Comunicação Social

Ricardo Teixeira

#50490
Citação de: Borgas_SLB em 22 de Setembro de 2009, 15:58
Já que alguns dizem que se a bola for à mão é sempre falta, eu proponho que os jogadores em vez de tentarem acertar na baliza, tentem acertar nos braços e mãos dos adversários.

Então os ex-árbitros que comentam no jornal o jogo são para rir:

Não há intencionalidade do jogador do Olhanense, mas este joga a bola com o braço. Como tal, o árbitro deveria ter assinalado grande penalidade.

Se não há intenção segundo a lei não é falta!

A bola embateu no poste, ressaltou, e Miguel Garcia, de uma forma subtil, com o braço esquerdo completamente afastado do corpo, evita que ela entre na sua baliza. Ficou por marcar uma grande penalidade e por exibir um vermelho a Miguel Garcia.

A bola tinha ressaltado no poste e ia a sair da direcção da baliza!

Cambada de burros!!! Foram estes gajos árbitros, também note-se que o foram nos tempos áureos da corrupção...

A bola nem sequer ia para a baliza... :estrelas:

A bola bate na frente do poste...como é que depois pode ir para a baliza ?? :buck2:
Depois de bater no poste...embate no cotovelo do Miguel Garcia...sem qualquer intenção...
Não é penalty em lado nenhum...

Nota-se um certa tentativa da CS e de alguns "bananas" de dar a entender que o Benfica tem sido levado ao colo...
Já nem ligam ás leis!!!  Afinal para que é foram feitas ??? As Leis são para serem cumpridas!!!
Tanto a lei XII...como aquela lei...da intencionalidade ou não em jogar a bola com a mão...

Resumindo :

Penalty Miguel Garcia : Não!
Penalty sobre Aimar : Sim!

pcnunes

Citação de: Armani em 22 de Setembro de 2009, 16:02
Nesse lance do miguel garcia também me parece que a bola não ia para dentro da baliza mas o que é que se há-de fazer...
claro que não ia...essa teoria é só para tentar credibilizar mais o não-penalty, que bem, não foisancionado

red_label

C.... :tickedoff:

Alguém arranja o vídeo desse lance do Miguel Garcia?

Bola7

Citação de: pcnunes em 22 de Setembro de 2009, 16:07
Citação de: XHITA em 22 de Setembro de 2009, 15:52

Infelizmente hoje não tenho mesmo tempo para pôr os artigos de A BOLA, mas aqui estão artigos de opinião da edição de hoje...


Vivó árbitro: O 'penalty' do Benfica

Por Cruz dos Santos

O penalty que, anteontem, deu a vitória ao Benfica, em Leiria, gerou polémica. E, tirando os casos de fanatismo, a divergência de opiniões compreende-se, porque o lance é controverso, não tem uma leitura indiscutível — vá lá saber-se, até, se Jorge Sousa, justíssimo melhor árbitro português nas duas últimas temporadas, teria decidido da mesma forma se pudesse ver as imagens da TV dentro do campo. Mas, se outra decisão tomasse, também seria discutida, tal como agora.

Indiscutível é que Mamadou levantou os dois pés, com um deles chutou a bola e só depois se deu o choque e a queda de Aimar. Pé alto, jogo perigoso e, portanto, livre indirecto, conforme defendem os discordantes do penalty. E esse raciocínio, normalmente, estaria certo. Só falta o detalhe de o jogo perigoso ter atingido o adversário. E esses casos são punidos com livre directo — portanto, penalty quando cometidos dentro da respectiva grande área. E assim decidiu Jorge de Sousa, apesar de ver o lance nas costas de Aimar. Apercebeu-se de que ele foi atingido. E só fica a dúvida (fase à TV), de Aimar ter podido evitar o contacto com os pés do adversário.

As novas tecnologias não teriam desfeito a dúvida. E creio que essa pretendida inovação só será aplicável e infalível na bola que entra ou não entra na baliza. Mas é evidente que também não posso concordar com erros indiscutíveis, como foi o caso, por exemplo, de Pedro Proença no Sp. Braga-FC Porto, deixando passar em claro penalty contra os portistas, apesar de estar bem perto.

Não deu por isso Domingos Paciência, desejemos e esperemos que só até ter visto as imagens da TV. E a esperança na decência deve ser extensiva à UEFA e à sua novidade dos juízes de baliza, pois a estreia foi tão má (em diversos jogos) que só pode melhorar.

Considero deploráveis muitas das críticas (nalguns casos, puros ataques pessoais) ao dr. Ricardo Costa, presidente da Comissão Disciplinar da Liga de clubes. Mas discordo de que Duarte Gomes tenha saído incólume do problema que teve, em Alvalade, com Ricardo Peres, membro da equipa técnica do Sporting.

Podia e devia ter evitado o problema. Mas, se foi ofendido, também faltou punição para Ricardo Peres.

Justíssima a prevista promoção de Artur Soares Dias a árbitro internacional, ocupando a vaga que Paulo Costa vai abrir.

E concordo com Eusébio e com Pelé: Di Stéfano foi o «maior» futebolista que vi jogar.

