Comunicação Social


rambo

o Record não há meio de sair...

belphegor

Citação de: rambo em 20 de Outubro de 2009, 03:30
o Record não há meio de sair...
não fiques impaciente, não deve haver nada de especial como de costume. ;)


BC

Fininho ?  :buck2:

Estes gajos metem com cada merda... para escreverem. Que mediocricidade !

P∑T∑7

Este Reco-reco quando não tem notícias... inventa-as!
A que não inventou foi a relacionada com o batatal de Alvalade!
Há uns tempos era um fungo, o famoso Pitium, agora é uma praga de algas.  :2funny: :2funny: :2funny:

Daqui a um mês e uma semana, também vão ter um vírus no relvado... o VÍRUS BENFICA que vai dar cabo daquilo tudo...  :metal:

:bandeiraslb2:

redred1

Algas?!?!?

Buahahahah... mas aquilo é um campo de futebol ou é uma piscina?

Também têm peixinhos e golfinhos?

Sr Aimar

Citação de: rambo em 20 de Outubro de 2009, 03:21
.

"dispensado do saragoça" estes gajos da bola dizem cada coisa... então o saragoça desce de divisão, surgiu oportunidade dele vir para o Benfica e o homem foi dispensado? poupem-me, é por estas e por outras que eu não compro jornais.

Corrosivo

Citação de: BC em 20 de Outubro de 2009, 02:26
Citação de: molotov em 20 de Outubro de 2009, 02:10
Citação de: BC em 20 de Outubro de 2009, 02:07
Manuel fernandes troca Leiria por Setúbal ? Então ?  :buck2:

Suponho que seja a zona onde vai ficar a morar , certo ? LOL
Também pode ser mas o homem vai mesmo treinar o Setúbal
Pois já precebi que sim . Ridiculo no minimo .
Mas cada um sabe de si...

não se esqueçam de que ele é daquela zona e tem uma afinidade grande com o Vitoria. Foi lá que ele foi terminar a carreira

rambo

20 Outubro 2009
Benfica: Treinador encara os quatro próximos jogos como teste decisivo
Jorge Jesus teme ciclo infernal


Jorge Jesus está seriamente preocupado com a ideia de facilidade que se instalou entre os adeptos, os quais 'exigem' goleadas em todos os jogos. Apesar de euforia à volta da equipa e de todos os elogios que lhe têm sido dirigidos, o CM sabe que Jorge Jesus já alertou os jogadores para o terrível ciclo de quatro jogos que se aproximam e as consequências que podem ter para a carreira da equipa na presente época.

As águias recebem o Everton já na quinta-feira, voltam a ser anfitriões do Nacional – um adversário sempre incómodo – na segunda-feira, viajam para Inglaterra, onde defrontam, novamente, o Everton, a 29 de Outubro, e nesse fim-de-semana visitam o terreno do actual líder da Liga, Sporting de Braga.

O técnico dos encarnados sempre relativizou a crítica positiva ao seu trabalho, batendo na mesma tecla, em conversa com amigos próximos ou com jogadores, de que o campeonato é uma prova de regularidade e que as contas fazem-se no fim.

Segundo apurámos junto de fontes próximas do técnico, Jesus vê neste ciclo uma autêntica 'prova dos 9' às capacidades da equipa. "Ele conhece bem o futebol. Sabe como se pode passar rapidamente de bestial a besta", disse fonte contactada pelo CM.

Embora seja o jogo que fecha este ciclo, o encontro com os bracarenses assume particular importância para Jesus, cuja saída do clube deixou marcas e já mereceu mensagens subtis do técnico Domingos Paciência.

"TREINOS SÃO BEM DUROS"

Javi Garcia afirma estar "encantado" com o seu actual clube. "Sabia que o Benfica era um grande clube europeu, mas não sabia tudo sobre o clube, do seu significado para a maioria dos portugueses", contou o espanhol, ontem, ao site da UEFA.

Para Javi Garcia, o êxito do Benfica deve-se "essencialmente ao trabalho" e à "união da equipa", mas o trabalho do treinador é também bastante elogiado. "Jorge Jesus é muito determinado e focado em cada pormenor e exigência táctica, o que implica que os treinos sejam muito duros", avaliou Javi Garcia, que ambiciona também "jogar na selecção espanhola".

