Comunicação Social

P∑T∑7

Citação de: pedro6250 em 11 de Novembro de 2009, 04:09
Eu não desejei :tickedoff:
Disse que a currupção continuará...

Fui eu, fui eu!  ;D

Porra, se disser que desejo que o bimbo da bosta desapareça para bem longe do futebol... sei que isso não vai acontecer, porque os tentáculos manter-se-ão vivos!  >:(

P∑T∑7

Citação de: Gaio17 em 11 de Novembro de 2009, 04:35
É oficial: António Conceição deixa o Cluj par vir treinar o Sporting! :clap1:

Mas é oficial onde pah?

joaopac



LOOOL

Era o ideal para os sapos.

Esbutenado

Citação de: benfica és grande em 10 de Novembro de 2009, 23:57
A integridade do Curvado:

http://www.youtube.com/watch?v=Kjlw2OtNHog

Grande video.
Só gostava de apanhar esta Coroado um dia na rua para lhe dizer uma quantas, palhaço lagartóide.

xicovsky

#61114
Mas aqui tambem se vai na conversa de que o porto domina o futebol poirtugues desde os anos 80?
Até ja cheguei a ouvir que dominam à 30 anos lol
Quando na decada de 80 tivemos 5 campeonatos e eles 3 so da para rir.

Eles dominam o futebol tuga desde 94 mais nada


é que na pagina anterior falaram nisso

Esbutenado

Citação de: rambo em 11 de Novembro de 2009, 03:09
.

Paulo Bento, o Alex Ferguson tuga (e o lagartóide acreditava nisso)  :2funny: :2funny: :2funny:

Joga Bonito

O treinador vai ser mesmo o sá pinto...

rkc

Citação de: xicovsky em 11 de Novembro de 2009, 10:41
Mas aqui tambem se vai na conversa de que o porto domina o futebol poirtugues desde os anos 80?
Até ja cheguei a ouvir que dominam à 30 anos lol
Quando na decada de 80 tivemos 5 campeonatos e eles 3 so da para rir.

Eles dominam o futebol tuga desde 94 mais nada


é que na pagina anterior falaram nisso

Eles ganharam 4.

DD

Citação de: Joga.Bonito em 11 de Novembro de 2009, 10:53
O treinador vai ser mesmo o sá pinto...
Ele até é parecido com o presidente...já tirou o casaco para ir fazer umas festinhas ao artur jorge

Wampyro

Citação de: Esbutenado em 11 de Novembro de 2009, 10:47
Citação de: rambo em 11 de Novembro de 2009, 03:09
.

Paulo Bento, o Alex Ferguson tuga (e o lagartóide acreditava nisso)  :2funny: :2funny: :2funny:

Ela ainda acredita que o Hannuch e o Kmet são estrelas em ascensão :D

Arbuckle

Citação de: Gaio17 em 11 de Novembro de 2009, 04:08
Sou incapaz de desejar a morte de alguém... ::bater::

Eu também sou incapaz de desejar a morte de alguém.

Mas PdC é alguém !?

Arbuckle

Citação de: Joga.Bonito em 11 de Novembro de 2009, 10:53
O treinador vai ser mesmo o sá pinto...

Vai para guarda-costas do cotonete.

E quando a equipa perde, o treinador é esmurrado e pontapeado pelo Sá.

XHITA



Intervenção cirúrgica: Carta aberta a Paulo Bento

Por Eduardo Barroso

Meu caro Paulo Bento:

Em primeiro lugar um grande abraço fraterno, solidário e muito amigo. E um grande agradecimento público por quatro anos de grande profissionalismo, dedicação total e resultados obtidos. Nunca se queixou das dificuldades de investimento do Sporting. Nunca lhe ouvi um reparo acerca das condições desiguais que tínhamos em relação aos nossos principais adversários. Foi sempre demasiado (no bom sentido) solidário com a sua administração. O Paulo foi o treinador certo, no lugar certo, na altura certa. É certo que não foi, não fomos campeões nestes quatro anos. Mas em duas ocasiões bateu-se até ao fim, sendo que numa delas éramos potenciais campeões a 45 minutos do final do campeonato.

