Época 2011/2012 - Todos os Escalões

Messi87

Em declarações à Benfica TV
Armando J. Carneiro: "Fomos convidados para a 2.ª Copa Luanda"

A equipa de Juniores foi homenageada esta segunda-feira pela sua participação na Copa Luanda. Além da entrega de vários prémios, a empresa responsável pela organização do evento convidou o Benfica para marcar presença na 2.ª edição da competição.

"Foi muito gratificante ter estado em Angola. Foi uma experiência riquíssima para todos e acho que a equipa de Juniores cresceu muito em Luanda. Hoje também é um momento importante, porque recebemos o convite para irmos à 2.ª Copa Internacional de Juniores no próximo ano. É sinal que o Benfica honrou os compromissos que tem", começou por afirmar o director-geral do Centro de Formação e Treino, Armando Jorge Carneiro, à Benfica TV.

No final da prova, o Benfica doou o prémio monetário ao Hospital Pediátrico de Luanda, num gesto de grande solidariedade. "O Benfica tem de demonstrar que é grande em tudo, dentro de campo e fora dele. Faz parte da cultura do nosso clube ter estes actos de solidariedade, isso faz crescer estes jovens", salientou.

Já Célio Zdjinga, director-executivo da empresa responsável pela organização da Copa Luanda, a DMS Decathlon marketing & sports, destacou que foi muito importante ter contado com a presença do Benfica. "O Benfica é o maior Clube de Portugal e, quiçá, do mundo. É um Clube que move massas e foi um sonho ter o Benfica a participar na Copa Luanda", sublinhou.

O responsável elogiou ainda o acto de solidariedade dos "encarnados" em Luanda. "A entrega do valor monetário [ao Hospital Pediátrico] foi um gesto solidário que nos tocou profundamente e viemos agradecer através de um prémio simbólico", afirmou.

O plantel de Juniores, além da entrega de um prémio monetário, viu os futebolistas André Gomes e Cafú receberem os prémios relativos a melhor jogador e marcador da Copa Luanda, respectivamente. Armando Jorge Carneiro recebeu igualmente um troféu das mãos do responsável da empresa do torneio pela presença benfiquista na prova.

http://aovivo.slbenfica.pt/Noticias/DetalhedeNoticia/tabid/790/ArticleId/22438/language/pt-PT/Armando-J-Carneiro-Fomos-convidados-para-a-2-%C2%AA-Copa-Luanda.aspx

Messi87

Em declarações à Benfica TV
André Gomes: "A presença em Luanda fez-nos crescer"

O capitão dos Juniores do Benfica, André Gomes, recebeu esta segunda-feira o prémio de melhor jogador da Copa Luanda, prova conquistada pelos "encarnados" no início do ano.

"É o culminar de um bom trabalho. Com ajuda deste grupo, consegui ganhar um prémio individual", começou por afirmar, em declarações à Benfica TV, sobre a entrega do prémio.

André Gomes salientou ainda a importância que teve a presença do grupo em solo angolano. "A presença em Luanda fez-nos crescer enquanto homens e enquanto grupo", afirmou o atleta, que recordou ainda a entrega, na altura, do prémio da vitória benfiquista ao Hospital Pediátrico: "Foi uma ajuda para que as crianças possam sorrir."

Cafú salientou igualmente o gesto solidário levado a cabo em Luanda. "Todas as crianças merecem carinho e aquelas precisavam muito mais. É um momento que vai ficar para sempre na minha cabeça", garantiu.

Quanto ao prémio de melhor marcador da Copa Luanda, o avançado afirmou que foi resultado do trabalho da equipa. "Quando o colectivo funciona, o individual acaba por aparecer", defendeu.

http://aovivo.slbenfica.pt/Noticias/DetalhedeNoticia/tabid/790/ArticleId/22441/language/pt-PT/Andre-Gomes-A-presenca-em-Luanda-fez-nos-crescer.aspx

faneca_slb4ever

Visitaram Centro de Formação e Treino
Ingleses ficaram encantados com o Caixa Futebol Campus


O Caixa Futebol Campus, no Seixal, recebeu um grupo de professores ingleses para conhecerem as condições, instalações, o trabalho e as pessoas envolvidas no Benfica a fim de regressarem às suas casas levando o testemunho para os seus alunos e pais sobre a forma como se trabalha no Clube "encarnado".

