As Finanças do Benfica

Vianense

Citação de: CarlosD em 01 de Agosto de 2014, 19:35
WTF!?

A Sportinvenste detém ~50% da Benfica Multimédia? Oo


EDIT: Pelos vistos sim, desde 2001.



Gaffa

Opá...esta não conhecia.



CarlosD

Falta saber o que é que faz parte da Benfica Multimédia.

Vou tentar procurar...

Aguia_Rea1

isso é mais que velho, é o site e merdicas dessas.

Vianense

é desta que vou mudar a foto de perfil...

CarlosD

Citação de: Aguia_Rea1 em 01 de Agosto de 2014, 19:54
isso é mais que velho, é o site e merdicas dessas.

É mais que velho mas segundo o Público continua a ser verdade.

Se for coisas pequenas como o site é uma coisa, se tiverem incluídas coisas maiores pode ser bastante significativo!

Aguia_Rea1

Citação de: CarlosD em 01 de Agosto de 2014, 19:58
Citação de: Aguia_Rea1 em 01 de Agosto de 2014, 19:54
isso é mais que velho, é o site e merdicas dessas.

É mais que velho mas segundo o Público continua a ser verdade.

Se for coisas pequenas como o site é uma coisa, se tiverem incluídas coisas maiores pode ser bastante significativo!

sem querer estar a jurar, tenho ideia que é o site e pouco mais.

Semper_SLB

Citação de: iKatz em 01 de Agosto de 2014, 18:02
O país devia estar ao sol, mas em vez disso abre a boca e sai-lhe um «como é possível?!». Mesmo se já foi possível antes, se não exatamente assim, pelo menos de uma forma semelhante. E se não exatamente assim, apenas porque na realidade ainda não se percebeu bem tudo o que isto é.

De vez em quando, no meio do turbilhão dos últimos dias, ligam-se os problemas dos bancos às dificuldades dos clubes. No Benfica, por exemplo, já se sabe de quem será a culpa se Enzo e Gaitan não ficarem e se a bola não entrar. A crise do BES explicará derrotas e empates, quando existirem.

A crise do BES até agora é tudo e praticamente nada, do ponto de vista do futebol. Os responsáveis do Benfica, por exemplo, optaram por nada dizer, o que tem aberto espaço para todas as teorias. Luís Filipe Vieira permanece em silêncio e é provável que assim continue até ao fecho de mercado. E mesmo quando falar duvido que aceite ser questionado sobre tudo. Veremos.

Esta quinta-feira o Diário Económico publicou um trabalho interessante, a partir de um estudo de António Samagaio, professor no ISEG. Todos os que se interessam pelo futebol e são adeptos de Benfica, FC Porto ou Sporting deviam ler. Aprenderiam muito.

Retive algumas ideias e números.

Juntos, os três grandes somam o admirável passivo de 1.180 milhões de euros. Benfica e Sporting são responsáveis por «82,3 por cento da dívida financeira» dos três grandes. O FC Porto está menos mal do que os rivais, essencialmente porque vendeu Hulk, Moutinho e James. Estes números explicam a redução de custos feita por Bruno de Carvalho e as vendas que o Benfica está a realizar, com Rodrigo, Oblak e André Gomes à cabeça. E explica também as compras desta época, na Luz, sem o luxo de outros tempos.

Este passivo, de quase 1,2 mil milhões de euros é semelhante ao conjunto dos clubes da Bundesliga.

Esta ideia, isolada e sublinhada para ter o destaque que merece, também provoca uma reação idêntica à lá de cima: «Como é possível?!»

Tem sido possível porque sempre funcionou assim.

A ambição dos grandes de Portugal tem sido estar ao mesmo nível, ou lá perto, dos grandes europeus. E ganhar-lhes, de vez em quando. Não vemos clubes belgas, suíços, holandeses, checos, nem sequer franceses (o PSG de hoje em dia não é francês...) a competir a sério com espanhóis, ingleses e alemães, que os italianos vivem fase de profundo sofrimento.

Por causa desta ambição, os três grandes vivem endividados, em larga escala, desde a década de 90. Ao longo de vários anos venderam muito e compraram também bastante. Tiveram pouca paciência para os jogadores que formaram e mudaram muitas vezes de treinador e política desportiva.

Na última década, o Sporting não teve sucesso desportivo, deixou escapar a fase de grupos da Liga dos Campeões e ficou fora da elite dos vendedores e compradores, onde participam com um orgulho um pouco provinciano Benfica e FC Porto.

Na verdade, o que os grandes estão é endividados. Apesar de a crise ter começado em 2008 e de a troika ter aparecido em 2011, com severas restrições ao crédito em Portugal, mesmo assim os clubes aumentaram em quatro por cento o passivo na época 2012/13. Juntos, devem «504 milhões de euros» às instituições financeiras.

