Comunicação Social

mikedoom

Uma coisa posso ter certeza, este ano nem a roubalheira nos tira o campeonato!

Shoky

Num País civilizado...bastaria um caso!

Em Portugal...não...nem 5 ou 6...

Escandalos de Corrupção que metem o Porto ao barulho:

---> A mala do Acácio
---> Tentativa de corromper Cadorín
---> Facturas de viagens ao Brasil (Caso Calheiros/Amorim)
---> Guimaro, e os quinhentinhos de Reinaldo Teles
---> Apito Dourado, com escândalos em 3 jogos, Porto - Est.Amadora, Beira-Mar - Porto, Nacional - Benfica


E nem preciso de falar de todos os casos dubios, que não havendo provas evidentes...nada a fazer...falo do auto-golo do Jorge Costa, do frango do Beto, do minuto 58 do Setubal no ano passado...
Nem se fala também de todos os beneficios de arbitragem patéticos ao porto, com o golo de Amaral que nos dava a Supertaça em 94, como expoente máximo!

Falo apenas de casos evidentes onde há provas suficientes para esses filhos da puta nunca mais porem as patas na 1ªDivisão!
5 Escandalos...5 (!!!)

Para mim, FCPorto é Lixo...e será sempre!

Fily

Citação de: mochila em 10 de Agosto de 2009, 14:50
Citação de: Pedro Neto em 10 de Agosto de 2009, 14:26
Citação de: mochila em 10 de Agosto de 2009, 13:22
Citação de: Pedro Neto em 10 de Agosto de 2009, 13:02
Isso não interessa absolutamente nada. Não há nada mais importante do que ganhar, só os perdedores pensam o contrário.


Tens de saber jogar o jogo que jogas. Só vives uma vez, o moralismo não serve para nada.

Não é moralismo. É idealismo. E felizmente existe. Se cada um só jogasse o jogo como lhe é oferecido, o humano não avançava. São os «idealistas», esses que se recusaram a jogar o jogo porque estava sujo, que mudaram o mundo. Não preciso dar-te nomes, estão nos livros de História. Mas os mais importantes não estão: não são só políticos ou heróis, são escritores, são músicos, são mulheres que educaram os filhos, são funcionários anónimos. Uma educação diferente hoje e o mundo é diferente amanhã. Ou, se preferes assim, as regras do jogo serão outras, mais justas. E se não faz sentido lutar por isso, então nada faz sentido.

Tu preferes jogar o jogo tal como ele te é dado. Eu prefiro educar os jovens hoje, punir os batoteiros, premiar os justos vencedores. E garanto-te que amanhã o jogo é mais justo. É uma questão de evolução e de inteligência.

«Só vives uma vez» é dito por alguém que é fruto da actual mentalidade, perfeitamente egocêntrica e egoísta. Eu vivo uma vez mas a minha acção importa. E para os que vierem faz toda a diferença eu ter aceitado viver na porcaria ou ter procurado a acção limpa.

É a diferença entre corromper árbitros e elogiar a batota ou defender um clube feito, desde a fundação, pelo trabalho honesto de um punhado de homens. É a diferença entre pagar um campeonato nos bastidores e erguer um estádio pelas mãos pobres mas limpas dos sócios. Tu fazes a apologia dos primeiros e eu dos segundos. E quando os que pensarem como tu acabarem comigo - os moralistas, os idealistas... - então mesmo esses vão sofrer as consequências e o humano só terá coisas e não ideias. Coisas sem ideias são nada.

O futuro - que vai ser bastante real, tão real como os holocaustos, tão verdadeiro como as ditaduras - é feito pelo que damos de nós hoje. E tudo se resume a uma palavra: educação. Em Portugal continuamos a preferir o número de licenciados à aposta na qualidade dos mesmos. Damos o canudo a muitos, mas formamos, efectivamente «formamos» quase ninguém. E os de hoje não terão nada para ensinar aos de amanhã.

É um país que elogia, já o disse, ladrões como Tony Carreira ou Miguel Sousa Tavares, corruptos como Pinto da Costa, que elege Loureiros, Isaltinos e Felgueiras como alguém disse. É um país que está condenado ao egoísmo. Mas um dia até os egoístas sofrerão as consequências.

