51179 - Tópico: Palmarés do Futebol do SL Benfica  (Lida 35468 vezes)

Ruud

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Palmarés do Futebol do Sport Lisboa e Benfica


Taça dos Campeões Europeus / Liga dos Campeões - 2 Títulos
1960/61 | 1961/62 |




Taça Latina - 1 Título
1949/50 |




Taça Ibérica - 1 Título
1983/84 |




Campeonato Nacional da I Divisão / I Liga - 37 Títulos
1935/36 | 1936/37 | 1937/38 | 1941/42 | 1942/43 | 1944/45 | 1949/50 | 1954/55 | 1956/57 | 1959/60 | 1960/61 | 1962/63 | 1963/64 | 1964/65 | 1966/67 | 1967/68 | 1968/69 | 1970/71 | 1971/72 | 1972/73 | 1974/75 | 1975/76 | 1976/77 | 1980/81 | 1982/83 | 1983/84 | 1986/87 | 1988/89 | 1990/91 | 1993/94 | 2004/05 | 2009/10 | 2013/14 | 2014/15 | 2015/16 | 2016/17 | 2018/19




Taça de Portugal - 26 Títulos
1939/40 | 1942/43 | 1943/44 | 1948/49 | 1950/51 | 1951/52 | 1952/53 | 1954/55 | 1956/57 | 1958/59 | 1961/62 | 1963/64 | 1968/69 | 1969/70 | 1971/72 | 1979/80 | 1980/81 | 1982/83 | 1984/85 | 1985/86 | 1986/87 | 1992/93 | 1995/96 | 2003/04 | 2013/14 | 2016/17




Taça da Liga - 7 Títulos
2008/09 | 2009/10 | 2010/11 | 2011/12 | 2013/14 | 2014/15 | 2015/16 |




Supertaça "Cândido de Oliveira" - 8 Títulos
1980 | 1985 | 1989 | 2005| 2014 | 2016 | 2017 | 2019




Campeonato de Portugal (Entre 1921/22 e 1937/38) - 3 Títulos
1929/30 | 1930/31 | 1934/35 |




Campeonato de Lisboa (Entre 1906/07 e 1946/47 - 41 Edições) - 10 Títulos
1909/10 | 1911/12 | 1912/13 | 1913/14 | 1915/16 | 1916/17 | 1917/18 | 1919/20 | 1932/33 | 1939/40 |




Taça de Honra da AFL - 18 Títulos
1919/20 | 1921/22 | 1962/63 | 1964/65 | 1966/67 | 1967/68 | 1968/69 | 1971/72 | 1972/73 | 1973/74 | 1974/75 | 1977/78 | 1978/79 | 1979/80 | 1981/82 | 1983/84 | 1985/86 | 1987/88 |




Taça da Associação AFL - 1 Título
1921/22 |




Taça "Ribeiro dos Reis" (Entre 1961/62 e 1970/71 - 10 Edições) - 3 Títulos
1963/64 | 1965/66 | 1970/71 |

Imagens adquiridas por pcssousa e tomorcego
« Última modificação: 07 de Agosto de 2019, 19:16 por Ruud »

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  • 09 de Setembro de 2012, 11:50
O Benfica Rei de Europa 1960-61

O Benfica Rei de Europa
Taça dos Campeões Europeus 1960/61



Benfica e Barcelona jogaram a final da Taça dos Campeões Europeus de 1961. O Barcelona tinha chegado à final depois de eliminar o Real Madrid, SK Hradec Králové e o Hamburger SV. Ainda devemos ressaltar que o Real Madrid eliminado em 1961 pelo Barcelona, era detentor de todos os títulos da Taça dos Campeões Europeus desde que ela tinha sido criada em 1955/56. Ou seja que até ser eliminado nesse ano de 1961, o Real Madrid já tinha vencido 5 Taças seguidas (1955/56 - 1956/57 - 1957/58 - 1958/59 e 1959/60).

Com a eliminação dos "merengues" o Barcelona chegava à final como equipa imparável, após vencer todas as partidas. Alguns davam como favorito a equipa espanhola, que contava com o brasileiro Evaristo de Macedo e os húngaros Sándor Kocsis e Zoltán Czibor no ataque.

Porém o Benfica não era uma equipa desconhecida, tinha grandes jogadores como José Águas e Mário Coluna. As "águias" foram deixando no caminho Újpesti TE, AGF Århus, e SK Rapid Wien.

A final de Berna no dia 31 de Março de 1961 foi um jogo muito equilibrado, mas quem abriu o marcard foi o Barcelona, aos 20' com um golo de Kocsis. O Benfica não se intimidou e dez minutos depois empatou marcando o seu capitão, José Águas, ampliando com mais um golo (auto-golo) de Vergés. Já no segundo tempo veio o terceiro golo do Benfica com um remate forte e rasteiro de Coluna. Esse golo de Coluna definiu a partida, porém o Barcelona ainda reduziu com um grande golo de Czibor, aos 75'.

Veja as melhores imagens da partida e todos os golos da primeira Taça dos Campeões Europeus conquistada pelo SL Benfica:

SL Benfica 3 - 2 Barcelona

Data    Estádio
31/04/1961 | Wankdorf (em Berna)

Equipas Titulares:

Benfica: Pereira, Joao, Germano, Angelo, Neto, Cruz, Jose Augusto, Santana, Aguas, Coluna, Cavém

Barcelona: Ramallets, Foncho, Garay, Gracia, Verges, Gensana, Kubala, Suarez, Evaristo, Kocsis, Czibor



Traduzido inOsClássicos
« Última modificação: 30 de Março de 2013, 09:14 por Ruud Gullit »

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  • 09 de Setembro de 2012, 12:12
Taça dos Campeões Europeus 1961-62: o bicampeonato do Benfica



Vinte e nove clubes participaram na edição de 1961/62 da Taça dos Campeões Europeus. Apesar da maior competitividade, dois nomes famosos chegaram à final em Amesterdão: Benfica e Real Madrid. Os "encarnados" contavam com um reforço de peso, Eusébio, tendo sido em grande parte devido à inspiração do atacante nascido em Moçambique que o Tottenham Hotspur (ING) foi eliminado nas semifinais da competição.

O Tottenham, que havia eliminado Górnik Zabrze (POL), Feyenoord (HOL) e Dukla Praga (TCH), tinha conquistado o Campeonato Inglês e a Taça de Inglaterra, sendo apontado como um dos grandes favoritos à conquista do troféu. Outra equipa favorita era a Juventus, que contava com os reforços John Charles e Omar Sivori. Os italianos revelaram ser uma equipa difícil de ser batida no confronto com o Real Madrid nos quartos-de-final, com Alfredo Di Stéfano marcando o único golo do jogo da 2ª mão, disputado em Turim. No entanto, a Juventus venceu em Madrid, naquela que foi a primeira derrota em casa dos espanhóis em competições europeias. O jogo-desempate foi disputado em Paris, onde o Real Madrid levou a melhor por 3x1.

Com Di Stéfano, Ferenc Puskás e Luis Del Sol no auge, os "merengues" eram um adversário poderosíssimo para o Benfica, que muitos acreditavam ter tido sorte ao derrotar o Barcelona na final em 1961. Na final desta temporada, disputada no Estádio Olímpico de Amesterdão, um "hat-trick" de Puskás colocou o Real Madrid na frente no intervalo: 3x2. Contudo, a reacção dos "encarnados" na etapa complementar revelou-se implacável. Mário Coluna restabeleceu a igualdade antes de dois golos da nova estrela, Eusébio, resolverem a partida e darem o bicampeonato ao Benfica.

Oitavos-de-Final
31/10/61, Austria Viena (AUT) 1x1 Benfica
08/11/61, Benfica 5x1 Austria Viena (AUT)

Quartos-de-Final
01/02/62, Nuremberg (AL.OC.) 3x1 Benfica
22/02/62, Benfica 6x0 Nuremberg (AL.OC.)

