51179 - Tópico: Palmarés do Futebol do SL Benfica  (Lida 35259 vezes)

Ruud

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  • "Analisar, treinar e evoluir" - Lage - 17/01/2019
  • 19 de Novembro de 2012, 23:08
Campeonato Nacional da 1ª Divisão 1960/61


1ªj: Barreirense - Benfica 0-1
2ªj: Benfica - Académica 4-1
3ªj: Benfica - Vit. Guimarães 4-0
4ªj: Salgueiros - Benfica 0-2
5ªj: Benfica - Leixões 4-1
6ªj: Atlético - Benfica 3-3
7ªj: Benfica - Lusitano Évora 5-0
8ªj: CUF - Benfica 1-3
9ªj: Benfica - Sporting 1-0
10ªj: Sp. Braga - Benfica 0-4
11ªj: Benfica - FC Porto 2-0
12ªj: Covilhã - Benfica 1-3
13ªj: Benfica - Belenenses 4-2
14ªj: Benfica - Barreirense 3-0
15ªj: Académica - Benfica 0-2
16ªj: Vit. Guimarães - Benfica 2-1
17ªj: Benfica - Salgueiros 8-1
18ªj: Leixões - Benfica 0-3
19ªj: Benfica - Atlético 7-2
20ªj: Lusitano Évora - Benfica 1-2
21ªj: Benfica - CUF 4-1
22ªj: Sporting - Benfica 1-1
23ªj: Benfica - Sp. Braga 7-1
24ªj: FC Porto - Benfica 3-2
25ªj: Benfica - Covilhã 8-0
26ªj: Belenenses - Benfica 0-4




Numa época marcante para o clube, que ficaria gravada a letras de ouro para toda a eternidade pela conquista do primeiro título de campeão europeu, o Benfica faria o bi no campeonato. Outros factos relevantes para a época foram a inauguração do 3º anel, em dia de jogo europeu contra os húngaros do Ujpest  e pela chegada daquele que seria um dia considerado como o mais notável jogador de sempre da história do clube, Eusébio da Silva Ferreira. É ainda durante está época, em Dezembro de 1960, que o clube atinge a marca dos 50 mil sócios.
Foi um campeonato onde o Benfica se manteve sempre na liderança desde a jornada inaugural, em que com um arranque imparável, finaliza a 1ª volta com apenas um empate cedido, na Tapadinha, e contando por vitórias os restantes jogos.
O título acaba por ser conquistado na penúltima jornada, numa vitória na Luz por uns volumosos 8-0 ante o Sporting da Covilhã, semana e meia depois de com grande valentia ter assegurado em Viena a passagem à final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Dias mais tarde, dá-se a estreia oficial de Eusébio pelo Benfica num jogo entre a equipa de reservas do Benfica e Atlético, e que serviria para atribuir as faixas de campeões nacionais aos jogadores do Benfica e ainda como despedida antes da partida dos futuros campeões da Europa para a Suíça onde iriam disputar a grande final contra o Barcelona.
No dia 08 de Junho, Benfica e Belenenses encerram a competição no Restelo. Os “azuis” fazem questão de homenagear o adversário e oferecem ao Benfica as faixas de campeão europeu. É ainda o dia da estreia de Eusébio no campeonato. O Benfica ganha 0-4 e aquele que se tornaria um dia o melhor marcador de sempre da competição estreia-se a marcar. Que melhor maneira para terminar um campeonato?

Jogadores campeões: Cruz (26), José Augusto (25), Costa Pereira (24), Coluna (24), Cavém (24), Germano (23), José Águas  (23), Ângelo (23), Neto (22), Santana (21), Saraiva (14), Serra  (11), Artur Santos (8), Mário João (3), Mendes (3), Ferreira Pinto (2), José Torres (2), Barroca (2), Jorge (1), Eusébio (1), Peres (1), Inácio (1),Sidónio (1),Moreira (1)

Melhores marcadores: José Águas (27), José Augusto (24), Santana  (15), Cavém (13)

Treinador: Béla Guttmann

Texto feito por pcssousa

Ruud

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  • 19 de Novembro de 2012, 23:09

Campeonato Nacional da 1ª Divisão 1962/63


1ªj: Belenenses - Benfica 1-4
2ªj: Benfica - Académica 5-1
3ªj: Olhanense - Benfica 0-1
4ªj: Benfica - FC Porto 1-2
5ªj: Benfica - CUF 3-1
6ªj: Vit. Setúbal - Benfica 0-3
7ªj: Benfica - Atlético 2-0
8ªj: Leixões - Benfica 0-0
9ªj: Benfica - Feirense 6-0
10ªj: Vit. Guimarães - Benfica 3-4
11ªj: Benfica - Sporting 4-3
12ªj: Barreirense - Benfica 1-3
13ªj: Benfica - Lusitano Évora 2-1
14ªj: Benfica - Belenenses 1-0
15ªj: Académica - Benfica 0-2
16ªj: Benfica - Olhanense 1-1
17ªj: FC Porto - Benfica 1-2
18ªj: CUF - Benfica 2-3
19ªj: Benfica - Vit. Setúbal 3-2
20ªj: Atlético - Benfica 0-3
21ªj: Benfica - Leixões 2-0
22ªj: Feirense - Benfica 1-6
23ªj: Benfica - Vit. Guimarães 6-2
24ªj: Sporting - Benfica 1-3
25ªj: Benfica - Barreirense 8-1
26ªj: Lusitano Évora - Benfica 1-3



O Benfica bi-campeão europeu em título perdera Béla Guttmann, que saíra alegando “não conseguir treinar 11 comendadores, e contratou o “romântico” treinador chileno Fernando Riera, medalha de bronze no Mundial de 62 à frente da selecção chilena.
Riera, era um homem inteligente, culto e astuto, era um defensor acérrimo do futebol de ataque, que rápidamente colocou o Benfica a jogar um futebol deveras atraente e eficiente,  invulgarmente organizado, bonito e alegre. O chileno acabou, contudo, por ser olhado com generalizada desconfiança pelos meios ligados ao futebol português, apesar do seu sucesso, pois sagaz e estudioso, entendeu ser necessário encetar um processo de renovação na equipa, tendo os principais atingidos sido Germano Figueiredo e José Águas, e as principais entradas no habitual 11 titular sido dos centrais Humberto Fernandes e Raúl Machado  bem como do avançado José Torres .
Depois de 3 vitórias seguidas logo a abrir, o Benfica sofre a primeira derrota, na Luz ante o FC Porto à 4ª jornada. Nesta altura, criticava-se abertamente a contratação de Riera, mas na verdade não mais a equipa perderia um jogo até ao final do campeonato e apenas cederia 2 empates, um caseiro ante o Leixões e outro em Olhão, indo na 2ª volta ganhar às Antas, retribuindo a derrota da primeira.
De facto, o Benfica estaria na liderança ininterruptamente desde a 5ª jornada até ao final, acabando por selar a conquista do título em Alvalade à passagem da 24ª jornada, com uma vitória por 1-3, numa soalheira tarde de 28 de Abril de 1963.
O Benfica voltava assim aos títulos nacionais, isto após o ter perdido na época anterior, tendo na altura Guttmann justificado o facto com a célebre frase “o Benfica não tem cú para duas cadeiras, ou ganha o campeonato nacional ou ganha a Taça dos Campeões”. De facto, mais do que a presença na prova europeia, o Benfica acabaria por prejudicar o seu percurso no Campeonato Nacional de 1961/62 devido aos muitos jogos particulares que ia fazendo um pouco por toda a Europa, tentando responder às solicitações que lhe iam fazendo e capitalizando com o seu estatuto de campeão europeu. Assim, além dos jogos europeus, acabou por defrontar durante a época, entre outros, Liegeois, Eintracht Frankfurt, Antuérpia, La Chaux-de-Fonds, Barcelona e a selecção italiana, entre outros, com deslocações bem desgantantes.
Além do titulo nacional, Torres, que Riera promovera a substituto de José Águas, relegando o capitão “encarnado” para o banco, sagrar-se-ia o melhor marcador do campeonato imediatamente à frente de Eusébio , que seria 2º na tabela dos melhores concretizadores. Uma curiosidade relativa ao troféu de melhor marcador prende-se com o facto de ter saído na imprensa da época que Torres e Eusébio  andavam desavindos uma vez que ambos disputavam o troféu. Então, de forma a “calar” a imprensa e afastar polémicas, ambos acordaram que quem o conquistasse ofereceria uma réplica do mesmo ao outro.

Jogadores campeões: Coluna (26), Costa Pereira (26), Eusébio  (24), Simões (24), Raúl Machado (23), Cruz (23), José Torres (21), Cavém (21), Humberto Fernandes (17), Santana (17), Ângelo  (17), Jacinto (8), Augusto Silva (5), José Águas (4), Pedras (2), Germano  (2), Saraiva (1), Maximiano Salvador (1)

Melhores marcadores: José Torres (26), Eusébio (23), Simões (10), José Augusto (9)

Treinador: Fernando Riera

Texto feito por pcssousa

Ruud

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  • "Analisar, treinar e evoluir" - Lage - 17/01/2019
  • 19 de Novembro de 2012, 23:09
Campeonato Nacional da 1ª Divisão 1963/64


1ªj: Benfica - Vit. Setúbal 5-2
2ªj: Olhanense Benfica 0-3
3ªj: Seixal - Benfica 2-3
4ªj: Benfica - Académica 3-0
5ªj: Barreirense - Benfica 2-4
6ªj: Benfica - FC Porto 2-2
7ªj: Belenenses - Benfica 1-1
8ªj: Benfica - Vit. Guimarães 2-1
9ªj: Sporting - Benfica 3-1
10ªj: Benfica - Lusitano Évora 2-0
11ªj: CUF - Benfica 0-3
12ªj: Benfica - Leixões 7-0
13ªj: Varzim - Benfica 0-2
14ªj: Vit. Setúbal - Benfica 2-4
15ªj: Benfica - Olhanense 8-1
16ªj: Benfica - Seixal 10-0
17ªj: Académica - Benfica 1-5
18ªj: Benfica - Barreirense 8-0
19ªj: FC Porto - Benfica 1-1
20ªj: Benfica - Belenenses 5-2
21ªj: Vit. Guimarães - Benfica 1-4
22ªj: Benfica - Sporting 2-2
23ªj: Lusitano Évora - Benfica 1-3
24ªj: Benfica - CUF 2-1
25ªj: Leixões - Benfica 1-5
26ªj: Benfica - Varzim 8-0



Após Riera apresentar a sua demissão o Benfica contrata para treinador o muito experiente e titulado técnico húngaro Lajos Czeizler. O chileno, apesar do título nacional e bom futebol apresentado, fora sempre contestado e questionado quanto às suas opções técnicas, acabou por não aguentar toda a pressão decorrente do facto de ter de forma inglória perdido a final da Taça dos Campeões Europeus da época anterior e de pouco depois ser eliminado pelo Sporting nas meias-finais da Taça de Portugal.
Os benfiquistas, com um plantel reforçado, que incluía já Iaúca e Serafim duas das mais badaladas transferências à época, voltariam a ser campeões nacionais, algo que começava a ser moda, deixando os seus adversários a larga distância, liderando o campeonato da primeira à última jornada, acabando apenas por registar uma derrota, em Alvalade, à 9ª jornada e festejando o titulo à 24ª jornada em casa num jogo contra a CUF, à entrada do mês de Abril.
Ao longo da prova, o Benfica obtêm a fantástica soma de 103 golos em 26 jogos, média de 3,96 golos por jogo, record jamais batido por qualquer outra equipa benfiquista e apenas aproximado pelo Benfica de Hagan de 72-73, com 101 golos mas mais 4 jornadas.
O mítico capitão José Águas, já não participaria neste titulo, pois tinha tido o seu jogo de despedida em Setembro de 1963, tendo rumado ao Áustria de Viena.
Apesar da dobradinha com espantosos 6-2 na final da Taça de Portugal, ao vice-campeão nacional FC Porto, a época foi considerada como não plenamente bem-sucedida pois pela primeira vez desde 1957 o Benfica perderia uma eliminatória europeia.

