64466 - Tópico: Década de 70  (Lida 255 vezes)

Covenant

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  • 09 de Junho de 2019, 11:41
Numa altura em que tanto se fala sobre domínio doméstico vs ambição europeia é importante fazer uma reflexão sobre esta década.

Os anos setenta foram um período em que o Benfica teve de forma indiscutível o domínio dentro portas. Mas na Europa a maioria das prestações foi aquém das expectativas, só tivemos um ano em que fomos a umas meias finais e perdemos com o poderoso Ajax (depois de eliminar o Feyenoord curiosamente).

O que faltou para irmos mais longe na Europa? Estes tempos são agora recordados como gloriosos... Basta dominar por cá? Como as pessoas encararam na altura levar 5 do Bayern?

RedVC

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  • 09 de Junho de 2019, 13:59
Numa altura em que tanto se fala sobre domínio doméstico vs ambição europeia é importante fazer uma reflexão sobre esta década.

Os anos setenta foram um período em que o Benfica teve de forma indiscutível o domínio dentro portas. Mas na Europa a maioria das prestações foi aquém das expectativas, só tivemos um ano em que fomos a umas meias finais e perdemos com o poderoso Ajax (depois de eliminar o Feyenoord curiosamente).

O que faltou para irmos mais longe na Europa? Estes tempos são agora recordados como gloriosos... Basta dominar por cá? Como as pessoas encararam na altura levar 5 do Bayern?


Não é uma resposta simples.

Em primeiro lugar uma constatação: mudou o centro do domínio do futebol. Acabou o domínio latino uma vez que os vencedores da TCCE passaram a vir da Europa Central e Britânica. Tivemos azar de ter o Ajax, o Bayern e o Liverpool com as melhores equipas da sua história. Da Inglaterra vinham também o Nottingham Forest, o Aston Villa, etc.

Depois temos razões internas que se acentuaram com a revolução de 1974, deixamos de ter acesso ao mercado das ex-colónias. Mesmo a alteração de paradigma dos nossos estatutos, permitindo a contratação de estrangeiros, foi insuficiente. A crise económica interna fez o resto. E claro, há gerações melhores do que outras. Em meados da década de 70  decresceu a qualidade e quantidade de grandes jogadores.

Os desafios de hoje são muito maiores, bem mais ameaçadores da nossa própria continuidade como grande Clube internacional. Continuamos a ter uma grande base de apoio dentro e fora do país mas isso não basta. Estamos num mercado limitado em número de consumidores e das receitas que podemos gerar. Terá de se pensar para fora de Portugal e isso vai desembocar na indefinição do que vai ser o futuro do futebol europeu. O SLB terá de fazer tudo para estar na Liga Europeia que irá ser criada. È preciso que a actual e próximas direcções tenham bom senso, criatividade e capacidade para perceber e estar à altura dos desafios. Mas isso já são cenários políticos e desportivos que eu estou manifestamente incapaz de perceber e discutir.

O que eu quero é que o SLB continua a crescer e que nos encha de orgulho. Os recentes reveses desportivos a nível europeu e reveses reputacionais a nível interno são duros golpes. É preciso não ser contemplativo e fazer tudo o que for possível para melhorar a nossa competitividade desportiva ao mesmo tempo ser implacável em levar a pagar na justiça os dois Clubes que nos desrespeitaram. E pedir contas internamente a quem tivermos de pedir.

Peter Buck

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  • 09 de Junho de 2019, 14:04
Numa altura em que tanto se fala sobre domínio doméstico vs ambição europeia é importante fazer uma reflexão sobre esta década.

Os anos setenta foram um período em que o Benfica teve de forma indiscutível o domínio dentro portas. Mas na Europa a maioria das prestações foi aquém das expectativas, só tivemos um ano em que fomos a umas meias finais e perdemos com o poderoso Ajax (depois de eliminar o Feyenoord curiosamente).

O que faltou para irmos mais longe na Europa? Estes tempos são agora recordados como gloriosos... Basta dominar por cá? Como as pessoas encararam na altura levar 5 do Bayern?

Apanhámos com Ajax, Bayern, Derby County e Liverpool, algumas das melhores equipas europeias da época. Fisicamente não estávamos ao mesmo nível destas equipas, nem mesmo de outras de segundo plano como o PSV, o Dresden ou o Borussia Gladbach.

Isso foi corrigido nos anos 80 com Eriksson e também com a introdução e forte investimento em estrangeiros (na primeira metade com Stromberg, Manniche, Filipovic e na segunda metade com Thern, Schwarz, Magnusson, Valdo, Aldair, Mozer, Ricardo Gomes).

