Benfica-Olhanense com lotação esgotada
Assim que perdeu Siqueira, expulso ao minuto 28 do clássico por acumulação de cartões amarelos, o treinador do Benfica mandou André Almeida para aquecimento, mas não deu sinal de estar com pressa de queimar uma substituição para remendar o lado esquerdo da defesa.
Graças ao golo de Salvio, a equipa já tinha respondido à vantagem (1-0) construída pelo FC Porto na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal e Jorge Jesus preferiu o gelo ao fogo, recuando Gaitán para lateral e derivando Rodrigo para extremo. Cardozo ficou sozinho no centro do ataque, obrigado a correr por dois, mas ao fim de cinco minutos, entendendo que a equipa precisava de maior mobilidade, explosão e resistência física na frente, abeirou-se do banco e, sabe O JOGO, deu-se ao sacrifício numa breve conversa com o técnico: "Mister, se tiver de tirar um avançado, tire-me. Eu não vou aguentar fisicamente", disse o goleador a Jesus, enquanto encobria a boca com a mão esquerda.
O treinador Jorge Jesus não poderá estar no banco no encontro entre Benfica e Olhanense, uma vez que está suspenso de forma preventiva.
Segundo adiantou a rádio ‘Antena 1’, o Conselho de Disciplina irá reunir-se na terça-feira para deliberar sobre a sanção a aplicar ao treinador, pelo que , até lá, este encontra-se suspenso.
Recorde-se que o treinador do Benfica foi expulso durante o jogo da passada quarta-feira com o FC Porto, a contar para as meias-finais da Taça de Portugal.
O mesmo acontece com Siqueira, Quaresma e Luís Castro que foram também expulsos no decorrer da partida.
O presidente da UEFA visitou, esta quinta-feira de manhã, o Estádio da Luz, para ultimar todos os detalhes técnicos relativos à final da Liga dos Campeões que ali se vai realizar.
Durante esta ocasião, o vice-presidente do Benfica, Nuno Gaioso, entregou a Michel Platini uma réplica da camisola de Eusébio, com um autógrafo do “Pantera Negra”.
De seguida, foi até ao cemitério do Lumiar prestar uma homenagem a Eusébio, um jogador que sempre admirou, contando com a companhia de Flora.
Rodrigo Moreno é carioca, filho do lateral-esquerdo Adalberto do Flamengo dos anos 80, atacante da seleção sub-23 da Espanha. É o maior goleador da história da seleção espanhola sub 20. Conta-se que é primo de Thiago Alcântara, sobrinho de Mazinho. Não é bem assim. Nesta conversa em Seixal -- região metropolitana de Lisboa onde fica o Centro de Treinamento do Benfica --, ele conta por que saiu do Brasil para se tornar jogador espanhols. Também fala sobre o futuro e sobre jogar ou não pela seleção brasileira, fazendo o caminho inverso de Diego Costa.
PVC - Você é primo do Thiago Alcântara, sobrinho do Mazinho?
RODRIGO - Não exatamente. Acontece que quando o Mazinho parou de jogar e voltou a viver no Rio de Janeiro, ele foi estudar na minha sala, na escola Anglo Americana. Ficamos muito amigos por isso, porque minha irmã estudava na sala do Rafinha, seu irmão, e porque o Thiago e eu jogávamos juntos no Flamengo. Então, o Mazinho quis voltar a viver em Vigo, onde jogou pelo Celta. E fez uma proposta para o meu pai ser seu sócio. Mudei para a Espanha junto com o Thiago por causa disso. Não vim para a Europa pensando em ser jogador, mas porque minha família se mudou para cá.
PVC - Quem jogava com vocês no Flamengo?
RODRIGO - Nosso time tinha também o Diego Maurício e o Luís Antônio, que hoje continua na Gávea. Tinha também o Fabrício, zagueiro. Quer dizer: o Fabrício era mais velho, mas jogávamos juntos muitas vezes.
PVC - Você continuou sendo Flamengo?
