Eusébio, o Pantera Negra

Avançado, (1942-01-25 - 2014-01-05),
Portugal
Equipa Principal: 15 épocas (1961-1975), 450 jogos (38623 minutos), 480 golos

Títulos: Campeonato Nacional (11), Taça de Portugal (5), Taça dos Campeões Europeus (1), AF Lisboa Taça de Honra 1ª Divisão (5)

Dandy

Citação de: diabo maiato em 28 de Dezembro de 2025, 01:37Fez ontem 60 anos que Eusébio recebeu a bola de ouro da France-Football. Jogador absolutamente fantástico. O melhor jogador português de sempre.





   Nunca vi jogar o Eusébio, em tempo real, mas não tenho dúvidas de que foi o melhor futebolista (de sempre) a jogar pelo Benfica ... e por Portugal, também, embora essa última circunstância não me motive qualquer tipo de interesse.

   Com a evolução do conhecimento científico (ao nível da metodologia dos treinos, da medicina desportiva, da fisiologia, da nutrição, da fisioterapia, ...) ... dos materiais desportivos (dos equipamentos, dos relvados, da própria bola de futebol) ... e das arbitragens (com a crescente protecção dos "Artistas") ... Eusébio só poderia ter sido muito maior e melhor do que aquilo que foi.

   Única boa notícia para os Benfiquistas:

   Foi da maneira que permaneceu no Benfica tantos anos. Fosse hoje, teria saído por 100 milhões. Cem.

   Menos do que um Félix, portanto.





Sr. Coluna

Citação de: diabo maiato em 28 de Dezembro de 2025, 01:37Fez ontem 60 anos que Eusébio recebeu a bola de ouro da France-Football. Jogador absolutamente fantástico. O melhor jogador português de sempre.
O melhor jogador português de sempre.

P311

L'Équipe: LES 100 ROIS DU SIÈCLE



EUSÉBIO
Ferreira da Silva (known as)
PORTUGAL
Born 5 January 1943
Forward – 64 caps (41 goals)

"Mister Benfica"

He was almost as strong as Pelé. The same skin colour, the same compact build (1.75m/5ft 9in, 77kg/12st 2lb), the same burst of acceleration, the same leap, the same flexibility, the same phenomenal instinct in front of goal. Logically nicknamed the "European Pelé", Eusébio possessed an even more powerful shot than the Brazilian — three years his senior and forever his idol — but he bristled at the comparison: "No one can be compared to Pelé. If you want to please me, just call me Eusébio."

The reference, in truth, was lofty enough. For the gentle, rather naïve boy named Ferreira da Silva, who arrived in Lisbon in 1961 from his native Mozambique, became in the 1960s "Mr Benfica" and "Mr Portugal" — two teams which, especially the former, terrorised Europe.

Born into a poor family of nine children and orphaned at the age of five, he should never have signed for Benfica but for Sporting, who at the time — in a colonial context — controlled the club of Lourenço Marques, whose colours he wore in Mozambique.

A picaresque "kidnapping", involving five months spent semi-clandestinely in Lisbon under a false name (António Ferreira), allowed Benfica's directors to purchase this rough diamond on 23 May 1961. A week later — without him, of course — Benfica won their first European Cup, defeating Alfredo Di Stéfano's Real Madrid, winners of the previous five editions. For this uprooted 19-year-old, breaking into such a team should have been no easy task. It only took him two months.

July 1961: in the final of the prestigious Paris Tournament, against Pelé's Santos, who were leading 5–0 after thirty minutes, he replaced Santana — and scored three goals. In the space of an hour, Eusébio announced himself. For a very long time.

Fourteen seasons later, his personal record was scarcely believable: 316 goals in 294 league matches, 97 goals in 60 Portuguese Cup games, 57 goals in 71 European appearances; eight Portuguese top-scorer titles, including seasons of 43 and 40 goals which earned him two European Golden Boots (1968 and 1973), and finally the Ballon d'Or in 1965.

At that pace, the "Black Panther" devoured collective honours as well: a European Cup as early as 1962 — with two magnificent goals in the final against Puskás's Real Madrid — ten league titles and five Portuguese Cups. True, Eusébio lost three European Cup finals, but he played two of them hampered by injury (1963, 1968), and lost the third due to another injury — that of his goalkeeper, whom the rules at the time forbade from being replaced (1965).

It was in 1966 that the extraordinary Eusébio came closest to his master Pelé and to his cursed rival Bobby Charlton, whom he never managed to defeat. Top scorer at the World Cup in England with nine goals, the Portuguese forward struck three times in the group stage against Hungary (3–1), Bulgaria (3–0) and, above all, Brazil (3–1); then four against North Korea, who had just eliminated Italy and were nonetheless leading 3–0 after twenty-four minutes (5–3); one more against England — sadly not enough (1–2, two goals by... Charlton); and a final one against the Soviets in the third-place play-off (2–1). It was the apotheosis of this soloist of devastating efficiency.

Thereafter, his global stardom continued to shine but was punctuated by injury-induced eclipses. After knee surgery that left his left leg two centimetres shorter than the other, he dropped deeper into midfield, revealing himself to be a highly unselfish playmaker, before embarking at the age of 33 on a globe-trotting career.

