Arbitragens 2025/2026

zerocool

Citação de: Noisiv em 19 de Dezembro de 2025, 08:56
Citação de: zerocool em 19 de Dezembro de 2025, 08:54
Citação de: SLBenfica1904 em 19 de Dezembro de 2025, 08:43
Citação de: Andris em 19 de Dezembro de 2025, 08:29
Citação de: lucasslb1904 em 18 de Dezembro de 2025, 21:05Em toda a minha vida nunca vi um escândalo tão grande na arbitragem, nem em tantos anos de favorecimento ao fcp, isto é escandaloso.
Bom, também não exageremos. Foi escandaloso, sim, mas já houve pior.

Exemplos? É que não me estou a lembrar, muito sinceramente, e vejo futebol desde os anos 90.
Um GR que joga fora da área com as mãos e no lance seguinte anulam um auto golo por fora de jogo posicional....
Este lance é muito grave? Seguramente que sim, mas já existiu muito pior.
Com a direcção que temos, irá continuar...

Que jogo? Não me recordo.

EDIT: Esquece, interpretei mal o que escreveste por teres usado "fora de jogo posicional". O tal jogo da supertaça com o Baía - foi marcado fora de jogo activo, não posicional.

Só para esclarecer: usa-se o termo "fora de jogo" regularmente para descrever o "fora de jogo activo", enquanto que se usa "fora de jogo posicional" quando efetivamente se referem a "fora de jogo passivo" (que não interfere directamente na jogada).

É bom salientar que estar em "fora de jogo posicional" não pressupõe, por si só, uma irregularidade face às Leis de Jogo.

Nunca poderia ser assinalado um fora de jogo activo, pois nenhum jogador do SLB, demonstra a minima intenção de participar no lance ou sequer está numa área de contacto com a bola....zero.

Tal como a peça demonstra, seja na análise jornalistica, seja do comentador Vitor Correia (nenhum deles afecto ao Glorioso),a que se referem como fora de jogo passivo ou de posição, foi talvez o lance mais escandaloso que alguma vez vi num campo de futebol.


https://youtu.be/Y57fhW4bDtc?si=QKHCG5qkuoxSsAeI

Jamal

Citação de: Motörhead em 20 de Dezembro de 2025, 07:56Duarte Gomes «Processo demorou um tempo excessivo e há etapas que devem ser analisadas. Para nós, João Pinheiro tomou a decisão correta em campo, ao não assinalar penálti. Não houve motivo para marcar grande penalidade. Houve, de facto, um contacto ligeiro com os dedos, num movimento de rotação normal. A videoarbitragem teve um entendimento diferente e, quando está a analisar o lance, vai averiguar se Hjulmand estaria em fora de jogo. Confirmou-se que não havia fora de jogo, o árbitro foi ver as imagens e acaba por tomar a decisão errada. Um exemplo que não queremos ver repetido, porque contraria todas as recomendações neste tipo de lances», explica o diretor técnico nacional da arbitragem da FPF."

WTF?? A gozar com o pessoal descaradamente  🤣
Até o Mangas está fdj e interfere com esses jogadores,estão completamente perdidos.

Noisiv

#1757
Citação de: zerocool em 20 de Dezembro de 2025, 10:56
Citação de: Noisiv em 19 de Dezembro de 2025, 08:56
Citação de: zerocool em 19 de Dezembro de 2025, 08:54
Citação de: SLBenfica1904 em 19 de Dezembro de 2025, 08:43
Citação de: Andris em 19 de Dezembro de 2025, 08:29
Citação de: lucasslb1904 em 18 de Dezembro de 2025, 21:05Em toda a minha vida nunca vi um escândalo tão grande na arbitragem, nem em tantos anos de favorecimento ao fcp, isto é escandaloso.
Bom, também não exageremos. Foi escandaloso, sim, mas já houve pior.

Exemplos? É que não me estou a lembrar, muito sinceramente, e vejo futebol desde os anos 90.
Um GR que joga fora da área com as mãos e no lance seguinte anulam um auto golo por fora de jogo posicional....
Este lance é muito grave? Seguramente que sim, mas já existiu muito pior.
Com a direcção que temos, irá continuar...

Que jogo? Não me recordo.

