Arbitragens 2025/2026

RSG1904

Citação de: takediz em 20 de Dezembro de 2025, 22:26Ainda tem de ser o libras boas A se mexer para acabar com um civil de lagartos:

"depois de queixas do FC Porto, o presidente da FPF garantiu ter sido apanhado de surpresa com os elementos que fazem parte da Comissão Não Permanente de Arbitragem. Pedro Proença terá garantido que iria mandar encerrar os trabalhos dessa mesma comissão que conta com a participação de ex-árbitros e de uma advogada que trabalha para o Sporting."



Chegamos a um ponto que tem de ser o clube da Fruta a lutar contra os esquemas. O Ruie como sempre não sabe, não vê, não ouve, não lê

draconic

Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 20:27
Citação de: KeineLust em 20 de Dezembro de 2025, 19:14
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.

Tenho a sensação de que a definição de "erro técnico" no âmbito do uso do VAR ficou ou está ainda por definir. Ainda o ano passado ou há 2 anos na Liga Inglesa o VAR aplicou a linha e verificou que não havia fora de jogo num lance que deu golo anulado, mas não alertou o árbitro porque achava que o árbitro tinha validado o golo. Entretanto o jogo foi retomado e já não se podia fazer nada.

Paradoxalmente, é possível que se o VAR interviesse depois do jogo ser reiniciado e o árbitro acabasse por validar o golo é que se poderia falar de erro técnico.

O VAR nasceu torto e atualmente é uma ferramenta grosseira. Tal como nos EUA devia ser usada apenas em casos objetivos e não de apreciação (subjetiva).

A única maneira de voltar a ter um jogo repetido é colocar o Coroado de novo a apitar jogos (para quem se lembra do caso Canigia). Ou isso, ou se o Sporting for lixado por um árbitro.



O tal fora de jogo do Sporting frente ao Casa Pia foi precisamente isso.

Primeiro a equipa de VARs engana-se na selecção dos pontos para cada jogador, e comunica precipitadamente ao árbitro de campo que o golo era válido. Depois fazem uma nova medição para um dos pontos (que se tinham "esquecido") e deparam-se com fora de jogo. Só que nessa altura já tinha sido reatado o jogo, e o golo tinha sido dado como legal. Como resultado, depois de terminarem a análise e submeterem a medição final no software, acaba por chegar, uns minutos depois, da cidade do futebol à transmissão, essa medição submetida. E, para espanto de todos, mostrava que o golo fora irregular.
Deixa de jogar areia com merdas técnicas e o caralho,o que se passa é pura corrupção.
Pára com a areia, desiste e lida.

Noisiv

#1772
Citação de: draconic em 20 de Dezembro de 2025, 22:57Deixa de jogar areia com merdas técnicas e o caralho,o que se passa é pura corrupção.
Pára com a areia, desiste e lida.

Até prova em contrário, não há forma de confirmar que existe corrupção. Achas que se fosse corrupção activa que tinham submetido e exposto o frame com a medição certa? É que deu demasiada cana...

Acho é que há incompetência. E ainda por cima, alegadamente, há um técnico de imagem responsável por mexer directamente no software e clickar nos pontos que o VAR e AVAR mandarem selecionar. Isto só para terem mais ou menos a ideia da cadeia sucessiva de erros que esta brincadeira pode gerar.

Só para terem um cheirinho: https://tribuna.expresso.pt/expresso/2022-05-13-Sabia-que-e-um-tecnico-de-imagem-a-medir-a-linha-de-fora-de-jogo-no-VAR-e-que-o-audio-das-conversas-entre-a-equipa-de-arbitragem-e-gravado--42fb5aa2

Por isso é imperativo se investir no semi-automático. O grande problema: não há guita! Aposto que a Liga está nas lonas. O sistema para linha de golo foi prometido entrar em vigor este ano e, nem ai, nem ui... E o sistema semi-automático cobre, em teoria, também a linha de golo, mas logicamente que as empresas preferem vender tudo em separado.

|OnE|

Nas estamos a discutir o quê mesmo?
A maioria votou no artista que deu apoio à estrumeira do Tugão.