Javi Garcia falou também do jogo com o Everton: "Vamos ter de garantir a vitória frente ao Everton. Vai ser um jogo difícil, mas estamos confiantes."

APONTAMENTOS

MUDANÇAS NA SAD

Teresa Claudino está em vias de deixar de fazer parte do Conselho de Administração da SAD. O 'CM' sabe que Luís Filipe Vieira pondera integrar a administradora financeira na clínica de atendimento aos sócios, passando o CA da SAD encarnada a funcionar com Rui Costa, Rui Cunha e Domingos Soares Oliveira.

LUISÃO DE REGRESSO

Luisão treinou, ontem, pela primeira vez com o grupo, desde que regressou do Brasil, e está disponível para o jogo com o Everton. Após defrontar a Venezuela, na quarta-feira, o jogador tinha pedido mais um dia livre, solicitação que foi aceite pela SAD e pela equipa técnica.

LESIONADOS RECUPERAM

O trio constituído por Luís Filipe, Keirrison e Shaffer, trio que ficou de fora no jogo com o Monsanto, mantém o programa de recuperação em curso.

António Pereira

rambo

A face oculta do sucesso de Pablo Aimar

Trabalho invisível para manter forma Visto como profissional incansável e confiante.

É provavelmente um dos segredos mais bem guardados deste novo Benfica à imagem de Jorge Jesus: a recuperação de Pablo Aimar, jogador que esta época tem desenvolvido a ideia de que, afinal, ainda há números 10 à moda antiga, tem sido um dos factores decisivos para o sucesso com que a equipa encarnada tem brindado os seus seguidores.

De jogador em declínio, no esquecimento, em Saragoça, até ao renascimento na Luz, passando pela chamada à selecção argentina dirigida por Diego Maradona, Aimar voltou a conhecer o sabor da felicidade, muito por responsabilidado trabalho efectuado em parceria pelos departamentos clínico e técnico.

Não há dia que Telmo Firmino, fisioterapeuta, e Bruno Mendes, fisiologista, sob a coordenação dos médicos encarnados, não dediquem várias horas de trabalho físico com o jogador. Há dois anos, Aimar foi operado a uma pubalgia e desde então o receio das dores voltarem a qualquer momento não mais abandonaram o seu subconsciente.

Acabar com esse receio foi o primeiro passo para o equilíbrio. «Não foram só as lesões que me fizeram perder tempo, também foi o medo que às vezes nos metem na cabeça. Quando tens várias lesões musculares num ano, antes de fazer um sprint pensa-se dez vezes. E quando paras de pensar e decides, vem outro e rouba a bola», disse recentemente Aimar.

Entre o staff encarnado, Aimar é visto como um dos mais profissionais do plantel: trabalha duro, mas com vontade, e faz os trabalhos de casa sem sair da linha quando tem de se ausentar, seja nas férias ou nas deslocações à selecção, como agora aconteceu. Fruto disso, ganhou massa muscular, ganhou confiança.

E ganhou também nova vida com a chegada de Jorge Jesus, para quem o número 10 é um dos elementos fulcrais da equipa. Recuou alguns metros em relação ao sector onde jogava com Quique e os benefícios estão à vista: já fez tanto nestes primeiros jogos da época como em toda a sua primeira temporada na Luz; é o jogador do plantel com mais passes para golo com cinco assistências concretizadas; é o segundo jogador da Liga com mais faltas sofridas; e já marcou um golo... tantos como na época passada.

Em função do trabalho que desenvolve, dificilmente jogará dois desafios na mesma semana. Uma recomendação clínica a que a equipa técnica tem sido sensível. Daí colocar-se a dúvida: jogará esta quinta-feira para a Liga Europa ou irá Jorge Jesus guardá-lo para o jogo com o Nacional, na segunda-feira? O Everton é um adversário incómodo, mas o campeonato é a grande prioridade na Luz.

xMAXx

dispensado por 6M??? ate eu dispensava muitos no benfica por esse valor...

