As Finanças do Benfica

celugofe

 
Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 11:53
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 10:39
No que diz respeito ao valor do activo, nomeadamente do valor do plantel de futebol, bastaria optar pelo método do justo valor em vez do custo histórico para passarmos a ter capitais próprios positivos.
Para que isso pudesse acontecer teria de haver uma entidade independente que pudesse avaliar os ativos em termos de mercado. Esta análise teria de ser feita pelo menos uma vez por ano (talvez 4 na medida em que apresentamos relatórios trimestrais).
Não sei em que medida um site especializado como o tranfermarkt pode ser utilizado. Não há duvidas que é tem uma avaliação independente em relação à estrutura diretiva do Benfica. Por outro lado, parece-me que tem uma avaliação conservadora naquilo que é a avaliação do valor de um jogador.
Neste momento o plantel está avaliado por 88 M€. A avaliação do tranfermakt é 100 M€ superior. Isso implicaria, em última análise, imparidades positivas de 100 M€ com implicações nos proveitos no mesmo montante.
No final do ano poderíamos ter cerca de 90 M€ de Capitais Próprios positivos.
Lol. Que grande asneira que disses te. Nos passes dos jogadores não se pode usar o justo valor. Já o quiserem fazer em Itália há uns anos atrás, e foi proibido pelo IASB.

O IASB não proíbe nada, nem pode proibir. Define regras que devem cumpridas.
Tal como referi, tal depende da existência de entidades independentes fidedignas que possam num determinado momento proceder à avaliação desses activos.
Pega no caso das empresas que têm no seu Activo um portfólio de Acções. Neste caso podem usar o critério do justo valor pois têm o mercado bolsista.
Se o IASB aconselhou o não uso do justo valor em Itália, situação que desconhecia, isso deveu-se, creio eu, pelo facto de naquela altura não existir uma entidade independente.
Se ela existir, se houver um mercado regulado ou qualquer outra entidade, não vejo porque não possa acontecer.
Mas o sentido que quis dar no meu anterior comentário não foi esse, se é ou permitido em termos contabilísticos esta abordagem. Foi mais no sentido de que o valor do plantel está subvalorizado. Se fosse avaliado pelo seu real valor teríamos Capitais Próprios positivos.  O0

celugofe

Citação de: bootscity em 01 de Junho de 2014, 12:06
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 10:39
No que diz respeito ao valor do activo, nomeadamente do valor do plantel de futebol, bastaria optar pelo método do justo valor em vez do custo histórico para passarmos a ter capitais próprios positivos.
Para que isso pudesse acontecer teria de haver uma entidade independente que pudesse avaliar os ativos em termos de mercado. Esta análise teria de ser feita pelo menos uma vez por ano (talvez 4 na medida em que apresentamos relatórios trimestrais).
Não sei em que medida um site especializado como o tranfermarkt pode ser utilizado. Não há duvidas que é tem uma avaliação independente em relação à estrutura diretiva do Benfica. Por outro lado, parece-me que tem uma avaliação conservadora naquilo que é a avaliação do valor de um jogador.
Neste momento o plantel está avaliado por 88 M€. A avaliação do tranfermakt é 100 M€ superior. Isso implicaria, em última análise, imparidades positivas de 100 M€ com implicações nos proveitos no mesmo montante.
No final do ano poderíamos ter cerca de 90 M€ de Capitais Próprios positivos.

Ainda bem que não é assim. Isso daria a ideia de desafogo financeiro, quando não é o caso.

Nem tanto ao Mar, nem tanto à Terra.
Se por qualquer razão entrássemos em liquidação, tenho quase a certeza que encaixaríamos mais que os 88 M€ que estão registados.
Se achas que estamos perante um fenómeno de "Bolha", tal como o que aconteceu no mercado Imobiliario nos EUA é uma opinião que respeito.