Para comprovarem os bons métodos e óptimo ambiente existente nada melhor do que experimentar o equipamento da equipa de Futebol. O grupo dividiu-se em duas equipas, uma parte vestiu o equipamento oficial e a outra parte vestiu o alternativo e todos se mostraram ansiosos por disputar um amigável duelo de Futebol e para o que o restante dia lhes reservava.

http://aovivo.slbenfica.pt/Noticias/DetalhedeNoticia/tabid/790/ArticleId/22443/language/pt-PT/Ingleses-ficaram-encantados-com-o-Caixa-Futebol-Campus.aspx

hidetoshi30

#873
Raphael Guzzo:"Contrato Profissional Com O Benfica? Nunca Tinha Pensado Nisso"

Nasceu em São Paulo, Brasil, mas é português de coração. Aos 13 anos deixou a sua família em Chaves, e rumou até Lisboa, para representar as cores do Sport Lisboa e Benfica. Depois de algumas dificuldades de adaptação, e há quatro épocas de águia ao peito, Raphael Guzzo, agora com 17 anos, é pedra fundamental no meio campo da equipa juvenil A do Benfica, formação que luta neste momento pelo título de campeão nacional.

O médio encarnado e da selecção nacional sub 17 assinou recentemente contrato profissional com a equipa da Luz e juntou-se ao lote dos jogadores representados pela Gestifute, do empresário Jorge Mendes.

O Desportivo Transmontano esteve na casa do jovem em casa, onde falou deste percurso de sonho que se tem tornado realidade.

"Ao fim de um mês queria vir embora"

Decorria o ano de 2008, quando Raphael Guzzo pulou, no mês de Agosto, do Grupo Desportivo de Chaves, clube da terra, para os iniciados B do SL Benfica para integrar o plantel da época 2008/2009. O pequeno atleta já havia impressionado os responsáveis do Benfica na primeira captação que fez no Seixal e num torneio em Vendas Novas, mas Raphael Guzzo, na altura com 11 anos apenas, considerou que ainda era muito cedo para deixar a sua terra.

Depois de alguma insistência do clube da Luz, Guzzo entra no Seixal para vestir de vermelho e branco. Mas os primeiros tempos não foram fáceis para um menino de 13 anos longe da família.
"Fui bem recebido, já conhecia algumas pessoas, mas conhecer uma ou duas pessoas no meio de 50 não é nada. Na minha equipa só conhecia um rapaz que tinha ido comigo ao torneio. Depois fui viver para uma camarata com oito rapazes. Passado um mês comecei a sentir a falta dos pais. Custou-me muito porque não estava à vontade num quarto com tanta gente, não podia fazer e à noite pregavam-me partidas, e dizia que queria ir embora".

Preocupados com a situação do filho, os pais de Guzzo falaram com os responsáveis e ameaçaram trazê-lo de volta para casa: "Na altura mostraram-nos as instalações, para encher o olho, quartos com duas camas, com vista para o Tejo, mas na realidade não foi isso que aconteceu", conta a mãe Gislene Guzzo. Depois de alguns telefonemas, a situação foi resolvida e Guzzo começou a sua adaptação ao Seixal.

Raphael Guzzo leva uma vida normal, estuda, diverte-se, para além dos treinos, sempre com responsabilidade e confessa que com esta experiência cresceu e amadureceu mais rápido: "Cresci mais rápido que os meus amigos, da minha idade, vivo sem os meus pais, tenho que fazer as coisas sozinho, e o Seixal não é como Chaves. Custou um bocadinho no início mas agora já fiz grandes amigos. Faço uma vida normal, não posso sair como saem os meus amigos, tenho regras. Posso sair mas tenho limites, não saio quando me apetece, se tiver jogo ao domingo é claro que não posso sair à noite ao sábado. Saio mas raramente".

Até no futebol, a adaptação também não foi muito rápida, mas pouco demorou a mostrar o seu potencial: "Na primeira época no Benfica, até Dezembro, jogava pouco, jogava a primeira parte ou a segunda. Entretanto fizeram um ajuste no plantel nesse mês e comecei a jogar mais vezes. A época seguinte, nos iniciados A, foi a minha melhor época em que fomos campeões nacionais, raramente fui suplente".