Semifinais
21/03/62, Benfica 3x1 Tottenham (ING)
05/04/62, Tottenham (ING) 2x1 Benfica

Final
02/05/62, Benfica 5x3 Real Madrid (ESP)

SL Benfica 5 - 3 Real Madrid

Estádio: Olímpico (Amsterdã, Holanda)
Data: 2 de Maio de 1962

Benfica: Costa Pereira; João, Germano, Angelo; Cavem, Cruz; Augusto, Eusébio, Aguas, Coluna, Simões – Técnico: Bela Guttmann

Real Madrid: Araquistain; Casado, Santamaría, Miera; Felo, Pachin; Tejada, Del Sol, Di Stéfano, Puskás, Gento – Técnico: Miguel Muñoz



Traduzido inColunasports
« Última modificação: 30 de Março de 2013, 11:24 por Ruud Gullit »

Ruud

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  • 16 de Setembro de 2012, 21:25
A Taça Latina de 1950





Durante anos o tenente-coronel Ribeiro dos Reis, que durante muito tempo iria presidir à Mesa da Assembleia Geral do Benfica, bateu-se pela realização da Taça Latina, a disputar pelos clubes campeões nacionais do Portugal, Espanha, França e Itália, assegurando assim contactos internacionais muito difíceis na altura para os futebolistas portugueses, afastada que estava ainda a criação da UEFA e por inerência das suas competições de selecções e clubes. A ideia original, de 1925, até era criar-se uma competição com as selecções nacionais desses países. Quase um quarto de século depois, Jules Rimet, mítico presidente da FIFA, Armando Muñoz Calero, presidente da Federação Espanhola de Futebol, entre outros apoiaram e apadrinharam a ideia e a competição. E nasceu a competição de clubes que acabaria por ser um ponto de arranque para a futura Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Aquando da 1ªa edição da prova, em 1949, logo ficou estabelecido que a sua edição seguinte seria disputada em solo luso.
A organização do evento entusiasmou a FPF, que tanto trabalhou na mesma, que abdicou de organizar Taça de Portugal nesse ano.

O Benfica foi campeão nacional 1949/1950, face a um Sporting nos seus tempos áureos num campeonato em que apenas perderia um único jogo, precisamente em casa contra o sportinguistas quando faltavam 3 jogos para a conclusão do mesmo e depois de na 1º volta  já ter ganho no campo do rival, e, portanto, foi o clube convidado pela FPF para representar o país.
Os restantes participantes seriam os campeões de Espanha e França, Atlético de Madrid e Bordéus, e o 4º classificado do campeonato de Itália, Lázio, uma vez que o campeão Juventus, por razões burocráticas, já debatidas, não participou.
O sorteio acabaria por ditar os jogos Benfica - Lázio e Atlético Madrid – Girondins Bordéus.

E no dia 10 de Junho, dia de Portugal, as equipas do Benfica e da Lázio de Roma subiram ao bem tratado relvado do Estádio Nacional, para dar o pontapé de saída da 2ª edição da competição. Nesse dia, e mercê de uma magnífica exibição, os benfiquistas batem os italianos por expressivos 3-0, com golos de Rosário aos 7 minutos (há literatura que aponta erradamente para Corona), Rogério “Pipi”  aos 27 e Arsénio aos 76 marcaram os golos deste jogo sem grande história. Uma vitória indiscutível, facilitada pelo surto de anginas que acometeu vários jogadores romanos.
O Benfica, treinado pelo inglês Ted Smith, alinhou com José Bastos, Jacinto Marques, Joaquim Fernandes, Francisco Moreira, Félix Antunes, José da Costa, Corona, Arsénio, Julinho, Rogério Carvalho e José Rosário.
Uma curiosidade que envolveu este jogo é o facto de Rogério “Pipi”, ter pedido expressamente a Ted Smith, para jogar a interior em vez de extremo, posição que actualmente ocupava, o inglês experimentou, Rogério marcou e não mais voltaria a jogar na extrema direita.
A final, seria disputada no dia seguinte, ante os campeões franceses, que tinham batido o Atlético Madrid por 4-2. Indiscutível seria também o triunfo dos franceses do Bordéus ante os espanhóis do Atlético de Madrid. Ao contrário do que hoje em dia acontece as grandes competições da altura eram jogadas num curto espaço de tempo, pelo que a decisão da Taça Latina de 1950 foi agendada para o dia seguinte às meias-finais.
Aparentemente o Benfica sentir-se-ia beneficiado com estes resultados, pois o encontro final com os franceses de Bordéus, criava nos portugueses um certo optimismo, já que teoricamente espanhóis e italianos constituiriam obstáculos de maior apreensão face à velocidade e dureza típicas dos primeiros e a maior experiência e pendor técnico dos segundos.
Era certo, também, que o Benfica, não dispunha ainda, na sua maioria de nomes sonantes no Mundo do futebol.  Mas não nos podemos esquecer que tinha uma equipa recheada de jogadores de grande qualidade com Félix, Moreira, Arsénio, Julinho ou Rogério Carvalho, e mesmo entre os restantes, Bastos era um guarda-redes muito pendular apesar de jovem e de até certo ponto ter sido algo surpreendente que jogasse em detrimento de Contreiras; o pendular Jacinto e Fernandes, constituíam com Félix uma defesa bem segura; enquanto que aqueles três atacantes, tinham em Corona, Rosário e Pascoal, companheiros bem rápidos e perigosos, constituindo todos um conjunto “à Benfica” daqueles com um espírito guerreiro ilimitado.

E eis que é chegada a grande final. Sob o olhar atento do árbitro espanhol Fonbana, os benfiquistas imprimem uma velocidade estonteante à partida e uma grande desenvoltura atacante que permite a Arsénio, logo aos 3 minutos, marcar o primeiro golo da partida. 17 minutos depois Corona, eleva para 2-0 e a confiança instala-se nas hostes encarnadas.
O Bordéus nunca desiste. Faz das fraquezas forças, reagem com firmeza e em 4 investidas fazem 3 golos, aos 23, 37 e 43 minutos. O Benfica vai para o intervalo na condição de derrotado.
No balneário, os jogadores portugueses prometem entre si que lutarão até á exaustão para vencerem o troféu. E, é com este espírito que o Benfica entra em campo e domina os segundo 45 min a seu bel-prazer. Empata, logo aos 56 min por intermédio do extremo Pascoal e continua a pressionar.
Contra a expectativa geral, os franceses apresentam um conjunto sólido que aguenta até ao final do tempo regulamentar.
Jogar-se-ia mais meia-hora, sem que qualquer dos conjunto conseguisse marcar.
Sem o desempate através da marcação de pontapés da marca de grande penalidade previsto no regulamento, seria marcado jogo de desempate para daí a uma semana, Domingo, 18 de Junho.
O Benfica alinhou, nesta final que acabou empatada, com José Bastos, Jacinto Marques, Joaquim Fernandes, Francisco Moreira, Félix Antunes, José da Costa, Corona, Arsénio, Julinho, Rogério Carvalho e Pascoal; e os de Bordéus com: Astress, Garriga, Marignac, Barek, Swiatek, Gallice, Persillon, Mustapha, Kargu e Doye

