Talisca convocado para a seleção olímpica
Em comunicado à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários (CMVM), a SAD do Benfica revelou que registou lucros de 14,2 milhões, na temporada passada. De acordo com a mesma nota, “o novo modelo de exploração dos direitos televisivos” permitiu “gerar receitas brutas que ascenderam a 28,1 milhões de euros”. O passivo do clube cresceu dois por cento.
A SAD do Benfica divulgou a informação económica e financeira consolidada, relativa ao exercício que terminou no dia 30 de junho.
Em comunicado enviado à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários (CMVM), refere-se que se registou um “resultado líquido consolidado positivo”, de “14,2 milhões de euros", o que constitui "uma melhoria de 24,6 milhões de euros face ao prejuízo registado no período homólogo”.
No que diz respeito ao resultado operacional consolidado, com transferências de atletas incluídas, assinala-se um lucro de 33,5 milhões de euros.
Este valor representa uma melhoria de 374 por cento, em comparação com os “7,1 milhões de euros alcançados no período transato e representa o quarto período consecutivo com resultados operacionais positivos”.
Já os rendimentos operacionais consolidados (sem transações de atletas) superaram, pela primeira vez, os 100 milhões de euros: no total, 105 milhões.
Estes resultados, segundo a SAD do Benfica, resultam também da implementação do novo modelo de exploração dos direitos televisivos. A Benfica TV gerou receitas brutas de 28,1 milhões de euros.
Relativamente aos capitais próprios consolidados, aumentaram 15,4 milhões de euros, de acordo com o mesmo comunicado enviado à CMVM.
Mas nem tudo são boas notícias. “O passivo consolidado da Benfica SAD corresponde a 449,1 milhões de euros, o que representa um aumento de dois por cento face ao final do período homólogo”, pode ler-se, no documento.
André Villas-Boas acentuou a sua superioridade nos confrontos com Jesus, somando agora cinco vitórias em oito jogos, tendo conseguido ontem interromper uma série de 51 jogos do Benfica sem perder em casa. A última derrota das águias, sob o comando de Jesus, tinha sido a 2 de outubro de 2012, também para a Champions, e por 2-0, ante o Barcelona, com o Benfica a encetar desde então um registo invicto e sempre a marcar, que chegou também ao fim. A perder por dois golos ao intervalo, as águias atingiram outro marco negativo, pois há 30 anos que não chegavam ao intervalo a perder por dois ou mais golos na prova milionária; desde o embate com o Liverpool, em 1984, perdendo por 4-1 no descanso.
A disputar a sua quinta edição da Liga dos Campeões, Jesus perdeu pela primeira vez na abertura, somando agora mais derrotas (12) do que triunfos (11) na competição, registando ainda cinco empates, num total de 28 partidas.

Em actualização constante.
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Resumo:
Um início de pesadelo. O Benfica não conseguiu impor o espírito mosqueteiro em campo e os primeiros minutos transformaram o “um por todos e todos por um” numa espécie de “nenhum por todos e cada um por si”. O primeiro sinal foi dado logo por Talisca aos 30 segundos. O brasileiro entrou cheio de confiança ainda com o hat-trick de Setúbal na bagagem e tentou bater Lodygin com um remate a 45 metros da baliza. Esse foi apenas o primeiro momento em que Jorge Jesus pareceu estar sem paciência para o que estava a ver.
E teria mais razões. O Benfica não perdia em casa nas competições europeias desde a recepção ao Barcelona a 2 de Outubro de 2012 mas o Zenit de André Villas-Boas soube montar uma estratégia que fez a diferença. A inspiração de Shatov, os desequilíbrios de Hulk, as desconcentrações de Jardel e a expulsão de Artur foram apenas ingredientes de uma receita que demorou 22 minutos a deixar marcas que seriam irrecuperáveis para o objectivo encarnado.
A perda de bola de Jardel aos cinco minutos foi o primeiro passo. Rondón recuperou, soltou em Shatov e o russo isolou Hulk de forma perfeita. O brasileiro, na cara de Artur, não teve dificuldade para picar a bola com classe e inaugurar o marcador, repetindo uma imagem que começa a ser de marca na Luz. Em 2010/2011, na única época em que foi orientado por Villas-Boas no FC Porto, o internacional brasileiro marcou nas duas vezes que jogou na Luz: no 1-2 que valeu o título e no 1-3 que deu a reviravolta na meia-final da Taça de Portugal.
A reacção encarnada não foi má. Ou pelo menos pareceu haver vontade. Mas foi curta. Aos 18 minutos, Jardel volta a perder uma bola que vai acabar aos pés de Shatov. O russo desta vez mudou de alvo e lançou Danny no corredor central, que tentou rodear Artur mas foi travado em falta, ainda fora da área. Svein Oddvar Moen não teve dúvidas e expulsou Artur. Jorge Jesus foi obrigado a mexer para lançar Paulo Lopes e sacrificou Talisca, o elemento mais dispensável e que facilitava a mudança de chip – Lima ficava sozinho na frente, Salvio e Gaitán assumiam mais responsabilidades nos desequilíbrios, enquanto Enzo Pérez e Samaris, ainda pouco rotinados, eram obrigados a tomar conta do meio-campo.