fabioLupi

Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 12:09
Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 11:53
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 10:39
No que diz respeito ao valor do activo, nomeadamente do valor do plantel de futebol, bastaria optar pelo método do justo valor em vez do custo histórico para passarmos a ter capitais próprios positivos.
Para que isso pudesse acontecer teria de haver uma entidade independente que pudesse avaliar os ativos em termos de mercado. Esta análise teria de ser feita pelo menos uma vez por ano (talvez 4 na medida em que apresentamos relatórios trimestrais).
Não sei em que medida um site especializado como o tranfermarkt pode ser utilizado. Não há duvidas que é tem uma avaliação independente em relação à estrutura diretiva do Benfica. Por outro lado, parece-me que tem uma avaliação conservadora naquilo que é a avaliação do valor de um jogador.
Neste momento o plantel está avaliado por 88 M€. A avaliação do tranfermakt é 100 M€ superior. Isso implicaria, em última análise, imparidades positivas de 100 M€ com implicações nos proveitos no mesmo montante.
No final do ano poderíamos ter cerca de 90 M€ de Capitais Próprios positivos.
Lol. Que grande asneira que disses te. Nos passes dos jogadores não se pode usar o justo valor. Já o quiserem fazer em Itália há uns anos atrás, e foi proibido pelo IASB.

O IASB não proíbe nada, nem pode proibir. Define regras que devem cumpridas.
Tal como referi, tal depende da existência de entidades independentes fidedignas que possam num determinado momento proceder à avaliação desses activos.
Pega no caso das empresas que têm no seu Activo um portfólio de Acções. Neste caso podem usar o critério do justo valor pois têm o mercado bolsista.
Se o IASB aconselhou o não uso do justo valor em Itália, situação que desconhecia, isso deveu-se, creio eu, pelo facto de naquela altura não existir uma entidade independente.
Se ela existir, se houver um mercado regulado ou qualquer outra entidade, não vejo porque não possa acontecer.
Mas o sentido que quis dar no meu anterior comentário não foi esse, se é ou permitido em termos contabilísticos esta abordagem. Foi mais no sentido de que o valor do plantel está subvalorizado. Se fosse avaliado pelo seu real valor teríamos Capitais Próprios positivos.  O0
Podes justificar como quiseres. Não se pode usar e isso é um facto consumado. Já agora não te esqueças que os passes dos jogadores são activos intangíveis. Já agora, achas que se os clubes ou as sads não pudessem usar o justo valor não o faziam.

gloriosevic

Citação de: BERNA_1961 em 01 de Junho de 2014, 11:05
Citação de: André Sousa em 01 de Junho de 2014, 10:32
Citação de: Nuno Eiras em 01 de Junho de 2014, 10:30
O Benfica tem 2 pavilhões e piscina, o porto tem um. O Olival não é do porco, é da câmara de Gaia, cuja renda é de 500 €/mes

Isso é mentira.
Já agora, o que é que é verdade?

Se ele soubesse qual é a verdade, teria dito. Chega aqui, diz que é mentira e está a andar de mota.


celugofe

Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 12:30
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 12:09
Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 11:53
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 10:39
No que diz respeito ao valor do activo, nomeadamente do valor do plantel de futebol, bastaria optar pelo método do justo valor em vez do custo histórico para passarmos a ter capitais próprios positivos.
Para que isso pudesse acontecer teria de haver uma entidade independente que pudesse avaliar os ativos em termos de mercado. Esta análise teria de ser feita pelo menos uma vez por ano (talvez 4 na medida em que apresentamos relatórios trimestrais).
Não sei em que medida um site especializado como o tranfermarkt pode ser utilizado. Não há duvidas que é tem uma avaliação independente em relação à estrutura diretiva do Benfica. Por outro lado, parece-me que tem uma avaliação conservadora naquilo que é a avaliação do valor de um jogador.
Neste momento o plantel está avaliado por 88 M€. A avaliação do tranfermakt é 100 M€ superior. Isso implicaria, em última análise, imparidades positivas de 100 M€ com implicações nos proveitos no mesmo montante.
No final do ano poderíamos ter cerca de 90 M€ de Capitais Próprios positivos.
Lol. Que grande asneira que disses te. Nos passes dos jogadores não se pode usar o justo valor. Já o quiserem fazer em Itália há uns anos atrás, e foi proibido pelo IASB.