Após a primeira época, e depois de algumas incertezas, Raphael Guzzo assinou um contrato de formação com o clube encarnado. "Foi um primeiro ano muito instável emocionalmente tanto para ele como para nós", refere Douglas Guzzo, o pai de Raphael, "ali entra jogador sai jogador e não sabíamos qual seria o futuro dele. Terminou a época e o Benfica contactou-nos para assinar um contrato de formação. Foi um alívio. Era um contrato até ao segundo ano de júnior, com ajuda de custos, escola, viagens até casa...".

Actualmente, e com mais tranquilidade, com quatro épocas de águia ao peito, a representar os juvenis A do Benfica, Raphael Guzzo é uma das peças importantes da formação mas chegou a levar alguns puxões de orelha dos seus treinadores: "Uma das pessoas mais importantes neste meu percurso foi o meu treinador de iniciados, Luís Araújo. Uma vez fiz porcaria num jogo, não estava a correr bem, e ele aos 25 minutos da primeira parte substituiu-me. Sai, passei pelo banco não cumprimentei ninguém e sentei-me no fundo do banco, ele foi ao pé de mim e deu-me um sermão, e nem quis saber do jogo. E no balneário a mesma coisa. Depois pôs-me no banco nos dois jogos a seguir. Aprendi a lição e depois pedi desculpa pela minha atitude".

Para os pais inicialmente foi difícil a tomada desta decisão, mas agora encaram esta experiência como positiva para Raphael não só como profissional de futebol mas também como homem: "Nós sempre o criamos de forma a que ele se tornasse independente e o Benfica veio reforçar isso. Acho que existiram mais prós que contras", confessa Gislene Guzzo. "Muitas pessoas diziam-me que eu perder o meu filho no momento mais importante da vida dele. Mas os nossos momentos juntos são tão intensos que posso apostar que sou mais pai mesmo estando longe do que alguns que estão perto", refere o pai, Douglas Guzzo.

"Contrato profissional? Nunca tinha pensado nisso"

No decorrer da presente época, em Janeiro deste ano, Raphael Guzzo viu o seu valor reconhecido e assina um contrato profissional com o SL Benfica. "Sabia que essa era a altura da assinatura dos contratos profissionais e disseram me que o director Armando queria falar comigo. Liguei ao meu pai mas nem quis pensar muito nisso. Fui ao gabinete falar então com o director e ele deu-me os parabéns por o Benfica querer assinar contrato comigo", conta Raphael, " fiquei tão contente. Quem vai para o Benfica tem sempre a ideia de um dia assinar um contrato profissional, eu nunca pensei nisso, mas foi muito bom, foi o culminar e o reconhecimento do meu trabalho".

Apesar de ter subido mais um degrau neste percurso, Raphael Guzzo tem consciência que este contrato em nada muda a sua forma de estar no clube e nada vai alterar na sua forma de ser: "Há que trabalhar muito, não é por ter assinado contrato profissional que sou agora mais que os outros meus colegas, aliás foi graças a eles que esta assinatura foi possível, são eles que me ajudam diariamente, nos treinos, em campo, e isso faz a diferença".

Tendo a humildade como uma das suas principais características, Raphael vê o seu contrato profissional com o Benfica um feito não individual mas sim de um grupo de pessoas que o ajudaram: "Todos os meus treinadores foram extremamente importantes para mim, não gosto muito de referir nomes mas o mister Araújo foi importante na minha adaptação, também gostei de trabalhar com o mister Renato o ano passado, foi o treinador que me pôs a jogar na minha posição preferida e na que jogo hoje em dia. O mister Bruno Lage, o meu actual treinador, está sempre a puxar por mim e a massacrar-me porque eu sei que sou preguiçoso mas ele sabe que tenho capacidade para mais".

Com a assinatura do contrato profissional, fica mais perto a possibilidade de ser chamado à equipa principal, tal como aconteceu a Nélson Oliveira, e criar a possibilidade de partilhar o meio-campo com o seu ídolo Pablo Aimar, mas Raphael, no que toca a este assunto é descrente: "Não acredito porque esta direcção não aposta nos portugueses, embora agora já o façam, já tem o Nélson Oliveira, o Miguel Vítor... mas eu não acredito. O Nélson Oliveira foi um com sorte. Por mais valor que um jogador tenha, às vezes tenho dúvidas que um treinador aposte nesse jogador, se dia tiver a sorte que isso me aconteça é claro que fico contente". 

