Comunicação Social

EPluribusUnum

Peixoto e Nuno Assis na selecção?  :estrelas:

Manuel_apt

Citação de: EPluribusUnum em 02 de Outubro de 2009, 09:07
Peixoto e Nuno Assis na selecção?  :estrelas:

O NUNO ASSIS é grande jogador.

Agora o PEIXOTA é de RIR, e so para atrair BENFIQUISTAS para apoiar a Selecção.

Redady


EPluribusUnum

Citação de: Manuel_apt em 02 de Outubro de 2009, 09:10
Citação de: EPluribusUnum em 02 de Outubro de 2009, 09:07
Peixoto e Nuno Assis na selecção?  :estrelas:

O NUNO ASSIS é grande jogador.

Agora o PEIXOTA é de RIR, e so para atrair BENFIQUISTAS para apoiar a Selecção.

Na minha opinião o Ruben Micael é que devia ser chamado em vez do Nuno Assis. Mas compreendo que não tenha sido chamado nesta altura do apuramento. Quanto ao César, vá e que jogue. Já estou farto de ver jogadores do Benfica nas respectivas selecções a aquecer o banco.

Afonso

ontem durante o jogo do Glorioso, deram o microfone ao porco rui santos, o homem consegui estar 1h30m a falar mal do Benfica, que nojo.

XHITA



Pinto da Costa não incomoda

Rui Costa respondeu ao líder portista, após irónico agradecimento ao Benfica por causa de Falcao.
Maestro diz que não sonha com o FC Porto.
Derrota em Atenas não é preocupante.

Por Gonçalo Guimarães

ATENAS — O director-desportivo do Benfica, Rui Costa, reagiu no mesmo tom, irónico, utilizado pelo presidente do FC Porto, Pinto da Costa, quando agradeceu aos elementos da prospecção encarnada o facto de o FC Porto ter garantido Falcao.

Rui Costa, que não costuma entrar nestas guerras de palavras, disse desta vez que «não o incomoda» este tipo de comentários do líder portista, mas foi mais longe, mesmo não evitando um sorriso quando confrontado pelos jornalistas, em Atenas, sobre o assunto: «Nada de novo. Não sei se é um elogio à nossa prospecção se é um puxão de orelhas à prospecção do FC Porto. Pela parte que me toca, gosto muito de falar do Benfica. Não sonho com o FC Porto.»

Finalizado este tema, o maestro abordou outra questão da actualidade encarnada, já referida pelo nosso jornal, e que diz respeito às ausências de Maxi Pereira (Uruguai), Pablo Aimar e Di María (Argentina) do jogo com o Paços de Ferreira, da próxima segunda-feira, em virtude da obrigatoriedade de se juntarem às respectivas selecções. «Não vão estar cá...»

Finalmente, sobre a partida de Atenas, diante do AEK, que custou aos encarnados a segunda derrota da temporada, após o desaire perante o Poltava, na Ucrânia, Rui Costa fez uma análise realista.

«Perdemos, não tivemos uma noite de felicidade, mas acontece. Sabíamos que não íamos ganhar todos os jogos e ganhar sempre de forma fácil, é normal que assim seja. Agora tentaremos recuperar estes pontos na próxima jornada», sublinhou, antes de de prosseguir o raciocínio: «Dominámos o jogo, controlámos as coisas de início, mas fomos surpreendidos no contra-ataque pelo AEK, que nos causou perigo. Mas o guarda-redes deles também foi um dos melhores jogadores em campo, senão o melhor. De qualquer forma, não é preocupante, pois ainda temos dois jogos com o Everton. E queremos passar à próxima fase da competição.»


XHITA



Coluna do Senador: Europa precisa de mais Benfica

Por Sílvio Cervan

Depois de uma vitoria robusta e clara sobre o Leixões, onde o Benfica mostrou "fome" de jogo e de golos, a deslocação a Atenas soube a pouco.