Velazquez

#55257
O Cm diz que o jogo com o Everton fora é a 29 de outubro,antes do Braga,devemos jogar então quinta e sabado.Se se confiar nestes gajos esta-se bem tramado

XHITA



Nortada: Pesadelo azul

Por Miguel Sousa Tavares

Leio sempre com atenção o que Fernando Guerra aqui escreve – e ele escreve bem e pensa bem. Mas, terça-feira passada, creio que ele derrapou e cometeu o erro clássico que, a meu ver, sempre cometem os que, de fora, escrevem sobre Pinto da Costa: ficarem-se pelas aparências, pelos sinais exteriores de qualquer coisa mais funda e que não querem ou não alcançam entender. Eu, que julgo ser insuspeito de alinhar junto dos «que o seguem até de olhos fechados», como escreveu Fernando Guerra, fico sempre admirado por constatar que, após mais de vinte anos de liderança destacada no futebol português, o «fenómeno Pinto da Costa» (porque se trata mesmo de um fenómeno), continue a não ser decifrado por analistas, adversários e rivais.

Confesso que não segui com atenção as tais declarações que o presidente do FC Porto terá feito algures e que levaram Fernando Guerra a classificá-las como «resquício da pequenez que sempre caracterizou a sua política de conflitualidade, avessa à serenidade, à sensatez e à clareza» e decerto motivadas por um «pesadelo vermelho» que esta época estará a perseguir o líder azul. Que eu tenha visto, apenas registei umas declarações, no tom de ironia de que tanto gosta, agradecendo ao Benfica a contratação de Falcao. Se é a isso a que se referia Fernando Guerra, não me parece que justifique tamanho alarido. Basta recordar que o presidente do Benfica, esse sim, gastou os últimos três anos a visitar casas do Benfica pelo país inteiro e em todas elas tinha sempre um discurso de escárnio e ódio contra o FC Porto– com o qual visava desviar as atenções dos sucessivos falhanços desportivos da sua gestão (é, aliás, sintomático que esta época, em que o Benfica desatou enfim a vencer e a jogar futebol, Luis Filipe Vieira se tenha remetido a um silêncio inabitual).

Fernando Guerra diz que «Pinto da Costa não autorizou que o FC Porto crescesse quanto podia, transformando-o de um grande clube de implantação regional num outro de dimensão verdadeiramente nacional». Extraordinária afirmação esta! Que todos os factos, todos os números e toda a realidade desmentem, ano após ano! É verdade que Pinto da Costa sempre viveu amarrado a um discurso de cariz regional e regionalista, que lhe serviu no início para aglutinar todas as gentes portistas e fazer do FC Porto o grande clube do norte do país, símbolo perfeito do desafio do resto do país à hegemonia de Lisboa – no futebol, como no resto. Mas, ou porque tenha mudado de visão quando percebeu a dimensão imensa que o clube foi adquirindo, ou porque a criatura escapou ao criador, o facto é que isso hoje está longe de ser verdade e chamar ao FC Porto um clube regional sem dimensão nacional não cabe na cabeça de ninguém. O FC Porto é, neste momento, tetracampeão de futebol, depois de ter sido pentacampeão há pouco tempo. Conquista regularmente títulos nacionais em todas as modalidades profissionais (um ano houve em que chegou a acumular o título nacional nas cinco modalidades profissionais); foi, nos últimos três anos, o clube com mais assistências no estádio e tem hoje adeptos e seguidores de norte a sul, ilhas e emigração. Se isto não é um clube de dimensão nacional, o que será tal coisa?

Mas, nos últimos vinte anos, o FC Porto fez mais, bem mais do que isso: transformou-se no único clube português de dimensão internacional, duas vezes campeão europeu e campeão do mundo, segundo clube com mais presenças na Champions, fundador do G-14, onde sediavam os maiores da Europa, conhecido no mundo inteiro e com os seus principais jogadores cobiçados todos os anos pelos potentados europeus. Atendendo à dimensão crítica do nosso futebol, o que o FC Porto conseguiu é um verdadeiro «case study»: não conheço nenhuma empresa portuguesa que tenha adquirido uma dimensão além-fronteiras comparavel à do FC Porto. Que outra empresa portuguesa já foi considerada a melhor da Europa ou a melhor do mundo no seu ramo de negócio? Que outra levou o nome de Portugal aos confins do planeta, como o FC Porto o fez e faz?