Há quem diga que o segundo lugar é o primeiro dos últimos. Não concordo. O segundo lugar é o melhor lugar possível quando não se é campeão. Não fiz as contas. Nasci em 1949 e francamente não me lembro de quantas vezes vi o meu Sporting campeão nacional durante a minha já longa vida. Mas não foram muitas, menos do que gostaria claro, e certamente menos do que os nossos principais adversários. Conseguimos bater o Benfica de Eusébio e C.ª algumas vezes, mas não tantas quantas as que gostaria. Depois, nas décadas de oitenta e noventa começou a hegemonia do Porto e novamente nunca fomos primeiros e raramente segundos. Na última década conseguimos dois títulos, um deles com Augusto Inácio, que pôs fim a dezoito anos de jejum. E recordo com saudade o dia em que ganhámos esse título, em que o povo sportinguista saiu à rua. Nem eu imaginava que poderíamos ser tantos.

Nos últimos anos era fundamental proceder-se a uma grande reestruturação económica do nosso clube. E esse processo exigiu ainda mais sacrifícios, com menos dinheiro disponível para investir no futebol profissional. Foi nesse tempo que o fomos buscar. Lembro-me que o Paulo tinha sido campeão com a nossa equipa de juniores, facto inédito nos 10 anos anteriores! Para si, era uma oportunidade de ouro. Para nós uma escolha feliz. Ganhámos duas Taças de Portugal, duas Supertaças, e outras ficaram por ganhar porque nos obrigaram a jogar em campos inclinados. Nem sempre fomos regulares ou consistentes nas exibições, é certo. Mas qualquer sportinguista atento e justo tem de reconhecer que, atendendo à juventude da equipa e limitação nos reforços disponíveis, melhor seria impossível. Perdemos um campeonato ao sofrer um golo marcado com a mão, isto para mencionar apenas uma das muitas injustiças contra nós praticadas nos últimos anos.

Não quero com isto dizer que me conformo com os resultados obtidos. Sou sportinguista, claro que queria melhor. Mas não é encontrando bodes expiatórios que vou diminuir a minha tristeza e até, porque não dizê-lo, a minha frustração.

Acreditei que o Paulo poderia ser o Alex Ferguson português. Sei que com a experiência acumulada nestes últimos quatro anos, está certamente melhor preparado do que quando iniciou a sua cruzada de treinador principal. Não sei, e não quero imaginar, quem irá beneficiar a médio e longo prazo desta sua aprendizagem. Infelizmente não será o meu Sporting e isso deixa-me triste e apreensivo.

Esta carta aberta vai longa. Quero acabar como comecei. O mito de um Sporting vencedor e ganhador, coisa que não confirmei na minha vida adulta, acabou por demagogicamente vencer a sua determinação.

Percebo que tenha concluído que já não tinha razões para continuar. A forma como ultimamente foi contestado ultrapassou os limites da decência e do civismo. E não me refiro aos assobios e acenares de lenços brancos. Acredite que sei o que sente.

O Paulo sabe que nunca pratiquei essa forma de protesto. Mas devo dizer que tem de ser aceite como legítima. Agora a contestação agressiva, fundamentalista, a contestação dos insultos e das tentativas de invasão das instalações, a contestação das agressões policiais, não pode ser aceite e tem de ser denunciada numa sociedade democrática e aberta como a nossa.

Acredito que estas manifestações extremas não o tinham como alvo. A tentativa de linchamento semanal de que foi vítima por alguns órgãos de comunicação social será agora dirigida a outros alvos. E mais uma vez é fundamental a atenção e união dos sportinguistas.

Não sei se é com a sua saída, bem como a do Pedro Barbosa e do Miguel Ribeiro Telles, que o meu clube de sempre irá encontrar a paz de que tanto necessita. Mas o futuro de um clube como o meu Sporting, com o seu passado e ainda melhor futuro, não pode ser condicionado por jogos perdidos com algum azar nos últimos segundos, uma bola ao poste ou um flagrante erro de arbitragem.

Aceite por favor esta minha manifestação pública de gratidão. E a afirmação que é para mim motivo de orgulho poder dizer que sou seu amigo. Desejo-lhe as maiores felicidades, bem como à sua família e aos que lhe são próximos.

