As Finanças do Benfica

CitriC

Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2016, 23:23
Citação de: lost_paradise em 27 de Abril de 2016, 22:12
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2016, 22:01
Citação de: lost_paradise em 27 de Abril de 2016, 21:50
Citação de: CitriC em 27 de Abril de 2016, 21:01
Citação de: lost_paradise em 27 de Abril de 2016, 18:39
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2016, 13:05
Citação de: lost_paradise em 27 de Abril de 2016, 01:34
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2016, 01:21
Citação de: lost_paradise em 27 de Abril de 2016, 01:05
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2016, 00:42
Citação de: NUNO_ALVES em 26 de Abril de 2016, 23:22
Quando sai o relatório do ultimo trimestre? E expectativas de resultados? Obrigado
Até final de Maio.

Citação de: CitriC em 03 de Abril de 2016, 00:43
Com isto tudo, já vamos em Abril.

Eu diria que acabámos o 3 trimestre com um simpático break-even.

e porquê ?

Porque não fizemos vendas de jogadores.
Porque as amortizações parece-me que aumentaram ligeiramente
Porque os resultados financeiros mantiveram-se (à expceção do BSF naturalmente)

Podemos vir a ter prejuízo em cerca de 5 ou 6Milhões se eles decidirem contabilizar o premio de passagem aos quartos de final apenas no 4 trimestre. Eu estou a mête-lo já no 3 trimestre, mas se o Benfica for coerente não incluirá até porque apesar de termos passado aos oitavos no 1 Semestre eles acabaram por nunca incluí-lo no relatorio e contas do 1 Semestre.


Está a ser uma grande época mesmo financeiramente.

Agora é esperar mais 2 mesitos para confirmar se o que escrevi está preciso ou não.
Não é expectável que os prémios dos oitavos e quartos da CL não sejam contabilizados no 3º Trimestre, pois há sempre uma tendência para linearizar ao máximo os resultados líquidos nos diversos períodos de prestações de contas, e muito mais neste 3º trimestre que é tradicionalmente o mais difícil em termos de contas.

Neste pressuposto, a minha estimativa para o resultado líquido acumulado dos 9 meses aponta para um valor ligeiramente negativo da ordem dos 2/3 M, pois dificilmente o resultado dos últimos 3 meses é melhor que os 3 meses de Out a Dez15, que foi de (7,6)M. Com este nível de resultados não será assim muito difícil fechar o exercício 15/16 com um resultado positivo, dependendo a sua ordem de grandeza das vendas que forem feitas e contabilizadas até JUN16.
Devemos precisar de cerca de 30 milhões de mais valias até 30 de junho, para não ter prejuízo. Um pouco mais, se houver investimento significativo até 30 de junho.

O investimento mantém-se estável nos últimos anos. Não podemos passar para mais valias na ordem dos 75 e 78 milhões para uma época em que até agora temos 23 milhões de mais valias e achar que é suficiente para o break-even.

Se o investimento for cerca de 40 milhões entre amortizações e gastos com transferências, o resultado com atletas deverá ser de 10 milhões para não se ter prejuízo....logo pelo menos 50 milhões de mais valias.




O investimento até 30 de Junho já não conta para este "campeonato" dos resultados deste ano, mas sim para os seguintes. O valor das mais valias depende muito dos jogadores ou jóias a vender.
Se o valor das amortizações é diluído pelo número de anos dos contratos, o valor de intermediações será à cabeça.  E parte do valor investido em contratações entra logo nas amortizações, mesmo que seja só 20% de um contrato a 5 anos.

Quanto às mais valias, a minha lógica é precisamente ao contrário. Para se ter 30 milhões de mais valias, depende em muito de quem for vendido para se saber por quanto é preciso vender em bruto, para se poder atingir esse valor.

,
Ó Lost, vamos lá entender-nos de vez. As amortizações são calculadas por duodécimos e só depois dos contratos estarem em vigor, e os valores capitalizados (investidos) incluem todas as despesas incorridas. Isto quer dizer que um atleta que seja comprado e que por exemplo inicie o contrato em 1JUl16, como será o caso do Cervi, só no mês de Julho serão registadas amortizações de 1/12 do valor total do investimento distribuído por 5 anos, se esse for o nº de anos do contrato.

Se quiseres ler mais sobre isto recomendo o R&C de JUN15 (Pag 75, ...) na Parte sobre políticas contabilísticas, e que a seguir transcrevo:
________________________________________________________
2 Políticas contabilísticas
...

2.5 Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis encontram-se valorizados ao seu valor de aquisição, acrescido de despesas diretamente atribuíveis à sua aquisição e deduzido das respetivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade acumuladas, caso tal se verifique.
Os ativos intangíveis só são reconhecidos desde que sejam identificáveis e seja provável que deles advenham benefícios económicos futuros, sejam controláveis e se possa medir razoavelmente o seu valor.