Nesse abençoado 18 de Junho de 1950, entraram as duas equipas em campo e deparam-se com uma moldura humana de 20 mil espectadores, bem mais do que era hábito nos grandes jogos por cá disputados.
A equipa do Bordéus não apresentou alterações no 11 e o Benfica faria entrar o veloz extremo José Rosário para o lugar de Pascoal. O árbitro era desta vez o italiano Bertollo.
O Benfica entrou melhor em campo, talvez entusiasmado com o massivo apoio popular. Rápidamente falha 2 soberanas ocasiões de golo e são mesmo os franceses quem inaugura o marcador logo aos 8 minutos por intermédio de Kargou.
A perder os pupilos de Ted Smith partiram para cima do Bordéus com todas as suas forças e a imensa alma benfiquista, valendo ao emblema gaulês uma soberba exibição do guardião do seu templo, o guarda-redes Astresse. O Benfica ia tentando sem êxito chegar ao golo, o relógio continua sem parar, a angústia instala-se, os adeptos vão abandonado as bancadas, cabisbaixos… De repente, 20 segundos para o fim, Arsénio,  faz o golo do empate provocando uma imediata explosão de alegria nos que teimaram em ficar sentados nas bancadas de pedra do Jamor até ao apito final.
No relvado, jdo lado de fora das quatro linhas, o capitão Francisco Ferreira, ausente da competição por, apesar de já estar recuperado de uma lesão ter entendido não jogar para “não prejudicar a equipa” em virtude de entender não estar na sua melhor forma, dirige-se ao barreirense que, caído no relvado ficou a olhar o horizonte, e abraçou-o.
Aqueles que tinham saído reentram a correr e reocupam o seu lugar nas lajes do Jamor, ao ouvirem a tremenda explosão de alegria vinada das bancadas do estádio
Mais um prolongamento, 30 minutos onde nada se alterou, sendo que segundo os regulamentos da prova teria de ser jogado em seguida mais um pequeno prolongamento de 10 minutos para se encontrar o vencedor. O golo, apesar da pressão o Benfica continua sem aparecer... mais 10 minutos!  Estes passam a correr e logo o árbitro manda jogar outros 10. Estes seriam os últimos, uma vez que já escasseava a luz natural e a iluminação artificial era ainda uma miragem e só seria instalada no Estádio Nacional várias décadas mais tarde.
Os jogadores dos dois conjuntos denotavam já há muito um tremendo desgaste, acusando a falta de força.
De repente, aos 5 minutos deste 4º prolongamento canto, Rosário vai marcar, a bola sobra para o centro da área e o guarda-redes francês, Astress choca com os seus colegas que também saltaram à bola, toca ainda com a mão, mas a redondinha sobra para Julinho, que também se tinha elevado nos ares e quando todos olham a bola beijava as redes da baliza do Bordéus… Morte súbita, o jogo terminara e o Benfica era campeão latino, o público invadiu o relvado para abraçar os jogadores que já não tinham forças para erguer os braços em sinal de vitória.

Assim que soou o apito, Corona, desmaiou no campo. Foi levado para os balneários de charola. Os colegas despiram-no, descalçaram-no, puseram-no no duche e nada: a insensibilidade manteve-se, oferecendo uma imagem bizarra, debaixo do chuveiro, com a água tépida a salpicar-lhe o corpo ainda desfalecido. Quando deu cobro de si só foi capaz de dizer que soubera, finalmente, o que era o Paraíso. Os outros benfiquistas também.

Entretanto, um pouco a custo Rogério Carvalho  subiu a longa escadaria até à tribuna do Jamor para receber a Taça Latina de 1950. Jacinto, que tinha sido o capitão em campo tinha jogado os últimos 30 minutos com o pulso partido e encontrava-se impossibilitado de ir receber o troféu, cedendo a honra ao “Pipi”. Recebeu-a das mãos de Guilherme Pinto Basto, introdutor do futebol em Portugal e ergueu-a aos céus, com o sol a pôr-se e uma aura de vermelho a envolvê-lo.
A festa estender-se-ia do Jamor para as ruas de Lisboa e daí para todo o país e império português…

Um pequeno resumo do jogo pode ser visto .



Rogério "Pipi", com o troféu, junto de Guilherme Pinto Basto, um dos introdutores do futebol em Portugal.

Estádio Nacional do Jamor, 18 de Junho de 1950
Benfica: 2
José Bastos, Jacinto Marques, Joaquim Fernandes, Francisco Moreira, Félix Antunes, José da Costa, Corona, Arsénio, Julinho, Rogério Carvalho e José Rosário
Treinador: Ted Smith

Girondins Bordéus: 1
Astress, Garriga, Marignac, Barek, Swiatek,, Gallice, Persillon, Mustapha, Kargu e Doye

Árbitro: Bertollo (Ita)

Golos: Kargu aos 9’ (0-1), Arsénio aos 90’ (1-1), Julinho aos 145’ (2-1)



Em Baixo (da esq. para dir.): Corona, Arsénio, Julinho, Rogério e Rosário
Em cima (da esq. para dir.): Moreira, Félix, Fernandes, Contreiras, José da Costa, Jacinto e Bastos


No Lobito, um jovem iria guardar e colocar na parede do seu quarto este poster dos campeões Latinos que sairia no jornal do dia seguinte, mal imaginando que em breve iria ser companheiro dos seus heróis.
Esse jovem viria a capitanear o Benfica, e a tornar-se o maior marcador da história do clube. Viria a levantar o mais cobiçado dos troféus de clubes… o imortal José Águas,!
O clube viria a mudar completamente com este triunfo. Se já era o mais popular de Portugal, depois desta vitória isso seria ainda mais notório e dos 17.791 sócios que tinha á data, passaria, daí a 5 anos, em Setembro de 1955, para os 30 mil.
Foi o primeiro triunfo de uma equipa portuguesa num troféu oficial internacional, e a primeira vez é aquela que nunca se esquece!

Texto feito por pcssousa

Ruud

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  • 21 de Setembro de 2012, 21:08
Taça Ibérica 1983/84




No final da época de 1982/83, os dois clubes campeões de Portugal e Espanha, Sport Lisboa e Benfica e Athletic Club, de Bilbau, entenderam por bem preencher o seu calendário competitivo e solicitaram a ambas as Federações nacionais, FPF e RFEF, ambas acederam a fazê-lo, e foi decidido então disputá-la a duas mão, a primeira em solo espanhol e a segunda em solo português, com a particularidade de ser possível fazerem-se até 4 substituições por equipa.
Na primeira mão, a 17 de Agosto de o Benfica deslocou-se a Bilbao, defrontando o forte e combativo campeão espanhol, orientado superiormente por Javier Clemente e que nessa mesma época se sagraria não só bi-campeão nacional como conquistaria ainda a Copa do Rei.
 Clemente, tinha montado uma equipa extremamente consistente com muitos jovens canteranos como Santiago Urquiaga, Miguel De Andres, Ismael Urtubi, Estanislao Argote eAndoni Zubizarreta, que se juntaram aos veteranos Dani e Goikoetxea, o homem que personificava o estilo agressivo de jogo desta equipa. Era olhada como uma equipa defensiva, mais de contenção, pois recorria já a dois médios defensivos que eram colocados no terreno à frente de dois defesas centrais de marcação e um libero.
Do outro lado, um Benfica fortíssimo, superiormente orientado pelo jovem sueco Sven-Göran Eriksson, treinador que revolucionaria o futebol português, até a nível de mentalidade, no acreditar que é possível ganhar. Na época anterior tinha ganho o campeonato categoricamente, tinha atingido a final da Taça UEFA com um punhado de exibições fantásticas, como a de Roma, onde bateria o futuro campeão italiano, recheado de craques, ou a de Sevilla, onde bateria o Bétis. Era uma equipa repleta de grandes figuras, a começar por Bentona baliza, Pietra, António Bastos Lopes, Álvaro, Carlos Manuel, Stromberg, Shéu, Diamantino, Veloso, o elegante Nené ou o gracioso Filipovic, indiscutivelmente uma das melhores da história do clube.
O Athletic, entrou forte, logo aos 16 minutos inaugurou o marcador, por Sola. O Benfica não desarmou e o inevitável Nené  empataria à meia hora de jogo.
O jogo entrou numa fase incaracterística normal para a fase da época e também porque o Benfica sabia que 3 dias depois teria mais uma final importante. O Bilbau usava ainda de alguma dureza, tão típica do seu estilo de jogo e tão comum no futebol espanhol da altura
Aos 86 minutos de jogo, De Andrés, consegue o 2-1 para os da casa, deixando adiada a decisão acerca da conquista do troféu para a Luz, daí a uma semana.
17-8-1983, San Mamés, Bilbao
 
Athletic Club: 2
Zubizarreta; Urkiaga, Liceranzu, A.Goikoetxea(50 Salinas), J.Núñez (cap.), (57’ De La Fuente); Sola, De Andrés, Argote; Endika, Sarabia (57 Júlio Salinas), Urtubi (24 Gallego);

Treinador: Javier Clemente

Golos: Sola 16’, De Andrés 86’

SL Benfica: 1
Bento; Pietra, António Bastos Lopes, Oliveira,Álvaro; José Luis (82’ Padinha), Carlos Manuel, Stromberg(72’ Shéu), Diamantino (50’ Veloso); Nené (cap.), Filipovic
Treinador: Sven-Göran Eriksson

Golo:Nené  30’


A 2ª mão foi jogada na Luz a 24 de Agosto de 83.
Ainda se vivia a euforia da vitória alcançada quatro dias antes. No dia 21 de Agosto, o Sport Lisboa e Benfica tinha conquistado a 18ª Taça de Portugal da sua história em pleno Estádio das Antas.
Assim que se apurou para a final da Taça e soube que o seu adversário seria o Benfica, o FC Porto recusou de imediato deslocar-se ao Jamor para disputar a partida. Após muita polémica, que levou a decisão da competição para o início da época seguinte, o jogo seria marcado para o Estádio das Antas. O Benfica não se atemorizou e, um golaço decorrente de um pontapé do meio da rua de Carlos Manuel, decidiria a contenda.

