SL BENFICA - CAMPEÃO NACIONAL DE JUNIORES 2012/2013!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

faneca_slb4ever

Citação de: Messi87 em 19 de Março de 2013, 11:22
Citação de: Messi87 em 18 de Março de 2013, 23:06
FC Porto vs. SL Benfica
Sábado, 23-03-2013 15:00
Campo Principal CTFD Porto Gaia
6ª Jornada - Campeonato Nacional Juniores A - 2ª Fase - Apuramento de Campeão

Vai ser transmitido no Porto Canal segundo a programação:

14:55 Especial FCPorto - FCP sub 19 - S.L.Benfica

http://www.portocanal.pt/

Ainda bem que vai ser transmitido.

benfica96

#3181
O João Gomes partiu a perna (  fractura do perónio).

46Rossi

o ano passado foi o Sancidino... enfim... as melhorar para ele  :amigo:

andre_04_SLB

Citação de: giiin em 15 de Março de 2013, 18:00
André,

Desde já o meu muito obrigado pela tua participação no forum, é sempre um prazer ouvir opiniões de pessoas informadas, que estão/estiveram mais por dentro da formação do Benfica. Já foi aqui falado algumas vezes, e referido novamente por ti, que de facto nos juniores os nossos jogadores perdem muito do "gás" que traziam dos escalões inferiores. E este geração em particular, que era uma máquina nos iniciados, foi claramente apanhada pelos nossos rivais. E quem diz esta, diz outras. Há vários jogadores que vão decaindo de qualidade. Será um problema do Benfica? É normal isto acontecer? É claro que nem todos podem ser bons, mas fico com a sensação de que se perdem muitos jogadores, que podiam ser melhores do que o que são. Gostava de ouvir a tua opinião sobre este aspecto, e já agora, de uem esteja por dentro do assunto. Obrigado.

Olá giiin,

Desculpa só agora responder mas apenas à pouco vi o teu comentário.

Eu tenho uma opinião muito concreta sob o que se passa actualmente na formação em Portugal e acredito que o tenha com algum sentido de conhecimento pois muitos jogadores que já são Seniores, vi-os pela primeira vez eram Escolas, mais de 10/12 anos a ver formação e a perceber o que se ia fazendo deixou-me uma ideia clara.

Os clubes grandes têm o monopólio dos melhores jogadores e a base de recrutamento é grande. A disputa é também muita face aos últimos fenómenos existentes de jogadores da formação a saírem por quantias elevadas para outros clubes. Isso faz com que o Benfica e o Sporting num escalão de Infantis tenham em média entre 80 a 100 atletas. Ora, totalizando, soma 200 atletas. Eu pergunto se 200 miúdos, em Infantis, estão no Benfica e no Sporting, os outros terão qualidade para ombrear com eles de forma a dar-lhes competitividade, causar-lhes dificuldades, aumentar-lhes os estímulos competitivos?

As pessoas andam sempre a falar mal dos quadros competitivos, das federações e associações e não percebem que o problema está nos clubes. Como é possível um clube como o Sporting, por exemplo, contratar para os Escolas os melhores 20 jogadores da região. Chegando aos Iniciados, já só tem 6 ou 7 desses 20, os que consideram mais aptos. Nos Juniores restam 2. E engraçado que muitos dos que entretanto saíram competem em patamares superiores e foram melhores jogadores. Não se pode prever, é certo, mas eu deixo a questão: Se o Sporting tem os melhores meios, os melhores treinadores, os melhores processos de treino, as melhores condições, a competitividade mais elevada, porque razão ao final do ano dispensam o seu atleta, e vão buscar o do Escadaria a Cima Futebol Clube que é treinado pelo mecânico que sai às 18h do trabalho e chega ao treino e dá uma bola a 30 jogadores para se divertirem?