Plantel de futebol

Esta rubrica compreende os gastos incorridos com a aquisição dos direitos dos jogadores profissionais de futebol. O gasto de aquisição inclui as importâncias despendidas a favor da entidade transmitente, os encargos com serviços de intermediários, os encargos com direitos de imagem dos atletas (quando o pagamento não está dependente do cumprimento do contrato de trabalho desportivo do jogador) e os prémios de assinatura pagos aos atletas, assim como os efeitos da atualização financeira, tendo em consideração os planos de pagamento estipulados.
Os gastos de aquisição dos direitos dos jogadores profissionais de futebol são amortizados por duodécimos, seguindo o método da linha reta, durante o período de vigência dos seus contratos de trabalho desportivo.
Os encargos incorridos com as renovações de contratos de trabalho desportivo celebrados com jogadores são também incorporados na rubrica de ativos intangíveis – plantel de futebol, sendo apurado um novo valor líquido contabilístico, o qual é amortizado em função do novo período do contrato de trabalho.

A Benfica SAD avalia anualmente os indícios de imparidade através de uma análise da situação específica dos atletas, considerando indicadores qualitativos e quantitativos, tais como o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência, duração remanescente do contrato, cedências temporárias do atleta a outros clubes, idade, salário, utilização e lesões.
Os direitos dos jogadores permanecem nesta rubrica sempre que o direito de inscrição desportiva do atleta seja detido a título definitivo pela Benfica SAD. Quando os riscos e benefícios associados a esse direito são transferidos para outro clube ou sociedade desportiva, o ativo é desreconhecido e a mais ou menos valia gerada na transação é registada em "rendimentos com transações de direitos de atletas" ou "gastos com transações de direitos de atletas", conforme referido na nota 2.10.2.

Nas situações em que a Benfica SAD tem jogadores cedidos temporariamente a clubes terceiros, estes permanecem registados como ativos intangíveis – plantel de futebol, mantendo-se o critério de amortização desses gastos pelo número de anos de contrato de trabalho desportivo.
Existem situações em que a percentagem dos direitos económicos detidos pela Benfica SAD é inferior a 100%, apesar de deter na totalidade os direitos de inscrição desportiva. Estas situações pode significar que:
• A Benfica SAD no momento da aquisição do direito desportivo do jogador, adquiriu apenas uma parte dos direitos económicos. Caso adquira no futuro percentagens adicionais dos direitos económicos, esses montantes são acrescidos à rubrica de ativos intangíveis – plantel de futebol;
• A Benfica SAD celebrou com terceiros um contrato de partilha proporcional dos resultados inerentes à transação futura desses direitos, ou seja, um contrato de associação de interesses económicos que consubstancia uma parceria de investimento resultando na partilha proporcional dos resultados inerentes às transações daqueles direitos. Nestes casos, os ganhos gerados pela cedência destes direitos são reconhecidos em resultados em função do período de trabalho desportivo que os jogadores mantêm com a Benfica SAD.

Quando a Benfica SAD cede a título definitivo os direitos de inscrição desportiva do atleta e mantém uma percentagem dos direitos económicos, o valor líquido contabilístico à data é repartido de seguinte forma:
• A proporção da percentagem de direitos económicos que a Benfica SAD continua a deter é transferida para a rubrica de outros ativos financeiros – direitos económicos de atletas – mantendo-se como um ativo durante o período em que a Sociedade detêm esse direito, avaliando anualmente os indícios de imparidade;
• O valor remanescente é utilizado para o apuramento de um ganho ou perda pela venda desses direitos económicos, o qual é reconhecido em resultados no período.

Estas situações consubstanciam a celebração com terceiros de contratos de partilha proporcional dos resultados inerentes à transação futura destes direitos.

Agradeço o texto...mas eu não estava a referir-me ao Cervi.


O ano passado foi assim com Carcela e Taarabt. Comprados em junho e com uma parte do investimento a ser reflectido no relatório e contas 14-15.

Vais dizer se por hipótese, accionarmos a clásula de compra do Mitroglou em Maio, não há  custos imputados no exercício 15-16?

Eu não estava a falar dos jogadores já assegurados como Cervi ou Carrillo. Estava a referir-me dos que ainda devem chegar até 30 de junho e que é o mais provável que haja contratações até ao fim do actual exercício, como tem acontecido todos os anos.

Lost,

o que o MALU15 quis dizer é que o valor imputado como investimento a que te referes, não se reflecte nas contas do relatório e contas anual.

E porquê ?

Porque isso diz respeito às amortizações. É apenas isso (as amortizações) que vês como custo na secção "Custos Transf. Atletas"

Se comprassemos o Ronaldo em Maio por 100Milhões para as proximas 5 épocas, não se iria reflectir um custo de 100M no relatorio e contas de 2015/2016. Entendes ? Ou seja veriamos um aumento de 20M nas amortizações para 16/17, 17/18, 18/19, 19/20 e 20/21. Não haveria consequência nesta época.