Assim que o jogo ante o Bilbao começou, imediatamente os bascos recuaram no relvado ante a intensa pressão Benfiquista. Mantendo sempre uma toada nitidamente ofensiva, mostrando já uma invejável frescura física em especial atendendo ao facto de se estar em início de temporada, o Benfica à passagem do meio da 1ª parte inaugura o marcador por intermédio do montenegrino Zoran Filipovic. Mas o Benfica não estava satisfeito, queria mais e mais.Nené  aos 30 e 44 minutos ampliaria para 3-0.
Na 2ª metade, o Benfica jogaria um pouco mais em contenção, não deixando de criar boas oportunidades, mas foi o Athletic que reduziu e estabeleceu o resultado final em 3-1 aos 70 minutos de jogo.
Estava feito. O Benfica era o primeiro campeão ibérico de futebol de forma oficial.


24-8-1983, Estádio da Luz em Lisboa
 
SL Benfica: 3
Bento; Pietra, António Bastos Lopes, Oliveira,Álvaro; José Luis, Carlos Manuel, Stromberg(71’ Shéu), Veloso (71’Diamantino) Nené (cap.), Filipovic(80’Michael Manniche
Treinador: Sven-Göran Eriksson

Golos: Filipovic23’, Nené 30’ e 44’


Athletic Club: 1
Zubizarreta; Urkiaga, Liceranzu, A.Goikoetxea(56 P.Salinas), J.Núñez (cap.) (56 De La Fuente); Sola, De Andrés,Argote; Endika, Sarabia (56 Júlio Salinas), Urtubi;
Treinador: Javier Clemente
Marcadores: Sola 70’



Os primórdios desta competição remontam aos anos 30, quando o FC Porto e o Bétis de Sevilha disputaram, no Porto, um jogo que decidiria qual a melhor equipa ibérica. Venceu o Porto, clube que organizou esse jogo particular.
A ideia foi retomada portanto, em 1983 e infelizmente, acabou por não singrar, embora anos mais tarde, já nos anos 90, Benfica e Atlético de Madrid tenham disputado igualmente um troféu a duas mãos e mais uns quantos anos depois em alvalade disputou-se um Sporting – Real Madrid  alegadamente também para uma taça Ibérica. Nenhum destes troféus foi oficializado por qualquer Federação nacional.
Aquando da sua eleição para presidente da Liga de Clubes, Hermínio Loureiro, manifestou intenção de reactivar esta competição, mas no panorama competitivo actual, em que a Liga Espanhola é bem mais mediática que a Portuguesa, e em que a sobrecarga de jogos é maior, é natural que o projecto não tenha seguido.
Não é ainda de estranhar que após esta edição, em 1983, a competição não tenha prosseguido. Na realidade, basta ver que a organização do futebol espanhol na altura era tão diferente que ao longo dos anos 80 chegaram a não se realizar supertaças espanholas por divergências de datas. Mas para a história ficou aquele que é até à data o último troféu internacional oficial do futebol sénior benfiquista. Aguardemos o que o futuro nos reserva.
Uma ressalva final, para acrescentar que ficou estabelecido que seria a federação nacional que organizaria a segunda mão a fornecer o troféu ao vencedor, razão pela qual vemos na imagem em baixo o vice-presidente da FPF, Amândio Carvalho, a entregar a Nené um troféu igual ao da Supertaça Cândido de Oliveira, apenas mudando a sua inscrição. É possível ver as iniciais FPF no topo do troféu, assim como um apanha-bolas chamado Rui Costa, que um dia seria destacado profissional do clube, a observar esta mesma entrega.


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« Última modificação: 21 de Setembro de 2012, 21:50 por Ruud Gullit »

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  • 23 de Setembro de 2012, 20:02
Campeonato Nacional da 1ª Liga 1935/36:


1ª j: Benfica - Vit. Setúbal 5-3
2ª j: Belenenses - Benfica 3-1
3ª j: FC Porto - Benfica 2-2
4ª j: Académica - Benfica 2-6
5ª j: Sporting - Benfica 2-4
6ª j: Benfica - Boavista 8-2
7ª j: Benfica - Carcavelinhos 2-1
8ª j: Vit. Setúbal - Benfica 3-3
9ª j: Benfica - Belenenses 0-0
10ª j: Benfica - FC Porto 5-1
11ª j: Carcavelinhos - Benfica 0-0
12ª j: Benfica - Académica 3-1
13ª j: Benfica - Sporting 3-1
14ª j: Boavista - Benfica 2-2




Numa última jornada repleta de emoção, um empate a duas bolas no Estádio do Bessa, na última jornada do campeonato, foi suficiente para que o Benfica se sagrasse campeão nacional pela primeira vez no seu historial, num campeonato onde, apesar de apenas se ter superiorizado ao FC Porto por um ponto, demostrou inequívoca superioridade nos confrontos sobre os rivais Porto e Sporting, não tendo perdido nenhum dos confrontos e apenas cedido um empate a duas bolas na Constituição. A vitória caseira, no Campo das Amoreiras, à 10 jornada sobre o campeão Porto por 5-1 foi determinante para a conquista.
O Benfica, superiormente orientado por Lipo Hertzka, mostrava muita consistência. Esta foi a última época de Vítor Silva no clube, ele que tinha sido classificado por mestre Cândido de Oliveira como “a mais prodigiosa intuição para o futebol que jamais conheci”.

Jogadores campeões: Rogério Sousa,  (14), Tavares (14), Gustavo Teixeira (13), Gatinho (13), Albino,  (13), Valadas (12), Carlos Torres, (12), Vítor Silva (12), Xavier (11), Gaspar Pinto, (9), D. Lopes (9), Correia (9), F. Costa (5), Guedes (3), Cardoso (3), Baptista (2)

Melhores marcadores: Valadas  (12), Carlos Torres (9), Vítor Silva (7), Xavier (7)

Treinador: Lipo Hertzka

Texto feito por pcssousa

Ruud

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  • 23 de Setembro de 2012, 20:03
Campeonato Nacional da 1ª Liga 1936/37:


1ª j: Vit. Setúbal - Benfica 1-2
2ª j: Benfica - Carcavelinhos 5-1
3ª j: Benfica - Leixões 10-2
4ª j: Sporting - Benfica 1-4
5ª j: Benfica - Académica 2-1
6ª j: Benfica - Belenenses 2-0
7ª j: FC Porto - Benfica 2-1
8ª j: Benfica - Vit. Setúbal 8-1
9ª j: Carcavelinhos - Benfica 1-3
10ª j: Leixões - Benfica 0-6
11ª j: Benfica - Sporting 5-1
12ª j: Académica - Benfica 1-3
13ª j: Belenenses - Benfica 1-0
14ª j: Benfica - FC Porto 6-0