Depois quer-me parecer que quanto mais os escalões avançam, mais a vertente táctica se sobrepõe a tudo, e a liberdade e a criatividade do indivíduo cada vez são menos preponderantes. Depois, olhamos para o jogador português e na realidade está a decrescer a qualidade. Em muitos casos. Fruto de variadíssimas questões inerentes à sociedade actual. A falta de espaços para se jogar. O sedentarismo. A campeonite exagerada. As escolas de futebol.

Já ninguém sai à rua, e tirando os bairros sociais, vê miúdos com 8 e 9 anos a jogar contra miúdos de 13 e 14, das 15h às 20h. Já não se vê. Vemos o miúdo a ser inscrito num clube, ensinado por um professor, que respeita as normas e as metodologias impostas, o miúdo aprende uma série de coisas, os princípios do jogo, o conhecimento, mas a anarquia e a liberdade são inexistentes. Ser anárquico no jogo de futebol, em algumas idades, permite-nos situações de 1x3, 1x4, e isso preveligia a evolução. É que se anda a recrear isso em treino, chega-se ao jogo e o transfer não existe porque simplesmente os modelos não permitem aos jogadores enfrentar essas experiências em competição.

Voltando à competitividade, eu pego em 2 miúdos extremamente talentosos. E vou dar o exemplo para elucidar os que estão a ler.

Miguel, 10 anos, jogador do Sporting.
Pedro, 10 anos, jogador do Caçador das Taipas.

O Miguel no escalão de Escolas tem 15 jogos competitivos por época. Nesses 15 jogos jogou metade do tempo disponível pois a rotatividade é uma constante. Nesses 15 jogos já se inclui torneios pois tirando os jogos com o Benfica, o Belenenses e outra equipa que nesse ano tenha uma boa geração, eles não existem. Foi fundamental em 3 ou 4, nos restantes nem precisou estar no seu melhor pois os colegas resolveram por si.

O Pedro jogou várias vezes contra o Braga, o Guimarães, o Gil Vicente, o Fafe, o Famalicão, e outras equipas. Fruto da pouca qualidade colectiva da sua equipa, jogou o tempo todo em todos os jogos, teve de assumir todos os momentos do jogo e carregar a equipa com ele.

Nos Infantis, o processo é o mesmo. Nos Iniciados, idem.

Nos Juvenis o Miguel continua no Sporting, é dos poucos. O Pedro saiu entretanto para o Guimarães. O Miguel continua a política da rotatividade e de ganhar 5-0, 6-0, com frequência. O Pedro joga contra o Porto, Leixões, Boavista, Braga, Paços Ferreira, Académica, Rio Ave. É uma das figuras da equipa. Resolve na zona de decisão a maioria das vezes.

Chegam aos Juniores, idem. Nos Seniores, o Miguel vai jogar para o Sporting B emprestado. Passa ali 2 anos, e sai emprestado para o Guimarães no 3º. O mesmo Guimarães onde o Pedro começou na equipa B, e já vai no segundo ano na equipa A. É titular, figura da equipa. O Guimarães procura rendimento desportivo e financeiro com ele. O Miguel é suplente do Pedro pois ainda não mostrou nada na Primeira Liga. A época acaba, o Pedro é transferido para Itália ou Espanha, e o Miguel vai para a 2ª Liga. De lá não sai mais.

Claro que isto é tudo linear, hipotético, mas digam-me, quantos casos destes existem, ano após ano? É só enumerar. E aqui a culpa é da sociedade, dos pais, do contexto. Desresponsabilizo os clubes.

Mas pronto. Isto já vai longo.