Portanto quando se fala em investimento, ficamos é com a ideia de que as amortizações vão se manter ou subir. É basicamente isso, porque à excepção do football-leaks nem temos ideia de quando temos que pagar nem quanto temos que pagar pelo jogador x ou y.



Abraço
Se assim é, parte do que disse deixa de fazer sentido. Mea culpa. 

Ainda assim, o valor pago por intermediações de transferências, não se imputa todo no exercício em que é efectuado?

Uma coisa é o valor pago a um clube a que compramos um jogador e que será amortizado. Outro é o valor pago de comissões a terceiras partes.

Abraço.


Todas as despesas inerentes a uma aquisição (comissões a intermediários, direitos de imagem, prémios de assinatura, efeitos de actualização cambiais, ...) são capitalizados do mesmo modo que o valor base de aquisição do passe, e por isso são distribuídos pelos vários anos do contrato na rubrica de amortizações de passes.
Parte da minha lógica devia-se ao facto de nos relatórios e contas, o Benfica separar a rúbrica de "amortizações e perdas de imparidade dos direitos de atletas" e "gastos com transações de direitos de atletas"

Presumi que a segunda dizia respeito a intermediações e não eram amortizadas, isto é, eram imputadas na sua totalidade no momento da transferência.

Porque se é tudo amortizado, qual é a razão para ter as duas rubricas?

De qualquer forma, fica o teu esclarecimento Malu. Mais um de extrema utilidade.

O0

Só mais um esclarecimento. As despesas com comissões, embora sejam capitalizadas e amortizadas e distribuídas pelo nº de anos do contrato, são registadas no bem X (atleta) mas são contabilizadas em contas diferentes, e por isso são apresentadas na Demonstração de resultados em rubricas de custos diferentes.

Não percebi.

porque são contabilizadas em contas diferentes ?

nfgl

Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 12:58
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 10:42
Citação de: Rscastro em 28 de Abril de 2016, 10:40
Não estamos como o sporteng mas não nadamos em dinheiro isso não ! Já estivemos bem pior!

Os lagartos estão em resgate.
Eles faliram de facto.
O conceito de falência é muito subjectivo, e ainda mais quando aplicado às SAD`S.

Mas considerando apenas como medida a situação actual dos Capitais Próprios, é mais apropriado dizer que a SSAD está falida do que a BSAD e PSAD, pois a SSAD mesmo sem VMOC`S  tinha em 31.12.15 Capitais Próprios negativos de 11,2M e se adicionarmos  os 128M das VMOC`s, teremos a bonita soma de 139,2M negativos, o que não acontece com as outras SAD`s  que têm ambas capitais próprios positivos.



Então para ser mais claro, não entraram em incomprimento porque foram resgatados.

Tosta Mistica

Citação de: Maldini em 28 de Abril de 2016, 10:14

A pergunta que se impõe é: Estamos falidos ou não??? :P

Essa é fácil.... NIM


MALU15

Citação de: CitriC em 28 de Abril de 2016, 13:19
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2016, 23:23
Citação de: lost_paradise em 27 de Abril de 2016, 22:12
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2016, 22:01
Citação de: lost_paradise em 27 de Abril de 2016, 21:50
Citação de: CitriC em 27 de Abril de 2016, 21:01
Citação de: lost_paradise em 27 de Abril de 2016, 18:39
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2016, 13:05
Citação de: lost_paradise em 27 de Abril de 2016, 01:34
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2016, 01:21
Citação de: lost_paradise em 27 de Abril de 2016, 01:05
Citação de: MALU15 em 27 de Abril de 2016, 00:42
Citação de: NUNO_ALVES em 26 de Abril de 2016, 23:22
Quando sai o relatório do ultimo trimestre? E expectativas de resultados? Obrigado
Até final de Maio.

Citação de: CitriC em 03 de Abril de 2016, 00:43
Com isto tudo, já vamos em Abril.

Eu diria que acabámos o 3 trimestre com um simpático break-even.

e porquê ?

Porque não fizemos vendas de jogadores.
Porque as amortizações parece-me que aumentaram ligeiramente
Porque os resultados financeiros mantiveram-se (à expceção do BSF naturalmente)

Podemos vir a ter prejuízo em cerca de 5 ou 6Milhões se eles decidirem contabilizar o premio de passagem aos quartos de final apenas no 4 trimestre. Eu estou a mête-lo já no 3 trimestre, mas se o Benfica for coerente não incluirá até porque apesar de termos passado aos oitavos no 1 Semestre eles acabaram por nunca incluí-lo no relatorio e contas do 1 Semestre.


Está a ser uma grande época mesmo financeiramente.

Agora é esperar mais 2 mesitos para confirmar se o que escrevi está preciso ou não.
Não é expectável que os prémios dos oitavos e quartos da CL não sejam contabilizados no 3º Trimestre, pois há sempre uma tendência para linearizar ao máximo os resultados líquidos nos diversos períodos de prestações de contas, e muito mais neste 3º trimestre que é tradicionalmente o mais difícil em termos de contas.

