Comunicação Social

Capitao Moura

27' O passe de Ruben Micael encontra Edgar Costa em posição irregular antes de bater Quim?


30' Golo anulado a Saviola. O argentino estava em fora-de-jogo após o cabeceamento de Luisão?


43' Há falta de Aimar sobre Patacas? Se sim, de que cor deveria ser o cartão?


62' Aimar serve Saviola, mas o golo é anulado. Aimar estava em posição irregular?


85' Patacas comete falta sobre Amorim que justifique o segundo amarelo?


90'+2' Há penálti de João Aurélio sobre Ramires?


Jorge Coroado
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Foi notório que Edgar Costa tinha o tronco para além do penúltimo defensor. Fora-de-jogo que o assistente Alexandre Freitas não descortinou.

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No momento do cabeceamento de Luisão, Saviola estava em fora-de-jogo posicional, acabando por tirar proveito para cabecear com êxito.

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Aimar entrou a pés juntos sobre Patacas, protagonizando conduta violenta e justificando cartão vermelho que o árbitro mandou às urtigas.

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Aimar estava ligeiramente adiantado, justificando o fora-de-jogo assinalado.

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Toque fortuito de Patacas em Rúben Amorim, fruto do movimento de ambos e causado pelo benfiquista.

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Ramires foi de facto derrubado por trás, justificando-se a marcação da grande penalidade e a expulsão do faltoso.


Gostava q me explicassem q jogo viu ele

TJSF

Se repararem bem, o Coroado é o que mais parcial foi. Para ele, o jogo foi ganho com arbitragem. Era expulsar Aimar, nao expulsava ninguem do Nacional, todos os foras de jogo do Benfica existem. Vá lá que admitiu que houve fora de jogo no golo do Nacional. Como se permite tal facciosismo? ainda lhe doi a peida dos 4 no Restelo?

Achor81

Porque uma mentira dita muitas vezes se torna realidade










Como se pode ver o Javi nem sequer toca no Micael sendo este a atingir o joelho do Javi.

Outro caso que o Manel Machadês reivindica era a expulsão de Aimar no lance do Penalty...Oh Manel até te dou razão que não era penalty mas o Aimar também não tinha amarelo logo não seria expulso.
http://www.lpfp.pt/liga_sagres/pages/jogo.aspx?epoca=20092010&jornada=8&jogo=5749

XHITA

Até esta besta nos elogia. Tá tudo doido!!!!   :D



Nortada: O FC Porto mais fraco dos últimos anos

Por Miguel Sousa Tavares

1-) Não me entendam mal: eu não estou zangado com a equipa do meu clube. Sei que não se pode ganhar sempre e, se há alguém que não se pode queixar disso, é um portista. Também sei que o campeonato não nos está a correr propriamente mal – apenas tivemos o empate inicial em Paços de Ferreira e a derrota em Braga com a equipa-sensação desta época – e, na Liga dos Campeões, temos já, ao fim de apenas três jogos, a porta escancarada para os oitavos-de-final. Não estou, pois, zangado, limito-me a dar a minha opinião: este é, até ver, o FC Porto mais fraco dos últimos anos, a mais fraca das equipas de Jesualdo Ferreira, a que pior futebol pratica. Também sei que estamos desfalcados de uma série de jogadores, sobretudo Belluschi – que faz muita falta porque escasseiam médios ofensivos criativos – e Silvestre Varela, que estava a ser a revelação da equipa. E sei, claro, que, quando tomamos o termo de comparação óbvio – o Benfica, de Jorge Jesus – é preciso não esquecer que, enquanto eles gastaram mais de 50 milhões a comprar jogadores, nós facturámos 70 a vendê-los. E essas coisas têm de ter consequências. Mas, quando digo que este é o FC Porto mais fraco dos últimos anos, nem sequer estou a tomar o Benfica por termo de comparação: estou a comparar este FC Porto com o que ganhou os três últimos campeonatos.

Depois dos onze dias de interrupção para as Selecções, os portistas esperavam que essa interrupção servisse para sarar feridas e afinar estratégias, tanto mais que, logo de seguida, o FC Porto iria dispor de quatro jogos fáceis e todos eles em casa: contra o Sertanense para a Taça, o Apoel, a Académica, última da classificação, e o sempre-em-crise Belenenses. Afinal, três jogos disputados e quinze dias decorridos, nada disso tem acontecido: os lesionados não foram recuperados, os em baixo de forma (Raul Meireles e Cristian Rodriguéz) não melhoraram, e os dois primeiros dos três jogos fáceis (o Sertanense não conta) acabaram em vitórias tangenciais, desassossego inesperado e exibições confrangedoras.