_________________________________________________________________________________


Vamos conversar: Mudança de ciclos

Por Fernando Guerra

Não estou inscrito na ordem dos engenheiros da arbitragem, mas aproveito a boleia desta engraçada expressão que companheiro de redacção me sugeriu, para reivindicar o direito de expressar a minha opinião sobre essa complicada temática, a qual, faço questão de acentuar, tem só o mesmo valor da de qualquer leitor. Adivinho a agitação por causa do lance que permitiu ao Benfica marcar o segundo golo e concretizar difícil vitória sobre um União de Leiria atirado há um ano em alta velocidade para a despromoção por corrupio de mal-entendidos assinado por notáveis confrades do erro, mas renascido das cinzas e de novo na Liga principal com grupo que promete chegar longe agarrado à mão da experiência de Manuel Fernandes.

Para mim, foi penalty. Dizem-me que o defesa leiriense tocou na bola e eu respondo, ainda bem. Se tem atingido o argentino, coitado... Refere a lei que um pontapé-livre directo será concedido à equipa adversária do jogador que no entender do árbitro cometa, por negligência, por imprudência ou por excesso de combatividade, entre outras faltas, as seguintes: saltar sobre um adversário, carregar um adversário, empurrar um adversário. Mais: uma grande penalidade será concedida quando uma destas faltas seja cometida por um jogador dentro da sua grande área, não obstante o local em que a bola se encontre nesse momento, desde que esteja em jogo.

Ora bem: aquilo que vi, e quantos quiseram ver, viram, foi uma entrada excessiva e despropositada de Mamadou Tall, numa reacção característica de quem já se sente perdido. Levou tudo à frente: a bola e... Aimar.

O problema do futebol português não reside nem nunca residiu no número de penalties assinalados ou por assinalar, desde que bem, a questão é outra, identificada, que tem a ver única e exclusivamente com o erro repetido (e consentido) de alguns árbitros em prejuízo da credibilidade de um sector que se pretendia autónomo e acima de qualquer suspeita e se nos depara como bonifrate flexível e simples de manipular.

Aliás, a partir desta altura, tudo quanto ao Benfica disser respeito vai sofrer ampliação fora do comum, por uma razão, entre várias, que me parece evidente e, lá está, só não vê quem virar a cara para o lado: a iminência de mudança de ciclos.

Deixemo-nos de hipocrisias. Há um ano, por esta altura, cinco jornadas realizadas, o FC Porto liderava com 11 pontos (3 v, 2 e), o Benfica e o Sporting tinham nove e o Sp. Braga (imagine-se!) somava apenas cinco. Este ano, em relação à equipa de Jesualdo Ferreira, a diferença é mínima (menos um ponto), mas o problema reside na concorrência. É verdade que Domingos Paciência, com mais ou menos elegância, apontou para objectivo ambicioso, apostando em melhorar a classificação da temporada transacta (para já, é o primeiro, 15 pontos, mais dez que há um ano, já defrontou Sporting e FC Porto e a ambos ganhou), e Paulo Bento, mesmo condicionado no reforço da sua estrutura, constituem inquietantes ameaças, mas o maior perigo chama-se Jorge Jesus, não por causa do nome, mas por ser ele o treinador do Benfica, clube libertado de longa e dolorosa crise que se entendeu desde o começo da década de 90 até aos dias de hoje. Foi tempo de mais desligado do sucesso e afastado dos grandes palcos europeus, embora sobrevivendo o seu prestígio internacional com ferimentos apenas ligeiros devido ao riquíssimo passado desportivo. Quem se aproveitou do coma da águia , habilmente, refira-se, foi o FC Porto. Arrecadou campeonatos, fez nome lá fora e arregimentou partidários cá dentro. O problema é que a águia despertou e os que enriqueceram e adquiriram poder à custa da sua fraqueza sabem também não possuir meios para travar a força aglutinadora por ela gerada com a perspectiva de vitórias, do regresso aos títulos. Prioritário para o FC Porto é pois travar o Benfica, mesmo com sacrifício do 'penta' se necessário. Se tiver de ser, que ganhe o aliado Braga (já leva uns favorzitos no bornal...). O Benfica é que não, porque isso marcará irremediavelmente a tal mudança de ciclo. De aí que Pinto da Costa, de súbito, na semana passada, e à cautela, tivesse aberto a porta de saída...
a minha alma está parva...não é que eu concordo com tudo o que ambos dizem?


será que a força da mudança de ciclo também os atinge?
Vês fantasmas em todo o lado...Cruz dos santos é senhor...

46Rossi


pcnunes

Citação de: Bola7 em 22 de Setembro de 2009, 16:15
Citação de: pcnunes em 22 de Setembro de 2009, 16:07
Citação de: XHITA em 22 de Setembro de 2009, 15:52

Infelizmente hoje não tenho mesmo tempo para pôr os artigos de A BOLA, mas aqui estão artigos de opinião da edição de hoje...


Vivó árbitro: O 'penalty' do Benfica

Por Cruz dos Santos

O penalty que, anteontem, deu a vitória ao Benfica, em Leiria, gerou polémica. E, tirando os casos de fanatismo, a divergência de opiniões compreende-se, porque o lance é controverso, não tem uma leitura indiscutível — vá lá saber-se, até, se Jorge Sousa, justíssimo melhor árbitro português nas duas últimas temporadas, teria decidido da mesma forma se pudesse ver as imagens da TV dentro do campo. Mas, se outra decisão tomasse, também seria discutida, tal como agora.