Vibrarei seguramente com os muitos sucessos que terá na sua vida profissional. Compreenderá, que se algum dia defrontar o meu querido Sporting, esse desejo sofrerá um pequeno interregno.

Receba um grande abraço, amigo e fraterno do

Eduardo

*************


O novo treinador

Não me vou pronunciar sobre quem deve ser o futuro treinador do Sporting. Tenho curiosidade em saber qual vai ser a escolha de Eduardo Bettencourt e da sua equipa, eleita por uma esmagadora maioria de sportinguistas como eu com um score superior a 90%.

Confesso que o meu entusiasmo não é incondicional relativamente a alguns dos nomes que têm vindo a lume na imprensa, mas isso é natural. Não quer isto dizer que o meu apoio ao futuro treinador do meu clube não seja total. Estou habituado a ter de tomar decisões e sei quais as consequências desse processo. Uns concordarão mais, outros menos. Sei que a decisão é em prol do Sporting e nunca poderia ser feita por referendo. Da mesma forma que seria inconcebível referendar a constituição do governo após a eleição do primeiro-ministro. Ou o programa do governo, ou o Orçamento de Estado.

No entanto, estou certo de uma coisa: a aceitação de um novo treinador a médio prazo é função directa dos resultados desportivos. O que nos levanta um novo problema: como se avalia o desempenho de uma equipa num contexto como o actual que se verifica no Sporting? Quais os objectivos realistas que nos farão dizer que o novo treinador está ou esteve à altura dos desafios? Será suficiente a obtenção de 50% das taças de Portugal e supertaças e o segundo lugar do campeonato?

Isso obriga-nos ainda a uma outra reflexão. As expectativas devem ser contextualizadas à situação actual do meu querido Sporting. E embora qualquer sportinguista deseje o título de campeão no final da época, no final de todas as épocas, será este objectivo realista? A realidade é que as armas de que dispomos para enfrentar os nossos endinheirados adversários são a imaginação e competência. Serão estes dois atributos, dos quais dispomos, suficientes? E o que acontecerá se os nossos objectivos, mais ou menos realistas, mais ou menos ambiciosos, não forem alcançados a médio prazo?

Voltaremos à contestação radical que observámos nos últimos tempos de Paulo Bento? Será esse o futuro, incerto e complicado, a que está condenado o Sporting?

Temos de ser mais competentes que os outros. Temos de suprir os nossos deficits económicos com imaginação e empenho. Mas acima de tudo temos de unir e pacificar como um grande clube nacional. Aliás dos três grandes, é o único que demonstra o seu âmbito nacional no seu nome.

Temos então de restituir e garantir à nossa equipa a tranquilidade e apoio que merece e de que tanto necessita. E este processo é, e tem de ser independente da escolha dos dirigentes e treinador da equipa principal. Penso que é por aqui que se iniciará o novo ciclo que marcará a ruptura com o período negativo que vivemos.

Sem esta tranquilidade e apoio, sem respeitarmos os nossos jogadores e treinadores enquanto atletas e cidadãos, nunca poderemos exigir deles a máxima dedicação e profissionalismo. E nós devemos poder ter estas exigências, mas temos de fazer a nossa parte.

Vi o João Moutinho a dizer quase a chorar que não sabia explicar o sucedido no estádio dos arcos. Vi o seu desespero, e vi também a ausência da alegria de jogar que tanto o caracteriza. E isto não pode voltar a acontecer. É fundamental reencontrar essa alegria no João Moutinho e em todos os seus colegas. É por isso que reconheço ao novo treinador do Sporting essa tarefa dificílima, seja ele quem for. E essa tarefa passa pela conciliação de duas coisas às vezes tão distantes e quase antagónicas: emoção e razão. Ora esta tarefa herculiana é demasiada para um homem só. Só poderá ser superada com a ajuda que terá de ser encontrada na maioria dos sportinguistas.

Tenho o meu desenho das características do novo treinador do Sporting. Falta encontrar um nome, e essa escolha estará longe de ser fácil. Entre os meus amigos sportinguistas, ninguém se entende. Em minha casa há três escolhas diferentes, e são apenas três porque o Jimmy (o meu cão) ainda não se pronunciou. Diria mesmo que no total existem 20 escolhas diferentes e possíveis.

