Comunicação Social

FilipeRosa

Alguem tem o mail da Liga Portuguesa? Temos de mostrar a nossa insatisfação e pedir que se faça justiça!

Lord_MerlliN

Ontem fiquei admirado com as imagens de transmitiram.
Não tem sido nada habitual e desta vez não por ser para o nosso lado, mas por reporem a verdade nas coisas.

Pedro Neto

Ontem voltei a confirmar porque razão não vejo programas desportivos. Cheguei a casa com a TV ligada. Quando a cegueira doentia identifica a simulação grosseira do Saviola como um penalty descarado não assinalado, a única coisa a fazer é desligar a TV.

Sejamos sérios.

peta

Citação de: Pedro Neto em 03 de Novembro de 2009, 10:31
Ontem voltei a confirmar porque razão não vejo programas desportivos. Cheguei a casa com a TV ligada. Quando a cegueira doentia identifica a simulação grosseira do Saviola como um penalty descarado não assinalado, a única coisa a fazer é desligar a TV.

Sejamos sérios.

tens toda a razão, ontem o nosso representante "humilhou" o nosso clube.

Pedro Neto

Só vi essa parte, desliguei logo.

nsalta

Citação de: Pedro Neto em 03 de Novembro de 2009, 10:45
Só vi essa parte, desliguei logo.

Não sou advogado de defesa do Cervan, e possivelmente até vou dizer uma asneira mas parece-me que essa posição foi algo propositada, pois o Guiverme Alguidar e o Taliban até ao momento comportaram-se como verdadeiros ceguinhos (vermelho para Cardozo, golo bem anulado). Logo para ceguinhos, ceguinho e meio.

EPluribusUnum

Em relação a estes pseudo-programas desportivos com os seus pseudo-entendidos a comentarem, o Benfica tem que tomar uma posição e proibir quem fala em nome do clube de o fazer e de referir o nome Sport Lisboa e Benfica. Falem apenas em nome próprio. Ou então melhor ainda, não falem. Nada mais vergonhoso na televisão portuguesa que estas espécies de programas. Só apelam ao facciosismo doentio e sem razão (racionalidade)

Scott_Minto

Raramente vejo esses programas e estive agora a dar olhada pelos posts. Falam de um pretenso penalty sobre o Di Maria... Que lance é esse que não me estou a recordar??
O unico lance, durante todo o jogo, que pode ter havido erro grosseiro é o do golo anulado. Embora os fdp dos árbitros defendam sempre os defesas em relação aos avançados, não me parece ser um agarrão mais grave do que muitos se vêm por aí.
De resto não me pareceu ser má arbitragem, sinceramente.

Monraigon

#58463
"Faz falta" em portugal um verdadeiro bom programa sobre desporto...

Os melhores serão o mais futebol da tvi24,o pontapé de saída...e o que dá na sportv enquanto dá o dia seguinte.


Tudo o resto podia-se chamar " quem vomita mais ódio show"

Calvinehobbes

ninguem tem as imagens que a SIC transmitiu?

é que so vi hoje no jornal a bola, onde se refere pela 1ª vez a agressão de mossoró, ja que o Record continua a fazer o seu trabalho escondendo-o, e fala também de um pontapé que Vandinho terá dado ao nosso treinador adjunto...

Alguem sabe onde se pode ver essas imagens?

Thunderboy

Citação de: Calvinehobbes em 03 de Novembro de 2009, 11:08
ninguem tem as imagens que a SIC transmitiu?

é que so vi hoje no jornal a bola, onde se refere pela 1ª vez a agressão de mossoró, ja que o Record continua a fazer o seu trabalho escondendo-o, e fala também de um pontapé que Vandinho terá dado ao nosso treinador adjunto...

Alguem sabe onde se pode ver essas imagens?
http://sic.sapo.pt/programasInformacao/scripts/videoplayer.aspx?ch=jornal%20da%20noite&videoId={99424022-E117-4C6C-9241-A3C98F609290}
a partir do minuto 25.