Indiscutível é que Mamadou levantou os dois pés, com um deles chutou a bola e só depois se deu o choque e a queda de Aimar. Pé alto, jogo perigoso e, portanto, livre indirecto, conforme defendem os discordantes do penalty. E esse raciocínio, normalmente, estaria certo. Só falta o detalhe de o jogo perigoso ter atingido o adversário. E esses casos são punidos com livre directo — portanto, penalty quando cometidos dentro da respectiva grande área. E assim decidiu Jorge de Sousa, apesar de ver o lance nas costas de Aimar. Apercebeu-se de que ele foi atingido. E só fica a dúvida (fase à TV), de Aimar ter podido evitar o contacto com os pés do adversário.

As novas tecnologias não teriam desfeito a dúvida. E creio que essa pretendida inovação só será aplicável e infalível na bola que entra ou não entra na baliza. Mas é evidente que também não posso concordar com erros indiscutíveis, como foi o caso, por exemplo, de Pedro Proença no Sp. Braga-FC Porto, deixando passar em claro penalty contra os portistas, apesar de estar bem perto.

Não deu por isso Domingos Paciência, desejemos e esperemos que só até ter visto as imagens da TV. E a esperança na decência deve ser extensiva à UEFA e à sua novidade dos juízes de baliza, pois a estreia foi tão má (em diversos jogos) que só pode melhorar.

Considero deploráveis muitas das críticas (nalguns casos, puros ataques pessoais) ao dr. Ricardo Costa, presidente da Comissão Disciplinar da Liga de clubes. Mas discordo de que Duarte Gomes tenha saído incólume do problema que teve, em Alvalade, com Ricardo Peres, membro da equipa técnica do Sporting.

Podia e devia ter evitado o problema. Mas, se foi ofendido, também faltou punição para Ricardo Peres.

Justíssima a prevista promoção de Artur Soares Dias a árbitro internacional, ocupando a vaga que Paulo Costa vai abrir.

E concordo com Eusébio e com Pelé: Di Stéfano foi o «maior» futebolista que vi jogar.

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Vamos conversar: Mudança de ciclos

Por Fernando Guerra

Não estou inscrito na ordem dos engenheiros da arbitragem, mas aproveito a boleia desta engraçada expressão que companheiro de redacção me sugeriu, para reivindicar o direito de expressar a minha opinião sobre essa complicada temática, a qual, faço questão de acentuar, tem só o mesmo valor da de qualquer leitor. Adivinho a agitação por causa do lance que permitiu ao Benfica marcar o segundo golo e concretizar difícil vitória sobre um União de Leiria atirado há um ano em alta velocidade para a despromoção por corrupio de mal-entendidos assinado por notáveis confrades do erro, mas renascido das cinzas e de novo na Liga principal com grupo que promete chegar longe agarrado à mão da experiência de Manuel Fernandes.

Para mim, foi penalty. Dizem-me que o defesa leiriense tocou na bola e eu respondo, ainda bem. Se tem atingido o argentino, coitado... Refere a lei que um pontapé-livre directo será concedido à equipa adversária do jogador que no entender do árbitro cometa, por negligência, por imprudência ou por excesso de combatividade, entre outras faltas, as seguintes: saltar sobre um adversário, carregar um adversário, empurrar um adversário. Mais: uma grande penalidade será concedida quando uma destas faltas seja cometida por um jogador dentro da sua grande área, não obstante o local em que a bola se encontre nesse momento, desde que esteja em jogo.

Ora bem: aquilo que vi, e quantos quiseram ver, viram, foi uma entrada excessiva e despropositada de Mamadou Tall, numa reacção característica de quem já se sente perdido. Levou tudo à frente: a bola e... Aimar.

O problema do futebol português não reside nem nunca residiu no número de penalties assinalados ou por assinalar, desde que bem, a questão é outra, identificada, que tem a ver única e exclusivamente com o erro repetido (e consentido) de alguns árbitros em prejuízo da credibilidade de um sector que se pretendia autónomo e acima de qualquer suspeita e se nos depara como bonifrate flexível e simples de manipular.

Aliás, a partir desta altura, tudo quanto ao Benfica disser respeito vai sofrer ampliação fora do comum, por uma razão, entre várias, que me parece evidente e, lá está, só não vê quem virar a cara para o lado: a iminência de mudança de ciclos.

Deixemo-nos de hipocrisias. Há um ano, por esta altura, cinco jornadas realizadas, o FC Porto liderava com 11 pontos (3 v, 2 e), o Benfica e o Sporting tinham nove e o Sp. Braga (imagine-se!) somava apenas cinco. Este ano, em relação à equipa de Jesualdo Ferreira, a diferença é mínima (menos um ponto), mas o problema reside na concorrência. É verdade que Domingos Paciência, com mais ou menos elegância, apontou para objectivo ambicioso, apostando em melhorar a classificação da temporada transacta (para já, é o primeiro, 15 pontos, mais dez que há um ano, já defrontou Sporting e FC Porto e a ambos ganhou), e Paulo Bento, mesmo condicionado no reforço da sua estrutura, constituem inquietantes ameaças, mas o maior perigo chama-se Jorge Jesus, não por causa do nome, mas por ser ele o treinador do Benfica, clube libertado de longa e dolorosa crise que se entendeu desde o começo da década de 90 até aos dias de hoje. Foi tempo de mais desligado do sucesso e afastado dos grandes palcos europeus, embora sobrevivendo o seu prestígio internacional com ferimentos apenas ligeiros devido ao riquíssimo passado desportivo. Quem se aproveitou do coma da águia , habilmente, refira-se, foi o FC Porto. Arrecadou campeonatos, fez nome lá fora e arregimentou partidários cá dentro. O problema é que a águia despertou e os que enriqueceram e adquiriram poder à custa da sua fraqueza sabem também não possuir meios para travar a força aglutinadora por ela gerada com a perspectiva de vitórias, do regresso aos títulos. Prioritário para o FC Porto é pois travar o Benfica, mesmo com sacrifício do 'penta' se necessário. Se tiver de ser, que ganhe o aliado Braga (já leva uns favorzitos no bornal...). O Benfica é que não, porque isso marcará irremediavelmente a tal mudança de ciclo. De aí que Pinto da Costa, de súbito, na semana passada, e à cautela, tivesse aberto a porta de saída...
a minha alma está parva...não é que eu concordo com tudo o que ambos dizem?