Jesualdo Ferreira (que já elogiei tanta vez) tem a sua quota de responsabilidade. O seu conservadorismo, a sua aversão à inovação e à mudança, tornam-se especialmente notados e perniciosos nestas alturas em que o seu baralho com as mesmas cartas de sempre dá mostras de não funcionar. Nos últimos tempos, por força do número anormal de lesões e da duração anormal dessas lesões, Jesualdo tem sido obrigado a chamar uma quantidade de juniores aos treinos da equipa principal e até dispôs de uma oportunidade de ouro para os testar no jogo da Taça. Mas é apenas uma formalidade: todos sabemos que ele não aproveitará um único. Quantos juniores lançou Jesualdo na equipa principal nestes mais de três anos? E de quantos jovens que pareciam à beira de se tornarem em certezas já se desfez, mandando-os rodar para outras equipas e deixando a treinadores alheios a tarefa de os tentar transformar em jogadores de categoria? Com Jesualdo tudo é sempre prevísivel: são os mesmos de sempre, uma espécie de clube fechado, onde, em cada ano, não entram mais do que um ou dois dos onze reforços que Pinto da Costa todos os anos, infalívelmente, lhe fornece. É fácil, facílimo, adivinhar as equipas de Jesualdo Ferreira: são os onze óbvios de sempre e, se algum se magoa, avança o Mariano; se se magoam dois, avança também o Tomás Costa; se se magoam três, avança por fim o Guarin. Conclusão: como há sempre alguém castigado ou lesionado, o Mariano, para desespero meu, está sempre em campo, porque ele nunca se magoa. (Mas o Mariano tem a sorte dos inocentes: depois de mais uma desastrada exibição, culminada com expulsão contra o Apoel, lá estava ele, outra vez, no onze incial contra a Académica. Dei-me ao trabalho de anotar escrupulosamente tudo o que fez. E eis o que fez: tocou na bola pela primeira vez aos 16'20'' (!), depois de ter entrado em jogo com a atitude de quem estava num garden-party. Daí até ao minuto 65, limitou-se a receber e atrasar bolas, a ensaiar algumas fintas falhadas e a conseguir uma boa jogada de envolvimento pela direita que terminou com um cruzamento para a bancada do lado oposto. Mas, ao minuto 65, ao meter uma bola de cabeça para dentro da área, viu esta acabar directa dentro da baliza, sem saber como; e, três minutos volvidos, cruxou rasteiro e direito a um adversário, que falhou o corte e permitiu o golo de Farias. Daí até final, voltou a nada mais fazer, mas foi quanto bastou para que se dissesse que «Mariano resolveu o jogo»). E sexta-feira, contra o Belenenses, lá estará outra vez.

Oh, sim, Lisandro faz muito falta e Lucho ainda mais! Belluschi, tem bons pés mas que não chegam aos calcanhares de Lucho, e Falcão é um excelente ponta-de--lança clássico, mas não um dinamitador de toda a frente de ataque, como Lisandro foi. E basta que Belluschi e Varela estejam lesionados e Meireles em sub-rendimento, para que não haja nem médios capazes de abrirem linhas de passe e de ruptura para a frente, nem extremos capazes de flanquearem jogo (Jesualdo deitou fora uma meia-dúzia deles, nos últimos anos). Se o génio de Hulk não está em dia de sair do frasco e o jeito de Falcão está sumido, acontecem estatítiscas como a de o F.C.Porto, ao fim da primeira parte no Dragão, ter três remates à baliza da Académica, contra seis dos estudantes – que só queriam jogar para o 0-0...