O primeiro bi-campeonato do clube teve, a exemplo do 1º campeonato conquistado, que esperar pela última jornada para ser celebrado. Desta vez o rival maior foi o Belenenses que terminou a prova a um escasso ponto. Na derradeira partida, disputada no Campo das Amoreiras a 2 de Maio de 1937, o Benfica tinha que ganhar, o opositor era o FC Porto, mas uma exibição memorável daquele que já na altura era conhecido pelo “Glorioso” fez com que os portistas regressassem a casa com uma pesada derrota por 6-0.
O Benfica tinha, já nesta altura, grandes jogadores que marcariam a sua história e eram já eminentes jogadores da selecção nacional. Gustavo Teixeira, Gaspar Pinto, Valadas  ou Rogério Sousa.
Após a festa de despedida de Vítor Silva, histórico jogador que tinha integrado a mítica selecção olímpica de 1928, realizada em Setembro de 1936, com uma vitória por 2-1 sobre o Sporting, este seria substituído no clube por um jovem angolano de 17 anos. Este jovem, de seu nome Guilherme Espírito Santo, seria um dos mais destacados desportistas da história do clube, afamado goleador e recordista nacional de salto em comprimento, triplo salto e salto em altura. Na última jornada da Liga, o jovem angolano seria autor de um hat-trick contra o FC Porto.
Logo na sua época de estreia marcaria 17 golos em 14 jogos na Liga.

Jogadores campeões: Rogério Sousa (14), Espírito Santo  (14), Xavier (14), Valadas (14), Gustavo Teixeira (13), Albino (13), Vieira (13), Baptista (13), Gaspar Pinto (12), D. Lopes (12), Tavares (10), Alcobia (4), Amaro (4), Correia (2), F. Costa (2)

Melhores marcadores: Rogério Sousa  (19), Espírito Santo (17), Valadas (10), Xavier (5)

Treinador: Lipo Hertzka

Texto feito por pcssousa

Ruud

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  • 23 de Setembro de 2012, 20:04
Campeonato Nacional da 1ª Liga 1937/38:





1ª j: Académico Porto - Benfica 0-4
2ª j: Benfica - Sporting 3-2
3ª j: Benfica - Barreirense 0-0
4ª j: Carcavelinhos - Benfica 1-4
5ª j: Benfica - FC Porto 3-1
6ª j: Belenenses - Benfica 2-1
7ª j: Académica - Benfica 1-2
8ª j: Benfica - Académico Porto 3-0
9ª j: Sporting - Benfica 2-2
10ª j: Barreirense - Benfica 1-2
11ª j: Benfica - Carcavelinhos 3-2
12ª j: FC Porto - Benfica 2-2
13ªj: Benfica - Belenenses 2-1
14ªj: Benfica - Académica 3-1



Primeiro tri-campeonato da história do Benfica. Mais uma vez as decisões ficaram para a última jornada, embora, quando ainda ficariam a faltar duas jornadas o Benfica  tenha praticamente assegurado o titulo de  campeão, quando, a 2 de Abril de 1938, foi ao campo dos portistas, na Constituição empatar por 2-2, perante uma assistência de cerca de 20 mil pessoas. Restavam dois jogos em casa, ante Belenenses e Académica e os benfiquistas venceriam ambos, não facilitando.
Benfica e Porto acabariam o campeonato empatados em pontos, mas com vantagem para os benfiquistas no confronto directo, uma vez que ganharam por 3-1 em casa e empataram fora a duas bolas.
Os portistas protestaram e apresentaram queixa formal pois no seu entender esta não era uma forma justa de decidir o campeão, mas antes uma finalíssima. Era contudo o factor de desempate presente no regulamento aprovado e nada houve a fazer… muitos anos mais tarde, o mesmo clube nortenho ganharia um campeonato ao Benfica nas mesmas condições e aí não houveram protestos.
Fazendo as contas deste tri-campeonato, o Benfica em 3 épocas fez 42 jogos, venceu 30, empatou 8 e perdeu apenas 4, marcando 132 golos e sofrendo 25.
Grande parte do mérito por este tri-campeonato é atribuído ao treinador húngaro Lipo Hertzka, classificado na pelo jornalista Carlos Carvalho na imprensa do clube como “de trato atraente e muito correcto, com uma admirável visão de jogo, teve a rara intuição de saber aliar as qualidades do futebolista português ao estilo solto do futebol austríaco”. 

Jogadores CampeõesEspírito Santo  (14), Albino (14), Gaspar Pinto (14), Xavier (14), Valadas  (14), Baptista (14), Amaro (13), Gustavo Teixeira  (12), Rogério Sousa  (12), Vieira (12), D. Lopes (10), Cardoso (4), F. Costa (3), F. Barbosa (2), Rosa (1), L. Rodrigues (1).

Melhores marcadores: Rogério Sousa  (12), Valadas   (9), Espírito Santo  (6), Xavier (3)

Treinador: Lipo Hertzka

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  • 24 de Setembro de 2012, 19:45
Campeonato Nacional da 1ª Divisão 1941/42


1ª j: Carcavelinhos - Benfica 1-4
2ª j: Benfica - Académico Porto 4-1
3ª j: Benfica - Unidos Lisboa 2-0
4ª j: Académica - Benfica 3-1
5ª j: Benfica - Olhanense 8-1
6ª j: FC Porto - Benfica 4-1
7ª j: Benfica - Belenenses 2-1
8ª j: Sporting - Benfica 1-4
9ª j: Benfica - Vit. Guimarães 4-2
10ª j: Barreirense - Benfica 0-1
11ª j: Benfica - Leça 5-0
12ª j: Benfica - Carcavelinhos 4-0
13ª j: Académico Porto - Benfica 2-4
14ª j: Unidos Lisboa - Benfica 2-4
15ª j: Benfica - Académica 4-1
16ª j: Olhanense - Benfica 2-3
17ª j: Benfica - FC Porto 5-1
18ª j: Belenenses - Benfica 4-0
19ª j: Benfica - Sporting 4-3
20ª j: Vit. Guimarães - Benfica 1-2
21ª j: Benfica - Barreirense 3-2
22ª j: Leça - Benfica 2-5



O primeiro titulo nacional no campeonato desde que este tinha adoptado a nova designação de Campeonato nacional da 1ª Divisão e também o 1º titulo nacional festejado no Campo Grande. Foi um campeonato marcado por mais um alargamento decidido pela FPF e mais uma vez para beneficiar o FC Porto. Pela 2ª vez, o clube da invicta tinha ficado fora dos primeiros classificados do Campeonato do Porto, prova que à época servia de qualificação para o Campeonato Nacional, pelo que deveria ter participado no campeonato da 2ª divisão. Desta vez fez-se justiça e ao contrário do que tinha acontecido da 1ª vez, em 1939/40, o FC Porto não foi campeão, voltando o Benfica aos títulos.
Pela primeira vez o Benfica ganhava o campeonato de forma confortável, sem ter que esperar pela última jornada. Apesar das pesadas derrotas nas Salésias e Constituição, o Benfica, comandado por János Biri, conquistaria o título nacional de forma imaculada, conseguindo não só ganhar os dois jogos ante o rival Sporting, como golear o Porto no Campo Grande por 5-1.