Neste pressuposto, a minha estimativa para o resultado líquido acumulado dos 9 meses aponta para um valor ligeiramente negativo da ordem dos 2/3 M, pois dificilmente o resultado dos últimos 3 meses é melhor que os 3 meses de Out a Dez15, que foi de (7,6)M. Com este nível de resultados não será assim muito difícil fechar o exercício 15/16 com um resultado positivo, dependendo a sua ordem de grandeza das vendas que forem feitas e contabilizadas até JUN16.
Devemos precisar de cerca de 30 milhões de mais valias até 30 de junho, para não ter prejuízo. Um pouco mais, se houver investimento significativo até 30 de junho.

O investimento mantém-se estável nos últimos anos. Não podemos passar para mais valias na ordem dos 75 e 78 milhões para uma época em que até agora temos 23 milhões de mais valias e achar que é suficiente para o break-even.

Se o investimento for cerca de 40 milhões entre amortizações e gastos com transferências, o resultado com atletas deverá ser de 10 milhões para não se ter prejuízo....logo pelo menos 50 milhões de mais valias.




O investimento até 30 de Junho já não conta para este "campeonato" dos resultados deste ano, mas sim para os seguintes. O valor das mais valias depende muito dos jogadores ou jóias a vender.
Se o valor das amortizações é diluído pelo número de anos dos contratos, o valor de intermediações será à cabeça.  E parte do valor investido em contratações entra logo nas amortizações, mesmo que seja só 20% de um contrato a 5 anos.

Quanto às mais valias, a minha lógica é precisamente ao contrário. Para se ter 30 milhões de mais valias, depende em muito de quem for vendido para se saber por quanto é preciso vender em bruto, para se poder atingir esse valor.

,
Ó Lost, vamos lá entender-nos de vez. As amortizações são calculadas por duodécimos e só depois dos contratos estarem em vigor, e os valores capitalizados (investidos) incluem todas as despesas incorridas. Isto quer dizer que um atleta que seja comprado e que por exemplo inicie o contrato em 1JUl16, como será o caso do Cervi, só no mês de Julho serão registadas amortizações de 1/12 do valor total do investimento distribuído por 5 anos, se esse for o nº de anos do contrato.

Se quiseres ler mais sobre isto recomendo o R&C de JUN15 (Pag 75, ...) na Parte sobre políticas contabilísticas, e que a seguir transcrevo:
________________________________________________________
2 Políticas contabilísticas
...

2.5 Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis encontram-se valorizados ao seu valor de aquisição, acrescido de despesas diretamente atribuíveis à sua aquisição e deduzido das respetivas amortizações acumuladas e perdas de imparidade acumuladas, caso tal se verifique.
Os ativos intangíveis só são reconhecidos desde que sejam identificáveis e seja provável que deles advenham benefícios económicos futuros, sejam controláveis e se possa medir razoavelmente o seu valor.

Plantel de futebol

Esta rubrica compreende os gastos incorridos com a aquisição dos direitos dos jogadores profissionais de futebol. O gasto de aquisição inclui as importâncias despendidas a favor da entidade transmitente, os encargos com serviços de intermediários, os encargos com direitos de imagem dos atletas (quando o pagamento não está dependente do cumprimento do contrato de trabalho desportivo do jogador) e os prémios de assinatura pagos aos atletas, assim como os efeitos da atualização financeira, tendo em consideração os planos de pagamento estipulados.
Os gastos de aquisição dos direitos dos jogadores profissionais de futebol são amortizados por duodécimos, seguindo o método da linha reta, durante o período de vigência dos seus contratos de trabalho desportivo.
Os encargos incorridos com as renovações de contratos de trabalho desportivo celebrados com jogadores são também incorporados na rubrica de ativos intangíveis – plantel de futebol, sendo apurado um novo valor líquido contabilístico, o qual é amortizado em função do novo período do contrato de trabalho.

A Benfica SAD avalia anualmente os indícios de imparidade através de uma análise da situação específica dos atletas, considerando indicadores qualitativos e quantitativos, tais como o desempenho desportivo, perspetivas de evolução, eventuais contactos com vista a uma possível transferência, duração remanescente do contrato, cedências temporárias do atleta a outros clubes, idade, salário, utilização e lesões.
Os direitos dos jogadores permanecem nesta rubrica sempre que o direito de inscrição desportiva do atleta seja detido a título definitivo pela Benfica SAD. Quando os riscos e benefícios associados a esse direito são transferidos para outro clube ou sociedade desportiva, o ativo é desreconhecido e a mais ou menos valia gerada na transação é registada em "rendimentos com transações de direitos de atletas" ou "gastos com transações de direitos de atletas", conforme referido na nota 2.10.2.