Scott_Minto

Citação de: Scott_Minto em 03 de Novembro de 2009, 11:05
Raramente vejo esses programas e estive agora a dar olhada pelos posts. Falam de um pretenso penalty sobre o Di Maria... Que lance é esse que não me estou a recordar??
O unico lance, durante todo o jogo, que pode ter havido erro grosseiro é o do golo anulado. Embora os fdp dos árbitros defendam sempre os defesas em relação aos avançados, não me parece ser um agarrão mais grave do que muitos se vêm por aí.
De resto não me pareceu ser má arbitragem, sinceramente.

Já me recordo do tal lance do Di Maria. Não sejamos tão obtusos na análise. Nesse lance a bola sai claramente do terreno de jogo e aí já nem haveria qualquer polémica.

XHITA




Nortada: Ó Labaredas, você viu aquilo?

Por Miguel Sousa Tavares

1-) O Labaredas é o anónimo 'jornalista' do site oficial do FC Porto que, à falta de melhor, gosta de implicar comigo. A semana passada, o Labaredas embirrou que eu não poderia ter escrito aqui, como escrevi, que esta é a mais fraca equipa do FC Porto dos últimos quatro anos. Manifestamente, e segundo ele, não é. Eu poderia responder-lhe, simplesmente, que ele não percebe nada de futebol e que nem esta sequência de três pungentes exibições em jogos caseiros de dificuldade mínima — APOEL, Académica e Belenenses — conseguiram fazer-lhe entender o que, todavia, entra pelos olhos adentro de qualquer um. Mas essa não seria a resposta adequada, porque o problema do Labaredas não é o facto de ele achar ou não achar que esta equipa é a mais fraca dos últimos anos — o problema é que ele acha que, mesmo que tal seja verdade, não é coisa que um portista escreva, sob pena de crime de lesa-Majestade. No mundo onde pantaneia o Labaredas, tudo o que Suas Infalíveis Majestades fazem está certo por definição: é para isso que lhe pagam, é por isso que ele é a voz do dono. Muito deve incomodar o espírito acomodado e a espinha curvada do Labaredas que eu viva a escrever há vários anos que todas as épocas Suas Inafalíveis Majestades se dedicam a substituir dois ou três dos melhores por uma camioneta de sul-americanos (dos quais apenas dois ou três têm valor), com isso aumentando o rol das várias dezenas de jogadores emprestados a quem o clube paga ordenados para jogarem por outros, com isso impedindo o aparecimento de valores novos produzidos nas escolas do clube com custos que também o clube paga, mas com isso não conseguindo nem tornar a gestão solvente, nem o passivo dissolvente.

Repare, Labaredas: Deco, Mc Carthy, Maniche, Derlei, Costinha, Carlos Alberto, Luís Fabiano, Alenitchev, Pedro Mendes, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Nuno Valente, Paulo Ferreira, Diego, Ibson, Anderson, Bosingwa, Ricardo Quaresma, Pepe, Paulo Assunção, Lisandro, Lucho, Cissokho, etc, etc, já aqui vão 22 - duas equipas — sem sequer puxar muito pela memória. Imagine que equipa não teríamos agora, se apenas tivéssemos vendido metade ou mesmo dois terços deles! Ah, mas valeram milhões! Pois valeram: mas onde estão esses milhões, Labaredas? É essa a questão, percebe agora?

2-) A boa notícia para logo à noite em Nicósia, é que, excepcionalemnte, vamos entrar em campo onze contra onze: o Mariano González não joga porque está castigado. E, embora nos continuem a faltar extremos de categoria (ó SAD, por favor, peçam lá o Quaresma emprestado ao Mourinho!) e médios ofensivos que, entre outros atributos, sejam capazes, de vez em quando, de rematar de meia distância sem enfiar a bola na bancada, o facto de entramos de igual para igual já é uma substancial melhoria. O futebol fez-se para jogar com onze, e não com dez, mais o Mariano González.