será que a força da mudança de ciclo também os atinge?
Vês fantasmas em todo o lado...Cruz dos santos é senhor...
pois, pois...já vi cada opinião de bradar aos céus...JAsus

Bola7

Citação de: pcnunes em 22 de Setembro de 2009, 16:18
Citação de: Bola7 em 22 de Setembro de 2009, 16:15
Citação de: pcnunes em 22 de Setembro de 2009, 16:07
Citação de: XHITA em 22 de Setembro de 2009, 15:52

Infelizmente hoje não tenho mesmo tempo para pôr os artigos de A BOLA, mas aqui estão artigos de opinião da edição de hoje...


Vivó árbitro: O 'penalty' do Benfica

Por Cruz dos Santos

O penalty que, anteontem, deu a vitória ao Benfica, em Leiria, gerou polémica. E, tirando os casos de fanatismo, a divergência de opiniões compreende-se, porque o lance é controverso, não tem uma leitura indiscutível — vá lá saber-se, até, se Jorge Sousa, justíssimo melhor árbitro português nas duas últimas temporadas, teria decidido da mesma forma se pudesse ver as imagens da TV dentro do campo. Mas, se outra decisão tomasse, também seria discutida, tal como agora.

Indiscutível é que Mamadou levantou os dois pés, com um deles chutou a bola e só depois se deu o choque e a queda de Aimar. Pé alto, jogo perigoso e, portanto, livre indirecto, conforme defendem os discordantes do penalty. E esse raciocínio, normalmente, estaria certo. Só falta o detalhe de o jogo perigoso ter atingido o adversário. E esses casos são punidos com livre directo — portanto, penalty quando cometidos dentro da respectiva grande área. E assim decidiu Jorge de Sousa, apesar de ver o lance nas costas de Aimar. Apercebeu-se de que ele foi atingido. E só fica a dúvida (fase à TV), de Aimar ter podido evitar o contacto com os pés do adversário.

As novas tecnologias não teriam desfeito a dúvida. E creio que essa pretendida inovação só será aplicável e infalível na bola que entra ou não entra na baliza. Mas é evidente que também não posso concordar com erros indiscutíveis, como foi o caso, por exemplo, de Pedro Proença no Sp. Braga-FC Porto, deixando passar em claro penalty contra os portistas, apesar de estar bem perto.

Não deu por isso Domingos Paciência, desejemos e esperemos que só até ter visto as imagens da TV. E a esperança na decência deve ser extensiva à UEFA e à sua novidade dos juízes de baliza, pois a estreia foi tão má (em diversos jogos) que só pode melhorar.

Considero deploráveis muitas das críticas (nalguns casos, puros ataques pessoais) ao dr. Ricardo Costa, presidente da Comissão Disciplinar da Liga de clubes. Mas discordo de que Duarte Gomes tenha saído incólume do problema que teve, em Alvalade, com Ricardo Peres, membro da equipa técnica do Sporting.

Podia e devia ter evitado o problema. Mas, se foi ofendido, também faltou punição para Ricardo Peres.

Justíssima a prevista promoção de Artur Soares Dias a árbitro internacional, ocupando a vaga que Paulo Costa vai abrir.

E concordo com Eusébio e com Pelé: Di Stéfano foi o «maior» futebolista que vi jogar.

_________________________________________________________________________________


Vamos conversar: Mudança de ciclos

Por Fernando Guerra

Não estou inscrito na ordem dos engenheiros da arbitragem, mas aproveito a boleia desta engraçada expressão que companheiro de redacção me sugeriu, para reivindicar o direito de expressar a minha opinião sobre essa complicada temática, a qual, faço questão de acentuar, tem só o mesmo valor da de qualquer leitor. Adivinho a agitação por causa do lance que permitiu ao Benfica marcar o segundo golo e concretizar difícil vitória sobre um União de Leiria atirado há um ano em alta velocidade para a despromoção por corrupio de mal-entendidos assinado por notáveis confrades do erro, mas renascido das cinzas e de novo na Liga principal com grupo que promete chegar longe agarrado à mão da experiência de Manuel Fernandes.