Mas vamos por partes. Sábado passado na Luz e apesar de o árbitro só ter assinalado um dos três penalties existentes (quase unânimes), o Benfica foi capaz de manter a serenidade contra um adversário que abusou do jogo violento, faltas para além dos limites, e por vezes até algum descontrolo entre e com os próprios colegas de equipe. Mesmo sem ter a equipe do ano passado o Leixões sabe fazer melhor.

Já ontem em Atenas (terra maldita) ao décimo jogo oficial o Benfica ficou em branco, num jogo onde tudo pareceu sair mal. Apatia inicial, bola na trave, menor capacidade de recuperar a bola, cinco oportunidades de golo desperdiçadas e um golo algo consentido. Até as substituições aparentemente boas não mudaram a historia do jogo. Enfim um jogo infeliz, num apuramento que curiosamente ontem ficou mais perto. Everton quase apurado, Bate Borisov quase eliminado e Benfica e AEK a disputar um lugar com vantagem de golos e factor casa para as nossas cores. A Europa aí está a precisar de "mais Benfica".

Segunda-feira na Mata Real tem que existir suplemento de alma para um dos terrenos mais difíceis do campeonato. Além dum Paços capaz, e um campo apertado teremos as limitações causadas pelos chamados ás selecções. Sem Aimar e Di Maria, parece que sem Maxi, não será melhor levarem também o Luisão e o Ramires ou talvez o Cardozo... Já que não ganham aos nossos seniores poderemos jogar com os juniores. (alguns porque Urreta também anda longe).

Regras são regras, mas não percebo marcações que transformam um campeonato numa lotaria.

Vamos a Paços de Ferreira mostrar que não há alergia ao amarelo.

Belo início na UEFA Futsal Cup!


XHITA



Coluna do Senador: Come e cala-te

No futebol pede-se aquilo que se não pede a mais ninguém: come e cala-te. Pensariam os mais optimistas leitores, que a expressão estaria hoje num museu, arrumadinha, inerte e sem vigência. Que daria forma a um hábito anacrónico, varrido pela revolução de Abril e revogado pela modernidade? Pura ilusão. O come e cala-te está vivo e são. Só não se recomenda, por não ser nada recomendável.

O Sporting é o seu alvo predilecto. Quando é prejudicado, o que acontece, de forma pública e notória, a uma cadência recordista, deve ficar calado e estático. Aceitar mesmo, com bíblica resignação, o seu fado, acolhê-lo numa inútil penitência, pois lhe não corresponde, sequer, uma promessa de redenção ou esperança de melhor vida. Quando se queixa, dorido, chovem multas, castigos e pragas adjacentes. E logo ecoa o coro dos politicamente correctos, insurgindo-se, com genuína indignação, contra os protestos leoninos. Creio até que virão a propor, em linha com a incomodidade que lhes causa tanta reclamação, uma quota para protestos. Isso é que seria. Só três protestos por época, tudo em nome da preservação do ambiente sadio e da sensibilidade auditiva dos próceres da arbitragem e dos demais órgãos da bola. E três porquê? Em primeiro lugar por ser o número que Deus fez. Depois porque adequado aos números dos troféus em disputa. Com mais esta regra, sancionada com multas, castigos e taxas ainda mais inclementes, o Sporting só se poderia queixar uma vez na Liga Sagres, uma na Taça da Liga e outra na Taça de Portugal. O mundo seria bem melhor, mesmo com as receitas punitivas descendo a pique.

Os poderosos não gostam de reclamações. Lamentam, vitimados, o ritmo dos ataques, mas usam, sem tibieza, o cacete, para repressão dos recalcitrantes. Devemos temê-los? Não. Devemos vencê-los e removê-los.


XHITA



Obrigado Benfica

«O Falcao voa para onde quer...»
«Mas é preciso dar mérito a quem o tem»
«Se não fosse o Benfica ele não estaria aqui»

Por Carlos Vara

Pinto da Costa não sabia que iria ser homenageado na Maia, onde decorre o Simpósio de Futebol e inicialmente aceitou o convite para estar presente no evento como respeito ao presidente da edilidade, Bragança Fernandes, mas também por ter tido uma visão. «Já previa que ia estar bem-disposto,» disse, a propósito da vitória sobre o Atl. Madrid. «Recordei o FC Porto dos tempos de Artur Jorge e uma vitória frente ao Ajax, primeiro fomos pacientes, depois os talentos apareceram...»