Jogadores campeões: Cavém (26), Costa Pereira (25), José Augusto (25), António Simões (25), Coluna (23), Luciano (20), Eusébio (19), Iaúca (18), Neto (18), Cruz (18), José Torres (15), Serafim (12), Santana (8), Jacinto (7), Augusto Silva (6), Raúl Machado (6),  Germano (5), Humberto Fernandes (3), Ângelo (3), Pedras (2), Jorge Calado (1), Rita (1)

Melhores marcadores: Eusébio (28),  José Torres (22), Iaúca (15), José Augusto (11)

Treinador: Lajos Czeizler

Texto feito por pcssousa

Ruud

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  • 19 de Novembro de 2012, 23:10
Campeonato Nacional da 1ª divisão 1964/65


1ª j: Benfica - Lusitano Évora 5-0
2ª j: Benfica - Sporting 3-0
3ª j: Leixões - Benfica 1-1
4ª j: Benfica - CUF 1-1
5ª j: Académica - Benfica 2-2
6ª j: Benfica - Sp. Braga 7-0
7ª j: Belenenses - Benfica 0-6
8ª j: Benfica - Torreense 0-0
9ª j: Benfica - FC Porto 4-0
10ª j: Varzim - Benfica 1-4
11ª j: Benfica - Vit. Setúbal 3-2
12ª j: Seixal - Benfica 0-4
13ª j: Benfica - Vit. Guimarães 4-0
14ª j: Lusitano Évora - Benfica 0-0
15ª j: Sporting - Benfica 2-2
16ª j: Benfica - Leixões 5-0
17ª j: CUF - Benfica 2-0
18ª j: Benfica - Académica 3-0
19ª j: Sp. Braga - Benfica 1-2
20ª j: Benfica - Belenenses 3-2
21ª j: Torreense - Benfica 1-3
22ª j: FC Porto - Benfica 1-0
23ª j: Benfica - Varzim 5-0
24ª j: Vit. Setúbal - Benfica 1-2
25ª j: Benfica - Seixal 11-3
26ª j: Vit. Guimarães - Benfica 1-2



Apesar do sucesso nas provas internas que se havia registado na época anterior, a direcção do Benfica, um tanto ou quanto desiludida com a prestação europeia da equipa, decide prescindir de Lajos Czeizler e contratar o húngaro-romeno Elek Shwarz, treinador com provas dadas em França, na Bélgica e Holanda. Um estudioso do futebol e dos modernos sistemas, além de um profissional muito cumpridor. Era sistematicamente o primeiro a chegar de manhã à Luz, o último a sair, dirigindo-se de imediato para sua casa de forma a estudar os seus apontamentos e preparar o trabalho do dia seguinte. Ao fim de poucos meses já falava quase correctamente o nosso idioma e lia os jornais portugueses, que aliás passou a receber na sua casa na Alsácia onde residiu até à sua morte.
Colocou o Benfica a praticar um futebol de elevado nível técnico, apesar de a equipa já não ter jogadores-chave em épocas anteriores e do natural envelhecimento de alguns. Graças à sua capacidade de trabalho e inovação, granjeou enorme estima por parte dos jogadores.
Apesar de um início de prova goleador, rapidamente o Benfica empata 3 jogos seguidos, mas nada que fizesse perigar o título, pois logo de seguida viriam robustas goleadas e sempre, sempre um rasto de grande futebol, que culminaria logo no inicio de Abril com a conquista do titulo em Setúbal, numa vitória por 2-1, mercê de golos de Eusébio, a passe de Simões e de Torres, de cabeça na sequência de um canto a 4 min do termo da partida, desfazendo a igualdade. Naquela mesma tarde de 4 de Abril de 1965 o 2º classificado, FC Porto perdia na Póvoa do Varzim e hipotecava as suas já ténues esperanças.
Pelo meio, o Benfica deixava também na Europa o seu rasto demolidor, conseguindo atingir nova final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, ajoelhando pelo caminho o Real Madrid, que sofreria na Luz a sua maior derrota europeia de sempre e que assim se manteria durante mais de vinte anos.
A festa de um Benfica imparável ficaria marcada para a jornada seguinte, na Luz, e os benfiquistas não defraudariam o seu público, impondo uma histórica goleada de 11-3 ao Seixal, à qual seguiria rumaria ao Minho, onde os muitos benfiquistas do norte iriam festejar mais um título “encarnado” e uma vitória por 1-2 em Guimarães na última jornada.

Jogadores campeões: José Torres (24), Coluna (23), José Augusto (23), Costa Pereira (23), Cruz (20), Eusébio (20), Cavém (19), Raúl Machado (16), António Simões (16), Péridis  (16), Germano  (15), Jacinto (9), Luciano  (8), Neto (8), Pedras  (7), Augusto Silva (6), Serafim (6), Malta da Silva (6), Jorge Calado (3), Iaúca (3), Guerreiro  (3), Ângelo (3), Humberto Fernandes (3), Benje (2), Domingos Fernandes (2), Nascimento (1), Santana (1), Arcanjo (1)

Melhores marcadores: Eusébio (28), José Torres (23), José Augusto (10), Coluna (8)

Treinador: Elek Schwartz

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Ruud

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  • 21 de Novembro de 2012, 21:19
Campeonato Nacional da 1ª divisão 1966/67

 


1ª j: Vit. Guimarães - Benfica 0-1
2ª j: Benfica - Leixões 3-1
3ª j: Varzim - Benfica 0-0
4ª j: Benfica - Sporting 3-0
5ª j: Atlético - Benfica 1-2
6ª j: Benfica - Académica 2-1
7ª j: Benfica - Sp. Braga 4-0
8ª j: Benfica - FC Porto 3-0
9ª j: Sanjoanense - Benfica 1-3
10ª j: Benfica - CUF 3-0
11ª j: Benfica - Vit. Setúbal 1-0
12ª j: Belenenses - Benfica 2-1
13ª j: Benfica - Beira Mar 2-0
14ª j: Benfica - Vit. Guimarães 7-0
15ª j: Leixões - Benfica 1-2
16ª j: Benfica - Varzim 6-2
17ª j: Sporting - Benfica 1-1
18ª j: Benfica - Atlético 2-0
19ª j:Académica - Benfica 0-1
20ª j: Sp. Braga - Benfica 4-0
21ª j: FC Porto - Benfica 1-1
22ª j: Benfica - Sanjoanense 1-0
23ª j: CUF - Benfica 1-2
24ª j: Vit. Setúbal - Benfica 3-2
25ª j: Benfica - Belenenses 2-0
26ª j: Beira Mar - Benfica 0-9



Após uma época mal conseguida, em que Béla Guttmann tinha voltado sem sucesso ao Benfica, deixando escapar o título nacional para o Sporting de Otto Glória, o Benfica faz regressar Fernando Riera para tentar reconquistar o cepto máximo e passava a contar com o contributo do Setubalense Jaime Graça, o que lhe permitiu contar nas suas fileiras com toda a linha média e avançada titulares da selecção nacional Portuguesa que tinha acabado de maravilhar o Mundo e de conquistar o 3º lugar no Mundial de 1966.
 Mais uma vez, o chileno, fazendo valer toda a sua competência e reconhecidos méritos, consegue levar a nau a bom porto, apesar da forte réplica da Associação Académica de Coimbra.
Os “estudantes”, que tinham nesta época uma das suas mais fortes equipas de sempre com vários futuros jogadores do Benfica, acabariam por se manter na frente até à 18ª jornada, quando uma derrota em São João da Madeira os faria atrasar, mas esperando recolar à liderança na jornada seguinte quando receberiam o Benfica no Calhabé.
No Domingo de 12 de Março de 1967, o Benfica chega a Coimbra onde o aguarda um ambiente escaldante e de festa. As ruas de Coimbra encontravam-se invadidas de capas negras. Nas janelas, vislumbravam-se muitas bandeiras e até cobertores vermelhos, o estádio encontrava-se repleto com mais de 30 mil espectadores. O Benfica entrou cauteloso, tentando disfarçar o desgaste do jogo de terça-feira ante o Lokomotiv Leipzig, mas a pouco e pouco Coluna e Jaime Graça tomaram as rédeas do jogo e, superiorizaram-se definitivamente a partir da saída de Curado, lesionado. Aos 9 m da etapa complementar Nélson, servido por Coluna, ao invés de centrar, como todos contavam que faria, colocou o esférico entre Maló e o poste, selando a vitória do Benfica.
A partir desta jornada, sentiu-se que o título estava próximo, embora a derrota em Setúbal à passagem da 24ª jornada tenha recolocado os academistas e 2 pontos. Contudo, a vitória por 2-0 na Luz logo na jornada seguinte selaria a vitória na competição, com golos de Eusébio e José Augusto aos 44 e 73 minutos numa recarga a um potente remate de Eusébio. No final, o Presidente, Ferreira Queimado brindaria com o capitão Mário Coluna.
Na última jornada, o Benfica cumpriria calendário de forma exemplar, deslocando-se a Aveiro, terreno do lanterna-vermelha, vencendo por 9 golos sem resposta.
A temporada de 1966/67 teve no entanto a sua face trágica, em Dezembro de 1966, Luciano falece no Estádio da Luz, devido a um curto-circuito ocorrido durante uma sessão de hidromassagem no Estádio da Luz. Só a pronta intervenção de Jaime Graça, que tinha sido electricista, evitou que Eusébio tivesse o triste fim do seu colega de equipa. Em Janeiro de 1967, no decorrer de uma digressão do Benfica pela América do Sul, o drama abate-se sobre Augusto Silva e o Benfica. Em Santiago do Chile, o jogador é vítima de um acidente vascular cerebral que lhe causou uma paralisia parcial no corpo, ficando irremediavelmente perdido para o futebol.

