Portugal

Primeiro jogo

Quarta, Dezembro 29, 1948 - 00:00

SL Benfica: Contreiras, Jacinto, Joaquim Fernandes, Paulo da Silva, Vitorino, Clemente, Francisco Calado, Rosário, Corona, Arsénio, Baptista
Treinador: Ted Smith
Golos: Corona (1)

Último jogo

Domingo, Junho 15, 1958 - 00:00

Nacional do Jamor ,

SL Benfica: José Bastos, Serra, Zézinho, Mário João, Francisco Calado, Pegado, Coluna, José Águas, Francisco Palmeiro, José Maria, Azevedo
Treinador: Otto Glória

43115 - Tópico: Francisco Calado  (Lida 6663 vezes)

Rodolfo Dias

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  • Museu Rodolfo Dias, à cata de fotos e recortes.
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  • Sport Vieira e Benfiquinha? Não, obrigado!
  • 15 de Março de 2011, 03:01
Bom, acho que ainda não havia tópico para este Senhor (pelo menos não o encontrei  :ashamed:).



Nome: Francisco Antero Perdigão Calado Ribeiro
Data de nascimento: 22 de Fevereiro de 1927, em Lisboa
Posição: Médio
Épocas: 7 (1948/49, 1950/51 e 1953 a 1958)
Títulos: 2 Campeonatos Nacionais da I Divisão (1954/55, 1956/57), 2 Taças de Portugal (1954/55, 1956/57)

Fonte: "Almanaque do Benfica - Edição Centenário", ed. Almanaxi.
« Última modificação: 10 de Abril de 2011, 01:01 por Shoky »

Rikurveojmal

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  • 10 de Janeiro de 2014, 00:14
Convém melhorar a informação deste jogador.

Fake Blood

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  • 08 de Novembro de 2015, 12:19
Citar
Ao longo da carreira, Francisco Antero Perdigão Calado só conheceu um clube. "Não saio do Benfica. Fico cá sem ganhar dinheiro e podem pôr-me na categoria que quiserem. Se for preciso, até compro as botas. Mas só visto a camisola do Benfica", chegou a afirmar.

E a promessa foi cumprida. Em 1948 entrou na equipa da Luz, depois de se ter destacado no Sport Lisboa Águias. Em sete épocas, participou em 97 encontros e marcou 14 golos. O seu palmarés inclui dois Campeonatos e duas Taças.

Em 29 de Dezembro de 1948, Francisco Calado concretizou o sonho de criança ao estrear-se com a camisola encarnada, em Olhão. Iniciou a carreira a médio, mas rapidamente se destacou pela polivalência. A única posição que não experimentou foi a de guarda-redes. Esta disponibilidade valeu-lhe a braçadeira de capitão, que envergou em diversas ocasiões.

Em 1958 encerrou a carreira de futebolista, com uma derrota, frente ao FC Porto, no Jamor. Contudo, ainda praticou râguebi e atletismo por mais 11 anos, sempre de águia ao peito.

Lembrem-se do "Chico" sempre que quiserem por algum ex-atleta nesta secção.

Preacher

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  • 08 de Novembro de 2015, 12:33
Quando li o nome Calado nos Imortais até fiquei arrepiado. Afinal é Francisco Calado.

pcssousa

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  • 14 de Fevereiro de 2016, 21:06
Na passada sexta-feira passou na RTP Memória o programa "O Que Eu Gostaria de Ter Sido" apresentado por Varela Silva e datado de 1979 em que o protagonista é nem mais nem menos que o grande Xico Calado. Oportunidade de ouro para ver a cores não só o Xico, como outras grandes figuras do futebol do Benfica como Francisco Ferreira, Mário Rui, Luis Xavier, Albino ou Janos Biri, isto além do estádio da Luz ainda antes do fecho do terceiro anel bem como a lavandaria do Estádio ou o campo n 2.
Para quem tem gravações automáticas, vão ver. Seria também engraçado se fosse possível alguém colocá-lo para download.