EDIT: Esquece, interpretei mal o que escreveste por teres usado "fora de jogo posicional". O tal jogo da supertaça com o Baía - foi marcado fora de jogo activo, não posicional.

Só para esclarecer: usa-se o termo "fora de jogo" regularmente para descrever o "fora de jogo activo", enquanto que se usa "fora de jogo posicional" quando efetivamente se referem a "fora de jogo passivo" (que não interfere directamente na jogada).

É bom salientar que estar em "fora de jogo posicional" não pressupõe, por si só, uma irregularidade face às Leis de Jogo.

Nunca poderia ser assinalado um fora de jogo activo, pois nenhum jogador do SLB, demonstra a minima intenção de participar no lance ou sequer está numa área de contacto com a bola....zero.

Tal como a peça demonstra, seja na análise jornalistica, seja do comentador Vitor Correia (nenhum deles afecto ao Glorioso),a que se referem como fora de jogo passivo ou de posição, foi talvez o lance mais escandaloso que alguma vez vi num campo de futebol.


https://youtu.be/Y57fhW4bDtc?si=QKHCG5qkuoxSsAeI

Sim, marcaram fdj activo, sendo, na realidade, passivo.

Isso, a juntar à acção do Baía fora da área, foi uma dupla vergonha.

odistraido

Já atuam à vontade pq sabem que nada lhes acontece.
Ainda me lembro quando a Polícia vivia no Estádio da Luz a procurar qualquer migalha para incriminar o Benfica mas parece que agora estão de férias.


antilags

Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

arfm14

Estas decisões da arbitragem são, no mínimo dos mínimos, suspeitas.

A PJ deve andar a dormir.

Noisiv

Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

antilags

Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.

Semper Fidelis

Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.
esta cena de fdj por um pintelho tem de acabar

antilags

Citação de: Semper Fidelis em 20 de Dezembro de 2025, 18:36
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.
esta cena de fdj por um pintelho tem de acabar

Como é lógico! É completamente manipulável. Entre o ângulo da imagem e a frame que se escolhe, consegue decidir-se um jogo. Por mim, até 10 cm adiantado, era de sempre de validar. Até porque isso não punha em causa o princípio que está por trás da lei do fora de jogo. Assim acabavam-se as dúvidas e o jogo sujo.

KeineLust

Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.

Tenho a sensação de que a definição de "erro técnico" no âmbito do uso do VAR ficou ou está ainda por definir. Ainda o ano passado ou há 2 anos na Liga Inglesa o VAR aplicou a linha e verificou que não havia fora de jogo num lance que deu golo anulado, mas não alertou o árbitro porque achava que o árbitro tinha validado o golo. Entretanto o jogo foi retomado e já não se podia fazer nada.

Paradoxalmente, é possível que se o VAR interviesse depois do jogo ser reiniciado e o árbitro acabasse por validar o golo é que se poderia falar de erro técnico.

O VAR nasceu torto e atualmente é uma ferramenta grosseira. Tal como nos EUA devia ser usada apenas em casos objetivos e não de apreciação (subjetiva).

A única maneira de voltar a ter um jogo repetido é colocar o Coroado de novo a apitar jogos (para quem se lembra do caso Canigia). Ou isso, ou se o Sporting for lixado por um árbitro.


antilags

Citação de: KeineLust em 20 de Dezembro de 2025, 19:14
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.

Tenho a sensação de que a definição de "erro técnico" no âmbito do uso do VAR ficou ou está ainda por definir. Ainda o ano passado ou há 2 anos na Liga Inglesa o VAR aplicou a linha e verificou que não havia fora de jogo num lance que deu golo anulado, mas não alertou o árbitro porque achava que o árbitro tinha validado o golo. Entretanto o jogo foi retomado e já não se podia fazer nada.

Paradoxalmente, é possível que se o VAR interviesse depois do jogo ser reiniciado e o árbitro acabasse por validar o golo é que se poderia falar de erro técnico.

O VAR nasceu torto e atualmente é uma ferramenta grosseira. Tal como nos EUA devia ser usada apenas em casos objetivos e não de apreciação (subjetiva).

A única maneira de voltar a ter um jogo repetido é colocar o Coroado de novo a apitar jogos (para quem se lembra do caso Canigia). Ou isso, ou se o Sporting for lixado por um árbitro.



