Comunicação Social

Gaio17

Citação de: Lysander em 13 de Novembro de 2009, 04:40
Conversar sobre os nossos adversários é importante e não devemos sentir qualquer repudio em o fazer uma vez que eles fazem parte da vida do Benfica e têm nela um papel relevante. Vi há algumas semanas o Schwartz dizer em entrevista à Benfica TV que acreditava que o Benfica só não tinha sido Campeão Europeu  naqueles anos em que esteve no Clube porque sentia as outras equipas mais preparadas e habituadas a jogos de grande intensidade fisica e emocional devido à competitividade dos seus campeonatos enquanto que o Benfica tinha muito poucos jogos com essa carga por época. Acho piada em ver a lagartagem caminhar para o fim? Acho, muita mesmo mas se quisermos ser racionais temos que ver que, tirando as gargalhadas, em nada mais nos vai beneficiar....
Quem assim fala, nunca se entala! :clap1:

XHITA




Vieira pode visitar Timor-Leste

Ministro da Economia e De-senvolvimento, João Mendes Gonçalves, fez convite ao presidente.

O ministro da Economia e Desenvolvimento de Timor-Leste, João Mendes Gonçalves, visitou ontem o Estádio da Luz, oportunidade que foi aproveitada para fazer também um convite ao presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, no sentido de deslocar-se àquele país no próximo ano.

A acompanhar o governante esteve a embaixadora de Timor-Leste em Portugal, Natália Carrascalão.

João Mendes Gonçalves esteve na Luz para solicitar «algum apoio», tendo em vista a manutenção de uma filial do clube da Luz em Timor. «O Benfica tem muitos adeptos em Timor-Leste e acompanhamos normalmente os jogos», explicou, antes de abordar o convite feito a Luís Filipe Vieira: «Penso que seria uma visita bastante positiva para nós, teria um grande impacto.»

A viagem do líder encarnado deve mesmo acontecer e Junho até pode ser o mês escolhido.

As ligações de João Mendes Gonçalves ao Benfica vão muito além do simples adepto. «Joguei vários anos no Benfica no tempo da administração portuguesa. Sempre fui benfiquista», sublinhou quem teve a oportunidade de assistir ao vivo ao encontro da última segunda-feira entre os encarnados e a Naval, que acabou com um triunfo da equipa de Jorge Jesus nos últimos minutos.

E o líder de Timor revela todo o seu optimismo: «Penso que o Benfica tem uma grande equipa e será campeão.» De resto, elogios também para o trabalho de Rui Costa, como director-desportivo.



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Coluna do Senador: Feito num 88

Por Sílvio Cervan

Na passada segunda feira o Benfica conseguiu a mais importante goleada desta época. Javi García explicou a quem não percebe nada de futebol que a sua compra não foi cara.

O Benfica jogou sem Óscar Cardozo, o seu principal goleador, jogou sem Ramires, e não tinha Carlos Martins, mas mostrou que tem uma ideia de jogo consolidada e que mesmo sem alguns jogadores importantes a ideia que daquilo que o treinador quer está lá toda.

Jorge Jesus foi o principal vencedor de segunda-feira, embora nenhum adepto fique indiferente ao ver David Luiz festejar o golo, ao ver Rúben de joelhos a agradecer a Deus, ou ao ver Javi García a chorar de alegria , a verdade é que Jesus ganhou ao apostar como apostou. Quatro dias depois de os ver em Liverpool, cansados ainda ficamos nós de ver bom futebol. Já não estávamos habituados, mas estamos agradecidos.

Tenho que ser justo e dizer que detestei os últimos três minutos, uma equipa em descompensação emotiva, com dificuldade em se recolocar (quase não havia defesas em campo) sobre o terreno, e sobretudo uma incapacidade de segurar a bola um minuto seguido.

Continuo com a ideia que os primeiros 88 minutos demoraram menos a passar que os últimos três. Talvez porque os primeiros 88 minutos foram de muita qualidade.

Quem também está em fase de alterações profundas é o Sporting, com a saída de Paulo Bento já passou de sétimo para oitavo.