Jogadores campeõesEusébio (26), Cavém (26), Jaime Graça (24), Raúl Machado (24), José Augusto (23), Jacinto (23), Cruz (23), António Simões (22), Nascimento  (20), Coluna (19), José Torres (13), Nélson Fernandes (12), Iaúca (8), Costa Pereira (6), Jorge Calado (6), Luciano (5), Augusto Silva (2), Santana (2), Camolas (1), Humberto Fernandes (1), Melo (1)

Melhores marcadores: Eusébio (28), José Augusto (9), José Torres (8), Nélson Fernandes (5)

Treinador: Fernando Riera

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  • "Analisar, treinar e evoluir" - Lage - 17/01/2019
  • 21 de Novembro de 2012, 21:19
Campeonato Nacional da 1ª divisão 1967/68


1ª j: Benfica - Vit. Guimarães 2-1
2ª j: Barreirense - Benfica 0-3
3ª j: Sp. Braga - Benfica 0-1
4ª j: Benfica - Vit. Setúbal 2-1
5ª j: Belenenses - Benfica 0-0
6ª j: Benfica - Leixões 6-0
7ª j: Tirsense - Benfica 0-0
8ª j: Benfica - CUF 3-1
9ª j: Sanjoanense - Benfica 1-4
10ª j: Benfica - Académica 3-1
11ª j: Sporting - Benfica 3-1
12ª j: Benfica - FC Porto 3-2
13ª j: Varzim - Benfica 1-1
14ª j: Vit. Guimarães - Benfica 0-4
15ª j: Benfica - Barreirense 8-2
16ª j: Benfica - Sp. Braga 3-0
17ª j: Vit. Setúbal - Benfica 2-0
18ª j: Benfica - Belenenses 7-0
19ª j: Leixões - Benfica 0-2
20ª j: Benfica - Tirsense 5-0
21ª j: CUF - Benfica 2-0
22ª j: Benfica - Sanjoanense 6-0
23ª j: Académica - Benfica 1-1
24ª j: Benfica - Sporting 1-0
25ª j: FC Porto - Benfica 1-1
26ª j: Benfica - Varzim 8-0



A temporada de 1967/68 marca mais um título de campeão nacional para o Benfica. Rapidamente assume a liderança da prova, embora permitindo a colagem do FC Porto aquando do empate no Restelo à 5ª jornada. De súbito, no final do mês de Novembro, entre a 7º e 8ª jornada, Fernando Riera demite-se e António Simões  é suspenso pela direcção do clube devido a declarações em que se queixavam de salários e prémios em atraso aos jogadores. O chileno acaba por ser castigado também pelo clube que o castiga por 3 anos, com efectividade a partir de 1 de Dezembro por segundo a direcção benfiquista “ter abordado temas que ultrapassam as suas competências. Para o substituir é chamado a dirigir a equipa, logo à 8ª jornada, Fernando Cabrita.
Modelo de trabalho e seriedade, Cabrita, era até então adjunto de Fernando Riera. Para seu adjunto foi escolhido o bi-campeão europeu Germano Figueiredo e em finais de Dezembro seria levantado o castigo a António Simões.
Entretanto, o Benfica mantem-se sempre na liderança, embora acompanhado pelo FC Porto. À 12ª jornada, com um difícil vitória caseira ante os portistas por 3-2, com um golo de Eusébio e dois de José Torres e ainda um golo de canto directo anulado ao mesmo Eusébio pois alegadamente o árbitro terá apitado para o intervalo quando a bola ia já no ar, a meio caminho para a baliza, o Benfica livra-se destes e atinge finalmente a liderança isolada, que manteria até á jornada seguinte, quando um empate a 1 na Póvoa faria com que o Sporting passasse a ser a sua nova companhia no topo da tabela.
Esta companhia manter-se-ia até à 21ª jornada, altura em que o Benfica se desloca ao Lavradio e perde 2-0 com a CUF. Imediatamente, a direcção do clube contrata Otto Glória para que este voltasse ao comando da equipa.
O campeonato acabaria por começar a pender para o Benfica quando, à 24ª jornada, quando recebe e bate o Sporting por um golo sem resposta.Eusébio, mais uma vez decidiria a favor dos Benfiquistas, mesmo com muitas limitações físicas, pois conforme se disse, actuou a 30 ou 40 % da sua capacidade física e com o seu “famoso” joelho esquerdo “bloqueado”, ou seja, ligado e isolado por uma espécie de torniquetes de forma a adormecer o ponto nevrálgico da lesão.
Ao Benfica, que se encontrava agora com 1 ponto de avanço, restava ainda uma importantíssima “prova de fogo”, a deslocação às Antas no próximo encontro. A 5 de Maio de 1968, um jogo de “nervos” traz a primeira alegria ao Benfica através da rádio que dá a boa nova do golo setubalense, de Petita, em Alvalade. Os golos na "Invicta" estavam apenas reservados para os minutos finais. O Porto marca por Djalma aos 83 minutos, e ainda no mesmo minuto, Cruz cruza, José Augusto amortece de cabeça e Eusébio fuzila Américo. O Benfica empatava e com a derrota caseira do Sporting ante o Vitória de Setúbal quase pode festejar, faltava apenas a “formalidade” da recepção ao Varzim na última jornada.
Assim, a 12 de Maio de 1968, o Estádio da Luz engalanava-se para os festejos daquele que seria mais um título nacional, o 16º. Numa época em que a estabilidade que o Benfica sempre preconizou foi abalada pelas trocas de treinador,Eusébio tinha sido determinante, marcando muitos golos e jogando muitas vezes limitado. Torres  abriu o marcador logo aos 18 minutos, ampliaria aos 42 e aos 44 começaria o “festival Eusébio”, que ao todo marcaria 6 golos (44, 52, 62, 79, 82 e 89). Acabaria o campeonato com 42 golos marcados em 24 partidas, bem mais de metade do total de golos marcados pelo Benfica na competição, 75. A premiar esta prestação, o "Pantera Negra" venceria a primeira edição da Bota de Ouro atribuída pelo jornal France Football.
Os festejos da equipa ficariam para depois, pois imediatamente se prepararam para partir para Turim onde defrontariam a Juventus na 2ª mão da meia-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Eusébio, mais uma vez, resolveria a contenda com um fabuloso golo de livre ainda dentro do circulo de meio-campo, levando o Benfica à sua 5ª final da década.

Jogadores campeões: José Henrique (26), José Augusto (25), Eusébio (24), Cruz (24), José Torres (22), Jacinto (21), Jaime Graça (21), Raúl Machado (21), Humberto Fernandes (20), Coluna (20), António Simões (19), Adolfo (15), Cavém (11), Nélson Fernandes (4), Vieira (4), Iaúca (3), Jorge Calado (2), Severino (2), Ferreira Pinto (1), Camolas (1)

Melhores marcadores: Eusébio (42), José Torres (17) José Augusto (4), Coluna (3)

Treinadores: Fernando RieraFernando Cabrita / Otto Glória

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Ruud

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Campeonato Nacional da 1ª divisão 1968/69



1ªj (08/09/1968): Benfica - Belenenses 4-1 
2ªj (15/09/1968): Sp. Braga - Benfica 0-1
3ª j (22/09/1968): Benfica - Vit. Setúbal 2-1
4ª j (23/04/1970): Sanjoanense - Benfica 0-1 (repetição)
5ª j (06/10/1968): Benfica - Leixões 4-0
6ª j (13/10/1968): Varzim - Benfica 1-1
7ª j (03/11/1968): Benfica - Atlético 4-3
8ª j (10/11/1968): Sporting - Benfica 0-0
9ª j (17/11/1968): Benfica - Vit. Guimarães 0-0
10ª j (24/11/1968): CUF - Benfica 3-0
11ª j (01/12/1968): Benfica - Académica 3-2
12ª j (15/12/1968): FC Porto - Benfica 1-0
13ª j (22/12/1968): Benfica - U. Tomar 4-0
14ª j (29/12/1968): Belenenses - Benfica 1-2
15ª j (05/01/1969): Benfica - Sp. Braga 5-0
16ª j (19/01/1969): Vit. Setúbal - Benfica 1-1
17ª j (26/01/1969): Benfica - Sanjoanense 5-0
18ª j (02/02/1969): Leixões - Benfica 0-0
19ª j (16/02/1969): Benfica - Varzim 3-1
20ª j (23/02/1969): Atlético - Benfica 0-2
21ª j (02/03/1969): Benfica - Sporting 0-0
22ª j (16/03/1969):Vit. Guimarães - Benfica 2-0
23ª j (23/03/1969): Benfica - CUF 1-0
24ª j (30/03/1969): Académica - Benfica 0-2
25ª j (20/04/1969): Benfica - FC Porto 0-0
26ª j (27/04/1969): U. Tomar - Benfica 0-4




Na época de 1968/69, conforme já era regra, assistiu-se a mais um tri benfiquista.
Otto Glória mantinha-se à frente da equipa que via entrar três reforços que marcariam para sempre o clube: Toni, jovem médio de Mogofores foi contratado à Académica e Humberto Coelho seria promovido dos juniores à equipa sénior. Tendo ainda sido a época em que foi sendo lançado um jovem também ele vindo das camadas jovens do clube, de seu nome Tamagnini Nené. Um dia, esse jovem seria o jogador que mais vezes envergaria a mítica camisola benfiquista, seria ainda um dia o mais internacional de todos os jogadores portugueses.

Foi um campeonato com várias curiosidades e polémicas à mistura, começando por mais uma operação a Eusébio, que não mais recuperaria convenientemente durante a época, levando a que quebrasse a sua série de 5 épocas seguidas como melhor marcador do campeonato
O Benfica entrou fortíssimo na prova, com cinco vitórias consecutivas a abrir. Posteriormente, contudo, o jogo da 4ª jornada, em que o Benfica tinha ido ganhar a São João da Madeira por 0-2 seria mandado repetir.
Nesse jogo, realizado a 29 de Setembro de 1968, considerou-se que na substituição de Jaime Graça por Toni aos 65 minutos de jogo, o Benfica chegara a ter 12 elementos em campo e a FPF entendeu por bem mandar repetir o jogo, mas não sem antes deixar prolongar tanto o caso que a dita repetição apenas teria lugar a 23 de Abril do ano seguinte, nem mais nem menos que na semana da última jornada do campeonato, intercalado entre a penúltima e a última jornadas.
Após este início fulgurante, o Benfica protagonizou uma má segunda metade da primeira volta, ganhando apenas dois jogos entre a 6ª e a 12ª jornadas, e ambas pela diferença mínima, ante Atlético e Académica, tendo inclusive a vitória sobre os academistas sido alcançada graças a um golo de Praia no último minuto. A terminar a 1ª volta, uma vitória caseira face ao União de Tomar, por 4-0 com 3 golos de Torres, devolvia a esperança, pois apesar de tudo o Benfica acabava a primeira metade do campeonato com apenas 3 pontos de atraso, que poderia ser apenas um em caso de vitória na repetição do jogo de São João da Madeira.
Na 2ª volta, o Benfica vence cinco dos primeiros sete jogos disputados e apresenta-se em Alvalade, à 21ª jornada a apenas um ponto da liderança, na posse do FC Porto e com menos um jogo. Aí, o Benfica não consegue melhor que um empate e zero, e uma derrota logo no jogo seguinte em Guimarães, que se tornava num sério candidato ao título nacional, complicava as contas.
Mesmo assim, uma conjugação favorável de resultados, com os portistas a jogarem dois jogos seguidos em casa e a não ganharem nenhum deles (derrota no primeiro com a Académica por 0-1 e empate no segundo com o União de Tomar a duas bolas) permitia ao Benfica, após duas vitórias seguidas ante CUF em casa e Académica em Coimbra, apresentar-se com duas jornadas mas três jogos por realizar, em situação privilegiada pois com menos um jogo liderava a par do Porto.
Na 25ª e antepenúltima jornada, o Benfica recebia o Porto num jogo que poderia ser decisivo, mas que acabou por não o ser, uma vez que nenhuma das equipas seria capaz de desfazer o nulo.
Era então certo que o Benfica teria que se deslocar a São João da Madeira para a meio da última semana de competição se jogar a repetição do jogo da 4ª jornada. Um penalty convertido por Jacinto deu a vitória ao Benfica por 1-0 e o título estava agora mais que nunca ao alcance do Benfica.
Na última jornada, jogada a 27 de Abril de 1969, a bastar apenas um empate, fez-se a festa em Tomar. Logo aos 6 minutos Eusébio fez o 0-1, José Augusto ampliou aos 26, Simões  marcou o 0-3 aos 39 e já na segunda parte, Faustino com um auto-golo faz o 0-4.
Estava consumado o 17º titulo nacional do Benfica, num ano de dobradinha e em que o uma vitória por 1-3 em Amesterdão não chegou para afastar o fantástico Ajax das Taça dos Campeões Europeus.
Acabava assim em beleza, pelo menos em termos nacionais, a fantástica década de 60, que consagrou em definitivo o Benfica como a maior potência do futebol nacional, tendo ainda sido a melhor equipa europeia da década de 60. Nenhuma outra equipa se sagrou mais vezes campeã da Europa, atingiu tantas finais ou sequer ganhou tantos jogos na maior competição europeia de clubes durante essa década.