O IASB não proíbe nada, nem pode proibir. Define regras que devem cumpridas.
Tal como referi, tal depende da existência de entidades independentes fidedignas que possam num determinado momento proceder à avaliação desses activos.
Pega no caso das empresas que têm no seu Activo um portfólio de Acções. Neste caso podem usar o critério do justo valor pois têm o mercado bolsista.
Se o IASB aconselhou o não uso do justo valor em Itália, situação que desconhecia, isso deveu-se, creio eu, pelo facto de naquela altura não existir uma entidade independente.
Se ela existir, se houver um mercado regulado ou qualquer outra entidade, não vejo porque não possa acontecer.
Mas o sentido que quis dar no meu anterior comentário não foi esse, se é ou permitido em termos contabilísticos esta abordagem. Foi mais no sentido de que o valor do plantel está subvalorizado. Se fosse avaliado pelo seu real valor teríamos Capitais Próprios positivos.  O0
Podes justificar como quiseres. Não se pode usar e isso é um facto consumado. Já agora não te esqueças que os passes dos jogadores são activos intangíveis. Já agora, achas que se os clubes ou as sads não pudessem usar o justo valor não o faziam.

Os passes dos jogadores só são considerados activos intangíveis porque não estão "titulados", tal como estão outras comodities como o petróleo, a carvão, o açucar, etc...
Na prática, os passes funcionam como tal, só que num mercado não oficial.

Por outro lado, o normal num ativo intangível não é ser avaliado pelo seu custo histórico, pois o normal é não existir. A avaliação do valor de uma Marca é sempre subjectiva, ainda que determinada quer por rendimentos futuros que gerarão, quer por análises comparadas entre marcas do mesmo sector, etc...

Se fores da área financeira/contabilística como eu, para se realizar uma análise rigorosa da mesma tens que avaliar o potencial de angariação de proveitos.
O valor real do plantel do Benfica é algo que não está evidenciado nas Demonstrações Financeiras, e isso é algo que não podes negar.

fabioLupi

Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 12:54
Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 12:30
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 12:09
Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 11:53
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 10:39
No que diz respeito ao valor do activo, nomeadamente do valor do plantel de futebol, bastaria optar pelo método do justo valor em vez do custo histórico para passarmos a ter capitais próprios positivos.
Para que isso pudesse acontecer teria de haver uma entidade independente que pudesse avaliar os ativos em termos de mercado. Esta análise teria de ser feita pelo menos uma vez por ano (talvez 4 na medida em que apresentamos relatórios trimestrais).
Não sei em que medida um site especializado como o tranfermarkt pode ser utilizado. Não há duvidas que é tem uma avaliação independente em relação à estrutura diretiva do Benfica. Por outro lado, parece-me que tem uma avaliação conservadora naquilo que é a avaliação do valor de um jogador.
Neste momento o plantel está avaliado por 88 M€. A avaliação do tranfermakt é 100 M€ superior. Isso implicaria, em última análise, imparidades positivas de 100 M€ com implicações nos proveitos no mesmo montante.
No final do ano poderíamos ter cerca de 90 M€ de Capitais Próprios positivos.
Lol. Que grande asneira que disses te. Nos passes dos jogadores não se pode usar o justo valor. Já o quiserem fazer em Itália há uns anos atrás, e foi proibido pelo IASB.

O IASB não proíbe nada, nem pode proibir. Define regras que devem cumpridas.
Tal como referi, tal depende da existência de entidades independentes fidedignas que possam num determinado momento proceder à avaliação desses activos.
Pega no caso das empresas que têm no seu Activo um portfólio de Acções. Neste caso podem usar o critério do justo valor pois têm o mercado bolsista.
Se o IASB aconselhou o não uso do justo valor em Itália, situação que desconhecia, isso deveu-se, creio eu, pelo facto de naquela altura não existir uma entidade independente.
Se ela existir, se houver um mercado regulado ou qualquer outra entidade, não vejo porque não possa acontecer.
Mas o sentido que quis dar no meu anterior comentário não foi esse, se é ou permitido em termos contabilísticos esta abordagem. Foi mais no sentido de que o valor do plantel está subvalorizado. Se fosse avaliado pelo seu real valor teríamos Capitais Próprios positivos.  O0
Podes justificar como quiseres. Não se pode usar e isso é um facto consumado. Já agora não te esqueças que os passes dos jogadores são activos intangíveis. Já agora, achas que se os clubes ou as sads não pudessem usar o justo valor não o faziam.