Um abraço

slbfootkids

Grande reflexão/ensinamento. Obrigado por mais este grande momento.

paulomaia1972

Citação de: andre_04_SLB em 20 de Março de 2013, 01:38
Citação de: giiin em 15 de Março de 2013, 18:00
André,

Desde já o meu muito obrigado pela tua participação no forum, é sempre um prazer ouvir opiniões de pessoas informadas, que estão/estiveram mais por dentro da formação do Benfica. Já foi aqui falado algumas vezes, e referido novamente por ti, que de facto nos juniores os nossos jogadores perdem muito do "gás" que traziam dos escalões inferiores. E este geração em particular, que era uma máquina nos iniciados, foi claramente apanhada pelos nossos rivais. E quem diz esta, diz outras. Há vários jogadores que vão decaindo de qualidade. Será um problema do Benfica? É normal isto acontecer? É claro que nem todos podem ser bons, mas fico com a sensação de que se perdem muitos jogadores, que podiam ser melhores do que o que são. Gostava de ouvir a tua opinião sobre este aspecto, e já agora, de uem esteja por dentro do assunto. Obrigado.

Olá giiin,

Desculpa só agora responder mas apenas à pouco vi o teu comentário.

Eu tenho uma opinião muito concreta sob o que se passa actualmente na formação em Portugal e acredito que o tenha com algum sentido de conhecimento pois muitos jogadores que já são Seniores, vi-os pela primeira vez eram Escolas, mais de 10/12 anos a ver formação e a perceber o que se ia fazendo deixou-me uma ideia clara.

Os clubes grandes têm o monopólio dos melhores jogadores e a base de recrutamento é grande. A disputa é também muita face aos últimos fenómenos existentes de jogadores da formação a saírem por quantias elevadas para outros clubes. Isso faz com que o Benfica e o Sporting num escalão de Infantis tenham em média entre 80 a 100 atletas. Ora, totalizando, soma 200 atletas. Eu pergunto se 200 miúdos, em Infantis, estão no Benfica e no Sporting, os outros terão qualidade para ombrear com eles de forma a dar-lhes competitividade, causar-lhes dificuldades, aumentar-lhes os estímulos competitivos?

As pessoas andam sempre a falar mal dos quadros competitivos, das federações e associações e não percebem que o problema está nos clubes. Como é possível um clube como o Sporting, por exemplo, contratar para os Escolas os melhores 20 jogadores da região. Chegando aos Iniciados, já só tem 6 ou 7 desses 20, os que consideram mais aptos. Nos Juniores restam 2. E engraçado que muitos dos que entretanto saíram competem em patamares superiores e foram melhores jogadores. Não se pode prever, é certo, mas eu deixo a questão: Se o Sporting tem os melhores meios, os melhores treinadores, os melhores processos de treino, as melhores condições, a competitividade mais elevada, porque razão ao final do ano dispensam o seu atleta, e vão buscar o do Escadaria a Cima Futebol Clube que é treinado pelo mecânico que sai às 18h do trabalho e chega ao treino e dá uma bola a 30 jogadores para se divertirem?

Depois quer-me parecer que quanto mais os escalões avançam, mais a vertente táctica se sobrepõe a tudo, e a liberdade e a criatividade do indivíduo cada vez são menos preponderantes. Depois, olhamos para o jogador português e na realidade está a decrescer a qualidade. Em muitos casos. Fruto de variadíssimas questões inerentes à sociedade actual. A falta de espaços para se jogar. O sedentarismo. A campeonite exagerada. As escolas de futebol.

Já ninguém sai à rua, e tirando os bairros sociais, vê miúdos com 8 e 9 anos a jogar contra miúdos de 13 e 14, das 15h às 20h. Já não se vê. Vemos o miúdo a ser inscrito num clube, ensinado por um professor, que respeita as normas e as metodologias impostas, o miúdo aprende uma série de coisas, os princípios do jogo, o conhecimento, mas a anarquia e a liberdade são inexistentes. Ser anárquico no jogo de futebol, em algumas idades, permite-nos situações de 1x3, 1x4, e isso preveligia a evolução. É que se anda a recrear isso em treino, chega-se ao jogo e o transfer não existe porque simplesmente os modelos não permitem aos jogadores enfrentar essas experiências em competição.

Voltando à competitividade, eu pego em 2 miúdos extremamente talentosos. E vou dar o exemplo para elucidar os que estão a ler.