Jogadores campeões: Artur Jorge (26), José Henrique, (26), Zeca (25), Humberto Coelho (25), Malta da Silva (22), Eusébio (22), Jaime Graça (22), Nené (21), Adolfo (19), António Simões (19), Vítor Martins (17), Matine (15), Toni (15), Diamantino Costa (13), José Torres (10), Calado (8), Barros (5), Praia (2), Raúl Águas (2), Marques (2), Fonseca (1), Messias (1), Jacinto (1)

Marcadores: José Torres (16), Eusébio (10), Jaime Graça (6), José Augusto (5), Coluna (3), António Simões (2), Jacinto (2), Praia (2), Toni (1)

Treinador: Otto Glória

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« Última modificação: 22 de Abril de 2013, 22:35 por Ruud Gullit »

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Campeonato Nacional da 1ª divisão 1970/71


1ª j (07/09/1970): Benfica - CUF 1-0 
2ª j (14/09/1970): Sporting - Benfica 1-1
3ª j (21/09/1970): Benfica - Boavista 4-0
4ª j (27/09/1970): Vit. Guimarães - Benfica 0-0
5ª j (19/10/1970): Benfica - FC Porto 2-2
6ª j (25/10/1970): Belenenses - Benfica 1-1
7ª j (09/11/1970): Benfica - Tirsense 7-0
8ª j (16/11/1970): Barreirense - Benfica 0-2
9ª j (23/11/1970): Farense - Benfica 1-0
10ª j (01/12/1970): Benfica - Leixões 5-0
11ª j (14/12/1970): Vit. Setúbal - Benfica 2-0
12ª j (21/12/1970): Benfica - Varzim 3-0
13ª j (28/12/1970): Académica - Benfica 0-0
14ªj (04/01/1971): CUF - Benfica 0-2
15ª j (18/01/1971): Benfica - Sporting 5-1
16ª j (25/01/1971): Boavista - Benfica 0-3
17ª j (01/02/1971): Benfica - Vit. Guimarães 1-0
18ª j (08/02/1971): FC Porto - Benfica 4-0
19ª j (22/02/1971): Benfica - Belenenses 3-1
20ª j (01/03/1971): Tirsense - Benfica 2-4
21ª j (08/03/1971): Benfica - Barreirense 1-0
22ª j (15/03/1971): Benfica - Farense 5-0
23ª j (29/03/1971): Leixões - Benfica 1-2
24ª j (05/04/1971): Benfica - Vit. Setúbal 1-0
25ª j (12/04/1971): Varzim - Benfica 0-4
26ª j (19/04/1971): Benfica - Académica 5-1




Após uma época menos conseguida, o Benfica entrava na nova década com mais um titulo nacional.
Otto Glória saíra no decurso da época anterior, tendo ficado José Augusto a liderar a equipa nos restantes jogos. O Inglês Jimmy Hagan, um técnico muito rigoroso e disciplinador, duríssimo na preparação física, tinha sido contratado a 23 de Março de 1970 para que desse novo rumo ao futebol do clube e fosse procedendo à renovação da mesma. Até final da época, porém, ficaria apenas a adaptar-se à realidade portuguesa e do clube, iniciando funções só em 1970/71
A defesa sofreria uma grande revolução, tornando-se Malta da Silva, Zeca e Adolfo habituais ao lado de Humberto Coelho, no meio-campo Vítor Martins e Matine, que até era defesa de origem, iam ocupando o lugar que tinha sido de Mário Coluna e no ataque Artur Jorge, um portuense vindo da Académica de Coimbra viria a ocupar o lugar que durante grande parte da década de 60 tinha sido de José Torres.
Uma primeira volta irregular, em que apesar de apenas não ter ganho um dos seis jogos disputados na Luz, empate a zero ante o Porto, mas com apenas duas vitórias fora em sete jogos, trouxe muita contestação ao técnico britânico, a quem a imprensa chamava de “garagista” mostrando ainda um pouco de enfado pelo constantes “no comments” que o britânico soltava. A primeira metade do campeonato acabava com o Benfica em 4º lugar a seis pontos da liderança.
Mas o trabalho de Hagan comecaria a dar frutos na 2ª volta, com um Benfica demolidor a ganhar 12 dos 13 jogos disputados. Logo ao 2º jogo da segunda metade do campeonato, o Benfica receberia o líder Sporting e aplicar-lhe-ia um correctivo de 5-1, reduzindo assim em apenas dois jogos, os seis pontos de desvantagem do final da primeira volta para apenas 2. Contudo à 18ª jornada, o único desaire da 2ª volta traria um travo bem amargo, derrota por 4-0 nas Antas, deixando o Benfica a 3 pontos do líder Sporting.
Uma sequência de oito vitórias consecutivas levaria o Benfica a mais um título nacional, com a liderança a ser atingida à 22ª jornada, mercê de uma derrota do Sporting no Bessa por 1-0, enquanto na Luz os benfiquistas goleavam o Farense por 5-0. Os sportinguistas mantinham no entanto o mesmo número de pontos das águias.
À 24ª jornada, a derrota do Sporting nas Antas permitiu ao Benfica ficar com dois pontos de vantagem numa altura em que ficavam a faltar dois jogos para a conclusão da prova. Bastavam agora uma vitória para assegurar mais um troféu para as vitrines da Rua Jardim do Regedor.
A festa seria feita logo na jornada seguinte, a 25 de Abril, na Póvoa do Varzim. O Benfica ganhava por 4-0, com Eusébio a marcar logos aos 15 minutos, Artur Jorge a bisar e Nené a fechar a contagem já na 2ª parte, para alegria sua imensa falange de apoio nortenha.
Na última jornada, o Benfica festejaria no seu reduto, devidamente engalanado e já com os paneis de campeões nacionais 1970/71 devidamente afixados no Estádio. 5-1 foi o resultado final ante a Académica.
O Benfica tinha na extraordinária 2ª volta efectuada, ganho nove pontos, em treze jornadas ao Sporting e era de novo, e pela 18ª vez no seu vasto historial, campeão nacional.

Jogadores campeões: Artur Jorge (26), José Henrique, (26), Zeca (25), Humberto Coelho (25), (25), Malta da Silva (22), Eusébio (22), Jaime Graça (22), Nené (21), Adolfo (19), António Simões (19), Vítor Martins (17), Matine (15), Toni (15), Diamantino Costa (13), José Torres (10), Calado (8), Barros (5), Praia (2), Raúl Águas (2), Marques (2), Fonseca (1), Messias (1), Jacinto (1),

Marcadores: Artur Jorge (24), Eusébio (22), Nené (6), Jaime Graça (3), Humberto Coelho (3), José Torres (2), Vítor Martins (2), Diamantino Costa  (1), Raúl Águas (1)

Treinador: Jimmy Hagan

Texto feito por pcssousa
« Última modificação: 22 de Abril de 2013, 21:25 por Ruud Gullit »

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Campeonato Nacional da 1ª divisão 1971/72


1ª j (12/09/1971): FC Porto - Benfica 1-3 
2ª j (19/09/1971): Benfica - CUF 1-1
3ª j (26/09/1971): Vit. Setúbal - Benfica 1-3
4ª j (03/10/1971): Benfica - Beira Mar 2-1
5ª j (17/10/1971): Tirsense - Benfica 0-3
6ª j (24/10/1971): Benfica - Belenenses 1-0
7ª j (31/10/1971): Benfica - U. Tomar 3-0
8ª j (07/11/1971): Boavista - Benfica 2-2
9ª j (28/11/1971): Benfica - Barreirense 5-1
10ª j (05/12/1971): Atlético - Benfica 1-5
11ª j (12/12/1971): Benfica - Leixões 6-0
12ª j (19/12/1971): Académica - Benfica 0-3
13ª j (23/12/1971): Benfica - Vit. Guimarães 3-0
14ª j (02/01/1972): Sporting - Benfica 0-3
15ª j (05/01/1972): Benfica - Farense 2-0
16ª j (23/01/1972): Benfica - FC Porto 1-0
17ª j (30/01/1972): CUF - Benfica 0-2
18ª j (06/02/1972): Benfica - Vit. Setúbal 0-0
19ª j (13/02/1972): Beira Mar - Benfica 1-3
20ª j (20/02/1972): Benfica - Tirsense 7-0
21ª j (27/02/1972): Belenenses - Benfica 0-1
22ª j (12/03/1972): U. Tomar - Benfica 0-1
23ª j (18/03/1972): Benfica - Boavista 2-0
24ª j (26/03/1972): Barreirense - Benfica 1-0
25ª j (09/04/1972): Benfica - Atlético 5-1
26ª j (16/04/1972): Leixões - Benfica 0-1
27ª j (07/05/1972): Benfica - Académica 3-1
28ª j (14/05/1972): Vit. Guimarães - Benfica 1-3
29ª j (21/05/1972): Benfica - Sporting 2-1
30ª j (28/05/1972): Farense - Benfica 2-5



Jimmy Hagan mantinha-se no comando da equipa, e Borges Coutinho teve a generosidade de continuar a reforçar bem a equipa, que se ia assim renovando com indiscutível qualidade e mantendo a tradição de alinhar apenas e só com portugueses. Rui Rodrigues Artur Correia, o “Ruço”, vieram da Académica, reforçando a defesa, sendo que no caso de Artur se tratava de um regresso a casa depois de uma experiência falhada como estudante de Medicina em Coimbra. De Setúbal viria Vítor Baptista, um avançado de inegáveis qualidades, levando à saída do histórico magriço José Torres. Por outro lado, as então profícuas escolas de formação encarnadas produziam mais um talento para ir sendo lançado, o avançado Rui Jordão.
O campeonato começou da melhor forma, com uma vitória no Estádio das Antas, tendo o Benfica virado na segunda parte um resultado que lhe era desfavorável ao intervalo e triunfado por 1-3, com dois golos de Eusébio a abrir a segunda metade e outro de Artur Jorge a terminar o jogo.
Apesar do surpreendente empate caseiro diante da CUF, o Benfica atingiria a liderança isolada à 7ª jornada, após uma vitória caseira ante o União de Tomar e na sequência de 5 vitórias consecutivas. Não mais largaria a liderança até final. Após um empate a dois golos no Bessa, os benfiquistas arrancariam para uma série de nove vitórias consecutivas, de entre as quais uma saborosa vitória por 0-3 em Alvalade, e pelo meio, atingiriam o final da primeira volta com cinco pontos de avanço sobre o 2º classificado, o sensacional Vitória de Setúbal
Daqui até ao final, de assinalar, apenas as vitórias caseiras ante os rivais Porto e Sporting e a primeira e única derrota, por 1-0 na deslocação ao Barreiro, onde Serafim se “vingou” das poucas oportunidades que teve na sua passagem pela Luz.
O titulo seria assegurado a 4 jornadas do fim, na recepção à Académica, a 7 de Maio de 1972, que assim pela 2ª vez consecutiva se associava à festa “encarnada”. Dois golos de Artur Jorge à sua antiga equipa (41 e 44 minutos) e outro de Vítor Baptista aos 23 minutos, asseguraram a vitória por 3-1.
A tabela classificativa final demonstra a grande supremacia do Benfica sobre os restantes emblemas, 10 pontos sobre o segundo classificado, Vitória de Setúbal, 12 sobre o 3º, Sporting e 22 sobre o 5º, Porto, numa altura em que as vitórias somavam apenas dois pontos.