Os passes dos jogadores só são considerados activos intangíveis porque não estão "titulados", tal como estão outras comodities como o petróleo, a carvão, o açucar, etc...
Na prática, os passes funcionam como tal, só que num mercado não oficial.

Por outro lado, o normal num ativo intangível não é ser avaliado pelo seu custo histórico, pois o normal é não existir. A avaliação do valor de uma Marca é sempre subjectiva, ainda que determinada quer por rendimentos futuros que gerarão, quer por análises comparadas entre marcas do mesmo sector, etc...

Se fores da área financeira/contabilística como eu, para se realizar uma análise rigorosa da mesma tens que avaliar o potencial de angariação de proveitos.
O valor real do plantel do Benfica é algo que não está evidenciado nas Demonstrações Financeiras, e isso é algo que não podes negar.
Confundes avaliação com contabilidade.

Semprefiel49

Citação de: André Sousa em 01 de Junho de 2014, 10:32
Citação de: Nuno Eiras em 01 de Junho de 2014, 10:30
O Benfica tem 2 pavilhões e piscina, o porto tem um. O Olival não é do porco, é da câmara de Gaia, cuja renda é de 500 €/mes

Isso é mentira.

Não me digam que ainda é menos de 500, ou inclui água e luz??

celugofe

Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 12:58
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 12:54
Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 12:30
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 12:09
Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 11:53
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 10:39
No que diz respeito ao valor do activo, nomeadamente do valor do plantel de futebol, bastaria optar pelo método do justo valor em vez do custo histórico para passarmos a ter capitais próprios positivos.
Para que isso pudesse acontecer teria de haver uma entidade independente que pudesse avaliar os ativos em termos de mercado. Esta análise teria de ser feita pelo menos uma vez por ano (talvez 4 na medida em que apresentamos relatórios trimestrais).
Não sei em que medida um site especializado como o tranfermarkt pode ser utilizado. Não há duvidas que é tem uma avaliação independente em relação à estrutura diretiva do Benfica. Por outro lado, parece-me que tem uma avaliação conservadora naquilo que é a avaliação do valor de um jogador.
Neste momento o plantel está avaliado por 88 M€. A avaliação do tranfermakt é 100 M€ superior. Isso implicaria, em última análise, imparidades positivas de 100 M€ com implicações nos proveitos no mesmo montante.
No final do ano poderíamos ter cerca de 90 M€ de Capitais Próprios positivos.
Lol. Que grande asneira que disses te. Nos passes dos jogadores não se pode usar o justo valor. Já o quiserem fazer em Itália há uns anos atrás, e foi proibido pelo IASB.

O IASB não proíbe nada, nem pode proibir. Define regras que devem cumpridas.
Tal como referi, tal depende da existência de entidades independentes fidedignas que possam num determinado momento proceder à avaliação desses activos.
Pega no caso das empresas que têm no seu Activo um portfólio de Acções. Neste caso podem usar o critério do justo valor pois têm o mercado bolsista.
Se o IASB aconselhou o não uso do justo valor em Itália, situação que desconhecia, isso deveu-se, creio eu, pelo facto de naquela altura não existir uma entidade independente.
Se ela existir, se houver um mercado regulado ou qualquer outra entidade, não vejo porque não possa acontecer.
Mas o sentido que quis dar no meu anterior comentário não foi esse, se é ou permitido em termos contabilísticos esta abordagem. Foi mais no sentido de que o valor do plantel está subvalorizado. Se fosse avaliado pelo seu real valor teríamos Capitais Próprios positivos.  O0
Podes justificar como quiseres. Não se pode usar e isso é um facto consumado. Já agora não te esqueças que os passes dos jogadores são activos intangíveis. Já agora, achas que se os clubes ou as sads não pudessem usar o justo valor não o faziam.

