Juniores: Benfica 3- Louletano 0

pyresh6

68 minutos de resistência numa goleada suada

Sport Lisboa e Benfica

1-Pedro Miranda
2-Tiago Ribeiro ( 14- Roderick) 71'
3-Abel Pereira
4-João Pereira
5-Diogo Figueiras (18- Adul) 45'
6-Leandro Pimenta (CAP)
7-Yartei
8-Saná
9-Nélson Oliveira
10-David Simão (13- Ivanir) 77'
11-André Soares

Suplentes não-utilizados: Diogo Freire, Danilo, Hélio Vaz, Coelho
Treinador: João Alves

Louletano

1-Fábio Félix
15- Titi
4- Fragoso (CAP)
28- Tiago Neves
20- Ricardo Vicente
21-Francisco
13-Hugo Carlos
10 Nikola
18- Alex
30- Kubala
7- Vitor

Suplentes: Bruno, R.Calado, J.Miguel, Calhau, Washington, P.Oliveira, Catarino
Treinador: Telmo Pinto

Árbitro: Nuno Borba (Setúbal)
Golos: André Soares (68'), Nélson Oliveira (75'), João Pereira (87')
Amarelos: Abel Pereira (59'), Fragoso (62'), Tiago Neves (90')
MVP: Nélson Oliveira




Bonita tarde de Sol num Caixa Futebol Campus com as bancadas muito despidas (tendo, contudo, a ilustre presença do director desportivo Rui Costa) para assistir ao encontro da 7ª jornada do nacional de Juniores que punha frente-a-frente o Sport Lisboa e Benfica e o Louletano.

Após uma derrota penalizadora em casa frente ao Real, uma goleada na Madeira e uma pausa bastante longa para os compromissos das selecções, o Benfica apresentou-se no Seixal com algumas mudanças no onze.
Desde logo, Pedro Miranda assume a titularidade na baliza, numa defesa em que a "dupla de Pereiras" regressa ao eixo da defesa (relegando para o banco, de forma algo surpreendente, um Roderick com um início de época fulgurante), ficando a lateral-esquerda entregue ao adaptado Diogo Figueiras e o lado direito ao ainda juvenil Tiago Ribeiro. No meio-campo, um triângulo que tinha Leandro Pimenta (aparentemente o novo capitão... isto com tanta troca de capitão nunca se sabe o que esperar na próxima jornada!) no vértice mais recuado e o camisola 10 David Simão como interior direito, desempenhando o mesmo papel à esquerda o regressado Ishmael Yartei. Mais à frente, Nélson Oliveira era a referência de ataque, bem apoiado por Saná e André Soares que iam efectuando bastantes trocas posicionais nos dois flancos. No banco, o principal destaque ia para o defesa esquerdo Ivanir Rodrigues, finalmente disponível e para o facto de, desta feita, o técnico João Alves não ter que recorrer à equipa de juvenis para completar a convocatória (exceptuando, obviamente, o caso de Tiago Ribeiro).

Primeira parte pálida e alguma sorte à mistura

Face a uma equipa mal classificada, esperava-se um Benfica que entrasse de rompante e com vontade de fazer esquecer alguns "fantasmas" que certamente ficaram do jogo com o Real. Contudo, não foi isso que aconteceu. O jogo começou morno, com uma equipa do Louletano a mostrar-se bastante aguerrida e personalizada desde o primeiro segundo e um Benfica com óbvias dificuldades na construção de jogo. Yartei e David Simão iam tentando organizar o futebol de ataque do Benfica e acaba por ser do pé esquerdo do português que surge a primeira oportunidade, quando este tenta descobrir Nélson Oliveira nas costas dos centrais. Contudo, o guarda-redes contrário, Fábio Félix mostrou-se atento e antecipou-se ao nº9 do Benfica.

Na resposta, aos sete minutos,  o Louletano mostrou-se atrevido e, perante alguma passividade da defesa Benfiquista, Kubala surpreende entre os centrais e responde a um cruzamento da esquerda, antecipando-se à saída em falso de Pedro Miranda e, de cabeça, atirando com estrondo ao poste! Estava dado o aviso...!