A morte de Robert Enke tem uma explicação inexplicável, a sua forma e as suas causas são perturbadoras para quem é benfiquista, para quem é desportista, para quem é pai.

Foi um dos grandes guarda-redes que vi com a camisola do Benfica, com o mérito de ter pertencido a uma das mais limitadas equipas. Lembro os milagres que fez, e será difícil ver a Alemanha no próximo Mundial sem nos lembrarmos que falta... Robert Enke.


XHITA

Dreamer, nothing but a dreamer...



Coluna do Senador: Tempos de mudança

Por Rogério Alves

Vila do Conde não quebrou o feitiço da má-sorte e manteve imaculado o enguiço dos empates. Entrámos bem, mostrámos boa atitude madrugadora no jogo e até parecíamos com sorte, coisa inédita esta época, pela grande penalidade, tão justa quanto escusada, que nos deu o segundo golo como dádiva celeste. Mas tudo o João Tomás levou naquela segunda parte anémica, ou não fosse uma vez mais o Sporting um terreno fértil para brilharetes avulsos até para jogadores mais em fim de estação. Veio a expulsão do Daniel Carriço que nos apoucou no confronto e nem sequer faltou o falhanço final do Caicedo, antes no poste e agora com medo, que nos deixou à beira da apoplexia. Foram-se os dois pontos e lamentamos vê-los ir.

Porém ou muito me engano, ou este jogo foi o último da fase convalescente. Por alguma razão o povo diz que depois da tempestade vem a bonança. No Sporting vivem-se agora tempos de mudança. As alterações na equipa técnica e a entrada do Ricardo Sá Pinto são a mola, o mote e a motivação para empreendermos outra rota. Temos vontade de voltar a ganhar. Estamos mobilizados para retomar o nosso lugar cimeiro. Estamos ávidos das grandes jornadas de futebol em Alvalade e queremos ir com a equipa por esses estádios fora, celebrar a nova era.

Camões cantou: cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se (a)levanta. Quem partiu merece reconhecimento. O passado incorporou-se na nossa riquíssima história. Os que ficam são agora o futuro. O futuro é tudo o que temos de conquistar. O grande tónico da recuperação anunciada seria mesmo uma vitória sobre o Benfica. Sê-lo-á, quero eu. A nossa fé será a poção mágica. Com ele a Gália resistiu aos Romanos. Olhemos em frente. O passado já lá vai. Nada deve desgastar-nos agora. Deixemos o 'Ideafix' e que viva o Asterix.


XHITA



Coluna do Senador: Selecção e o resto

Por Francisco José Viegas

Amanhã, a Selecção joga quase tudo. O tornozelo de Ronaldo, a birra de Nani, a esperança com folga a mais, o excesso de entusiasmo - joga quase tudo. Joga contra a Bósnia e isso é uma miragem (ai de nós!) depois de a eliminação ter estado à vista por duas ou três vezes, e termos saltado por cima. Nestas condições, estamos todos com a Selecção, como um coro de selvagens desafinados, que é isso que somos a ver futebol, sem dar espaços ao adversário. Vão pelas alas, vão pelo miolo, vão por todo o lado - mas marquem e joguem melhor. Tem de ser.

Gosto de ouvir o treinador do FC Porto porque, tirando as fases de obnubilamento téorico, é dos melhores técnicos a ler o jogo, a interpretá-lo e a tirar as ilações necessárias. Por isso, estranhei que, em vez de pôr a equipa a rodar (coisa que ele sabe fazer, como se comprova pelos três títulos consecutivos), rezingasse contra os que falam de «mau futebol». É um assunto permanente que acompanha os ciclos negativos do FCP. E eu pensei: bom, vamos sofrer no Funchal. Dispus-me, de coração à mostra. Pois nem de propósito, Jesualdo Ferreira avisou antes do jogo com o Marítimo que se tratava de sofrer - ou de prolongar o sofrimento. Há uns tempos, escrevi que «Jesualdo tem de entender o sofrimento dos outros - de nós, que não sabemos de arquitectura e de sistema tirado à esquadria, mas que estamos sentados em redor do relvado a contar os minutos de jogo.» Agora é um ponto sem retorno: o Marítimo ganhou bem e mostrou que há ciclos que terminam. Já disse.