Os passes dos jogadores só são considerados activos intangíveis porque não estão "titulados", tal como estão outras comodities como o petróleo, a carvão, o açucar, etc...
Na prática, os passes funcionam como tal, só que num mercado não oficial.

Por outro lado, o normal num ativo intangível não é ser avaliado pelo seu custo histórico, pois o normal é não existir. A avaliação do valor de uma Marca é sempre subjectiva, ainda que determinada quer por rendimentos futuros que gerarão, quer por análises comparadas entre marcas do mesmo sector, etc...

Se fores da área financeira/contabilística como eu, para se realizar uma análise rigorosa da mesma tens que avaliar o potencial de angariação de proveitos.
O valor real do plantel do Benfica é algo que não está evidenciado nas Demonstrações Financeiras, e isso é algo que não podes negar.
Confundes avaliação com contabilidade.

A Contabilidade não é só uma atividade técnica p/ determinar lucros ou prejuízos como forma de pagamento de impostos.
A Contabilidade é também um instrumento de avaliação. Caso contrário as Notas Explicativas deixariam de ter qualquer sentido. Caso contrário só se publicava-se o Balanço e a Demonstração de Resultados.
Eu não tenho uma visão redutora da Contabilidade a uma atividade meramente técnica. Para mim é mais que isso.

bootscity

#35603
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 12:19
Citação de: bootscity em 01 de Junho de 2014, 12:06
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 10:39
No que diz respeito ao valor do activo, nomeadamente do valor do plantel de futebol, bastaria optar pelo método do justo valor em vez do custo histórico para passarmos a ter capitais próprios positivos.
Para que isso pudesse acontecer teria de haver uma entidade independente que pudesse avaliar os ativos em termos de mercado. Esta análise teria de ser feita pelo menos uma vez por ano (talvez 4 na medida em que apresentamos relatórios trimestrais).
Não sei em que medida um site especializado como o tranfermarkt pode ser utilizado. Não há duvidas que é tem uma avaliação independente em relação à estrutura diretiva do Benfica. Por outro lado, parece-me que tem uma avaliação conservadora naquilo que é a avaliação do valor de um jogador.
Neste momento o plantel está avaliado por 88 M€. A avaliação do tranfermakt é 100 M€ superior. Isso implicaria, em última análise, imparidades positivas de 100 M€ com implicações nos proveitos no mesmo montante.
No final do ano poderíamos ter cerca de 90 M€ de Capitais Próprios positivos.

Ainda bem que não é assim. Isso daria a ideia de desafogo financeiro, quando não é o caso.

Nem tanto ao Mar, nem tanto à Terra.
Se por qualquer razão entrássemos em liquidação, tenho quase a certeza que encaixaríamos mais que os 88 M€ que estão registados.
Se achas que estamos perante um fenómeno de "Bolha", tal como o que aconteceu no mercado Imobiliario nos EUA é uma opinião que respeito.

Em termos de jogadores sim. Existem outros activos que nunca conseguirias liquidar como o estádio. É por isso que acho melhor não se mexer.

Nunca tinha pensado na possibilidade de utilizar outro critério para os passes dos jogadores. Achas que isso poderia dar alguma vantagem no acesso ao crédito?

PS: Sim, penso que os passes dos jogadores estão inflaccionados derivado essencialmente do dinheiro que entra das arábias e afins. Se eles cortam a fonte, os valores do plantel desciam por esse critério. Era um risco demasiado grande, na minha opinião, deixar o activo à mercê disto.

celugofe

Citação de: bootscity em 01 de Junho de 2014, 13:13
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 12:19
Citação de: bootscity em 01 de Junho de 2014, 12:06
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 10:39
No que diz respeito ao valor do activo, nomeadamente do valor do plantel de futebol, bastaria optar pelo método do justo valor em vez do custo histórico para passarmos a ter capitais próprios positivos.
Para que isso pudesse acontecer teria de haver uma entidade independente que pudesse avaliar os ativos em termos de mercado. Esta análise teria de ser feita pelo menos uma vez por ano (talvez 4 na medida em que apresentamos relatórios trimestrais).
Não sei em que medida um site especializado como o tranfermarkt pode ser utilizado. Não há duvidas que é tem uma avaliação independente em relação à estrutura diretiva do Benfica. Por outro lado, parece-me que tem uma avaliação conservadora naquilo que é a avaliação do valor de um jogador.
Neste momento o plantel está avaliado por 88 M€. A avaliação do tranfermakt é 100 M€ superior. Isso implicaria, em última análise, imparidades positivas de 100 M€ com implicações nos proveitos no mesmo montante.
No final do ano poderíamos ter cerca de 90 M€ de Capitais Próprios positivos.