Nas situações em que a Benfica SAD tem jogadores cedidos temporariamente a clubes terceiros, estes permanecem registados como ativos intangíveis – plantel de futebol, mantendo-se o critério de amortização desses gastos pelo número de anos de contrato de trabalho desportivo.
Existem situações em que a percentagem dos direitos económicos detidos pela Benfica SAD é inferior a 100%, apesar de deter na totalidade os direitos de inscrição desportiva. Estas situações pode significar que:
• A Benfica SAD no momento da aquisição do direito desportivo do jogador, adquiriu apenas uma parte dos direitos económicos. Caso adquira no futuro percentagens adicionais dos direitos económicos, esses montantes são acrescidos à rubrica de ativos intangíveis – plantel de futebol;
• A Benfica SAD celebrou com terceiros um contrato de partilha proporcional dos resultados inerentes à transação futura desses direitos, ou seja, um contrato de associação de interesses económicos que consubstancia uma parceria de investimento resultando na partilha proporcional dos resultados inerentes às transações daqueles direitos. Nestes casos, os ganhos gerados pela cedência destes direitos são reconhecidos em resultados em função do período de trabalho desportivo que os jogadores mantêm com a Benfica SAD.

Quando a Benfica SAD cede a título definitivo os direitos de inscrição desportiva do atleta e mantém uma percentagem dos direitos económicos, o valor líquido contabilístico à data é repartido de seguinte forma:
• A proporção da percentagem de direitos económicos que a Benfica SAD continua a deter é transferida para a rubrica de outros ativos financeiros – direitos económicos de atletas – mantendo-se como um ativo durante o período em que a Sociedade detêm esse direito, avaliando anualmente os indícios de imparidade;
• O valor remanescente é utilizado para o apuramento de um ganho ou perda pela venda desses direitos económicos, o qual é reconhecido em resultados no período.

Estas situações consubstanciam a celebração com terceiros de contratos de partilha proporcional dos resultados inerentes à transação futura destes direitos.

Agradeço o texto...mas eu não estava a referir-me ao Cervi.


O ano passado foi assim com Carcela e Taarabt. Comprados em junho e com uma parte do investimento a ser reflectido no relatório e contas 14-15.

Vais dizer se por hipótese, accionarmos a clásula de compra do Mitroglou em Maio, não há  custos imputados no exercício 15-16?

Eu não estava a falar dos jogadores já assegurados como Cervi ou Carrillo. Estava a referir-me dos que ainda devem chegar até 30 de junho e que é o mais provável que haja contratações até ao fim do actual exercício, como tem acontecido todos os anos.

Lost,

o que o MALU15 quis dizer é que o valor imputado como investimento a que te referes, não se reflecte nas contas do relatório e contas anual.

E porquê ?

Porque isso diz respeito às amortizações. É apenas isso (as amortizações) que vês como custo na secção "Custos Transf. Atletas"

Se comprassemos o Ronaldo em Maio por 100Milhões para as proximas 5 épocas, não se iria reflectir um custo de 100M no relatorio e contas de 2015/2016. Entendes ? Ou seja veriamos um aumento de 20M nas amortizações para 16/17, 17/18, 18/19, 19/20 e 20/21. Não haveria consequência nesta época.

Portanto quando se fala em investimento, ficamos é com a ideia de que as amortizações vão se manter ou subir. É basicamente isso, porque à excepção do football-leaks nem temos ideia de quando temos que pagar nem quanto temos que pagar pelo jogador x ou y.



Abraço
Se assim é, parte do que disse deixa de fazer sentido. Mea culpa. 

Ainda assim, o valor pago por intermediações de transferências, não se imputa todo no exercício em que é efectuado?

Uma coisa é o valor pago a um clube a que compramos um jogador e que será amortizado. Outro é o valor pago de comissões a terceiras partes.

Abraço.


Todas as despesas inerentes a uma aquisição (comissões a intermediários, direitos de imagem, prémios de assinatura, efeitos de actualização cambiais, ...) são capitalizados do mesmo modo que o valor base de aquisição do passe, e por isso são distribuídos pelos vários anos do contrato na rubrica de amortizações de passes.
Parte da minha lógica devia-se ao facto de nos relatórios e contas, o Benfica separar a rúbrica de "amortizações e perdas de imparidade dos direitos de atletas" e "gastos com transações de direitos de atletas"

Presumi que a segunda dizia respeito a intermediações e não eram amortizadas, isto é, eram imputadas na sua totalidade no momento da transferência.

Porque se é tudo amortizado, qual é a razão para ter as duas rubricas?

De qualquer forma, fica o teu esclarecimento Malu. Mais um de extrema utilidade.

O0

Só mais um esclarecimento. As despesas com comissões, embora sejam capitalizadas e amortizadas e distribuídas pelo nº de anos do contrato, são registadas no bem X (atleta) mas são contabilizadas em contas diferentes, e por isso são apresentadas na Demonstração de resultados em rubricas de custos diferentes.

Não percebi.

porque são contabilizadas em contas diferentes ?
Ó meu caro, por força do plano de contas existente, que tem contas de vários graus, pois pelo facto do Balanço e da Demonstração de resultados, peças de divulgação, apresentarem os valores dos activos intangíveis e os custos das amortizações desses mesmos activos em rubricas totalizadoras, isso não invalida que a contabilização das operações não seja feita em contas mais analíticas e com indicação do código do bem (atleta) da qual resulta o chamado balancete analítico com informação mais detalhada para a gestão e para a produção do anexo às contas.