Mas o que me aflige (de aflição duradoura e sem diplomacia) é o tom entristecido das declarações de Jesualdo no final do jogo do Funchal: que a equipa, quando despertou e «percebeu» as suas indicações, já era tarde. Tarde? Uma equipa de profissionais que joga na Champions, que devia ter atrás de si um lastro de memória a honrar quatro campeonatos ganhos sem mácula - e é tarde? Não, não é tarde. É, antes, caso de arrumar a casa e de começar de novo. Para isso ainda não é tarde. Uma pergunta: quanto tempo dura o efeito do Orange blast? Há cada pergunta.


PiccoloBomber

Citação de: XHITA em 13 de Novembro de 2009, 10:40
Dreamer, nothing but a dreamer...



Coluna do Senador: Tempos de mudança

Por Rogério Alves

Vila do Conde não quebrou o feitiço da má-sorte e manteve imaculado o enguiço dos empates. Entrámos bem, mostrámos boa atitude madrugadora no jogo e até parecíamos com sorte, coisa inédita esta época, pela grande penalidade, tão justa quanto escusada, que nos deu o segundo golo como dádiva celeste. Mas tudo o João Tomás levou naquela segunda parte anémica, ou não fosse uma vez mais o Sporting um terreno fértil para brilharetes avulsos até para jogadores mais em fim de estação. Veio a expulsão do Daniel Carriço que nos apoucou no confronto e nem sequer faltou o falhanço final do Caicedo, antes no poste e agora com medo, que nos deixou à beira da apoplexia. Foram-se os dois pontos e lamentamos vê-los ir.

Porém ou muito me engano, ou este jogo foi o último da fase convalescente. Por alguma razão o povo diz que depois da tempestade vem a bonança. No Sporting vivem-se agora tempos de mudança. As alterações na equipa técnica e a entrada do Ricardo Sá Pinto são a mola, o mote e a motivação para empreendermos outra rota. Temos vontade de voltar a ganhar. Estamos mobilizados para retomar o nosso lugar cimeiro. Estamos ávidos das grandes jornadas de futebol em Alvalade e queremos ir com a equipa por esses estádios fora, celebrar a nova era.

Camões cantou: cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se (a)levanta. Quem partiu merece reconhecimento. O passado incorporou-se na nossa riquíssima história. Os que ficam são agora o futuro. O futuro é tudo o que temos de conquistar. O grande tónico da recuperação anunciada seria mesmo uma vitória sobre o Benfica. Sê-lo-á, quero eu. A nossa fé será a poção mágica. Com ele a Gália resistiu aos Romanos. Olhemos em frente. O passado já lá vai. Nada deve desgastar-nos agora. Deixemos o 'Ideafix' e que viva o Asterix.


O Harri Batasuna do Sporting, só o próprio é que ainda não percebeu.

Nuno Oliveira

Bem encontrei este video no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=Kjlw2OtNHog&feature=related

Acho que quem o fez teve uma exelente ideia e demonstra que genero de pessoa é o jorge cromado...

Descubram as diferenças...  :police:

Gonzalex

Citação de: Nuno Oliveira em 13 de Novembro de 2009, 10:50
Bem encontrei este video no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=Kjlw2OtNHog&feature=related

Acho que quem o fez teve uma exelente ideia e demonstra que genero de pessoa é o jorge cromado...

Descubram as diferenças...  :police:


Estes gajos deviam ter vergonha na cara....

que corja que são estes homens do apito

Mithus

Citação de: joaopac em 13 de Novembro de 2009, 04:51




CHAPA 5 ATÉ NO FM!! PODEM-ME TRATAR POR JESUS! MESTRE DA TÁCTICA.

Eu por acaso também apanhei o everton no Fm mas só ganhei por 2-0, com  dois golos dos Cardoso.