Agora é aguentar à bronca durante mais 4 anos e apontar o dedo aos que permitiram isto com medo das hamburgas.

antilags

Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 20:17
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 19:01
Citação de: Semper Fidelis em 20 de Dezembro de 2025, 18:36
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.
esta cena de fdj por um pintelho tem de acabar

Como é lógico! É completamente manipulável. Entre o ângulo da imagem e a frame que se escolhe, consegue decidir-se um jogo. Por mim, até 10 cm adiantado, era de sempre de validar. Até porque isso não punha em causa o princípio que está por trás da lei do fora de jogo. Assim acabavam-se as dúvidas e o jogo sujo.

Isso não vai lá com as tolerâncias porque depois a discussão será sobre se não era antes 9 cm, e mediram 1 cm a mais para perfazer os 10 cm. Aí a única opção é o SAOT, o fdj semiautomático, onde o "último" ponto de cada jogador é tirado automaticamente e imediatamente após a bola ser tocada a última vez.

A partir daí, não havendo qualquer interferência humana, a questão do 1 cm a mais ou a menos é igual para todos. E mede-se, naturalmente, a partir do zero: 1 mm, 1 cm, ou até 1 m é fora de jogo, ponto! É algo extremamente objectivo.

Não estou a dizer que é a situação perfeita, mas é sem dúvida mais justa do que a atual, porque ou filmas com 1000 fps ou então tens de admitir que impossível detetar foras de jogo por 1 ou 2 cm.

Noisiv

#1775
Citação de: antilags em 21 de Dezembro de 2025, 00:17
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 20:17
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 19:01
Citação de: Semper Fidelis em 20 de Dezembro de 2025, 18:36
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.
esta cena de fdj por um pintelho tem de acabar

Como é lógico! É completamente manipulável. Entre o ângulo da imagem e a frame que se escolhe, consegue decidir-se um jogo. Por mim, até 10 cm adiantado, era de sempre de validar. Até porque isso não punha em causa o princípio que está por trás da lei do fora de jogo. Assim acabavam-se as dúvidas e o jogo sujo.

Isso não vai lá com as tolerâncias porque depois a discussão será sobre se não era antes 9 cm, e mediram 1 cm a mais para perfazer os 10 cm. Aí a única opção é o SAOT, o fdj semiautomático, onde o "último" ponto de cada jogador é tirado automaticamente e imediatamente após a bola ser tocada a última vez.

A partir daí, não havendo qualquer interferência humana, a questão do 1 cm a mais ou a menos é igual para todos. E mede-se, naturalmente, a partir do zero: 1 mm, 1 cm, ou até 1 m é fora de jogo, ponto! É algo extremamente objectivo.

Não estou a dizer que é a situação perfeita, mas é sem dúvida mais justa do que a atual, porque ou filmas com 1000 fps ou então tens de admitir que impossível detetar foras de jogo por 1 ou 2 cm.

Tens aí um zero a mais, mas é mais ou menos isso.

Spoiler
A margem de erro não advém diretamente da frame rate mas da calibração do sistema (uma vez que tens o erro de medição, e o erro temporal, que pode ser, esse sim, minimizado pelo aumento dos fps). Até a 50 fps, como no sistema manual, é possível minimizar o erro temporal, mas isso não interessa para o exercício.
[fechar]

antilags

Citação de: Noisiv em 21 de Dezembro de 2025, 01:04
Citação de: antilags em 21 de Dezembro de 2025, 00:17
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 20:17
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 19:01
Citação de: Semper Fidelis em 20 de Dezembro de 2025, 18:36
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.
esta cena de fdj por um pintelho tem de acabar

Como é lógico! É completamente manipulável. Entre o ângulo da imagem e a frame que se escolhe, consegue decidir-se um jogo. Por mim, até 10 cm adiantado, era de sempre de validar. Até porque isso não punha em causa o princípio que está por trás da lei do fora de jogo. Assim acabavam-se as dúvidas e o jogo sujo.