He became the first European to succeed in the United States (league champion with Boston in 1975), then performed in Mexico (champion with Monterrey in 1976), Canada, and once again in Portugal. Returning to Benfica as a youth coach, he has since been revered there as a living legend. Such status deserved a statue — which now stands proudly at the entrance to the Estádio da Luz.

Tds 28

Há 12 anos perdíamos a nossa maior Lenda. A referência.

Como disse RAP: "Alguns jogadores, não muitos, honram tanto a camisola do Benfica como ela os honra a eles. Outros, ainda mais raros, dão ao Benfica mais do que o Benfica lhes dá. A esses, o clube ergue um estátua à porta do estádio. É por isso que só está lá uma."

Haveria Benfica sem Eusébio e haveria Eusébio sem Benfica. Mas Eusébio e Benfica foi a conjugação de futebol, amor, dedicação, talento e movimento popular.

O Benfica que amamos deve-se muito a Eusébio e é a estas referências que nos temos de agarrar quando não sentimos que o Benfica ideal e popular permanece vivo.

Ontem, hoje e sempre. Viva Eusébio, viva o ideal sincero e puro, viva o Glorioso Sport Lisboa e Benfica  :slb2:





Lux Rubra

Tive a felicidade de ver o jogo mais épico da minha história benfiquista com o meu pai (2-0 contra o Porto), onde se sentia uma electricidade quase etérea no ar. Era impossível perdermos. Dias antes, fomos até à Cova da Moura ver os belíssimos murais em sua homenagem (espero que continuem intactos).

Em 2016, no Panteão Nacional, prestei homenagem ao grande Eusébio com um poema da minha autoria. Hoje foi o dia da sua partida. Que Deus o tenha em bom lugar.




O Fura-Redes

Em homenagem ao Rei andei a fazer uma longa compilação dos melhores golos da carreira. Confesso que deu trabalho 😅 espero que gostem.


jpcslb

Um grande obrigado ao REI...ao melhor jogador português de sempre.
Nunca serás esquecido.

                   um Benfiquista da provincia


Faroleiro


Aka

Citação de: O Fura-Redes em 05 de Janeiro de 2026, 17:58Em homenagem ao Rei andei a fazer uma longa compilação dos melhores golos da carreira. Confesso que deu trabalho 😅 espero que gostem.


Só quatro minutos? Com o Peyroteo dava para fazer um de quatro horas!

imightbewrong


Pablito13

Só tinha mostrado isto a duas pessoas aqui no fórum, nunca de forma pública, então vou partilhar hoje.

Quando era puto, e no tempo do Vietname, ia algumas vezes para o Estádio da Luz, da altura onde os jogadores passavam ao nosso lado quando iam para o treino. No fim dos treinos ficávamos á espera que os jogadores saíssem com os carros para pedir uns autógrafos.

Numa dessas vezes em que íamos para o Estádio da Luz (96/97) eu e os meus três amigos da altura demos de caras com o Eusébio. Nós éramos putos, fazíamos barulho e pedimos-lhe um autógrafo. Ele começou a fazer gestos com as mãos (como quem diz, estes putos são barulhentos), não assinou e, ao invés disso, deu-nos um cartão destes a cada um que tem o autógrafo á frente e os dados da carreira atrás.

Fiz questão de o guardar até aos dias de hoje. Abram outro separador para ver em grande. Netscape?! Épico!




Blitzer

Clara Maria Oliveira @ClaraMOliveira_

12 anos sem Eusébio. Esta é uma das minhas fotografias favoritas do King, quando o Benfica visitou Highbury, em 1971, durante a pré-época.

As meias amarelas foram "roubadas" ao Arsenal e formaram um equipamento único.



BleedingHeart

Citação de: Blitzer em 06 de Janeiro de 2026, 02:09Clara Maria Oliveira @ClaraMOliveira_

12 anos sem Eusébio. Esta é uma das minhas fotografias favoritas do King, quando o Benfica visitou Highbury, em 1971, durante a pré-época.

As meias amarelas foram "roubadas" ao Arsenal e formaram um equipamento único.




Equipamento estupendo

Cards

Citação de: Pablito13 em 06 de Janeiro de 2026, 00:04Só tinha mostrado isto a duas pessoas aqui no fórum, nunca de forma pública, então vou partilhar hoje.

Quando era puto, e no tempo do Vietname, ia algumas vezes para o Estádio da Luz, da altura onde os jogadores passavam ao nosso lado quando iam para o treino. No fim dos treinos ficávamos á espera que os jogadores saíssem com os carros para pedir uns autógrafos.

Numa dessas vezes em que íamos para o Estádio da Luz (96/97) eu e os meus três amigos da altura demos de caras com o Eusébio. Nós éramos putos, fazíamos barulho e pedimos-lhe um autógrafo. Ele começou a fazer gestos com as mãos (como quem diz, estes putos são barulhentos), não assinou e, ao invés disso, deu-nos um cartão destes a cada um que tem o autógrafo á frente e os dados da carreira atrás.

Fiz questão de o guardar até aos dias de hoje. Abram outro separador para ver em grande. Netscape?! Épico!





Isso é um tesouro. Parabéns