XHITA



O planeta do futebol: O futebol não é assim tão louco

Por Luís Freitas Lobo

Uma equipa da II Divisão B com nome estranho elimina um gigante galáctico. Um jogo entre dois candidatos ao título termina 5-5. Os protagonistas destas histórias da twilight do futebol são o antes anónimo Alcorcón e o grande Real Madrid, e, Lyon e Marselha, grandes equipas do futebol francês. Descobrir como é possível, de repente, o futebol entrar nesta dimensão quase louca é um dos maiores mistérios do jogo. Destrói, num ápice, o mito dos grandes orçamentos fazerem, por si só, as melhores equipas, e as teorias de disciplina táctica, perdida quando os jogadores tomam conta do... jogo.

Estes dois casos, porém, terão explicações menos sobrenaturais do que o seu simples registo pode sugerir. Depois de adormecido (sem atitude táctica e intensidade mental-competitiva, factos que nasceram da descompressão com que o jogo foi preparado) na 1.ª mão (derrotado 4-0!), o Real podia pensar em reescrever a história nos outros 90 minutos. Não o conseguiu. Sobretudo porque tentou mal essa aventura.

Pelegrini pensou que tinha de fazer muitos golos, imaginou o Alcorcón fechado a defender e decidiu seguir o chamado instinto primário de muitos treinadores nessas situações: meter muitos avançados! Com isso, conseguiu, de facto, jogar muito tempo perto da baliza adversária, mas, em todo esses momentos, sempre longe do...golo. Não é um paradoxo. Ao jogar quase num 4x2x4 (com quatro avançados, Raúl, Van Nistelrooy, Higuaín e Kaká sempre em cima deles) deixou o meio-campo para um duplo-pivot que jogava quase sentado à entrada da área (Gago-Diarra). Sem ter construção de jogo, é impossível construir jogadas para oportunidades de golo. Esse processo tem, no relvado e no plano de jogo, espaço bem claro: o meio-campo. Isto é, médios. A presença de muitos avançados apenas encurta mais o campo pois coloca o jogo em poucos metros e favorece quem só pensa em defender. Por isso, o pequeno onze vindo das catacumbas do fútbol espanhol nem teve de sofrer muito para chegar ao milagre, afinal o resultado natural.

Em França, cinco golos em pouco mais de dez minutos, como já nem existe em jogos de hóquei em patins. São necessários muitos erros para isto suceder, sem duvida, mas Lyon e Marselha são, por principio, duas equipas que pensam o jogo a partir de como atacam. Nesse sentido, o Lyon de Puel tem mais força e inteligência (espectacular Lisandro) porque tem quem construa melhor as jogadas de golo (Michel Bastos e Pjanic fantásticos). Ao Marselha de Deschamps faltou saber esconder a bola desse mundo cruzado de médios e avançados. A simples equação que, no fundo, explica como as aparições do futebol mais louco têm, no jogo, uma lógica racional.

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Eslovénia: o 'sonho'

Na fronteira para o Mundial, é a chamada selecção improvável: a Eslovénia. Sem grandes estrelas, chega até este ponto beneficiando, na qualificação, das depressões de Polónia (esgotado o modelo Beennakker) e República Checa (claramente numa crise de geração). Na proeza eslovena não se detecta, no entanto, o nascer de uma geração, ou grupo de jogadores, para marcar uma nova era no seu futebol. No passado, ainda a memória de Zahovic, herói do apuramento para o Euro-2000, onze que tinha também em Pavlin um elemento-chave.

Na actual Eslovénia não se detectam jogadores desses. Zahovic foi um craque, agora o onze tem apenas alguns bons jogadores. Birsa é rápido e cria perigo quando tem espaços. Tem feito bons jogos em França (Sochaux e Auxerre), mas é um jogador que precisa de bolas em profundidade. Novakovic é um bom avançado. Será mesmo o melhor jogador esloveno da actualidade. É forte de cabeça. Move-se bem na área, oportuno e mesmo sem ser muito rápido raramente chega atrasado a uma bola. Experiente, 30 anos, encaixou na perfeição no futebol alemão (joga no Colónia). Vai jogar na Rússia. Um jogo onde será muito importante a visão do técnico Matjaz Kek, vindo das profundezas de Maribor, que conhece muito bem as raízes do futebol esloveno e soube fazer renascer a selecção, resgatando o entusiasmo da era de Katanec.