"Não há nenhum jogador da Gestifute encostado"

Até então, quem geria a "carreira" do médio encarnado era Douglas, o pai, mas com a assinatura do contrato profissional a tarefa complicou-se e então procedeu-se à escolha de um empresário que representasse Raphael nesta nova etapa da sua vida. "Já desde a época 2009/2010, quando ele era iniciado, que as propostas começaram a surgir, agentes FIFA, o próprio director do Benfica Armando Jorge... haviam muitos contactos por parte dos empresários e isso era irritante. Eu sempre disse que não ia assinar com ninguém até que isso não tomasse um rumo. Só tomamos a decisão após a assinatura do contrato profissional", refere Douglas.

A escolha Gestifute – Jorge Mendes é justificada pela grandeza da empresa e pela confiança que traz ao atleta, uma vez que lida com alguns dos melhores jogadores e treinadores do mundo. "Não se vê nenhum jogador dele encostado foi uma das minhas opiniões", confessa Douglas. Mas Raphael ressalva que, apesar de estar contente com esta escolha, não será o facto de ter assinado com Jorge Mendes que fará dele melhor jogador: "Não vai ser a Gestifute que vai fazer de mim melhor jogador. Se um dia me estrear na equipa principal não vai ser pelo meu empresário mas sim pelo meu trabalho".

"Cantar o hino é a parte mais emocionante"

Pelas mãos de Rui Bento, Raphael Guzzo foi chamado à selecção sub-16, em 2010:
"Em Outubro de 2010 houve um estágio de preparação para o torneio de Vale de Marne, em França, mas nessa altura não fui convocado e as minhas esperanças caíram por terra, mas depois saiu a convocatória para o torneio e estava lá o meu nome".
Ainda como sub-16, Raphael Guzzo fez a sua primeira internacionalização a 26 de Outubro de 2010 frente à Noruega, jogo que a equipa das quinas venceram por 1-0. O internacional confessa que ouvir o hino é um sentimento fora do normal: "A sensação mais bonita é estar alinhado e ouvir o hino. Uma coisa é ouvi-lo em casa, na televisão, outra coisa é ouvi-lo lá, com o equipamento da selecção vestido. Não há palavras. Para nós, cantar o hino é a parte mais emocionante".

"Não me imagino sem futebol hoje em dia"

Quatro anos de enorme evolução na ainda curta carreira deste médio que conta agora com 17 anos. Um contrato de formação na sua segunda época, convocatória à selecção, contrato profissional e contrato com a Gestifute. Uma escalda repentina para um jovem de 17 anos que poderá ser apenas uma ilusão ou não. No caso de se verificar uma ilusão, Gislene Guzzo, a mãe considera que ele terá capacidade para encarar bem a situação: "Ele ao crescer também foi amadurecendo muito, se alguma coisa não der certo ele não vai levar um tombo. Ele nunca esteve à espera daquilo que lhe foi acontecendo. Foi indo. Ele tem estrutura para aguentar o que acontecer. Também sempre o alertamos para não cair na euforia".

O próprio Raphael concorda com os seus progenitores, para isso também continua com os seus estudos, caso o futebol não esteja no seu futuro. "O meu sonho é chegar à equipa principal do Benfica e até mesmo ir jogar para fora mas continuo a estudar para me precaver".

Embora considere que "o tombo" seria grande, afirma que lhe custaria muito mais nesta altura deixar o futebol, do que há uns tempos atrás: "Hoje em dia eu vivo disto, o futebol para mim é quase tudo, em primeiro a família mas o futebol preenche-me, eu vivo o futebol eu vejo futebol e não me imagino hoje em dia sem ele", refere. "Apesar deste pico que tive, desabar tudo de uma vez ia ser complicado, mas teria que aguentar".

Mas se o futebol não der futuro, Raphael Guzzo confessa que gostaria de continuar ligado ao desporto, mas como jornalista.

Neste momento, Raphael Guzzo luta pelo título de campeão nacional de Juvenis A, já na fase de apuramento de campeão.

Os pais tinham traçado o ténis como desporto a seguir, mas foi no futebol que este luso-brasileiro se destacou. Humilde e autêntico, um exemplo a seguir pelos jovens da sua idade, com apenas 17 anos e já com quatro épocas de encarnado, Raphael Guzzo não se deixou deslumbrar com o rumo que a sua carreira tem tomado e com os pés bem assentes na terra acredita que vai longe no mundo futebol, pelo menos assim o deseja.