Miguel, 10 anos, jogador do Sporting.
Pedro, 10 anos, jogador do Caçador das Taipas.

O Miguel no escalão de Escolas tem 15 jogos competitivos por época. Nesses 15 jogos jogou metade do tempo disponível pois a rotatividade é uma constante. Nesses 15 jogos já se inclui torneios pois tirando os jogos com o Benfica, o Belenenses e outra equipa que nesse ano tenha uma boa geração, eles não existem. Foi fundamental em 3 ou 4, nos restantes nem precisou estar no seu melhor pois os colegas resolveram por si.

O Pedro jogou várias vezes contra o Braga, o Guimarães, o Gil Vicente, o Fafe, o Famalicão, e outras equipas. Fruto da pouca qualidade colectiva da sua equipa, jogou o tempo todo em todos os jogos, teve de assumir todos os momentos do jogo e carregar a equipa com ele.

Nos Infantis, o processo é o mesmo. Nos Iniciados, idem.

Nos Juvenis o Miguel continua no Sporting, é dos poucos. O Pedro saiu entretanto para o Guimarães. O Miguel continua a política da rotatividade e de ganhar 5-0, 6-0, com frequência. O Pedro joga contra o Porto, Leixões, Boavista, Braga, Paços Ferreira, Académica, Rio Ave. É uma das figuras da equipa. Resolve na zona de decisão a maioria das vezes.

Chegam aos Juniores, idem. Nos Seniores, o Miguel vai jogar para o Sporting B emprestado. Passa ali 2 anos, e sai emprestado para o Guimarães no 3º. O mesmo Guimarães onde o Pedro começou na equipa B, e já vai no segundo ano na equipa A. É titular, figura da equipa. O Guimarães procura rendimento desportivo e financeiro com ele. O Miguel é suplente do Pedro pois ainda não mostrou nada na Primeira Liga. A época acaba, o Pedro é transferido para Itália ou Espanha, e o Miguel vai para a 2ª Liga. De lá não sai mais.

Claro que isto é tudo linear, hipotético, mas digam-me, quantos casos destes existem, ano após ano? É só enumerar. E aqui a culpa é da sociedade, dos pais, do contexto. Desresponsabilizo os clubes.

Mas pronto. Isto já vai longo.

Um abraço

Tens toda a razão, para um grande universo de jogadores, mas aqueles verdadeiros mais valias que o futebol português criou - Figo, Ronaldo, Simão, Quaresma, Nani, Rui Costa, Paulo Sousa, Vitor Baía, João V. Pinto, Nuno Gomes, entre outros, saíram sempre das grandes escolas de formação, tendo jogado aí sistematicamente desde os 12/13 ou 14 até aos seniores.

No entanto, a tua exposição é extremamente pertinente, atual e pode-se aplicar a uma maioria de jogadores do nosso futebol. 

vermelhão

Andre posso pedir-te uma breve reflexao tua sobre os planteis de juniores, juvenis e iniciados e seus treinadores. Que expetativas  podemos ter do trabalho dos jogadores e dos treinadores de cada escalao? não so em questao de titulos mas de preparação de jogadores para os nossas equipas de seniores.
Obrigado

Krovinovas


andre_04_SLB

Citação de: paulomaia1972 em 20 de Março de 2013, 19:43
Tens toda a razão, para um grande universo de jogadores, mas aqueles verdadeiros mais valias que o futebol português criou - Figo, Ronaldo, Simão, Quaresma, Nani, Rui Costa, Paulo Sousa, Vitor Baía, João V. Pinto, Nuno Gomes, entre outros, saíram sempre das grandes escolas de formação, tendo jogado aí sistematicamente desde os 12/13 ou 14 até aos seniores.

No entanto, a tua exposição é extremamente pertinente, atual e pode-se aplicar a uma maioria de jogadores do nosso futebol.

