Seis acusações

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O EX-PRESIDENTE do Benfica, João Vale e Azevedo, e o antigo director financeiro, António Leitão, foram ontem formalmente acusados pelo Ministério Público (MP) de falsificação de documentos e branqueamento de capitais, no âmbito do processo Euroárea. Vale e Azevedo sujeita-se a uma pena de prisão até 12 anos pelo branqueamento de capitais (é acusado de dois crimes), de um a cinco anos por falsificação de documentos (é acusado de três crimes) e de um a oito anos por peculato (é acusado de um crime). Segundo a agência Lusa, o MP concluiu que João Vale e Azevedo, com a colaboração de António Leitão, falsificou três contratos-promessa de compra e venda dos terrenos da Urbanização Sul, junto ao Estádio da Luz. De acordo com a agência noticiosa, a falsificação dos três documentos terá permitido ao ex-presidente do Benfica apropriar-se de cinco milhões de euros (cerca de um milhão de contos), que terá transferido para as contas bancárias das sociedades que detém em Portugal, incluindo a sua agência de advogados. Nos contratos assinados com a Euroárea aparecem os terrenos situados na zona do Seixal destinados à construção do centro de estágio do Benfica como tendo sido comprados por cinco milhões de euros, quando terão sido doados pela empresa do ramo imobiliário como contrapartida do negócio dos terrenos da Urbanização Sul. De acordo com a agência noticiosa, as referidas falsificações terão permitido a João Vale e Azevedo enganar os restantes membros da direcção benfiquista e os associados reunidos em Assembleia Geral. Data: Sexta-Feira, 4 de Janeiro de 2002 02:37:00