Jogadores campeões: Martins (22), Valadas (22), Francisco Albino (21), Nelo (21), Gaspar Pinto (20), Francisco Ferreira (20), Francisco Rodrigues (16), César Ferreira (16), Manuel Costa (16), Joaquim Teixeira (15), Alcobia (9), Galvão (8), Conceição (7), Freire (7), A.Pereira (7), Elói (6), A. Teixeira (6), Casimiro (2), A. Rodrigues (1)

Melhores marcadores: Francisco Rodrigues (16), Valadas (12), Joaquim Teixeira  (12), Nelo (11)

Treinador: János Biri

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  • 24 de Setembro de 2012, 19:48
Campeonato Nacional da 1ª Divisão 1942/43


1ª j: Unidos Lisboa - Benfica 2-3
2ª j: Olhanense - Benfica 0-1
3ª j: Benfica - Vit. Guimarães 8-3
4ª j: CUF - Benfica 2-3
5ª j: Benfica - FC Porto 12-2
6ª j: Benfica - Belenenses 4-2
7ª j: Benfica - Leixões 3-0
8ª j: Sporting - Benfica 3-2
9ª j: Benfica - Académica 6-2
10ª j: Benfica - Unidos Lisboa 5-2
11ª j: Benfica - Olhanense 3-1
12ª j: Vit. Guimarães - Benfica 5-1
13ª j: Benfica - CUF 7-1
14ª j: FC Porto - Benfica 2-4
15ª j: Belenenses - Benfica 5-2
16ª j: Leixões - Benfica 2-4
17ª j: Benfica - Sporting 2-1
18ª j: Académica - Benfica 3-4





Numa época em que o Campeonato Nacional volta a ser disputado por apenas 10 clubes, a prestação do Benfica fica marcada por dois grandes momentos na história do clube, a 1ª dobradinha conquistada e a goleada imposta ao FC Porto por 12-2, resultado que é o mais avultado em jogos disputados entre os 3 grandes e uma das maiores alguma vez imposta pelo Benfica em jogos oficiais. Em jogo a contar para o campeonato nacional de 1942/43, no dia 7 de Fevereiro de 1943, logo à 5ª jornada da prova, um Benfica avassalador, goleia o FCP por 12-2. O grande herói do jogo foi Julinho, que marcaria quatro golos (jamais um jogador do Benfica voltaria a marcar 4 golos no mesmo jogo ao Porto e apenas Rui Águas em 86/87 marcaria 3). Os marcadores dos golos do Benfica (oficialmente, já que Julinho jurava ter marcado pelo menos 5 do golos) foram: Valadas (5 e 31),Teixeira (39 e 85), Manuel da Costa (44 e 58), Alfredo (46 p.b.), Julinho (55, 60, 61 e 75) e Francisco Ferreira (77).

Faltando duas jornadas para conclusão da prova, o Benfica encontrava-se no 2º posto do campeonato, a um ponto do rival Sporting. Na 17ª e penúltima jornada, o Benfica receberia, no dia 9 de Maio de 1943, o rival no Campo Grande, naquele que seria o 154º jogo entre ambos. O Benfica ganharia 2-1 e a faltar um jogo para o final da prova passava para a frente, com um ponto de avanço… faltava o último jogo em Coimbra.
No dia 16 de Maio, o Benfica sairia de Coimbra com uma difícil vitória por 3-4 e proclamava-se bi-campeão. Embarcou no comboio rumo a Lisboa e no Rossio estevam muitos milhares de pessoas à espera de saudar os campeões. Talvez a maior enchente que o Rossio tinha visto até aquela altura.

Jogadores campeões: Martins (18), Francisco Albino (18), Gaspar Pinto  (18), Francisco Ferreira (17), Julinho (16), Joaquim Teixeira (15), Alcobia (15), Nelo (14), Manuel Costa (14), César Ferreira (13), Alfredo Valadas (13), Rogério (8), Jordão (5), Pires (4), Galvão (4), Brito (2), Conceição (2), Carvalho (1), Guia Costa (1)

Melhores marcadores: Julinho  (24), Manuel Costa (12), Joaquim Teixeira  (10), Alfredo Valadas  (9)

Treinador: János Biri

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Ruud

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  • 24 de Setembro de 2012, 19:51
Campeonato Nacional da 1ª Divisão 1944/45


1ª j: Benfica - Estoril 2-0
2ª j: Benfica - Académica 6-1
3ª j: Sporting - Benfica 0-2
4ª j: Belenenses - Benfica 1-3
5ª j: Benfica - Olhanense 2-2
6ª j: FC Porto - Benfica 4-3
7ª j: Vit. Setúbal - Benfica 3-8
8ª j: Benfica - Salgueiros 11-3
9ª j: Vit. Guimarães - Benfica 1-2
10ª j: Estoril - Benfica 1-1
11ª j: Académica - Benfica 2-6
12ª j: Benfica - Sporting 4-1
13ª j: Benfica - Belenenses 1-2
14ª j: Olhanense - Benfica 1-3
15ª j: Benfica - FC Porto 7-2
16ª j: Benfica - Vit. Setúbal 7-2
17ª j: Salgueiros - Benfica 0-6
18ª j: Benfica - Vit. Guimarães 5-0




Mais um campeonato conquistado e mais uma vez o Benfica foi a melhor equipa em prova, traduzindo a sua superioridade com duas vitórias, em casa (4-1) e fora (2-1) sobre o Sporting, que terminou a prova a 3 pontos da equipa orientada por János Biri, que assim igualava Lipo Hertzka como o treinador tri-campeão pelo Benfica. Um ataque demolidor (79 golos em 18 jogos), a defesa menos batida (26 golos) e apenas um par de deslizes, em casa com o Belenenses e nas Salésias, para além de empates ante Estoril e Olhanense, foram argumentos suficientes para um sucesso carregado de justiça.

Jogadores campeões: Francisco Ferreira (18), Gaspar Pinto (18), Joaquim Teixeira (18), Arsénio(17), Rogério Carvalho (16), Guilherme Espírito Santo (16), Francisco Moreira (16), Julinho (13), Cerqueira (13), Rosa (13), Francisco Albino (9), Martins (5), Mário Rui (5), João Silva (5), Jordão (3), Clímaco (3), C. Ferreira (2), Manuel Costa (2), Guia Costa (2), Jacinto (1), Brito (1), A. Teixeira (1), Félix Antunes (1), José Luiz (1)

Melhores marcadores: Rogério Carvalho (16),  Julinho (14), Joaquim Teixeira (14), Espírito Santo (11)

Treinador: János Biri

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Ruud

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  • 26 de Setembro de 2012, 22:00
Campeonato Nacional da 1ª divisão 1949/50




1ª j: Sp. Braga - Benfica 2-3
2ª j: Benfica - Atlético 4-0
3ª j: Belenenses - Benfica 1-6
4ª j: Benfica - Olhanense 5-1
5ª j: Benfica - Académica 1-1
6ª j: O Elvas - Benfica 1-0
7ª j: Benfica - Vit. Guimarães 4-0
8ª j: Lusitano VRSA - Benfica 2-3
9ª j: Benfica - Estoril 4-0
10ª j: Sporting - Benfica 1-2
11ª j: Benfica - Vit. Setúbal 6-1
12ª j: FC Porto - Benfica 0-1
13ª j: Benfica - Covilhã 7-1
14ª j: Benfica - Sp. Braga 4-2
15ª j: Atlético - Benfica 1-1
16ª j: Benfica - Belenenses 1-1
17ª j: Olhanense - Benfica 1-2
18ª j: Académica - Benfica 3-4
19ª j: Benfica - O Elvas 3-1
20ª j: Vit. Guimarães - Benfica 3-5
21ª j: Benfica - Lusitano VRSA 4-1
22ª j: Estoril - Benfica 1-2
23ª j: Benfica - Sporting 2-3
24ª j: Vit. Setúbal - Benfica 0-5
25ª j: Benfica - FC Porto 3-2
26ª j: Covilhã - Benfica 3-4



Após quatro épocas de jejum, sempre com o segundo lugar e marcadas pela infelicidade, em 1945/46 a um ponto do campeão Belenenses e em 1947/48, o célebre “campeonato do pirolito”, em igualdade pontual com o Campeão Sporting e marcada por uma derrota caseira ante O Elvas por 1-2 na antepenúltima jornada, que haveria lhe haveria de roubar o titulo, o Benfica reconquistá-lo-ia com toda a autoridade em 1949/50.
Foram 26 jornadas, onde o Benfica, orientado por Ted Smith, vincaria a sua superioridade, traduzida em seis pontos de vantagem e que se começou a materializar à 10ª jornada, numa vitória fora sobre o Sporting, e ganhou outros contornos quando à 14ª jornada o mesmo Sporting perde inesperadamente em casa do último classificado, Lusitano de Vila Real de Santo António, resultado do qual os sportinguistas não mais recuperaram, pese embora ainda terem ganho no Campo Grande ao Benfica na 2ª volta. Além dessa derrota, o Benfica apenas seria desfeiteado no jogo em Elvas e consentiria 3 empates.
O entusiasmo dos adeptos benfiquistas, então já reconhecidamente em maior número do que quaisquer outros em Portugal, era tanto que pela primeira vez adeptos de uma equipa portuguesa fretaram um avião para a ir apoiar, tal ocorreu no jogo da 20ª jornada em Guimarães, jogado a 5 de Março de 1950, tendo o avião feito a viagem, Lisboa-Porto. 
1950 seria um ano dourado para o clube, uma vez que a conquista do nacional permitiria a participação na Taça Latina, disputada em Lisboa e que marcaria a primeira grande conquista internacional do futebol português. Para não mais esquecer...