O Benfica acusou o toque e foi para cima da turma algarvia. Aos 10 minutos com um toque de classe André Soares desmarca Leandro sobre a direita e este atira cruzado e frouxo ao lado da baliza. No minuto seguinte, a melhor oportunidade do Benfica no primeiro tempo! Yartei pressiona o jogador do Louletano no meio-campo, ganhando a bola e deixando Nélson Oliveira isolado na cara do guardião. Contudo, com tudo para fazer o golo, o avançado benfiquista tentou um golo em jeito e acabou por atirar displicentemente para fora.

O Benfica ia dominando o jogo e tendo maior posse de bola, mas a verdade é que o Louletano ia criando grandes dificuldades à construção de jogo encarnada e, jogando sempre com muita agressividade, procurando sair rápido para o contra ataque. Foi numa dessas jogadas que, aos dezasseis minutos, surgiu um dos momentos mais bonitos da tarde. Recuperação de bola a meio-campo e, a uns bons 40 metros da baliza, o jogador visitante remata muito forte deixando o guarda-redes benfiquista surpreendido e pregado ao chão. Por sorte, a bola embateu com estrondo na barra! Teria sido certamente um dos golos mais bonitos de toda a competição! Terminava assim um primeiro quarto de hora em que o Benfica foi bafejado pela sorte!

Os locais iam tentando pressionar mas era notória a falta de inspiração dos seus médios, especialmente de David Simão. Saná, por seu turno, encostado à linha, perdia grande parte da influência que normalmente tem no jogo da equipa. Os laterais pouco ou nada desequilibravam. Assim, o futebol ofensivo da equipa da casa ia dependendo mais de um ou outro rasgo individual e, principalmente, da capacidade técnica e física de Nélson Oliveira, muito solicitado a jogar de costas para a baliza. Aos 20 minutos essa mesma capacidade veio toda ao de cima: bola bombeada para a área sobre a direita, Nélson recebe, com um bom pormenor técnico evita a marcação e depois, já em esforço e rodeado por três defesas, remata para uma boa defesa de Fábio Félix.

Aos 23, Soares faz-se notar pela primeira vez, ganhando a linha sobre a direita e cruzando largo ao segundo poste onde surge Yartei a rematar de primeira mas sem grande força para as mãos do guarda-redes.

Cinco minutos depois, a equipa de Loulé volta a mostrar-se e Kubala, o jogador mais em foco nos visitantes, embala sobre a direita e descobre Alex na área que, em carrinho, atira bem perto do poste da baliza benfiquista.

À passagem da meia-hora, Nélson Oliveira mostra novamente os predicados que o levam a ser considerado uma das grandes promessas da formação Benfiquista e, num excelente remate à meia-volta leva a bola a passar bem perto do poste da baliza do Louletano.

Até ao intervalo, muito pouco mais há para contar, mantendo-se o jogo numa toada calma, com o Benfica a dominar mas sem conseguir furar a bem montada defesa algarvia. André Soares ainda tentou resolver de livre directo o que estava visto que de bola corrida ia ser complicado mas o remate saiu à figura.



No fim dos primeiros 45 minutos registava-se uma igualdade no Seixal que apenas surpreendia quem não estava a ver o jogo. Ambas as equipas tiveram as suas oportunidades e, a verdade é que, com duas bolas no ferro, uma vantagem da equipa visitante não seria descabida! O Benfica ia tendo mais bola e tentando controlar os acontecimentos mas mostrava-se bastante pálido na construção ofensiva, com vários elementos em sub-rendimento e uma gritante falta de fio de jogo.

Uma segunda parte totalmente "encarnada" e... golos!

Obviamente pouco agradado com o que via, João Alves mexeu na equipa, lançando ao intervalo o seu "amuleto" Adul e deixando no balneário o lateral-esquerdo Figueiras. Ora isto levou a que a equipa tomasse uma diferente disposição no terreno, num 3x4x3 aproximado, com um esquema de 3 centrais em que João Pereira descaía para a esquerda, T.Ribeiro para a direita enquanto Abel fechava ao centro. Na intermediária, os médios centro eram Pimenta e Simão enquanto Yartei jogava no flanco esquerdo (funcionando quase como defesa-esquerdo quando o Louletano tinha a bola) e Saná actuava pelo flanco oposto. Lá na frente, um tridente constituído por Nélson ao centro, Soares bem aberto na esquerda e Adul descaindo para a direita.