Mas a questão é que, tirando o Labaredas, a confrangedora exibição frente ao Belenenses (seguramente a mais fraca equipa que passou pelo Dragão desde há muito) deixou-nos a todos, verdadeiros portistas, completamente deprimidos. E nem adianta o consolo que foi ver o Benfica encostar em Braga ou o Sporting, mais uma vez, encostar em Alvalade. Com o mal dos outros podemos nós bem, mas não é apenas o consumo interno que nos preocupa: somos nós e apenas nós que jogamos a Champions e que temos a missão de prestigiar o futebol português de clubes. Ora, pelo que se viu contra o Beleneneses, e antes contra a Académica, e antes contra o APOEL, a missão afigura-se mais do que problemática.

Eu sei que, como diz Jesualdo Ferreira, vamos melhorar — aliás, só podemos melhorar. Mas, olhando para o actual nível exibicional da equipa, temo que, quando tal suceder, seja já tarde para evitar alguns danos produzidos. É que não é apenas a falta de extremos ou médios de ataque que dêem garantias, não é apenas a falta de um guarda-redes que não comprometa nos jogos mais importantes, ou a baixa de forma gritante de alguns jogadores em quem se confiava: é tudo o resto, também. A aparente deficiente condição fisica, a falta de atitude de conquista, que era a imagem de marca desta equipa nos anos anteriores, e até, estranhamente, a falta absoluta de ideias do que fazer contra equipas que se fecham todas atrás do seu muro, como este triste Belenenses (o Álvaro Pereita deve ter cruzado algumas 20 bolas para a área, 80% a despropósito, 90% mal cruzadas e 100% cruzadas do local errado, e da forma errada, de trás para a frente). Nos três jogos referidos — os últimos três disputados — o FC Porto, versão 2009/10 — começou sempre o jogo numa atitude de sobranceria, de descontração e falta de pressa em resolver as coisas. Passes displicentes transviados, remates à baliza dignos de amadores e assumidos como coisa naturalíssima, livres e cantos cobrados sem qualquer imaginação nem sombra de perigo, futebol a passo, sem rasgo nem génio: francamente, se lhes tivessem trocado as camisolas, eu acreditaria que estava a ver jogar o Sporting, sem ofensa.

O que fazer? Pois, começar a ganhar e já hoje. Depois, esperar que a longa e inexplicada ausência do Silvestre Varela chegue ao fim e que Jesualdo não demore mais um mês a integrá-lo, prolongando a penitência do Mariano e a nossa. E depois, se é que queremos bater-nos pelo campeonato e, vá lá, pelos quartos-finais da Champions, ir às compras em Dezembro. Sei que é contra tudo o que aqui venho defendendo há anos, em termos de gestão desportiva e financeira, mas visto que não há alternativa urgente, pois que tantos jogadores bons e úteis foram emprestados e nenhuma promessa dos juniores é aproveitada, não vejo outra saída a curto prazo.

3-) Este ano fiz a mim mesmo uma promessa: não falar de arbitragens, enquanto me aguentar. Vamos quase a um terço do campeonato e tenho-me aguentado, não falando nem das arbitragens dos jogos do FC Porto nem das dos rivais. E tenho-me aguentado, sorrindo, mesmo quando (e é todas as semanas, sem falhar) leio os delirantes textos do ilustre trio de benfiquistas Leonor Pinhão-Sílvio Cervan-Ricardo Araújo Pereira (Fernando Seara é outro estilo). Eles começam a atacar os árbitros — os deles e os dos outros — antes dos jogos, continuam depois e nunca estão saciados. Tudo, rigorosamente tudo, lhes serve de motivo de suspeita e de tese de argumentação: se o árbitro é de Viana do Castelo, de Leça do Bailio ou de Reguengos de Monsaraz; se gosta de leitão à Bairrada ou de peixe grelhado; se, num anterior jogo de 2004 ou 1997, na opinião deles, não marcou um penalty a favor do Benfica, mas também se, pelo contrário, o marcou (o que significa que da próxima vez não marcará).