Jogadores campeões: Jacinto (26), Fernandes (26), Moreira (26), Félix (25), Rogério Carvalho (25), Arsénio,  (24), Francisco Ferreira  (23), Julinho,  (22), Rosário (22), Rosa (16), Melão (11), Gil (8), Corona (7), Pascoal (7), Bastos (6), José Costa (3), Joaquim Teixeira  (3), Contreiras (3), Gomes (2), Diamantino (1), Espírito Santo (1), Clemente (1)

Melhores marcadores: Julinho (29), Rogério  (15), Arsénio (10), Gil (7).

Treinador: Ted Smith

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Ruud

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  • 01 de Outubro de 2012, 23:12
Campeonato Nacional da 1ª Divisão 1954/55


1ª j: Benfica - Vit. Setúbal 5-0
2ª j: Vit. Guimarães - Benfica 2-1
3ª j: Lusitano Évora - Benfica 0-2
4ª j: Benfica - Boavista 11-0
5ª j: CUF - Benfica 0-1
6ª j: Benfica - Covilhã 2-1
7ª j: Belenenses - Benfica 1-2
8ª j: Benfica - Sp. Braga 0-1
9ª j: Sporting - Benfica 0-1
10ª j: Benfica - FC Porto 1-0
11ª j: Barreirense - Benfica 3-0
12ª j: Benfica - Académica 3-1
13ª j: Atlético - Benfica 1-2
14ª j: Vit. Setúbal - Benfica 1-0
15ª j: Benfica - Vit. Guimarães 4-0
16ª j: Benfica - Lusitano Évora 7-1
17ª j: Boavista - Benfica 0-3
18ª j: Benfica - CUF 1-1
19ª j: Covilhã - Benfica 0-1
20ª j: Benfica - Belenenses 0-0
21ª j: Sp. Braga - Benfica 0-1
22ª j: Benfica - Sporting 1-1
23ª j: FC Porto - Benfica 3-0
24ª j: Benfica - Barreirense 2-0
25ª j: Académica - Benfica 3-7
26ª j: Benfica - Atlético 3-0



Foi uma época de muitas emoções, a 1 de Dezembro de 1954 era inaugurado o Estádio do Sport Lisboa e Benfica, para sempre conhecido como Estádio da Luz e o então presidente Joaquim Ferreira Bogalho, entendeu que um grande Estádio merecia uma grande equipa, um Benfica esmagador… trouxe então para o clube um jovem treinador brasileiro, que um dia seria o treinador mais ganhador da história do maior clube português.
Com a chegada  de Otto Glória, muito mudaria no clube. A profissionalização avançaria de imediato no futebol do Benfica, sendo de recordar que em Portugal esta só seria introduzida legalmente em 1960, ao abrigo da lei nº 2140/60, pelo que isto só demonstra o avanço que foi para a época. Foi ainda criado o Lar do Jogador, inicialmente conhecido como a “Casa da Concentração”, que permitiu introduzir regras apertadas de disciplina a todos os elementos do plantel lá alojados e todas as questões relacionadas com apoio médico especializado, alimentação, regime de treino e de preparação física até então secundarizados passaram a ser tratados de uma perspectiva eminentemente profissional.
De imediato, pelo país fora o Benfica ia mostrando a novidade do 4x2x4, táctica já difundida no Brasil, em contraponto com o WM usado por todos os adversários.
O campeonato nacional acabaria por ser conquistado, na derradeira jornada. Na Luz o Benfica ganhava confortavelmente ao Atlético por 3-0 e, nas Salésias, o Belenenses recebia o Sporting, precisando de ganhar para garantir aquele que poderia ser o seu segundo título nacional. A quatro minutos do fim, quando já estoiravam os foguetes no campo do Belenenses, João Martins, empatou um jogo dramático, que assim terminou com 2-2, e ofereceu o Campeonato ao Benfica, acabando, segundo se diz, a chorar com os homens de Belém e a imediatamente lhes pedir desculpa.
O primeiro título ganho no Estádio da Luz, novinho em folha, tinha chegado para surpresa de muitos, que contavam com a vitória dos de Belém… foi o mais inesperado título da história do clube. Aquelas duas jornadas, em Março, com empate caseiro ante Sporting e derrota nas Antas, tinham deixado o Benfica em dificuldades para alcançar o tão almejado título nacional, que acabou por atingir, em igualdade pontual, mas com vantagem nos confrontos directos.
No final do jogo, que terminou uns minutos depois do das Salésias, pois Otto tinha, intencionalmente atrasado em alguns minutos a volta ao relvado depois do intervalo, milhares de pessoas invadiram o relvado, levando em ombros os jogadores e treinador. Foi a primeira de muitas invasões de campo na Luz a celebrar os numerosos títulos conquistados na Catedral do futebol português.
Logo na sua primeira época em Lisboa, o treinador brasileiro faria a dobradinha.

Jogadores campeões: Jacinto (26), Artur Santos (26), José Águas (26), Costa Pereira (26), Coluna (26), Calado (25), Caiado (24), Ângelo (21), Palmeiro (17), Fialho (17), Alfredo (14), Naldo (12), Arsénio (10), Salvador (9), Azevedo (4), Zezinho (2), Pegado (1)

Melhores marcadores: José Águas (20), Coluna (14), Calado (5), Fialho (5)

Treinador: Otto Glória

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  • 26 de Outubro de 2012, 22:07
Campeonato Nacional da 1ª Divisão 1956/57


1ªj: Lusitano Évora - Benfica 1-2
2ªj: Benfica - Sporting 1-1
3ªj: Sp. Covilhã - Benfica 1-3
4ªj: Benfica - FC Porto 3-2
5ªj: CUF - Benfica 2-3
6ªj: Benfica - Caldas da Rainha 1-0
7ªj: Belenenses - Benfica 2-2
8ªj: Benfica - Atlético 4-0
9ªj: Oriental - Benfica 1-1
10ªj: Benfica - Vit. Setúbal 4-0
11ªj: Barreirense - Benfica 2-4
12ªj: Benfica - Torreense 3-0
13ªj: Académica - Benfica 0-0
14ªj: Benfica - Lusitano Évora 2-2
15ªj: Sporting - Benfica 1-0
16ªj: Benfica - Covilhã 6-0
17ªj: FC Porto - Benfica 3-0
18ªj: Benfica - CUF 6-0
19ªj: Caldas da Rainha - Benfica 1-4
20ªj: Benfica - Belenenses 2-2
21ªj: Atlético - Benfica 0-5
22ªj: Benfica - Oriental 3-0
23ªj: Vit. Setúbal - Benfica 2-3
24ªj: Benfica - Barreirense 10-1
25ªj: Torreense - Benfica 1-1
26ªj: Benfica - Académica 2-0