RedVC

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  • 14 de Fevereiro de 2016, 21:20
Na passada sexta-feira passou na RTP Memória o programa "O Que Eu Gostaria de Ter Sido" apresentado por Varela Silva e datado de 1979 em que o protagonista é nem mais nem menos que o grande Xico Calado. Oportunidade de ouro para ver a cores não só o Xico, como outras grandes figuras do futebol do Benfica como Francisco Ferreira, Mário Rui, Luis Xavier, Albino ou Janos Biri, isto além do estádio da Luz ainda antes do fecho do terceiro anel bem como a lavandaria do Estádio ou o campo n 2.
Para quem tem gravações automáticas, vão ver. Seria também engraçado se fosse possível alguém colocá-lo para download.

Ui... Isso era mesmo serviço Benfiquista de luxo.
Alguém?

Era a propósito do SL Saudade?


RedVC

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  • 14 de Fevereiro de 2016, 21:24
Já agora uma fotografia janota



Penso, não tenho a certeza que Francisco Calado também jogou râguebi no nosso Clube.

Fake Blood

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  • 14 de Fevereiro de 2016, 21:36
Já agora uma fotografia janota



Penso, não tenho a certeza que Francisco Calado também jogou râguebi no nosso Clube.
Se leres o texto que o Fake Blood postou fica sem dúvidas  ^-^

pcssousa

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  • 14 de Fevereiro de 2016, 22:44
Na passada sexta-feira passou na RTP Memória o programa "O Que Eu Gostaria de Ter Sido" apresentado por Varela Silva e datado de 1979 em que o protagonista é nem mais nem menos que o grande Xico Calado. Oportunidade de ouro para ver a cores não só o Xico, como outras grandes figuras do futebol do Benfica como Francisco Ferreira, Mário Rui, Luis Xavier, Albino ou Janos Biri, isto além do estádio da Luz ainda antes do fecho do terceiro anel bem como a lavandaria do Estádio ou o campo n 2.
Para quem tem gravações automáticas, vão ver. Seria também engraçado se fosse possível alguém colocá-lo para download.

Ui... Isso era mesmo serviço Benfiquista de luxo.
Alguém?

Era a propósito do SL Saudade?

Era a propósito do título do programa, "O que gostaria de ter sido". O Xico disse que gostaria de ter sido Tarzan e a partir daí começa a conversa, desde como começou a jogar até como entrou para o Benfica, como trabalhou muitos anos na firma de Ferreira Bogalho até ir trabalhar para a União de Bancos, a conversa prossegue em sua casa, onde mostra troféus, faixas, medalhas e honrarias. Muda o cenário para a Luz, onde mostra que ainda se lembra como se fazia uma bola para jogar na rua e Francisco Ferreira, Mário Rui, Luis Xavier e Albino falam acerca do Xico. Posteriormente, este fala mais um pouco acerca do futebol, dos futebolistas e das tentações, confessa que foi para o Benfica ganhar 50$00 por jogo e saiu a ganhar 3500$00/mês. Revela qual o seu top-3 de futebolistas, conta uma história curiosa passada em Belém do Pará.
Termina a vermos um grupo de jovens a treinar no campo 2. Está Janos Biri a orientá-los e também fala de Calado e de quais as principais características do futebolista português.

RedVC

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  • 14 de Fevereiro de 2016, 22:44
Já agora uma fotografia janota



Penso, não tenho a certeza que Francisco Calado também jogou râguebi no nosso Clube.
Se leres o texto que o Fake Blood postou fica sem dúvidas  ^-^

Olha que esse Fake Blood sabe bem o que diz.  O0
Pois não foi só râguebi mas também atletismo. Grande Xico Calado!  :)

RedVC

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  • 14 de Fevereiro de 2016, 22:52
Na passada sexta-feira passou na RTP Memória o programa "O Que Eu Gostaria de Ter Sido" apresentado por Varela Silva e datado de 1979 em que o protagonista é nem mais nem menos que o grande Xico Calado. Oportunidade de ouro para ver a cores não só o Xico, como outras grandes figuras do futebol do Benfica como Francisco Ferreira, Mário Rui, Luis Xavier, Albino ou Janos Biri, isto além do estádio da Luz ainda antes do fecho do terceiro anel bem como a lavandaria do Estádio ou o campo n 2.
Para quem tem gravações automáticas, vão ver. Seria também engraçado se fosse possível alguém colocá-lo para download.