Carolina Taborda Lopes

in Desportivo Transmontano


Messi87

FPF investe na formação

A Federação Portuguesa de Futebol vai reestruturar os quadros competitivos das competições de Juniores já a partir da próxima época, naquele que é o cumprir de uma das bandeiras da candidatura de Fernando Gomes à Presidência da FPF. A reestruturação foi aprovada na reunião de Direcção realizada ontem.

Esta reestruturação - que pretende dar mais competição aos jovens atletas, procurando igualmente uniformizar os modelos competitivos e aumentar a qualidade e competitividade de jogadores e Campeonatos - representará um importante esforço financeiro por parte da Federação, pois aumentará significativamente o número de jogos realizados por época (71 jogos nos Juniores "A", 210 nos Juniores "B", 244 nos Juniores "C", num total de 525 encontros adicionais). "Os valores globais do orçamento rondam um milhão e quinhentos mil euros, o que significa um aumento do investimento em 22 por cento em relação ao modelo dos quadros competitivos juniores anteriores."
Em entrevista ao fpf.pt, o Vice-Presidente da FPF (Formações e Competições Não Profissionais - Formação), Carlos Coutada, explicou os objectivos destas alterações e de que forma serão consubstanciadas. "Queremos garantir uma competição equilibrada para uma época desportiva que contenha entre 30 e 34 jogos por época. O que se pretende é que todos os clubes - quer aqueles que vão disputar as fases finais de promoção ou de campeão, quer aqueles que disputarão as fases de fuga à despromoção - nunca disputem menos de 30 jogos numa temporada. Pretendemos acabar com o cenário actual no escalão de Juniores "B" [Juvenis] em que as equipas que não vão à fase final - ou seja, a maioria das equipas - deixam de competir no mês de Fevereiro", destacou.

"Outra das preocupações que temos é a de estimular o desenvolvimento e a estabilização competitiva de cada escalão, numa lógica de ascensão desde os Juniores "C" aos "A", criando uma estrutura competitiva transversal a todos os escalões. Estes quadros competitivos pretendem proporcionar, a todos, uma aprendizagem durante toda a época desportiva, bem como localizar o mais possível as fases dos campeonatos, pelo que, numa primeira etapa, mais alargada, o campeonato terá um enquadramento regional. A passagem para as segundas fases terá em conta, apenas e só, o mérito desportivo e a segunda fase já não respeitará este princípio regional, mas ainda assim tentaremos que, através da criação de duas séries - três nos juniores "C" -, as equipas sejam separadas geograficamente através da criação de uma série a norte e outra a sul", revelou.

Para Carlos Coutada, a meta passa por "recentrar a Federação naquela que é a sua vocação, ou seja a promoção e o desenvolvimento do Futebol, garantindo, ao mesmo tempo, a sua sustentabilidade e apostar na formação. O Futebol Português será sustentado por tudo aquilo que for produzido pelos quadros de formação que alimentarão os quadros seniores e permitirão o aparecimento de melhores jogadores, garantindo um maior nível qualitativo e competitivo das Selecções Nacionais."

"No fundo, pretende-se uma maior competitividade e, ao mesmo tempo, mais qualidade, no sentido de seleccionar os melhores, garantindo qualidade nas nossas selecções nacionais. Pretendemos conciliar a massificação das competições com o compromisso de aumentar a qualidade e a qualificação dos intervenientes", prosseguiu.

Juniores "A"
Carlos Coutada explicou em que consistirão, na prática, estas alterações. "Em relação aos Juniores "A", em que existe um quadro competitivo que, generalizadamente, satisfaz os clubes participantes, manter-se-á o mesmo quadro, apenas com duas alterações. A primeira está ligada com o princípio de dar mais estabilidade à competição, pelo que, na segunda fase, em vez descerem quatro de oito equipas, descerão apenas três. Esta medida dará maior estabilidade a esta competição, que representa a nata do escalão de Juniores "A". Uma segunda alteração será efectuada na fase de manutenção e descidas, em que os clubes transitarão com a totalidade dos pontos obtidos na primeira fase."