Ainda bem que não é assim. Isso daria a ideia de desafogo financeiro, quando não é o caso.

Nem tanto ao Mar, nem tanto à Terra.
Se por qualquer razão entrássemos em liquidação, tenho quase a certeza que encaixaríamos mais que os 88 M€ que estão registados.
Se achas que estamos perante um fenómeno de "Bolha", tal como o que aconteceu no mercado Imobiliario nos EUA é uma opinião que respeito.

Em termos de jogadores sim. Existem outros activos que nunca conseguirias liquidar como o estádio. É por isso que acho melhor não se mexer.

Nunca tinha pensado na possibilidade de utilizar outro critério para os passes dos jogadores. Achas que isso poderia dar alguma vantagem no acesso ao crédito?

Acho que quem nos concede crédito já faz ou fez essa avaliação.
As taxas de juro que nos são oferecidas são as normais/ uma empresa com atividade operacional estavel.
As que temos não são as taxas de juro que são oferecidas a empresas com Capitais Próprios negativos.

MALU15

Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 12:58
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 12:54
Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 12:30
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 12:09
Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 11:53
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 10:39
No que diz respeito ao valor do activo, nomeadamente do valor do plantel de futebol, bastaria optar pelo método do justo valor em vez do custo histórico para passarmos a ter capitais próprios positivos.
Para que isso pudesse acontecer teria de haver uma entidade independente que pudesse avaliar os ativos em termos de mercado. Esta análise teria de ser feita pelo menos uma vez por ano (talvez 4 na medida em que apresentamos relatórios trimestrais).
Não sei em que medida um site especializado como o tranfermarkt pode ser utilizado. Não há duvidas que é tem uma avaliação independente em relação à estrutura diretiva do Benfica. Por outro lado, parece-me que tem uma avaliação conservadora naquilo que é a avaliação do valor de um jogador.
Neste momento o plantel está avaliado por 88 M€. A avaliação do tranfermakt é 100 M€ superior. Isso implicaria, em última análise, imparidades positivas de 100 M€ com implicações nos proveitos no mesmo montante.
No final do ano poderíamos ter cerca de 90 M€ de Capitais Próprios positivos.
Lol. Que grande asneira que disses te. Nos passes dos jogadores não se pode usar o justo valor. Já o quiserem fazer em Itália há uns anos atrás, e foi proibido pelo IASB.

O IASB não proíbe nada, nem pode proibir. Define regras que devem cumpridas.
Tal como referi, tal depende da existência de entidades independentes fidedignas que possam num determinado momento proceder à avaliação desses activos.
Pega no caso das empresas que têm no seu Activo um portfólio de Acções. Neste caso podem usar o critério do justo valor pois têm o mercado bolsista.
Se o IASB aconselhou o não uso do justo valor em Itália, situação que desconhecia, isso deveu-se, creio eu, pelo facto de naquela altura não existir uma entidade independente.
Se ela existir, se houver um mercado regulado ou qualquer outra entidade, não vejo porque não possa acontecer.
Mas o sentido que quis dar no meu anterior comentário não foi esse, se é ou permitido em termos contabilísticos esta abordagem. Foi mais no sentido de que o valor do plantel está subvalorizado. Se fosse avaliado pelo seu real valor teríamos Capitais Próprios positivos.  O0
Podes justificar como quiseres. Não se pode usar e isso é um facto consumado. Já agora não te esqueças que os passes dos jogadores são activos intangíveis. Já agora, achas que se os clubes ou as sads não pudessem usar o justo valor não o faziam.