Para mim, foi penalty. Dizem-me que o defesa leiriense tocou na bola e eu respondo, ainda bem. Se tem atingido o argentino, coitado... Refere a lei que um pontapé-livre directo será concedido à equipa adversária do jogador que no entender do árbitro cometa, por negligência, por imprudência ou por excesso de combatividade, entre outras faltas, as seguintes: saltar sobre um adversário, carregar um adversário, empurrar um adversário. Mais: uma grande penalidade será concedida quando uma destas faltas seja cometida por um jogador dentro da sua grande área, não obstante o local em que a bola se encontre nesse momento, desde que esteja em jogo.

Ora bem: aquilo que vi, e quantos quiseram ver, viram, foi uma entrada excessiva e despropositada de Mamadou Tall, numa reacção característica de quem já se sente perdido. Levou tudo à frente: a bola e... Aimar.

O problema do futebol português não reside nem nunca residiu no número de penalties assinalados ou por assinalar, desde que bem, a questão é outra, identificada, que tem a ver única e exclusivamente com o erro repetido (e consentido) de alguns árbitros em prejuízo da credibilidade de um sector que se pretendia autónomo e acima de qualquer suspeita e se nos depara como bonifrate flexível e simples de manipular.

Aliás, a partir desta altura, tudo quanto ao Benfica disser respeito vai sofrer ampliação fora do comum, por uma razão, entre várias, que me parece evidente e, lá está, só não vê quem virar a cara para o lado: a iminência de mudança de ciclos.

Deixemo-nos de hipocrisias. Há um ano, por esta altura, cinco jornadas realizadas, o FC Porto liderava com 11 pontos (3 v, 2 e), o Benfica e o Sporting tinham nove e o Sp. Braga (imagine-se!) somava apenas cinco. Este ano, em relação à equipa de Jesualdo Ferreira, a diferença é mínima (menos um ponto), mas o problema reside na concorrência. É verdade que Domingos Paciência, com mais ou menos elegância, apontou para objectivo ambicioso, apostando em melhorar a classificação da temporada transacta (para já, é o primeiro, 15 pontos, mais dez que há um ano, já defrontou Sporting e FC Porto e a ambos ganhou), e Paulo Bento, mesmo condicionado no reforço da sua estrutura, constituem inquietantes ameaças, mas o maior perigo chama-se Jorge Jesus, não por causa do nome, mas por ser ele o treinador do Benfica, clube libertado de longa e dolorosa crise que se entendeu desde o começo da década de 90 até aos dias de hoje. Foi tempo de mais desligado do sucesso e afastado dos grandes palcos europeus, embora sobrevivendo o seu prestígio internacional com ferimentos apenas ligeiros devido ao riquíssimo passado desportivo. Quem se aproveitou do coma da águia , habilmente, refira-se, foi o FC Porto. Arrecadou campeonatos, fez nome lá fora e arregimentou partidários cá dentro. O problema é que a águia despertou e os que enriqueceram e adquiriram poder à custa da sua fraqueza sabem também não possuir meios para travar a força aglutinadora por ela gerada com a perspectiva de vitórias, do regresso aos títulos. Prioritário para o FC Porto é pois travar o Benfica, mesmo com sacrifício do 'penta' se necessário. Se tiver de ser, que ganhe o aliado Braga (já leva uns favorzitos no bornal...). O Benfica é que não, porque isso marcará irremediavelmente a tal mudança de ciclo. De aí que Pinto da Costa, de súbito, na semana passada, e à cautela, tivesse aberto a porta de saída...
a minha alma está parva...não é que eu concordo com tudo o que ambos dizem?


será que a força da mudança de ciclo também os atinge?
Vês fantasmas em todo o lado...Cruz dos santos é senhor...
pois, pois...já vi cada opinião de bradar aos céus...JAsus
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madlock

#50498
Citação de: 46Rossi em 22 de Setembro de 2009, 16:16
Citação de: red_label em 22 de Setembro de 2009, 16:10
C.... :tickedoff:

Alguém arranja o vídeo desse lance do Miguel Garcia?

http://videos.sapo.pt/l4tmEbhLFL4dwS4eGUQ8




Boas,
Estive a ver pela primeira vez agora esse lance, desculpem lá mas é a minha opinião, porque não sou tipo osgas ou andrades que só vêm para o lado deles.
Para mim é claramente penalty...

pcnunes

Citação de: Bola7 em 22 de Setembro de 2009, 16:23
Citação de: pcnunes em 22 de Setembro de 2009, 16:18
Citação de: Bola7 em 22 de Setembro de 2009, 16:15
Citação de: pcnunes em 22 de Setembro de 2009, 16:07
Citação de: XHITA em 22 de Setembro de 2009, 15:52

Infelizmente hoje não tenho mesmo tempo para pôr os artigos de A BOLA, mas aqui estão artigos de opinião da edição de hoje...


Vivó árbitro: O 'penalty' do Benfica

Por Cruz dos Santos

O penalty que, anteontem, deu a vitória ao Benfica, em Leiria, gerou polémica. E, tirando os casos de fanatismo, a divergência de opiniões compreende-se, porque o lance é controverso, não tem uma leitura indiscutível — vá lá saber-se, até, se Jorge Sousa, justíssimo melhor árbitro português nas duas últimas temporadas, teria decidido da mesma forma se pudesse ver as imagens da TV dentro do campo. Mas, se outra decisão tomasse, também seria discutida, tal como agora.