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Dzagoev: primeiro 'voo'

O craque de verdade nasce cedo, mal pisa a relva. Escrevo esta frase pensando num nome próprio: Alan Dzagoev. A nova promessa do futebol russo. 19 anos, a vida toda pela frente. Um médio que faz o jogo levantar voo quando pega na bola. No CSKA, tem sentido, por vezes, dificuldades em soltar esse talento. Juande Ramos fazia-o jogar mais atrasado por imperativos tácticos. Os horizontes do futebol de Dzagoev são no entanto mais largos e isso viu-se no último jogo em Manchester, com outra orientação técnica,

quando, mais solto, surgia a apoiar o avançado checo Necid, outro nome para fixar. Na selecção russa, Dzagoev pode ser, também, o melhor amigo de Arshavin. Enquanto um arranca, o outro fica mais na elaboração da jogada. Ambos têm, porém, o detalhe que faz a diferença na questão da velocidade no futebol: saberem fazer a pausa. E, depois, voltar a mudar de velocidade. Juntos, na relva, são a sociedade Dzagoev-Arshavin, o futebol russo SA.

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Observando as estrelas

Van der Wiel (Ajax)
Aqui está um lateral-direito para marcar uma época no futebol europeu. Visão de jogo na condução de bola, sentido posicional, arranque, timing de compensação defensiva, subida ao ataque, criatividade e remate. É o estilo de Gregory van der Wiel, promessa holandesa saída da fábrica de talentos do Ajax. Tem 21 anos, e quando o vejo jogar esqueço que fisicamente nem é grande coisa (1,72 m e 70 kg). O seu futebol tem, porém, muito peso e, por isso, já se está a tornar indiscutível na principal selecção da Holanda. Veremos, agora, até onde pode crescer.

Necid (CSKA Moscovo)
Avançado checo com grande mobilidade e inteligente a procurar os espaços nas imediações da área ou surgindo dentro dela a concretizar. É Tomás Necid, uma promessa checa, 20 anos, que chegou ao CSKA russo vindo do Slavia Praga. Fez 7 golos em 12 jogos (no Slavia tinha feito 11 em 14). Fisicamente forte (1,90 m e 81 kg), pode estar aqui um n.º 9 para deixar marcas na elite europeia.

Mertens (Utrecht)
Quando apanha a bola sobre um flanco, preferencialmente o esquerdo, mete velocidade no jogo, serpenteando, e lembra os velhos extremos. É o jogo esquivo do belga Dries Mertens, 22 anos, gazua baixinha (1,64 m e 55 kg), um avançado franzino que põe qualquer defesa com a cabeça à roda. Começou no Gent, passou pelo AGOVV holandês, e agora brilha no Utrecht.




Flirt4ever

CitaçãoPara conseguir os seus intentos, Jesus e a e SAD encarnada vão ter de ultrapassar a renitência do líder bracarense, António Salvador, que já provou ser um negociador muito duro quando teve de perder Jorge Jesus e César Peito. Pelo primeiro recebeu 800 mil euros e pelo lateral-esquerdo 3,5 milhões de euros.

!?!?!?! Quem raios é o césar Peito ( :2funny: ) e 3.5 milhões !? Nâo queriam dizer 400mil euros !?!

Tiago#30

O CM está em grande forma (e não estou a falar do Carlos Martins) !

xicovsky

Em nada nos beneficia o sporting ir à vida?
E eu que nos beneficia eles andarem por cá, são uns antis de merda, azaiados sempre a gozar com o GLORIOSO, que se enterrem e bem

XHITA



Plenos poderes: O fantasma de Lucho

Por Rui Moreira

1-) O FC Porto naufragou nos Barreiros. Mais uma vez, o resultado foi melhor que a exibição. Só que nem isso chegou para empatar... É extraordinário que, depois do que se vira no jogo contra o Apoel, Jesualdo tenha escolhido precisamente a mesma equipa. É espantoso que continue a apostar num processo de jogo tão previsível que qualquer adversário consegue contrariar.