A essência do jogo é ser um jogo, com regras, segundo as quais todos os jogadores podem ganhar, à partida. E vence, sempre assim se disse, o melhor. Aconteceu um mal terrível: a batota entrou no jogo. E tu queres que a batota seja tornada regra. O jogo já não é jogo. Quem quer vencer já o não fará pelo mérito. Já não chega ser o melhor. É preciso roubar.

Eu prefiro honrar os que se atreveram a fazer deste clube o maior do mundo, sem proveitos pessoais, vivendo mesmo na miséria, mas com a alegria da sua acção limpa e da herança de honestidade que legaram para os seus. No dia em que o Benfica entrar «neste» jogo isso morre. Nesse dia, o Benfica já não é o Benfica. E, como disse, isto não é só um clube de futebol: é uma forma de se estar na vida. E é isso que faz a verdadeira grandeza do clube. Quando o Benfica honesto morrer, tenho a certeza que o mundo é um lugar muito pior.

:bow2: :bow2: :bow2:

Não podia estar mais de acordo,infelizmente é esse tipo de mentalidade que faz parte de muitos senhores hoje em dia,ou seja VALEM ZERO !

Saudações Benfiquistas !

SAL.

Citação de: Pedro Neto em 10 de Agosto de 2009, 14:26
Citação de: mochila em 10 de Agosto de 2009, 13:22
Citação de: Pedro Neto em 10 de Agosto de 2009, 13:02
Isso não interessa absolutamente nada. Não há nada mais importante do que ganhar, só os perdedores pensam o contrário.

Tenho pena que penses assim. É esse tipo de pensamento que faz deste país um autêntico reino do roubo, do chico-espertismo e da cunha.

Vivemos num país em que importa apenas alcançar o proveito pessoal, não importa como. O mérito é o que menos interessa. E depois há milhares de jovens que estudaram uma vida inteira, frequentemente com dificuldades, que alcançam resultados excepcionais, que tinham tudo para dar a este país um futuro muito melhor e acabam perdidos porque alguém tem um tio na empresa e o lugar sempre foi para ele, mesmo sabendo pouco ou nada do que vai fazer.

Vivemos num país em que um plagiador como Tony Carreira é eleito símbolo do homem perfeito pelas mulheres, pai ideal pela imprensa, que tem uma fortuna à custa do trabalho dos outros, que é, numa palavra, um ladrão.

Vivemos num país em que outro plagiador como Miguel Sousa Tavares é o escritor mais vendido, também à custa do trabalho de outros. Entretanto músicos sérios, e músicos mesmo, escritores a sério, e escritores mesmo, são esquecidos, desapoiados e obrigados a desistir quantas vezes, para poderem viver acima da miséria.

Vivemos num país em que a «estrutura» dum clube de futebol é sucessivamente elogiada, estrutura essa que tem uma base que foi provada e cujas evidências são facilmente acessíveis para todos (vide escutas), uma base que só tem um nome: CORRUPÇÃO.

E são estes os exemplos que passam para os jovens deste país. Em Portugal eles aprendem que não é preciso trabalhar, não é preciso estudar para saber, que fazer bem é o que importa menos. Aqui o mérito, o esforço, a honestidade não interessa nada. Tens um tio na empresa? Assunto resolvido. Queres fazer uma fortuna? Não trabalhes: rouba. Queres ser campeão elogiado, vangloriado, levantado em ombros por uma «nação»? Corrompe!

Vamos todos acabar na merda. Quando este tipo de pensamento vingar, e é para lá que caminhamos, vamos todos acabar na merda.

Ser do Benfica não é só ser de um clube de futebol. É uma forma de viver.

Tens de saber jogar o jogo que jogas. Só vives uma vez, o moralismo não serve para nada.

Tenho de reconhecer que és coerente porque o teu discurso defende sempre as mesmas ideias, mesmo que possa utilizar palavras diferentes.

Pegando no futsal, sendo assim está visto que te revês nas tácticas do Mucorinni (dispensar um gajo pseudo-lesionado p poder convocar outro, por exemplo) ou aprecias o gajo q está a aquecer atrás da baliza e entra em campo p evitar o golo adversário no 5X4...

Que nunca te convidem para treinar camadas jovens, espero...

Falar da comprovada corrupção do nosso futebol (como aqui mto se faz), não desculpabiliza os erros internos do nosso clube.
São aspectos diferentes.
A corrupção existe e os erros internos também.
Quem identifica erros internos n pode fazer de conta q n há corrpção e quem mto fala da corrupção n pode esquecer os erros internos.