Isso não vai lá com as tolerâncias porque depois a discussão será sobre se não era antes 9 cm, e mediram 1 cm a mais para perfazer os 10 cm. Aí a única opção é o SAOT, o fdj semiautomático, onde o "último" ponto de cada jogador é tirado automaticamente e imediatamente após a bola ser tocada a última vez.

A partir daí, não havendo qualquer interferência humana, a questão do 1 cm a mais ou a menos é igual para todos. E mede-se, naturalmente, a partir do zero: 1 mm, 1 cm, ou até 1 m é fora de jogo, ponto! É algo extremamente objectivo.

Não estou a dizer que é a situação perfeita, mas é sem dúvida mais justa do que a atual, porque ou filmas com 1000 fps ou então tens de admitir que impossível detetar foras de jogo por 1 ou 2 cm.

Tens aí um zero a mais, mas é mais ou menos isso.

Spoiler
A margem de erro não advém diretamente da frame rate mas da calibração do sistema (uma vez que tens o erro de medição, e o erro temporal, que pode ser, esse sim, minimizado pelo aumento dos fps). Até a 50 fps, como no sistema manual, é possível minimizar o erro temporal, mas isso não interessa para o exercício.
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Não tenho nenhum zero a mais. Já foram utilizadas câmaras com capacidade de mais de 2000 fps em transmissões desportivas, por causa do super slow motion. Mas, claro, não é preciso tanto, nem sequer mil, nem sequer 500. Agora, é claro que as fps interferem diretamente com a margem de erro. E a prova é simples. Imagina que, por absurdo, filmavas com 1 ou 2 fps. O mais certo era teres a primeira frame com a bola em contacto com o pé, e a segunda com a bola já a um palmo ou mais. Se estão tão preocupados com o rigor milimétrico (o que acho um disparate, pois não é isso que põe em causa o princípio da lei do fora de jogo), então que determinem com mais rigor o momento em que a bola descola do pé. Um zoom com super slow motion pode ser suficiente e, a partir daí, ficas com o timing exato, sendo isso que vai determinar o momento de traçar a linha (outro desafio). Uma coisa é certa, o sistema de averiguação tem de mudar mais tarde ou mais cedo. Mal a tecnologia (e os orçamentos) o permitam.

Felixwraith

Citação de: antilags em 21 de Dezembro de 2025, 12:31
Citação de: Noisiv em 21 de Dezembro de 2025, 01:04
Citação de: antilags em 21 de Dezembro de 2025, 00:17
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 20:17
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 19:01
Citação de: Semper Fidelis em 20 de Dezembro de 2025, 18:36
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.
esta cena de fdj por um pintelho tem de acabar

Como é lógico! É completamente manipulável. Entre o ângulo da imagem e a frame que se escolhe, consegue decidir-se um jogo. Por mim, até 10 cm adiantado, era de sempre de validar. Até porque isso não punha em causa o princípio que está por trás da lei do fora de jogo. Assim acabavam-se as dúvidas e o jogo sujo.

Isso não vai lá com as tolerâncias porque depois a discussão será sobre se não era antes 9 cm, e mediram 1 cm a mais para perfazer os 10 cm. Aí a única opção é o SAOT, o fdj semiautomático, onde o "último" ponto de cada jogador é tirado automaticamente e imediatamente após a bola ser tocada a última vez.

A partir daí, não havendo qualquer interferência humana, a questão do 1 cm a mais ou a menos é igual para todos. E mede-se, naturalmente, a partir do zero: 1 mm, 1 cm, ou até 1 m é fora de jogo, ponto! É algo extremamente objectivo.

Não estou a dizer que é a situação perfeita, mas é sem dúvida mais justa do que a atual, porque ou filmas com 1000 fps ou então tens de admitir que impossível detetar foras de jogo por 1 ou 2 cm.