Os passes dos jogadores só são considerados activos intangíveis porque não estão "titulados", tal como estão outras comodities como o petróleo, a carvão, o açucar, etc...
Na prática, os passes funcionam como tal, só que num mercado não oficial.

Por outro lado, o normal num ativo intangível não é ser avaliado pelo seu custo histórico, pois o normal é não existir. A avaliação do valor de uma Marca é sempre subjectiva, ainda que determinada quer por rendimentos futuros que gerarão, quer por análises comparadas entre marcas do mesmo sector, etc...

Se fores da área financeira/contabilística como eu, para se realizar uma análise rigorosa da mesma tens que avaliar o potencial de angariação de proveitos.
O valor real do plantel do Benfica é algo que não está evidenciado nas Demonstrações Financeiras, e isso é algo que não podes negar.
Confundes avaliação com contabilidade.
As contas das SAD`s alem de adoptarem as IFRS`S  seguem o POC ainda que adaptado às SAD`s e por isso estão obrigadas a aplicar políticas contablísticas (ver R&C no seu ponto 2.2 do anexo) as quais têm de ser consistentes de período para período e alem disso deve seguir um princípio universal da contabilidade que é o da prudência.

E pela aplicação deste princípio é que as SAD`s registam os seus plantéis como activos intangíveis e ao custo histórico de aquisição (revisto sempre que ocorrem certo tipo de operações) e registam provisões para imparidades sempre que há indicios fortes de que o valor de aquisição registado seja superior ao valor de mercado, por aplicação desse princípio da prudência.

Polaco

Citação de: Semprefiel49 em 01 de Junho de 2014, 13:09
Citação de: André Sousa em 01 de Junho de 2014, 10:32
Citação de: Nuno Eiras em 01 de Junho de 2014, 10:30
O Benfica tem 2 pavilhões e piscina, o porto tem um. O Olival não é do porco, é da câmara de Gaia, cuja renda é de 500 €/mes

Isso é mentira.

Não me digam que ainda é menos de 500, ou inclui água e luz??

Inclui "fruta e bolinhos"

paixaoslb

Citação de: Polaco em 01 de Junho de 2014, 13:43
Citação de: Semprefiel49 em 01 de Junho de 2014, 13:09
Citação de: André Sousa em 01 de Junho de 2014, 10:32
Citação de: Nuno Eiras em 01 de Junho de 2014, 10:30
O Benfica tem 2 pavilhões e piscina, o porto tem um. O Olival não é do porco, é da câmara de Gaia, cuja renda é de 500 €/mes

Isso é mentira.

Não me digam que ainda é menos de 500, ou inclui água e luz??

Inclui "fruta e bolinhos"

e café com leite

miniMilk

Citação de: paixaoslb em 01 de Junho de 2014, 13:52
Citação de: Polaco em 01 de Junho de 2014, 13:43
Citação de: Semprefiel49 em 01 de Junho de 2014, 13:09
Citação de: André Sousa em 01 de Junho de 2014, 10:32
Citação de: Nuno Eiras em 01 de Junho de 2014, 10:30
O Benfica tem 2 pavilhões e piscina, o porto tem um. O Olival não é do porco, é da câmara de Gaia, cuja renda é de 500 €/mes

Isso é mentira.

Não me digam que ainda é menos de 500, ou inclui água e luz??

Inclui "fruta e bolinhos"

e café com leite
Isso é mentira.

celugofe

Citação de: MALU15 em 01 de Junho de 2014, 13:21
Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 12:58
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 12:54
Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 12:30
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 12:09
Citação de: fabioLupi em 01 de Junho de 2014, 11:53
Citação de: celugofe em 01 de Junho de 2014, 10:39
No que diz respeito ao valor do activo, nomeadamente do valor do plantel de futebol, bastaria optar pelo método do justo valor em vez do custo histórico para passarmos a ter capitais próprios positivos.
Para que isso pudesse acontecer teria de haver uma entidade independente que pudesse avaliar os ativos em termos de mercado. Esta análise teria de ser feita pelo menos uma vez por ano (talvez 4 na medida em que apresentamos relatórios trimestrais).
Não sei em que medida um site especializado como o tranfermarkt pode ser utilizado. Não há duvidas que é tem uma avaliação independente em relação à estrutura diretiva do Benfica. Por outro lado, parece-me que tem uma avaliação conservadora naquilo que é a avaliação do valor de um jogador.
Neste momento o plantel está avaliado por 88 M€. A avaliação do tranfermakt é 100 M€ superior. Isso implicaria, em última análise, imparidades positivas de 100 M€ com implicações nos proveitos no mesmo montante.
No final do ano poderíamos ter cerca de 90 M€ de Capitais Próprios positivos.
Lol. Que grande asneira que disses te. Nos passes dos jogadores não se pode usar o justo valor. Já o quiserem fazer em Itália há uns anos atrás, e foi proibido pelo IASB.