1970: eliminação TCE vs. Celtic por moeda ao ar.
1971: eliminação TVT vs. Vorkwaerts nos penaltis.
1972: eliminação TCE vs. Ajax (1-0 lá, 0-0 cá).
1973: eliminação TCE vs. Derby County (3-0 lá, 0-0 cá).
1974: eliminação TCE vs. Ujpest (1-1 cá, 2-0 lá).
1975: eliminação TVT vs. PSV (0-0 lá, 1-2 cá).
1976: eliminação TCE vs. Bayern Munique (0-0 cá, 5-1 lá).
1977: eliminação TCE vs. Dresden (2-0 lá, 0-0 cá).
1978: eliminação TCE vs. Liverpool (1-2 cá, 4-1 lá).
1979: eliminação TUE vs. Borussia M'Gladbach (0-0 cá, 2-0 lá)
« Última modificação: 09 de Junho de 2019, 14:08 por Peter Buck »

Peter Buck

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  • 09 de Junho de 2019, 14:07
Em termos desportivos (e também económicos), o pior que aconteceu a Portugal e às ex-colónias foi mesmo a descolonização.

Ficaram todos a perder, excepto meia-dúzia de revolucionários sanguinários que encheram os bolsos à custa do sangue de milhões, especialmente em Angola.

O Mário Soares deveria ser julgado como um traidor à pátria pela forma como tratou a questão das colónias, mas isso é um debate para lá do âmbito deste tópico.

RedVC

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  • 09 de Junho de 2019, 14:10
Numa altura em que tanto se fala sobre domínio doméstico vs ambição europeia é importante fazer uma reflexão sobre esta década.

Os anos setenta foram um período em que o Benfica teve de forma indiscutível o domínio dentro portas. Mas na Europa a maioria das prestações foi aquém das expectativas, só tivemos um ano em que fomos a umas meias finais e perdemos com o poderoso Ajax (depois de eliminar o Feyenoord curiosamente).

O que faltou para irmos mais longe na Europa? Estes tempos são agora recordados como gloriosos... Basta dominar por cá? Como as pessoas encararam na altura levar 5 do Bayern?

Apanhámos com Ajax, Bayern, Derby County e Liverpool, algumas das melhores equipas europeias da época. Fisicamente não estávamos ao mesmo nível destas equipas, nem mesmo de outras se segundo plano como o PSV, o Dresden ou o Borussia Gladbach.

Isso foi corrigido nos anos 80 com Eriksson e também com a introdução e forte investimento em estrangeiros (na primeira metade com Stromberg, Manniche, Filipovic e na segunda metade com Thern, Schwarz, Magnusson, Valdo, Aldair, Mozer, Ricardo Gomes).

1970: eliminação TCE vs. Celtic por moeda ao ar.
1971: eliminação TVT vs. Vorkwaerts nos penaltis.
1972: eliminação TCE vs. Ajax (1-0 lá, 0-0 cá).
1973: eliminação TCE vs. Derby County (3-0 lá, 0-0 cá).
1974: eliminação TCE vs. Ujpest (1-1 cá, 2-0 lá).
1975: eliminação TVT vs. PSV (0-0 lá, 1-2 cá).
1976: eliminação TCE vs. Bayern Munique (0-0 cá, 5-1 lá).
1977: eliminação TCE vs. Dresden (2-0 lá, 0-0 cá).
1978: eliminação TCE vs. Liverpool (1-2 cá, 4-1 lá).
1979: eliminação TUE vs. Borussia M'Gladbach (0-0 cá, 2-0 lá)

Exacto.

Com Jimmy Hagan fomos eliminados por uma unha negra pelo Ajax depois de eliminar o PSV Eindhoven. Se tivéssemos passado teríamos grande possibilidade de sermos campeões europeus. Hagan dizia que teria sido campeão europeu se tivesse três Tonis no meio campo- Isso diz tudo sobre a o défice físico que Hagan sentia na nossa equipa relativamente  aos adversários.

RedVC

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  • 09 de Junho de 2019, 14:12
Em termos desportivos (e também económicos), o pior que aconteceu a Portugal e às ex-colónias foi mesmo a descolonização.

Ficaram todos a perder, excepto meia-dúzia de revolucionários sanguinários que encheram os bolsos à custa do sangue de milhões, especialmente em Angola.

O Mário Soares deveria ser julgado como um traidor à pátria pela forma como tratou a questão das colónias, mas isso é um debate para lá do âmbito deste tópico.


Peter Buck, não pretendo discutir assuntos de política portuguesa neste fórum. O meu Benfiquismo não merece isso.

Peter Buck

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  • 09 de Junho de 2019, 14:18
Numa altura em que tanto se fala sobre domínio doméstico vs ambição europeia é importante fazer uma reflexão sobre esta década.

Os anos setenta foram um período em que o Benfica teve de forma indiscutível o domínio dentro portas. Mas na Europa a maioria das prestações foi aquém das expectativas, só tivemos um ano em que fomos a umas meias finais e perdemos com o poderoso Ajax (depois de eliminar o Feyenoord curiosamente).