Tens aí um zero a mais, mas é mais ou menos isso.

Spoiler
A margem de erro não advém diretamente da frame rate mas da calibração do sistema (uma vez que tens o erro de medição, e o erro temporal, que pode ser, esse sim, minimizado pelo aumento dos fps). Até a 50 fps, como no sistema manual, é possível minimizar o erro temporal, mas isso não interessa para o exercício.
[fechar]

Não tenho nenhum zero a mais. Já foram utilizadas câmaras com capacidade de mais de 2000 fps em transmissões desportivas, por causa do super slow motion. Mas, claro, não é preciso tanto, nem sequer mil, nem sequer 500. Agora, é claro que as fps interferem diretamente com a margem de erro. E a prova é simples. Imagina que, por absurdo, filmavas com 1 ou 2 fps. O mais certo era teres a primeira frame com a bola em contacto com o pé, e a segunda com a bola já a um palmo ou mais. Se estão tão preocupados com o rigor milimétrico (o que acho um disparate, pois não é isso que põe em causa o princípio da lei do fora de jogo), então que determinem com mais rigor o momento em que a bola descola do pé. Um zoom com super slow motion pode ser suficiente e, a partir daí, ficas com o timing exato, sendo isso que vai determinar o momento de traçar a linha (outro desafio). Uma coisa é certa, o sistema de averiguação tem de mudar mais tarde ou mais cedo. Mal a tecnologia (e os orçamentos) o permitam.

Mais depressa mudamos a lei do fora de jogo para ser como o Wenger sugeriu. Ate a forma de cálculo do fora de jogo fica algoritmicamente mais simples

Jamal


Noisiv

#1779
Citação de: antilags em 21 de Dezembro de 2025, 12:31
Citação de: Noisiv em 21 de Dezembro de 2025, 01:04
Citação de: antilags em 21 de Dezembro de 2025, 00:17
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 20:17
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 19:01
Citação de: Semper Fidelis em 20 de Dezembro de 2025, 18:36
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.
esta cena de fdj por um pintelho tem de acabar

Como é lógico! É completamente manipulável. Entre o ângulo da imagem e a frame que se escolhe, consegue decidir-se um jogo. Por mim, até 10 cm adiantado, era de sempre de validar. Até porque isso não punha em causa o princípio que está por trás da lei do fora de jogo. Assim acabavam-se as dúvidas e o jogo sujo.

Isso não vai lá com as tolerâncias porque depois a discussão será sobre se não era antes 9 cm, e mediram 1 cm a mais para perfazer os 10 cm. Aí a única opção é o SAOT, o fdj semiautomático, onde o "último" ponto de cada jogador é tirado automaticamente e imediatamente após a bola ser tocada a última vez.

A partir daí, não havendo qualquer interferência humana, a questão do 1 cm a mais ou a menos é igual para todos. E mede-se, naturalmente, a partir do zero: 1 mm, 1 cm, ou até 1 m é fora de jogo, ponto! É algo extremamente objectivo.

Não estou a dizer que é a situação perfeita, mas é sem dúvida mais justa do que a atual, porque ou filmas com 1000 fps ou então tens de admitir que impossível detetar foras de jogo por 1 ou 2 cm.

Tens aí um zero a mais, mas é mais ou menos isso.

Spoiler
A margem de erro não advém diretamente da frame rate mas da calibração do sistema (uma vez que tens o erro de medição, e o erro temporal, que pode ser, esse sim, minimizado pelo aumento dos fps). Até a 50 fps, como no sistema manual, é possível minimizar o erro temporal, mas isso não interessa para o exercício.
[fechar]