Se consideras q os fins justificam todos os meios (mesmo os q recorrem à corrupção), defenderás um clube vencedor, mesmo que corrupto.

Se assim for...  :bah2:     

kitnoce

Citação de: Shoky em 10 de Agosto de 2009, 15:12
Num País civilizado...bastaria um caso!

Em Portugal...não...nem 5 ou 6...

Escandalos de Corrupção que metem o Porto ao barulho:

---> A mala do Acácio
---> Tentativa de corromper Cadorín
---> Facturas de viagens ao Brasil (Caso Calheiros/Amorim)
---> Guimaro, e os quinhentinhos de Reinaldo Teles
---> Apito Dourado, com escândalos em 3 jogos, Porto - Est.Amadora, Beira-Mar - Porto, Nacional - Benfica


E nem preciso de falar de todos os casos dubios, que não havendo provas evidentes...nada a fazer...falo do auto-golo do Jorge Costa, do frango do Beto, do minuto 58 do Setubal no ano passado...
Nem se fala também de todos os beneficios de arbitragem patéticos ao porto, com o golo de Amaral que nos dava a Supertaça em 94, como expoente máximo!

Falo apenas de casos evidentes onde há provas suficientes para esses filhos da puta nunca mais porem as patas na 1ªDivisão!
5 Escandalos...5 (!!!)

Para mim, FCPorto é Lixo...e será sempre!

Se fosse numa républica das bananas, o FCP jà estava nas distritais !!! Mas estàs em Portugal.

Jone

Citação de: mochila em 10 de Agosto de 2009, 13:22

Tenho pena que penses assim. É esse tipo de pensamento que faz deste país um autêntico reino do roubo, do chico-espertismo e da cunha.

Vivemos num país em que importa apenas alcançar o proveito pessoal, não importa como. O mérito é o que menos interessa. E depois há milhares de jovens que estudaram uma vida inteira, frequentemente com dificuldades, que alcançam resultados excepcionais, que tinham tudo para dar a este país um futuro muito melhor e acabam perdidos porque alguém tem um tio na empresa e o lugar sempre foi para ele, mesmo sabendo pouco ou nada do que vai fazer.

Vivemos num país em que um plagiador como Tony Carreira é eleito símbolo do homem perfeito pelas mulheres, pai ideal pela imprensa, que tem uma fortuna à custa do trabalho dos outros, que é, numa palavra, um ladrão.

Vivemos num país em que outro plagiador como Miguel Sousa Tavares é o escritor mais vendido, também à custa do trabalho de outros. Entretanto músicos sérios, e músicos mesmo, escritores a sério, e escritores mesmo, são esquecidos, desapoiados e obrigados a desistir quantas vezes, para poderem viver acima da miséria.

Vivemos num país em que a «estrutura» dum clube de futebol é sucessivamente elogiada, estrutura essa que tem uma base que foi provada e cujas evidências são facilmente acessíveis para todos (vide escutas), uma base que só tem um nome: CORRUPÇÃO.

E são estes os exemplos que passam para os jovens deste país. Em Portugal eles aprendem que não é preciso trabalhar, não é preciso estudar para saber, que fazer bem é o que importa menos. Aqui o mérito, o esforço, a honestidade não interessa nada. Tens um tio na empresa? Assunto resolvido. Queres fazer uma fortuna? Não trabalhes: rouba. Queres ser campeão elogiado, vangloriado, levantado em ombros por uma «nação»? Corrompe!

Vamos todos acabar na merda. Quando este tipo de pensamento vingar, e é para lá que caminhamos, vamos todos acabar na merda.

Ser do Benfica não é só ser de um clube de futebol. É uma forma de viver.

Gostei de te ler Mochila.
Retratas o País onde vivemos de uma maneira clara e simples.
E o moderador Pedro Neto, pelo que escreve acerca deste assunto, não é mais que
a prova de que tu estás certo.

BenficaSetsFire


mochila

Citação de: Pedro Neto em 10 de Agosto de 2009, 14:59
Citação de: mochila em 10 de Agosto de 2009, 14:50
Citação de: Pedro Neto em 10 de Agosto de 2009, 14:26
Citação de: mochila em 10 de Agosto de 2009, 13:22
Citação de: Pedro Neto em 10 de Agosto de 2009, 13:02
Isso não interessa absolutamente nada. Não há nada mais importante do que ganhar, só os perdedores pensam o contrário.

