Benfica de Nampula

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Benfica de Nampula vai declarar falência e lamenta falta de apoio do Benfica

O histórico Benfica de Nampula vai declarar falência e entrar em processo de insolvência, terminando toda a atividade desportiva. A revelação foi feita a A BOLA por Abdul Hanene, proprietário e presidente do Benfica de Nampula. Situação que diz resultar da falta de apoios, depois dele próprio ter investido muito na construção da Academia e na reabilitação das infra-estruturas da colectividade.

«Vou fechar a academia e o clube por falta de fundos, já bati a todas as portas possíveis e nenhuma se abre, já estou endividado com a banca e sem apoios de terceiros já não aguento», diz Abdul Hanane.

O dirigente disse ter falado com o Benfica de Portugal para juntos encontrarem uma saída. E garante ter recebido uma promessa de significativa ajuda financeira por parte de Lisboa, o que não se concretizou.

«Não há luz verde por parte do Benfica de Portugal, mesmo depois de algumas conversações. Já passou muito tempo e nada se concretizou. Logo, não me resta opção que não declarar falência», desabafa.

De acordo com Hanane, esta decisão já foi comunicada ao governo provincial através da Direcção Provincial da Juventude e Desportos de Nampula, ao ministério e à Federação Moçambicana de Futebol.

O ainda proprietário e presidente do Benfica de Nampula lamenta a «descriminação na canalização de fundos do Estado para alguns clubes, sendo que o Benfica de Nampula, um clube de referência nacional, poderia no mínimo beneficiar de fundos públicos, tal como acontece com o Costa do Sol, Maxaquene ou União Desportiva de Songo, só para citar alguns exemplos».

«Vejo muitos clubes que, mesmo sem escalões de formações, beneficiam de apoios monetários do Estado. O Benfica é um dos poucos clubes moçambicanos com escalões de formação mas não se beneficia de dinheiro do Estado. Isto é triste», lamenta Hanane.

Hanane anuncia ainda a venda de todo o património (infra-estruturas) do Benfica de Nampula por dois milhões e meio de dólares e que só desistira do negócio se conseguir um milhão de dólares, o mínimo indispensável para salvar aquele que foi um dos maiores complexos desportivos de Moçambique e da região norte em particular.

FONTE



Nunivs

Ja agora... e dpois onde que iamos buscar os Leos Kanus, desta vida ?