Naturalmente, não falta quem encontre explicações implausíveis para tudo isto. Ou são os assobios dos adeptos, ou é A BOLA e a RTP, ou são as críticas do Miguel Sousa Tavares, ou é o estado do relvado, ou é o cansaço. Também eu, reconheço, procurei encontrar explicações nas lesões, na adaptação dos recém-chegados, na falta de forma de algumas das importantes peças do plantel. Não nos levem a mal. No fundo, todos nós portistas esperávamos com maior ou menor impaciência que, tal como aconteceu no ano passado, o FC Porto iria conseguir recuperar.

Mas vi o jogo com o Marítimo, ouvi as declarações de jogadores e do técnico, e cheguei à triste conclusão de que essas desculpas generosas são incompletas e requentadas.

2-) Começo pelo cansaço de que Meireles se queixa. Pois bem, gostaria que alguém da equipa técnica me explicasse porque razão mantêm o Raul em campo. E, já agora, gostaria que o jogador esclarecesse como escapa ao cansaço quando joga pela Selecção.

Fala-se, depois, nas lesões. Ora, sendo certo que ainda há alguns lesionados, apenas dois deles eram titulares antes desse impedimento: Varela e Fucile. Será que o FC Porto depende assim tanto deles? E, recuperado que está da lesão, porque não joga Belluschi que, apesar de tudo, é o único médio que consegue construir jogadas de ataque?

3-) Começo a acreditar que o problema é outro e, porventura, bem mais complicado. É que, ou não temos jogadores para interpretarem os processos de Jesualdo — e isso seria gravíssimo porque o treinador avalizou as suas contratações — ou é o processo que está esgotado.

Na primeira hipótese, só espero que cheguemos a Janeiro ainda em luta pelo título e que, então, a SAD saiba encontrar um reforço que faça a diferença. Mas fica a preocupação adicional de já termos o plantel mais caro do País, numa altura em que o Benfica está à nossa frente, na classificação e em qualidade. Se o problema é, como julgo, de processos, então é preciso que Jesualdo compreenda, ou alguém lhe explique e imponha que não pode jogar num sistema táctico que só funcionava com Lucho. Na equipa do FC Porto não há lugar para fantasmas.

4-) A verdade é que há muitos, muitos anos que não via um desempenho tão fraco do meu clube. Pior do que a táctica, ou a forma, é a incapacidade de lutar conta o infortúnio. Sempre houve, com todos os treinadores, dias infelizes e de pouca inspiração, mas não me lembro, nem nos tempos de Octávio, de uma equipa tão pouco aguerrida e tão desorganizada.

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Um desperdício

Que Jesualdo opte por Helton é uma opção que alguns adeptos aplaudem e os outros acatam. Mas numa situação em que o titular se lesiona no aquecimento, é incompreensível que o treinador não recorra ao suplente. Dirão, justamente, que não foi por culpa dele que a equipa perdeu. Dirão que a aposta foi boa, porque o brasileiro aguentou o jogo, apesar da visível inferioridade. Dirão que não se pode garantir que a utilização de Helton tenha agravado a sua lesão. Mas reconhecerão que foi um voto de desconfiança na alternativa, que reduz Beto à total irrelevância. Com que moral estará Beto, agora que tem de jogar, quando sabe que o treinador o preteriu numa situação em que Helton estava condicionado?

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Vícios de rico

Prediguer custou mais de quatro milhões de euros ao FC Porto. Pelo que dele vi, na sua aparição contra o Sertanense, nada tenho a opor à sua contratação, ainda que nada tenha feito de especial. Mas se já me surpreendia que não tivesse sido inscrito na Liga dos Campeões, ainda mais me espanta quando vejo que não é opção. Pois, dizem-me que ele terá de passar pelo laboratório, que terá de se aclimatar ao futebol europeu, que é preciso dar tempo ao tempo. Clube rico, este, que empresta Castros e tantos outros, que vêm da formação, mas que se dá ao luxo de contratar uma vaga esperança por um preço tão elevado, quando a equipa precisava de alternativas experientes para o meio-campo.

