Competição
Fase
Final
Data
Dom, 15 Março, 2026, 14:00
Estado
Realizado
Transmissão televisiva
Canal 11

 

Numa final decidida no desempate por grandes penalidades (4-5), após o 1-1 que se registou no tempo regular e no prolongamento, o Benfica perdeu a Taça da Liga com o Nun'Álvares. No Pavilhão Multiusos de Gondomar, não faltaram a raça e o querer da equipa, nem o apoio dos Benfiquistas!

 

Numa Taça da Liga que tem sido alternadamente conquistada por Benfica e Nun'Álvares, as águias, detentoras do troféu, entraram decididas a fazer a histórica revalidação. Para chegarem à final, as encarnadas eliminaram o Atlético nas meias-finais (3-0).

 

No Pavilhão Multiusos de Gondomar, forte apoio dos Benfiquistas, a fazerem a equipa sentir-se em casa.

 

Cantado o hino nacional, as águias reuniram-se, a capitã Inês Fernandes deu o habitual grito de guerra e na quadra permaneceram as 5 escaladas pelo treinador Paulo Roxo: Ana Catarina, Inês Fernandes, Janice, Fifó e Inês Matos.

 

Contagem decrescente, apito inicial… e começou a luta pela Taça da Liga 2025/26.


A tentar desenlaçar-se da pressão exercida pelo Nun'Álvares, o Benfica fez o primeiro remate por Janice (1'), que levou o esférico a embater no corpo de Júlia Melz. Ao aviso, os adeptos responderam, fazendo estremecer o pavilhão. As aproximações da equipa contrária à baliza encarnada iam sendo travadas, com segurança, pela guardiã Ana Catarina.

 

No minuto 4, em posição frontal com a baliza, Fifó atirou em força, mas a bola ficou presa na defesa das azuis, acabando por sair. Ainda aos 4', Angélica Alves rematou ao lado. Esteve muito perto…

 

Por esta altura só dava Benfica, a fazer uma boa leitura do jogo contrário, não evitando, no entanto, o melhor momento do Nun'Álvares, aos 5'. Ana Catarina, atenta, defendeu com a sola do pé o remate de Lídia Moreira.

 

Cantava-se pelo Benfica, numa energia contagiante que das bancadas se estendia para a quadra, tornando o jogo ainda mais vivo e emocionante!

 

Ana Pires (6') esteve quase a inaugurar o marcador quando, isolada, surgiu em frente à guarda-redes encarnada. Uma vez mais, Ana Catarina negou. Grande exibição da internacional portuguesa nestes primeiros minutos.

 

E se na quadra o jogo estava partido, nas bancadas o apoio também se fazia ouvir dos dois lados. Grande ambiente e grande alma dos Benfiquistas.

 

Aos 7', Ana Catarina sobrepôs-se a Ana Pires e Janice antecipou-se e cortou o remate de Lídia Moreira. Num momento de maior ascendente do Nun'Álvares, Dinha ainda tentou o golo, mas a bola foi à malha lateral. Estava à vista a união e a entreajuda do coletivo vermelho e branco.

 

Aos 11', o Benfica atingiu a 5.ª falta. Era preciso cautela… Ana Catarina voltou a mostrar-se imperial na baliza encarnada aos 12', com uma grande estirada a remate de Camila Silva.

 

A cada bola ganha pelas águias, os adeptos, que não tiravam os olhos da quadra, aplaudiam. O nulo refletia o jogo: intenso, dividido, com as duas equipas a procurarem a vitória.

 

No minuto 15, Ana Azevedo testou a atenção da guarda-redes do Benfica, que disse "presente". A bola ainda regressou aos pés da capitã do Nun'Álvares, que atirou por cima. Raquel Santos levou perigo à baliza de Júlia Melz aos 16', na execução de um livre, mas a guarda-redes segurou.

 

Sara Ferreira fez os Benfiquistas levantarem-se nas bancadas aos 17'. Com a baliza do Nun'Álvares desprotegida, a ala rematou perto da área encarnada, mas o esférico, que teimava em não entrar, saiu ligeiramente por cima.

 

O intervalo chegou com o nulo no marcador, deixando tudo para se decidir na 2.ª parte.

 

No reatamento, sinal mais do Nun'Álvares, com duas boas ocasiões aos 22' e aos 23'. Na primeira, Jana atirou por cima; na segunda, Lídia Moreira tocou a bola com a cabeça, fazendo-a tocar na barra. Valeu o susto.

 

Do lado encarnado, Sara Ferreira testou os reflexos de Júlia Melz (24') e, na sequência do canto, Janice fez a bola rasar a baliza. Estava emocionante, mais físico, e os adeptos sentiam o sabor do jogo, tornando audível a expectativa, o desagrado, com uma ou outra decisão, e, acima de tudo, o apoio.

 

Raquel Santos, aos 26', protagonizou a melhor ocasião do Benfica. Levava selo de golo o remate da ala internacional portuguesa, mas Júlia Melz esticou-se e impediu-o.

 

Estava difícil de desatar, mas ainda em aberto. Ao som de Glorioso SLB, as águias arrancaram (29'), no entanto, e bem na cobertura, o Nun'Álvares estancou o perigo.

 

Num frenesim, os Benfiquistas abafavam qualquer som que se fizesse no Pavilhão Multiusos de Gondomar. Impulsionadas pelo forte apoio, as encarnadas miraram a baliza, partiram para o ataque, e, após alguma confusão na área, com Júlia Melz desprevenida, Angélica Alves teve o golo no pé, mas a guarda-redes acabou por suster o esférico.