Tenho pena que penses assim. É esse tipo de pensamento que faz deste país um autêntico reino do roubo, do chico-espertismo e da cunha.

Vivemos num país em que importa apenas alcançar o proveito pessoal, não importa como. O mérito é o que menos interessa. E depois há milhares de jovens que estudaram uma vida inteira, frequentemente com dificuldades, que alcançam resultados excepcionais, que tinham tudo para dar a este país um futuro muito melhor e acabam perdidos porque alguém tem um tio na empresa e o lugar sempre foi para ele, mesmo sabendo pouco ou nada do que vai fazer.

Vivemos num país em que um plagiador como Tony Carreira é eleito símbolo do homem perfeito pelas mulheres, pai ideal pela imprensa, que tem uma fortuna à custa do trabalho dos outros, que é, numa palavra, um ladrão.

Vivemos num país em que outro plagiador como Miguel Sousa Tavares é o escritor mais vendido, também à custa do trabalho de outros. Entretanto músicos sérios, e músicos mesmo, escritores a sério, e escritores mesmo, são esquecidos, desapoiados e obrigados a desistir quantas vezes, para poderem viver acima da miséria.

Vivemos num país em que a «estrutura» dum clube de futebol é sucessivamente elogiada, estrutura essa que tem uma base que foi provada e cujas evidências são facilmente acessíveis para todos (vide escutas), uma base que só tem um nome: CORRUPÇÃO.

E são estes os exemplos que passam para os jovens deste país. Em Portugal eles aprendem que não é preciso trabalhar, não é preciso estudar para saber, que fazer bem é o que importa menos. Aqui o mérito, o esforço, a honestidade não interessa nada. Tens um tio na empresa? Assunto resolvido. Queres fazer uma fortuna? Não trabalhes: rouba. Queres ser campeão elogiado, vangloriado, levantado em ombros por uma «nação»? Corrompe!

Vamos todos acabar na merda. Quando este tipo de pensamento vingar, e é para lá que caminhamos, vamos todos acabar na merda.

Ser do Benfica não é só ser de um clube de futebol. É uma forma de viver.

Tens de saber jogar o jogo que jogas. Só vives uma vez, o moralismo não serve para nada.

Não é moralismo. É idealismo. E felizmente existe. Se cada um só jogasse o jogo como lhe é oferecido, o humano não avançava. São os «idealistas», esses que se recusaram a jogar o jogo porque estava sujo, que mudaram o mundo. Não preciso dar-te nomes, estão nos livros de História. Mas os mais importantes não estão: não são só políticos ou heróis, são escritores, são músicos, são mulheres que educaram os filhos, são funcionários anónimos. Uma educação diferente hoje e o mundo é diferente amanhã. Ou, se preferes assim, as regras do jogo serão outras, mais justas. E se não faz sentido lutar por isso, então nada faz sentido.

Tu preferes jogar o jogo tal como ele te é dado. Eu prefiro educar os jovens hoje, punir os batoteiros, premiar os justos vencedores. E garanto-te que amanhã o jogo é mais justo. É uma questão de evolução e de inteligência.

«Só vives uma vez» é dito por alguém que é fruto da actual mentalidade, perfeitamente egocêntrica e egoísta. Eu vivo uma vez mas a minha acção importa. E para os que vierem faz toda a diferença eu ter aceitado viver na porcaria ou ter procurado a acção limpa.

É a diferença entre corromper árbitros e elogiar a batota ou defender um clube feito, desde a fundação, pelo trabalho honesto de um punhado de homens. É a diferença entre pagar um campeonato nos bastidores e erguer um estádio pelas mãos pobres mas limpas dos sócios. Tu fazes a apologia dos primeiros e eu dos segundos. E quando os que pensarem como tu acabarem comigo - os moralistas, os idealistas... - então mesmo esses vão sofrer as consequências e o humano só terá coisas e não ideias. Coisas sem ideias são nada.

