Fernando Gomes confirmou que defende uma centralização dos direitos televisivos no futebol português, em entrevista ao 'Diário Económico', já que essa opção "tem vantagens ao permitir uma melhor repartição desses direitos, algo que tem a ver com a competição global", justificou.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, que assim concorda com Mário Figueiredo, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, lembrou que a centralização desses direitos, nos campeonatos europeus, apenas não é efetuada em Portugal e em Espanha.
O dirigente quer um período de transição neste assunto, apelando a um mecanismo de solidariedade "entre os clubes mais conhecidos, mais poderosos e os clubes com menor capacidade de gerar essas receitas. Acima de tudo que haja, logo à partida, um quadro perfeitamente claro da forma como esses valores poderão ser repartidos pelos diversos intervenientes nos campeonatos", acrescentou.
Benfica TV - Fernando Gomes falou sobre o facto de a Benfica TV transmitir os jogos do Benfica no Estádio da Luz, na I Liga. Uma situação anormal, segundo o dirigente: "É óbvio que não é uma situação normal. É uma situação única no universo do futebol e ainda não temos traquejo, conhecimento e experiência para saber se isso pode ter algum tipo de implicação a esse nível, de alguma dependência que condicione a verdade desportiva. Mas em termos éticos há questões mais preocupantes, como o empréstimo ou cedência de jogadores".
Além dessas dúvidas, o presidente da federação sublinhou que estas transmissões da Benfica TV dificultam, "obviamente", o seu objetivo de centralizar os direitos televisivos.
Porto e Lisboa - Noutro contexto, Fernando Gomes comentou que, entre as cidades portuguesas, apenas Lisboa e Porto têm condições para receberem jogos do Europeu 2020 (que vai ser disputado em vários países), devido às regras da UEFA.
Recorde-se que, entre outras condicionantes, os estádios do Europeu terão no mínimo uma lotação mínima para 50 mil espectadores - e mesmo o Estádio da Luz só poderá receber, no máximo, partidas dos quartos-de-final, já que para as meias-finais e final o recinto tem de acolher, no mínimo, 70 mil pessoas.
No dia 12 de setembro termina o prazo para as candidaturas à fase final do torneio.
Fonte: Relvado