Não tenho nenhum zero a mais. Já foram utilizadas câmaras com capacidade de mais de 2000 fps em transmissões desportivas, por causa do super slow motion. Mas, claro, não é preciso tanto, nem sequer mil, nem sequer 500. Agora, é claro que as fps interferem diretamente com a margem de erro. E a prova é simples. Imagina que, por absurdo, filmavas com 1 ou 2 fps. O mais certo era teres a primeira frame com a bola em contacto com o pé, e a segunda com a bola já a um palmo ou mais. Se estão tão preocupados com o rigor milimétrico (o que acho um disparate, pois não é isso que põe em causa o princípio da lei do fora de jogo), então que determinem com mais rigor o momento em que a bola descola do pé. Um zoom com super slow motion pode ser suficiente e, a partir daí, ficas com o timing exato, sendo isso que vai determinar o momento de traçar a linha (outro desafio). Uma coisa é certa, o sistema de averiguação tem de mudar mais tarde ou mais cedo. Mal a tecnologia (e os orçamentos) o permitam.

Tens um zero a mais... Convém não misturar câmaras de transmissão (que podem incluir ultra slow mo, na ordem dos 400 fps, para efeitos de repetições) com câmaras dedicadas em sistemas de fora de jogo semi-automático.

O problema não se prende com haver câmaras mais rápidas, mas sim com o tempo de inferência inerente às redes neuronais por onde esses frames têm de passar, antes de ocorrer a triangulação dos pontos de interesse, os quais ditam o fdj.

Repara, a seleção dos pontos deixa de ser feita manualmente, mas não ocorre por magia! São necessários servidores com GPUs decentes para conseguir atingir real-time a 100 fps (i.e. inferência inferior a 10 ms, que por si só já é puxadote para human pose estimation quando tens 15 a 30 câmaras envolvidas, mesmo que se recorra a batching).

Podes usar uma câmara com frequência de aquisição de "infinito" fps, que terás sempre de descartar frames para conseguires automatização em tempo real.

Noisiv

Citação de: Felixwraith em 21 de Dezembro de 2025, 12:49Mais depressa mudamos a lei do fora de jogo para ser como o Wenger sugeriu. Ate a forma de cálculo do fora de jogo fica algoritmicamente mais simples

Essa afirmação não está correcta. Não tem absolutamente nenhuma influência a nível computacional.

Benfica_Sempre_1904

Malta, eu tenho a sensação que só arbitros portistas e sportinguistas são promovidos á 1 divisão de arbitragem, desde há um tempo para cá. É praticamente um requisito obrigatório.
Dito isto estou a tentar perceber a cor clubistica dos arbitros. parece me evidente que todos os arbitros da AF Porto sao portistas (e fanaticos).

Andre Narciso, Antonio Nobre, Verissimo, Godinho e Helder Carvalho são lagartos fanaticos.

Da mesma maneira que tenho amigos do alentejo que conhecem perfeitamente o Luis Godinho e sabem que tambem é lagarto, ele nunca o escondeu no alentejo, queria ver, dado que temos benfiquistas em todo o lado, certamente alguém conhece ou tem conhecidos e amigos destes restantes arbitros.

tirando os que já disse, malta das várias regiões do país, sabem a cor destes arbitros??

Diogo Rosa                  AF Beja                       ?
Helder Malheiro         AF Lisboa                    ?
Miguel Nogueira        AF Lisboa                    ?
Ricardo Baixinho         AF Lisboa                   ?
Luís Filipe                     AF Lisboa                   ?
André Narciso          AF Setubal                    Lagarto Fanático
Pedro Ramalho        AF Evora                       ?
Luis Godinho            AF Evora                        Lagarto Fanático
Helder Carvalho        AF Santarém                Lagarto Fanático
Fabio Verissimo        AF Leiria                        Lagarto Fanático
Antonio Nobre         AF Leiria                        Lagarto Fanático
Anzhony Rodrigues  AF Madeira                 ?
Sergio Guelho           AF Guarda                   ?
Ianco Vasiluca           AF Vila Real                ?
Claudio Pereira         AF Aveiro                        Portista Fanatico
João Gonçalves         AF Porto                         Portista Fanatico
José Bessa                 AF Porto                         Portista Fanatico
David Silva                 AF Porto                          Portista Fanatico
Gustavo Correia         AF Porto                          Portista Fanatico
Miguel Fonseca         AF Porto                          Portista Fanatico
Joao Pinheiro         AF Braga                           ?
Carlos Macedo         AF Braga                         ?
Marcio Torres         AF Viana do Castelo        ?
Bruno Jose Costa      AF Viana do Castelo   ?

af10

Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 20:27
Citação de: KeineLust em 20 de Dezembro de 2025, 19:14
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.