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SLB 'forever'

O senhor Lucílio Baptista (SLB) — e é por mero acaso que as suas iniciais e as do clube coincidem —transformou-se num talismã do Benfica. O futebol sempre teve destas magias. Mas o que parece ser uma excessiva coincidência é que, depois da sua influente arbitragem na final da taça da cerveja, tenha contribuído — inadvertidamente é claro — para que o Benfica partilhe a liderança com o Braga. À arbitragem em Vila de Conde, onde os minhotos foram espoliados de dois pontos, seguiu-se a da Luz, em que não viu um penalty a favor dos visitantes mas viu falta inexistente do tanguista Di María, que resultou em golo. O Benfica jogou bem e mereceu ganhar mas não precisa de tantos empenhos.


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O braço-de-ferro

Queiroz e Madail estão de parabéns. Ganharam o braço-de-ferro contra o Real Madrid, obrigando Cristiano Ronaldo a apresentar-se em Lisboa, para logo ser dispensado por não estar em condições de poder alinhar nos jogos contra a Bósnia. Há quem pense, por isso, que foi teimosia, mas é preciso compreender que, se a Federação cedesse à pressão madrilena e tomasse como bom o diagnóstico espanhol, estaria a subverter os princípios e a criar um perigosíssimo precedente, deixando que fossem os clubes a decidir, a todo o tempo, se um atleta pode ser convocado. As regras são feitas para serem cumpridas e não pode haver, neste capítulo, qualquer contemplação, excepção ou discriminação.

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Coisas da vida: Decisões...

Por Mário Nóbrega

Faz hoje oito dias, almoçava num restaurante e nos dois televisores na sala, sintonizados no mesmo canal, só havia imagens, mais legendas, nada de som. Todos, às mesas, de olhos nos pratos, ninguém a prestar a mínima atenção às notícias que falavam da corrupção que alastra pelo País como fogo pela floresta e de empresas a fechar lançando todos os dias centenas de trabalhadores no desemprego. Mas eis que um deles olha para o televisor e, de imediato, pede ao empregado «faça o favor de aumentar o som». Paulo Bento falava como ex-treinador do Sporting. Todas mãos direitas deixaram de fazer o movimento do prato para a boca. Se os portugueses se interessassem por temas que têm implicação directa nas suas vidas como se interessam por futebol — diria pelos clubes... — era capaz de apostar, dobrado contra singelo, em como Portugal estaria com o futuro menos comprometido.

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Bettencourt declarou: «Sei quem são os terroristas e quem os financia e apoia.» Esta afirmação — acusação — é das mais graves que alguma vez foram feitas no futebol português. A partir desta frontal tomada de posição pública, o presidente do Sporting ficou, definitivamente, sem margem para qualquer recuo, por mais pequeno que o mesmo seja. Agora, ou avança, sem perdas de tempo, para o Sporting não se perder no tempo, a cortar o mal pela raiz, ou, caso contrário, também ele, com maior ou menor empurrão, seguirá as pisadas de Paulo Bento.

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Amanhã, todos os portugueses — todos, sem excepção, acabem lá com os fantasmas... — querem que seja o primeiro dia do resto da vida da Selecção Nacional no Mundial de 2010. Portanto, meus senhores, mãos à obra, não se pode guardar para depois o que tem de começar a ser feito hoje. Até à África do Sul!

BC

Lá vai o Villas Boas para alvalade.

A quatro anos o Paulo Bento ainda não tinha nenhuma experiência profissional , logo sem dinheiro o clube o homem não fez milagres.

Vai ser o Villas Boas com as mesmas condições que vai fazer?
Já agora. Mourinho , só há um. Por isso não tremam em nada. E com isto , não estou a dizer que não pode ser bom treinador.

XHITA



Fora de jogo: Vira o disco e toca o mesmo

Por João Bonzinho

Há um ano, mais ou menos por esta altura, o professor Jesualdo Ferreira também passou um mau bocado quando viu a sua equipa sofrer três derrotas consecutivas, uma para a Liga dos Campeões (em casa, com o Dínamo de Kiev) e duas para a Liga nacional (perante o Leixões e a Naval 1.º de Maio). Tinha Lisandro Lopez. tinha Lucho Gonzalez, tinha Hulk, tinha Cristian Rodríguez, e portanto não faltou quem apontasse logo o dedo ao treinador, levantando toda a espécie de dúvidas.