Indiscutível é que Mamadou levantou os dois pés, com um deles chutou a bola e só depois se deu o choque e a queda de Aimar. Pé alto, jogo perigoso e, portanto, livre indirecto, conforme defendem os discordantes do penalty. E esse raciocínio, normalmente, estaria certo. Só falta o detalhe de o jogo perigoso ter atingido o adversário. E esses casos são punidos com livre directo — portanto, penalty quando cometidos dentro da respectiva grande área. E assim decidiu Jorge de Sousa, apesar de ver o lance nas costas de Aimar. Apercebeu-se de que ele foi atingido. E só fica a dúvida (fase à TV), de Aimar ter podido evitar o contacto com os pés do adversário.

As novas tecnologias não teriam desfeito a dúvida. E creio que essa pretendida inovação só será aplicável e infalível na bola que entra ou não entra na baliza. Mas é evidente que também não posso concordar com erros indiscutíveis, como foi o caso, por exemplo, de Pedro Proença no Sp. Braga-FC Porto, deixando passar em claro penalty contra os portistas, apesar de estar bem perto.

Não deu por isso Domingos Paciência, desejemos e esperemos que só até ter visto as imagens da TV. E a esperança na decência deve ser extensiva à UEFA e à sua novidade dos juízes de baliza, pois a estreia foi tão má (em diversos jogos) que só pode melhorar.

Considero deploráveis muitas das críticas (nalguns casos, puros ataques pessoais) ao dr. Ricardo Costa, presidente da Comissão Disciplinar da Liga de clubes. Mas discordo de que Duarte Gomes tenha saído incólume do problema que teve, em Alvalade, com Ricardo Peres, membro da equipa técnica do Sporting.

Podia e devia ter evitado o problema. Mas, se foi ofendido, também faltou punição para Ricardo Peres.

Justíssima a prevista promoção de Artur Soares Dias a árbitro internacional, ocupando a vaga que Paulo Costa vai abrir.

E concordo com Eusébio e com Pelé: Di Stéfano foi o «maior» futebolista que vi jogar.

_________________________________________________________________________________


Vamos conversar: Mudança de ciclos

Por Fernando Guerra

Não estou inscrito na ordem dos engenheiros da arbitragem, mas aproveito a boleia desta engraçada expressão que companheiro de redacção me sugeriu, para reivindicar o direito de expressar a minha opinião sobre essa complicada temática, a qual, faço questão de acentuar, tem só o mesmo valor da de qualquer leitor. Adivinho a agitação por causa do lance que permitiu ao Benfica marcar o segundo golo e concretizar difícil vitória sobre um União de Leiria atirado há um ano em alta velocidade para a despromoção por corrupio de mal-entendidos assinado por notáveis confrades do erro, mas renascido das cinzas e de novo na Liga principal com grupo que promete chegar longe agarrado à mão da experiência de Manuel Fernandes.

Para mim, foi penalty. Dizem-me que o defesa leiriense tocou na bola e eu respondo, ainda bem. Se tem atingido o argentino, coitado... Refere a lei que um pontapé-livre directo será concedido à equipa adversária do jogador que no entender do árbitro cometa, por negligência, por imprudência ou por excesso de combatividade, entre outras faltas, as seguintes: saltar sobre um adversário, carregar um adversário, empurrar um adversário. Mais: uma grande penalidade será concedida quando uma destas faltas seja cometida por um jogador dentro da sua grande área, não obstante o local em que a bola se encontre nesse momento, desde que esteja em jogo.

Ora bem: aquilo que vi, e quantos quiseram ver, viram, foi uma entrada excessiva e despropositada de Mamadou Tall, numa reacção característica de quem já se sente perdido. Levou tudo à frente: a bola e... Aimar.

O problema do futebol português não reside nem nunca residiu no número de penalties assinalados ou por assinalar, desde que bem, a questão é outra, identificada, que tem a ver única e exclusivamente com o erro repetido (e consentido) de alguns árbitros em prejuízo da credibilidade de um sector que se pretendia autónomo e acima de qualquer suspeita e se nos depara como bonifrate flexível e simples de manipular.

Aliás, a partir desta altura, tudo quanto ao Benfica disser respeito vai sofrer ampliação fora do comum, por uma razão, entre várias, que me parece evidente e, lá está, só não vê quem virar a cara para o lado: a iminência de mudança de ciclos.

Deixemo-nos de hipocrisias. Há um ano, por esta altura, cinco jornadas realizadas, o FC Porto liderava com 11 pontos (3 v, 2 e), o Benfica e o Sporting tinham nove e o Sp. Braga (imagine-se!) somava apenas cinco. Este ano, em relação à equipa de Jesualdo Ferreira, a diferença é mínima (menos um ponto), mas o problema reside na concorrência. É verdade que Domingos Paciência, com mais ou menos elegância, apontou para objectivo ambicioso, apostando em melhorar a classificação da temporada transacta (para já, é o primeiro, 15 pontos, mais dez que há um ano, já defrontou Sporting e FC Porto e a ambos ganhou), e Paulo Bento, mesmo condicionado no reforço da sua estrutura, constituem inquietantes ameaças, mas o maior perigo chama-se Jorge Jesus, não por causa do nome, mas por ser ele o treinador do Benfica, clube libertado de longa e dolorosa crise que se entendeu desde o começo da década de 90 até aos dias de hoje. Foi tempo de mais desligado do sucesso e afastado dos grandes palcos europeus, embora sobrevivendo o seu prestígio internacional com ferimentos apenas ligeiros devido ao riquíssimo passado desportivo. Quem se aproveitou do coma da águia , habilmente, refira-se, foi o FC Porto. Arrecadou campeonatos, fez nome lá fora e arregimentou partidários cá dentro. O problema é que a águia despertou e os que enriqueceram e adquiriram poder à custa da sua fraqueza sabem também não possuir meios para travar a força aglutinadora por ela gerada com a perspectiva de vitórias, do regresso aos títulos. Prioritário para o FC Porto é pois travar o Benfica, mesmo com sacrifício do 'penta' se necessário. Se tiver de ser, que ganhe o aliado Braga (já leva uns favorzitos no bornal...). O Benfica é que não, porque isso marcará irremediavelmente a tal mudança de ciclo. De aí que Pinto da Costa, de súbito, na semana passada, e à cautela, tivesse aberto a porta de saída...
a minha alma está parva...não é que eu concordo com tudo o que ambos dizem?


