sala de imprensa

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JESUALDO FERREIRA (treinador do Benfica) Não foi justo? Tenham juízo... NO final do encontro, o técnico encarnado, confrontado com as declarações do presidente do U. Leiria, João Bartolomeu — «Assim o Benfica pode encomendar as faixas de campeão» — não se escusou a responder. «Com seriedade, não respondo a esse tipo de afirmações. No campo das hipóteses, oxalá que ele não se engane», disse, fazendo uma pequena pausa para prosseguir: «Quando se baixa ao ridículo... Até parece que o Benfica não foi um justo vencedor neste jogo. As pessoas devem ter juízo no que dizem e fazem, porque só assim podem garantir-se bons espectáculos e clareza nas coisas. Os principais responsáveis dos clubes, sejam eles dirigentes, treinadores ou outros, têm de ter atenção porque arriscam-se a, mais tarde, entrar em incoerências. Apetece perguntar: o Benfica não foi um justo vencedor?» Sobre o jogo propriamente dito, considerou ter-se tratado de uma vitória difícil mas merecida. «Podia não ter sido tão sofrida se a equipa tivesse conseguido concretizar em golos os lances de perigo que criou, nomeadamente as várias oportunidades claras para marcar. A equipa entrou bem, pressionante e criou situações de golo, frente a uma equipa experiente e com qualidade, da qual já esperávamos dificuldades. De qualquer forma, o Benfica foi mais forte durante os 90 minutos e ganhou bem. Em determinados períodos notou-se alguma ansiedade, mas isso não impede que diga que ganhámos com clareza e justiça. Ficámos a dever a nós próprios os golos que devíamos ter marcado e não marcámos», referiu. Uma palavra ainda para o sistema de dois pontas-de-lança. «Contra o Moreirense já o tínhamos feito durante 45 minutos, agora foram quase 90. São adaptações que temos de trabalhar sem nunca, repito, abandonarmos o nosso modelo de jogo. Em cada jogo, com cada adversário, jogarão aqueles que entendo serem os melhores. Começámos bem com esta estrutura, criando muitas oportunidades de golo. Se as tivéssemos concretizado teria sido mais fácil. Foi sofrido por exclusiva responsabilidade nossa», voltou a frisar. MANUEL CAJUDA (treinador do U. Leiria) As regras da FIFA de Viseu... Manuel Cajuda não conteve a sua indignação sobre a arbitragem de Isidoro Rodrigues e disparou, já na sala de imprensa. «Tenho idade e anos suficientes de futebol para perceber que, de vez em quando, as coisas são assim. Foi um jogo bonito, no qual ambas as equipas jogaram para ganhar, enquanto as duas o puderam fazer. Estou orgulhoso pelos meus jogadores e pelo seu trabalho. As dificuldades são muitas, mas vamos conseguindo superá-las com um sorriso nos lábios, até surgirem obstáculos que nos lançam borda fora», começou por dizer. «Cometemos apenas um erro grave: não recebemos ou não lemos o comunicado com as regras da FIFA de Viseu. Peço aos senhores da televisão que repitam o lance do primeiro golo do Benfica, em que o árbitro diz aos jogadores do U. Leiria que a bola só estaria em jogo depois de apitar e a falta acabou por ser marcada sem a barreira formada e sem os jogadores à distância regulamentar», prosseguiu. Ainda no relvado, foi enigmático. «É falta de coragem! O que vale é que só dura até Dezembro...» Considerou ainda ilegais os demais golos encarnados. «Em relação ao segundo golo, já estou farto de gastar dinheiro em chamadas telefónicas e ninguém teve a coragem de me dizer que foi penalty. No terceiro, o João Paulo corta a bola e só depois há um contacto com o jogador do Benfica», referiu, para depois concluir: «Tenho estofo suficiente para aguentar estas coisas, mas a paciência tem limites. Prometi que não falava de árbitros e não estou a fazê-lo, estou apenas a referir-me a um árbitro no jogo concreto de hoje [ontem]. Sou benfiquista, não tenho qualquer problema em o dizer, mas também sou profissional e os meus jogadores foram espoliados. Não me importava de perder 4-0 ou 5-0, desde que fosse de forma justa e correcta. Não meto o Benfica na confusão, mas tenho o direito de defender o clube que me paga. Não foi o U. Leiria que envergonhou hoje a SuperLiga portuguesa.» TIAGO (jogador do Benfica) Vitória justa «Foi uma vitória difícil. Criámos muitas oportunidades e fizemos uma grande segunda parte. Foi uma vitória justa porque criámos mais oportunidades» DRULOVIC (jogador do Benfica) Mais oportunidades «Entrei bem e vou continuar a trabalhar para ser titular. Se há penalty? Não vi bem mas acho que há um puxão ao Nuno Gomes. É uma vitória sem contestação» BILRO (jogador do U. Leiria) Respeito o árbitro «Estamos tranquilos. Entrámos determinados, face à pressão do Benfica. Fez um golo, nós reagimos e na segunda parte sofremos um penalty e a expulsão. Se com onze já era difícil... O mais importante é realçar que o U. Leiria provou que não é uma equipa vulgar. Fez uma boa exibição. Moralizadora. A derrota é pesada. Saímos de cabeça levantada. O árbitro? Não me compete a mim fazer esse comentário. Tenho muito respeito, mais do que o mundo, pelos árbitros. Nunca coloquei em causa o trabalho dos árbitros, muito menos a sua honorabilidade, independentemente dos erros. O meu trabalho é jogar. Errei alguns passes, o árbitro poderá ter errado, não me compete julgá-lo» JOÃO MANUEL (jogador do U. Leiria) Árbitro não apitou «No lance do primeiro golo, o árbitro tinha feito sinal ao Zahovic para esperar pelo apito e de repente a bola é tocada para desmarcar o Nuno Gomes, que fez o golo, sem que houvesse apito. Todos os jogadores estavam em campo para dar espectáculo e o jogo ficou estragado com as atitudes do árbitro. As repetições na televisão vão provar que temos muitas razões de queixa. Andaram a brincar com o nosso esforço. Os jogadores do U. Leiria foram dignos e lutaram muito para que o jogo fosse um bom espectáculo»