Jogadores campeões:
José Henrique, (30), Artur Correia (27), Jaime Graça (26), Nené (26), Artur Jorge (26), Humberto Coelho (25), Eusébio (24), António Simões (23), Adolfo (22), Toni (22), Malta da Silva (21), Rui Rodrigues (21), Jordão (18), Messias (17), Vítor Baptista (17), Vítor Martins (8), Diamantino (7), Zeca (7), Fonseca (1), Eurico (1)

Marcadores: Artur Jorge (28), Eusébio (18), Vítor Baptista (9), Nené (7), Jordão (7), António Simões (5), Adolfo (1), Rui Rodrigues (1), Jaime Graça (1), Malta da Silva (1), Artur Correia (1), Diamantino (1)

Treinador: Jimmy Hagan

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« Última modificação: 22 de Abril de 2013, 21:25 por Ruud Gullit »

Ruud

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  • 29 de Janeiro de 2013, 21:36
Campeonato Nacional da 1ª divisão 1972/73


1ª j (09/09/1972): Benfica - Leixões 6-0   
2ª j (17/09/1972): Boavista - Benfica 1-3
3ª j (24/09/1972): Benfica - Beira Mar 9-0
4ª j (01/10/1972): U. Coimbra - Benfica 0-4
5ª j (08/10/1972): Benfica - Sporting 4-1
6ª j (15/10/1972): Barreirense - Benfica 0-3
7ª j (22/10/1972): Benfica - Belenenses 5-0
8ª j (29/10/1972): Vit. Setúbal - Benfica 0-1
9ª j (05/11/1972): Benfica - FC Porto 3-2
10ª j (12/11/1972): U. Tomar - Benfica 0-2
11ª j (19/11/1972): Benfica - Farense 3-0
12ª j (26/11/1972): Vit. Guimarães - Benfica 1-2
13ª j (03/12/1972): CUF - Benfica 0-1
14ª j (10/12/1972): Benfica - Atlético 2-0
15ª j (17/12/1972): Montijo - Benfica 0-1
16ª j (31/12/1972): Leixões - Benfica 1-5
17ª j (07/01/1973): Benfica - Boavista 4-1
18ª j (14/01/1973): Beira Mar - Benfica 1-2
19ª j (21/01/1973): Benfica - U. Coimbra 6-1
20ª j (28/01/1973): Sporting - Benfica 1-2
21ª j (20/02/1973): Benfica - Barreirense 3-0
22ª j (25/02/1973): Belenenses - Benfica 0-2
23ª j (11/03/1973): Benfica - Vit. Setúbal 3-0
24ª j (01/04/1973): FC Porto - Benfica 2-2
25ª j (15/04/1973): Benfica – União de Tomar 2-1
26ª j (22/04/1973): Farense - Benfica 0-5
27ª j (13/05/1973): Benfica - Vit. Guimarães 8-0
28ª j (20/05/1973): Benfica - CUF 2-0
29ª j (03/06/1973): Atlético - Benfica 0-0
30ª j (10/06/1973): Benfica - Montijo 6-0



Em 1972/73, o Benfica conquista novo título nacional, atingindo mais um tri, algo que já se tornava um hábito à época.
Com aquele que para muitos terá sido o melhor plantel de sempre do clube, um Benfica irresistível arrasou tudo e todos e acabou campeão logo a sete jornadas do fim, somando nessa altura apenas e só vitórias.
A equipa iniciou o campeonato de forma arrasadora com gorda goleada caseira ante o Leixões por 6-0, seguiu-se boa vitória no Bessa, os 9-0 na Luz ante o Beira-Mar, nova goleada, desta vez em Coimbra, por 4-0, na única aparição do União local na 1ª divisão do futebol nacional, 4-1 ao Sporting num jogo em que Eusébio fez um poker, nova goleada, desta vez no Barreiro, mais uma goleada na Luz ante o Belenenses (5-0) e finalmente a primeira vitória pela margem mínima, em Setúbal, antecederam o jogo em que ficou demonstrado de forma inequívoca a massa campeã da equipa.
À passagem da 9ª jornada, na tarde de 5 de Novembro de 1972, a Luz engalanava-se para receber o FC Porto. Estranhamente ou não, a 15 minutos do fim são os portistas que se encontram em vantagem por duas bolas a zero, mas a alma da equipa viria ao de cima e Vítor Baptista aos 75, Jaime Graça no minuto seguinte e finalmente Humberto Coelho  em cima do apito final, consumam a reviravolta no marcador. Nove jogos, nove vitórias e o demonstrar de que a equipa também sabia sofrer e superar as dificuldades, serviam de aviso à navegação.
Até ao final da primeira volta mais seis vitórias, mas sem as goleadas da primeira parte da volta inaugural. Essas voltariam, em Matosinhos, na jornada inaugural da segunda volta. Daí até à conquista do título, só vitórias, com especial destaque para a conquistada em Alvalade por 1-2, com golos de Nené e Artur Jorge.
A celebração ocorreria logo a 11 de Março, no final da 23ª jornada, após um 3-0 caseiro ante o Vitória de Setúbal com Artur Jorge a bisar e Eusébio a marcar o restante. Após 23 jornadas sempre a ganhar, o Benfica conquista 14 pontos de vantagem (hoje seriam 26) e a festa na Luz é rija. Estava conquistado o 20º campeonato nacional da história do clube.
A partir daqui as questões que se punham eram: seria o Benfica capaz de se manter invicto até ao final do campeonato, algo que nunca equipa alguma tinha ainda logrado? Conseguiria ainda manter-se 100% vitorioso? Uma das questões seria respondida logo na jornada seguinte pela mão do FC Porto e do árbitro António Garrido, a fazer jus ao dia em que se disputava a partida, 1 de Abril, o dia das mentiras. De facto Garrido assinalaria aos 86 minutos um contestado penalty por falta de Messias, que permitiu aos portistas restabelecer a igualdade e aos 90 invalidaria por fora-de-jogo comprovadamente inexistente um golo de Eusébio que daria a justa vitória aos Benfiquistas.

Daqui em diante, dois factos a apontar, o único jogo em branco da equipa e a segunda Bota de Ouro de Eusébio.
Um Benfica já incapaz de assinalar uma carreira 100% vitoriosa acaba por ter a sua mais pálida exibição na Tapadinha, não indo além do nulo, o único jogo em que o Benfica não marcaria. Na última jornada, a equipa redimir-se-ia desse jogo, aplicando seis golos sem resposta na Luz ao Montijo.
Eusébio acabaria por marcar 12 golos entre a 22º e 28ª jornada e mais 4 na última ronda, para a qual entrava em igualdade de golos com Gerd Muller, acabando mesmo por se sagrar, com 40 golos, pela segunda vez o melhor artilheiro europeu.
O Benfica acabava assim a prova com 28 vitórias e apenas dois empates, 101 golos marcados e 13 sofridos, naquela que é ainda hoje a melhor campanha de uma equipa no campeonato nacional.
Esta época ficou ainda marcada, pela estreia de dois imortais do clube,  Manuel Galrinho Bento e Shéu Han. O médio permaneceria na equipa principal até 1989 e o guarda-redes chegaria até aos anos 90, dois exemplos de longevidade e dedicação ao clube.

Jogadores campeões: José Henrique (30), Adolfo (29), António Simões (29), Nené (28), Toni (28), Eusébio (28), Humberto Coelho (28), Malta da Silva (25), Vítor Martins (22), Messias (16), Jaime Graça (16), Rui Rodrigues (16), Artur Jorge (15), Vítor Baptista (14), Jordão (10), Artur Correia (8), Matine (8), Diamantino Costa (4), Nelinho  (4), Shéu (1), António Bastos Lopes  (1), Bento  (1)

Marcadores: Eusébio (40), Nené (12), Artur Jorge  (11), Humberto Coelho  (8), Vítor Baptista (6), Jordão (5), António Simões (5), Vítor Martins (4), Toni (3), Jaime Graça  (3), Adolfo (2), Nelinho (1)

Treinador: Jimmy Hagan 



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Campeonato Nacional da 1ª divisão 1974/75



1ª j (11/09/1974): Benfica - Belenenses 4-0 
2ª j (15/09/1974): Farense - Benfica 0-4
3ª j (22/09/1974): Benfica - Olhanense 2-2
4ª j (29/09/1974): Leixões - Benfica 1-2
5ª j (06/10/1974): Benfica - Académica 4-0
6ª j (13/10/1974): Boavista - Benfica 0-0
7ª j (19/10/1974): Benfica - FC Porto 0-1
8ª j (27/10/1974): Sp. Espinho - Benfica 1-2
9ª j (03/11/1974): Benfica - Vit. Guimarães 3-0
10ª j (24/11/1974): CUF - Benfica 0-1
11ª j (01/12/1974): Benfica - Vit. Setúbal 2-0
12ª j (08/12/1974): Oriental - Benfica 0-0
13ª j (15/12/1974): Benfica - Atlético 3-0
14ª j (22/12/1974): Benfica - Sporting 1-1
15ª j (29/12/1974): U. Tomar - Benfica 0-0
16ª j (05/01/1975): Belenenses - Benfica 1-2
17ª j (12/01/1975): Benfica - Farense 4-0
18ª j (19/01/1975): Olhanense - Benfica 0-1
19ª j (26/01/1975): Benfica - Leixões 3-0
20ª j (02/02/1975): Académica - Benfica 0-0
21ª j (09/02/1975): Benfica - Boavista 5-1
22ª j (16/02/1975): FC Porto - Benfica 0-3
23ª j (23/02/1975): Benfica - Sp. Espinho 2-0
24ª j (02/03/1975): Vit. Guimarães - Benfica 0-1
25ª j (15/03/1975): Benfica - CUF 1-0
26ª j (23/03/1975): Vit. Setúbal - Benfica 2-1
27ª j (29/03/1975): Benfica - Oriental 4-0
28ª j (13/04/1975): Atlético - Benfica 0-3
29ª j (04/05/1975): Sporting - Benfica 1-1
30ª j (11/05/1975): Benfica - U. Tomar 3-1