 

Finalmente, aos 33', festejou-se o golo do Benfica! Numa jogada combinada com Janice, Fifó mirou a baliza e rematou. O esférico ainda sofreu um toque de Dinha. Parecia traçado pelo destino: tinha de ser golo! Depois de protestos do banco do Nun'Álvares e a revisão do lance, a árbitra da partida comunicou: "Após revisão, não houve qualquer infração por parte do Benfica. Decisão final: golo." Difícil de perceber no pavilhão face ao apoio ensurdecedor dos Benfiquistas!

 

Janice, aos 35', atirou ao poste. No minuto 36, de um livre executado por Dinha, Mayara Almeida igualou a contenda (1-1). E estava novamente tudo em aberto…

 

Podia faltar certeza no resultado, mas apoio não faltava. De um lado e do outro, os adeptos puxavam pelas suas equipas, num ambiente frenético, a adoçar a final.

 

No minuto 39, viveram-se sucessivas oportunidades. Do lado do Benfica, Fifó rematou por cima. O Nun'Álvares teve a execução de um livre, por Dinha, com Ana Catarina a defender. Camila Silva, isolada frente à guardiã encarnada, atirou por cima.

 

O último lance do tempo regulamentar pertenceu a Fifó, a obrigar Júlia Melz a estirar-se. Que final!

 

No 1.º minuto do prolongamento, Ana Catarina saiu com queixas, após choque com uma jogadora do Nun'Álvares. Alexandra Melo tomou-lhe, brevemente, o lugar. No regresso da internacional portuguesa à quadra, figura de grande destaque na exibição encarnada, os Benfiquistas aplaudiram fortemente.

 

A única oportunidade flagrante desta 1.ª parte foi aos 3', por Dinha: atirou ao lado.

 

Iniciados os últimos 5 minutos que separavam a decisão dos penáltis, os adeptos focaram a atenção na quadra. De mãos na cara, seguiam a bola com os olhos, aplaudiam, mas não cantavam. Neste momento, era como se o barulho fosse desestabilizar as jogadoras.

 

Aos 7', o Nun'Álvares apostou no 5x4 e, nessa superioridade, criou perigo através de Mayara Almeida. Com o tempo a esgotar-se, os ânimos elevaram-se na quadra, com mais faltas, e os adeptos voltaram a aquecer o ambiente.

 

No minuto 9, Júlia Melz impediu o golo do Benfica e, depois, com a baliza desprotegida, Fifó rematou ao lado. Sem destoar da restante partida, o resultado não ficou decidido no prolongamento, forçando as grandes penalidades.

 

De um lado e do outro, os coletivos reuniram-se na habitual roda, trocaram as últimas ideias e seguiram para o mata-mata. Sara Ferreira, Fifó, Janice e Angélica Alves marcaram pelo Benfica, enquanto Inês Fernandes e Inês Matos viram os seus remates serem travados por Odete Rocha. Maria Pereira atirou à barra.

 

Do lado do Nun'Álvares, Dinha, Kaká, Camila Silva, Mayara Almeida e Ana Azevedo converteram. Maria Inês defendeu a Belinha e Martinha rematou ao lado. Contas feitas, as águias saíram derrotadas por 4-5 no desempate por grandes penalidades.

 

Era visível o desalento e a tristeza nos rostos daquelas que, nesta final, com a camisola do Benfica, lutaram por engrandecer com mais um troféu a história do Clube. Inglório, mas de cabeça erguida, com o colo dos Benfiquistas, as jogadoras subiram ao palco e receberam as medalhas. Ana Catarina recebeu o prémio de Melhor Guarda-redes.


Feita a guarda de honra à equipa vencedora, as encarnadas, lideradas pela capitã Inês Fernandes, dirigiram-se aos adeptos para um sentido agradecimento. Aplaudidas e reconfortadas, fizeram todo o percurso e regressaram ao balneário.

 

Não foi desta que a história da Taça da Liga foi contrariada.

 

DECLARAÇÕES


Paulo Roxo (treinador do Benfica): "Não falhou nada daquilo que tínhamos programado para o jogo, mas chegámos aqui com algumas jogadoras com limitações físicas. Temos de fazer uma reflexão dentro daquilo que está mal. Não conseguimos ganhar e vamos tentar recuperá-las psicologicamente. Ainda há duas competições para disputar e, dentro de um mês, vamos estar aqui novamente [final four da Taça de Portugal] a tentar escrever um capítulo diferente. Na Supertaça, o Paulo [Tavares] tinha mais tempo de trabalho, mas, hoje, já não há desculpa. O meu trabalho está ali, as táticas estão ali, mas falhou a parte física."


Fifó (universal do Benfica): "Sabíamos que ia ser um jogo bastante renhido, muito disputado. Duas grandes equipas que querem e, neste momento, são as melhores do campeonato. Acho que devemos estar orgulhosas daquilo que fizemos em campo, porque demos tudo. Foi um jogo que podia ter caído para qualquer um dos lados. Nos penáltis, tivemos a infelicidade de elas serem mais felizes do que nós. Até tivemos a oportunidade de fechar o jogo, mas, acima de tudo, muito orgulho nesta equipa, que trabalhou muito mesmo com todas as adversidades. É por este emblema que trabalhamos, que jogamos e queremos dignificá-lo cada vez mais. Também agradecer ao público que se deslocou até Gondomar para nos apoiar, porque sem a força deles seria mais difícil. Não nos cansamos de ganhar. Infelizmente não conseguimos, mas queremos responder de maneira diferente na Taça de Portugal."

 

Informação do Jogo: https://www.slbenfica.pt/pt-pt/agora/noticias/2026/03/15/futsal-feminino-jogo-benfica-nun-alvares-final-taca-da-liga-feminina

 

Coming soon


Por Universo Benfica a Quinta, 16 Julho 2026