Eu leio, sorrio, às vezes apetece-me tremendamente responder-lhes igualzinho, mas depois lá me vou aguentando. Sempre achei e sempre o disse que, em minha opinião, as equipas verdadeiramente vencedoras não perdem tempo a discutir árbitros nem a queixar-se de arbitragens: devem jogar o suficiente para não estar à mercê de um erro do árbitro, que quase sempre acontece. E também acho que quem fala, grita e esbraceja quando se sente prejudicado e se cala muito caladinho quando toda a gente viu que foi beneficiado, quem se dá ao trabalho de fazer contabilidades de pontos 'roubados' pelos árbitros sem incluir nas contas os desfechos inversos ou os prejuízos dos rivais, não merece crédito algum.

Dou apenas um exemplo: já para aí ouvi muitos benfiquistas queixarem-se de terem sido roubados em Braga, devido ao golo do Luisão anulado. Bem, pese embora às explicações que li sobre a existência prévia de uma falta de outro jogador benfiquista na mesma jogada e que terá justificado a anulação do golo, eu, pela televisão, não vi falta alguma. Vamos admitir, então, que o golo foi mal anulado: quem poderia garantir que, se tem sido validado, o Benfica manteria o empate ou chegaria mesmo à vitória? Facto é este: o Braga ganhou 2-0; se o golo tem sido validado, teria ganho 2-1. O resto são contas à Sílvio Cervan.

Agora, atentem no golo que todos concordam ter sido mal anulado ao FC Porto, quando havia 0-0. Quem pode garantir que o Belenenses, a perder por 1-0 e com a consequente necessidade de desmontar o Muro de Belém em frente à sua baliza, chegaria ao empate, em lugar de encaixar mais um ou dois golos? Facto: o resultado foi 1-1; se o golo é validado, como deveria ter sido, o FC Porto teria ganho 2-1. Ou seja, o resultado da jornada, revisto à luz das arbitragens, acabou por ser excelente para o Benfica: uma eventual má decisão do árbitro que o prejudicou, não lhe roubou, todavia, ponto algum; já uma real decisão errada do árbitro roubou dois pontos ao FC Porto. Mas, como costumam dizer os treinadores, não vou por aí: o FC Porto perdeu dois pontos porque não jogou nada. E disso, o árbitro não tem culpa.


XHITA




Vamos conversar: Uma questão de liderança

Por Fernando Guerra

Na opinião de José Eduardo Bettencourt, que classifico de verdadeiramente arrasadora, as pessoas que não fazem parte da 'corte do Sporting' já perceberam que o desinvestimento se tem agravado nos últimos anos, travando o reforço do futebol e alimentando o aparecimento de 'minorias pseudo-revolucionárias' que actuam muitas vezes pelo próprio negócio e que não têm qualquer representação no universo do clube, sobre quem têm sido cometidos 'actos terroristas todos os dias'.

Violentas declarações para vários destinatários, produzidas um dia antes da tentativa de invasão que rancho de bandalhos tentou levar por diante em nome de nada, a não ser o insulto e a agressão. Quer-me parecer que o presidente leonino, embora ignorando os contornos da arruaça, suspeitava que algo de muito feio estaria em preparação, convidando a ignorar uma 'minoria ruidosa e desestabilizadora' que não se esgota, obviamente, no desatino da chusma de claqueiros. O que se observou em Alvalade não foi obra do acaso, muito menos reacção espontânea sobre o resultado do jogo com o Marítimo. Nota-se ali a influência de dedo maroto, o que mais uma vez acentua a suspeita de residirem lá dentro os mais intensos focos de discórdia, perturbadores do normal funcionamento de um grupo directivo sem tempo para reflectir nem condições para trabalhar.