Pinto da Costa estava bem-humorado e foi com esse espírito livre que lançou uma série de bicadas ao Benfica, muito a propósito do golo de calcanhar de Falcao e do desvio do colombiano para o Porto. «Eu não desviei Falcao, ele voa para onde quer. Mas temos de dar mérito a quem o tem e não há dúvida que os olheiros do Benfica tiveram grande mérito na vinda dele para o FC Porto.» Com humor ácido, o líder portista admitiu que o clube sempre reconheceu o valor do avançado mas desconhecia a possibilidade de ele aceitar transferir-se para Portugal. «Se não fossem as notícias que surgiram não teríamos conhecimento que ele queria jogar cá. Aproveitámos a oportunidade...»

Pinto da Costa reconheceu Falcao como «grande jogador» e a propósito da contratação do colombiano passou em revista vendas e compras. «Se não vendêssemos alguns jogadores nunca teríamos hipóteses de comprar Falcao e Belluschi ou assistir ainda ao grande crescimento de Bruno Alves.»

Por fim, um comentário acerca das reclamações do Sporting a seguir ao clássico:«Não compreendo a contestação do Sporting. A nossa arbitragem é melhor do que em muitos campeonatos de primeira linha.»

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Coluna do Senador: 'Esquilo' e assobios

Por Francisco José Viegas

Passei o jogo com o Atl. Madrid a jantar com um amigo benfiquista e dividi com ele o belo jogo de Fucile. Sempre gostei de o ver. Tem o ar matreiro do lado de cá do Rio da Prata — imagino-o a contar anedotas uruguaias sobre os argentinos. Uma das mais populares é a do uruguaio que pergunta se em Buenos Aires também conhecem «aquela música de Montevideo, o tango», o que leva qualquer argentino ao desespero e à indignação mais brutal, tentando ignorar que Gardel pode bem ter nascido no Uruguai, e que La Cumparsita foi composta em Montevideo. A alcunha de Fucile é esquilo, o que lhe assenta bem, correndo pela lateral, atacando e defendendo, determinando as fronteiras naquele território — e, no caso, reduzindo o madridista Simão à insignificância. Separa-o do lateral um subtil toque de atrevimento e dureza, se bem que não relembre — pelo estilo e pela velocidade dos pés — o jeito de Bosingwa.

A outra boa surpresa em construção é Belluschi; já o tinha escrito aqui. Se numa orquestra é necessário haver um elemento que interprete o alinhamento geral, lendo a pauta de todos os instrumentistas, deslocando-se para ocupar os lugares vazios — esse alguém é Belluschi.

Não fui ver o jogo do Dragão contra o Atl. Madrid, mas fui um dos que assobiaram Simão lá dentro. Explico: o futebol é assim — assobiar, vaiar, festejar, rir, ulular. Nelson Rodrigues dizia que, no Maracanã (o estádio que leva o nome do seu irmão, Mário Filho), «até minuto de silêncio era vaiado».

Começo com isto por ter lido críticas ao comportamento dos adeptos nas bancadas (onde não estive, mas com quem partilhei a vaia) em relação a Simão e Assunção. Esta ideia de um futebol asséptico disputado entre guerreiros no relvado parece-me absurda. Cada jogador sabe que não enfrenta apenas o onze adversário; enfrenta os milhares das bancadas. Só isso lhe confere o estatuto de representante de uma tribo que defronta outra. E deve sorrir diante das vaias, se tiver fibra de herói. De contrário é apenas um adolescente que não cresceu.

Bola7

Citação de: XHITA em 02 de Outubro de 2009, 09:50


Pinto da Costa não incomoda

Rui Costa respondeu ao líder portista, após irónico agradecimento ao Benfica por causa de Falcao.
Maestro diz que não sonha com o FC Porto.
Derrota em Atenas não é preocupante.