Isto é apenas a minha opinião e não deve ser levada muito a sério. Contudo, eu olho para todos esses nomes, e tiro duas ideias: estamos a falar de alguns dos melhores de sempre do futebol português, o que significa que se não jogassem nos melhores clubes, jogariam em quais? São excepções, percentagens de 0,00000 e muitos %, 1 em 100000000, e não devem ser tomados como exemplo; E a distância temporal, remete-nos aos anos 80 e inícios de 90. De lá para cá tudo mudou, menos as mentalidades e as pessoas que continuam a observar o que se fazia à 20 e 25 anos e a dar exemplos do jogador x ou y, esquecendo-se que tudo mudou, o contexto mudou, os clubes mudaram, os meios mudaram, os métodos, etc. Sinais do tempo.

Depois vejo que o Paulo Sousa chegou ao Benfica tinha 16 anos vindo do Repesenses. O Nuno Gomes que cumpriu toda a sua formação no Boavista, tal como o João Vieira Pinto. O Nani que chega ao Sporting com 16 anos vindo do Real Massamá. Mesmo nestes exemplos que não se devem dar, vemos traços em comum daquilo que falava no post anterior.

Deixo uma questão para finalizar. Todos sabemos que na época X, os melhores estão concentrados em determinado sítio. A questão é o que acontece para passado 5 anos, os melhores desse tempo já nenhum se encontra no profissionalismo, ou os que estão são em ínfima parte, e os outros que andavam aos pontapés a bolas velhas, em pelados e sem condições, estão nos seus lugares a brilhar na Primeira Liga.

Messi87

No Caixa Futebol Campus
Selecção de Cabo Verde jogou particular com os Juniores

A equipa de Juniores do Sport Lisboa e Benfica disputou, no Seixal, um jogo de carácter particular com a selecção Sénior de Cabo Verde.

A partida serviu, essencialmente, para que ambas as formações tivessem acesso a uma realidade distinta do habitual e prepararem os respectivos jogos que têm no panorama competitivo.

No final, os treinadores João Tralhão e Lúcio Antunes falaram à Benfica TV sobre o encontro.

"Temos um especial carinho em recebê-los, porque temos alguns atletas cabo-verdianos no plantel. Não é todos os dias que defrontamos uma selecção deste nível. O importante foi ter participado e ter criado aqui um estímulo diferente", referiu João Tralhão.

Já o seleccionador do conjunto africano, Lúcio Antunes, elogiou os Juniores da Luz. "Foi um treino agradável. O Benfica tem uma boa equipa, tem princípios de jogo bem definidos e trabalham a circulação de bola com qualidade", destacou.

Os Juniores do Benfica enfrentam, fora, o FC Porto, este sábado, pelas 15 horas e a selecção cabo-verdiana disputa a 3.ª jornada da Fase de Qualificação para o Mundial.

http://aovivo.slbenfica.pt/Noticias/DetalhedeNoticia/tabid/790/ArticleId/28334/language/pt-PT/Seleccao-de-Cabo-Verde-jogou-particular-com-os-Juniores.aspx

Messi87

#3190
Hat-trick de Djaniny num bom jogo-treino com juniores do Benfica

21 Março 2013

A selecção nacional de futebol realizou na tarde de ontem, no Seixal, um jogo treino com a equipa júnior do Benfica e venceu por sete golos sem resposta, naquela que foi a última actividade desportiva integrada no estágio efectuado em Portugal antes de defrontar a Guiné Equatorial em jogo de apuramento para Mundial'2014.

http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article86168

abar85

Citação de: andre_04_SLB em 21 de Março de 2013, 07:21
Citação de: paulomaia1972 em 20 de Março de 2013, 19:43
Tens toda a razão, para um grande universo de jogadores, mas aqueles verdadeiros mais valias que o futebol português criou - Figo, Ronaldo, Simão, Quaresma, Nani, Rui Costa, Paulo Sousa, Vitor Baía, João V. Pinto, Nuno Gomes, entre outros, saíram sempre das grandes escolas de formação, tendo jogado aí sistematicamente desde os 12/13 ou 14 até aos seniores.