A entrada de Adul e as mudanças tácticas na equipa mexeram com o jogo e desde cedo se percebeu que o "atrevimento" do Louletano ficara nas cabines ao intervalo. O Benfica ia empurrando os forasteiros para a sua grande área onde estes adoptavam a já célebre "táctica do autocarro".

Mercê dessa pressão, aos 50 minutos Adul arranca bem, tira um adversário do caminho, entra na área em posição frontal e, quando se preparava para rematar, é tocado por um defesa. Penalty nítido para todos os que estavam no Seixal excepto para o trio que equipava de laranja. Na sequência da jogada a bola regressa a Adul que, ganhando algum espaço à entrada da área acaba por chutar um pouco ao lado do alvo.

O Benfica, quase sempre de forma algo atabalhoada, ia mandado no jogo e aos 63 minutos volta a estar bem perto do golo: cruzamento perfeito de Yartei na esquerda e Leandro, sem marcação na zona do penalty, "cabeceia" com o ombro ao lado quando tinha tudo para inaugurar o marcador.

Entretanto, ia-se notando uma crescente influência de David Simão no jogo, ora através da sua inata capacidade de passe longo, ora através das suas tentativas de meia-distância. Aos 66 minutos é o camisola 10 que descobre Nélson Oliveira descaído para a direita onde, sem grande ângulo, o futuro internacional sub-21, remata muito forte e cruzado, chegando Adul um pouco atrasado para o desvio.

Dois minutos volvidos, o Benfica consegue finalmente quebrar a resistência algarvia! Recuperação de bola a meio-campo com David Simão a servir rapidamente Nélson na direita que se antecipa à saída do guarda-redes, roda já bem perto da bandeirola de canto e joga atrás no apoio de André Soares. O esquerdino arranca pela quina da área, puxa a bola para o seu melhor pé e desfere um remate em arco cruzado que entra bem junto ao ângulo da baliza de Fábio Félix (que nada podia fazer!). Grande golo no Seixal e um enorme suspiro de alívio nas bancadas e no banco do Benfica perante o resolver de um jogo que se estava a afigurar mais complicado do que se poderia supor.

Pouco depois, João Alves mexe na equipa e tira o defesa Tiago Ribeiro para entrar Roderick, que passa para o eixo dos três centrais, passando a ser Abel a fechar à direita.

O Benfica soltou-se de forma evidente com este golo e passou a praticar um futebol bem mais agradável. Aos 72' Soares rompe pela esquerda e descobre Simão na área para este rematar de primeira ao lado e, dois minutos depois, na sequência de um canto de Leandro, Abel surge completamente sozinho ao 2º poste e atira de forma incrível à barra da baliza. No minuto seguinte é David Simão que, com um pormenor técnico delicioso, tira um adversário do caminho e, à entrada da área atira em arco ligeiramente ao lado. Teria sido um golo fabuloso!

A pressão intensificava-se e o Benfica chega com naturalidade ao segundo golo. Passe para as costas da defesa e Nélson Oliveira, completamente isolado, contorna o guarda-redes pela esquerda e atira a contar para a baliza deserta. 2-0 no Seixal, um resultado que, pelo caudal ofensivo do Benfica nesta segunda parte, se tornava mais que justificável.

Aos 77 minutos é Saná que arranca num dos seus "slaloms" desde a direita e descobre Simão em posição frontal para este atirar rasteiro, uma vez mais bem perto do poste. Foi a última participação do camisola 10 no encontro, dado que na sequência do lance foi substituído por Ivanir Rodrigues, uma estreia absoluta com a camisola benfiquista.

Desta feita, com a vitória garantida, João Alves adopta um esquema de 4x4x2, com Abel e Ivanir como laterais e Yartei e Leandro como médios-centro (sendo que Saná começou a surgir também mais pelo centro do terreno nesta altura). Com muito maior tranquilidade, a equipa foi-se soltando e proporcionou algumas bonitas jogadas de envolvimento nos últimos minutos.

Já bem perto do fim, num livre lateral muito bem batido por Leandro, Adul falha o desvio de cabeça ao primeiro poste, mas, logo atrás de si surge João Pereira a fuzilar de primeira com o pé esquerdo. Bonito golo do defesa benfiquista!