O que faltou para irmos mais longe na Europa? Estes tempos são agora recordados como gloriosos... Basta dominar por cá? Como as pessoas encararam na altura levar 5 do Bayern?

Apanhámos com Ajax, Bayern, Derby County e Liverpool, algumas das melhores equipas europeias da época. Fisicamente não estávamos ao mesmo nível destas equipas, nem mesmo de outras se segundo plano como o PSV, o Dresden ou o Borussia Gladbach.

Isso foi corrigido nos anos 80 com Eriksson e também com a introdução e forte investimento em estrangeiros (na primeira metade com Stromberg, Manniche, Filipovic e na segunda metade com Thern, Schwarz, Magnusson, Valdo, Aldair, Mozer, Ricardo Gomes).

1970: eliminação TCE vs. Celtic por moeda ao ar.
1971: eliminação TVT vs. Vorkwaerts nos penaltis.
1972: eliminação TCE vs. Ajax (1-0 lá, 0-0 cá).
1973: eliminação TCE vs. Derby County (3-0 lá, 0-0 cá).
1974: eliminação TCE vs. Ujpest (1-1 cá, 2-0 lá).
1975: eliminação TVT vs. PSV (0-0 lá, 1-2 cá).
1976: eliminação TCE vs. Bayern Munique (0-0 cá, 5-1 lá).
1977: eliminação TCE vs. Dresden (2-0 lá, 0-0 cá).
1978: eliminação TCE vs. Liverpool (1-2 cá, 4-1 lá).
1979: eliminação TUE vs. Borussia M'Gladbach (0-0 cá, 2-0 lá)

Exacto.

Com Jimmy Hagan fomos eliminados por uma unha negra pelo Ajax depois de eliminar o PSV Eindhoven. Se tivéssemos passado teríamos grande possibilidade de sermos campeões europeus. Hagan dizia que teria sido campeão europeu se tivesse três Tonis no meio campo- Isso diz tudo sobre a o défice físico que Hagan sentia na nossa equipa relativamente  aos adversários.

Correção: em 1972 eliminámos o Feyenoord nos quartos, que tinha aquele treinadorzinho arrogante, de seu nome Ernst Happel.

Derrota 1-0 lá e 5-1 cá, com 2-1 a 15 minutos do fim... "15 à Benfica" e holandeses arrogantes para casa.

https://www.publico.pt/2017/03/22/desporto/noticia/15-minutos-a-benfica-o-mito-nasceu-com-uma-vitoria-a-historia-lembra-uma-derrota-1766052
« Última modificação: 09 de Junho de 2019, 14:20 por Peter Buck »

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  • 09 de Junho de 2019, 14:44
Numa altura em que tanto se fala sobre domínio doméstico vs ambição europeia é importante fazer uma reflexão sobre esta década.

Os anos setenta foram um período em que o Benfica teve de forma indiscutível o domínio dentro portas. Mas na Europa a maioria das prestações foi aquém das expectativas, só tivemos um ano em que fomos a umas meias finais e perdemos com o poderoso Ajax (depois de eliminar o Feyenoord curiosamente).

O que faltou para irmos mais longe na Europa? Estes tempos são agora recordados como gloriosos... Basta dominar por cá? Como as pessoas encararam na altura levar 5 do Bayern?

Apanhámos com Ajax, Bayern, Derby County e Liverpool, algumas das melhores equipas europeias da época. Fisicamente não estávamos ao mesmo nível destas equipas, nem mesmo de outras de segundo plano como o PSV, o Dresden ou o Borussia Gladbach.

Isso foi corrigido nos anos 80 com Eriksson e também com a introdução e forte investimento em estrangeiros (na primeira metade com Stromberg, Manniche, Filipovic e na segunda metade com Thern, Schwarz, Magnusson, Valdo, Aldair, Mozer, Ricardo Gomes).

1970: eliminação TCE vs. Celtic por moeda ao ar.
1971: eliminação TVT vs. Vorkwaerts nos penaltis.
1972: eliminação TCE vs. Ajax (1-0 lá, 0-0 cá).
1973: eliminação TCE vs. Derby County (3-0 lá, 0-0 cá).
1974: eliminação TCE vs. Ujpest (1-1 cá, 2-0 lá).
1975: eliminação TVT vs. PSV (0-0 lá, 1-2 cá).
1976: eliminação TCE vs. Bayern Munique (0-0 cá, 5-1 lá).
1977: eliminação TCE vs. Dresden (2-0 lá, 0-0 cá).
1978: eliminação TCE vs. Liverpool (1-2 cá, 4-1 lá).
1979: eliminação TUE vs. Borussia M'Gladbach (0-0 cá, 2-0 lá)
Para mim 69/70, não pertence a esta década e sim 79/80.