2-) E acontece ainda ( a verdade é para ser dita) que o Benfica está a jogar um grande futebol, que dá gosto ver. Não é apenas a impressionante média de 3,5 golos por jogo, ou a cadência de jogo ofensivo do quarteto sul-americano do ataque (Di Maria, Aimar, Saviola, Cardozo). É também uma coisa que há muito, muito tempo, não se via ao Benfica: o prazer de jogar, o respeito pelo público, a vontade de fazer cada vez mais e melhor e a sensação de que ali está a nascer uma verdadeira equipa e não apenas um lote de jogadores momentâneamente inspirados. Confesso que estava longe de esperar tanto do Benfica de Jorge Jesus. Não sei se isto é para durar e se continuará assim quando chegarem os jogos a doer – já no próximo fim-de-semana, em Braga. Mas, para já e por enquanto, caramba, que diferença para o Benfica dos últimos anos, que tanto reclamava e apregoava e tão pouco jogava!

3-) A notícia de que Nuno Ribeiro, o vencedor oficial da última Volta a Portugal em Bicicleta, se transformou afinal no quinto vencedor a perder o título por posterior análise positiva de doping, já não consegue surpreender, infelizmente, ninguém. Desde há largos anos que o ciclismo se vem suicidando alegremente, por responsabilidade de corredores, directores desportivos e uns bandidos que usam o título de médicos. Mas também não venham depois com a hipocrisia de lançarem as culpas todas para cima dos médicos: quando um ciclista português, para correr a Volta a Portugal, recorre aos serviços de um médico colombiano, está tudo sub-entendido.

Por mim, há muito que desisti de me interessar pelo ciclismo e de seguir as provas. Pelo menos, desde que o nosso ídolo Joaquim Agostinho (apanhado três ou quarto vezes em controlos positivos) teve esta afirmação imortal, numa entrevista dada aqui mesmo: «Eu nunca tomei doping. Mas também que ninguém imagine que se pode subir o Alpe d'Huez só com bife grelhado e Eau d'Evian!». Fiquei esclarecido.

lula da silva

Eu queria era apanhar aquele gajo da Sporco TV para lhe dar uns valentes chapadões!  :tickedoff:

nsalta

Que la chupen y la sigan chupando



Toribas

O Jorge Coroado é atrasado mental!

Pedro Neto

Um Benfica forte é (quase) imparável.

O Jorge Coroado já foi convidado da Benfica TV.  :estrelas:

Thunderboy

Citação de: Pedro Neto em 27 de Outubro de 2009, 11:44
Um Benfica forte é (quase) imparável.

O Jorge Coroado já foi convidado da Benfica TV. :estrelas:
:huh: :crazy2:

Phant

Citação de: Pedro Neto em 27 de Outubro de 2009, 11:44
Um Benfica forte é (quase) imparável.

O Jorge Coroado já foi convidado da Benfica TV.  :estrelas:

Teve no programa 45 minutos, acho eu. :crazy2:

Rikhart

Voçês devem ser seriamente masoquistas, para verem as destilações de odio que são esses programas.

Não vejam isso, a sério, faz mal á saude. E perdem a boa disposição que se ganha após cada massacre do Benfica.

XHITA



Vamos conversar: Nem os miúdos escapam

Por Fernando Guerra

A gula de empresários sem escrúpulos já não olha a idades nem a meios para alcançar os fins. Agora, nem os miúdos escapam. Com a conivência de pais mal informados, para quem os filhos não passam de mercadoria sujeita às regras da oferta e da procura, alargam a teia onde seguram as presas detectadas por turba de colaboradores. Funcionam como redes de contornos mal definidos, onde a clandestinidade parece ser a arma mais eficaz na descoberta das estrelas do futuro: atacam de surpresa e ganham à concorrência. Contava-me um dirigente de clube da Liga que, como as situações são apresentadas neste momento, nem sempre é fácil saber se o agente que mostra a cara na contratação de um futebolista será o seu verdadeiro representante, nem tão-pouco os clubes, principalmente os de menor capacidade financeira, podem jurar que não tenham os seus departamentos técnicos infiltrados por informadores privilegiados dessas organizações sugadoras de talentos.

Alguém dá um passo em frente para esclarecer o objectivo dessa praga a que se dá o nome de estágios de observação? Além de justificarem os vencimentos dos treinadores dos escalões de formação da FPF, servem apenas para fomentar o insucesso escolar e criar nos jovens aquela ideia estúpida que futebol e saber são incompatíveis.