No entanto, a tua exposição é extremamente pertinente, atual e pode-se aplicar a uma maioria de jogadores do nosso futebol.

Isto é apenas a minha opinião e não deve ser levada muito a sério. Contudo, eu olho para todos esses nomes, e tiro duas ideias: estamos a falar de alguns dos melhores de sempre do futebol português, o que significa que se não jogassem nos melhores clubes, jogariam em quais? São excepções, percentagens de 0,00000 e muitos %, 1 em 100000000, e não devem ser tomados como exemplo; E a distância temporal, remete-nos aos anos 80 e inícios de 90. De lá para cá tudo mudou, menos as mentalidades e as pessoas que continuam a observar o que se fazia à 20 e 25 anos e a dar exemplos do jogador x ou y, esquecendo-se que tudo mudou, o contexto mudou, os clubes mudaram, os meios mudaram, os métodos, etc. Sinais do tempo.

Depois vejo que o Paulo Sousa chegou ao Benfica tinha 16 anos vindo do Repesenses. O Nuno Gomes que cumpriu toda a sua formação no Boavista, tal como o João Vieira Pinto. O Nani que chega ao Sporting com 16 anos vindo do Real Massamá. Mesmo nestes exemplos que não se devem dar, vemos traços em comum daquilo que falava no post anterior.

Deixo uma questão para finalizar. Todos sabemos que na época X, os melhores estão concentrados em determinado sítio. A questão é o que acontece para passado 5 anos, os melhores desse tempo já nenhum se encontra no profissionalismo, ou os que estão são em ínfima parte, e os outros que andavam aos pontapés a bolas velhas, em pelados e sem condições, estão nos seus lugares a brilhar na Primeira Liga.

Dentro daqueles predestinados sempre sairão 1 ou 2 jogadores que chegarão a um bom nível.

Acho que o que cada vez é mais visivel é que cada vez se forma menor quantidade de jogadores com grande qualidade apesar das melhores condições que existem!

Eu concordo com aquilo que tu escreveste. É inadmissível 1 clube ter 100 jogadores num escalão, e a fraca competitividade originada por os maiores reunirem os melhores, leva a que os melhores vão ficando cada vez mais medianos com o decorrer do tempo.

Ainda este fim de semana ao ver os juniores contra o Vitória, olho para os jogadores deles e parecem-me muito melhor preparados para dar o salto, quando a nossa geração era talvez a melhor.

william

não sei ate que ponto não seria benefico queimar uma etapa de formaçao em alguns escaloes. os juvenis b servem exactamente para que? enxer chouriços? vao jogar durante um ano contra o sporting e belem em jogos a serio, e o resto e passeio... mais valia estar a jogar contra os mais velhos, assim ja ganhavam calo.

uma questao que me surgiu agora, indirectamente relacionada com os juniores: exactamente como se faz o apuramento para a nextgen series? porque raio ha um clube portugues, e 4 ou 5 ingleses, 3 alemães e afins?

Manpaz1904

Citação de: william em 21 de Março de 2013, 18:22
não sei ate que ponto não seria benefico queimar uma etapa de formaçao em alguns escaloes. os juvenis b servem exactamente para que? enxer chouriços? vao jogar durante um ano contra o sporting e belem em jogos a serio, e o resto e passeio... mais valia estar a jogar contra os mais velhos, assim ja ganhavam calo.

uma questao que me surgiu agora, indirectamente relacionada com os juniores: exactamente como se faz o apuramento para a nextgen series? porque raio ha um clube portugues, e 4 ou 5 ingleses, 3 alemães e afins?
Nextgen é por convite.
Para o ano nós jogamos a Champions sub-19 e eles não.

william

ah, entao é isso... pensei que fosse por apuramento, tal como aconteçe nos seniores, mas enganei-me. obrigado pelo esclarecimento