Não ver isto, insistir em que tudo foi conseguido pela «pequenez» ou «conflitualidade» (ou por batota, como diz o disco rachado dos rivais vencidos) ou é cegueira em adiantado estado ou é má-fé. Não querer perceber que um êxito continuado só acontece a quem é melhor no planeamento, na organização, no profissionalismo e na motivação, a quem tem como filosofia de vida um grau de exigência e de competitividade acima dos demais, é uma caracteristica bem portuguesa. O sucesso que se destaca é sempre muito mal visto pelo comum dos portugueses e a reacção habitual não é a de tentar perceber as razões do sucesso e imitá-las, mas sim tentar destruí-lo, insinuando razões obscuras para o triunfo. Desde Alfarrobeira que essa é a nossa história. E a razão do nosso atraso sem remédio.

Muito na linha dos adversários portistas, Fernando Guerra acha que tudo foi obra de um homem só e profetiza tranquilamente que tudo se há-de desmoronar, no dia em que Pinto da Costa passar à reforma. Pois, quem viver, verá. Mas se espera, como escreveu, que o resultado das últimas autárquicas (ou das anteriores) na cidade do Porto já é um prenúncio seguro do fim iminente de Pinto da Costa e da hegemonia nacional dos portistas no futebol, o melhor é esperar sentado, porque de novo não percebeu. Não deixa, aliás, de ser eloquente que, enquanto que os cidadãos do Porto distinguem bem o voto muncipal do voto clubistico, sejam os analistas a proceder entusiasticamente a essa confusão. Segundo eles, se Rui Rio, inimigo confesso do FC Porto, ganha as eleições no Porto, é porque o clube está a perder adeptos na sua própria cidade. Do mesmo modo que quando os sportinguistas Jorge Sampaio e Pedro Santana Lopes ganharam a Câmara de Lisboa, isso só podia significar que o Benfica estava a perder adeptos na capital...É certo que eles não hostilizaram o Benfica, como Rui Rio, numa atitude de arrogância gratuita e ridícula, resolveu fazer com o FC Porto. E se também é certo que Rui Rio tem vencido as eleições apesar da sua hostilidade declarada ao maior clube e maior símbolo da cidade, também o F.C.Porto tem vivido muito bem com essa hostilidade: tem ganho títulos nacionais e internacionais e a única consequência é que agora não os festeja frente aos Paços do Concelho, conforme era tradição.

Enfim, para acabar e em abono da verdade histórica, é preciso dizer que não é verdade que o clube (isto é, Pinto da Costa), ao vencer a Liga dos Campeões, «em lugar de festejar com a exuberância justificada... tenha optado por destapar desavenças internas com o objectivo de desvalorizar o trabalho do treinador, José Mourinho, o qual, no regresso da Alemanha, abandonou o aeroporto pela porta do lado, por forma a evitar encontros indesejáveis com a facção mais descontrolada da obediente claque». Não é verdade, simplesmente. Eu estava lá e vi- no estádio, no avião, no aeroporto. Não havia ninguém, do presidente ao mais simples adepto, que quisesse desvalorizar o trabalho de Mourinho e que não quisesse a sua continuação: foi ele que, legitimamente aliás, quis voar outros voos. E foi ele quem optou por não festejar exuberantemente o título europeu – nem no estádio, nem no avião, nem depois, no Dragão. Conforme é mais do que sabido, Mourinho teve um problema de natureza pessoal com parte da claque portista e foi por isso que escolheu sair por uma porta lateral e desaparecer dos festejos. Não discuto se tinha ou não razão para proceder assim: limito-te a corrigir a versão de Fernando Guerra porque ela não é verdadeira e não serve de exemplo à sua tese.