A propósito, confesso que gostaria que Carlos Queiroz fosse apurado para o Mundial da África do Sul, por motivos óbvios e também para lhe permitir desfrutar da necessária serenidade para reactivar a área da formação, quanto a mim de importância vital para o futuro do futebol português, embora não nos mesmos moldes em que se ergueu o edifício organizativo que conduziu aos títulos mundiais de Riade (1989) e de Lisboa (1991). Na altura, foi muito bonito, sem dúvida, mas os custos sociais jamais se contabilizaram, e ainda se sentem os reflexos da enorme vaga de ilusões resultante dessa fase divinal da nossa história desportiva: se por um lado deu à luz a chamada geração de ouro, provocou, por outro, incontável número de frustrados e de jovens deficientemente preparados para a vida adulta. Para hoje está marcado mais um desses aberrantes estágios de observação, sub-16. Mais três ou quatro faltas na escola. Mais uma iniciativa para promover a ignorância. Em nome de quê? De um título europeu? Numa sociedade moderna tais conceitos já não deveriam ser autorizados; mas são, em nome de algo que não se atinge. Dizem os entendidos que os mágicos da bola se descobrem cada vez mais cedo. Deve ser por isso, então, que esta selecção de sub-16 é a mais intensamente namorada pela classe empresarial. Talvez seja assim, mas, sem sequer me dar ao trabalho de rebuscar exemplos noutras modalidades olímpicas, mais exigentes e absorventes ao nível do treino, gostaria de conhecer a razão pela qual um bom aluno hoje não pode mais à frente ser jogador de elite. Ou será que está tudo errado?...

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Bem avisei. Ao Rio Ave não faltaram apoiantes no jogo com o Sporting de Braga: os do clube, mais os cooptados nos universos do dragão, da águia, e também do leão. De repente, foram milhões a torcer pelos vila-condenses. Até o árbitro Lucílio Baptista se deixou ir na onda ao não ver, como escreveu o meu camarada Vítor Queirós, a «sarrafada de João Tomás a Moisés», e validar o golo do Rio Ave. Desta vez, porém, o presidente bracarense não se conteve. Falou de um jogo condicionado, mas apelou à paz. Falou ainda de «truques de notícias e de telemóveis» e de «jogadores do Sp. Braga que interessam ao Benfica». Paz? Pois claro. Não sei se se tratou de reacção espontânea ou de declaração com segundo sentido, mas era no mínimo dispensável... Não teve graça. Quem não fala quando é beneficiado, deve ficar calado quando se sente prejudicado. É assim que manda a coerência. Paz? Pois, vamos esperando, sentados...

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Vivò árbitro:Balizas que encolhiam?

Por Cruz dos Santos

Em qualquer reatamento do jogo (excepto de bola ao solo, porque ela vem do árbitro), o executante não pode voltar a tocar na bola sem que ela seja tocada ou jogada por outro jogador, colega de equipa ou adversário. E é por isso que, quando se marca um 'penalty' e a bola é devolvida por um dos postes ou pela barra da baliza, o executante do castigo não pode fazer a recarga. Se a faz ou simplesmente toca na bola, a sua equipa é punida com livre indirecto. E, naturalmente, seria de presumir que, pelo menos no futebol profissional, não houvesse jogador que desconhecesse esse facto. Mas, deploravelmente, há quem o desconheça. Até na Liga dos Campeões. E confirmou-se na passada semana, no Juventus-Maccabi Haifa, muito bem arbitrado por Olegário Benquerença.

Obviamente, a recarga foi punida com livre indirecto. E talvez assim se tenha desperdiçado a possibilidade de um colega de equipa do infractor efectuar recarga com êxito. Talvez. E pode ter sido mais uma factura do escasso conhecimento que muitos futebolistas (até profissionais de primeiríssimo plano) tem das Leis do Jogo. Pouco sabem e pouco cuidado há em ensinar-lhes, no seu próprio interesse. No Real Madrid-Milan, jogo grande da mesma jornada da Liga dos Campeões, viu-se a vantagem do saber, quando o genial Casillas saiu ao encontro de adversário isolado e encolheu-se, não lhe tocou, deixou-o seguir para golo, porque seria expulso se lhe tocasse e evitasse o golo sem conseguir tocar na bola.