À partida para a época de 74/75 o objectivo benfiquista era voltar a conquistar o ceptro nacional que miserável, surpreendente e inexplicavelmente lhe tinha fugido na época anterior.
De facto, em 73/74, vindo de três épocas de inquestionável superioridade, a última das quais deveras penosa para todos os adversários, o impensável tinha acontecido, Hagan, após o jogo de homenagem a Eusébio tinha apresentado a demissão no decurso de um desentendimento com o Presidente Borges Coutinho. O castigo aplicado pelo técnico no dia do jogo aos jogadores Humberto Coelho, Toni e Nelinho seria levantado pelo presidente por achar que, como noite de festa que era, todos deviam participar e o inglês, intempestivo como sempre, bateu com a porta. A disciplina, que tinha sido um dos seus baluartes, estaria, segundo o próprio, comprometida doravante e portanto entendeu que não estavam reunidas as condições para continuar a dirigir a equipa. Cabrita, bombeiro de serviço, ficou à frente da equipa, numa altura em que apenas estavam disputadas 3 jornadas, mas, apesar de duas vitórias frente ao futuro campeão, Sporting, não conseguiu levar a equipa à revalidação do título.
Este terá sido um dos mais polémicos episódios da história do clube. Hoje, decorridos tantos anos, é quase unânime que a permanência de Hagan teria significado um tetra campeonato, que somado ao tri que viria a caminho daria ao Benfica 7 títulos nacionais consecutivos, um feito quase impossível de igualar.
Na primeira época pós revolução dos cravos, o Benfica apresentava como treinador o Jugoslavo Milorad Pavic, técnico considerado inovador e, a exemplo de Jimmy Hagan, um óptimo preparador físico, já com bom currículo e troféus conquistados à frente de Estrela Vermelha, Standard Liège e Atlético de Bilbau.
A equipa, experimentou muitas dificuldades no decurso da primeira volta, perdendo logo pontos à 3ª jornada num empate caseiro a 2 bolas frente ao Olhanense após estar a perder ao intervalo por 0-2. Ao novo dissabor, à passagem da 6ª jornada, com um nulo no Bessa, seguiu-se derrota na Luz ante FC Porto. A vida de Pavic estava complicada. Daí, até ao final da primeira volta do campeonato, mais três empates seriam cedidos, o primeiro no campo do Oriental, outro na recepção ao Sporting e por fim na deslocação a Tomar, a fechar a 1ª volta.
O Benfica chegava à entrada da 2ª metade do campeonato a 3 pontos do líder Porto e já tendo recebido no seu Estádio os 6 primeiros classificados, pelo que se adivinhavam muitas dificuldades para o que restava da prova.
Cerrando fileiras, o Benfica entra num ciclo de 4 vitórias consecutivas que, de forma surpreendente, o coloca na liderança, uma vez que Porto, que tinha terminado a 1ª volta invicto, perde três jogos neste espaço de tempo. O empate benfiquista em Coimbra, diante do Clube Académico local seria apenas e só um percalço, pois novo ciclo, agora de cinco vitórias sucessivas, uma delas no Estádio das Antas, coloca definitivamente os benfiquistas na rota do título nacional.
De facto, a goleada por 0-3 nas Antas, à passagem da 22ª jornada da competição, seria o golpe de misericórdia e os portistas jamais recuperariam da mesma.
Com um Benfica de gala, abrindo o desafio com uma inacreditável perdida de Nené à passagem do primeiro minuto, cedo todos se aperceberam que o jogo seria de glória encarnada. Vítor Martins abre o marcador com um portentoso golo aos 17 minutos, aos 29, Diamantino, coloca a bola na cabeça de Moinhos que amortece para as redes, fazendo o segundo golo e, já na segunda parte, após vários golos falhados por Nené, Humberto Coelho e Messias, Toni marca aos 73 minutos, o 3º, mais um golo monumental. Os portistas agradeceram aos deuses da fortuna terem-nos livrado de uma goleada histórica.
Daí até final o Benfica apenas perderia em Setúbal, num jogo em que até esteve em vantagem e empataria em Alvalade, somando por vitórias todos os restantes.
O jogo de Alvalade marcaria a reconquista do título e a passagem de testemunho entre uma e outra equipa. Apesar de ter recolhido aos balneários em desvantagem por 1-0, os benfiquistas, sempre mais fortes, acabaram por igualar a contenda com um tento de Diamantino Costa, emendando falhanço de Nené. O dia 4 de Maio de 1975 ficaria para sempre marcado como aquele em que o Benfica festejou na toca do leão.
Na semana seguinte, uma normal vitória caseira ante União de Tomar por 3-1 serviria para consagrar a equipa campeã que, inacreditavelmente tinha apenas consentido 12 golos no decurso das 30 jornadas da prova.
O primeiro Campeonato Nacional disputado em democracia pendia assim para o Benfica, a exemplo do que aconteceria com os dois seguintes. Para bom entendedor…

Jogadores campeões: Humberto Coelho (30), Toni (29), Barros (27), Moinhos (27), Artur Correia (26), Nené (26), António Simões (26), Vítor Martins (24), Vítor Baptista  (23), Messias (21), Diamantino Costa (16), José Henrique (16), Bento (15), Ibraim (14), Malta da Silva (10), Adolfo (10), Eusébio (9), Jordão (8), Móia (8), Jaime Graça (4), Shéu Han (3), António Bastos Lopes (1), (3), Artur Jorge (3), José Pedro (1)

Marcadores: Moinhos (13), Nené (11), Humberto Coelho (8), Jordão (6), Diamantino Costa (5), Vítor Martins (3), Barros (2), Artur Jorge (2), Toni (2), Eusébio (2), Ibraim  (2), Móia (1), Artur Correia (1)

Treinador: Milorad Pavic

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Campeonato Nacional da 1ª divisão 1975/76


1ªj (10/09/1975): Benfica - Boavista 0-0     
2ªj (14/09/1975): U. Tomar - Benfica 0-2
3ªj (21/09/1975): Benfica - Leixões 9-1
4ªj (28/09/1975): Académica - Benfica 2-4
5ªj (05/10/1975): Benfica - Beira Mar 5-0
6ªj (12/10/1975): Belenenses - Benfica 4-2
7ªj (18/10/1975): Benfica - Atlético 3-0
8ªj (26/10/1975): Farense - Benfica 1-4
9ªj (01/11/1975): Benfica - Estoril 7-1
10ªj (23/11/1975): Sp. Braga - Benfica 0-0
11ªj (01/12/1975): Benfica - Vit. Setúbal 2-0
12ªj (10/12/1975): Benfica - V. Guimarães 2-0
13ªj (14/12/1975): CUF - Benfica 0-1
14ªj (28/12/1975): Benfica - Sporting 0-0
15ªj (04/01/1976): FC Porto - Benfica 2-3
16ªj (10/01/1976): Boavista - Benfica 1-4
17ªj (17/01/1976): Benfica - U. Tomar 6-1
18ªj (25/01/1976): Leixões - Benfica 0-1
19ªj (01/02/1976): Benfica - Académica 4-0
20ªj (09/02/1976): Beira Mar - Benfica 0-2
21ªj (16/02/1976): Benfica - Belenenses 1-1
22ªj (21/02/1976): Atlético - Benfica 0-2
23ªj (07/03/1976): Benfica - Farense 3-0
24ªj (13/03/1976): Estoril - Benfica 0-4
25ªj (21/03/1976): Benfica - Sp. Braga 7-1
26ªj (05/04/1976): Vit. Guimarães - Benfica 0-3
27ªj (11/04/1976): Benfica - CUF 5-1
28ªj (09/05/1976): Vit. Setúbal - Benfica 0-4
29ªj (23/05/1976): Sporting - Benfica 0-3
30ªj (11/05/1976): Benfica - FC Porto 2-3





Em tempos difíceis, com o apertar do cinto da Banca provocada pela sua nacionalização, a política de austeridade imperava nos clubes. Decorrente disto, Pavic, considerado muito dispendioso tinha saído do clube entrando para o seu lugar Mário Wilson, responsável pela melhor classificação de sempre da Académica de Coimbra, clube onde tinha feito a quase totalidade da carreira como jogador e tinha permanecido durante várias épocas como técnico.
Com um discurso optimista e a célebre frase “no Benfica qualquer técnico se arrisca a ser campeão”, acabaria por ser não o primeiro treinador português a ser campeão no Benfica, esse tinha sido Fernando Cabrita em 1967/68, mas o primeiro a ser campeão cumprindo toda a época.
Era uma época de transição. Tinham saído os últimos campeões europeus que ainda se encontravam no clube, Eusébio e Simões, bem como o “magriço” Jaime Graça. O defesa central Humberto Coelho, à época um dos melhores da Europa, tinha sido vendido para o Paris SG e o avançado Artur Jorge, empossado presidente do sindicato dos jogadores de futebol, decidira abandonar o estatuto de futebolista profissional, ingressando no Belenenses enquanto concluía os estudos iniciados na Universidade de Coimbra.
Para colmatar estas saídas, uma série de jovens ascenderiam das camadas jovens, destacando-se acima de todos Fernando Chalana, que nessa época seria campeão nacional pelos juniores e seniores e no futuro seria um dos imortais do clube.
Logo a abrir o campeonato o Benfica perde pontos, concedendo um nulo ao Boavista, que seria o seu principal adversário no decurso da prova. À 5ª jornada, mercê de 4 triunfos consecutivos a equipa atinge a liderança, mas esta seria sol de pouca dura. Uma derrota na deslocação ao Restelo voltava a atrasar o campeão em título que com três vitórias seguidas recuperaria novamente.
A duas jornadas do final da 1ª volta, Benfica, Boavista e Sporting repartiam a liderança. Nessa altura, um empate a zero entre Benfica e Sporting dariam a liderança isolada a Boavista. A última jornada da primeira metade do campeonato traria vitória do Benfica nas Antas, por 2-3, com golos de Vítor Martins e bis de Rui Jordão, enquanto o Boavista ganhava em Alvalade, deixando os Sportinguistas a dois pontos. A liderança iria ser discutida no Bessa.
No campo dos boavisteiros o Benfica entraria melhor em campo e Jordão marcava logo decorridos 13 minutos do apito inicial. O Boavista ainda empataria, mas a tarde seria benfiquista, com dois golos de Moinhos e outro de Shéu, que vincavam a superioridade encarnada. Na verdade, uma jogada de mestre de Mário Wilson ocorreu naquela fria tarde de sábado no já longínquo 10 de Janeiro de 1976. O treinador encarnado, que durante vários domingos mandara Nelinho assistir a jogos boavisteiros, colocou-o inesperadamente a marcar a principal peça dos portuenses, João Alves, que poucas vezes tocaria na bola ao longo da partida. Encostou Shéu e Toni aos flancos, Jordão adiantado no terreno, dando muito trabalho à defesa contrária e ordenaria que fossem lançadas bolas em profundidade para que Moinhos matasse a contenda, assim aconteceu. Pedroto nem queria acreditar no que se estava a passar…
A partir daí, o Benfica sentiu que tinha o caminho aberto para o bi-campeonato, nove vitórias e um empate caseiro ante o Belenenses, permitiriam chegar à 28ª jornada em condições de festejar. Assim aconteceria e a deslocação a Setúbal traria razões para festejar. Os golos de Vítor Baptista, Nené, Toni e Jordão enchiam as margens do Sado de alegria, o Benfica era campeão!
Com duas jornadas para disputar e o título no bolso, surgiria ainda uma goleada por 3-0 em Alvalade ante o velho rival e uma derrota caseira no jogo de consagração na Luz ante FC Porto (2-3), mesmo estando a ganhar ao intervalo por 2-0. 
O Campeonato terminava assim com o 22º titulo nacional para o clube e Jordão e Nené sagravam-se respectivamente melhor e segundo melhor marcadores da prova máxima do futebol nacional.