Por Gonçalo Guimarães

ATENAS — O director-desportivo do Benfica, Rui Costa, reagiu no mesmo tom, irónico, utilizado pelo presidente do FC Porto, Pinto da Costa, quando agradeceu aos elementos da prospecção encarnada o facto de o FC Porto ter garantido Falcao.

Rui Costa, que não costuma entrar nestas guerras de palavras, disse desta vez que «não o incomoda» este tipo de comentários do líder portista, mas foi mais longe, mesmo não evitando um sorriso quando confrontado pelos jornalistas, em Atenas, sobre o assunto: «Nada de novo. Não sei se é um elogio à nossa prospecção se é um puxão de orelhas à prospecção do FC Porto. Pela parte que me toca, gosto muito de falar do Benfica. Não sonho com o FC Porto.»

Finalizado este tema, o maestro abordou outra questão da actualidade encarnada, já referida pelo nosso jornal, e que diz respeito às ausências de Maxi Pereira (Uruguai), Pablo Aimar e Di María (Argentina) do jogo com o Paços de Ferreira, da próxima segunda-feira, em virtude da obrigatoriedade de se juntarem às respectivas selecções. «Não vão estar cá...»

Finalmente, sobre a partida de Atenas, diante do AEK, que custou aos encarnados a segunda derrota da temporada, após o desaire perante o Poltava, na Ucrânia, Rui Costa fez uma análise realista.

«Perdemos, não tivemos uma noite de felicidade, mas acontece. Sabíamos que não íamos ganhar todos os jogos e ganhar sempre de forma fácil, é normal que assim seja. Agora tentaremos recuperar estes pontos na próxima jornada», sublinhou, antes de de prosseguir o raciocínio: «Dominámos o jogo, controlámos as coisas de início, mas fomos surpreendidos no contra-ataque pelo AEK, que nos causou perigo. Mas o guarda-redes deles também foi um dos melhores jogadores em campo, senão o melhor. De qualquer forma, não é preocupante, pois ainda temos dois jogos com o Everton. E queremos passar à próxima fase da competição.»
Rui Costa esteve bem...a única coisa que se aproveitou ontem...


nsalta

Citação de: Redady em 02 de Outubro de 2009, 09:06
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=149645

Diferendo com a EuroáreaCâmara de Lisboa salva Benfica       Por Graça RosendoA Câmara Municipal de Lisboa aprovou o projecto do Benfica para a Urbanização Sul, na zona do Estádio da Luz, que tinha estado na origem de um dos diferendos do clube com a Euroárea, avança a edição do SOL desta sexta-feira 

Com esta decisão, caem por terra os argumentos invocados por esta empresa para executar o clube judicialmente por causa de uma dívida no valor de 2,5 milhões de euros. A Euroárea comunicara ao Benfica, em Julho, que ia executar a letra por não terem sido cumpridos os prazos do acordo estabelecido com o clube para pagar essa dívida. Nesse acordo, estava incluído o compromisso de o Benfica conseguir da CML um aumento da capacidade construtiva na referida Urbanização Sul.
O clube levou a proposta à Câmara em Junho, que a chumbou. Mas no dia 31 de Julho, na última sessão antes de férias, e na sequência de uma reclamação do Benfica, a proposta foi de novo sujeita a votação e acabou por ser aprovada – com os votos favoráveis de todos os vereadores  socialistas  e  dos  independentes  eleitos na  lista  de  Carmona  Rodrigues.

Tanto alarido há uns meses, desse mesmo jornal aliás, para nada.

XHITA



Plenos poderes: Carta aberta a Jesualdo

Por Rui Moreira

Apesar das lesões, o FC Porto ganhou ao Sporting e ao Atlético Madrid. Não concordo, sequer, que a exibição contra os espanhóis tenha sido pior que o resultado. Até por isso, é boa altura para lhe manifestar o meu apoio.