Alexandre1976

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  • 09 de Junho de 2019, 15:41
Apanhamos o auge do Ajax do Cruyff,o Bayern do Beckenbauer e o Liverpool do Keegan.Convém também recordar o problema da competitividade do nosso futebol,a desorganização do mesmo que foi acentuada após o 25 de Abril de 1974,o fechar da torneira que era a politica de recrutamento bem sucedida das ex colonias e para mim outros dois factores muitos importantes,os problemas de saúde de jogadores nucleares(V.Martins e V.Baptista) juntamente com o continuo desmantelamento do plantel soberbo do inicio desta década e sobretudo a partir de 1976 a junção nos porcos da dupla sinistra e canalha formada pelo porco azul e o palhaço do zé do boné que começaram a minar todo o futebol nacional

Alexandre1976

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  • 09 de Junho de 2019, 15:46
Nessa década fomos nas provas europeias arrasados pelo futebol força que estava a atingir o auge vindo do centro de Europa com a excepção do futebol holandês que era mais rendilhado.Das duas Alemanhas fomos eliminados pelo Worwaerts de Berlim,Bayern,Dinamo de Dresden e Monchengladbach,de Inglaterra levamos com o Derby e o Liverpool e da Holanda sucumbimos com o Ajax e o PSV.Sobrou as eliminações algo inesperadas aos pés do Ujpest da Hungria e do Aris da Grécia.

Alexandre1976

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  • 09 de Junho de 2019, 15:55
Red VC ,esses 5-1 que falas que levamos do Bayern verificaram-se não só pela qualidade fenomenal dos Alemães(Maier,Beckenbauer,Schwarzenbeck,Hoeness,Muller ou Rummenigge),mas também porque nessa época de 75-76 as alterações no plantel do Benfica foram muitas.Recordo que nesse defeso tinham saído Eusébio,Simões,A.Jorge,J.Graça e sobretudo Humberto e que a única aquisição tinha sido o Romeu do V.Guimarães.O saudoso Velho Capitão teve que refazer a equipa apostando sobretudo em jovens como o B.Lopes,Eurico ou Sheu que foram os verdadeiros reforços dessa temporada junto dos mais experientes como eram o Bento,J.Henrique,Artur,Barros,Messias,Toni,V.Martins,Moinhos,V.Baptista,Néne ou Jordão.A politica um tanto ou quanto de unha de fome do Sr.Romão Martins na gestão do departamento de futebol também não ajudou.

RedVC

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  • 09 de Junho de 2019, 16:53
Red VC ,esses 5-1 que falas que levamos do Bayern verificaram-se não só pela qualidade fenomenal dos Alemães(Maier,Beckenbauer,Schwarzenbeck,Hoeness,Muller ou Rummenigge),mas também porque nessa época de 75-76 as alterações no plantel do Benfica foram muitas.Recordo que nesse defeso tinham saído Eusébio,Simões,A.Jorge,J.Graça e sobretudo Humberto e que a única aquisição tinha sido o Romeu do V.Guimarães.O saudoso Velho Capitão teve que refazer a equipa apostando sobretudo em jovens como o B.Lopes,Eurico ou Sheu que foram os verdadeiros reforços dessa temporada junto dos mais experientes como eram o Bento,J.Henrique,Artur,Barros,Messias,Toni,V.Martins,Moinhos,V.Baptista,Néne ou Jordão.A politica um tanto ou quanto de unha de fome do Sr.Romão Martins na gestão do departamento de futebol também não ajudou.

Exacto Alexandre. Partilhamos a opinião em relação a Romão Martins. O homem já faleceu e por isso digamos que foi um dirigente que não soube estar à altura dos desafios que o Clube lhe colocou. O Clube pagou caro muitas das suas opções. Felizmente não chegou a ser presidente, cargo que ainda procurou atingir.

Alexandre1976

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  • 10 de Junho de 2019, 14:58
Basta ver que na segunda metade dessa década(75-76 a 79-80) ganhamos 2 campeonatos e 1 Taça.Claro que se existisse justiça os títulos de 77-78(roubo descomunal no jogo do titulo na latrina das antas) e 78-79(golo irregular dos porcos no empate na antiga Catedral)teriam sido ganhos pelo Benfica.A acção hipócrita,desleal e criminosa da dupla de cabrões composta pelo velho cagão e o mestre de merda do pedroto começou precisamente nessa altura juntamente com a continua delapidação do valor do nosso plantel.

Ned Kelly

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  • 10 de Junho de 2019, 19:34
Num resumo resumido, o facto de ter coincidido com a ascensão do futebol do norte da Europa, mais físico, e com o qual tradicionalmente nos dávamos mal, contribuiu em muito para as nossas prestações mais fracas.

Mas concordo que houve factores, para mim esse é o principal.