Teria Jesualdo unhas para aquela guitarra? Conseguiria o professor compatibilizar o talento em particular daqueles quatro mosqueteiros com a inexperiência de novatos sem provas dadas como Fernando, Rolando, Tomás Costa ou Sapunaru?

Aquelas três derrotas consecutivas (sobretudo os desaires com Leixões, em casa, e Naval) deixavam mossa na massa adepta do FC Porto e meia dúzia de notáveis do dragão, como todos os anos, aproveitaram para mais uma vez questionar a liderança do treinador. Jesualdo não fez caso. E fez bem.

Novembro de 2008 chegou, pois, para o FC Porto com núvens negras. Tal como agora, confirmadas com a derrota na Madeira, perante o Marítimo. Todas as grandes equipas têm os seus momentos de crise e Jesualdo sabe que a sua está, agora, nessa fase. Mas também sabe que o FC Porto, que foi capaz de impressionar a Europa (apesar da derrota) naquele tremendo jogo no terreno do Chelsea, mais cedo ou mais tarde, estará de volta.

Há um ano, o melhor remédio foi aquela vitória em Kiev. É verdade que do céu caiu a estrela: ao minutos 90+2 (como esquecer?), Lucho Gonzalez concluiu um contra-ataque devastador e Jesualdo pôde então transformar toda aquela emoção no golpe de mágica para transformar a equipa e dar-lhe, definitivamente, asa de campeão.

Este ano, talvez o momento chegue um pouco mais tarde, mas Jesualdo sabe melhor do que ninguém que a 25 de Novembro, quando o FC Porto receber o Chelsea, estará na hora de accionar de novo o detonador. E, então, das duas uma: ou a equipa embala para mais uma época de grande combatividade (e cheira-me, com todas as limitações que Jesualdo tem na equipa, que é isso que vai acontecer) ou se arrisca a sofrer, desta vez, o também impiedoso desgaste dos vencedores.

Aconteça o que acontecer, nada mais injusto do que passar a vida a questionar-se Jesualdo Ferreira sempre que o navio encalha. No FC Porto, pode a maioria nunca ter gostado verdadeiramente de Jesualdo e nunca lhe ter reconhecido o genuíno mérito de conseguir títulos ao mesmo tempo que fabrica equipas. Mas quer esses queiram, quer não, e seja o que for que venha a suceder esta época, Jesualdo já está na história do clube como um dos seus treinadores de maior sucesso. Custa a aceitar?

Paciência.

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Miroslav Blazevic, assim se chama o homem de 74 anos que está mortinho por tramar a Selecção Nacional de Carlos Queiroz.

Seleccionador bósnio de origem croata, nascido em Travnik, na antiga Jugoslávia, em Fevereiro de 1935, Blazevic é considerado um experiente e matreiro treinador de futebol. Não soma resultados muito significativos ao longo de mais de 40 anos de futebol (treinando também na Suíça, Grécia, França, Irão) mas atingiu aquele ponto altíssimo de um 3.º lugar no Mundial de França, em 1998, com a selecção da Croácia. Ele é, pois, o homem de quem os portugueses falam como o feiticeiro a abater no play-off de acesso ao Mundial de 2010.

Blazevic é, porém, um admirador dos portugueses: o ano passado votou em Cristiano Ronaldo para melhor do Mundo (Messi em 2.º e Torres em 3.º), e quando, há 27 anos, como treinador do Dínamo de Zagreb, jogou em Alvalade, perdeu por 3-0 e foi eliminado da Taça dos Campeões, Blazevic ficou maravilhado com o então número 10 do Sporting, autor dos três golos leoninos. Era ele Oliveira, então treinador-jogador, mais tarde António Oliveira, autor da histórica frase leonina «por cada leão que cair outro se levantará».

Ora, o senhor Blazevic não vai ter de levar desta vez com o talento de Cristiano Ronaldo. Que Portugal saiba agora fazer o mesmo ao senhor que o Sporting de Oliveira fez em 1982 e que por cada português que cair outro se levante. Com todo o respeito, mandemos o senhor para casa. Ele que veja o Mundial do sofá.