o chamavam de «Beckenbauer» do Minho porque Dito começaria a destacar-se numa posição que já não existe no futebol moderno: a de líbero. Na sua primeira passagem pelo Braga, o Quinito exagerou numa entrevista à Gazeta dos Desportos e disse que Dito era um dos melhores do Mundo na sua posição.

Resistiu sempre às investidas dos grandes, chegou a ter convites do Valência, do Saragoça e do Sabadell, mas em 1986, o Braga estava em risco de insolvência, sem dinheiro para salários e de arrufo com Mesquita Machado por causa de uns terrenos em Nogueira que havia sido prometidos ao clube. Gaspar Ramos chegou-se à frente e contratou Dito. Foi apresentado no mesmo dia que Edmundo e Chiquinho, eu tinha 13 anos e vivi esses dias entusiasticamente porque achava que tínhamos encontrado os herdeiros de Humberto e de Bastos Lopes.

A sua aventura no Benfica durou 2 épocas, sempre titularíssimo. Entrou em choque com Fernando Martins, acusando-o da falta de pagamento das luvas contratualizadas e de outras promessas não cumpridas. Reencontrou Quinito no FCP e foi apresentado 2 dias depois de Rui Águas.

Ficamos em choque, como era possível? Era o espelho da gestão desportiva benfiquista dos anos 80: salários médios/baixos e generosos prémios de jogo. Mas o futebol estava a mudar.

Foi um fracasso no FCP, com o despedimento de Quinito é despromovido a terceiro/quarto central do plantel, atrás de Geraldão, Eduardo Luís e N'Kongolo. Numa entrevista que ele deu ao Rui Miguel Tovar há 2 anos, ele afirmou que o salário que auferia no FCP não era muito superior ao do Benfica, mas que tinha batido com a porta por uma questão de orgulho.

Saiu de forma feia, é verdade, mas enquanto esteve no Benfica, fez 60 jogos oficiais em 2 épocas, sempre titular e dignificando o Manto Sagrado.

A última vez que o vi foi em fevereiro deste ano, no Ferreira Capa em Braga, a tomar uma bica, rodeado por 2 jovens.

Descanse em paz. Tenho a certeza que lá em cima, ele e o meu sogro já estão em alegre tertúlia recordando as solarengas tardes no Primeiro de Maio.

Ferreira Capa?

Eu ia lá almoçar todos dias antes do Covid. Muito Benfiquistas  entre os funcionários.

Provavelmente ter-nos-emo cruzado.

Abraço e paz á Alma do Dito.

areal

Citação de: Ghost.Of.Red em 03 de Setembro de 2020, 21:36
Citação de: Holmesreis em 03 de Setembro de 2020, 15:07
Gostaria de lançar aqui a minha sentida homenagem ao Dito e, por inerência, a um dos seus amigos do tempo do Braga, o meu sogro, sr. Alfredo.
Quando o meu sogro faleceu, o Dito deu-nos a honra de comparecer no velório e pediu-nos desculpa por não marcar presença no funeral, pois coincidia com a hora do jogo do Moreirense que era a equipa que treinava na altura.
O meu sogro era uma figura típica de Braga, presença assídua no Primeiro de Maio e, na altura da sua morte, era o sócio 208. Sabia de cor e salteado os nomes de todos os jogadores que tinham passado pelas camadas jovens e era um "arsenalista" apaixonado.

Para os miúdos daqui do fórum, o Dito era considerado no início dos anos 80, a maior esperança da defesa portuguesa. Neto de galegos, foi lançado na primeira equipa do Braga pelo mister Fernando Caiado (outro dos "nossos") com apenas 17 anos e, aos 19 anos, tornou-se internacional A quando foi substituir por lesão o Humberto Coelho num jogo que se tornou numa das maiores humilhações das Quinas, perdemos 4-1 com Israel.

Dito tornou-se um dos símbolos do Braga, acarinhadíssimo pelas sócios da velha guarda que o chamavam de «Beckenbauer» do Minho porque Dito começaria a destacar-se numa posição que já não existe no futebol moderno: a de líbero. Na sua primeira passagem pelo Braga, o Quinito exagerou numa entrevista à Gazeta dos Desportos e disse que Dito era um dos melhores do Mundo na sua posição.

Resistiu sempre às investidas dos grandes, chegou a ter convites do Valência, do Saragoça e do Sabadell, mas em 1986, o Braga estava em risco de insolvência, sem dinheiro para salários e de arrufo com Mesquita Machado por causa de uns terrenos em Nogueira que havia sido prometidos ao clube. Gaspar Ramos chegou-se à frente e contratou Dito. Foi apresentado no mesmo dia que Edmundo e Chiquinho, eu tinha 13 anos e vivi esses dias entusiasticamente porque achava que tínhamos encontrado os herdeiros de Humberto e de Bastos Lopes.

A sua aventura no Benfica durou 2 épocas, sempre titularíssimo. Entrou em choque com Fernando Martins, acusando-o da falta de pagamento das luvas contratualizadas e de outras promessas não cumpridas. Reencontrou Quinito no FCP e foi apresentado 2 dias depois de Rui Águas.