Maka

Estou a fazer uma pós-graduação, tendo pela primeira vez cadeiras de contabilidade. Os posts do MALU15 nunca fizeram tanto sentido.

MALU15

Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 13:38
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 12:58
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 10:42
Citação de: Rscastro em 28 de Abril de 2016, 10:40
Não estamos como o sporteng mas não nadamos em dinheiro isso não ! Já estivemos bem pior!

Os lagartos estão em resgate.
Eles faliram de facto.
O conceito de falência é muito subjectivo, e ainda mais quando aplicado às SAD`S.

Mas considerando apenas como medida a situação actual dos Capitais Próprios, é mais apropriado dizer que a SSAD está falida do que a BSAD e PSAD, pois a SSAD mesmo sem VMOC`S  tinha em 31.12.15 Capitais Próprios negativos de 11,2M e se adicionarmos  os 128M das VMOC`s, teremos a bonita soma de 139,2M negativos, o que não acontece com as outras SAD`s  que têm ambas capitais próprios positivos.



Então para ser mais claro, não entraram em incomprimento porque foram resgatados.

O "incumprimento" neste domínio, só é efectivo se os credores requererem o chamado processo judicial de insolvência, tendo em vista a liquidação do seu património e repartição do seu produto pelos credores, o que ainda não aconteceu.

Marado

Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 10:41
Citação de: Maldini em 28 de Abril de 2016, 10:14

A pergunta que se impõe é: Estamos falidos ou não??? :P

Estamos nós e mais de 80% das empresas portuguesas.
A falta de capital é generalizada.
liquidez

nfgl

Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 13:52
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 13:38
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 12:58
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 10:42
Citação de: Rscastro em 28 de Abril de 2016, 10:40
Não estamos como o sporteng mas não nadamos em dinheiro isso não ! Já estivemos bem pior!

Os lagartos estão em resgate.
Eles faliram de facto.
O conceito de falência é muito subjectivo, e ainda mais quando aplicado às SAD`S.

Mas considerando apenas como medida a situação actual dos Capitais Próprios, é mais apropriado dizer que a SSAD está falida do que a BSAD e PSAD, pois a SSAD mesmo sem VMOC`S  tinha em 31.12.15 Capitais Próprios negativos de 11,2M e se adicionarmos  os 128M das VMOC`s, teremos a bonita soma de 139,2M negativos, o que não acontece com as outras SAD`s  que têm ambas capitais próprios positivos.



Então para ser mais claro, não entraram em incomprimento porque foram resgatados.

O "incumprimento" neste domínio, só é efectivo se os credores requererem o chamado processo judicial de insolvência, tendo em vista a liquidação do seu património e repartição do seu produto pelos credores, o que ainda não aconteceu.

Porque foram alvo de resgate (ou restruturação) por parte dos credores.

MALU15

Citação de: Marado em 28 de Abril de 2016, 13:53
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 10:41
Citação de: Maldini em 28 de Abril de 2016, 10:14

A pergunta que se impõe é: Estamos falidos ou não??? :P

Estamos nós e mais de 80% das empresas portuguesas.
A falta de capital é generalizada.
liquidez
Também é. Mas olha que as SAD`S vão sobrevivendo à custa de capitais alheios, e é com eles, que com  alguma imaginação, tentam gerar capitais próprios para melhorar a situação, e com a agravante do capital social com que nasceram ter sido "comido" nos anos difíceis com prejuízos acumulados.

MALU15

Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 13:54
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 13:52
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 13:38
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 12:58
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 10:42
Citação de: Rscastro em 28 de Abril de 2016, 10:40
Não estamos como o sporteng mas não nadamos em dinheiro isso não ! Já estivemos bem pior!

Os lagartos estão em resgate.
Eles faliram de facto.
O conceito de falência é muito subjectivo, e ainda mais quando aplicado às SAD`S.

Mas considerando apenas como medida a situação actual dos Capitais Próprios, é mais apropriado dizer que a SSAD está falida do que a BSAD e PSAD, pois a SSAD mesmo sem VMOC`S  tinha em 31.12.15 Capitais Próprios negativos de 11,2M e se adicionarmos  os 128M das VMOC`s, teremos a bonita soma de 139,2M negativos, o que não acontece com as outras SAD`s  que têm ambas capitais próprios positivos.



Então para ser mais claro, não entraram em incomprimento porque foram resgatados.

O "incumprimento" neste domínio, só é efectivo se os credores requererem o chamado processo judicial de insolvência, tendo em vista a liquidação do seu património e repartição do seu produto pelos credores, o que ainda não aconteceu.

Porque foram alvo de resgate (ou restruturação) por parte dos credores.