O IASB não proíbe nada, nem pode proibir. Define regras que devem cumpridas.
Tal como referi, tal depende da existência de entidades independentes fidedignas que possam num determinado momento proceder à avaliação desses activos.
Pega no caso das empresas que têm no seu Activo um portfólio de Acções. Neste caso podem usar o critério do justo valor pois têm o mercado bolsista.
Se o IASB aconselhou o não uso do justo valor em Itália, situação que desconhecia, isso deveu-se, creio eu, pelo facto de naquela altura não existir uma entidade independente.
Se ela existir, se houver um mercado regulado ou qualquer outra entidade, não vejo porque não possa acontecer.
Mas o sentido que quis dar no meu anterior comentário não foi esse, se é ou permitido em termos contabilísticos esta abordagem. Foi mais no sentido de que o valor do plantel está subvalorizado. Se fosse avaliado pelo seu real valor teríamos Capitais Próprios positivos.  O0
Podes justificar como quiseres. Não se pode usar e isso é um facto consumado. Já agora não te esqueças que os passes dos jogadores são activos intangíveis. Já agora, achas que se os clubes ou as sads não pudessem usar o justo valor não o faziam.

Os passes dos jogadores só são considerados activos intangíveis porque não estão "titulados", tal como estão outras comodities como o petróleo, a carvão, o açucar, etc...
Na prática, os passes funcionam como tal, só que num mercado não oficial.

Por outro lado, o normal num ativo intangível não é ser avaliado pelo seu custo histórico, pois o normal é não existir. A avaliação do valor de uma Marca é sempre subjectiva, ainda que determinada quer por rendimentos futuros que gerarão, quer por análises comparadas entre marcas do mesmo sector, etc...

Se fores da área financeira/contabilística como eu, para se realizar uma análise rigorosa da mesma tens que avaliar o potencial de angariação de proveitos.
O valor real do plantel do Benfica é algo que não está evidenciado nas Demonstrações Financeiras, e isso é algo que não podes negar.
Confundes avaliação com contabilidade.
As contas das SAD`s alem de adoptarem as IFRS`S  seguem o POC ainda que adaptado às SAD`s e por isso estão obrigadas a aplicar políticas contablísticas (ver R&C no seu ponto 2.2 do anexo) as quais têm de ser consistentes de período para período e alem disso deve seguir um princípio universal da contabilidade que é o da prudência.

E pela aplicação deste princípio é que as SAD`s registam os seus plantéis como activos intangíveis e ao custo histórico de aquisição (revisto sempre que ocorrem certo tipo de operações) e registam provisões para imparidades sempre que há indicios fortes de que o valor de aquisição registado seja superior ao valor de mercado, por aplicação desse princípio da prudência.

Uma pequena correção: já não existe POC, o que existe é o SNC.

No POC um dos principais princípios era do da prudência.
No SNC a prudência continua a ser importante, mas passou também importante a reflexão na contabilidade do real valor dos activos. Daí a crescente importância das Imparidades.

Costuma-se dar como exemplo o Vinho do Porto Vintage, o qual deverá estar registado pelo justo valor e não pelo seu custo de produção (histórico), pois assim reflete-se melhor a situação da empresa.

Neste momento, creio que as únicas imparidades registadas são aquelas em que um jogador deixa de estar vinculado ao clube (rescisão de contrato por mutuo acordo, por exemplo) tendo ainda valor no ativo liquido.