Ficamos em choque, como era possível? Era o espelho da gestão desportiva benfiquista dos anos 80: salários médios/baixos e generosos prémios de jogo. Mas o futebol estava a mudar.

Foi um fracasso no FCP, com o despedimento de Quinito é despromovido a terceiro/quarto central do plantel, atrás de Geraldão, Eduardo Luís e N'Kongolo. Numa entrevista que ele deu ao Rui Miguel Tovar há 2 anos, ele afirmou que o salário que auferia no FCP não era muito superior ao do Benfica, mas que tinha batido com a porta por uma questão de orgulho.

Saiu de forma feia, é verdade, mas enquanto esteve no Benfica, fez 60 jogos oficiais em 2 épocas, sempre titular e dignificando o Manto Sagrado.

A última vez que o vi foi em fevereiro deste ano, no Ferreira Capa em Braga, a tomar uma bica, rodeado por 2 jovens.

Descanse em paz. Tenho a certeza que lá em cima, ele e o meu sogro já estão em alegre tertúlia recordando as solarengas tardes no Primeiro de Maio.

Ferreira Capa?

Eu ia lá almoçar todos dias antes do Covid. Muito Benfiquistas  entre os funcionários.

Provavelmente ter-nos-emo cruzado.

Abraço e paz á Alma do Dito.

Também ia lá algumas vezes...

Ghost.Of.Red

Citação de: areal em 03 de Setembro de 2020, 21:40
Citação de: Ghost.Of.Red em 03 de Setembro de 2020, 21:36
Citação de: Holmesreis em 03 de Setembro de 2020, 15:07
Gostaria de lançar aqui a minha sentida homenagem ao Dito e, por inerência, a um dos seus amigos do tempo do Braga, o meu sogro, sr. Alfredo.
Quando o meu sogro faleceu, o Dito deu-nos a honra de comparecer no velório e pediu-nos desculpa por não marcar presença no funeral, pois coincidia com a hora do jogo do Moreirense que era a equipa que treinava na altura.
O meu sogro era uma figura típica de Braga, presença assídua no Primeiro de Maio e, na altura da sua morte, era o sócio 208. Sabia de cor e salteado os nomes de todos os jogadores que tinham passado pelas camadas jovens e era um "arsenalista" apaixonado.

Para os miúdos daqui do fórum, o Dito era considerado no início dos anos 80, a maior esperança da defesa portuguesa. Neto de galegos, foi lançado na primeira equipa do Braga pelo mister Fernando Caiado (outro dos "nossos") com apenas 17 anos e, aos 19 anos, tornou-se internacional A quando foi substituir por lesão o Humberto Coelho num jogo que se tornou numa das maiores humilhações das Quinas, perdemos 4-1 com Israel.

Dito tornou-se um dos símbolos do Braga, acarinhadíssimo pelas sócios da velha guarda que o chamavam de «Beckenbauer» do Minho porque Dito começaria a destacar-se numa posição que já não existe no futebol moderno: a de líbero. Na sua primeira passagem pelo Braga, o Quinito exagerou numa entrevista à Gazeta dos Desportos e disse que Dito era um dos melhores do Mundo na sua posição.

Resistiu sempre às investidas dos grandes, chegou a ter convites do Valência, do Saragoça e do Sabadell, mas em 1986, o Braga estava em risco de insolvência, sem dinheiro para salários e de arrufo com Mesquita Machado por causa de uns terrenos em Nogueira que havia sido prometidos ao clube. Gaspar Ramos chegou-se à frente e contratou Dito. Foi apresentado no mesmo dia que Edmundo e Chiquinho, eu tinha 13 anos e vivi esses dias entusiasticamente porque achava que tínhamos encontrado os herdeiros de Humberto e de Bastos Lopes.

A sua aventura no Benfica durou 2 épocas, sempre titularíssimo. Entrou em choque com Fernando Martins, acusando-o da falta de pagamento das luvas contratualizadas e de outras promessas não cumpridas. Reencontrou Quinito no FCP e foi apresentado 2 dias depois de Rui Águas.

Ficamos em choque, como era possível? Era o espelho da gestão desportiva benfiquista dos anos 80: salários médios/baixos e generosos prémios de jogo. Mas o futebol estava a mudar.

Foi um fracasso no FCP, com o despedimento de Quinito é despromovido a terceiro/quarto central do plantel, atrás de Geraldão, Eduardo Luís e N'Kongolo. Numa entrevista que ele deu ao Rui Miguel Tovar há 2 anos, ele afirmou que o salário que auferia no FCP não era muito superior ao do Benfica, mas que tinha batido com a porta por uma questão de orgulho.

Saiu de forma feia, é verdade, mas enquanto esteve no Benfica, fez 60 jogos oficiais em 2 épocas, sempre titular e dignificando o Manto Sagrado.

A última vez que o vi foi em fevereiro deste ano, no Ferreira Capa em Braga, a tomar uma bica, rodeado por 2 jovens.