XHITA



Vamos conversar: A voz da esperança

Por Fernando Guerra

As discussões sobre o tapete verde do estádio do Sporting arrastam-se desde o primeiro jogo que lá se realizou, ou até antes. O problema, segundo é possível descortinar, tem mais a ver com a concepção da infra-estrutura e menos com a competência de quem dele cuida. O treinador leonino ressuscitou o caso, de alguma maneira para justificar o modesto comportamento dos seus jogadores diante do não menos modesto Penafiel. O caso de Alvalade poderá comparar-se ao do Arena de Amesterdão, ícone da modernidade pelo arrojo arquitectónico: belo, arrebatador, surpreendente. O artista deixa-se absorver completamente pela obra, perspectiva-a na sua grandiosidade plena e, ao isolar-se do mundo e das minudências do quotidiano nem sempre considera o sentido prático da coisa. Ora, de que vale erguer um estádio enorme, luxuoso, inovador, coberto, com ar condicionado e GPS se, lá em baixo, não se observarem condições básicas para instalar piso em relva que garanta um mínimo de habitabilidade. Sem bancadas pode jogar-se futebol, sem relvado é que não!... Eis um dos pecados dos arquitectos, não captarem em tempo útil que ainda há diferenças entre um centro comercial e um complexo desportivo apesar de ser cada vez mais forte a tendência para misturar tudo, em nome da optimização de gestão dos espaços. Aliás, não faltará muito para as bancadas, tal como as vemos, serem gradualmente substituídas por outros tipos de ofertas em nome do bem-estar e do conforto do público pagante. E também do negócio...

Gostos são gostos, daí aceitar que haja muito boa gente com opinião contrária à minha, mas, sinceramente, a mescla de azulejos (as cores e o traçado) que forra o Estádio de Alvalade mais depressa me faz lembrar um sanitário gigante do que um estádio de futebol. Como não sou artista, humildemente reconheço a minha dificuldade em interpretar tão luminosas ideias. Mas, pelos vistos, Paulo Bento também não é, daí se ter lembrado do até agora indecifrável enigma que continua a perturbar o seu trabalho. Ou será normal gastarem-se milhões na construção de estádio novo para ficar com um relvado porventura mais coçado do que aquele em que se jogava no estádio velho? Claro que não. É evidente que Paulo Bento não teve a menor intenção em esconder-se nos buracos do piso, pelo contrário. Encaro a sua reacção como alerta e não como lamento. Alerta para outro obstáculo, para outro entrave ao normal desenvolvimento da sua acção enquanto treinador principal do futebol profissional, a qual, mesmo assim, regista saldo francamente positivo. Títulos não pode ele alcançar por não lhe serem proporcionados meios para combater com armas tão poderosas quanto as dos outros candidatos, mas, apesar dessa limitação, manda a verdade atribuir o merecido valor ao que ele conseguiu desde que, já em cenário de crise, recebeu o comando técnico, em Outubro de 2005. Com defeitos e virtudes, tem suportado o peso crítico que sopra do lado de fora e disfarçado com coragem e ousadia, às vezes excessiva, é certo, a ausência de soluções para os receios que a instabilidade, lá dentro, continua a gerar. Paulo Bento está cansado de conhecer as maleitas do relvado. Então por que motivo às terá recordado? Não possuo poderes para adivinhar os seus pensamentos, mas julgo ver neste desabafo, não foi mais do que isso, o reflexo da desilusão de quem se sente no meio de fogo cruzado: de um lado, a intolerância crescente dos de fora; do outro, a solidariedade indefinida dos de dentro. Com pormenor aparentemente tão comezinho, Bento foi a voz da esperança. Quis abanar sensibilidades e provocar a reflexão. O problema do Sporting é o somatório de problemas. A precariedade financeira existe, é grave e fortemente castradora, mas não desculpa todos os défices estruturais. Pode escassear o dinheiro, mas nunca faltar o empenho e o espírito de sacrifício em todas as áreas. Creio ter sido esta a mensagem que Bento tentou transmitir...

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Vivó árbrito: Lapso na cabina do Benfica

Foi bonita a «Festa da Taça» que o jogo Monsanto-Benfica levou a Torres Novas no passado sábado. E o jogo teve o invulgar episódio de, pouco depois do início da segunda parte, Felipe Menezes ver o cartão amarelo devido a óbvio lapso ocorrido, durante o intervalo, na cabina do Benfica. Só assim se compreende que o jogador tenha surgido com a camisola 23 (tal como David Luiz), depois de ter feito toda a primeira parte com a camisola 24, que é a sua. Mas, mesmo tratando-se de lapso evidente, a advertência tornou-se inevitável, porque houvera troca de equipamento (quanto a número) sem a necessária autorização do árbitro

Curioso o facto do lapso ter sido detectado e levado ao conhecimento da equipa de arbitragem (4.º árbitro) pela repórter de pista da TVI, que transmitia o jogo em directo. Evitou que a irregularidade se prolongasse. Mas é discutível falar-se de erro grave do árbitro (Paulo Costa), ao não controlar, antes do início da segunda parte, os números das camisolas dos jogadores. Foi dos casos que, por serem muito anormais, dificilmente podem imaginar-se ou prever-se. E a lei 4 diz que os jogadores devem ser inspeccionados antes do início do jogo. E os suplentes só quando são chamados a actuar.