O futuro - que vai ser bastante real, tão real como os holocaustos, tão verdadeiro como as ditaduras - é feito pelo que damos de nós hoje. E tudo se resume a uma palavra: educação. Em Portugal continuamos a preferir o número de licenciados à aposta na qualidade dos mesmos. Damos o canudo a muitos, mas formamos, efectivamente «formamos» quase ninguém. E os de hoje não terão nada para ensinar aos de amanhã.

É um país que elogia, já o disse, ladrões como Tony Carreira ou Miguel Sousa Tavares, corruptos como Pinto da Costa, que elege Loureiros, Isaltinos e Felgueiras como alguém disse. É um país que está condenado ao egoísmo. Mas um dia até os egoístas sofrerão as consequências.

A essência do jogo é ser um jogo, com regras, segundo as quais todos os jogadores podem ganhar, à partida. E vence, sempre assim se disse, o melhor. Aconteceu um mal terrível: a batota entrou no jogo. E tu queres que a batota seja tornada regra. O jogo já não é jogo. Quem quer vencer já o não fará pelo mérito. Já não chega ser o melhor. É preciso roubar.

Eu prefiro honrar os que se atreveram a fazer deste clube o maior do mundo, sem proveitos pessoais, vivendo mesmo na miséria, mas com a alegria da sua acção limpa e da herança de honestidade que legaram para os seus. No dia em que o Benfica entrar «neste» jogo isso morre. Nesse dia, o Benfica já não é o Benfica. E, como disse, isto não é só um clube de futebol: é uma forma de se estar na vida. E é isso que faz a verdadeira grandeza do clube. Quando o Benfica honesto morrer, tenho a certeza que o mundo é um lugar muito pior.

O mundo real não funciona assim. Ainda és muito jovem, daqui a uns anos, com os ensinamentos da vida, vais ver que a realidade não se coadugna com esse pensamento. Isto, claro, se achares um disparate o "amor e uma cabana". Há quem ache isso um ideal de vida. A mim não me chega, sou muito ambicioso.

Exactamente: és muito ambicioso. Mas eu sou mais ainda. Tu és ambicioso para já. Eu sou para amanhã. Tu queres os lucros pessoais. Eu quero o bem de todos. Chama-lhe idealismo, moralismo ou o que quiseres, mas é isso, repito, que fez o mundo avançar. É de tanto se procurar o lucro pessoal que há jovens sem oportunidades. Alguém que acaba o curso e tem média de 18 ver o seu lugar numa empresa ocupado pelo sobrinho do chefe que teve 10 no mesmo curso premeia atitudes como a tua. Acontece que o que teve 10 sabe menos e vai fazer um trabalho pior que o que teve 18. Ele ganha o ordenado ao fim do mês. Mas o país perde muito. Até ao dia em que perdeu tanto e nem o lucro pessoal é possível.

Não me venhas com a idade, por favor. Há uma coisa que fica para sempre: a educação. Eu fui educado a ser honesto, custe o que custar, mesmo que tenha de me esforçar o dobro dos outros e mesmo que viva pior. Sou feliz, não com «um amor e uma cabana», mas com a herança que deixo aos que me rodeiam: de mim só aprenderão o trabalho, o esforço, o saber.

Acabei agora o curso com média de 19 e, apesar de saber que isso talvez não chegue para o meu lucro pessoal, posso dizer que isso não é o mais importante. Estudei como poucos, trabalhei como poucos e sei daquilo como poucos jovens no país. E isso é melhor que qualquer ordenado, porque o que aprendi mesmo foi uma lição de vida que tenho para oferecer à gente próxima e, se o fizer bem, à gente próxima dessa e por aí fora. Já o disse: tudo se resume a educar, educar e educar.

E deixa-me dizer-te que nem tudo está perdido. Não tenho dinheiro, não tenho cunhas, mas tenho capacidade de trabalho. E estou a ser recompensado por isso. O mérito com honestidade ainda é premiado, felizmente. Pelos «idealistas». Ganho eu, mas melhor ainda: ganham todos pois o que eu fizer será bem feito, certamente imperfeito mas seguramente melhor que o trabalho dos que lá chegarem por cunha. Ganha o país. E quando falamos do «país» não é uma coisa abstracta: são pessoas como eu e como tu que merecem a oportunidade de mostrarem o que valem e de serem julgadas por isso e apenas por isso. Merecem um jogo justo, merecem a oportunidade de ganhar.

