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Jimmy Hagan
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Slb-Ag:


Nome Completo: James "JIMMY" HAGAN
Nacionalidade: Inglês
Data de Nascimento: 21-01-1918
Data de Falecimento: 26-02-1998
Cargo: Treinador

Épocas ao serviço do Benfica: 4
Total de Jogos pelo Benfica: 120
Total de Vitórias pelo Benfica: 94
Títulos pelo Benfica:
3 Campeonatos Nacionais (1970/71, 1971/72, 1972/73)
1 Taça de Portugal (1971/72)
 
1970/1971
Jogos: 37
Vitórias: 26 (18 na Liga)

1971/1972
Jogos: 43
Vitórias: 35 (26 na Liga)

1972/1973
Jogos: 36
Vitórias: 30 (28 na Liga)

1973/1974
Jogos: 4
Vitórias: 3 (2 na Liga)
_Benfiquista_:
Vitor84:
Como jogador, Jimmy Hagan contabilizou apenas uma internacionalização   pela Selecção inglesa, não lhe fazendo justiça, já que foi considerado   um dos mais talentosos jogadores ingleses da sua época. A sua carreira   como futebolista foi interrompida pela 2ª Guerra Mundial, mas permaneceu   como uma lenda para o fans do Sheffield United, clube que serviu   durante cerca de 20 anos.

Começou a sua carreira de treinador no   Peterborough United, onde esteve entre 1958 e 1962. Seguiu-se o West   Bromwich Albion em 1963, onde conquistou a Taça da Liga Inglesa em 1966.

Jimmy   Hagan chegou ao Benfica em 1970. De 1970 a 1973 liderou a equipa a três   vitórias consecutivas no Campeonato e a uma Taça de Portugal, um   recorde que nenhum outro treinador desde então conseguiu repetir ao   serviço do Benfica. Neste período, enquanto treinador do Benfica, também   chamou a atenção da Europa, quando a equipa chegou às meias-finais da   Taças dos Campeões Europeus, sendo apenas afastado pelo lendário Ajax   daquela era.

Com sorriso fechado e ar sisudo, Hagan celebrizou-se   também pela expressão “no comments”, que, afinal, definia todo o seu   carácter frio e distante. Tinha ainda o hábito de treinar nos dias dos   jogos e sempre “a doer”, com subidas e descidas constantes das bancadas   do estádio, em passo de corrida.

Em 1972/1973, com Jimmy Hagan, o   Benfica tornou-se o único clube português a terminar o campeonato sem   derrotas, contabilizando 28 vitórias – 23 consecutivas – em 30 jogos,   empatando dois. Nesse mesmo ano, Eusébio foi o melhor marcador europeu   com 40 golos, naquela que foi a sua penúltima época como jogador do   Benfica. A equipa marcou 101 golos, ultrapassando a marca dos 100 apenas   pela segunda vez na sua história.

Jimmy Hagan saiu do Benfica,   em Setembro de 1973. Na festa de despedida de Eusébio, colocou toda a   gente a correr à volta do campo e, às tantas, Humberto Coelho, Toni e   Nélinho atrasaram-se dos restantes elementos e encurtaram distância,   fazendo corta-mato. O colérico Hagan ameaçou multá-los com mil escudos e   obrigá-los a treinar à tarde, deles prescindindo para o jogo da noite   entre o Benfica e o Resto da Europa. Depois de meditar, perdoou a multa e   o treino da tarde, mas manteve o castigo para a noite. O presidente   Borges Coutinho tomou então o partido dos jogadores e ordenou que se   fossem equipar, algo que Hagan não admitiu. Bateu com a porta do   balneário. No dia seguinte, Hagan apresentou a sua carta de demissão. Um   adeus abrupto para um homem de repentes e com um tri no bolso.

Desde   os tempos em que treinou o Benfica, Jimmy Hagan manteve uma relação de   grande amizade com Eusébio, que o descreveu como “forte disciplinador”.   “Todos os jogadores pensaram que os seu treinos eram bastante   penalizadores e fisicamente extenuantes, após a primeira semana de   treinos. Mas passado pouco tempo, a equipa começou a vencer jogos e   todos concluíram que tinha valido a pena. Ele deu-nos uma força extra e a   ele se deve o facto Benfica ter vencido três campeonatos consecutivos”.

Jimmy   Hagan fez o primeiro jogo como treinador do Benfica a 13 de Setembro de   1970, numa vitória sobre a CUF (1-0), na Jamor, tendo disputado o   último jogo, a 23 de Setembro de 1973, numa vitória frente ao Belenenses   (2-1), em Lisboa.

Texto: Memorial Benfica, 100 Glórias
Copiado de Ednilson
Partizan:
Um verdadeiro treinador de chicote, fino produto da escola Britânica.
 
A história da "preparação física intensa" é lendária.
José Henriques:
O Hagan ficou no meu imaginário por ser o treinador do Benfica que estava no activo, quando eu comecei a ver futebol, e a ter um entendimento minimamente lucido daquilo que via!
Por sorte minha, esse tal período em que comecei a ver futebol, correspondeu a uma das melhores equipas da história do Clube, o que me tornou num pequeno fanático, mas também me habituou mal, porque com Hagan o Benfica levava tudo à frente, e não podia ser sempre assim. Ainda hoje tenho amargas desilusões, em resultado de ter começado a olhar para o futebol, com olhos de ver, neste período tão auspicioso.
O célebre Campeonato sem derrotas e só com 2 empates (Tapadinha com o Atlético e Antas com os murcões), a esmagadora vitória por 5-1 sobre o Feyenoord, o choque de titãs, na meia-final da Taça dos Campeões com o Ajax de Cruyff, em que perdemos por 1-0 em Amesterdão e depois na Luz não fomos além do 0-0 (o Ajax foi nessa época Campeão Europeu), e ter uma equipa fantástica, onde ainda pontificavam Simões, Jaime Graça e Eusébio, mas onde já jogavam Humberto Coelho, Néné, Jordão, Vitor Batista, Artur Jorge, Adolfo, Malta da Silva, Artur Correia, Vitor Martins, Toni e outros de que me estou certamente a esquecer, tudo isso, faz do período em que Hagan passou pela Luz, um tempo que me marcou para sempre.
Histórias do Hagan sei várias, principalmente porque - como já escrevi noutro tópico - um colega meu de trabalho, foi jogador profissional e fez a maior parte da carreira no Estoril, onde foi treinado pelo Hagan (que trouxe o Estoril em 3 épocas da 3ª à 1ª Divisão), e sabe muita coisa engraçada deste Inglês castiço, até porque para além de ter sido treinado por ele, era (e é) amigo de jogadores do Benfica, com quem jogou nas Selecções jovens (Humberto, Vitor Martins, Néné), que lhe contaram também vários episódios do Hagan nos bastidores.
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