Na segunda divisão de Juniores "A" vai ser aumentado o número de séries para cinco, compostas por dez equipas, num total de 50 clubes participantes, face aos actuais 48. "Essas duas equipas que subirão pertencerão às duas associações de futebol que tiverem o maior número de equipas inscritas neste escalão. A competição será disputada em duas fases: os dois primeiros classificados das cinco séries, mais os campeões das séries da Madeira e dos Açores formarão duas séries de seis equipas que disputarão um campeonato a duas voltas. Os dois vencedores de cada série disputarão uma final onde se decidirá o campeão da segunda divisão. Os primeiros três classificados de cada uma das séries subirão ao principal escalão. Os clubes que não disputarão esta fase de promoção, disputarão a manutenção e descerão aos campeonatos distritais 18 equipas - os três últimos classificados de cada série, assim como os três piores quintos classificados."

Juniores "B"
Em relação ao quadro de Juniores "B" (Juvenis) vão ser constituídas cinco séries de dez equipas, à semelhança do que acontece com a segunda divisão de Juniores "A" "procurando-se, desta forma, a estabilidade de uma filosofia competitiva", explicou o Vice-Presidente. "A grande novidade na segunda fase da competição, a que ascendem os dois primeiros classificados das cinco séries, mais os campeões da Madeira e dos Açores, é que os dois primeiros classificados das duas séries da segunda fase disputarão uma terceira fase. Essa fase final com quatro equipas possibilitará um maior crivo selectivo. Na fuga à despromoção ficarão oito equipas em cada uma das outras séries e descerão os três últimos mais os três piores quintos classificados."

Juniores "C"
Nos Juniores "C" (Iniciados) temos 72 equipas em competição no continente, pelo que vamos precisar de ter um ano de transição para conseguirmos criar, para a época 2013/14. Na próxima época [2012/13] existirão sete séries (cinco séries de dez equipas e duas séries de onze, que serão definidas por sorteio) no continente mais as séries Madeira e Açores. A primeira fase será disputada regionalmente. Na segunda fase participarão os dois primeiros de cada série de dez equipas e os três primeiros das séries com onze equipas, mais os campeões das séries da Madeira e Açores. Estes dezoito clubes serão agrupados em três séries de seis equipas para a fase de apuramento de campeão - esta fase será disputada a duas voltas (dez jornadas). O primeiro classificado de cada uma das séries, assim como o melhor terceiro classificado das três séries disputarão um campeonato a quatro (seis jornadas). Os clubes que vão disputar a derradeira fase do Campeonato realizarão 34 ou 36 jogos, os que disputarem a fase final e que não forem disputar a vitória no Campeonato (14 equipas) realizarão 28 jogos. Os clubes que lutarem pela manutenção realizarão 32 ou 34 jogos. No mínimo, cada equipa realizará 28 jogos. Neste ano de transição, irão descer os dois últimos classificados das séries de dez equipas e os três últimos das séries com onze equipas. Em 2013/14 o quadro competitivo deste escalão será estabilizado com 70 equipas distribuídas por sete séries no continente, mais as séries da Madeira (com dez equipas) e dos Açores (também com dez equipas). Para a segunda fase qualificar-se-ão os dois primeiros classificados, assim como os dois melhores terceiros, nas séries do continente e os campeões das séries da Madeira e dos Açores. Estas dezoito equipas formarão três séries de seis equipas. A fase final de apuramento de campeão será constituída por quatro equipas – os vencedores de cada série e o melhor segundo classificado das três séries. Na fase de manutenção, descerão das séries criadas (cinco de oito e duas de sete equipas) os dois últimos classificados de cada uma das séries, assim como as duas piores sextas classificadas das séries de oito equipas."

Trabalho conjunto
Este projecto de reestruturação foi, inicialmente, conduzido pelo Director Técnico Nacional, Arnaldo Cunha, e coordenado por Carlos Coutada. O documento foi, depois, apresentado aos Treinadores Nacionais que sugeriram algumas alterações e enviado a todos os sócios da FPF, em particular às associações distritais e regionais que desenvolvem os seus campeonatos em articulação com os campeonatos nacionais. "Fomos recolhendo contributos e propostas de alteração e, finalmente, numa reunião alargada com todos os sócios da Federação [a 16 de Abril], apresentámos e debatemos o nosso trabalho de síntese. O projecto acolheu ampla aprovação e é o reflexo da participação dos nossos sócios e dos técnicos nacionais. Há um largo consenso, embora não tenhamos conseguido integrar todas as soluções apresentadas. Conseguimos ter fases finais que proporcionarão uma melhor selecção dos jogadores para alimentarem as nossas Selecções Nacionais."