Estava assim feito o resultado final de um jogo que pouca mais história teve até ao seu término. Acaba por ser um resultado que não mostra as dificuldades por que passou a equipa benfiquista, em particular na primeira meia-hora de jogo, mas cuja vitória não sofre qualquer contestação, justificada principalmente por uma segunda parte de bom nível da equipa visitada.

João Alves acaba por ter algumas responsabilidades na pálida exibição do primeiro tempo, nomeadamente pela estranha insistência em utilizar Saná colado a uma linha, onde perde quase toda a influência que o seu futebol tem no jogo do Benfica. Contudo, o técnico benfiquista mexeu bem ao intervalo e conseguiu transfigurar a equipa de forma a ganhar os 3 pontos. De preocupar, contudo, o facto de haver bastantes elementos numa fase de certa "estagnação". Veremos se agora, com o plantel todo à disposição e sem grande necessidade de adaptações, conseguiremos ver esta equipa a crescer, tanto como um todo, como no que diz respeito à evolução individual de cada um dos jogadores.

Uma palavra ainda para a equipa do Louletano, principalmente pela boa primeira parte que fez, com muita raça e personalidade. Acabou por pagar um pouco caro o excessivo recuo na segunda parte e terminou o jogo de rastos, física e animicamente. O destaque da equipa vai para o nº30, Kubala (um jogador que, no início da época, esteve à experiência no Benfica), que impressionou pela mobilidade e pela envergadura física (não é muito alto, mas é muito forte!) e que foi sempre dando muito trabalho aos centrais encarnados.

Relativamente ao trio de arbitragem chefiado por Nuno Borba (A.F. Setúbal) a verdade é que a sua exibição deixou muito a desejar. Não puniu disciplinarmente um jogo por vezes demasiado agressivo dos visitantes (exemplo de um lance na primeira parte em que Abel é pontapeado no peito por um adversário) e acabou por manter um critério algo estranho, quase sempre em prejuízo dos locais..Deixou também passar um penalty evidente sobre Adul (aos 5 minutos da segunda parte, quando o encontro ainda estava empatado a zeros), havendo ainda outros dois lances duvidosos na área (um sobre Simão, na primeira parte e outro sobre um avançado algarvio, já bem a meio do segundo tempo) em que não me pareceu haver motivos para a marcação de grande penalidade. Nota medíocre também para o fiscal de linha do lado da bancada que pareceu quase sempre pouco acertado nos fora-de-jogo.

Análise Individual:

1-Pedro Miranda- 5  Numa tarde em que acabou por não ter muito trabalho, a verdade é que quando foi chamado a intervir nem sempre o fez bem. Deixou-se antecipar por Kubala aos 7' deixando este atirar ao poste e ficou pregado ao chão a ver um remate de mais de 40 metros embater com força na sua trave. Redimiu-se já na segunda parte com uma boa defesa com o pé num lance resultante de uma bola parada dos visitantes. Mostra ainda algumas dificuldades principalmente neste tipo de lances face à sua baixa estatura. Contudo, parece ser mais comunicativo com a defesa do que Diogo Freire.

2- Tiago Ribeiro- 5  É ainda juvenil e isso por vezes é bastante evidente na forma como aborda os lances. Fisicamente forte e capaz de competir no escalão acima, denota ainda uma certa falta de maturidade para poder ser uma titular da equipa de juniores. Mostrou raça a defender mas foi praticamente inexistente no apoio ao ataque.

3- Abel Pereira- 6   Kubala deu-lhe muito trabalho na marcação e acabou por ser um jogo mais complicado do que se esperaria ao início. Mostrou a abnegação do costume e foi um dos mais "refilões" com o árbitro (e com razão!). Falhou um golo de baliza aberta e acabou o jogo a lateral direito onde "desenrascou" bastante bem.

4- João Pereira- 7  Que diferença! Depois de muitas jornadas relegado para o lado canhoto da defesa, João Pereira retornou ao eixo e mostrou que é ali que tem que jogar! Calmo, procurou sobretudo não complicar e jogou feio quando teve que ser. Mostrou-se quase sempre seguro e acabou por coroar uma boa exibição com um bonito golo já ao cair do pano.