Na sua 3ª época à frente do Benfica, Otto Glória atingia a sua 2ª dobradinha.
O 9º título nacional do clube nasceu de um campeonato disputado taco-a-taco e, à entrada para a 23ª jornada, o FC Porto liderava. Logo aí perderia 4-3 no Restelo e permitiria que o Benfica passasse para a liderança mercê de uma difícil vitória em Setúbal. Logo na semana seguinte o sucesso na Benfiquista na prova começa-se a materializar graças a um empate caseiro a zero, cedido pelos portistas ante o já despromovido Atlético Clube de Portugal, enquanto o Benfica goleava confortavelmente na Luz o Barreirense. Estes acontecimentos permitiram aos encarnados ficarem com 2 pontos de avanço sobre os portistas e dois jogos para disputar, isto numa altura em que a vitória valia dois pontos e o empate um. Ao Benfica, uma vez que se encontrava em desvantagem no confronto directo com os portistas, bastaria uma vitória e um empate para voltar a celebrar e igualar o Sporting como o clube mais vezes campeão em caso de vitória na deslocação a Torres Vedras e perda de pontos do Porto na sua visita ao terreno do Oriental, poderia inclusive festejar de imediato.
O Benfica acabaria por, com muita dificuldade, empatar a um golo, enquanto o Porto “despachava” os lisboetas com três golos sem resposta. Na jornada seguinte, com um só ponto de vantagem sobre o rival nortenho, a responsabilidade era muita e só a vitória interessava.
Enquanto nas Antas, os portistas batiam sem problemas o Vitória setubalense, na Luz vivia-se uma primeira parte de sofrimento, que terminava com uma igualdade a zero. Entrando muito determinados na 2ª parte, os benfiquistas marcaram dois golos de rajada, aos 52 por Vasco Pegado e aos 56 por Salvador Martins levando ao rubro a sua numerosa falange de apoio naquele final de tarde do último dia do mês de Março de 1957.
Na sua edição de 04 de Abril, o jornal “O Benfica” gritava “Vitória! Vitória! Vitória!” e “vibrou a chama do poderio do Benfica atroando os ares, as trombetas da vitória fizeram-se ouvir através dos oceanos e dos mares, anunciando ao Mundo a vitória benfiquista”.
O Benfica de Otto Glória, com o seu “sistema da diagonal” que mais não era que um 4-2-4, ou segundo alguns, um antecessor do mesmo, marcava o final da anarquia ofensiva das seis primeiras décadas de futebol e mudava a face do desporto-rei em Portugal.

Jogadores campeões: José Bastos (26), José Águas (25), Salvador (25), Alfredo (24), Ângelo (23), Artur Santos (23), Cavém (22), Pegado (21), Coluna (20), Jacinto (19), Fernando Caiado (15), Calado (12), Isidro (9), Francisco Palmeiro (6), Zezinho (5), Serra  (3), Chipenda (2), Santana (1), Naldo (1).

Melhores marcadores: José Águas (30), Salvador  (13), Cavém (10), Coluna (5), Fernando Caiado (4), Vasco Pegado (4).

Treinador: Otto Glória

Texto feito por pcssousa

Ruud

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  • 26 de Outubro de 2012, 22:09
Campeonato Nacional da 1ª Divisão 1959/60


1ªj: Benfica - Vit. Setúbal 4-1
2ªj: Sp. Braga - Benfica 0-3
3ªj: Benfica - Lusitano Évora 5-3
4ªj: Boavista - Benfica 0-2
5ªj: Vit. Guimarães - Benfica 1-1
6ªj: Benfica - Covilhã 2-1
7ªj: Atlético - Benfica 0-4
8ªj: Benfica - CUF 2-1
9ªj: Académica - Benfica 0-2
10ªj: Benfica - FC Porto 2-1
11ª: Sporting - Benfica 1-1
12ªj: Benfica - Leixões 1-1
13ªj :Belenenses - Benfica 0-0
14ªj: Vit. Setúbal - Benfica 2-3
15ªj: Benfica - Sp. Braga 2-0
16ªj: Lusitano Évora - Benfica 2-3
17ªj: Benfica - Boavista 9-0
18ªj: Benfica - Vit. Guimarães 4-1
19ªj: Covilhã - Benfica 1-4
20ªj: Benfica - Atlético 2-1
21ªj: CUF - Benfica 1-5
22ªj: Benfica - Académica 5-1
23ªj: FC Porto - Benfica 2-2
24ªj: Benfica - Sporting 4-3
25ªj: Leixões - Benfica 1-2
26ªj: Benfica - Belenenses 1-2




A época de 1959/60 ficou marcada por profundas mudanças no futebol benfiquista e pelo facto do Benfica, ao atingir o seu 10º título nacional, ter alcançado o Sporting em nº de títulos nacionais, jamais voltando a ser ultrapassado neste capítulo.
Apesar das conquistas conseguidas durante o “consulado” de Otto Glória, bem como de todas as alterações que este promoveu no futebol do clube e que o marcariam para sempre, o recém-reeleito presidente Maurício Vieira de Brito, entendeu por bem que as mudanças que pretendia para o clube deveriam começar pelo treinador. Desta forma, procedeu à sua demissão e, contratou um experiente treinador austríaco de origem húngara, Béla Guttmann.
Guttmann
 tinha feito a sua estreia em Portugal na época anterior, ao serviço do FC Porto, clube ao serviço do qual acabaria por conquistar o titulo nacional, em igualdade pontual com o Benfica, graças a um golo marcado 3 minutos para lá do tempo regulamentar em Torres Vedras, numa vitória por 0-3 ante o Torreense, mas também muito à custa de um penalty de Durant sobre Cavém, que ficou por assinalar nos últimos instantes do Benfica 7 – CUF 1.
Coincidência ou não, os portistas apenas voltariam a ser campeões 19 anos depois, e iria dar-se início a um longo reinado benfiquista na prova.
Na memória de todos tinham ficado as suas declarações, assim que entrou em território português, em Novembro de 58 após o despedimento de Otto Bumbel em que demonstrava todo o seu apreço pelo Benfica, como que pressagiando que no final da época se mudaria para Lisboa. Assim, no dia 25 de Agosto de 1959, é anunciada a contratação do treinador austro-húngaro pelo Benfica, alegando este inadaptação ao clima da cidade invicta, e que necessitaria de um mais ameno e solarengo de modo a melhor suportar as suas maleitas. É-lhe oferecido um ordenado considerado principesco e, para espanto e mesmo chacota geral, um avultado prémio, a pedido do mesmo, em caso de conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus…
Foi um campeonato equilibrado como todos os dos últimos anos, embora o Benfica o tenha iniciado de forma esplêndida, chegando a meados de Dezembro, com apenas um empate concedido, cedeu de seguida, três empates consecutivos, o primeiro dos quais em Alvalade (1-1), seguido de um caseiro ante o Leixões (igualmente por 1-1) e um nulo registado no Restelo, permitindo assim que o Sporting o alcançasse na liderança no final da 1ª volta.
O momento chave do campeonato ocorreria a 10 de Abril, à passagem da 24ª jornada, quando o líder Benfica, vindo de um empate nas Antas, receberia o vice-líder Sporting com uma diferença de dois pontos a separá-los. Após uma partida electrizante, os benfiquistas, com golos de José Augusto   (2), Cavém e José Águas, batem os seus rivais e perante a euforia do público da Luz sagram-se, logo ali, campeões nacionais, abrindo da melhor forma a década de 60 para o clube.
Um pequeno senão surgiria duas jornadas volvidas, no dia em que os benfiquistas receberiam as suas faixas de campeões nacionais, num jogo da última jornada na Luz ante o Belenenses, o Benfica, que se poderia tornar na primeira equipa portuguesa a terminar um campeonato de forma invicta, incrivelmente desperdiça a oportunidade ao perder por 1-2, uma lição que ficaria para o futuro e que Guttmann  muitas vezes repetiria aos seus jogadores, “nunca deitar os foguetes antes da festa”.

Jogadores campeões: Cavém (26), José Augusto (26), Artur Santos (25), José Águas (25), Costa Pereira  (24), Mário João (24), Santana (24), Coluna (23), Neto (21), Serra (21), Cruz (20), Saraiva (10), Ângelo (7), Francisco Palmeiro (3), Barroca  (3), José Torres(2), Mendes (1), Alfredo (1), Zezinho (1)

Melhores marcadores: José Augusto  (19), José Águas  (18), Cavém  (13), Coluna (10), Santana (10)

Treinador: Béla Guttmann

Texto feito por pcssousa