Descanse em paz. Tenho a certeza que lá em cima, ele e o meu sogro já estão em alegre tertúlia recordando as solarengas tardes no Primeiro de Maio.

Ferreira Capa?

Eu ia lá almoçar todos dias antes do Covid. Muito Benfiquistas  entre os funcionários.

Provavelmente ter-nos-emo cruzado.

Abraço e paz á Alma do Dito.

Também ia lá algumas vezes...

Sr. Jorge, grande Benfiquista

Kiko_Melo

Citação de: Ghost.Of.Red em 03 de Setembro de 2020, 21:36
Citação de: Holmesreis em 03 de Setembro de 2020, 15:07
Gostaria de lançar aqui a minha sentida homenagem ao Dito e, por inerência, a um dos seus amigos do tempo do Braga, o meu sogro, sr. Alfredo.
Quando o meu sogro faleceu, o Dito deu-nos a honra de comparecer no velório e pediu-nos desculpa por não marcar presença no funeral, pois coincidia com a hora do jogo do Moreirense que era a equipa que treinava na altura.
O meu sogro era uma figura típica de Braga, presença assídua no Primeiro de Maio e, na altura da sua morte, era o sócio 208. Sabia de cor e salteado os nomes de todos os jogadores que tinham passado pelas camadas jovens e era um "arsenalista" apaixonado.

Para os miúdos daqui do fórum, o Dito era considerado no início dos anos 80, a maior esperança da defesa portuguesa. Neto de galegos, foi lançado na primeira equipa do Braga pelo mister Fernando Caiado (outro dos "nossos") com apenas 17 anos e, aos 19 anos, tornou-se internacional A quando foi substituir por lesão o Humberto Coelho num jogo que se tornou numa das maiores humilhações das Quinas, perdemos 4-1 com Israel.

Dito tornou-se um dos símbolos do Braga, acarinhadíssimo pelas sócios da velha guarda que o chamavam de «Beckenbauer» do Minho porque Dito começaria a destacar-se numa posição que já não existe no futebol moderno: a de líbero. Na sua primeira passagem pelo Braga, o Quinito exagerou numa entrevista à Gazeta dos Desportos e disse que Dito era um dos melhores do Mundo na sua posição.

Resistiu sempre às investidas dos grandes, chegou a ter convites do Valência, do Saragoça e do Sabadell, mas em 1986, o Braga estava em risco de insolvência, sem dinheiro para salários e de arrufo com Mesquita Machado por causa de uns terrenos em Nogueira que havia sido prometidos ao clube. Gaspar Ramos chegou-se à frente e contratou Dito. Foi apresentado no mesmo dia que Edmundo e Chiquinho, eu tinha 13 anos e vivi esses dias entusiasticamente porque achava que tínhamos encontrado os herdeiros de Humberto e de Bastos Lopes.

A sua aventura no Benfica durou 2 épocas, sempre titularíssimo. Entrou em choque com Fernando Martins, acusando-o da falta de pagamento das luvas contratualizadas e de outras promessas não cumpridas. Reencontrou Quinito no FCP e foi apresentado 2 dias depois de Rui Águas.

Ficamos em choque, como era possível? Era o espelho da gestão desportiva benfiquista dos anos 80: salários médios/baixos e generosos prémios de jogo. Mas o futebol estava a mudar.

Foi um fracasso no FCP, com o despedimento de Quinito é despromovido a terceiro/quarto central do plantel, atrás de Geraldão, Eduardo Luís e N'Kongolo. Numa entrevista que ele deu ao Rui Miguel Tovar há 2 anos, ele afirmou que o salário que auferia no FCP não era muito superior ao do Benfica, mas que tinha batido com a porta por uma questão de orgulho.

Saiu de forma feia, é verdade, mas enquanto esteve no Benfica, fez 60 jogos oficiais em 2 épocas, sempre titular e dignificando o Manto Sagrado.

A última vez que o vi foi em fevereiro deste ano, no Ferreira Capa em Braga, a tomar uma bica, rodeado por 2 jovens.

Descanse em paz. Tenho a certeza que lá em cima, ele e o meu sogro já estão em alegre tertúlia recordando as solarengas tardes no Primeiro de Maio.

Ferreira Capa?

Eu ia lá almoçar todos dias antes do Covid. Muito Benfiquistas  entre os funcionários.

Provavelmente ter-nos-emo cruzado.

Abraço e paz á Alma do Dito.
Ainda na terça-feira lá fui almoçar. Havemos de nos encontrar todos 🙂

JM21

Que descanse em paz.

Sum41

Que descanse em paz.

20simao1

#131
Quando li num dos rodapés na tv, pensei que fosse outro, por ele ainda ser novo.

RIP

AG

É sempre chocante ver alguém relativamente novo morrer nestas circunstâncias.

Vendo a sua carreira podia ter jogado mais uns anos ao alto nível - Benfica ou mesmo FCP.

Foi um homem do futebol fleumático e gentleman.

Que descanse em paz.

Benfiquismo

Paz à sua alma.

Elvis the Pelvis

Sempre o vi como alguém correcto e afável, um tipo com uma certa classe.

Que descanse em paz!