Erro técnico corresponderá sempre à não aplicação das leis do jogo, quando tal não depende do critério ou da avaliação do árbitro e/ou VAR. Não me parece que o VAR necessite de regulamentação à parte quanto a isto. O exemplo que o outro forista deu foi muito esclarecedor. Foi assinalada uma grande penalidade, o jogador marcou-a, o guarda-redes defendeu e acabou por sofrer golo na recarga. Porém, antes de a bola ser batida, já jogadores das duas equipas tinham invadido a grande área. Quando o lance foi revisto, esse facto foi evidente, não dependeu do critério do VAR.  Tanto que o VAR anulou o golo e deu instruções ao árbitro para que o jogo prosseguisse. Aqui, sim, estamos perante um erro de Direito, porque houve distorção das leis de jogo, que, como sabemos, obriga à repetição da marcação do penalty, sempre que haja invasão de jogadores das DUAS equipas, independentemente de haver ou não golo.

Noisiv

#1767
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 19:01
Citação de: Semper Fidelis em 20 de Dezembro de 2025, 18:36
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.
esta cena de fdj por um pintelho tem de acabar

Como é lógico! É completamente manipulável. Entre o ângulo da imagem e a frame que se escolhe, consegue decidir-se um jogo. Por mim, até 10 cm adiantado, era de sempre de validar. Até porque isso não punha em causa o princípio que está por trás da lei do fora de jogo. Assim acabavam-se as dúvidas e o jogo sujo.

Isso não vai lá com as tolerâncias porque depois a discussão será sobre se não era antes 9 cm, e mediram 1 cm a mais para perfazer os 10 cm. Aí a única opção é o SAOT, o fdj semiautomático, onde o "último" ponto de cada jogador é tirado automaticamente e imediatamente após a bola ser tocada a última vez.

A partir daí, não havendo qualquer interferência humana, a questão do 1 cm a mais ou a menos é igual para todos. E mede-se, naturalmente, a partir do zero: 1 mm, 1 cm, ou até 1 m é fora de jogo, ponto! É algo extremamente objectivo.

Noisiv

#1768
Citação de: KeineLust em 20 de Dezembro de 2025, 19:14
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.

Tenho a sensação de que a definição de "erro técnico" no âmbito do uso do VAR ficou ou está ainda por definir. Ainda o ano passado ou há 2 anos na Liga Inglesa o VAR aplicou a linha e verificou que não havia fora de jogo num lance que deu golo anulado, mas não alertou o árbitro porque achava que o árbitro tinha validado o golo. Entretanto o jogo foi retomado e já não se podia fazer nada.

Paradoxalmente, é possível que se o VAR interviesse depois do jogo ser reiniciado e o árbitro acabasse por validar o golo é que se poderia falar de erro técnico.

O VAR nasceu torto e atualmente é uma ferramenta grosseira. Tal como nos EUA devia ser usada apenas em casos objetivos e não de apreciação (subjetiva).

A única maneira de voltar a ter um jogo repetido é colocar o Coroado de novo a apitar jogos (para quem se lembra do caso Canigia). Ou isso, ou se o Sporting for lixado por um árbitro.



O tal fora de jogo do Sporting frente ao Casa Pia foi precisamente isso.

Primeiro a equipa de VARs engana-se na selecção dos pontos para cada jogador, e comunica precipitadamente ao árbitro de campo que o golo era válido. Depois fazem uma nova medição para um dos pontos (que se tinham "esquecido") e deparam-se com fora de jogo. Só que nessa altura já tinha sido reatado o jogo, e o golo tinha sido dado como legal. Como resultado, depois de terminarem a análise e submeterem a medição final no software, acaba por chegar, uns minutos depois, da cidade do futebol à transmissão, essa medição submetida. E, para espanto de todos, mostrava que o golo fora irregular.

takediz

Ainda tem de ser o libras boas A se mexer para acabar com um civil de lagartos:

"depois de queixas do FC Porto, o presidente da FPF garantiu ter sido apanhado de surpresa com os elementos que fazem parte da Comissão Não Permanente de Arbitragem. Pedro Proença terá garantido que iria mandar encerrar os trabalhos dessa mesma comissão que conta com a participação de ex-árbitros e de uma advogada que trabalha para o Sporting."