Tenho a sensação de que a definição de "erro técnico" no âmbito do uso do VAR ficou ou está ainda por definir. Ainda o ano passado ou há 2 anos na Liga Inglesa o VAR aplicou a linha e verificou que não havia fora de jogo num lance que deu golo anulado, mas não alertou o árbitro porque achava que o árbitro tinha validado o golo. Entretanto o jogo foi retomado e já não se podia fazer nada.

Paradoxalmente, é possível que se o VAR interviesse depois do jogo ser reiniciado e o árbitro acabasse por validar o golo é que se poderia falar de erro técnico.

O VAR nasceu torto e atualmente é uma ferramenta grosseira. Tal como nos EUA devia ser usada apenas em casos objetivos e não de apreciação (subjetiva).

A única maneira de voltar a ter um jogo repetido é colocar o Coroado de novo a apitar jogos (para quem se lembra do caso Canigia). Ou isso, ou se o Sporting for lixado por um árbitro.



O tal fora de jogo do Sporting frente ao Casa Pia foi precisamente isso.

Primeiro a equipa de VARs engana-se na selecção dos pontos para cada jogador, e comunica precipitadamente ao árbitro de campo que o golo era válido. Depois fazem uma nova medição para um dos pontos (que se tinham "esquecido") e deparam-se com fora de jogo. Só que nessa altura já tinha sido reatado o jogo, e o golo tinha sido dado como legal. Como resultado, depois de terminarem a análise e submeterem a medição final no software, acaba por chegar, uns minutos depois, da cidade do futebol à transmissão, essa medição submetida. E, para espanto de todos, mostrava que o golo fora irregular.

Então mas não era tudo automático?
Isto é conforme dá jeito

Noisiv

Citação de: af10 em 21 de Dezembro de 2025, 17:18Então mas não era tudo automático?
Isto é conforme dá jeito

Onde é que leste que era tudo automático?

af10

Citação de: Noisiv em 21 de Dezembro de 2025, 17:28
Citação de: af10 em 21 de Dezembro de 2025, 17:18
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 20:27
Citação de: KeineLust em 20 de Dezembro de 2025, 19:14
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 16:25
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 15:37
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 15:09
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:48
Citação de: antilags em 20 de Dezembro de 2025, 00:44
Citação de: Noisiv em 20 de Dezembro de 2025, 00:21...
2) ter a coragem de mandarem repetir jogos - suponhamos o jogo da final da taça do ano passado, havendo erro gravíssimo poderiam mandar repetir o jogo uma vez que o jogo vale um título/troféu.

O caminho terá de passar por aqui.

Isso nunca vai acontecer. O erro faz parte do jogo, mesmo o erro grave. Há motivos para a repetição de um jogo, mas nunca uma avaliação errada de um ou mais lances por parte do árbitro e/ou VAR. Esquece, podes ter a certeza que nunca passará por aí. Até a própria definição do que é um jogo que decide um título ia dar controvérsia. O Benfica vs sporting do ano passado seria considerado decisivo? Matematicamente não era, na prática foi o que vimos. E se uma das duas equipas tivesse ganhado o jogo com um golo marcado após um canto mal assinalado, seria considerado um caso gravíssimo? Como vês, isso iria abrir uma caixa de Pandora e incendiar ainda mais a loucura em que isto se está a tornar. Além disso, a repetição de jogos é tudo menos viável nos calendários absurdos que temos hoje em dia.

O Benfica x Sporting que mencionei foi o do final da Taça.