Qual então a tragédia que ajude a explicar tão estúpida atitude por parte de franja malcriada de adeptos? Maus resultados? Só acredita nisso quem quiser... Diz Bettencourt que quanto mais conhece o clube mais vontade tem que Paulo Bento fique. Com esta sentença, não só absolve o treinador como se coloca ao lado dele para o que der e vier...

Já por mais de uma vez o presidente sportinguista se serviu do Benfica como muleta para divulgar as suas teses, ora com ironia, ora com sinceridade. Agora, apesar da quase sempre pouco saudável rivalidade entre os vizinhos da Segunda Circular, ousou, porque de uma ousadia se tratou no meu entendimento, endereçar elogios que julgo sinceros a Luís Filipe Vieira, e à Direcção por ele encabeçada, por ter sido capaz de mobilizar um conjunto de investidores para ajudar a salvar o emblema da águia.

Isso é unanimemente reconhecido, mas não caiu do céu. Gestões irresponsáveis deixaram o Benfica à beira da ruína. Roubaram-lhe a honra, despedaçaram-lhe a imagem e hipotecaram-lhe o futuro.

Luís Filipe Vieira chegou à Luz e descobriu uma instituição espezinhada e debilitada, ferida de morte por sucessivos atropelos. Desde então perdeu-se a contagem das batalhas que teve de travar em longo e desgastante combate que se arrasta há pelo menos oito anos. Objectivos? Recuperar a credibilidade, reactivar o processo de crescimento, preparar o futuro com a projecção e construção de infra-estruturas funcionais e modernas e, agora, a última e porventura mais importante fase do projecto: reconquistar o sucesso desportivo através de sério reforço da equipa de futebol.

O quadro que hoje se depara a Bettencourt deve ser um mar de rosas se comparado com o cenário de desolação que Vieira encontrou quando, para o bem e para o mal, aceitou a presidência do Benfica. Nem tudo lhe terá corrido de feição e nem tudo o que fez foi bem feito. Teve avanços e recuos, inimigos ferozes, adivinhou armadilhas e resistiu a traições. Como? Uma questão de liderança! Eis a diferença. Vieira sempre foi um dirigente de convicções. Desde o primeiro dia do seu magistério ficou claro o nome de quem mandava. A Bettencourt falta-lhe reclamar o respeito que lhe é devido, impor a sua autoridade e... preparar-se para ventos e marés... O que se passou em Alvalade na noite de anteontem deve ser visto como um desafio ao seu poder de comando.

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Vivò árbitro: As expulsões em Braga

Por Cruz dos Santos

Jogador expulso no intervalo de um jogo é coisa rara (felizmente) no futebol profissional português. Mas acontece. E acaba de acontecer — até em duplicado — no Sp. Braga-Benfica, culminando ambiente doentio sem precedente nos duelos entre os dois clubes (historicamente festivos) e na sequência de sururu gerado por Di María, ao chutar a bola na direcção do banco de suplentes dos minhotos.

Nesse momento, o árbitro nada fez, porque não viu ou porque a provocação não foi clara, batida a bola com pouca força. Mas depois, quer durante o sururu, quer já dentro do túnel, quando Leone e Cardozo se agrediram mutuamente, o árbitro continuou a poder exercer os seus poderes disciplinares, porque eles vão desde que o árbitro chega até que sai das instalações onde o jogo se realiza.

Quanto ao jogo, propriamente dito, foi tornado difícil pelas circunstâncias (sobretudo, até ao intervalo), mas Jorge de Sousa mais uma vez esteve à altura do seu valor e das suas responsabilidades, cometendo poucas falhas no âmbito disciplinar e, com a preciosa colaboração de José Ramalho e de José Luís Melo, situando-se também a muito bom nível na área técnica, onde houve natural destaque para o pretenso golo anulado ao Benfica.