Infelizmente, regra geral, em Portugal não há sequer oportunidade, porque os lugares estão ocupados pelos da cunha. O jogo está viciado. Podemos escolher deixar que assim continue e tentar ganhá-lo pela batota, atropelando pessoas como nós. Ou podemos escolher mudá-lo e enfrentá-lo de frente, com dignidade, na certeza de que só o mérito nos fará ganhar. Perder como tanta gente tem perdido não é perder, porque não há jogo no que este tem de essencial: a igualdade de oprotunidade. Ganhar não é ganhar, porque não se teve a coragem de entrar no jogo e lutar de igual para igual. Eu cá prefiro continuar a olhar de frente. Tu preferes ir pelas traseiras.

Strata

Neste caso particular, e embora normalmente me identifique com as opiniões do Pedro Neto, tenho que concordar com tudo o que o mochila tem escrito.

Shoky

Cada vez que ouço o Octávio Machado a falar...ganho-lhe mais respeito!
Pena não dizer tudo o que sabe...e enrolar muito...

Mas claro...se dissesse tudo, aparecia estentido numa esquina qualquer!

Golden

#42910
O problema não é concordar ou discordar. Isso é tudo muito bonito, mas na práctica de que servem esses ideiais se ninguem no nosso clube os aplica?

Estamos a 2 títulos de sermos ultrapassados pelo Porto. Toda a gente sabe como a maior parte desses títulos foram ganhos, mas na práctica estão lá na vitrine azul e branca e ng os pode tirar.

Era bom se calhar os idealismos serem aplicados à realidade, pois idealizar sem haver uma manifestação práctica dessas ideias é tão ou mais frustrante que ganhar titulos com ajuda extras.

Essa é que é a verdade. E nao vejo na liderança deste clube quem possa por esses ideiais tão bem descritos pelo Mochila em práctica.



fernandes86

subscrevo o que diz o mochila.
é assim que eu gosto de pensar o benfica.

Francescoli


luis___alex

Citação de: Pedro Neto em 10 de Agosto de 2009, 14:59
Citação de: mochila em 10 de Agosto de 2009, 14:50
Citação de: Pedro Neto em 10 de Agosto de 2009, 14:26
Citação de: mochila em 10 de Agosto de 2009, 13:22
Citação de: Pedro Neto em 10 de Agosto de 2009, 13:02
Isso não interessa absolutamente nada. Não há nada mais importante do que ganhar, só os perdedores pensam o contrário.

Tenho pena que penses assim. É esse tipo de pensamento que faz deste país um autêntico reino do roubo, do chico-espertismo e da cunha.

Vivemos num país em que importa apenas alcançar o proveito pessoal, não importa como. O mérito é o que menos interessa. E depois há milhares de jovens que estudaram uma vida inteira, frequentemente com dificuldades, que alcançam resultados excepcionais, que tinham tudo para dar a este país um futuro muito melhor e acabam perdidos porque alguém tem um tio na empresa e o lugar sempre foi para ele, mesmo sabendo pouco ou nada do que vai fazer.

Vivemos num país em que um plagiador como Tony Carreira é eleito símbolo do homem perfeito pelas mulheres, pai ideal pela imprensa, que tem uma fortuna à custa do trabalho dos outros, que é, numa palavra, um ladrão.

Vivemos num país em que outro plagiador como Miguel Sousa Tavares é o escritor mais vendido, também à custa do trabalho de outros. Entretanto músicos sérios, e músicos mesmo, escritores a sério, e escritores mesmo, são esquecidos, desapoiados e obrigados a desistir quantas vezes, para poderem viver acima da miséria.

Vivemos num país em que a «estrutura» dum clube de futebol é sucessivamente elogiada, estrutura essa que tem uma base que foi provada e cujas evidências são facilmente acessíveis para todos (vide escutas), uma base que só tem um nome: CORRUPÇÃO.

E são estes os exemplos que passam para os jovens deste país. Em Portugal eles aprendem que não é preciso trabalhar, não é preciso estudar para saber, que fazer bem é o que importa menos. Aqui o mérito, o esforço, a honestidade não interessa nada. Tens um tio na empresa? Assunto resolvido. Queres fazer uma fortuna? Não trabalhes: rouba. Queres ser campeão elogiado, vangloriado, levantado em ombros por uma «nação»? Corrompe!

Vamos todos acabar na merda. Quando este tipo de pensamento vingar, e é para lá que caminhamos, vamos todos acabar na merda.

