Isaías

Avançado, 62 years,
Brazil
Main team: 5 seasons (1990-1995), 182 matches (13458 minutes), 71 goals

Titles: Campeonato Nacional (2), Taça de Portugal (1)

Shoky



Shoky


BenficaCAMPEAO

Epa, fez-me lembrar (eu sei que não é exactamente igual).  >:( E foi um golaço do Funes, o que facilita a comparação.

Shoky

Porra...eu estou a concordar contigo ò nabo.
Foi igual.

BenficaCAMPEAO

 :ashamed: Um gajo habitua-se a ler ironias atrás de ironias, que já nem consegue entender uma afirmação simples, sem rasteira.

SonicYouth


Eddie_

Reparem no pormenor do gajo do maritimo que estava a marcar o Isaías ir correr para o fiscal de linha depois do golo.
Deve ter achado que o Paneira fez falta  :2funny:

mWo

Isaías «O Artur Jorge chegou para destruir o Benfica»

http://videos.sapo.pt/2UErW7yZm4B8hGETPp7q

Ídolo  :bow2:

Rodolfo Dias











Fonte: revista "Benfica Ilustrado" nº 17 (2ª série), Dezembro de 1991

gustavoF

O meu idolo de infancia,  Grande ISAIAS


Pancho Lopes 67

Grande Isaías, um jogador com um talento tremendo, hoje em dia com a fraca qualidade que a Selecção brasileira tem apresentado, era de longe, menino para ser chamado!

Lembro-me que os lagartos e os tripeiros, gozavam com ele, a dizer que só sabia rematar, que chutava para onde estava virado, como se isso fosse a única coisa em que consistia o seu jogo! É verdade que ele rematava muito, e por vezes até exagerava lool, mas tinha um belo remate, logo por mim, podia tentar a sua sorte a vontade, desde que não fosse burro no seguimento da jogada... O Isaías tinha muito talento, bom remate, bom 1 para 1, muito possante, bastante difícil de tirar-lhe a bola, e aparecia imenso nas alturas que mais precisávamos dele. O Artur Jorge correu-o do Benfica, mas curiosamente, com o "Monstro Adamastor", foi das suas melhores temporadas no Benfica, mesmo estando sempre no banco, fartava-se de marcar quando entrava, marcou 14 golos em 23 jogos, e em minutos jogados, duvido que tenha feito 14 jogos completos.

Grande, grande jogador!!! Tenho muitas saudades dele!

Ramiro Lopes

"Se as balizas fossem de râguebi, o Isaías marcava cinco golos por jogo"
Em 1993, o Benfica jogou com Juventus em casa na primeira mão dos quartos-de-final da Taça UEFA. Ganhou por 2-1 com o brasileiro que fala na terceira pessoa do singular a alinhar ao lado de João Vieira Pinto e Iuran. "Era o trio dinâmico!"


Isaías?
Pois não?

Estou a ligar-lhe de Portugal, para falarmos do Benfica-Juventus de 1993. Recorda-se do jogo?
Vou ser muito honesto consigo - recordo-me pouco. Mas tenho tudo gravado em VHS, porque essa é que é a minha memória. Estou a ler aqui o jornal 'A Bola' e a rever imagens desse Benfica-Juventus. Vai daí, recordo-me de algumas coisinhas, sim.

Como os golos de Paneira
Oi? Ah, sim, dois golos do Paneira. Na frente joguei eu, o João Vieira Pinto e o Iuran. Sabe como é que nos chamavam? 'O trio dinâmico!' Jogávamos em toda a parte do campo, espetacular. Olhe, já agora, você tem clube?

Jornalista não pode ter clube.
Pôxa, diga lá. Você é sportinguista ou benfiquista?

Não posso ter clube.
Entendi... É como o árbitro, que nunca tem clube, não é? Digo eu então: parabéns para o Benfica pelo campeonato. Foi uma grande festa.

Os tempos do Benfica foram bons?
Vou ser sincero contigo. Eu vim do Brasil, cheguei a Portugal, joguei no Boavista e acabei sendo futebolista num dos maiores clubes do mundo, que é o Benfica. Ganhei títulos, marquei golos importantes, portanto só posso dizer que foi positivo, não é? Podia ter sido melhor, mas depois apareceram um presidente [Manuel Damásio] e um treinador [Artur Jorge] que destruíram o clube.

O Isaías acabou por ser um dos proscritos.
Eu, que não era avançado, era um dos melhores marcadores da equipa e fui embora. Faz sentido? Não faz, né? O Artur Jorge, na minha opinião, não é uma pessoa muito inteligente. Mas ele nunca me disse na cara que eu ia embora. Aliás, ele tinha medo do Isaías e do William! Quando fazia lá as cagadas dele, me dizia: 'Agora não vás para os jornais falar do que aconteceu!'. O Artur Jorge não me queria em Portugal, com medo de mim.