Ui... Isso era mesmo serviço Benfiquista de luxo.
Alguém?

Era a propósito do SL Saudade?

Era a propósito do título do programa, "O que gostaria de ter sido". O Xico disse que gostaria de ter sido Tarzan e a partir daí começa a conversa, desde como começou a jogar até como entrou para o Benfica, como trabalhou muitos anos na firma de Ferreira Bogalho até ir trabalhar para a União de Bancos, a conversa prossegue em sua casa, onde mostra troféus, faixas, medalhas e honrarias. Muda o cenário para a Luz, onde mostra que ainda se lembra como se fazia uma bola para jogar na rua e Francisco Ferreira, Mário Rui, Luis Xavier e Albino falam acerca do Xico. Posteriormente, este fala mais um pouco acerca do futebol, dos futebolistas e das tentações, confessa que foi para o Benfica ganhar 50$00 por jogo e saiu a ganhar 3500$00/mês. Revela qual o seu top-3 de futebolistas, conta uma história curiosa passada em Belém do Pará.
Termina a vermos um grupo de jovens a treinar no campo 2. Está Janos Biri a orientá-los e também fala de Calado e de quais as principais características do futebolista português.

Bem que gostaria de ver!

Grande Calado  :2funny:  Tarzan!


Estão aqui alguns dos nomes mencionados:


De pé: António Adão, Valadas, Biri, Xico Ferreira, Vítor Silva, Jacinto, Guia Costa, Rogério de Sousa.
Em baixo: Mário Rui, Luís Xavier, Albino e Artur Santos.
Uma constelação vermelha!

Pena, falta Francisco Calado.

pcssousa

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  • 14 de Fevereiro de 2016, 23:07
Albino foi o primeiro idolo do Calado. Di Stéfano o melhor jogador que viu, seguido de Eusébio e, posteriormente, Pelé.

Curiosa a resposta de Albino à questão de Varela Silva sobre o que queria atingir quando começou a jogar futebol. Respondeu que só queria que o futebol lhe trouxesse um emprego modesto que lhe permitisse subsistir e que foi isso que teve.

RedVC

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  • 14 de Fevereiro de 2016, 23:31
Albino foi o primeiro idolo do Calado. Di Stéfano o melhor jogador que viu, seguido de Eusébio e, posteriormente, Pelé.

Curiosa a resposta de Albino à questão de Varela Silva sobre o que queria atingir quando começou a jogar futebol. Respondeu que só queria que o futebol lhe trouxesse um emprego modesto que lhe permitisse subsistir e que foi isso que teve.

Obrigado pela partilha  O0

Calado era um jogador de raça por isso Albino era uma escolha óbvia para ídolo - presumo - de criança.

Quanto a Albino, também não me admira essa resposta. Na sua época ele era uma mega estrela com personalidade simples, boa e generosa. Detestava lagartos desde o seu tempo do Sport Tortosendo e Benfica. Aliás a esse respeito Alberto Miguéns fez dois artigos bem reveladores do carácter do "tempero". Presumo que o pessoal que anda por estas secções os leu. Era um médio de grande competitividade e empenhamento dentro de campo. O "tempero" é uma das nossas grandes figuras. Morreu de forma trágica.


StarWars

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  • 12 de Julho de 2017, 21:55
Francisco Calado

Programa apresentado por Varela Silva que entrevista Francisco Calado, antigo jogador do Benfica e empregado bancário sobre a sua profissão e sobre o que gostaria de ter sido na vida.

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/francisco-calado/#sthash.DXreS7SX.zqOGwA7M.dpbs

StarWars

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  • 22 de Fevereiro de 2018, 21:04


"
A polivalência e o arreganho fizeram dele um símbolo do Benfica, único clube que representou e ao qual jurou fidelidade para a vida. Só foi assíduo na primeira equipa durante três anos, mas o que lhe importava era o emblema.