Mas vou fazer uma pausa. Vou tentar esquecer este problema por agora e concentrar as minhas energias no apoio ao seleccionador principal na difícil tarefa de conduzir a nossa Selecção à qualificação para o Mundial. Vou esfriar a minha cabeça até dia 28. Nesse dia vou estar em Marráquexe. As minhas coronárias decerto agradecem.


xicovsky

Citação de: rkc em 11 de Novembro de 2009, 10:56
Citação de: xicovsky em 11 de Novembro de 2009, 10:41
Mas aqui tambem se vai na conversa de que o porto domina o futebol poirtugues desde os anos 80?
Até ja cheguei a ouvir que dominam à 30 anos lol
Quando na decada de 80 tivemos 5 campeonatos e eles 3 so da para rir.

Eles dominam o futebol tuga desde 94 mais nada


é que na pagina anterior falaram nisso

Eles ganharam 4.

nepia

o sportin ganhou em 80 e 82
porto ganhou em 85,86 e 88
Benfica ganhou em 81,83,84,87 e 89

XHITA



O planeta do futebol: Descodificando a palavra dinâmica

Por Luís Freitas Lobo

No inicio, o treinador tem a ideia de jogo. Depois, encontra os jogadores. É difícil, então, quando estas duas realidades não coincidem. É a aplicação da sua filosofia, princípios e plano que fica em causa, apesar de, no treino e no jogo, insistir nelas. O dilema de Jesualdo, na sua terceira refundação táctica azul-e-branca, encaixa neste cenário. Mudam os jogadores, mudam as condições para colocar em prática a sua filosofia de jogo.

Vê-se jogar o FC Porto e é normal falar-se na falta de dinâmica ou, até, de atitude. São palavras comuns na análise futebolística. Ambas, porém, por si só, são palavras vazias. Porque a dinâmica exige coordenação (do individual com o colectivo). Porque a atitude exige inteligência táctica (não basta correr muito). Quando se fala na célebre dinâmica está-se a falar na aplicação dos princípios de jogo que cada treinador quer dar ao seu sistema (por isso, duas equipas em 4x3x3 podem, mesmo assim, estar a jogar de forma completamente diferente).

O jogo na Madeira, como outros, tornou evidente a chave para a quebra de eficácia do jogo portista: as famosas transições rápidas defesa-ataque. Desde logo, neste conceito está uma palavra que falta hoje à equipa neste momento de jogo: velocidade.

Podem as transições rápidas serem feitas por jogadores estruturalmente lentos? Pensem nos médios. Fernando-Meireles-Guarín. Pensem nos laterais. Sapunaru e Pereira. Difícil encontrar aqui jogadores com capacidade de dar hoje essa velocidade de transição. Desde logo, nos laterais. Onde antes tinha as asas Bosingwa ou Cissokho, existe agora um jogador, Pereira, que, apesar de rápido, ainda está longe de perceber o jogo portista. Por isso, sentir-se tanto a falta de Fucile. No meio-campo, o conceito de velocidade de transição tem várias interpretações e, mais do que a rapidez de pernas, está na rapidez do... passe e dinâmica que cada jogador deve dar à sua posição. Guarín parte bem da posição, mas quando entra noutro momento do jogo (organização ofensiva), perde capacidade de aplicar outros princípios. Aqui entra novamente o conceito de passe. Mesmo sendo Meireles o médio de transição por excelência, é difícil ser ele a aguentar o peso todo do sector. Falta-lhe companhia táctica. Dos médios, Tomás Costa é o mais rápido, mas pouco joga.

Cruzando esta ideia com a movimentação dos avançados, surge Rodriguez, antes mais do que um ala, um jogador que recuava e virava médio transportador que comia metros com a bola em posse. Ainda sem ritmo para o fazer, o onze sente falta deste elo de ligação meio-campo/ataque. Neste cenário, acaba por ser natural Falcão recuar tantas vezes para, de costas, apoiar os médios na fase de construção perto da área. É aqui que surge Belluschi. Pensando nos seus traços, não seria ele a solução para revitalizar as transições rápidas. Daria, sim, outra criatividade (e passe) na tal última zona de construção. O grande problema nesta altura, porém, está em como chegar até esse ponto com qualidade (na atitude e na... dinâmica).