Jogadores campeões: Moinhos (29), Toni (29), Nené (26), Shéu Han (28), Jordão (28), Barros (26), António Bastos Lopes (25), Artur Correia (25), Vítor Martins (23), Messias (22), Eurico (18), Diamantino Costa (17), José Henrique (17), Vítor Baptista (16), Bento (15), Nelinho (10), Malta da Silva (10), Eduardo Luís (3), Chalana (3), Romeu (2), Cavungi (1), Fonseca (1)

MarcadoresJordão (30), Nené (29), Vítor Baptista  (9), Shéu Han (7), Moinhos (7), Toni (5), Vítor Martins (3), Messias (1), António Bastos Lopes (1)

Treinador: Mário Wilson

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Campeonato Nacional da 1ª divisão 1976/77



1ª j (04/09/1976): Sporting - Benfica 3-0   
2ª j (11/09/1976): Benfica - Sp. Braga 0-0
3ª j (19/09/1976): Estoril - Benfica 1-1
4ª j (25/09/1976): Benfica - Académica 1-0
5ª j (03/10/1976): Vit. Setúbal - Benfica 2-1
6ª j (24/10/1976): Benfica - Boavista 2-1
7ª j (31/10/1976): Belenenses - Benfica 2-3
8ª j (06/11/1976): Benfica - Varzim 2-0
9ª j (21/11/1976): Benfica - Vit. Guimarães 1-0
10ª j (11/12/1976): Portimonense - Benfica 1-2
11ª j (19/12/1976): Benfica - Leixões 3-1
12ª j (05/01/1977): Beira Mar - Benfica 2-2
13ª j (09/05/1977): Benfica - Montijo 4-1
14ª j (16/01/1977): FC Porto - Benfica 0-1
15ª j (22/01/1977): Benfica - Atlético 6-0
16ª j (30/01/1977): Benfica - Sporting 2-1
17ª j (06/02/1977): Sp. Braga - Benfica 0-1
18ª j (13/02/1977): Benfica - Estoril 6-1
19ª j (27/02/1977): Académica - Benfica 0-1
20ª j (06/03/1977): Benfica - Vit. Setúbal 3-1
21ª j (20/03/1977): Boavista - Benfica 0-3
22ª j (20/03/1977): Benfica - Belenenses 1-1
23ª j (03/04/1977): Varzim - Benfica 0-1
24ª j (17/04/1977): Vit. Guimarães - Benfica 1-1
25ª j (24/04/1977): Benfica - Portimonense 5-1
26ª j (30/04/1977): Leixões - Benfica 1-2
27ª j (08/05/1977): Benfica - Beira Mar 4-0
28ª j (15/05/1977): Montijo - Benfica 0-1
29ª j (22/05/1977): Benfica - FC Porto 3-1
30ª j (30/05/1977): Atlético - Benfica 0-2





Após a conquista do campeonato da época anterior o Benfica voltaria a mudar de treinador. Mário Wilson, fruto de uma proposta mais tentadora financeiramente proveniente de Guimarães decidiu não renovar e Borges Coutinho, com fortes ligações a Inglaterra decidiu contratar um técnico Inglês, John Mortimore para comandar a equipa. Astuto, metódico e organizado, Mortimore, apesar de sempre mal-amado, seria campeão logo no ano de estreia.
Do outro lado da Segunda Circular, a entrada de Jimmy Hagan trazia esperança, mais ainda pelo espectacular início de época vivido em Alvalade, com 11 vitórias e 1 empate nas primeiras 11 jornadas, mas o Benfica voltaria aos já célebres tri-campeonatos, mas chegou a temer-se o pior.
Logo a abrir o Campeonato, o Benfica desloca-se a Alvalade, saindo vergado com uma derrota por 3 golos sem resposta, segue-se a recepção ao Braga e um empate a 2, logo a deslocação ao António Coimbra da Mota onde nem o madrugador golo de Nené aos 30 segundos evita mais um empate, este por 1 igual. Após a primeira vitória, conseguida na recepção caseira ao Clube Académico de Coimbra por um magro 1-0, segue-se nova derrota em Setúbal. O Benfica encontrava-se à 5ª jornada em 13º lugar, já com 6 pontos de atraso face a um Sporting que apresentava um pleno de vitórias. 
Rapidamente é marcada uma Assembleia Geral extraordinária, para 29 de Outubro, onde é apresentado um pedido para que sejam concedidos poderes à Direcção do clube saída de jogadores para o estrangeiro (Jordão tinha rumado ao Saragoça) para contratar estrangeiros. Entendia-se que a situação era caótica e com as alterações decorrentes da Independência das Colónias e precaridade financeira esta poderia ser a solução. A proposta acabaria por ser chumbada e o clube permaneceria apenas com jogadores de nacionalidade portuguesa nos seus quadros.
Entretanto, imune às críticas Mortimore continuaria o seu trabalho, apostando forte nos jovens Chalana, Eurico e Alberto, retirando Nené da direita, onde colocaria Nelinho, pondo-o a ponta de lança, lançando Bento definitivamente como titular e substituindo Artur, acometido de grave doença pelo recém-contratado lateral que faria história no clube, Pietra. Estavam lançados os dados e o Benfica encetaria uma recuperação espectacular. Tão espectacular que, após a derrota de Setúbal, os benfiquistas apenas e só voltariam a perder para o Campeonato Nacional, 22 meses e 29 dias depois, na segunda jornada do campeonato de 1978/79, nas Antas, nada mais nada menos que 57 jogos depois, um record que se mantém ainda nos dias de hoje. 
Contando por vitórias os 6 jogos seguintes, o Benfica recupera um ponto ao  Sporting, que empata à jornada no Montijo. Destas, uma delas conquistada em condições dramáticas. Em Portimão, após o golo dos algarvios, por intermédio de Sapinho, fortes protestos de Toni e Barros, levam a que sejam expulsos e a equipa, mesmo alinhando apenas com 9 jogadores, acaba por dar a volta ao resultado, com bis de Vítor Baptista, o 2º já nos descontos.
À 12ª jornada, o Benfica deslocar-se-ia a Aveiro, onde pela primeira vez, Eusébio defrontaria o clube do coração. A equipa sairia do Estádio Mário Duarte com um amargo empate a 2, mesmo tendo estado por duas vezes na frente do marcador. Acerca deste jogo, reza a lenda que a terminar, Eusébio vendo que tinha a sua equipa um livre bem favorável ao seu pé direito, esquivou-se de o marcar. Não seria capaz de fazer tal desfeita ao seu Benfica. Um golo seu, contudo, levaria o Sporting a perder um ponto em Aveiro à 20ª jornada. Era assim o ”Pantera Negra”…   
As jornadas seguintes levariam a uma grande cambalhota na tabela classificativa. Um Benfica de garra ganha 7 partidas de forma consecutiva, enquanto o Sporting, praticamente imparável até então, perde nesse mesmo espaço temporal 7 pontos e permite que os encarnados assumam o seu lugar natural, a liderança. Particular relevo tiveram a vitória nas Antas, mercê de um golo de Fernando Chalana aos 11 minutos e, a abrir a 2ª volta, uma vitória por 2-1 no dérbi da Luz. Aí, mais seria mais uma vez Chalana a dar a vitória, marcando o 2-1 aos 77 minutos, o que permitiu à equipa ficar então a apenas 1 ponto dos verde-brancos.
Na ida a Braga na semana seguinte, nova polémica arbitral, com a inexplicável expulsão de Pietra não impediu nova vitória Benfiquista e a goleada caseira ao Estoril Praia e a magra vitória por 0-1 em Coimbra, mais uma vez com golo de Chalana, permitem ao Benfica consumar o roubo da liderança. 1 ponto separava agora Águias e Leões com vantagem para os encarnados.
A partir daí, apenas dois empates, o primeiro, caseiro diante do Belenenses e o segundo, em Guimarães e vitórias nos restantes jogos dariam ao clube o seu 23º titulo de campeão nacional.
A vitória na competição ficaria selada na 27ª jornada. Naquela tarde de 8 de Maio de 1977, uma Luz a rebentar pelas costuras assistia a uma hat-trick de Nené numa vitória por 4-0 ante o Beira-Mar, enquanto em Coimbra o Sporting perdia por 2-1 ante o Académico local. O Benfica passava a somar mais campeonatos conquistados que todos os restantes clubes em conjunto!
Até final, destaque para a vitória caseira ante o FC Porto, na penúltima jornada, por 3-1. Um jogo marcado pela esplêndida exibição de Minervino Pietra

Jogadores campeões: Nené (30), Chalana (28), Bento (28),  Shéu (26), Pietra  (26), Eurico (25), António Bastos Lopes (25), José Luís (25), Nelinho (24), Vítor Martins (24), Toni (23), Alhinho (23), Artur Correia (13), Moinhos (12), Romeu (11), Barros (10), Alberto (10), Vítor Baptista  (6), José Domingos (6), José Henrique (3), Diamantino Costa (2), Cavungi (1), Messias (1), Álvaro dos Reis (1)

Marcadores: Nené (22), Chalana (10), Nelinho (9), Vítor Baptista  (6), Vítor Martins (6), Shéu (5), Pietra (4), José Luís (2), Alhinho (2), António Bastos Lopes (1)

Treinador: John Mortimore

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Campeonato Nacional da 1ª divisão 1980/81



1ª j (24/08/1980): Boavista - Benfica 0-1
2ª j (04/10/1980): Sp. Braga - Benfica 0-3
3ª j (07/09/1980): Benfica - Penafiel 6-0
4ª j (15/09/1980): Benfica - Portimonense 2-0
5ª j (21/09/1980): Amora - Benfica 0-2
6ª j (28/09/1980): Benfica - Varzim 1-0
7ª j (19/10/1980): Benfica - Académica 4-0
8ª j (25/10/1980): FC Porto - Benfica 2-1
9ª j (02/11/1980): Benfica - Ac. Viseu 3-0
10ª j (09/11/1980): Marítimo - Benfica 1-2
11ª j (23/11/1980): Benfica - Vit. Guimarães 2-0
12ª j (29/11/1980): Sporting - Benfica 1-1
13ª j (09/12/1980): Benfica - Belenenses 4-1
14ª j (21/12/1980): Vit. Setúbal - Benfica 0-0
15ª j (28/12/1980): Benfica - Sp. Espinho 2-1
16ª j (11/01/1981): Benfica - Boavista 3-0
17ª j (18/01/1981): Varzim - Benfica 0-4
18ª j (25/01/1981): Benfica - Sp. Braga 3-1
19ª j (07/02/1981): Penafiel - Benfica 0-0
20ª j (15/02/1981): Portimonense - Benfica 1-5
21ª j (21/02/1981): Benfica - Amora 4-1
22ª j (08/02/1981): Académica - Benfica 0-2
23ª j (14/02/1981): Benfica - FC Porto 1-0
24ª j (22/03/1981): Ac. Viseu - Benfica 1-1
25ª j (04/04/1981): Benfica - Marítimo 6-1
26ª j (12/04/1981): Vit. Guimarães - Benfica 0-0
27ª j (02/05/1981): Benfica - Sporting 1-1
28ª j (17/05/1981): Belenenses - Benfica 0-3
29ª j (24/05/1981): Benfica - Vit. Setúbal 5-1
30ª j (31/05/1981): Sp. Espinho - Benfica 2-0