"Esta parece-nos ser uma solução equilibrada, mas não é um modelo estanque. Trata-se de um processo evolutivo. Estamos a falar do Futebol de base e vamos continuar atentos à evolução destes quadros competitivos. Naturalmente, que estudaremos a necessidade de implementar uma ou outra alteração, nomeadamente no que diz respeito à defesa do Jogador Português, para a defesa daqueles que são os interesses das Selecções Nacionais", observou.

Segundo avançou Carlos Coutada, "a Direcção da FPF vai procurar encontrar formas de limitar o número de jogadores estrangeiros em cada escalão. Há questões de legislação nacional e europeia que temos de considerar e trabalhar de acordo com os interesses dos nossos clubes e das Selecções Nacionais. Temos de ter em conta que os clubes desenvolvem o seu trabalho na formação tendo em vista o aproveitamento dos melhores jogadores da formação para as suas equipas seniores. Tendo a legislação do seu lado, não podemos cortar o direito dos clubes utilizarem estrangeiros. Trata-se de um questão de competitividade e de concorrência a nível internacional, pelo que é preciso ter algum cuidado nessa abordagem, mas este é um ponto que faz parte dos conteúdos programáticos desta  Direcção  e que irá ser trabalhado, sempre em articulação com os clubes", concluiu.

http://www.fpf.pt/portal/page/portal/PORTAL_FUTEBOL/SELECCOES/NOTICIA?notid=12568742

faneca_slb4ever

#876
Isto para o ano...

Para o Benfica nos Juniores continua o mesmo modelo. Parece me bem.

Nos Juvenis, aumenta um série na 1ª Fase. Na 2ª Fase passam a ser apenas duas séries (e não 4) com 2 primeiros classificados de cada série da 1ª Fase mais o representante da Madeira e Açores. Para a 3ª Fase passam os 2 primeiros das duas séries da 2ª Fase e discutem o titulo.

Nos Iniciados, aumenta uma série na 1ª Fase. Na 2ª Fase participarão os dois primeiros de cada série de dez equipas e os três primeiros das séries com onze equipas, mais os campeões das séries da Madeira e Açores.Estes dezoito clubes serão agrupados em três séries de seis equipa.
Na 3ª Fase, o primeiro classificado de cada uma das séries, assim como o melhor segundo classificado das três séries disputarão um campeonato a quatro (seis jornadas).

Messi87


piratas15

nao vou citar ,pois a entrevista Guzzo  é longa ,já agora parabens por esse bom trabalho .gostei particularmente da parte em que o mister Luis Nascimento da-lhe um sermao ,desligando-se do jogo...isto tambem é formaçao!

redevil88

Ainda estive com o Guzzo em Chaves, na altura da Páscoa. Claro que lhe disse que era para ser campeão, ao que ele me respondeu, "nem imagino outra coisa" :)...Força a todos os escalões!

uther20


poiudivino

Citação de: uther20 em 06 de Maio de 2012, 13:28
Tragam o Ronny de volta =(

sinceramente, porque este comentario agora?

So faz falta quem está cá. Acabamos de ganhar 3-1 em guimaraes e ainda falam do Ronny? Jogador genial? Era sem duvida, mas ja nao é nosso, siga para bingo...temos quem substitua, temos um João Gomes, um Guzzo, um Gonçalo Guedes... Esta geração é excelente

Edgar_SLB

Citação de: REDTHUNDER em 06 de Maio de 2012, 12:58
Parabens a estes miúdos.Talvez fosse bom colocar os seniores e os juniores a assistir aos jogos deste miúdos para aprenderem que quando se quer ser campeão não há que ter medo ou ter tremideiras quer em casa quer fora.

Todas as equipas são o reflexo do seu líder... (Espero que para bom entendedor, meia palavra baste)

faneca_slb4ever


wtf

Citação de: Afonso em 07 de Maio de 2012, 07:40
excelente vitoria, finalmente voltamos a dominar na formação

Dominar????? Ir em primeiro num é dominar. Foi a btv que disse isso?