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As 'nuances' de Guimarães

Manter o sistema, mas meter-lhe uma nuance que, em vez de o adulterar, dá-lhe, em momentos-chave do jogo, uma upgrade táctico que, lendo o adversário, pode fazer a diferença no jogo todo. É a chamada estratégia. Algo que parte do sistema abstracto para cada jogo em concreto. Paulo Sérgio não mudou o sistema frente ao Braga mas mexeu nos laterais. Ou melhor, nas suas características. Leu o jogo ofensivo bracarense, e, na lateral-esquerda, em vez de um lateral que, por definição, sobe muito (Andrezinho), meteu um jogador posicional (isto é que ficava na posição, cobrindo espaços) que tem rótulo de central, Sereno. Começou neste principio defensivo a melhor forma de... atacar. Porque com os radares de recuperação activados, o primeiro passe de transição podia ser feito com maior segurança. Faltou, depois, alguma profundidade nesse momento subsequente, mas, mantendo sempre o equilíbrio entre-linhas, manteve sempre o controlo dos espaços. Acendeu as luzes com Nuno Assis (fantástica condução de bola e passe) e ganhou a partir da estratégia.

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O Marítimo de Van der Gaag

O mero efeito do chicote (que provoca uma reacção imediata mas que tende a diluir-se com o tempo) já foi ultrapassado e agora o que se vê no reciclado Marítimo de Van der Gaag é uma ideia de jogo que cativa. Em relação a Carvalhal, manteve-se a intenção de circulação, mas a mudança de sistema traduziu-se na opção clara pelo 4x2x3x1 com duplo-pivot, o que retirou Olberdam da equipa e acrescentou um habitante claro no centro da segunda linha do meio-campo (o novo lugar de Manu). É um novo futebol que começou a desenhar-se no regresso de Bruno, o que, no jogo, se traduz em maior qualidade (e serenidade) na saída de bola no inicio da transição defesa-ataque. Não faz transições rápidas, mas tem uma organização ofensiva rápida. Isto é, quando a bola entra nos quatro homens (o 3x1) que dão vida ao ataque (Djalma, Manu e Marcinho nas costas de Baba), a equipa combina largura e profundidade (importante também a subida de forma do lateral Alonso) sabendo também ir para dentro com bola. A base é a organização. A sedução é a criatividade.

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O Paços de Ulisses Morais

Ao terceiro jogo, Ulisses Morais viu, por fim, o seu Paços pegar no jogo e ganhar. Depois do sistema, digamos, experimental, que montara no jogo anterior (em casa, contra o Leiria), no qual os jogadores tiveram dificuldade em encaixar (muito perto de um 3x4x3 que foge claramente à capacidade táctica real do onze) surgiu mais equilibrado num 4x2x3x1 seguro a defender e perigoso a sair com a bola e a entrar no contra-ataque. A colocação de Leandro Olímpio numa posição mais subida, o que, ao princípio, parecia poder travar essa saída de bola (pois o jogador gosta mais de arrancar desde trás), acabou por ser eficaz pois teve sempre por perto os apoios dos pivots Anunciação e Pedrinha, dois jogadores posicionalmente muito rigorosos. Ganhou o corredor central (o sector onde o Belenenses é mais leve, o elo Gavilan-Ivan, e pressiona pouco) e, assim, ganhou condições de activar os flancos, onde surgia Cristiano, o jogador que, mal pega na bola, leva o jogo para outra dimensão. A ordem foi a base para começar, o talento foi a arma para desequilibrar.

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Atenção a... Aragoney (Portimonense)

Na busca por bons médios, esta época tem revelado, na II Liga, um jogador para seguir de perto. É Aragoney, 22 anos, um brasileiro que chegou este ano ao Portimonense, vindo do CRB Alagoas. Médio ofensivo, revela criatividade com a bola nos pés e tem boa visão de passe. Foi a impressão com que fiquei quando o vi jogar pela primeira vez. Traços que fazem um bom médio ofensivo que joga e faz jogar. Sinceramente, tentei ver os últimos jogos do Portimonense só por causa dele, para confirmar esta boa ideia, mas uma lesão afastou-o da equipa. Fica, porém, o registo. E, no próximo jogo, pode o leitor tentar confirmar...