Jesus só assinou notificação porque PSP disse-lhe que não havia agressões
O treinador Jorge Jesus só assinou a notificação referente aos incidentes de Guimarães, após a polícia lhe ter garantido que não havia menção a quaisquer agressões por parte do técnico, disse à Lusa fonte do Benfica.
«Garantiram - porque lhes foi perguntado - que no relatório da PSP não havia nenhuma menção a agressões ou tentativas de agressão, mas apenas a resistência a autoridade. Em face disto, Jorge Jesus assinou a notificação», disse a mesma fonte à Lusa.
Esta acrescentou que, ao contrário da informação avançada ao técnico, o auto de notícia da Polícia de Segurança Pública (PSP), enviado na terça-feira para o Tribunal Judicial de Guimarães, menciona uma agressão de Jesus.
Em declarações à agência Lusa, fonte oficial do Benfica mostrou estranheza com a situação, explicando que o treinador apenas assinou a notificação depois de os agentes que se deslocaram na terça-feira ao Estádio da Luz terem afirmado não existir menção a quaisquer agressões do técnico.
No momento da notificação, diz ainda a fonte do Benfica, «essas garantias foram dadas perante Jorge Jesus, Paulo Gonçalves (advogado da SAD), Lourenço Coelho (diretor do futebol) e João Gabriel».
Com o auto notícia da PSP a apresentar dados que não estão em conformidade com o que foi apresentado pela polícia ao técnico, o Benfica questiona a ação dos agentes que notificaram ou mesmo a alteração de relatório, e diz que irá contestar.
«Ou os agentes da PSP faltaram à verdade e, em face disto, temos de contestar o valor da notificação ontem [terça-feira] apresentada e que foi assinada após terem sido prestadas informações falsas, ou, mais grave, do meio dia de ontem para o dia de hoje o relatório da PSP foi alterado ou acrescentado», referiu.
Uma situação que o Benfica diz «levantar as maiores reservas do ponto de vista legal e ético».
Esta quarta-feira, fonte policial disse também à Lusa que o auto notícia refere que «um agente foi tentar deter o adepto e foi quando Jorge Jesus interveio e agrediu esse agente com uma bofetada na cara e outra num braço. Como esse agente não libertou o adepto, Jorge Jesus insurgiu-se contra outro agente da PSP».
Esta situação surge depois de Jorge Jesus, no final do jogo de domingo entre o Vitória de Guimarães e o Benfica (0-1), da quinta jornada da I Liga de futebol, se ter intrometido numa ação da polícia, que tentava retirar adeptos do clube das "águias" do relvado do Estádio D. Afonso Henriques.
Para além de Jesus, delegados e árbitros também na mira da Liga
A Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) da Liga de Clubes decidiu abrir um inquérito disciplinar global aos incidentes após o jogo entre Vitória de Guimarães e Benfica, da quinta jornada da Primeira Liga.
Contactada pela Agência Lusa, fonte do organismo que tutelas as provas profissionais do futebol nacional adiantou que a CII decidiu instaurar um processo a todos os envolvidos nos incidentes.
Ou seja, Jorge Jesus pode não ser o único a ser punido em todo o caso já que aequipa de arbitragem do encontro, liderada por Bruno Esteves, e demais delegados da Liga presentes no encontro são também visados pelo órgão disciplinar daquele organismo.
De acordo com a mesma fonte, a secção profissional do Conselho Disciplina da FPF não instaurou processo de inquérito a Jesus e aos demais intervenientes tal como resulta do mapa de castigos divulgado ontem, tendo apenas remetido para a CII os relatórios do jogo e o "link" para as imagens após o jogo.
Assim sendo, a CII instaurou o processo a Jesus, aos delegados Paulino Carvalho e Carlos Santos e aos elementos da equipa de arbitragem, composta por Bruno Esteves, Mário Dionísio, Rui Teixeira e Manuel Oliveira.
"Em Paris, vamos jogar em casa" - Artur
Artur Moraes está entusiasmado com a deslocação que o Benfica terá que efectuar a Paris, na próxima semana, para defrontar o PSG, na segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.