Digo pretenso golo porque, na verdade, o golo não existiu. Quando a bola entrou na baliza dos bracarenses, o jogo já estava interrompido. Logo, não havendo jogo, não houve golo. E a interrupção deveu-se ao facto (claríssimo na TV) de Cardozo ter puxado a camisola de Leone, impedindo-o de saltar e disputar a bola que Luisão cabecearia perante saída em falso de Eduardo. Aliás, também Luisão cometeu falta, empurrando o mesmo Leone pelas costas. Mas o árbitro apenas considerou a infracção de Cardozo, conforme seu gesto inequívoco, face aos protestos (débeis) de jogadores do Benfica. E é verdade que infracções como aquela passam impunes em todos ou quase todos os jogos (sem dúvida), mas o erro dos árbitros está aí, não está nos casos (como este) em que punem. Verdade tão clara, tão evidente, que só não a vê quem não a quer ver.

Chama-se a isso clubite aguda. E não deixa pensar. Veja-se o que se passou, anteontem, no Sporting, após empate com o Marítimo em Alvalade. Que culpa teve Paulo Bento (e não só) de penalty transformado em livre (erro crasso de Cosme Machado) e bola ao poste no último minuto? Haja bom senso. E atente-se no exemplar discurso de Van der Gaag, ex-jogador e actual técnico do Martítimo.

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Com bola ou talvez não: Eusebiozinho

Por António Simões

Domingo à noite, olhava para o futebol do Sporting e só lá via Eusebiozinho. O Eusebiozinho dos Maias – descaído, molengo, trombudo, amarelento, a imagem tísica, triste, do romance sublime. Depois, quando nas bancadas se levantaram, negras, por entre vaias, faixas com três letras: RUA – e a TV mostrou João Moutinho quase de joelhos, embrulhando o rosto riscado de amargura em mãos trémulas, rosto que poderia ser de milhões como ele, ainda com mais clareza me apareceu Eusebiozinho, arrastando-se de luto, macambúzio, em forma de leão. Soltaram-se tumultos e polícias aos tiros – e o murmúrio de Moutinho dizendo que erro seria despedir Paulo Bento. Talvez, pois o problema não é só o treinador. É muito mais. Tudo, talvez. Esse tudo que está, simbólico, por exemplo, numa das frases mais ridículas da história recente do futebol, quando o assessor jurídico que o Sporting mandou ao sorteio da Taça de Portugal afirmou, solene e turvo, coisa assim: Temos de ter cuidado com o Pescadores da Costa, que ainda agora eliminaram o Cinfães. O Cinfães, vejam bem!!!

Ou seja, o Sporting anda em desanda – porque se enrodilhou nesse espírito, torvo e pequenino, em que se lhe enlaçam balneário e bastidores. Anda em desanda – porque em vez de fazer autocrítica, atirando, audaz, sem fantasmas, a cabeça para o futuro, precipita-se sempre para o lado mais cómodo – o da choraminguice ou o da esquizofrenia, vendo nos erros dos árbitros, nos dinheiros dos outros, na sorte ou no azar – e até em causas esfíngicas, como a que ouvi de Rogério Alves, a propósito do fantástico golo de Manu: «Alvalade é afrodisíaco para os nossos adversários...» – as razões das suas falhas e mágoas. Culpa fortuna e destino em vez de se culpar de desconcertos seus. Enquanto não despedir esse fado, bem pode despedir os treinadores que despedir que continuará, escanifrado e mole, como o Eusebiozinho do Eça, fúnebre e trágico, a destroçar-se a si mesmo, sem sequer perceber como ou porquê...


TERO

Citação de: Pedro Neto em 03 de Novembro de 2009, 10:31
Ontem voltei a confirmar porque razão não vejo programas desportivos. Cheguei a casa com a TV ligada. Quando a cegueira doentia identifica a simulação grosseira do Saviola como um penalty descarado não assinalado, a única coisa a fazer é desligar a TV.

Sejamos sérios.

Pois, ele ficou assim porque os outros dois picaram-no.

Sinceramente, acho que os benfiquistas deviam recursar ir ali. Ontem o Cervan mandou uma bem mandada ao Aguiar e ele veio como virgem ofendida.