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Entretanto, a nomeação (pela UEFA) de Bruno Paixão para o Shakthar Donetsk-Toulouse e de Jorge de Sousa para o CSKA Sofia-Basileia (terceira jornada da Liga Europa) constitui nova confirmação de que a arbitragem portuguesa vem recuperando boa imagem a nível internacional. E é pena que, por cá, essa verdade e esse valor sejam tão pouco reconhecidos. Prefere-se alimentar a suspeição, que não poupa ninguém e chega a atingir a paranóia. Caso recente: o de se dizer que, no Portugal-Malta, Pepe e Bosingwa foram advertidos porque o árbitro era irlandês e Portugal estava entre os possíveis adversários da República da Irlanda no play-off de apuramento para a fase final do Mundial-2010.

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O Gana sagrou-se campeão do Mundo, em sub-20, batendo o Brasil (4-3) no desempate por pontapés da marca de grande penalidade. Vitória valorizada pelo facto da selecção ganesa ter jogado em inferioridade numérica desde o minuto 37, devido à expulsão de Addo, que derrubou adversário em fuga. Mas não foi tudo: houve injustiça na expulsão, porque o lance só justificava cartãozinho amarelo. Embora sem influência no resultado, erro grave do belga Frank de Bleeckere, nomeado pela FIFA.

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Obviamente, também coube à FIFA nomear o árbitro para o recente Uruguai-Argentina (0-1), jogo entre rivais e de grande importância no apuramento para a fase final do Mundial-2010. O escolhido foi o paraguaio Carlos Amarilla, que poupou segunda advertência e consequente expulsão a Maxi Pereira, por duríssimo derrube a Di María, seu colega de clube e de equipa, no Benfica.

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Com bola ou talvez não: Golo de engano

Por António Simões

O destino deles está no traço poético de Eduardo Galeano: «Dizem que no local que pisam dificilmente volta a crescer relva. Condenados a ver jogo de longe, aguardam, entre os postes, o fuzilamento. Não marcam golos, só estão ali para impedir que os marquem. O golo, a festa do futebol – o goleador faz a alegria e o guarda-redes, desmancha-prazeres, desfá-la.» De quando em quando há instante em que esse destino se vira, malabarista, de pernas para o ar. Num remate – em que o golo nasce de um mal-entendido entre o pé e a cabeça, a cabeça que manda uma coisa, o pé que faz outra, embasbacante. Foi o que aconteceu, domingo, em Vila do Conde, no chuto para a eternidade de Rui Sacramento, guardião do Esmoriz...

Sempre que assim sucede lembro-me, em contraponto, de história que conta que no Mundial de 50, que o Brasil perdeu no Maracanã para o Uruguai – contra a Jugoslávia, Zizinho, mestre da graciosidade no escrete, marcou golo que o árbitro anulou, sem se perceber porquê. Irritado, na jogada seguinte, pegou na bola, entrou na área pelo mesmo local, enganou o mesmo defesa com a sua delicadeza e atirou-a pelo traço do mesmo arco sublime para o ângulo em que antes acertara, primoroso. O árbitro, fechado em seu remorso, pediu-lhe perdão – dizem que por perceber que se Zizinho quisesse poderia repetir, perfeito, esse golo dez vezes e crime era destruir-lhe a obra de arte. E lembro-me dela, da história – porque o golo que mais me empolga, agita, é o outro, o do guarda-redes, que dá ao futebol todo o seu carácter de imprevisibilidade, teatral, shakespeariano. Não sei se foi por isso também que ao ouvir notícia de Zurique me pareceu sentir mais medo da Bósnia do que daquilo que alguns acrobatas do verbo afirmam serem as fragilidades de Carlos Queiroz para comandar homens, atar-lhes corações aos pés. Mas não me preocupei – porque apesar de, às vezes, o futebol ser mesmo assim eu continuo a acreditar que o nosso destino vai ser o do Zizinho, feliz em África...