5- Diogo Figueiras- 4  É quase injusto dar uma nota negativa a este jogador, dado que se trata de uma adaptação pouco conseguida de João Alves. Algo permissivo na defesa e dando pouco apoio ao ataque aqui e ali ainda foi mostrando alguns bons pormenores. Foi o sacrificado ao intervalo.

6- Leandro Pimenta- 6  O agora capitão do Benfica voltou a ser um dos mais regulares da equipa. Com algumas dificuldades na primeira parte em matar os contra-ataques dos visitantes, mostrou-se sempre como o patrão do meio-campo, ainda que com menos influência que em jogos anteriores. Foi o marcador de serviço das bolas paradas (quase sempre bem!) e ofereceu o terceiro golo a João Pereira (e anda um golo feito a Abel que este desperdiçou de forma incrível!).

7- Yartei- 7  Regressou ao Seixal que tão bem conhece do ano passado e acabou por realizar uma exibição bem positiva. Ora jogado como interior, ora encostado à linha, ora fechando o lado esquerdo (jogando quase como lateral) ou actuando como médio centro-puro, foi sempre um dos mais esclarecidos da equipa e tentou sempre dar uma certa velocidade ao jogo.

8- Saná- 5   De Saná espera-se sempre muito. Por isso a crítica à sua exibição seja um pouco mais exigente do que relativamente a outros jogadores. Está a ser claramente prejudicado pela teimosia de Alves em metê-lo a jogar mais à frente. Mostrou bons pormenores, um ou outro "slalom" característico mas a verdade é que esteve sempre muito por fora do jogo e pouco influente na manobra da equipa. Curiosamente, quando se soltou mais e procurou terrenos mais centrais (no último quarto de hora) o rendimento da equipa disparou em flecha.

9- Nélson Oliveira- 7   Num jogo destes é complicado escolher um melhor em campo. Nélson Oliveira não fez uma exibição de encher o olho. Falhou um golo escandalosamente e teve pelo menos mais duas oportunidades de facturar. A verdade é que foi decisivo (um golo e uma assistência) e denota, aqui e ali, pormenores de "craque". A sua capacidade técnica e física que lhe permite receber de costas para a baliza e tentar tabelas em progressão com os companheiros foi quase um "oásis" no deserto de ideias que foi o ataque do Benfica na primeira parte. Trabalhou muito e acaba por justificar o título de melhor em campo, numa semana em que esteve em foco por, aos 17 anos, ser chamado para a selecção nacional de sub-21!!!

10- David Simão- 6   Após uma primeira parte francamente pouco inspirada, o camisola 10 do Benfica acabou por ser um dos elementos mais em foco nas melhorias evidenciadas pelo conjunto encarnado no segundo tempo. Mais participante, mais rematador, tomando a batuta da equipa e mostrando os seus atributos de passe longo. Esteve por diversas vezes bem perto do golo e foi dos que mais o mereceu. Ainda está longe do que pode e deve fazer, mas deixou boas indicações.

11- André Soares- 6   Regressado após lesão prolongada acabou por ter uma exibição bastante irregular. Quer se mostrava alheado do jogo, quer tinha jogadas completamente inconsequentes, quer demonstrava pormenores de classe. Num desses pormenores abriu o activo com um grande golo. Foi decisivo e acabou por fazer também ele um segundo tempo uns bons furos acima que o primeiro, ainda que se note bem uma certa falta de ritmo.

18- Adul- 6  Entrou e mexeu com o jogo. Aliás, esta parece mesmo ser a sua "vocação". Não fez nada de especial, nem foi decisivo, nem deliciou a plateia com pormenores deliciosos. Mas a verdade é que a diferença sentida no futebol benfiquista da primeira para a segunda parte se deve em grande parte à sua entrada. É o "amuleto" de João Alves e, mesmo sem ter marcado, mostrou que é o suplente que qualquer treinador gosta de ter no banco.

14- Roderick -4  Ficou surpreendentemente no banco depois de um início de época em que estava a ser um dos melhores. Entrou a meio do segundo tempo quando J.Alves quis poupar o juvenil Tiago Ribeiro e, apesar de ter feito alguns bons desarmes esteve mais intranquilo do que o costume.

13- Ivanir- 4  Pouco mais de 10 minutos em campo para fechar o flanco esquerdo e com poucas oportunidade de mostrar serviço.