Sim, é uma questão de linguagem, e por alguma razão o acordo com os bancos os amarra também a um conjunto de obrigações como não podia deixar de ser, e se as "coisas" começarem a descambar ainda vamos assistir a algum pedido de renegociação.

Maka

Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 14:06
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 13:54
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 13:52
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 13:38
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 12:58
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 10:42
Citação de: Rscastro em 28 de Abril de 2016, 10:40
Não estamos como o sporteng mas não nadamos em dinheiro isso não ! Já estivemos bem pior!

Os lagartos estão em resgate.
Eles faliram de facto.
O conceito de falência é muito subjectivo, e ainda mais quando aplicado às SAD`S.

Mas considerando apenas como medida a situação actual dos Capitais Próprios, é mais apropriado dizer que a SSAD está falida do que a BSAD e PSAD, pois a SSAD mesmo sem VMOC`S  tinha em 31.12.15 Capitais Próprios negativos de 11,2M e se adicionarmos  os 128M das VMOC`s, teremos a bonita soma de 139,2M negativos, o que não acontece com as outras SAD`s  que têm ambas capitais próprios positivos.



Então para ser mais claro, não entraram em incomprimento porque foram resgatados.

O "incumprimento" neste domínio, só é efectivo se os credores requererem o chamado processo judicial de insolvência, tendo em vista a liquidação do seu património e repartição do seu produto pelos credores, o que ainda não aconteceu.

Porque foram alvo de resgate (ou restruturação) por parte dos credores.

Sim, é uma questão de linguagem, e por alguma razão o acordo com os bancos os amarra também a um conjunto de obrigações como não podia deixar de ser, e se as "coisas" começarem a descambar ainda vamos assistir a algum pedido de renegociação.

Depois vão para os tribunais chorar que os bancos mauzões os obrigam a dar metade das receitas com transferências de jogadores.

nfgl

Citação de: Maka em 28 de Abril de 2016, 14:33
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 14:06
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 13:54
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 13:52
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 13:38
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 12:58
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 10:42
Citação de: Rscastro em 28 de Abril de 2016, 10:40
Não estamos como o sporteng mas não nadamos em dinheiro isso não ! Já estivemos bem pior!

Os lagartos estão em resgate.
Eles faliram de facto.
O conceito de falência é muito subjectivo, e ainda mais quando aplicado às SAD`S.

Mas considerando apenas como medida a situação actual dos Capitais Próprios, é mais apropriado dizer que a SSAD está falida do que a BSAD e PSAD, pois a SSAD mesmo sem VMOC`S  tinha em 31.12.15 Capitais Próprios negativos de 11,2M e se adicionarmos  os 128M das VMOC`s, teremos a bonita soma de 139,2M negativos, o que não acontece com as outras SAD`s  que têm ambas capitais próprios positivos.



Então para ser mais claro, não entraram em incomprimento porque foram resgatados.

O "incumprimento" neste domínio, só é efectivo se os credores requererem o chamado processo judicial de insolvência, tendo em vista a liquidação do seu património e repartição do seu produto pelos credores, o que ainda não aconteceu.

Porque foram alvo de resgate (ou restruturação) por parte dos credores.

Sim, é uma questão de linguagem, e por alguma razão o acordo com os bancos os amarra também a um conjunto de obrigações como não podia deixar de ser, e se as "coisas" começarem a descambar ainda vamos assistir a algum pedido de renegociação.

Depois vão para os tribunais chorar que os bancos mauzões os obrigam a dar metade das receitas com transferências de jogadores.

Não me admira nada.
Com o resto das fugas para a frente a que temos assistido.

Maka

Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 14:37
Citação de: Maka em 28 de Abril de 2016, 14:33
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 14:06
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 13:54
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 13:52
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 13:38
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 12:58
Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 10:42
Citação de: Rscastro em 28 de Abril de 2016, 10:40
Não estamos como o sporteng mas não nadamos em dinheiro isso não ! Já estivemos bem pior!

Os lagartos estão em resgate.
Eles faliram de facto.
O conceito de falência é muito subjectivo, e ainda mais quando aplicado às SAD`S.

Mas considerando apenas como medida a situação actual dos Capitais Próprios, é mais apropriado dizer que a SSAD está falida do que a BSAD e PSAD, pois a SSAD mesmo sem VMOC`S  tinha em 31.12.15 Capitais Próprios negativos de 11,2M e se adicionarmos  os 128M das VMOC`s, teremos a bonita soma de 139,2M negativos, o que não acontece com as outras SAD`s  que têm ambas capitais próprios positivos.



Então para ser mais claro, não entraram em incomprimento porque foram resgatados.

O "incumprimento" neste domínio, só é efectivo se os credores requererem o chamado processo judicial de insolvência, tendo em vista a liquidação do seu património e repartição do seu produto pelos credores, o que ainda não aconteceu.

Porque foram alvo de resgate (ou restruturação) por parte dos credores.

Sim, é uma questão de linguagem, e por alguma razão o acordo com os bancos os amarra também a um conjunto de obrigações como não podia deixar de ser, e se as "coisas" começarem a descambar ainda vamos assistir a algum pedido de renegociação.