O Jesualdo é o principal responsável por tudo o que o FC Porto conseguiu nas últimas três épocas. Mas o maior elogio que lhe posso fazer, e tenho feito alguns, é realçar a forma como se aclimatou ao clube. É que o seu mérito não se limita a ter atingido os principais objectivos, ganhando três campeonatos e brilhando na Europa, o que valorizou a história e os activos do clube. Soube, além disso, compreender os tempos difíceis que o clube atravessou, quando lhe tentaram retirar títulos, e excluir da Liga dos Campeões. Criou empatia com os dirigentes, atletas e adeptos. Soube falar pelo clube, suprindo assim o silêncio que foi imposto ao presidente pela lei da rolha dos linchadores. Aceitou, sem queixumes, a venda dos melhores jogadores, um sacrifico a que a gestão financeira obriga, não se refugiando nas inevitáveis adaptações para explicar os momentos menos felizes. Sempre preferiu elogiar e avalizar as novas contratações a lamentar as perdas.

Tudo isto são motivos justos, e mais do que suficientes, para que os adeptos lhe estejam gratos. E, meu caro Jesualdo, não sabendo o que o futuro lhe reserva, pode ter a certeza que, no FC Porto, a sua competência e essa sua leal generosidade nunca será esquecida. Mais não fosse por isso, o Jesualdo faz parte do património do FC Porto mas isso não lhe concede o estatuto de infalibilidade num clube em que os adeptos sempre foram exigentes. Já sabe que a cultura de exigência deste clube, que Pedroto e Pinto da Costa criaram, se transmitiu às bancadas. Já devia saber que para muitos adeptos anónimos, o FC Porto é a única fonte de orgulho. A isso se deve, também, a era de sucesso que se vive. Veja como Robson, um dos mais amados dos seus antecessores, ainda hoje, e postumamente, não escapa à crítica dos que o veneram mas que não lhe esquecem os erros, como foi o caso da utilização de Aloísio a lateral esquerdo em Barcelona.

Ninguém gosta de críticas e compreendo que se irrite com as que lhe são feitas à posteriori, quando as coisas correm mal, e que questione se quem as profere não o teria elogiado pelas mesmíssimas razões, se tudo tivesse corrido bem.

Mas o professor já conhece os treinadores de bancada e as suas idiossincrasias, e agora conhece os portistas. Por isso, devia saber que, ao contrário do que disse, e se calhar pensa, o seu contador nunca volta a zero, porque não está a tratar com ingratos. Até por isso, pode ignorar ou desdenhar as críticas, mas não lhe fica bem fazer-se de vítima, e fica-lhe mal atribuir motivações obscuras aos seus autores. Afinal, o País anda farto de inventonas, meu caro professor.

O jornalismo de causas
Uma das razões que leva Jesualdo e os outros treinadores dos três grandes a dramatizarem as críticas que ouvem por parte dos adeptos e comentadores é que estas contrastam com as opiniões dos jornalistas adstritos a esses clubes, que têm como missão garantir a bondade da versão oficial dos factos. O problema, como Jesualdo já sentiu quando foi despedido do Benfica, é que esses jornalistas são sempre os primeiros a chamarem, passe a expressão, besta a quem antes era bestial, logo que os treinadores caiem em desgraça e recebem ordem de marcha. E, ao contrário dos adeptos, comentadores e treinadores de bancada, nem querem saber do contador, nem sequer lhes ficam agradecidos.


As leis do balneário
Todos esses que discutem o jogo, seja no café, no emprego ou na televisão, não têm os conhecimentos teóricos dos treinadores, nem conhecem as leis do balneário. Falam com a leveza de quem não tem essa responsabilidade. Mas, quer se goste, quer não, eles são membros de um tribunal. Aliás, era assim que se chamava, apropriadamente, a uma das bancadas do velho estádio das Antas. Essa é uma realidade que os jogadores percebem bem, e vê-se como tantas vezes pedem desculpa pelo falhanço ou agradecem os aplausos, virando-se para as bancadas onde se concentram os adeptos mais exigentes. Entende-se, é claro, que os treinadores não imitem esse gesto, mas espera-se que compreendam a lógica.