Flash-Interview

João Alves, treinador do Benfica

Foi uma vitória suada...

Sim... O Louletano bateu-se bem e a nossa equipa foi obrigada a trabalhar bastante para contornar este adversário!

Sentiu-se também um certo nervosismo na equipa...

É verdade... é uma situação que temos vindo a verificar: nos jogos em casa a equipa perde rendimento face aos jogos fora. Vamos identificar esse problema e tentar corrigi-lo. Hoje estava também um pouco na cabeça o último jogo contra o Massamá, em que perdemos aqui no Seixal. Também estamos ainda à procura da melhor equipa. Este foi o primeiro jogo em que tivemos o plantel praticamente todo disponível!

E a paragem para os jogos da selecção? Não poderá também ter influenciado o rendimento?

O que eu sei é que sempre que os jogadores vão à selecção, não voltam bem. E 3 semanas de paragem é muito tempo! Mas pronto, são as regras a que os grandes clubes se têm que sujeitar...

Nélson Oliveira, avançado do Benfica

Comentário à tua exibição?

Foi uma exibição normal. Entrei bem no jogo mas depois, no início da 2ª parte, após o intervalo, senti-me um pouco "mole" mas rectifiquei e acabei bem. O mais importante é que foi uma boa exibição da equipa, onde fomos algo perdulários no início mas o mister falou connosco ao intervalo, fez-nos corrigir alguns erros e acabámos por fazer uma boa 2ª parte.

E como analisas a tua chamada aos sub-21?

Sinto-me muito feliz, é um prémio pelo trabalho que tenho vindo a desenvolver e agora vou lá tentar agarrar um lugar!

Rusty Ryan


ImBeck


pedroslb78

Obrigado pela tua excelente crónica!!! :flagglorioso: :flagglorioso:

Sir_Myon

 :clap1: :clap1:

P.S- Kuanto á colocação de Saná e de outros jogadores noutras posições sem ser as "originais", o Alves ja explicou ixo na entrevista á ADT... Serve para os jogadores ficarem mais completos, e não estranharem certos terrenos de jogo, e tb de uma preparação para os seniores... ;)

VanBasten

Então está bem...vamos rodar o Saná e o Nelson 15 minutos em cada posição no terreno, para ficarem mais completos. O Sr.Alves que vá é dar banho ao cão...essas merdas treinam-se durante a semana e depois aplicam-se nos jogos, em periodos consideraveis e frente adversários cuja valia dê para fazer essas experiências. Não é anrmos com 15 minutos aqui, 15 minutos acolá, mais 15 à frente, outros 15 mais atrás...

Sir_Myon

Citação de: VanBasten em 26 de Outubro de 2008, 00:09
Então está bem...vamos rodar o Saná e o Nelson 15 minutos em cada posição no terreno, para ficarem mais completos. O Sr.Alves que vá é dar banho ao cão...essas merdas treinam-se durante a semana e depois aplicam-se nos jogos, em periodos consideraveis e frente adversários cuja valia dê para fazer essas experiências. Não é anrmos com 15 minutos aqui, 15 minutos acolá, mais 15 à frente, outros 15 mais atrás...
Tb concordo cntg... ::)
Essas experiencias devem ser feitas nos treinos... mas pode ser k de sirva de alguma coisa aos jogadores no futuro !  :angel:

.:VMPT:.


ET


LuigiSLB83

pyresh6


O meu singelo obrigado pela crónica.

[saint]


Rusty Ryan

Citação de: VanBasten em 26 de Outubro de 2008, 00:09
Então está bem...vamos rodar o Saná e o Nelson 15 minutos em cada posição no terreno, para ficarem mais completos. O Sr.Alves que vá é dar banho ao cão...essas merdas treinam-se durante a semana e depois aplicam-se nos jogos, em periodos consideraveis e frente adversários cuja valia dê para fazer essas experiências. Não é anrmos com 15 minutos aqui, 15 minutos acolá, mais 15 à frente, outros 15 mais atrás...

VanBasten, o que é que se há-de fazer?! É que o homem acredita mesmo que é assim que os miúdos vão evoluir!!!
Porca miséria, até parece aquele individuo, mentiroso compulsivo, que mente tanto e acredita nas próprias mentiras... assim não vamos longe, não!