Nos últimos anos têm contraído empréstimos para pagar empréstimos. Empurram o dia do pagamento para depois. Os bancos sempre participaram nestas operações. «O total do financiamento obtido pelos três grandes ascendeu a 788 milhões de euros. Esta quantia é bem elucidativa do nível de alavancagem dos activos dos três grandes», refere António Samagaio no artigo. A dúvida atual, cuja resposta será conhecida em breve, é esta: esta forma de gerir manter-se-á?

Nas últimas décadas muita gente acreditou que era possível fazer dinheiro apenas com a ilusão do dinheiro. Sempre nos habituámos a associar a criatividade aos artistas. Por isso vivíamos descansados com os bancos. Distraídos, não reparámos na capacidade inventiva de alguns dos que por lá andavam. Não deixa de ser irónico que se aplique a muito do que inventaram a palavra produto. Como se a areia fosse um produto.

Os dirigentes desportivos portugueses acreditam que lá bem no fundo ainda descendem os deuses. Por muito que errem, no fim tudo dará certo.  Neste caso, nunca lhes passou pela cabeça que a roda deixasse um dia de girar. Empréstimo obrigacionista depois de empréstimo obrigacionista. Fundo depois de fundo. Venda cara depois de compra mais ou menos barata. E a Liga dos Campeões nunca falharia, mais o patrocínio da empresa amiga.

Como muitas empresas, como muitas famílias, como muitas pessoas, os clubes não se preocuparam em reforçar capitais próprios. Preferiram sempre ir buscar dinheiro ao banco ou hipotecar a independência da gestão ao ceder percentagens elevadas dos passes de diversos jogadores a fundos de investimento cujos donos desconhecemos.

Os dirigentes dos principais clubes portugueses não foram mais previdentes do que muitos outros, em diferentes atividades. Talvez tenham sido até um pouco mais ousados, convencidos de que nada de mal lhes podia acontecer. Afinal, até há pouco tempo o mundo parecia organizado entre os grandes de mais para cair e os outros.

Sem o dinheiro dos bancos e o lugar que os grandes portugueses ocupam na placa giratória que traz jogadores da América do Sul para a periferia da Europa, e depois os leva daqui para os locais que realmente interessam, não teria havido sucesso nas competições europeias.

Os adeptos são capazes de achar que foi melhor assim. Mais vale chegar a uma final da UEFA do que viver enterrado nos campeonatos belgas, suíço ou sérvio. Talvez tenham razão, talvez tudo isto acabe bem. Ou talvez a fatura ainda esteja para chegar e um dia sejam obrigados a exclamar «como é possível?!».

http://www.maisfutebol.iol.pt/desce-liga-opiniao-falar-de-bola/53dbd4e50cf2ed25f22b263e.html

Nos mais de 10 anos com LFV o Benfica não teve uma ideia coerente e sólida para a sua estratégia.

Falam que o objectivo principal era a recuperação economica - pois bem, em 2014 estamos a ver bem que estamos muito mal financeiramente e nas mãos de fundos, bancos e empresários.

Se o objectivo era o sucesso desportivo a qualquer custo, então também estamos mal.

Se houvesse tomates de quem dirige o clube então deviam dizer aos adeptos (após o fecho do mercado de transferências) a verdade (mesmo que não toda, e compreendo porque) da nossa situação financeira e delinear uma estratégia para ter um Benfica forte mas equilibrado.

A hegemonia interna é mais do que perfeitamente possível mesmo com um Benfica a gastar menos dinheiro. Ir longe nas taças europeias acredito que não, mas troco isso por uma cabazada de títulos nacionais e de 5x ou 6x em 6x anos irmos fazer algo mais nas competições europeias com algum gasto extraordinário.

Mas para isso o Benfica tinha de ser bem diferente de que é agora:
- tinha de apostar com ainda mais investimento na formação
- tinha de ir contratar miúdos lá fora tb e trazer para a formação
- tinha de apenas contratar fora da formação quando fosse para um jogador feito e de grande qualidade (aí sim, gastar 6-7-8 milhões)
- toda a táctica teria de ser assente num modelo de jogo para jogadores desde a formação até à equipa A
- o técnico teria que ser um treinador da estrutura e dessa estratégia (algo que JJ sempre negou ser e querer). E teria de ser bom a lidar com os jovens da formação (não só tacticamente).

Com isto, com a nossa grande massa adepta e receitas, conseguiríamos a hegemonia nacional (sim, porque o dia chegará onde os porkos rebentam com as suas dívidas).

Mas isso seria um discurso que não dá votos....pois não promete finais europeias.