RODRIGO - Ah, continuei sim. O Thiago também. Acompanho pelo rádio, pela televisão sempre que possível. Sei sempre o que está acontecendo.
PVC - Do Celta para o Real Madrid, como aconteceu?
RODRIGO - O Real Madrid contratou o técnico da baes do Celta, o Ramon Martínez. E ele falou sobre mim. Ele gostava do meu futebol e me indicou. Cheguei ao Real Madrid e logo fui indicado para o Real Madrid Castilla. Mais tarde, quando o Real Madrid contratou o Di Maria, eles me envolveram no negócio e vim para o Benfica. Cheguei sem jogar e, como havia o interesse do Bolton, passei um período de tempo na Inglaterra, antes de voltar para cá.
PVC - Eu li que foi na transferência do Fábio Coentrão...
RODRIGO - Não! O Fábio Coentrão foi para o Real Madrid uma temporada depois. Vim para o Benfica quando o Di Maria foi para o Real Madrid.
PVC - Você veio para o Benfica porque os jogadores da base do Real Madrid não jogam, diferente do Barcelona?
RODRIGO - Não foi por isso. Mas de fato há uma história de os jogadores da base entrarem pouco no time. Hoje mesmo há alguns na equipe pricnipal que jogaram comigo nas divisões de base. Morata, Jesé, Nacho...
PVC - Nesta temporada você tem 17 gols e oito assistências, vai ser campeão português e pode eliminar a Juventus na Europa League. Qual o próximo passo?
RODRIGO - Nosso objetivo no início da temporada era mesmo ganhar o Campeonato Português. O Benfica não vence desde 2010. Mas a Liga Europa dá um prestígio a mais. Não vai ser fácil jogar contra a Juventus, mas é um desafio para conquistar.
PVC - E o ano que vem? Fala-se em Zenit, Valencia, Liverpool...
RODRIGO - Não sei o que vai acontecer no ano que vem. Eu gosto muito do Benfica. Claro que há interesse em jogar outras ligas, de maior repercussão, mas jogar no Benfica, clube de que gosto demais, não seria nada mal também. Não aprendi a jogar futebol aqui. Mas aprendi a gostar daquio.
PVC - O caso Diego Costa teve repercussão imensa. Você é atacante e, como ele, optou pela seleção espanhola. O que pensa desse assunto?
RODRIGO - Eu não vim para a Espanha para jogar. E não fui chamado pela seleção brasileira, acho que para segurar um pouco os jogadores que querem ir para o exterior e não têm propostas. Fui convocado pela Espanha, tornei-me o maior goleador da seleção sub-20 e me sinto espanhol, porque cheguei aqui muito menino, com 11 anmos. Claro que me sinto brasileiro, também. A seleção algumas vezes cogitou me chamar e acho que não chamou para não dar moral a jogadoes que foram para o exterior para serem jogadores. Acho que a CBF está certa nisso. Não tem de chamar o que está fora para inibir quem pensa em sair só para ter visibilidade. Não tem de convocar quem joga fora mesmo. Ou o garoto vai escolher um clube só por achar que vai ter mais chances.
Eu não vim para a Europa para jogar, para ficar rico. Eu vim com minha família, porque meu pai veio trabalhar na Espanha.
De acordo com um estudo da UEFA, o Benfica é o clube europeu com maior percentagem de adeptos no seu país de origem, com 47 por cento.
O estudo foi levado a cabo em novembro de 2012, junto de mais de 18 mil cidadãos europeus, entre os 18 e os 69 anos, que foram questionados sobre qual era o seu clube favorito.
Entre os portugueses, 47 por cento respondeu que era o Benfica, a mais alta percentagem de preferência registada no estudo, à frente dos 45 por cento do Steaua de Bucareste na Roménia. O Galatasaray surge no terceiro lugar, com 37 por cento na Turquia.
Os resultados do estudo foram agora divulgados, num relatório da UEFA sobre a saúde financeira dos clubes na Europa.