Era uma boa ideia mas o balde de água fria surgiu a seguir. Hulk não marcou no livre que provocou a expulsão mas ganhou um canto. Aí, à esquerda, Danny cruzou e Witsel desviou de cabeça para o 2-0. Apesar de Paulo Lopes ter feito os possíveis para defender, o assistente da linha de baliza confirmou o golo.
Unir os cacos O intervalo ajudou Jorge Jesus a unir a equipa. O técnico reconheceu no final do encontro que Samaris “andou um pouco perdido” e que isso fez com que as dificuldades no corredor central aumentassem. Mas no segundo tempo, mesmo a jogar com dez, o balanço final foi mais positivo. O Zenit baixou o ritmo e tentou chegar “de forma controlada”, explicou André Villas-Boas, ao terceiro golo numa altura em que as águias estudaram a melhor hipótese de criar desequilíbrios sem que isso significasse descurar a defesa.
O golo nunca chegou, nem de um lado nem do outro. O Zenit esteve muito perto, fosse através de Rondón ou de Hulk, mas não soube demonstrar a mesma eficácia da primeira parte. Do outro lado, o Benfica primou pelo mesmo pecado (ineficácia)e teve ainda o mau bónus de apanhar pela frente um inspirado Lodygin, decisivo num cabeceamento de Luisão e num lance em que Lima apareceu isolado dentro da área.
O Benfica perdeu pela primeira vez em casa nas competições europeias em dois anos e entrou da pior forma na fase de grupos mas Jorge Jesus, que agradeceu ao adepto o apoio intenso durante a segunda parte apesar das contrariedades, demonstrou confiança na capacidade para inverter a situação. “Temos todas as condições para ir à Rússia ganhar ao Zenit, ou noutro campo. Este grupo vai ficar muito equilibrado até à última jornada”, apontou. Samaris reiterou a ideia, garantindo que há tempo para recuperar. Para já, o primeiro passo implica conseguir um bom resultado em Leverkusen, a 1 de Outubro.
O Benfica perdeu 0-2 frente ao Zenit no arranque da fase de grupos da Liga dos Campeões 2014/2015.
Os encarnados jogaram com 10 mais de 70 minutos e os adeptos no final reconheceram o esforço dos jogadores.
http://goalpoint.pt/blog/httpgoalpoint-pt/benfica-0-zenit-2-czar-villas-boas-nao-esquece-receita_11238
“Há momentos que nos marcam por serem tão genuínos e tão intensos que ficaremos agarrados a essa memória por muitos anos que passem. A manifestação de benfiquismo que se viveu ontem no Estádio da Luz foi impressionante pela dimensão que assumiu.
Os que estiveram em campo honraram a camisola, os sócios e adeptos engrandeceram o Clube num momento único que não deixou ninguém indiferente, dentro ou fora do Estádio. Manifestações como as de ontem transformam tudo, dão-nos a dimensão de quem verdadeiramente somos.
A gratidão é um dever quando temos a felicidade de viver um momento como o de ontem.
Podemos falhar e de certeza que vamos falhar. Podemos perder e em alguns momentos vai acontecer, mas o que nunca nos pode faltar é entrega, empenho, determinação e isso nunca faltou aos nossos jogadores dentro de campo. Perdemos um jogo, ganhámos uma nova vida e uma nova alma.
Vivi cada um daqueles minutos finais como se de um título se tratasse. São momentos como este que me fazem sentir um tremendo orgulho por liderar este Clube.
Obrigado a todos e a cada um dos sócios e adeptos que ontem estiveram no Estádio e que mostraram ao mundo de que fibra é feita o Sport Lisboa e Benfica.”
Luís Filipe Vieira
Jorge Jesus, treinador do Benfica, em conferência de imprensa, agradece aos adeptos o apoio deixado à equipa no final do jogo com o Zenit, apesar da derrota (0-2):
[sobre o apoio dos adeptos no final do encontro] «Estou há seis anos no Benfica e já tivemos períodos e vitórias neste estádio que me encheram de emoção, mas hoje saio com muito mais emoção. Perceberam perfeitamente que o jogo não nos correu bem, que tentámos entrar no jogo com um jogador a menos. Não conseguimos, mas tiveram um gesto de reconhecimento que agradeço enquanto treinador. Quando cheguei ao balneário, no final do jogo, o que disse à equipa foi que tínhamos perdido o jogo mas que os adeptos nos disseram que vamos ganhar muita coisa. Vamos para o jogo do Moreirense com ainda mais vontade de vencer, ainda mais moralizados. Para tal precisamos de apresentar a qualidade que temos apresentado nestes jogos, mas que hoje não conseguimos.»
«Julgava que isto não era possível em Portugal. Fizemos vários jogos lá fora e vimos os adeptos, após derrotas connosco, terem este comportamento. Eu dizia para mim mesmo como aquilo era bonito, e que em Portugal não era possível. Gostei muito deste comportamento dos adeptos.»