Temo apenas que todos os empréstimos que temos de pagar nos destruam sem ter a possibilidade de nos equilibramos financeiramente. Acho contudo incrível como em mais de 10 anos não fomos capazes de viver dentro das nossas possibilidades...

Vianense

Queria colocar aqui o texto, mas como sou velho de mais para aprender truques de computador, só consigo colocar o link do pdf. Se alguem conseguir colocar aqui no forum este texto do DRE, fico agradecido. Devemos todos compreender este polvo que por aí anda.

http://speedy.sh/VHSRW/2002D091S002.pdf

Vianense

Citação de: Vianense em 01 de Agosto de 2014, 19:31
fonte: http://www.publico.pt/desporto/noticia/concorrencia-chumba-entrada-da-pt-na-sport-tv-1665128

Concorrência chumba entrada da PT na Sport TV
MARIA LOPES 01/08/2014 - 17:38
Risco de criar entraves à concorrência no sector foi a argumentação apresentada pelo regulador para justificar a decisão.


Depois de ano e meio de análise, a Autoridade da Concorrência (AdC) chumbou na quinta-feira a chamada Operação Triângulo, que implicava a entrada da PT no capital da Sport TV, através de uma divisão de quotas com a NOS (antiga ZON) e com a Controlinveste de Joaquim Oliveira.

O negócio pressupunha que a PT comprasse à NOS metade da participação desta na Sport TV, ficando as duas primeiras com uma quota de 25% cada, enquanto a Controlinveste de Joaquim Oliveira mantinha 50%.

De acordo com um comunicado disponível no site da AdC, o regulador considera que a operação "é susceptível de criar entraves significativos à concorrência" tanto no mercado de direitos de transmissão televisiva como no mercado de canais de acesso condicionado de desporto e nos mercados a jusante destes.

O que significa que com a nova configuração da Sport TV - que passaria a ter como accionistas os dois maiores operadores de televisão paga e que controlam, juntos, à volta de 90% desse mercado – estaria dificultada a abertura de novos canais desportivos ou poderia prejudicar os outros actuais já existentes, como é o caso da Sporting TV, Benfica TV e Porto Canal. Além disso, não havendo mais mercado a quem vender os seus direitos, os próprios clubes sairiam fragilizados e o poder negocial da Sport TV reforçado de tal forma que conseguiria impor-lhes preços.

A operação de concentração implicava que a PT, a NOS e a Controlinveste passassem a controlar conjuntamente as empresas Sport TV, Sportinveste Multimédia e PPTV – Publicidade de Portugal e Televisão. O que significa que Joaquim Oliveira, apesar de manter metade da Sport TV, iria abrir mão de parte da sua quota na PPTV, a empresa de revenda dos direitos televisivos.

A Sportinveste Multimédia é controlada actualmente em partes iguais pela Controlinveste e pela PT e é uma empresa que se dedica à comunicação de actividades desportivas e compra e venda de conteúdos desportivos para meios audiovisuais. Detém participações nas empresas Benfica Multimédia (de 49,95%), Porto Multimédia (25%) e Sporting Multimédia (25%) que gerem as actividades multimédia, comercial e merchandising destes clubes.

A PPTV é uma empresa detida a 100% pela Controinveste e que faz a revenda de direitos de transmissão televisiva de conteúdos desportivos.

O historial desta decisão é longo. A Autoridade da Concorrência foi notificada da operação a 28 de Janeiro do ano passado e supostamente produziria efeitos a 6 de Março. Mas a troca de informações e os pedidos de pareceres e audições foram arrastando o caso. O negócio já está também em tribunal porque a ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social deixou passar o prazo em que deveria ter feito o seu parecer e a PT, a Controlinveste e a então ZON consideraram que o regulador dos media deu assim a sua aprovação tácita.

Em Março deste ano a AdC decidiu levar o negócio para investigação aprofundada e apesar de em Junho os envolvidos no negócio terem apresentado compromissos para tentar corrigir algumas distorções que a operação poderia provocar no mercado, nem assim o regulador deixou passar. Esses compromissos, justifica a AdC "não preenchiam as condições para que se pudessem considerar necessários, adequados e suficientes para resolver as preocupações jus concorrenciais com customer foreclosure, input foreclosure e efeitos coordenados que haviam sido identificados na decisão de passagem a investigação aprofundada".

não deixar cair o assunto

peter_slb

A Benfica Multimédia não é relevante, trata do site, redes sociais e coisas do género. É uma empresa com faturação de 215 mil euros e que dá prejuízo, até é bom que não seja toda nossa.

third ring

Citação de: peter_slb em 01 de Agosto de 2014, 20:39
A Benfica Multimédia não é relevante, trata do site, redes sociais e coisas do género. É uma empresa com faturação de 215 mil euros e que dá prejuízo, até é bom que não seja toda nossa.


Mais um argumento para insinuações que ruiu....