Depois vão para os tribunais chorar que os bancos mauzões os obrigam a dar metade das receitas com transferências de jogadores.

Não me admira nada.
Com o resto das fugas para a frente a que temos assistido.

Pelo que tem vindo a público, um dos argumentos que enviaram no recurso à decisão do TAS foi que não podiam pagar agora à Doyen porque, mesmo se vendessem jogadores, tinham de dar metade aos bancos.

nfgl

Citação de: Maka em 28 de Abril de 2016, 14:38
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Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 14:06
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Citação de: Rscastro em 28 de Abril de 2016, 10:40
Não estamos como o sporteng mas não nadamos em dinheiro isso não ! Já estivemos bem pior!

Os lagartos estão em resgate.
Eles faliram de facto.
O conceito de falência é muito subjectivo, e ainda mais quando aplicado às SAD`S.

Mas considerando apenas como medida a situação actual dos Capitais Próprios, é mais apropriado dizer que a SSAD está falida do que a BSAD e PSAD, pois a SSAD mesmo sem VMOC`S  tinha em 31.12.15 Capitais Próprios negativos de 11,2M e se adicionarmos  os 128M das VMOC`s, teremos a bonita soma de 139,2M negativos, o que não acontece com as outras SAD`s  que têm ambas capitais próprios positivos.



Então para ser mais claro, não entraram em incomprimento porque foram resgatados.

O "incumprimento" neste domínio, só é efectivo se os credores requererem o chamado processo judicial de insolvência, tendo em vista a liquidação do seu património e repartição do seu produto pelos credores, o que ainda não aconteceu.

Porque foram alvo de resgate (ou restruturação) por parte dos credores.

Sim, é uma questão de linguagem, e por alguma razão o acordo com os bancos os amarra também a um conjunto de obrigações como não podia deixar de ser, e se as "coisas" começarem a descambar ainda vamos assistir a algum pedido de renegociação.

Depois vão para os tribunais chorar que os bancos mauzões os obrigam a dar metade das receitas com transferências de jogadores.

Não me admira nada.
Com o resto das fugas para a frente a que temos assistido.

Pelo que tem vindo a público, um dos argumentos que enviaram no recurso à decisão do TAS foi que não podiam pagar agora à Doyen porque, mesmo se vendessem jogadores, tinham de dar metade aos bancos.

Esse é metade do argumento.
A outra metade é que a Doyen tem uma situação patrimonial boa e como tal não precisavam do dinheiro agora.

Se isto fosse validado abria um precedente porreiro.

Maka

Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 14:46
Citação de: Maka em 28 de Abril de 2016, 14:38
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Citação de: Maka em 28 de Abril de 2016, 14:33
Citação de: MALU15 em 28 de Abril de 2016, 14:06
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Citação de: nfgl em 28 de Abril de 2016, 10:42
Citação de: Rscastro em 28 de Abril de 2016, 10:40
Não estamos como o sporteng mas não nadamos em dinheiro isso não ! Já estivemos bem pior!

Os lagartos estão em resgate.
Eles faliram de facto.
O conceito de falência é muito subjectivo, e ainda mais quando aplicado às SAD`S.

Mas considerando apenas como medida a situação actual dos Capitais Próprios, é mais apropriado dizer que a SSAD está falida do que a BSAD e PSAD, pois a SSAD mesmo sem VMOC`S  tinha em 31.12.15 Capitais Próprios negativos de 11,2M e se adicionarmos  os 128M das VMOC`s, teremos a bonita soma de 139,2M negativos, o que não acontece com as outras SAD`s  que têm ambas capitais próprios positivos.



Então para ser mais claro, não entraram em incomprimento porque foram resgatados.

O "incumprimento" neste domínio, só é efectivo se os credores requererem o chamado processo judicial de insolvência, tendo em vista a liquidação do seu património e repartição do seu produto pelos credores, o que ainda não aconteceu.

Porque foram alvo de resgate (ou restruturação) por parte dos credores.

Sim, é uma questão de linguagem, e por alguma razão o acordo com os bancos os amarra também a um conjunto de obrigações como não podia deixar de ser, e se as "coisas" começarem a descambar ainda vamos assistir a algum pedido de renegociação.

Depois vão para os tribunais chorar que os bancos mauzões os obrigam a dar metade das receitas com transferências de jogadores.

Não me admira nada.
Com o resto das fugas para a frente a que temos assistido.

Pelo que tem vindo a público, um dos argumentos que enviaram no recurso à decisão do TAS foi que não podiam pagar agora à Doyen porque, mesmo se vendessem jogadores, tinham de dar metade aos bancos.

Esse é metade do argumento.
A outra metade é que a Doyen tem uma situação patrimonial boa e como tal não precisavam do dinheiro agora.

Se isto fosse validado abria um precedente porreiro.

Sim, essa parte também é muito boa. "Eles são ricos, não precisam".