Claro está que não foi por desconhecimento das Leis do Jogo (nem por menor cuidado ou crise de forma, em época final de bonita carreira) que Lucílio Baptista deixou passar em julgado clamorosa falta de João Tomás, sobre Moisés, antes de marcar o golo do Rio Ave no jogo (1-1) com o Sp. Braga. Sério prejuízo para os bracarenses. Mas o árbitro analisou mal ou alguém lhe tapou a visibilidade, hipótese que muitas vezes se esquece. Erram de mais? Talvez. Mas nem sempre que parece. Veja-se o caso do terceiro golo do FC Porto, anteontem, frente à Académica: Farías partiu de posição de fora-de-jogo (mostrou a TV) mas tanto à justa que, devido à dúvida, a FIFA mandar seguir. Já no Belenenses-Olhanense (sexta-feira), foi bem anulado o golo dos algarvios, pois Paulo Sérgio estava fora-de-jogo quando partiu o remate de Rabiola que levou a bola ao poste.

Noticiou-se largamente que o Kim Christense, guarda-redes do IFK de Gotemburgo, vinha reduzindo a largura da baliza (com pontapés), até que a batota foi detectada num jogo com o Orebro e denunciada ao árbitro Steffan Johannesson, que dirigiu o AEK-Benfica. Estranho, muito estranho, porque as balizas, mesmo quando são móveis, devem ser fixadas ao solo. E, para lá disso, sendo peça única, como podiam encolher ou alargar-se com pontapés do guarda-redes?

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Com bola ou talvez não: Da bailarina...

Por António Simões

É conto árabe, filosófico. Uma bailarina lasciva acercou-se, insinuante, de um homem muito rico, murmurando-lhe: «Esta noite sonhei que me beijavas, abraçavas, te derretias de prazer em mim. Por isso cobro dois dinares de ouro, é o que tens de me pagar.» Ele não pagou – e ela, empertigada, correu ao cádi, queixando-se. O cádi chamou o homem muito rico ao palácio e atirou-lhe, brusco, à chegada: «Ouvi a reclamação desta mulher. Dá-me os dois dinares que ela te pediu e aquele espelho do salão também!» Mordiscando os lábios para disfarçar raiva o homem muito rico pôs-lhe os dinares na mão, o cádi colocou-os diante do espelho – e à bailarina lasciva atirou, desconcertando-a, a sua sentença: «Vês os teus dois dinares ali no espelho? Considera-te paga assim, na tua ilusão!» – e devolveu o dinheiro ao outro...

Durante estes quase todos últimos tempos o futebol do Benfica foi a bailarina lasciva da parábola – na confusão traiçoeira do sonho com a realidade, iludindo-se, iludindo. Com Jorge Jesus mudou. Manuel Sérgio, maior filósofo de desporto que conheço, revelou, poético, a razão do assombro – e da euforia que vai rasgando ao rubro sem parar: «Jesus é um extraordinário mestre de coisas que não podem ser estudadas, que não se ensinam nem se aprendem.» É. Porque Jesus sabe muito de futebol e ainda mais da alma, dos seus mistérios. E é por isso que, pelos sinais deste andar, no final do campeonato, o Benfica talvez deixe de ter apenas os dois dinares de ouro no espelho, na sua metáfora. Ah! Acho que Domingos Paciência é outro «extraordinário mestre das coisas que não podem ser estudadas, que não se ensinam nem se aprendem» (o prof. que me desculpe roubar-lhe a poesia, seria incapaz de dizer igual dizendo diferente). E se Jesus tiver mesmo na mão a chave do paraíso, provável é que através dela também se abra, mais depressa, azul, em forma de dragão, o céu a Domingos, suspeito, não sei porquê...

REDMYSTERY

Citação de: Far(away) em 27 de Outubro de 2009, 02:53
Citação de: molotov em 27 de Outubro de 2009, 02:50
Citação de: Far(away) em 27 de Outubro de 2009, 02:39
O Ruben Micael não vai para o Porto BC. Em Portugal a ir para um dos grandes, só no Benfica.
Far no futebol não ha certezas, se o porto ou mesmo o sporting paga achas que ele diria que não?.

Posso cometer esta inconfidência. Tive oportunidade de privar com ele na época passada num jantar com amigos comuns, e foi o que ele me disse. Em Portugal se sair do Nacional só Benfica. E que já tinha rejeitado uma proposta azul e branca.

Vê-se que ele é Benfiquista com a merda de atitude que ele teve, com os jogadores do Benfica e com o Benfica, vê-se que ele transpira a porco com as atitudes que demonstrou.
Defendia no início da época a sua contratação, agora já não o quero no Benfica ele que vá para os porcos!

Joga Bonito