Uma razão ocasional
Apesar de tudo, há situações em que os adeptos e comentadores até parecem ter razão. Veja-se o caso da utilização de Belluschi, que os adeptos vinham exigindo e que, nestes dois jogos, acabou por ser fundamental no meio-campo. Não será que, em Braga, poderia ter sido útil? E quanto aos comentadores, também há casos em que parecem ter razão a priori. Defendi, no Trio d'Ataque, que Meireles deveria jogar a trinco, substituindo Fernando, e que no seu lugar deveria jogar Guarín. Ora, segundo rezam todas as crónicas, foi a partir do momento em que Jesualdo optou por esse desenho do meio-campo, com a saída de Tomás Costa e o recuo de Raul, que o FC Porto resolveu o jogo de quarta-feira.


Uma questão cultural
A cultura do clube, que se reflecte na sua correlação com os adeptos, tem impacto, a prazo, nos sucessos desportivos. Veja-se como o Benfica é refém das suas pré-históricas vitórias, e como os seus adeptos conseguem esquecer os sucessivos erros de gestão, e muitos anos de insucessos desportivos, só porque acreditam que o FC Porto é beneficiado. Veja-se como o Sporting é vítima de uma relação de pouca exigência que se instalou no clube, em que muitos dos seus adeptos admitem, como natural, que o clube fique sucessivamente em segundo lugar, e encontram, nesse posto, uma adequada recompensa. Como escrevi há dias e repito, há trinta anos que, no FC Porto, ninguém se contenta com vitórias morais.

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Coisas da vida: Insegurança

Por Mário Nóbrega

Voltou a ver-se no Estádio do Dragão que a arbitragem, em Portugal, mostra especial predilecção pelo suicídio. A pistola já está apontada à cabeça do futebol português. Só falta mesmo premir o gatilho.

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Paulo Bento continua a ser um homem só no futebol do Sporting. Mais uma vez se viu relativamente à nomeação de Duarte Gomes para o jogo do Dragão com o FC Porto. Porque, mais uma vez, a administração da SAD reagiu... depois. Aliás, pelo que, como treinador do Sporting, já conseguiu para o historial do clube, Paulo Bento não merecia a traição que a administração da SAD lhe faz época após época ao não lhe dar a possibilidade de poder contar com a contratação de um ou dois jogadores que realmente façam a diferença.

***

Realizada apenas meia dúzia de jornadas da principal Liga, já três treinadores — Ulisses Morais (Naval), Carlos Azenha (V. Setúbal) e Carlos Carvalhal (Marítimo) — foram engrossar a lista de desempregados deste País. E paira no ar a ameaça de, mais jornada, menos jornada, outros sofrerem também a decisão que é conhecida por chicotada psicológica. Em Portugal só se pensa no presente, quantas vezes sem haver as condições necessárias para se trabalhar consoante as exigências, e por isso o futuro está sempre a ser adiado.

***

O Presidente da República, quando fala ao País, deve fazê-lo de maneira a que todos os portugueses o entendam ou deve fazê-lo para que apenas meia dúzia de especialistas em decifrar enigmas linguísticos percebam o que quer dizer? Quando o Presidente da República, em vez do sim ou do não, consubstancia o seu discurso no nim, deixa a Nação ainda mais confusa e perplexa. É o que acontece, por exemplo, com o caso das escutas no Palácio de Belém.

XHITA



Fora de jogo: Só lhe fica bem

Por João Bonzinho

Que se passa? Falta de frescura física no Benfica? Já?! Bem, nada que não tivesse sido detectado em Poltava - onde perdeu - ou em Leiria, naquele jogo em que o Benfica teve de sofrer muito para vencer. Ontem, na Grécia, onde o Benfica ganhou duas vezes e perdeu três (com a má memória da escandalosa goleada 5-1 sofrida com o Olympiakos a época passada), a equipa voltou a fazer uma exibição muito abaixo do que consegue no Estádio da Luz.

Jogadores longe uns dos outros e portanto sem boa ligação colectiva, também por isso excesso de individualismo e excesso de erros individuais, jogo preso, com a equipa a conseguir só muito esporadicamente ter domínio do jogo. O que fica? A sensação de que o Benfica é um casa e outro fora de casa, que não tem, portanto, estofo ainda para manter regular o nível do seu jogo. E se não melhorar a agressividade e o espírito competitivo, se continuar a mostrar-se apenas confiortável no papel de visitado, então bem pode pôr de lado qualquer ambição europeia.