Como disse, falta é coragem. Ora vê,

Belgian Pro League: Anderlecht v Genk replayed after VAR penalty error
(27 January 2024)
https://www.bbc.com/sport/football/68116985

Esteve quase para acontecer, faltou foi a coragem.

Ah, mas estás a confundir um erro de facto com um erro de Direito, o chamado erro técnico. Se houver erro técnico, não precisas de coragem para mandar repetir o jogo, a lei já o prevê. No caso dos erros de facto, nenhuma liga ou federação pode ordenar a repetição da partida. No caso da final da Taça de Portugal, o árbitro e o VAR apreciaram mal o que viram (penaltis mal assinalados, vermelhos por mostrar, cantos trocados por pontapés de baliza, enfim, situações que, por mais escandalosas que sejam, acontecem seguramente dezenas de vezes ao longo de uma época). Outra coisa completamente diferente é um erro que passa em claro por desconhecimento ou não aplicação das regras. No caso do Genk vs Anderlecht, o VAR e o árbitro sancionaram o lance, mas, por desconhecimento, aplicaram a lei errada.

Sobre essa parte do Direito Desportivo já não me posso pronunciar porque efectivamente não tenho conhecimento para tal. Mas suponhamos, no caso daquele fdj do Casa Pia x Sporting, tendo havido uma falha técnica, por erro humano, no uso da ferramenta do VAR, não se pode pôr o ónus na equipa de arbitragem, sendo, por isso, um erro de direito? Se não me falha a memória, havia matéria suficiente para se avançar com um processo mas por "motivos" que não são conhecidos, a Direcção do Casa Pia decidiu nada fazer.

O Casa Pia não podia fazer nada, porque, para todos os efeitos, foi um erro de apreciação por parte do árbitro/VAR. A linha do fora de jogo foi mal colocada, mas foi colocada. Ou seja, não deram atenção à chuteira do avançado e só contaram com o ombro, mas aplicaram a lei. Viram mal (ou quiseram ver), mas aplicaram.

Tenho a sensação de que a definição de "erro técnico" no âmbito do uso do VAR ficou ou está ainda por definir. Ainda o ano passado ou há 2 anos na Liga Inglesa o VAR aplicou a linha e verificou que não havia fora de jogo num lance que deu golo anulado, mas não alertou o árbitro porque achava que o árbitro tinha validado o golo. Entretanto o jogo foi retomado e já não se podia fazer nada.

Paradoxalmente, é possível que se o VAR interviesse depois do jogo ser reiniciado e o árbitro acabasse por validar o golo é que se poderia falar de erro técnico.

O VAR nasceu torto e atualmente é uma ferramenta grosseira. Tal como nos EUA devia ser usada apenas em casos objetivos e não de apreciação (subjetiva).

A única maneira de voltar a ter um jogo repetido é colocar o Coroado de novo a apitar jogos (para quem se lembra do caso Canigia). Ou isso, ou se o Sporting for lixado por um árbitro.



O tal fora de jogo do Sporting frente ao Casa Pia foi precisamente isso.

Primeiro a equipa de VARs engana-se na selecção dos pontos para cada jogador, e comunica precipitadamente ao árbitro de campo que o golo era válido. Depois fazem uma nova medição para um dos pontos (que se tinham "esquecido") e deparam-se com fora de jogo. Só que nessa altura já tinha sido reatado o jogo, e o golo tinha sido dado como legal. Como resultado, depois de terminarem a análise e submeterem a medição final no software, acaba por chegar, uns minutos depois, da cidade do futebol à transmissão, essa medição submetida. E, para espanto de todos, mostrava que o golo fora irregular.

Então mas não era tudo automático?
Isto é conforme dá jeito

Onde é que leste que era tudo automático?

Quando houve uma discussão qualquer e tu andavas a citar toda a gente, que a escolha do frame e as linhas era tudo automático.
Agora já é "semi-automático".

No meio disto tudo, a culpa nunca é da tecnologia, nem dos árbitros. Deve ser do gajo que está no sofá a assistir