Entrevistado por Varela Silva, no final dos anos 70, quando já era uma “velha glória” do futebol do Benfica, Francisco Calado disse que em miúdo quera ser o Tarzan. Era um sonhador, um homem de ideais, e nenhum se lhe aplicava tão bem como o que mandava defender as cores que ostentava com todas as forças que tinha. Calado não foi um jogador fora-de-série, passou mesmo boa parte da carreira na sombra de companheiros mais talentosos, mas quando optou por pendurar as botas fazia parte da história do Benfica, porque nunca negou esforços e cumpriu em todas as posições a que os treinadores o mandavam jogar. O amor ao Benfica falava sempre mais alto: “Podem colocar-me na categoria que quiserem. Se for preciso até compro as botas, mas do Benfica não saio”, disse um dia.

A verdade é que a carreira de Calado foi feita de alguns anos nas segundas categorias, tapado a meio-campo por internacionais como Francisco Ferreira, Félix Antunes ou Francisco Moreira. Nunca desistiu, fosse por persistência pura e simples ou por apetência pelo desporto. Uma apetência que já revelava desde tenra idade e que até lhe custou o primeiro emprego, era ele ainda um adolescente. Assim que acabou a instrução primária, o jovem Francisco empregou-se como marçano numa alfaiataria, na Baixa lisboeta, mas mutas vezes os fatos ficavam por entregar porque ele se entretinha a jogar futebol no Terreiro do Paço. Chamado à pedra pelo patrão, acabou despedido e com mais tempo para se dedicar ao futebol a sério, que jogava no Águias de Campo de Ourique. Chegou pouco depois ao Benfica, ainda para integrar a equipa de juniores, comandada por Janos Biri, mas nem assim se inibia de jogar à mesma pelo clube do bairro, sempre que conseguia convencer os responsáveis de que não tinha ficado cansado no desafio pela equipa grande.

Campeão nacional de juniores, foi promovido aos seniores, mas andou muito tempo a jogar pelas reservas. A primeira oportunidade foi-lhe dada por Ted Smith, a 29 de Dezembro de 1948, numa deslocação a Olhão em que se viu privado de vários titulares. Calado apareceu como interior esquerdo, o Benfica ainda esteve a ganhar, mas acabou por permitir que o Olhanense virasse para 2-1. Os encarnados ainda viriam a ganhar a Taça de Portugal nesse ano, mas nessa caminhada até à final já Calado não jogou uma única vez. Como não jogaria na conquista do título de campeão nacional e na vitória na Taça Latina de 1949/50 ou na conquista da Taça de Portugal de 1950/51. Nesta época, aliás, até tinha feito seis jogos no campeonato, um a defesa-direito, por ausência de Jacinto, e cinco seguidos como médio desse mesmo lado, entre Janeiro e Fevereiro, quando Smith se viu privado de Moreira. Foram, no entanto, situações episódicas: depois de alinhar na vitória por 4-2 frente ao Oriental, a 4 de Fevereiro de 1951, Calado só voltou a representar oficialmente a primeira categoria do Benfica em Janeiro de 1954, não entrando, por isso, nas conquistas da Taça de Portugal de 1951/52 e 1952/53.

Decisivo para esta mudança foi o argentino José Valdivieso, que entrou no clube em finais de Dezembro de 1953, em substituição de Ribeiro dos Reis, e logo ao primeiro jogo no comando apostou nele para médio-centro, em vez de António Manuel. Apesar de o Benfica ter perdido os três primeiros desafios com ele (contra Académica, FC Porto e Sporting) e de, ao quinto jogo, ter levado 5-0 em Braga, o treinador segurou Calado como titular nas 16 rondas que faltavam do campeonato, que os encarnados terminaram na terceira posição. De caminho, a 7 de Março de 1954, o médio marcou o seu primeiro golo na I Divisão, na conversão de um penalti que abriu uma goleada de 5-0 sobre o Oriental. E mesmo tendo Valdivieso saído no final da temporada, para dar lugar a Otto Glória, Calado já não se punha em causa: na época de estreia do treinador brasileiro, coroada com a dobradinha, só falhou um jogo de campeonato – a vitória frente ao Barreirense, a duas jornadas do fim – mas estava em campo nos 3-0 ao Atlético que, conjugados com o empate do Sporting frente ao Belenenses, permitiu ao Benfica ser campeão em cima do apito final da prova.