Tratará a derrota diante do moribundo AEK de fazer o Benfica cair um pouco mais na realidade? Em certa medida, sim. Porque se a derrota em Poltava podia ser facil (mas enganadoramente) justificada pela vantagem de 4-0 levada do jogo na Luz, o desaire de ontem em Atenas já obriga os encarnados a reconhecer fragilidades e insuficiências.

O Benfica não perdeu por ter tido um mau jogo; o Benfica perdeu porque voltou a mostrar fora de casa que não consegue a mesma dinâmica, a mesma velocidade, a mesma profundidade, o mesmo espírito e a mesma frescura que tem revelado nos encontros jogados no seu estádio. Não será preciso recordar as dificuldades e o modo como a equipa chegou à vitória em Guimarães e em Leiria...

Mas não é, por outro lado, a derrota de ontem que faz o Benfica merecer, subitamente, uma crítica mais feroz. Foi suprema a ironia de ter perdido com um golo de bola parada quando é de bola parada que tem resolvido muitos jogos, mas o Benfica podia perfeitamente ter vencido o AEK, criou, aliás, ocasiões suficientes para fazer, pelo menos, dois golos, mas é fundamental que a equipa reconheça os seus problemas e não se deixe ficar pelas núvens, com o sério risco de lá vir irremediavelmente a cair. Só lhe fica bem.

Escrevi-o pouco depois da derrota em Poltava: o Benfica não tem ainda a cultura competitiva que alimenta as grandes equipas. Mas nem isso se constrói em meses. A questão está em saber se o plantel de Jorge Jesus aguenta – para se exibir a um nível muito regular,bem entendido – o desafio português e o desafio europeu, e se revelará humildade suficiente para competir em qualquer circunstância, seja ela mais ou menos favorável, o adversário mais ou menos agressivo, o tempo mais ou menos agreste, ou o relvado do jogo mais ou menos regular.

Pelo sim pelo não, talvez não seja má ideia os benfiquistas convencerem-se que o Benfica não estará ainda à altura das duas apostas. Construir solidez competitiva e preparar soluções alternativas dentro da equipa leva tempo. Sobretudo, talvez seja tempo de se convencerem que o Benfica precisa, primeiro, de ganhar em Portugal. Isso é que é realismo.


XHITA



Editorial: Estados de espírito

Por Vítor Serpa

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. No Benfica, o estado de espírito era excessivamente optimista e a equipa mostrou, em Atenas, que ainda lhe falta maturidade e personalidade na competição internacional, perdendo um jogo que podia e devia ter ganho e fazendo uma exibição triste e distante do que tinha habituado os seus adeptos; no Sporting, o estado de espírito não só era diverso, como inverso. Ou seja: mesmo com a equipa a ganhar e a vencer pela primeira vez uma equipa alemã, isolando-se na classificação e ficando à beira do apuramento, o povo leonino assobiou e manteve uma atitude bem pessimista quanto ao futuro da sua equipa.

É verdade que Sporting e Benfica se igualaram na pobreza franciscana das suas exibições. Porém, os benfiquistas até acham que não foi mau a equipa ter perdido e ter levado uma lição para descer à terra e deixar-se de prosápias e vaidades descabidas. O sentimento geral dos benfiquistas, que não querem perder o sentimento de confiança que têm vivido nestes últimos tempos, é que antes em Atenas do que em Paços de Ferreira. Já os sportinguistas, nem conseguiram saborear uma vitória histórica sobre um adversário alemão. O que cada um vê é um futuro negro se a equipa, rapidamente, não se reencontrar e se continuar perdida de si e do mundo.

De tantos focos de luz nos dois grandes de Lisboa, a injustiça da penumbra no representante madeirense. Sem hábito de andanças europeias, o Nacional foi a Viena arrancar um empate prestigiante para o seu tão jovem currículo.