será que a força da mudança de ciclo também os atinge?
Vês fantasmas em todo o lado...Cruz dos santos é senhor...
pois, pois...já vi cada opinião de bradar aos céus...JAsus
o homem sabe mais de bola que vinte Nunes juntos pah...
pode saber muito, mas isso não apaga muita estupidez que já o vi escrever...


só se ele também tiver o entendimento do Alguidar...leis? quais leis?

Bola7

Citação de: pcnunes em 22 de Setembro de 2009, 16:27
Citação de: Bola7 em 22 de Setembro de 2009, 16:23
Citação de: pcnunes em 22 de Setembro de 2009, 16:18
Citação de: Bola7 em 22 de Setembro de 2009, 16:15
Citação de: pcnunes em 22 de Setembro de 2009, 16:07
Citação de: XHITA em 22 de Setembro de 2009, 15:52

Infelizmente hoje não tenho mesmo tempo para pôr os artigos de A BOLA, mas aqui estão artigos de opinião da edição de hoje...


Vivó árbitro: O 'penalty' do Benfica

Por Cruz dos Santos

O penalty que, anteontem, deu a vitória ao Benfica, em Leiria, gerou polémica. E, tirando os casos de fanatismo, a divergência de opiniões compreende-se, porque o lance é controverso, não tem uma leitura indiscutível — vá lá saber-se, até, se Jorge Sousa, justíssimo melhor árbitro português nas duas últimas temporadas, teria decidido da mesma forma se pudesse ver as imagens da TV dentro do campo. Mas, se outra decisão tomasse, também seria discutida, tal como agora.

Indiscutível é que Mamadou levantou os dois pés, com um deles chutou a bola e só depois se deu o choque e a queda de Aimar. Pé alto, jogo perigoso e, portanto, livre indirecto, conforme defendem os discordantes do penalty. E esse raciocínio, normalmente, estaria certo. Só falta o detalhe de o jogo perigoso ter atingido o adversário. E esses casos são punidos com livre directo — portanto, penalty quando cometidos dentro da respectiva grande área. E assim decidiu Jorge de Sousa, apesar de ver o lance nas costas de Aimar. Apercebeu-se de que ele foi atingido. E só fica a dúvida (fase à TV), de Aimar ter podido evitar o contacto com os pés do adversário.

As novas tecnologias não teriam desfeito a dúvida. E creio que essa pretendida inovação só será aplicável e infalível na bola que entra ou não entra na baliza. Mas é evidente que também não posso concordar com erros indiscutíveis, como foi o caso, por exemplo, de Pedro Proença no Sp. Braga-FC Porto, deixando passar em claro penalty contra os portistas, apesar de estar bem perto.

Não deu por isso Domingos Paciência, desejemos e esperemos que só até ter visto as imagens da TV. E a esperança na decência deve ser extensiva à UEFA e à sua novidade dos juízes de baliza, pois a estreia foi tão má (em diversos jogos) que só pode melhorar.

Considero deploráveis muitas das críticas (nalguns casos, puros ataques pessoais) ao dr. Ricardo Costa, presidente da Comissão Disciplinar da Liga de clubes. Mas discordo de que Duarte Gomes tenha saído incólume do problema que teve, em Alvalade, com Ricardo Peres, membro da equipa técnica do Sporting.

Podia e devia ter evitado o problema. Mas, se foi ofendido, também faltou punição para Ricardo Peres.

Justíssima a prevista promoção de Artur Soares Dias a árbitro internacional, ocupando a vaga que Paulo Costa vai abrir.

E concordo com Eusébio e com Pelé: Di Stéfano foi o «maior» futebolista que vi jogar.

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Vamos conversar: Mudança de ciclos

Por Fernando Guerra

Não estou inscrito na ordem dos engenheiros da arbitragem, mas aproveito a boleia desta engraçada expressão que companheiro de redacção me sugeriu, para reivindicar o direito de expressar a minha opinião sobre essa complicada temática, a qual, faço questão de acentuar, tem só o mesmo valor da de qualquer leitor. Adivinho a agitação por causa do lance que permitiu ao Benfica marcar o segundo golo e concretizar difícil vitória sobre um União de Leiria atirado há um ano em alta velocidade para a despromoção por corrupio de mal-entendidos assinado por notáveis confrades do erro, mas renascido das cinzas e de novo na Liga principal com grupo que promete chegar longe agarrado à mão da experiência de Manuel Fernandes.