Otto Glória começou por utilizar Calado a meio-campo, mas a partir de meio da época passou-o para a linha avançada, primeiro como interior-esquerdo e finalmente como extremo direito. Foi aí, na ponta direita, que Calado alinhou nos dois jogos da primeira eliminatória da Taça de Portugal, frente à CUF (2-2 e 5-1). Já não estaria no resto da caminhada, incluindo a vitória frente ao Sporting, na final, por 2-1, mas assegurara o direito a colocar o nome entre os vencedores da dobradinha. Aliás, o regresso de Calado ao onze não podia ser mais retumbante. Depois desse jogo com a CUF, a 10 de Maio de 1955, Otto Glória só voltou a dar-lhe a titularidade à sexta ronda do campeonato seguinte, a 23 de Outubro. A ocasião era a deslocação ao Jamor, para defrontar o Sporting, que ainda não concluíra a construção do Estádio José Alvalade e Calado partiu da ponta direita para fazer o seu primeiro hat-trick no campeonato, tornando-se assim decisivo na vitória encarnada por 3-1. A época acabaria por não ter títulos para o Benfica, mas a contribuição de Calado não deixou de ser valiosa: este foi, aliás, o campeonato em que ele mais posições ocupou, pois além de extremo-direito foi ainda médio, dos dois lados, defesa-direito e até defesa-central.

A chegar aos 30 anos, Calado ainda alinhou em 12 partidas no título de 1956/57, às quais somou mais quatro na Taça de Portugal – e um golo fundamental, a fazer o empate (2-2) caseiro com o Torreense, a cinco minutos do fim de um jogo na Luz que deu origem a terceiro desafio e assim permitiu que o Benfica chegasse às meias-finais. No entanto, voltaria a não estar na final, que os encarnados ganharam ao SC Covilhã, ganhando mais uma dobradinha. Nesse mês de Junho de 1957, na que foi a sua estreia internacional, teve a honra de capitanear a equipa do Benfica que abriu a Taça Latina com uma vitória por 1-0 frente ao St. Etiènne. Jogou como defesa direito e foi dele, aliás, o golo da vitória, obtido com um remate de longe – seria o último golo de Calado pela equipa principal do Benfica. Além da final dessa Taça Latina (perdida por 1-0 frente ao Real Madrid), Calado ainda representaria o clube por mais dez vezes, na época sem troféus de 1957/58. Esteve, por exemplo, como defesa direito na estreia do Benfica na Taça dos Campeões Europeus, face ao Sevilha FC, em Setembro de 1957 (1-3 e 0-0).

A despedida do campeonato, Calado fê-la a 23 de Março de 1958, com uma vitória por 3-1 frente ao Salgueiros, em Vidal Pinheiro. Seguia-se a Taça de Portugal, mas Otto Glória voltou a tirá-lo do onze, só o chamando a um jogo: a final. Calado já ganhara por duas vezes o troféu, mas não tinha jogado uma só final. A 15 de Junho de 1958, apareceu como defesa-direito na equipa que perdeu a decisão por 1-0 frente ao FC Porto. Retirar-se-ia em seguida do futebol, mantendo a ligação ao clube através do atletismo e do râguebi, cuja equipa continuou a defender até aos 42 anos, em 1969. Fora do futebol, Calado trabalhou para Joaquim Ferreira Bogalho, o presidente que construiu o Estádio da Luz, numa casa de câmbios na Baixa, antes de se tornar bancário, na União de Bancos Portugueses. Faleceu em Fevereiro de 2005, aos 77 anos, no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa.

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