O facto de França concentrar uma vasta comunidade portuguesa permite ao guarda-redes brasileiro prever um apoio maciço aos encarnados no Parque dos Príncipes.
"Acredito que vão estar presentes muitos adeptos do Benfica, como aconteceu no ano passado na Liga dos Campeões e na Liga Europa. Acredito que vamos jogar em casa, em Paris", afirmou o guardião, em entrevista à Benfica TV.
Depois da terceira vitória consecutiva na temporada, diante do Vitória de Guimarães, que acabou por reforçar a "confiança" e acentuar o "crescimento" do plantel às ordens de Jorge Jesus, segue-se a recepção ao Belenenses, para a sexta jornada do campeonato.
"Começamos a viver um momento importante na época, com três vitórias seguidas e, contra o Belenenses, esperamos estar melhor do que com o Vitória de Guimarães e, perante os nossos adeptos, vencer", prosseguiu Artur Moraes, que completou cem jogos com a camisola das águias na partida com os minhotos, no passado domingo.
"Para mim é uma marca muito especial, numa equipa como esta. É importante para mim e para qualquer jogador", salientou.
Instado, por outro lado, a comentar a entrevista concedida ontem por Luís Filipe Vieira, Artur Moraes reservou rasgados elogios para o presidente do Benfica.
"Mostra o quanto estamos fechados. É importante ter o presidente junto de nós e ele está diariamente connosco, nos jogos, nas viagens e demonstra a todo o Mundo que o Benfica está fechado e unido num só pensamento para termos um grande ano", concluiu o "Rei Artur".
"Querem crucificar Jorge Jesus e prejudicar o Benfica"
António Figueiredo entende que Jorge Jesus se excedeu na defesa de um adepto benfiquista em Guimarães, mas entende que, neste momento, está a ser tirado proveito da situação para "prejudicar o Benfica e crucificar Jorge Jesus".
O ex vice-presidente, que sempre defendeu a saída do treinador da Luz, assistiu, pela televisão, aos desacatos ocorridos após o final da partida que os encarnados venceram em Guimarães e entende que a atitude de Jorge Jesus "é criticável, porque era uma assunto com o qual ele não tinha nada a ver".
Contudo, sustenta ser "revoltante ver muita gente, bem grande, à volta de um único indivíduo, que o único crime cometido foi ter ido buscar uma camisola que lhe tinha sido oferecida". "Foi ridículo", classifica.
António Figueiredo, nesta entrevista a Bola Branca, acrescenta que quem está a querer dar gravidade a este caso são "as mesmas pessoas que não deram gravidade a uma equipa inteira do FC Porto a correr atrás de um árbitro num campo". O antigo dirigente recorda ainda o famoso "caso Calheiros", explicando que tem boa memória e não se esquece que "a Judiciária encontrou viagens de férias pagas a um árbitro". "Isso é que tem gravidade e isso é que é anti-desportivo", considera.
Jesus ainda não convenceu Figueiredo
Sobre o actual momento desportivo do clube, António Figueiredo continua a não acreditar no desempenho da equipa de futebol e em Jorge Jesus. O antigo dirigente esclarece que fica "preocupado que não se tenha começado bem", porque está convencido que é inevitável "acabar mal" a temporada. Figueiredo teme que "este ano nem se chegue às decisões" e que o clube volte a alcançar o segundo lugar, "o primeiro dos últimos".
Sobre o sonho manifestado por Luís Filipe Vieira de chegar à final da Liga dos Campeões, que esta temporada se joga na Luz, António Figueiredo sonha com o mesmo, mas entende que "é um sonho de difícil realização".
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começa aos 23m25s
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Liga abre inquérito aos incidentes do V. Guimarães-Benfica
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Relatório da PSP confirma agressões de Jorge Jesus
De acordo com a SIC Notícias, O relatório da PSP confirma que Jorge Jesus agrediu por duas vezes o agente da PSP, após o fim da partida frente ao Vitória de Guimarães.
O incidente aconteceu quando o Jorge Jesus tentou afastar a polícia de um adepto do Benfica, que tinha entrado em campo, após o apito final.