Para mim, foi penalty. Dizem-me que o defesa leiriense tocou na bola e eu respondo, ainda bem. Se tem atingido o argentino, coitado... Refere a lei que um pontapé-livre directo será concedido à equipa adversária do jogador que no entender do árbitro cometa, por negligência, por imprudência ou por excesso de combatividade, entre outras faltas, as seguintes: saltar sobre um adversário, carregar um adversário, empurrar um adversário. Mais: uma grande penalidade será concedida quando uma destas faltas seja cometida por um jogador dentro da sua grande área, não obstante o local em que a bola se encontre nesse momento, desde que esteja em jogo.

Ora bem: aquilo que vi, e quantos quiseram ver, viram, foi uma entrada excessiva e despropositada de Mamadou Tall, numa reacção característica de quem já se sente perdido. Levou tudo à frente: a bola e... Aimar.

O problema do futebol português não reside nem nunca residiu no número de penalties assinalados ou por assinalar, desde que bem, a questão é outra, identificada, que tem a ver única e exclusivamente com o erro repetido (e consentido) de alguns árbitros em prejuízo da credibilidade de um sector que se pretendia autónomo e acima de qualquer suspeita e se nos depara como bonifrate flexível e simples de manipular.

Aliás, a partir desta altura, tudo quanto ao Benfica disser respeito vai sofrer ampliação fora do comum, por uma razão, entre várias, que me parece evidente e, lá está, só não vê quem virar a cara para o lado: a iminência de mudança de ciclos.

Deixemo-nos de hipocrisias. Há um ano, por esta altura, cinco jornadas realizadas, o FC Porto liderava com 11 pontos (3 v, 2 e), o Benfica e o Sporting tinham nove e o Sp. Braga (imagine-se!) somava apenas cinco. Este ano, em relação à equipa de Jesualdo Ferreira, a diferença é mínima (menos um ponto), mas o problema reside na concorrência. É verdade que Domingos Paciência, com mais ou menos elegância, apontou para objectivo ambicioso, apostando em melhorar a classificação da temporada transacta (para já, é o primeiro, 15 pontos, mais dez que há um ano, já defrontou Sporting e FC Porto e a ambos ganhou), e Paulo Bento, mesmo condicionado no reforço da sua estrutura, constituem inquietantes ameaças, mas o maior perigo chama-se Jorge Jesus, não por causa do nome, mas por ser ele o treinador do Benfica, clube libertado de longa e dolorosa crise que se entendeu desde o começo da década de 90 até aos dias de hoje. Foi tempo de mais desligado do sucesso e afastado dos grandes palcos europeus, embora sobrevivendo o seu prestígio internacional com ferimentos apenas ligeiros devido ao riquíssimo passado desportivo. Quem se aproveitou do coma da águia , habilmente, refira-se, foi o FC Porto. Arrecadou campeonatos, fez nome lá fora e arregimentou partidários cá dentro. O problema é que a águia despertou e os que enriqueceram e adquiriram poder à custa da sua fraqueza sabem também não possuir meios para travar a força aglutinadora por ela gerada com a perspectiva de vitórias, do regresso aos títulos. Prioritário para o FC Porto é pois travar o Benfica, mesmo com sacrifício do 'penta' se necessário. Se tiver de ser, que ganhe o aliado Braga (já leva uns favorzitos no bornal...). O Benfica é que não, porque isso marcará irremediavelmente a tal mudança de ciclo. De aí que Pinto da Costa, de súbito, na semana passada, e à cautela, tivesse aberto a porta de saída...
a minha alma está parva...não é que eu concordo com tudo o que ambos dizem?


será que a força da mudança de ciclo também os atinge?
Vês fantasmas em todo o lado...Cruz dos santos é senhor...
pois, pois...já vi cada opinião de bradar aos céus...JAsus
o homem sabe mais de bola que vinte Nunes juntos pah...
pode saber muito, mas isso não apaga muita estupidez que já o vi escrever...


só se ele também tiver o entendimento do Alguidar...leis? quais leis?
aprende a respeitar as opiniões pah...Cruz dos santos é um home honrado e isento...tem a sua opinião...pode gostar-se ou não mas merece o nosso respeito..

Marafado

Estes senhores do jornalismo são um atentado à opinião pública e têm grandes responsabilidades na mesma, e consequentemente na honestidade intelectual do respectivo publico.

É uma vergonha vivermos no País da Palhaçada. Corruptos de merda! A nossa sociedade só tende a ficar mais pobre com estes senhores.

pcnunes

mas eu faltei-lhe ao respeito? :huh:


apenas disse que, espantosamente, concordei pela primeira vez, e de forma integral, com o que esses dois Senhores disseram...


e apenas deixei a pergunta no ar, fazendo um paralelismo com aquilo que o Fernando Guerra disse: será que a força da mudança de ciclo também os atingiu?


e repito, já vi alarvidades escritas pelo Cruz dos Santos...é a opinião dele ok, tal como o Coroado tem as suas opiniões muito próprias...

Toribas

Espero que o APV se deixe de conices e diga umas verdades ao Porco Moreira.

Pedro84

Citação de: Toribas em 22 de Setembro de 2009, 16:33
Espero que o APV se deixe de conices e diga umas verdades ao Porco Moreira.

Então, espera... sentadinho.