Ser do Benfica não é só ser de um clube de futebol. É uma forma de viver.

Tens de saber jogar o jogo que jogas. Só vives uma vez, o moralismo não serve para nada.

Não é moralismo. É idealismo. E felizmente existe. Se cada um só jogasse o jogo como lhe é oferecido, o humano não avançava. São os «idealistas», esses que se recusaram a jogar o jogo porque estava sujo, que mudaram o mundo. Não preciso dar-te nomes, estão nos livros de História. Mas os mais importantes não estão: não são só políticos ou heróis, são escritores, são músicos, são mulheres que educaram os filhos, são funcionários anónimos. Uma educação diferente hoje e o mundo é diferente amanhã. Ou, se preferes assim, as regras do jogo serão outras, mais justas. E se não faz sentido lutar por isso, então nada faz sentido.

Tu preferes jogar o jogo tal como ele te é dado. Eu prefiro educar os jovens hoje, punir os batoteiros, premiar os justos vencedores. E garanto-te que amanhã o jogo é mais justo. É uma questão de evolução e de inteligência.

«Só vives uma vez» é dito por alguém que é fruto da actual mentalidade, perfeitamente egocêntrica e egoísta. Eu vivo uma vez mas a minha acção importa. E para os que vierem faz toda a diferença eu ter aceitado viver na porcaria ou ter procurado a acção limpa.

É a diferença entre corromper árbitros e elogiar a batota ou defender um clube feito, desde a fundação, pelo trabalho honesto de um punhado de homens. É a diferença entre pagar um campeonato nos bastidores e erguer um estádio pelas mãos pobres mas limpas dos sócios. Tu fazes a apologia dos primeiros e eu dos segundos. E quando os que pensarem como tu acabarem comigo - os moralistas, os idealistas... - então mesmo esses vão sofrer as consequências e o humano só terá coisas e não ideias. Coisas sem ideias são nada.

O futuro - que vai ser bastante real, tão real como os holocaustos, tão verdadeiro como as ditaduras - é feito pelo que damos de nós hoje. E tudo se resume a uma palavra: educação. Em Portugal continuamos a preferir o número de licenciados à aposta na qualidade dos mesmos. Damos o canudo a muitos, mas formamos, efectivamente «formamos» quase ninguém. E os de hoje não terão nada para ensinar aos de amanhã.

É um país que elogia, já o disse, ladrões como Tony Carreira ou Miguel Sousa Tavares, corruptos como Pinto da Costa, que elege Loureiros, Isaltinos e Felgueiras como alguém disse. É um país que está condenado ao egoísmo. Mas um dia até os egoístas sofrerão as consequências.

A essência do jogo é ser um jogo, com regras, segundo as quais todos os jogadores podem ganhar, à partida. E vence, sempre assim se disse, o melhor. Aconteceu um mal terrível: a batota entrou no jogo. E tu queres que a batota seja tornada regra. O jogo já não é jogo. Quem quer vencer já o não fará pelo mérito. Já não chega ser o melhor. É preciso roubar.

Eu prefiro honrar os que se atreveram a fazer deste clube o maior do mundo, sem proveitos pessoais, vivendo mesmo na miséria, mas com a alegria da sua acção limpa e da herança de honestidade que legaram para os seus. No dia em que o Benfica entrar «neste» jogo isso morre. Nesse dia, o Benfica já não é o Benfica. E, como disse, isto não é só um clube de futebol: é uma forma de se estar na vida. E é isso que faz a verdadeira grandeza do clube. Quando o Benfica honesto morrer, tenho a certeza que o mundo é um lugar muito pior.

O mundo real não funciona assim. Ainda és muito jovem, daqui a uns anos, com os ensinamentos da vida, vais ver que a realidade não se coadugna com esse pensamento. Isto, claro, se achares um disparate o "amor e uma cabana". Há quem ache isso um ideal de vida. A mim não me chega, sou muito ambicioso.

pdro posso saber a tua idade?

luis___alex

Citação de: fernandes86 em 10 de Agosto de 2009, 15:30
subscrevo o que diz o mochila.
é assim que eu gosto de pensar o benfica.


subescrevo tambem o mochila
e adianto
não é assim que gosto de pensar o benfica
É ASSIM QUE GOSTO DE PENSAR A VIDA