Antes, no verão quente, Paulo Sousa e Pacheco deixaram a Luz. Sentiram-se traídos?
Traídos? Não, não. Quem acabou por ficar a perder foram eles, né? Porque nós fomos campeões e conseguimos resolver uma crise desportiva e financeira porque pusemos na cabeça que só havia um jeito de passar por cima: vencer o campeonato. Ponto final. E foi o que fizemos. E não foi fácil, porque naquele tempo o clube estava mal e todo o santo dia havia notícia do Benfica nos jornais. Há uma coisa que nunca entendi: num país tão pequeno quanto Portugal, faz sentido tantos jornais desportivos? Difícil... Tem que escrever e vai escrever sobre o quê? Sobre o Benfica, claro, porque vende mais.

Fala como um benfiquista.
E sou! Até estou preparando um livro sobre a minha vida no Benfica por causa de vocês jornalistas [gargalhada]. Tenho um montão de histórias para contar.

Conte-nos, por exemplo, de onde vinha aquele pontapé-canhão.
Do trabalho! Eu estava sempre no topo fisicamente porque trabalhava muito. Depois de cada treino, eu ficava lá atirando à baliza de todo o lado: da direita, da esquerda, do meio. E os adeptos ficavam lá a aplaudir-me. Umas entravam, outras não. Às vezes, o Eriksson mandava o Toni chamar-me para acabar com aquilo não fosse eu ter uma lesão. Eu era um trabalhador. Mesmo fora dos treinos na Luz, eu me ia preparar para outros sítios - sítios onde ninguém imaginava encontrar um profissional do Benfica! Por exemplo, na praia da Costa da Caparica ou do Meco. Ia, corria, fazia sprints para ficar forte, porque era assim que se treinava no Brasil.

E, depois do treino, um peixinho.
Nossa, peixinho grelhado [com pronúncia portuguesa] ali no restaurante do meu amigo Barbas. Um robalo grelhado, quase sempre...

Diz-se que o Isaías chutava dez vezes e só uma é que entrava. Concorda?
Não. Isso é uma crítica destrutiva! É preciso que alguém chute numa equipa, certo ou errado? E eu chutava. Por vezes, chutava mais sozinho do que todas as equipas numa jornada, mas para fazer isso é preciso ter força. Se a baliza de futebol fosse como as de râguebi, o Isaías marcaria cinco golos por jogo! Me recordo de um jogo com o Farense, em casa, que ganhámos depois de estarmos a perder. Por culpa minha, o Peter Rufai [guarda-redes do Farense] já era o melhor da jornada porque estava a defender os meus remates, até que eu atiro uma, aos 42 minutos, que entra. Fui correr para a bancada onde estavam os adeptos que me criticavam e gritei: 'Fala, rapaz! Fala, agora!'.

O profeta Isaías.
Ah, gostava da alcunha! Por causa do nome bíblico e de ter chegado barbudo a Portugal!

Já fiz esta pergunta a antigos colegas seus: como eram os russos?
Complicados em demasia! Mas, olha, quando entravam dentro de campo, o jogo da equipa melhorava muito. Quanto ao resto... Bom, eu não queria saber deles fora de campo, juro. Eu, fora de campo, só pensava em mim e no que eu fazia.

Não me diga que não tinha amigos futebolistas.
Ninguém consegue viver sem amizade. Tinha os meus amigos, mas o que eu fazia era comigo. Se o Isaías queria beber uma garrafinha de vinho num dia, bebia; se queria beber apenas meia no outro dia, bebia só a meia. Eu sabia me cuidar. Quando os treinos eram às dez da manhã, às 9h30 já o Peres Bandeira [antigo funcionário encarnado] me abria lá em cima as portas para eu correr na esteira [passadeira] durante meia-hora.

O Mozer era seu amigo, evidentemente.
O Mozer era um líder. Tinha o jeito dele, durão, e era muito respeitado. Com ele ninguém levantava voz. Me lembro uma vez, num treino, quando o Mozer deu um chega para lá no Rui Águas, que não gostou e quis dar nele também. O Mozer disse ao Rui: 'Para conseguir dar porrada no jogo, tenho de dar no treino para aprender'.

Tem visto os jogos? Acha que o Benfica pode ganhar a esta Juventus?
Oi? Bom, no ano passado, o Benfica esteve para ganhar as três competições e acabou perdendo todas. Agora, uma, pelo menos, já ganhou e acredito que contra o Rio Ave, na Taça de Portugal, consiga ganhar a segunda. Na Europa... Na Europa será mais difícil, mas tudo é possível.

E quando volta a Portugal?
Não tenho data marcada, mas provavelmente depois da Copa [Mundial do Brasil]. Vou ao Barbas comer um peixinho e beber aquele Muralhas!

@ Expresso

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