Após três épocas consecutivas sem vencer o campeonato nacional, algo que não sucedia desde 1954/55, o Benfica voltaria aos títulos em 1980/81 e logo com uma dobradinha, a 7ª do seu historial. Aliás, logo em Outubro, o Benfica tinha já deixado bom prenúncio ao conquistar a Supertaça, na altura ainda sem o nome de Cândido de Oliveira, pelo que na prática a época se saldou por um triplete de troféus. A única temporada, em toda a sua história, em que o Benfica venceria Campeonato, Taça de Portugal e Supertaça.
Foi um campeonato em que o Benfica apresentando um magnifico lote de jogadores, dentro os quais se destacavam Bento, Humberto Coelho, Shéu, Chalana, Carlos Manuel e Nené e se juntavam as aquisições de João Alves e Veloso e para os orientar tinha sido contratado o húngaro Lajos Baroti, ex-seleccionador magiar em 3 campeonatos do Mundo, para substituir Mário Wilson.
O 24º título nacional do clube acabou por ser garantido de forma natural, afinal de contas a equipa esteve na frente do campeonato desde a 1ª jornada, venceu os primeiros 7 jogos sem sofrer qualquer golo, claudicando apenas à 8ª jornada na visita às Antas, e acabando a primeira volta com 3 pontos de avanço sobre o FC Porto.
A segunda volta iniciou-se com 3 vitórias consecutivas, mas um empate a zero em Penafiel reduziria a vantagem para o segundo classificado para apenas 2 pontos.
Mais três vitórias consecutivas permitiriam segurar a vantagem para a recepção ao FC Porto na 23ª jornada da prova. Naquela tarde de 14 de Março de 1981 pairavam fantasmas no ar, nas últimas 3 temporadas o Benfica não tinha ganho qualquer jogo contra os nortenhos em jogos a contar para o campeonato e na época de 77/78 tinha acabado o campeonato sem derrotas e em igualdade pontual com os portistas mas acabando por o perder na diferença de golos marcados quando tinha estado a vencer nas Antas durante 80 minutos na antepenúltima jornada do campeonato. Seria o Benfica capaz de sacudir a malapata? João Alves teria a palavra…
”luvas pretas” acabaria por marcar o golo com que tinha sonhado. Aos 44 minutos, Chalana ganha a linha de fundo na esquerda, cruza, Freitas falha o corte e Alves chuta potentemente sem que Tibi pudesse sequer esboçar reacção. O génio de São João da Madeira poderia assim dedicar o golo que valeria um campeonato à sua filha Núria, nascida 24 horas antes e que, em virtude de se encontrar em estágio, não tinha ainda tido oportunidade de conhecer.
Na segunda parte, não facilitando, o Benfica encostaria os portistas às cordas e Nené e César enviariam bolas aos postes da baliza defendida por Tibi. Contudo, o jogo acabaria com a magra vitória do Benfica, alicerçada na grande exibição de Veloso a secar Costa e na inspiração de João Alves.
Com todas as cartas na mão para vencer a prova, o Benfica acaba por inesperadamente escorregar logo na jornada seguinte, na deslocação a Viseu, concedendo um empate a 1, duas jornadas volvidas, nova escorregadela, agora com um nulo em Guimarães ao que se juntou a expulsão de João Alves, que assim não defrontaria o Sporting na jornada seguinte. O empate caseiro cedido ante os leões acabaria por ser um mal menor, uma vez que deixaria o Benfica com 2 pontos de avanço sobre o perseguidor portista. Seria um jogo marcado pela polémica arbitral devido a um golo invalidado a Jordão.
Daí até ao final da prova, o Benfica não voltaria a facilitar e acabaria por celebrar a conquista, mais uma vez, na visita a Setúbal, com um categórico triunfo por 1-5. No dia 31 de Maio de 1981, na última jornada do Campeonato, a Luz renderia homenagem aos seus heróis e estes corresponderiam com uma vitória por 2-0 ante o Sporting de Espinho, numa época de pleno sucesso, onde a única mácula seria a eliminação nas meias-finais da extinta Taça das Taças, ante o hoje “insignificante” Carl Zeiss Jena, da ex-RDA.
Outra das curiosidades desta época seria que pela primeira vez um estrangeiro se tornaria campeão nacional de futebol pelo clube da Luz, precisamente, os brasileiros Jorge Gomes e César Martins de Oliveira. A célebre Assembleia Geral de 1 de Julho de 1979, presidida pelo juiz desembargador Adriano Afonso, abriria finalmente as portas à entrada de estrangeiros no futebol benfiquista e Jorge Gomes seria o primeiro de todos, seguido por César (Cirillo Miramon não entra nestas contas pois não há registos de que tenha actuado oficialmente pelo clube). Se Jorge Gomes, vindo de Braga,  persiste na memória comum como o primeiro de todosCésar ficaria para sempre recordado pelo golo marcado ante o Porto que garantiu ao Benfica a Taça de Portugal de 1979.

Jogadores campeões: Shéu (30), Bento (30),   Pietra  (30), João Alves (30), Nené (29), Carlos Manuel (28), Chalana (24), Veloso (23), António Bastos Lopes (22), Humberto Coelho (22), Laranjeira (20), César (18), Frederico (17), Vital (15), Reinaldo (15), José Luís (8), Jorge Gomes (7), Alhinho (4), Alberto Bastos Lopes (4), Toni (1),

Marcadores: Nené (20), João Alves (14), César (11), Reinaldo (8), Carlos Manuel (7), Humberto Coelho (4), Shéu (2), Chalana (1), Vital (1), Jorge Gomes (1), Laranjeira (1)

Treinador: Lajos Baroti

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Ruud

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Campeonato Nacional da 1ª divisão 1982/83



1ª j (22/08/1982): Sp. Espinho - Benfica 0-1
2ª j (28/08/1982): Benfica - Boavista 3-0
3ª j (05/09/1982): Vit. Setúbal - Benfica 1-3
4ª j (11/09/1982): Benfica - Salgueiros 1-0
5ª j (26/09/1982): Estoril - Benfica 0-1
6ª j (16/10/1982): Benfica - Varzim 8-0
7ª j (24/10/1982): Benfica - Vit. Guimarães 1-0
8ª j (01/11/1982): Marítimo - Benfica 0-1
9ª j (14/11/1982): Benfica - FC Porto 3-1
10ª j (20/11/1982): Rio Ave - Benfica 0-1
11ª j (28/11/1982): Benfica - Amora 4-2
12ª j (05/12/1982): Alcobaça - Benfica 1-1
13ª j (19/12/1982): Benfica - Portimonense 4-1
14ª j (02/01/1983): Sporting - Benfica 1-0
15ª j (09/01/1983): Benfica - Sp. Braga 6-0
16ª j (15/01/1983): Benfica - Sp. Espinho 4-0
17ª j (29/01/1983): Boavista - Benfica 2-2
18ª j (05/02/1983): Benfica - Vit. Setúbal 1-1
19ª j (13/02/1983): Salgueiros - Benfica 0-1
20ª j (26/02/1983): Benfica - Estoril 3-0
21ª j (06/03/1983): Varzim - Benfica 1-1
22ª j (13/03/1983): Vit. Guimarães - Benfica 0-0
23ª j (20/03/1983): Benfica - Marítimo 2-0
24ª j (27/03/1983): FC Porto - Benfica 0-0
25ª j (10/04/1983): Benfica - Rio Ave 0-0
26ª j (16/04/1983): Amora - Benfica 1-3
27ª j (14/05/1983): Benfica - Alcobaça 8-1
28ª j (22/05/1983): Portimonense - Benfica 0-1
29ª j (29/05/1983): Benfica - Sporting 1-0
30ª j (05/10/1983): Sp. Braga - Benfica 0-2





Vindo de uma época de muito sucesso em 80/81, o Benfica não conseguiria na seguinte manter a mesma bitola e deixaria escapar todos os troféus nacionais, ampliando apenas o seu palmarés com a conquista da Taça de Honra da AFL de 1981/82. Este cenário acabaria por ditar a saída de Lajos Baroti que na emocionada despedida afirmaria: “Partirei para Budapeste, pondo termo à minha longa carreira de treinador. Nunca esquecerei o Benfica e serei sempre seu adepto fervoroso”.
A saída de Lajos Baroti abria portas a uma nova era na Luz. Um jovem sueco de Torsby, Sven-Göran Eriksson chegaria a Portugal olhado com desconfiança por muitos, mas ostentando já no currículo a conquista da Taça UEFA com o Gotemburgo. Culto, afável e ambicioso, dotado de uma inteligência e perspicácias notáveis, mudaria a face do futebol do clube bem como de todo o futebol nacional, que voltaria a ficar confiante de que vencer fora de portas seria possível.
Colocando Toni  como seu adjunto, Sven-Goran Eriksson, partindo de um núcleo de jogadores já fortíssimo, indica o internacional sueco Stromberg para o meio-campo benfiquista.
Esta equipa do Benfica faria história, pois não só conquistaria a dobradinha, selada com uma vitória na final da Taça de Portugal disputada no Estádio das Antas ante o FC Porto, como faria furor com uma magnífica carreira na Taça UEFA que só terminaria na final, ingloriamente perdida contra o Anderlecht com o empate a 1 golo na 2ª mão da mesma na Luz.
O Campeonato acabaria por se tornar facilitado mercê das 11 vitórias consecutivas logo a abrir, que só seriam travadas em Alcobaça devido ao golo de Nelito à beira do final do encontro e que penalizaria os encarnados com um empate a 1 e que deixava a equipa na frente da prova com 4 pontos de avanço sobre o 2º classificado, FC Porto. Volvidas duas jornadas, os benfiquistas cederiam a única derrota do campeonato, em Alvalade obra e graça de um penalty apontado por Jordão. A primeira volta terminaria com uma gorda goleada caseira ante o Braga por 6-0.
Na segunda volta, mesmo sem perder, o Benfica cedeu 6 empates, todos entre a 17ª e 25ª jornada, uma delas nas Antas, à 24ª. Não obstante isto, o Benfica neste espaço de tempo nunca teve um avanço pontual inferior a 3 pontos, pelo que a conquista da prova jamais esteve em perigo.
O nulo caseiro ante o Rio Ave na jornada após o também nulo cedido nas Antas, representaria o último ponto perdido pela equipa na prova. Daí em diante, 5 vitórias consecutivas e a festa a ser feita por terras Algarvias, com um golo de Carlos Manuel a 5 minutos do fim do jogo de Portimão a 22 de Maio de 1983, perante uma efusiva falange de apoio benfiquista. Na semana seguinte, nova tarde de festa na Luz, com uma vitória por 1-0 ante o velho rival Sporting num jogo em que Chalana marcou logo aos 9 minutos, Bento permite que Meszaros defenda uma grande penalidade marcada por si para quase a terminar se redimir e defender um castigo máximo apontado por Rui Jordão, não deixando assim que o ex-benfiquista estragasse a festa encarnada.
Volvida uma semana, seria tempo de permitir ainda a festa aos muitos Benfiquistas do Norte do país, com uma vitória em Braga por 0-2.
Jogadores campeões: António Bastos Lopes (29), Humberto Coelho (29), Carlos Manuel (29), Chalana (29), Diamantino (29), Nené (28), Bento (27), João Alves (27),  Pietra (26), Zoran Filipovic (26), Shéu (23), Veloso (17), Álvaro Magalhães (15), Alberto Bastos Lopes (10), José Luís (9), Frederico (7), Carlos Pereira (5), Stromberg (4), Padinha (4), Delgado (3)

Marcadores: Nené (22), Zoran Filipovic (14), Diamantino (9), Humberto Coelho (6), Carlos Manuel (5), Chalana (3), Veloso (2), Shéu (2), Alberto Bastos Lopes (1), José Luís (1)

Treinador: Sven-Göran Eriksson

Texto feito por pcssousa
« Última modificação: 22 de Abril de 2013, 21:22 por Ruud Gullit »